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Arquivos mensais: Março 2012

Rock’a Burger – Rock’a Burger

Sabe quando você está abatido, meio ferrado depois de dias longe de casa passando mais tempo na estrada do que dormindo, estômago meio zoado, coração levemente partido … quando você só quer algo que te faça bem, poderia ser uma massagem, um novo jogo de vídeo game… Mas no caso de hoje, e aproveitando o propósito do blog, fui me fazer um agrado comestível. Ah, o prazer e a satisfação de comer algo legal!

Para tal, fomos no Rock’a Burger.
O Rock’a Burger fica naquela região do Brooklin Café, perto do Wonka, O Torto e adjacências, lugar de circulação do povo descolado, onde todo mundo é meio parecido  e tem cara de publicitário. Particularmente acho aquela região uma porcaria … enfim, isso não vem ao caso, fato é que o Rock’a (Roca! )me foi uma boa surpresa.

Quase na esquina. Pequeno, interessante e até simpático. Embora tenha aquele ar de retrô, e eu ache um saco essa onda retrô moderna de pin ups (pin up gordinha você é terrível!) e afins, confesso que gostei do lugar, acho que por ser pequeno,  poucas mesas, quadros de filmes legais nas paredes, sonzinho rockabilly de background, na televisão passando um filme em preto e branco, atrás do balcão tinha uma pequena coleção de filmes que vai do De Volta Para o Futuro até Sexta Feira 13 parte 2, ou seja, tem até distração se estiver comendo sozinho.
Lembram da Memphis Hamburgueria que a televisão estava ligada no BBB e depois numas musicas comerciais (comerciais pra não dizer ruins)? Detalhes, galera dos estabelecimentos, detalhes fazem a diferença!
Uns 10min, uma coca-cola pela metade e o prato chega.

“Que pão macio!” Foi minha primeira constatação, ao pegar o bicho na mão, antes mesmo de começar a comer.  Esse foi o melhor pão que encontramos por aí até agora. Ponto super positivo, ainda mais para quem como eu tem o pão como base da alimentação.
Como bem disse a garçonete, o mexican souce (um molho que vem junto e se mistura com o cheddar), é muito suave, quase imperceptível mas perceptível, sabe como é!? Acho que por ser suave mesmo, eles oferecem o opcional de jalapeño, para quem é cabron e gosta de coisas mais apimentadas. Pimenta é uma parada que pra mim não rola, não consegui comer nem aquela batata pringles de jalapeño. Sim, sou um fracote para condimentos mais fortes.
Ah, o hambúrguer, que bela mãozada de carne, não tinha e nem precisava ter o formatinho perfeitinho de disco, estava muito bom, com um leve rosadinho dentro, suculento(gordura da carne também serve para isso, além de entupir as artérias), temperado e as vezes até com um gostinho da chapa pra dar aquele gosto de rock, underground, tosco, bom!

Eu nunca tinha visto um alface naquele tom de verde, estava muito bonito, mas o gosto era o mesmo sem graça de todo alface.
Nas primeiras bocadas achei que um sanduiche seria pouco, que teria que comer mais alguma coisa, mas do meio para o fim fui ficando saciado, quase não aguentando as batatas.
É, o Rock’a Burger me deixou ir embora satisfeito e pançudo como o Senhor Barriga, pronto para cobrar o aluguel. Mas agora no começo da madrugada já estou pensando em comer mais alguma coisa … acho que outro Roca desses cairia bem e me deixaria feliz mais uma vez.

Fazendo uma comparação, o Rock’a se equipara ao JPL, que está entre os melhores e custa quase vinte reais. Então o Rock’a  ganha por ser mais barato e tão bom quanto, grata surpresa.

Como nem tudo é alegria nessa vida, chegamos ao ponto fraco, que não é no hambúrguer, é o acompanhamento, no caso a batata frita (mas também pode ser onion rings, você escolhe o acompanhamento) meio mole, pálida, quebradiça, daquelas que você pega no buffet do restaurante por quilo, ou no china pagando mais 1,50 no PF.

