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Madero – Cheeseburger Clássico

31 Maio

Nesses tempos pós ultra(violence) moderno em que a vida da gente é tão merda, e é tudo tão de plástico (até no mundo dos hambúrgueres, vide hot pocket da Sadia), acabamos tendo que pagar por toda e qualquer coisa que nos traga um conforto, nos faça dar uma relaxada e ter aquela sensação (momentânea) de paz e tranquilidade. E isso inclui o momento de comer. Eu não quero comer com o mendigo todo ferrado vindo pedir dinheiro para comprar pinga e beck, ainda mais a gente que tem cara de maluco e eles acham que podem falar isso na boa, que vamos simpatizar com a causa dele.  Tsc, tsc, tsc…
Mas o pessoal do Madero levou isso um pouco a sério de mais. É mais ou menos nesse contexto que entra o Madero na nossa história, em especial o da Comendador Araújo, não sei as outras 7483 lojas espalhadas por Curitiba, mas essa é assim:
Você passa pela porta e vai para num outro mundo, eles tem  uma cidade cenográfica!! Tem rua de paralelepípedo, postes de luz (sem a fiação a mostra, que é feio), uma lambreta estacionada, loja de vinhos, mesinhas na calçada, árvore iluminada, é como se você estivesse andando por aquelas ruazinhas charmosas da Itália, Espanha, França… (não sei, ainda não conheço nenhum desses países pessoalmente, mas pelo que vi em fotos e no Globo Repórter, é assim) e aí você vai sendo guiado pela recepcionista loirinha e se depara com um restaurante com letreiro de neon, tudo muito tranquilo, pessoas bem arrumadas, é uma outra vibe.
Fomos levados para um ambiente que parecia uma balada, telão passando videoclipes, luz baixa, lâmpadas dicróicas pontuais nas mesas, papel de parede com arabescos, filigranas ou algo do tipo, e uma mesa feita com uma rodela do tronco de alguma árvore que devia ter lá seus muitos anos, não sei que relação tinha essa mesa com o resto da decoração, enfim, não sou decorador e não sei dos lançamentos feira de design de Milão.
É assim o Madero da Comendador. A Lanchonete (ou restaurante) da Família Classe A Curitibana, acho que devia ser esse o slogan deles.

Tem um amiguinho mexicano que o Yuri me apresentou que definiria bem todo esse lance de cidade cenográfica. O pequeno Tóchtli diria: “Patético”.

A primeira coisa que se repara no prato é uma bandeirinha para identificar o “sem cebola”, mas não evitou a troca dos pedidos (que foi resolvido sem problemas). Será que se eu pedir sem cebola, sem alface, sem maionese, sem tomate… viria cravejado de bandeirinhas? Pensamento de troll, eu sei. Detalhes que encarecem a parada, é legal, mas eu preferia sem bandeirinha e 50cents a menos na conta.

Ao contrario do pedido do Yuri que veio meio desmoronando, o meu veio bonitão!
Pão francês produzido por eles de hora em hora (mas não podem ficar contando tanta vantagem nesse quesito, o subway deve tirar fornadas de pão a cada 15minutos, e tem uns 3 tipos diferentes de pão), mas já começa aí a diferença para os outros lugares, não é o tradicional pão de hambúrguer com gergelim. É o pão francês do jeito que eu gosto, não estava seco e quebradiço como o maldito pão do Mercadorama aqui perto de casa, e sim com uma casquinha crocante por fora, com o interior macio, daqueles que você aperta, ele racha por fora e volta ao seu formato original. Redondo e cortado ao meio, parecia uma ostra que guardara a pérola dos hambúrgueres curitibanos.  E que coisa mais suculenta (deliciosa) essa carne!  É incrível como o gosto escorre, estando mal ou bem passado, não importa o ponto.
Eles mesmos explicam parcialmente no menu como conseguem isso, mistura de carnes. O hambúrguer é feito de: “pura carne em um mix de fraldinha, picanha e bife de chorizo, sem adição de nenhum outro ingrediente”.  Esse “sem adição de nenhum outro ingrediente”, quer dizer: Temos um ingrediente secreto (ou um feitiço, é bem possível) que os outros lugares não sabem fazer e por isso somos fodas na arte da hamburgueria!  Tiro meu chapéu, virtualmente, para eles.


Alface ralada e duas rodelas de tomate é a salada. Alface para dar uma textura e tomate para a umidade(que é o não precisa nesse sanduíche, ainda estou impressionado com a suculência da carne) mas salada é sempre a mesma coisa, né, nunca vi ninguém dizer, nossa que delícia esse alface. Segundo o cardápio, a salada é orgânica, então meu organismo agradece por não ingerir agrotóxicos, pelo menos nessa refeição.
Tem também uma maionese tipo a que tem na Hamburgueria do Vicente, com um gostinho de cebola e limão, só que mais suave, e por isso melhor. Somando aí as duas fatias de queijo que só agregam valor e sabor, essa é a grande matemática do Madero(e deveria ser de todos os lugares), fazer com que os sabores e texturas se complementem e se tornem um só (do tipo somos todos Pinheirinho!).

Resumindo, é para comer curtindo o prazer de cada mordida. Para fechar os olhos tipo cantor romântico e aproveitar o momento.

