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Arquivos mensais: Fevereiro 2012

Mustang Sally – Mustang Classic

O atrativo que nos levou ao Mustang, fora o hambúrguer, foi o incentivo do desconto de 50% até às 20h em diversos pratos. Não são todos os pratos do cardápio, só alguns que ficam num menu separado. Para quem está com a grana curta, como sempre é o meu caso, es muy interesante!

Casa cheia, nos restou o segundo andar com as sofás de encostos altos, altos a ponto de evitar contato visual direto com a próxima mesa, o que nos poupa de ver um estranho com a cara suja, alface no dente, essas coisas.
Lugar de gente bonita, bem vestida, chata, de terno, no happy hour … Batel, né?!  Vários casais, deve ser mesmo um bom lugar para levar aquela gatinha para comer uns nachos, e se mostrar caliente, rá!

Chega de enrolação, vamos as vias de fato. Esse Mustang Classic infelizmente não me deixou empolgado como eu ficaria ao ver um Mustang Eleanor rodando pela rua.
É bonito, grande, enche o prato e os olhos, mas pecou por parecer burocrático, deu para perceber que foi feito na correria, o queijo nem chegou a derreter, mas pelo menos deu tempo de tirarem aquele plástico que divide as fatias, saca?
A carne estava seca, quase passando do ponto, não escorreu sequer uma gotinha de “suculência” enquanto cortava o hambúrguer. Triste.
Agora me redimindo com os nutricionistas, a salada se fez necessária para dar uma umedecida, e a maionese em quantidade ínfima teve que ser complementada por pelo menos um sachê para ajudar a dar aquela molhadinha marota e ficar mais palatável.  Aí foi!

Acho que vou implementar um novo quesito: o Fator Sustância, tipo um Fator-X da comilança. Porque é foda quando você sai para comer e depois de algum tempo, quando chega em casa, ter que comer um pão para complementar.
Então no Fator Sustância, o X-salada, ops!, o Mustang Classic, me deixou saciado e com isso chegou ao seu ponto positivo. Joinha para ele!

Sobre as fotos dos sanduiches aqui no blog, é assim mesmo, não tem essa de produção, de fazer parecer bonito, isso aqui não é pra fazer propaganda, é pra mostrar a real de como o bicho chega na mesa para o cliente. Ok!

Uma curiosidade, já repararam no tamanho do guardanapo desse lugar? Feito para pessoas delicadas, com dedos e boquinhas pequenas (ui!), não para ogros que tem barba e ficam com a cara toda suja ao comer.

Ficha técnica:

Mustang Classic

Ingredientes: pão, carne, alface, tomate, queijo e maionese.

Preço: R$24,90 (vinte quarto e noventa? Nem fodendo! 50% tá bem pago!)

Ponto alto: O fator sustância … e estava tocando Michael Jackson quando chegamos, conta?

Ponto baixo: Os problemas basicamente do post anterior, a secura do hambúrguer o queijo não estar derretido, a pequena amostra de maionese, a batata frita que não chegou, e o preço abusivo do refrigerante de garrafinha, mais de R$4,00, mais caro que uma Coca-Cola de 2 litros no posto. No posto!

Avaliação: C-

O Mustang Sally fica na Rua Coronel Dulcídio, 517, no Batel. Curitiba-PR e funciona diariamente a partir das 17h. (41) 3018-8118.

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Publicado por em 02/28/2012 em Uncategorized

 

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Mustang Sally – Gorgonzola Burger

Ah, o Batel. Gente bonita e cheirosa, mendigos educados, carros importados e preconceito e hipocrisia no ar capazes de deixar a atmosfera grossa como gelatina. É no coração desse glorioso bairro da elite curitibana, construído na base de muito tiro e coronelismo que se situa o Mustang Sally fine burgers, um bar temático que é um mix de cultura de motociclista tiozão, comida mexicana e rockabilly dos anos 50 e 60. Ou seja, tudo aquilo que chegou até nosotros latinoamericanos via enlatados hollywoodianos como a epítome do badass, do mauzão, do James Dean (meninas que têm poster do James Dean na parede: se vocês acham aceitável morrer de tesão por um morto, me deixem em paz com meu fascínio pela Eva Braun), do selvagem da motocicleta, do born-to-be-wild, do johnny-be-good e outras generalidades. Como o próprio nome diz, porém, uma das especialidades da casa são os hambúrgueres, e entre um vasto cardápio que inclui hambúrgueres temperados com cerveja Guiness e Jack Daniels, há um que não fugiu a vista quando passei os olhos pelo cardápio: Gorgonzola Burger.