As fotos ficaram muito ruins, esqueci a câmera e o celular não segurou muito bem a onda. Mas é o que tem pra hoje!

Ficha técnica:

Rock’a Burger

Ingredientes:  Hamburguer de picanha (150g), queijo cheddar, alface, tomate e mexican sauce.  Jalapeño a parte. Acompanha French Fries ou Onion Rings.

Preço: R$13,00 + R$2,50 refrigerante lata. Vale bem a pena.

Ponto alto: Simples: preço e gostosura!

Ponto baixo: Diferente do sanduiche, o acompanhamento de batata frita não é dos melhores.

Avaliação: A

O Rock’a Burger fica na Rua Trajano Reis, 310, no São Francisco, e funciona de terça e quarta, das 18h à meia-noite, quinta à sábado, das 18h à 1h30, e domingo das 17h às 23h. (41) 3095-5854.

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Publicado por em 03/31/2012 em Uncategorized

 

Rock’a Burger – BBQ Burger

A pergunta é óbvia, mas a resposta não é: já parou para pensar porque as pessoas saem de casa e procuram um estabelecimento que se auto promove sob a categoria “comida caseira”? Por mais paradoxal que isso possa soar, faz completo sentido nesse mundo maluco pós-moderno em que a grande indústria faz questão de padronizar tudo para paladares que, do Oyapock ao Arroio Chuí, têm seus caprichos, predileções e individualidade, se acostumem com a mesma massa amorfa de comida acinzentada, eximida de cromatismo e textura, de carinho e de amor, de toque humano e ternura. E — agora vem o paradoxo de verdade — a busca por “comida caseira” padronizou o próprio conceito de comida caseira, embora eu possa garantir que sua mamãe não faz o t-bone que meu pai faz. E a comida caseira não é, a rigor, requintada, o que faz com que a busca pela comida caseira seja também a busca pela ternura, pela comida fresca feita não do jeito acadêmico, da haute-cuisine, mas a comida que é reinventada no dia a dia, às vezes com falhas, às vezes com desleixo, mas sempre com autenticidade.

Da mesma forma, trazendo a questão para o nosso micro universo, porque saímos de casa para procurar um bom hambúrguer artesanal, quando brotam McDonalds por aí e uma caixa com doze discos de carne custa míseros quatro reais? Bom, poucas comidas carecem mais de ternura e excelência caseira do que o hambúrguer, e o hambúrguer do Rock’a Burger é um desses que te fazem lembrar porque, afinal, deixar o conforto do lar.

O estabelecimento é relativamente novo, abriu ao lado do Blues Velvet, a poucos metros do Brooklyn Coffee Shop, do Dom Corleone e do Madero do Largo da Ordem, então o sujeito tem que ter cacife pra entrar nessa briga de cachorro grande. Pequeno, sim: oito mesas e um balcão para ficar de pé na calçada tomando chope e dividindo seus cigarros e bebidas com crackheads habituées do quarteirão. Na parede e no cardápio, pin-ups gordinhas e filmes thrash de outras décadas, como O Dia em Que a Terra Parou e O Ataque da Mulher de Quinze Metros, além de um filminho preto-e-branco rolando na TV: na ocasião, o clássico do Mankiewicz, A Malvada. Como o espaço e a decoração, o cardápio também é diminuto no quesito hambúrgueres. Meia dúzia de opções e lamba os beiços, e ainda a opção de pedir qualquer um sem pão. Eu sei, também não entendi, mas tem até gente que curte finalizar fliperama de dança, por que não haveria gente disposta a comer hamburguer sem pão?

Enfim, vamos ao petardo de hoje. Tadá, eis o BBQ Burger.

Amigo, dá uma olhada nessa carne! Dá uma olhada nessa língua de bacon, dá uma olhada nesse pão que parece a cabeça de um goomba do Mario Bros. Isso é genuíno.

Bom, antes de mais nada, preciso ser honesto e dizer que quando essa foto foi tirada eu já tinha comido metade das batatinhas, a porção é um pouco mais servida do que isso, mas não muito.