Tudo muito bom, tudo muito bem, mas tem os contras também. Somos como a morte, não poupamos ninguém, ou como diz o Emicida não confio, nem perdoo, por isso mandaram eu.”
São dois hambúrgueres de 130 gramas, acho que fiquei um pouco mal acostumado comendo coisas monstruosas, como o Double do Vicente, o Memphis Tudo do Memphis ou os dois sanduíches no Dom Corleone, e essas 260g do Madero me pareceram meio pouco. Tá, não é pouco, é o suficiente, mas eu queria mais. Sim sou um pecador da gula e não estou nem aí. E talvez por isso, por pensar em gente assim que eles fizeram a opção de 3 hambúrgueres e suas 390g de carne. Mas aí a brincadeira “começa” a ficar cara para esse proletário que aqui escreve.
Segundo ponto, as french fries me deixaram um pouco decepcionado, as batatas estavam gordurosas demais para o meu gosto e para o que se espera de um lugar classe A, com um dourado bonito mas com uma gordura que poderia ser evitada e deixaria a batata ainda mais bonita, “saudável” (se é que alguma fritura pode ser considerada saudável) e gostosa.

Antes que esqueça, as últimas considerações, o tipo de “embalagem”, de um papel bom, no qual o hambúrguer vem embrulhado é muito útil, foi boa sacada! E o moleque (não sei seu nome, tem dias que não sei nem o meu nome, e moleque porque era um rapaz bem novo de cabelo arrepiado), nos atendeu muito bem.

Mas então é o “best buger in the world”?
É muito bom, mas essa propaganda (como toda obra dos queridos publicitários) é meio forçar a barra né, ou talvez seja o melhor, mas nesse mundo mágico no qual entramos ao passar pela porta que fica no número 152 da Comendador Araújo . . . tipo Nárnia.

Ficha técnica:

Cheeseburger Clássico 2 hamburgers

Ingredientes: Pão, 2 x 160 gramas de hambúrguer, queijo, maionese, alface e tomate (pedi sem cebola que dizem ser grelhada). Acompanha batata frita.

Preço: R$20,90 + R$3,90.  Total: R$28,27
O preço do hambúrguer é um pouco mais caro que a média, que deve ser na casa dos 13,90(para falar a verdade não fiz as contas), mas o sabor também é bem acima da média.

Ponto alto: Carne fantástica! (eu ia falar fodástica, mas fantástica fica mais familiar, somos um blog de família, ora pois!)

Ponto baixo: Batata frita gordurosa e cobrar R$3,90(+10%) por uma coca-cola de garrafinha é abusivo.

Avaliação: A (eu não iria dar A para ninguém, meu B+ já é um A- disfarçado, mas esse mereceu a nota).

O Madero que a gente foi fica na Rua Comendador Araújo, 152, no Centro, mas tem uma outra penca de restaurantes pela cidade. (41) 3092-0021.

 
8 Comentários

Publicado por em 05/31/2012 em Uncategorized

 

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8 responses to “Madero – Cheeseburger Clássico

  1. Camile

    07/17/2012 at 18:44

    E o ketchup?

     
    • Murilo Ribas

      07/18/2012 at 00:27

      Oi Camile!

      Não sei o que quer saber do ketchup, mas também não vou poder te dizer muita coisa porque não usei.

      Mas obrigado pelo comentário e volte sempre!

       
  2. Mary

    01/02/2013 at 11:17

    Acho que ela quis dizer do maravilhoso Catchup caseiro (que vc tem q pedir, senão te servem um normal)…
    Eu falaria da maionese… Seria perfeita se não fosse cobrada😦

     
    • Murilo Ribas

      01/18/2013 at 21:14

      Oi Mary!

      Agora entendi, não sabia desse Catchup caseiro. Não curto muito esses molhos mas acho uma tremenda sacanagem cobrar um extra por isso.

      Obrigado por explicar, volte sempre!😉

       
  3. Lincoln

    11/24/2013 at 21:48

    Essa avaliaçao é de 05/31/2012? O Madero mudou desde essa fata eu creio, pois já pedi o Clássico diversas vezes e em tempos diferentes (eu fui um dos primeiros clientes até quando abriu no shopping estação), vi ele mudar sua qualidade. Sexta-feira passada pedi novamente e achei fraco pelo preço de R$ 26,00, que é uma carne gordurosa e sem gosto de churrasco como tinha.

     
    • Murilo Ribas

      11/26/2013 at 23:57

      Oi Lincoln.

      O post é dessa data, eu acho. Sempre acho que Madero tem gosto de Madero, mas pode ter mudado e isso pode ser uma boa oportunidade para você experimentar outros lugares e outros sabores. Aproveita!

      Obrigado pelo comentário e volte sempre!

       
  4. Rodolfo

    03/17/2014 at 15:02

    Boa tarde Murilo . Parabéns pelo blog . Seu post é de 2012 , e infelizmente acho que muita coisa mudou . Adoro hambúrguer , saímos para comer pelo menos uma vez por semana , com minha filha de 10 anos que tem um blog de gastronomia mirim , e as três últimas visitas foram decepcionantes . Montagem ruim , carne fria , hambúrguer esturricado ( acho que colocam vários hambúrgueres na grelha , e vão esperando os pedidos saírem para ir montando os lanches – percebe-se que o pedido sai muito rápido ) , vimos de tudo .
    É uma pena , pois acho que a rede cresceu demais e a qualidade caiu .
    Somos fãs do Moto Dax Motor Caffe . Este sim é o the best . Valeu

     
    • Murilo Ribas

      03/17/2014 at 20:51

      Oi Rodolfo.
      Legal compartilhar a opinião de vocês. Pelo visto o tempo e o crescimento não tá sendo bom para o Madero porque já vi outros comentários sobre a qualidade ter caído. Mas faz tempo que não vou num então não posso falar nada.

      Também gostamos do Motodax.

      Acho que falamos muita besteira para a sua crítica mirim ler, mas apareçam!

       

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