Você não leu errado. Como o nome a foto acima sugerem, é em todas as suas qualidades um hamburger normal, mas com gorgonzola, o glorioso blue cheese italiano. Sou suspeito para falar, pois poderia passar o dia comendo gorgonzola sem nunca enjoar do gosto (claro que uns copos d’água cairiam bem, porque o queijo é forte), então pedi.

Antes do hamburger chegar, a primeira decepção do recinto: a porção de fritas que pedimos como entrada deve ter sido ignorada na cozinha, e fomos obrigados a cancelar o pedido quando os primi piatti chegaram.Tudo bem que já vinham mais fritas no lanche, mas as papas belgas, como já mencionamos anteriormente, nunca são demais. Enfim, ponto negativo pro atendimento, may your soul burn in hell.

A foto já indica o segundo problema no Mustang Sally: esse gorgonzola não está derretido. Está, no máximo, quentinho pelo calor da carne do hamburger. Sei que o gorgonzola perde um pouco de suas propriedades quando esquentado, mas quer saber? Se eu quisesse ir a uma degustação de queijos e vinhos, estaria em outro lugar. Quero ver no meu sanduíche o cross-over antropofágico, a apropriação indevida da haute cuisine no meu junk-food nosso de cada dia, a transgressão, a heresia, a rebeldia desses ousados chefs que quiseram colocar a arte da pasteurização milanesa em rota de colisão com o enfant terrible da invenção do 4º Conde de Sandwich. Ao invés disso o que encontrei foi uma placa de petri muito bem alimentada — muito bem cortada, por sinal — em baixo de um pão com gergelim. Por esse tipo de consistência eu fico em casa, amigão.

E aí vem a terceira mensagem secreta de Nossa Senhora do Hamburger: esse sanduíche, amigo, está mais seco do deserto do Atacama! O pão é uma secura que só, se despedaça em flocos de trigo em cada mordida, a carne, que até poderia ser mais generosa, passou do ponto e ficou com aquela consistência de areia sabor carne, e a quantidade de maionese que colocaram por baixo mal dá pra fazer um lençol freático que satisfaça os anseios desses retirantes do McDonald’s. O jeito foi pedir mais maionese ao garçom e tascar-lhe o sachê. E acho que isso é permitido num trailer ribeirinho de lanches com um nome imbecil do tipo “Mc Regato” e um chapeiro com camisa do Iced Earth,  mas nunca numa hamburgueria de respeito. A única customização que se permite nesse caso é colocar ou não ketchup. O resto deve vir na medida da arte desses que dizem possuir os tais “fine burgers”. E não veio. Faltou umidade pra dar liga, faltaram sucos viscerais na carne (melhor ser vegetariano e comer hamburger de soja então), faltou frescor no pãozinho e faltou óleo de queijo derretido no queijo. Se a foto tá bonita, o mérito é do Murilo, porque o modelo aqui é difícil de trabalhar.

Ante uma experiência gastronômica decepcionante, uma coisa se salva: as batatinhas fritas que veem sequinhas e ainda assim, sem sal, para salgar a gosto (outra customização permitida), douradas e fritas no ponto certo. Infelizmente, o ponto alto fica só nisso.

Ficha técnica:

Gorgonzola Burger

Ingredientes: pão, carne, gorgonzola e maionese.

Preço: R$24,90 (50% de desconto das 17h às 20h)

Ponto alto: batatas fritas no ponto.

Ponto baixo: hamburguer seco, pão seco, queijo pouco derretido, pouca maionese e logística que não nos permitiu desfrutar de uma porção de fritas antes do prato principal.

Avaliação: D+

O Mustang Sally fica na Rua Coronel Dulcídio, 517, no Batel. Curitiba-PR e funciona diariamente a partir das 17h. (41) 3018-8118.

 
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Publicado por em 02/21/2012 em Uncategorized

 

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JPL Burgers – Super Series

A bola (de carne) da vez é o hambúrguer do JPL, aquele bar pequeno na esquina da Presidente Taunay com a Vicente Machado.  Aquela região (de)bacana da cidade com diversos bares, baladas e afins, para os diferentes bolsos, gostos e preferências sexuais.
O lugar já é bem conhecido pelo povo jovem/moderno e classe média da cidade. Mas era minha primeira vez no recinto, ainda estava claro, horário de verão, duas garotas tomavam seus bons (e bonitos) drinks na mesa do lado de fora enquanto pedíamos o motivo de nossa visita, a minha cota de de prazer (ou de porcaria, como diz minha mãe) semanal.
Sou daqueles criados com restrições alimentares e orçamentárias. Já que não era (e não é) todo dia, fazer um lanche ou comer fora era (é) sempre o momento de satisfação.