BBQ, para quem não é versado na língua saxônica, é a abreviação de aeroporto (daquelas que não é bem uma abreviação, mas uma sigla aleatória e mnemônica) de Barbecue, que é o que o equivalente americano de churrasco. Por churrasco, eles querem dizer hambúrguer e salsicha na grelha. Triste ver que na maior potência do mundo o ritual culinário carnívoro que aqui demonstra poder e ascensão social  não é mais que uma esquete do patético modo de vida americano, em que você gasta todo seu dinheiro com carro e come carne de segunda aos fins de semana. E, vejam só vocês, na busca por esse gosto nostálgico do “churrasco” de fim de semana, a indústria alimentícia ianque padronizou uma invenção muito provavelmente mourisca batizada de molho barbecue, que basicamente é ketchup com gosto de fumaça. E é não só em referência à carne de churrasco americana mas também ao dito molho que o chef do Rock’a Burger batizou sua obra. O sanduíche é composto de hamburguer, mussarella, bacon, cebola grelhada e molho barbecue.

Comer um BBQ Burger é como apreciar o quadro Noite Estrelada Sobre o Ródano, do Van Gogh: é uma obra que, a princípio, causa assombro pela densidade, mas aí se percebe que naqueles traços bruscos e retos há fluidez, ritmo, sensibilidade e o que era denso e aparentemente impenetrável se torna parte de você e lhe permite viajar por dentro da obra enquanto a obra viaja por dentro de si. Para ninguém ver que eu estou mentindo, aqui está:

Noite estrelada sobre o ródano

O hambúrguer se ganha, antes de mais nada, no pão. Um pão bem macio e fresco pode dar um up no sanduíche, ao passo que um pão seco e esfarelento pode ruir até mesmo uma carne boa. E esse pão é macio e fresco, então começamos bem.

Essa montanha de carne que você pensa que só subtrairá alguns preciosos milímetros do ducto coronário se mostra um maná, repleto de água, sucos vitais de algum bovino que não morreu em vão e carinho de um cozinheiro paciente que não fica espremendo o bolo contra a grelha. A carne usada tem um teor de gordura que eu chutaria girar em torno de uns 15%, o que é uma porcentagem ótima pra fazer hambúrguer: nem muito magro, nem só gordura. A gordura é essencial para reter o líquido e o sabor depois que perde tamanho e água no fogo quente.

A cebola grelhada ao molho barbecue é outra sacada da composição. Já está provado que o brasileiro tem predileção por cebola picada e grelhada em molho agridoce, como a cebola ao shoyu do Cheddar McMelt — uma invenção brasileira, se vocês não sabem. Fica ao fundo, sustentando o sabor da carne, prolongando-o nas pontas, no começo e no final, e colocando mais textura e luz, como o Ródano no Van Gogh.

Agora, o bacon é uma grata surpresa. Confesso que não fiquei muito animado com o aspecto mal passado dele, mas estava no ponto: nem borrachudo nem esturricado. crocante apenas por fora. Foi o bastante para me tontear na rua a caminho de casa. Não coma se tem problemas cardíacos.

Duas pequenas críticas se fazem necessárias, e são visíveis: a primeira, obviamente é o queijo, uma camada fina e transparente que mais parece um pedaço de plástico derretido. Generosidade não parece ser uma virtude ausente no Rock’a Burger a julgar por todo o resto, então há de se investigar o porquê de tão pouco queijo? Será para não deixar over, enjoativo? Vai saber. A outra são as batatinhas muchibas, do tipo restaurante self-service, que se quebram e se auto-detonam ao toque mais brusco. Não que sejam horríveis nem nada, mas sempre fico esperando uma batatinha como a do Mustang Sally. De qualquer jeito, um problema menor, já que estamos ali pelo hambúrguer, e saí do Rock’a Burger mais disposto a dar chance para os novatos e mais satisfeito por ter saído de casa em busca de um bom hambúrguer. Ponto pra casa.

Ficha técnica:

BBQ Burger

Ingredientes: Hambúrguer de picanha (150g), queijo mussarella, bacon crocante, cebola grelhada e molho barbecue. Com batatas fritas

Preço: R$13. Uma pechincha, na minha opinião.

