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Peggy Sue – Hot Marilyn

21 Set

Antes tarde do que mais tarde, já dizia o ditado. Post de quinta entrando na sexta, mas é fresquinho, acabou de sair da chapa!

Depois de bater um fliperama no centro após o expediente, resolvemos rumar ao lugar da badalação alto padrão curitibano, a Av. Batel.
Do fliperama com office-boys e pequenos batedores de carteira aos palybas e cocotas do batel, é por aí que a gente transita. Esse é a nossa vida, esse é o nosso clube.  bip-bip, Nextel.

O Peggy Sue é um lugar já manjado dos curitibanos, fica junto (ou ao lado) do Taco El Pancho. Acho que foi a primeira lanchonete estilizada americana anos 50 aqui na cidade, e o lugar é bem bonito, até meio cinematográfico.
Rock n’ Roll tocando em um lugar não muito grande. Quando chegamos tinha umas duas mesas disponíveis, mas eu queria uma daquelas com poltronas de canto, almofadadas e confortáveis, mas o lugar onde elas ficavam estava fechado, é aquela putaria de esperar lotar para aí então abrir a outra parte do lugar. Fico meio puto com essas coisas, não posso nem escolher onde quero sentar, tenho que ficar na cadeira dura sendo que poderia ficar num lugar melhor e mais confortável a três metros de distância.
Tem até um espaço com vários brinquedos e uma televisão passando desenho, um bom incentivo para as famílias frequentarem o lugar. Quase consigo imaginar as crianças branquinhas do batel vestidas como adultos com roupas da ala infantil da Zara.
Depois os pais não sabem por que os filhos crescem idiotas. Criança tem que usar roupa de super-herói, calça azul com blusa laranja, sem se preocupar com uma vaidade que ainda não existe… criança tem que ser criança, não um mini-adulto.

Uma coisa que achei engraçada é que lá ainda usam televisões de tubo, dessas que só tem hoje em dia quem não tem dinheiro pra comprar flat-screen. Me senti até menos pobre por um momento, mas logo lembrei que estava aproveitando o desconto de 50% nos sanduíche e a realidade me veio como um tapa na cara.

Fui de “Hot Marilyn”, nome inspirado, claro, em Marilyn Monroe (não no Marilyn Manson e nem no Mago Merlin, tá essa foi uma péssima piadoca -risos-), um dos ícones americanos. A mulher de beleza indiscutível, mas de caráter questionável.

A quentura do “Marilyn Hot” é por causa do jalapeño que vem num potinho à parte(não experimentei, não curto pimenta), fora isso é um sanduíche clássico de carne, salada, queijo e maionese.

O pão é realmente fofinho assim como dito no cardápio. Pão de leite ou pão de hambúrguer, classe A, sem gergelim, fresco e macio, dos melhores desse tipo que encontrei por nossas andanças.

Uma coisa que me deixou bem contente foi o queijo e sua quantidade. Era um queijo prato, branco, nada de especial, mas eu quase sempre digo aqui que pode ter um pouco mais de queijo e esse pouco mais é pouco mesmo. Nesse Marilyn do Peggy os caras acertaram a medida. Não é nada a ponto de ficar um sanduíche de queijo com hambúrguer, mas é o suficiente para ser sentido, notado, puxado e apreciado. Simples assim.

Fiquei meio sem saber direito qual que é a da carne. É boa, de boa consistência e estava no ponto, com um leve rosadinho por dentro (os vegan chora), mas não estava tão suculenta e senti um pouco de falta de gosto, mas ainda assim é melhor que muitas por aí.
Na opção de personalizar o sanduba  eu pegaria um de picanha, acho que o hamburguer de picanha deve ser melhor por ter mais gordura, e mais gordura é mais gostoso.

Saladinha padrão de alface ralado e três rodelas de tomate (tomate bem adocicado, até achei que tinha um picles junto, mas não tinha). E no prato, além da batata frita, tinha um morrinho de alface com mais uma rodela de tomate decorativa… que na verdade não é muito decorativa, é bem feia na real, ainda mais quando o tomate está verde. Prefiro aquelas firulas desenhadas com barbecue. Se bem que é uma saladinha a mais, nosso intestino agradeceria pela alface extra (agora que estou praticamente entrando na meia idade estou começando a me preocupar com essas coisas), mas a galera normalmente nem come essas paradas decorativas. Desperdício.

E para o final, porque eu também deixo para comer no final, as batatas-fritas.
Eu tinha visto uma foto em que as batatas eram uns nacos de batata de verdade, e não palitinhos de massa de batata como disse o leitor, Gabriel, em um comentário. Era algo tão mais interessante e diferente, um motivo pelo qual eu queria ir lá. Mas quando veio o prato rolou uma decepção, fui murchando na cadeira, eram batatas padrão como de qualquer outro lugar.  Algumas estavam molengas, mas outras estavam crocantes por fora e macias por dentro para salvar a pátria, deviam ser duas remessas diferentes. Mas tenho que dar um crédito, acho que foi a maior porção de batatas acompanhantes que vi até agora.

Resumindo, é um bom sanduíche, tem uma boa liga, mas tem alguma coisa (que não sei direito o que é, deve ser a decepção pela forma das batatas) que não me convenceu totalmente.
Se não fosse pelo horário do happy hour, “pagando meia”, acho que não valeria o que é cobrado pelo preço normal.

Tem a divertida e interessante opção de montar o seu hambúrguer, mas aí a brincadeira para mim iria ficar mais de 30 Reais, e não dá pra pagar isso num hambúrguer, né! Ainda mais que a Batel Grill é ali pertinho e custa R$44,00.

Ficha técnica:

Hot Marilyn

Ingredientes (segundo o cardápio): “O pão fofinho, hambúrguer, queijo prato derretido, pimenta jalapeño, salada super fresca e maionese.”

Preço: R$22,90 no preço normal. No horário do happy hour com uma coca garrafinha ficou R$17,21.

Ponto alto: Queijo em boa quantidade, pão macio e a quantidade de batata frita.

Ponto baixo: Carne com pouco gosto e as batatas que não eram as que eu esperava.

Avaliação: B-

O Peggy Sue fica na Rua Bispo Dom José, 2295 – Batel. (41)3014-9615
Happy Hour com alguns pratos com 50% de desconto Segunda a Sábado 17h30 às 20h e Domingo das 17h às 19h.

 
1 Comentário

Publicado por em 09/21/2012 em Uncategorized

 

One response to “Peggy Sue – Hot Marilyn

  1. Gabriel

    09/26/2012 at 23:09

    Ah… vocês não gostam de salada no burger, né? hehehe
    Fui no Sheridans mês retrasado e pedi um burger do Peggy Sue, o Italianíssimo.

    O que me chamou a atenção?
    Provolone, rúcula e tomate seco! Cara, essa combinação sempre será muito boa!
    E eu ainda por cima estava saindo de um regime em alto estilo!

    Eu geralmente não gosto dos hamburgueres do Mustang Sally/Peggy Sue, sinto eles (e as batatas!) meio artificiais, sei lá…
    Mas esse Italianíssimo caiu muito bem, a combinação é ótima.
    A grande desvantagem foi, de fato, a falta de suculência da carne.

    Bom, faz tempo que eu fui, não posso dar mais detalhes.
    Foi uma boa experiência, é o que me recordo.
    Mas na real, Mustang Sally/Peggy Sue não são lugares que eu vou para comer hamburgueres. Eu sempre acabo optando por hamburgueres (a carne é fraca!), mas não é o “motivo de ser” dos estabelecimentos.

     

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