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Arquivos mensais: Outubro 2013

Denver Burger & Grill – Denver Bacon

Denver

Fomos parar no Denver Burger & Grill por causa dessa foto que apareceu um dia no facebook.

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Mas é o Madero?!
Não. É um emulador do Madero. É o Denver.

Depois do Batha com o cardápio que explicitava “igual a cebola do Outback”, e o molho bigméki,  outra surpresa da região do CIC e do 666 Novo Mundo (pra quem não sabe 666 é o número do ônibus da linha Novo Mundo, e número da besta também). Acho engraçado que essa galera não tá nem aí para direito autoral, propriedade intelectual, plágio … na verdade eu também não, eles e os advogados que se entendam. Estou mais interessado em comer e que o negócio seja bom, cópia ou não.

Lá fomos nós para o outro lado da cidade.
Por fora o Denver é meio escuro, por um momento achei que estava fechado por causa do vidro fumê que faz parecer estar com as luzes apagadas, mas não estava.  O lugar parece ser bem novo, tudo arrumadinho ainda, mesas e cadeiras de madeira, o primeiro ambiente logo na entrada é todo em madeira, até teto. Sentamos na parte mais interna por estar mais claro pra fazer as fotos. Essa parte é onde fica o bar, tem um balcão com umas luminárias, várias garrafas de whisky decorando(?) o ambiente.
Nenhuma Jack Daniels, mas isso me lembrou que sinto uma certa vergonha quando vejo você, jovem roqueiro(a), tirando foto segurando garrafa de Jack Daniels como se fosse algo super legal. Parem de ser manés.
Nada de muita frescura no lugar, mas me passou a impressão de ser bem limpo. E isso é bom em um lugar que você vai comer. Que tenham mais lugares assim nos bairros. Descentralizar o poder, valorizar o bairro onde se mora, movimentar e colocar o povo na rua, tudo isso ajuda a inibir um pouco a bandidagem, é bom.
O Denver é um lugar família, até tinha mesmo uma família com criança e tudo, parece que o povo também trabalha em família.

Tocou sertanejo universitário da hora que chegamos até a hora que fomos embora, infelizmente deve ser uma constante do recinto.

O refrigerante é servido em taça, tipo de vinho, gosto de copos diferentes para tomar refrigerante. Em casa tomo em xícara, caneco, copo de requeijão…

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Não sei se é assim ou se hoje tinha acabado o papel que embalam e servem o sanduíche, mas parece que pegaram uma folha do Chamequinho na impressora, forraram com guardanapo e enrolaram as pontas. Funcional, improvisado, inventivo, mas muito estranho! O meu tinha um adesivinho falando que era o Denver Bacon.

Demorou um pouco além do que a gente considera normal ou está acostumado, levou uns 20 min ou mais. Mas a moça que nos atendeu foi bem educada desde a hora que chegamos, até puxou uma cadeira para colocarmos as bolsas, vou dar um desconto.

O pão é um pão francês bolinha. É um pouco seco, bem quebradiço na parte de fora, mas o miolo era macio. Não curto muito pão quebradiço que enche o prato de farelo e cascas partidas. Parece pão que você come em casa com margarina.

Só uma fatia de queijo cheddar processado, aquele que sempre parece um plástico e que nem derrete, só fica mole. Ele quase da uma cremosidade ao morder e mastigar, mas é pouco, uma pena. Sério, tinha que ter duas fatias pra ficar legal, e umas quatro pra ficar loco!

Não sei se a carne é Friboi, mas gostei. Tem seu tempero e tem um bom tamanho, no cardápio diz 200g, é um hambúrguer gordinho. Às vezes, em algumas mordidas, rolava até um gosto de churrasco, de fumaça, e isso é legal. O hambúrguer nem estava tão passado e estava um pouco seco, acho que nem é questão do ponto da carne, mas sim da quantidade de gordura. Mais gordura e ficaria mais suculento, logo, mais gostoso.

Tem também uns pedaços de bacon em tiras, cortado até um pouco grosso, legal de ver. Seria perfeito se não fosse pelo fato do bacon estar bizarramente mal passado de um lado e carbonizado do outro. Estava amargo, com gosto de queimado mesmo. Um pecado fazer isso com o beican.

Tem uma saladinha, inha mesmo.  Devia ter uma rodela e mais e 1/3 de rodela de tomate, algumas partes de alface ralada. Junto tem um pouco de maionese, que se faz necessária devida a falta de sucos vitais da carne, mas assim como quase tudo nesse hambúrguer, poderia vir mais.

Acompanha umas boas e bem douradas batatas fritas.

Como dizem os chatos apreciadores de café, rola um retrogosto de casca de limão com eucalipto da montanha e bibibi … nesse pós lembra o Madero mesmo, algum tempo depois de comer rolou tipo uns refluxos e aí você sente o gosto do sanduíche. Sou meio Homer Simpson, nessa hora, paro e penso: “humm hambúrguer… gostoso…”.

Parece, mas não é um Madero. Embora esteja no caminho ainda tem chão para chegar no Don Vito Durski.

Ficha técnica:

Denver Bacon

Ingredientes: “Hambúrguer com 200g, bacon, queijo cheddar, maionese, tomate, alface, cebola e pão”.

Preço: R$14,80, com uma coca lata ficou R$18,15 (não sei se tem 10%).