Ponto alto: Preço bom, sanduíche grande, bacon na medida certa e pão macio.

Ponto baixo: Batatas murchas e pouco queijo.

Avaliação: A (apesar dos pontos baixos, ainda é um excelente sanduíche).

O Rock’a Burger fica na Rua Trajano Reis, 310, no São Francisco, e funciona de terça e quarta, das 18h à meia-noite, quinta à sábado, das 18h à 1h30, e domingo das 17h às 23h. (41) 3095-5854.

 
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Publicado por em 03/25/2012 em Uncategorized

 

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Memphis Hamburgueria – Memphis Fundae de Queijo

Bom, agora que vocês já conhecem a Memphis Hamburgueria (supondo, é claro, que todos leram o post anterior), deixe-me contar sobre a minha tóxica experiência nesse tóxico ambiente.

Le Brésil n’est pas un pays sérieux, dizia Charles de Gaulle do alto de seus bigodes e biquinhos. O jeito como fazemos as coisas aqui passa por uma invenção instintiva, um jeito desesperado de sobressair-se sem precisar estudar e conhecer a história ou dominar a técnica que rege o campo, partindo quando muito da análise ótica, que tende a distorcer a tudo e a todos numa paródia porca que os modernistas inventaram de chamar de antropofagia. É assim que inventamos o funk, o pop rock nacional, o Bolsa Família, o Enem, o Carnaval, o Futvôlei, o plano Bresser, os quadros de Anita Malfati, o Programa do Jô, Ana Maria Braga, a campanha presidencial do Jânio, este blog, enfim, uma série de mutações bizarras do mundo real. O Memphis Fundae de Queijo, por esse prisma, talvez seja, portanto, o hamburguer mais brasileiro que existe.

E digo que é brasileiro não porque tem feijoada, carne seca, mandioca ou qualquer outro engodo nacionalista que insistimos em acreditar. É brasileiro porque é feito no âmago da culinária instintiva, exagerada, exótica e irracional que faz também o caldo da sociedade desse país. Trata-se de um hamburguer de 150 gramas (até aí, normal) e um mix aleatório de queijos, a saber: Mussarela, catupiry, cheddar e gorgonzola. Apenas isso. Apenas?

O que é um fundae? seria uma fusão sórdida de fondue e sundae, ou de fun com sundae, ou ainda uma corruptela de fun day? Adivinhar a essa altura é um exercício fútil de conjecturação etimológica, quando muito provavelmente foi algo inventado na hora por qualquer meia dúzia de chapeiros realizando um brainstorm para batizar seu mais novo monstro de Frankenstein. Contudo, a palavra guarda em si um mistério, significados ocultos por camadas de ignorância que jamais conseguiremos penetrar. De certa maneira, o Fundae guarda também semelhanças entre seu nome e seu conteúdo no que tange sua intangibilidade.

Veja bem, assim como na música e na gramática, há um tempo forte, há uma sílaba tônica, que deve ser seguido sempre de tempos fracos e sílabas átonas. Pense então na gramática do queijo. Há os queijos fracos, átonos, como a mussarela, o frescal, a ricota e o padrão, por exemplo, e há os queijos fortes, tônicos, como o gorgonzola, o brie, o provolone e o cheddar. O Fundae do Memphis tratou de unir em massa uníssona dois queijos fortes e dois queijos fracos por cima de uma carne que — coitada — reserva-se ao papel de palco para essa sangrenta batalha de sabores.

De um lado, há, portanto, o gorgonzola, com seu sabor europeu, mediterrâneo, composto pelo mix certeiro de leveduras e leite de cabra. Digamos que seja o Vincent Cassel dos queijos: forte, agradável, mas há quem releve tudo e só veja um troço esquisito e com ar de velho. Do outro, há o cheddar, em sua versão americana. Processado, industrializado e elaborado por químicos da indústria de alimentos para ter a dose certa de cremosidade e o sabor viciante, de fácil assimilação e perigosamente enjoativo. É, portanto, um ser artificial: o Arnold Schwarzenegger dos queijos, que também saiu da Europa, chegou nos Estados Unidos e se transformou numa massa amorfa de químicos, moldada ao gosto dos donos da casa.