A pedida foi o “Super Series” e uma coca-cola com muito gelo, gelo proporcional ao calor que fazia.

No Cardápio:

200g de hambúrguer suculento – confere!  😉

Fatias de tomate – confere!

Queijo Mussarella – confere

Alface – confere!

Maionese com gergelim torrado – confere!

Batatas fritas crocantes – confere!

Agilidade na cozinha (era cedo, poucas pessoas no recinto, acho que facilitou), foi só o tempo de ir lavar as mãos, trocar uma ideia, fazer um checkin no foursquare, e lá estava o sandwich!



A primeira impressão é boa, com direito a uma firula decoração com molho barbecue junto das batatas fritas, e um potinho de molho barbecue extra, a foto não faz jus, a fome era maior que a vontade de fazer uma foto boa.

Dispensado o molho barbecue,  atacamos de garfo e faca por preguiça de sujar a cara toda de maionese. Aliás, tai um condimento diferenciado, temperado com gergelim torrado, não tem gosto forte de gergelim, (se ficasse eu saberia, não curto muito gergelim) e fica diferente da Hellmann’s que você come em casa.

Quase faço a mise en place do prato, separando por partes (embora eu seja um tiozão não vou fazer a piadinha do Jack,o estripador, de ir por partes).

O pão é aquele bem tradicional que se encontra em quase toda lanchonete, daqueles que devem vir em sacos grandes com quatro colunas e cinco fileiras, grudados uns nos outros.
Começando pela salada, aprendi quando era pequeno que tinha que comer a salada para ganhar a sobremesa, é aquilo né, você come porque faz bem e não porque é gostoso, então da-lhe pegar um pedaço de tomate e uma folha de alface com umas batatas para parecer palatavelmente mais agradável.

E aí já está o ponto negativo, muito alface, parecia não acabar mais. Se bem que são 200g de carne, a quantidade descomunal de alface poderia ajudar na digestão… Aham, sei!  Alface é malandragem para o sanduba ficar volumoso, parecer grande, alto, bonito, forte e sensual.  No me gusta!

Agora sim a “sobremesa”. 200g do pecado da carne temperada, moída e compactada em forma de disco de hockey. Suculento, molhadinho, carnoso, rosadinho por dentro, e no ponto conforme o pedido. Coberto por queijo e sem presunto, coberto mesmo, o queijo estava abraçando a carne como um polvo abraça um caranguejo na hora do almoço, uma quantidade de queijo boa, mas poderia ter mais (sempre poderia ter mais!).

Finalizo o hambúrguer, queijo e pão com um mata leão, parto para as últimas fritas que não são em vão. Satisfeito, pago no cartão, nóis não é patrão. Chego em casa e não preciso comer mais nada, só no outro dia, na próxima hamburgueria, na nossa próxima parada, que não sei qual vai ser, mas no Good Buguer você vai ver os melhores lugares dessa cidade para comer!
Sacaram as rimas? To na vibe das batalhas de improviso do rap, te cuida Emicida!

Resumindo, o JPL leva um joinha de Like, ganha do Brooklin e emplaca o segundo post do blog com um B +.

Alguns detalhes foram suprimidos porque já tem alguns dias que fomos lá, e tenho memória curta. Sorry buddy, see ya!

Ficha técnica:

JPL Burgers

Ingredientes: hambúrguer (200g), fatias de tomate, queijo mussarella, alface, maionese com gergelim torrado e batatas fritas.

Preço: R$18,90 (poderia ser uns 17,00 mas vale.)

Ponto alto: hambúrguer gordo(não de gordura), bom tempero, no ponto.

Ponto baixo: Os nutricionistas discordariam, mas o alface, um pouco mais do que o necessário para se enganar achando que está comendo algo não tão maléfico à saúde.