Ponto alto: No geral é bom.

Ponto baixo: Bacon queimado, pouca quantidade dos componentes do sanduíche e é pequeno.

Avaliação: C

O Denver Burger & Grill fica na Rua Aleixo Skraba, 144,no Novo Mundo,  do lado de um Mercado. Funciona de  Segunda à Domingo, 18:00 – 00:00. Fone (41)3268-3297

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Publicado por em 10/25/2013 em Uncategorized

 

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Square Burger – Marlon B., Elvis e Ritchie V.

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A vanguarda – simples e pura, a vanguarda per se – pode ser válida num ambiente de total estagnação? Para ser bom, basta ser vanguarda? Questionamentos como esse desafiam a lógica da crítica artística mundo a fora, enquanto Jeff Koons e Damien Hirst dividem o mercado da arte com suas bolinhas coloridas, balõezinhos e caveiras cravejadas de pedras, as academias ensinam o artista iniciante a ter reverência pelos clássicos. E aquilo que Tzvetan Todorov contesta não é aquilo em que Umberto Eco acredita. Pode a arte ser ensinada, afinal, ou o conhecimento transmitido não pode ser arte?

Indagações que talvez seja melhor deixar no ar para que o leitor que encare um Square Burger (anteriormente chamado de Burning Burger) e depois (ou antes) leia esta resenha possa tirar suas próprias conclusões acerca de um lanche que abriu mão de todas as apostas gastronômicas para inovar unicamente na apresentação. Um fetiche estético digno do miniaturismo japonês da segunda metade do século 20, somado a também nipônica arte da subversão das formas. Para podermos responder à pergunta “por que, afinal, um hambúrguer quadrado?”, precisamos regredir a questões aristotélicas fundamentais: “por que, afinal, o hambúrguer é redondo?”. Acho que a resposta mais simples é, necessariamente, a mais verdadeira: ninguém gosta de morder as pontas de um sanduíche, notadamente a parte com menos recheio. Felizmente, o Square Burger é um sanduíche cuja carne acompanha cirurgicamente as pontas numa montagem de paciência e acurácia zen.

Acredito que o Murilo já tenha dado os detalhes do lugar e do cardápio. Nomes de celebridades da década do hambúrguer, poucas cadeiras, atendente simpática, Chubby Checker rolando. Pedi a caixa com três e com batatas. Mais ou menos igual ao do Murilo, só que com o Marlon Brando no lugar do Chuck Berry.

Square burger

O Marlon Brando é um sanduíche com uma pasta de gorgonzola, algo que, claro, é sempre pior do que o próprio gorgonzola. A imagem não é das mais convidativas.

Square Burger

Mesmo assim, não chega a ser um sanduíche ruim, embora tenha muito forte o gosto da gorgonzola. Como a carne é muito fina e o pão é muito alto, a sensação é a de estar comendo um daqueles sanduichinhos de petisco em Buffet chique, desses que têm um pedacinho de fiambre no meio de queijo e uma mini folha de alface. A coisa não melhora muito quando você encontra dois doritos dentro do Ritchie V. e quando percebe que o molho barbecue tem um gosto rançoso e o cheddar é duro demais para fazer um dipping básico da batatinha no copinho extra que você pede. Resumindo, a experiência é a que se espera: você, glutão ocasional de fim de semana, degladiando-se internamente com a sua própria falta de jeito com um lanche minúsculo que é mais divertido do que prático e gostoso. Eventualmente tudo degringola e ao consumidor resta pouco mais que a saída inglória de comer tudo depressa antes que se note a inacreditável bagunça que se pode criar com partes tão pequenas de um hamburguinho. A batata frita, por sua vez, também não é das melhores, já que é daquelas fritadas por dentro e por fora, sem qualquer recheio cremoso de amido. A clássica batata-frita não vedada que vocês já conhecem do seu Buffet e das experiências culinárias da sua titia sem muito talento para a cozinha. Uma pena, porque a ideia de hambúrgueres na caixinha batizados a partir de pessoas mortas é por demais atrativa. Agora os leitores podem voltar à reflexão inicial deste texto e concluir o que bem entenderem. Eu, eu sempre saio de barriga cheia.

Ficha técnica:

Marlon B., Elvis e Ritchie V.

Ingredientes: “Marlon B. Pequeno hambúrguer quadrado, com pão e pasta especial de queijo gorgonzola. – Elvis; Pequeno hambúrguer quadrado, com pão, queijo, cubos de bacon crocantes e maionese especial. – Ritchie V. Pequeno hambúrguer quadrado, com pão, queijo cheddar, molho de pimenta e nachos.”

Preço: R$16,90 os três sanduíches e meia porção de batata frita + Coca-Cola de 600ml R$4,00. Mais uns centavos aí dos molhos extras que eu pedi, mas não aconselho pra ninguém.

Ponto alto: Lanche divertido, inovador e convidativo.

Ponto baixo: Todo o resto.

Avaliação: D-

O Square Burger fica na Rua Lamenha Lins, 1550, no Rebouças, meio perto da Arena da Baixada. Não achei o horário e dias de funcionamento, então liguem lá. Tem delivery, (41)3032-3773 ou 3032-2727, no Alto da Glória.

 
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Publicado por em 10/11/2013 em Uncategorized

 

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