No meio dessas duas potências, o que sobra de função para o catupiry e a mussarela desempenharem? Aqui, os opostos se atraem: o pastoso catupiry une-se ao gorgonzola para dar liga e fluidez e o cheddar se liga à mussarela para ganhar consistência. Obviamente, os dois queijos menores abdicam de sua intenção de ter sabor para serem fagocitados pelo egocentrismo dos outros dois. Ou seja, confusão nas papilas, desperdício de queijo e, posteriormente uma hecatombe intestinal.

A carne, feita com esmero, passa imperceptível, ou quase. Retirando-se uma amostra para degustação, é possível comprovar que ela é bem saborosa na verdade,  mantendo uma quantidade aceitável de sucos vitais, preservando um centro levemente avermelhado e sem o tradicional gosto de fumaça e carvão que geralmente acompanha um bom hamburguer nessas características. As batatinhas, fiéis escudeiras do lanche, uma espécie de Sancho Pança em formato de tubérculo, guardam outro ponto alto da lanchonete. douradas, crocantes na medida certa e consistentes, sem ficarem areadas pelo excesso de óleo. Provavelmente é uma batata congelada de muito boa qualidade.

Milagrosamente, comi esse Fugu em forma de hamburguer e não passei mal nem fiquei com o estômago pesado, o que eu não sei, a essa altura do campeonato, se é uma coisa boa ou ruim. Porque com essa quantidade de queijo absurda, pode ser muito bem um indicativo de que o fator sustância abandonou o Memphis Fundae de Queijo (ou será eu ganhando resistência para trabalhos sórdidos como esse? É bom lembrar que, ainda que meu bom-senso me dissesse que eu deveria dispensar pelo menos um desses queijos para manter minha saúde, aceitei o pacote completo como regem as leis do jornalismo verdade. E estou vivo para contar sobre movimentos que meu estômago não se orgulha de ter feito. Então respeitem a obstinação do Good Burger e seus heróis.

Ficha técnica:

Memphis Fundae de Queijo

Ingredientes: “Hambúrguer especial de 150g, queijo cheddar, catupiry, mussarela e gorgonzola em um pão com gergelim”, trecho extraído do cardápio, que contém duas meias-verdades. A primeira é que um hambúrguer que está em todos os sanduíches não é tão especial assim, e a segunda é que o cheddar não é propriamente um queijo, mas uma pasta processada. Ora, você acha que patê de presunto é presunto?

Preço: R$10,80 + R$5,00 para fazer um combo com 150g de fritas e um suco de polpa ou um refrigerante em lata. Curioso como o preço para enganar troxa agora gira perto dos 80 centavos, ao invés do 90 ou do completamente sem classe 99. 80 centavos is the new 90 centavos.

Ponto alto: Preço bom, sanduíche grande, batatas gostosas e carne, até onde pude comprovar, boa também.

Ponto baixo: Preciso dizer? A letal combinação de queijos que tira o sabor de qualquer outra coisa que chega perto do sanduíche.

Avaliação: D-

A Memphis Hamburgueria fica na Rua Brigadeiro Franco, 1751, no centro, entre as ruas Comendador Araújo e Vicente Machado.

 
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Publicado por em 03/13/2012 em Uncategorized

 

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Memphis Hamburgueria – Memphis Tudo


Dessa vez fomos para Memphis, não onde fica a casa do Elvis, nos Estados Unidos da América Enlatada, e sim na Memphis Hamburgueria, ali na Brigadeiro Franco com a Comendador Araújo .
Fomos para comer, e comer até passar mal. Missão dada é missão cumprida, companheiro! Partimos pra dentro.

O lugar é relativamente novo, quadros do Rei do Rock e Marilyn Monroe nas paredes, móveis novos, uma luminária bacaninha em cima das mesas laterais, aquela história de visual meio americano, mas bem clean e simples, não é cheio dos penduricalhos, não é clichê como o Mustang Sally ou Peggy Sue, por exemplo.  Os móveis são novos, mas naquelas mesas tipo um box, com bancos parecidos com um canto alemão, só que não de canto, fiquei apertado e tivemos que trocar de mesa, ou seja, se você tiver mais ou menos 1,80 e for desengonçado, vai ficar desconfortável, prefira uma mesa com cadeiras normais.