Avaliação: B +

O JPL Burgers fica na Av. Vicente Machado, 833, no Batel. Curitiba – PR. (41) 3024-2910

 
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Publicado por em 02/14/2012 em Uncategorized

 

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Brooklyn Coffee Shop – Brooklyn Burger

Se você mora em Curitiba e fuma crack, tem tatuagem do Día de los Muertos, Ray-Ban Warefarer, uma Diana F+ ou gosta de escutar o péssimo e novo indie rock (oposto do bom e velho rock n’ roll), provavelmente já perambulou pelas searas do São Francisco, o bairro bas-fond alternativo da cidade. Ali pertinho do Shopping Müeller, na rua do Wonka, do Peppers, do Kubrick (que Deus o tenha) e do Blues Velvet, a Trajano Reis, há um café muito do simpático que fica aberto até de noite: O Brooklyn Coffee Shop.

A criação do lugar foi inspirada nos coffee shops norte-americanos, por isso não adianta tentar pedir um “space cake” ou um “chá especial” porque não tem nada a ver com o conceito de coffee shop de Amsterdã — muito embora o brownie caseiro deles te deixe doidão de sacarose e deleite.

E obviamente o American Way of Life não dispensa um bom e famigerado hamburguer grosseiro. Está lá, entre o variado cardápio do recinto, o Brooklyn Burger, um Montesquieu em forma de pão com carne. Ei-lo:

Para melhor visualização de seu conteúdo visceral, dispensamos o alface, o tomate e o picles que acompanham esse colosso pantagruélico, mas nunca as fritas belgas, indissociáveis e indispensáveis para complementar a experiência, como cinema e pipoca, Tchaikovsky e canhões, carnaval e herpes, natal e aporrinhação, Passeio Público e assalto, Los Hermanos e Ana Júlia, Ana Júlia e Los Hermanos. Colocamos então um filtro estiloso para esconder a péssima qualidade de fotinha de celular e voilá. Aqui no Goodburger não existe foto de divulgação, a gente mostra o hamburguer como ele vem ao mundo: sujo, gorduroso e sem maquiagem. Keep it real, yo.

Pois bem, vamos ao dito-cujo: o Brooklyn Burger, como vocês podem ver, é coberto por um pão de hamburguer old school, pra mostrar que o chef joga o 4-3-3, sem inovar na forma, no volume ou no gergelim. Um pão clássico incorporado pela cultura americana que não curte muito o conceito de pão francês. Para esses caras, o pão deve ser macio, redondo, com miolo seco, coberto com gergelim e dourado na crosta. Por essa razão também não inventam na hora de usar o queijo: a boa e velha mozzarella italiana que confere à invenção de origem germânica o toque cosmopolita que uma região de refugos da Europa como o bairro do Brooklyn pode proporcionar. O encontro dos mundos se dá melhor nas comidas do que nas guerras, a julgar pelo resultado das campanhas dos países na década de 40.

Agora, o que não se justifica aí é esse presunto. Não se faz uma coisa dessas com um bom hamburger. O presunto é um fiambre menor, para ser comido em tábuas de queijos, tem um valor gastronômico infinitamente inferior à carne de hamburguer, embora partilhe de sua origem humilde, afinal ele é feito de carne de segunda moída. O presunto no hamburguer é uma invenção dos pés-sujos, que usam a carne fina para segurar o queijo na chapa, sem que a mozzarella se esparrame e vire uma gosma impossível de se recolher e confira mais igualdade à salada em espessura e umidade. Se alguém quiser comer presunto no pão, pede um misto-quente e sai pra lá com essa mania de boteco.

No geral, o Brooklyn Burger é um hamburguer um tanto salgado. Salgado principalmente pela carne e pela mozzarella. Mas, seguindo a máxima do iluminista supracitado, que temperava seus escritos com sal ao invés de vinagre, o resultado é aprazível. A carne consegue se manter com sucos suficientes e ser mal-passada o bastante para que o freguês não coma boi ralado puro e seco. É também uma refeição magnânima, para encher o bucho até de um gigante de Rabelais, de um Obelix na larica, de uma Magali com lombriga. É um hamburguer grande pra c*****, resumindo.

Ficha técnica:

Brooklyn Burger

Ingredientes: pão, carne, queijo, presunto, alface, tomate, picles e maionese.

Preço: R$16 reais (R$18 com fritas)

Ponto alto: hamburguer oldschool, brutal e salgado.

Ponto baixo: presunto e pão um pouco seco. Qual que é, né?

Avaliação: B-

O Brooklyn Coffee Shop fica na Rua Trajano Reis, 389, no São Francisco. Curitiba-PR. (41) 3618-0388

 
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Publicado por em 02/13/2012 em Uncategorized

 

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