Não tinha mais ninguém na lanchonete, o que acho uma pena, confesso que tenho um “pequeno” grau de antisociabilidade, mas também não gosto de ver lugares assim vazios (vale uma visita), o bom de não ter mais ninguém naquela hora é que pelo menos nossos pratos ficaram prontos rapidamente, nem minha mãe faria mais rápido.

Peguei uma versão de X-Tudo, e é aquilo, se o cara pega um x-tudo é porque não está muito preocupado com uma degustação mais apurada, se prender nos detalhes, mas sim com comer o máximo de coisas diferentes em um intervalo pequeno de espaço/tempo, é a busca pela “explosão de sabores”. Carne, cheddar, calabresa, bacon. . . E o bicho é grande, até veio com um palito de churrasco cravado no meio para que tudo se mantivesse bonito e de pé.

O hambúrguer em si ainda manteve um leve rosadinho no seu interior, mas já estava quase passando, estava começando a secar. Deixar secar é o que deveria ser chamado de “o pecado da carne”. Esse é o pulo do gato, é o ponto de inflexão da curva que faz um hambúrguer valer a pena ou não. É no suco de sangue, tempero e morte bovina que está o gosto, eis o motivo pelo qual pagamos e cultuamos o hamburguer.
O bacon não é picado, não sei por que raios tem gente pica o bacon, bacon (ou “beican” como pronuncia uma tiazona que faz comida de madrugada no “Bem Simples”, aquele canal de tv a cabo para mulherzinhas que eu assisto) é em tiras, mano! Não estava bem em tiras, mas quase. Estava em lascas, passa.

Poderia ter uma saladinha, pra eu não me sentir mal por não comer absolutamente nada saudável, para mesmo que minimamente num efeito placebo, desse uma amenizada no entupimento das artérias, porque, dois ovos, cheddar, linguiça calabresa, queijo (queijo, quando não especificado, subentende-se mussarela) 150g de hambúrguer e bacon juntos é um coquetel molotov de entupimento direto das coronárias.

Fator sustância em alta, comemos por volta das 19:30, depois uns 15 min de caminhada para chegar em casa e impulsionar o começo da digestão, fiquei completamente lesado, e agora que estou escrevendo isso aqui, são quase 2:30h da manhã e estou sem um pingo de fome.

No outro post, do Mustang não fiz nenhuma comparação, mas como gosto de estimular a concorrência (e as vezes ver o circo pegar fogo),  o Memphis não tem a pompa e a boniteza  do coração do Batel, mas ganha do Mustang no que fomos lá para ver, o mr. sandwich.

Ficha técnica:

Memphis Tudo

Ingredientes: “Hambúrguer especial de 150g, calabresa fatiada, bacon crocante, ovo duplo, queijo mussarela, queijo cheddar, molho barbecue e picles em um pão com gergelim.”, conforme o cardápio, mas o meu pedi sem o barbecue e sem picles, quem precisa de picles!

Preço: R$14,80 (dos mais caros do cardápio) + R$5,00 para fazer um combo com 150g de fritas e um suco de polpa ou um refri lata.  Vale o valor desembolsado.

Ponto alto: Preço camarada, sanduiche grande, bom, e batata frita douradinha, no ponto. Merece uma visita.

Ponto baixo: Não sei se acham que ketchup substitui o tomate, mas não substitui, poderia ter uma saladinha de leve. Se não pegar o combo não tem batata frita. O som ambiente era uma televisão no Multishow que foi do big brother para música sertaneja universitária e depois um pop lazarento, desses que tocam nas rádios.

Avaliação: C+

A Memphis Hamburgueria fica na Rua Brigadeiro Franco, 1751, no centro, entre as ruas Comendador Araújo e Vicente Machado.

 
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Publicado por em 03/05/2012 em Uncategorized

 

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