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Hamburgueria Rústica – Mostarda e mel

28 Mar

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Ora, por que falar mais da Hamburgueria Rústica além do que o Murilo já falou? Tô mega atrasado nesse post e não posso perder tempo. Hamburgueria maneira, mas tem lanches que não estavam no cardápio. Olha só, como fazem uma coisa dessas? Hambúrguer secreto? Hambúrguer easter egg? Hambúrguer Noob Saibot? Todo mundo, do eleitor ao tarado de festinha, gosta de transparência, e acho que não custa colocar os outros hambúrgueres aí no meio. De qualquer forma, arrisquei pedir o Mostarda e Mel, que vinha, veja só, com mostarda e mel, uma combinação que pode ser maravilhosa ou desastrosa. Depende apenas da execução da carne. Sem mais delongas, taí o bicho.

hamburgueria rustica

Vou te falar, da primeira vez que ele veio, veio frio. Isso deve ter acontecido porque eu pedi pra vir mal passado. Mas não pedi pra vir sem passar, quero um hambúrguer quentinho no meu prato, não quero steak tartar num pão. Feita a correção, aí sim podemos dizer que era um hambúrguer de respeito, imponente, bem montado e sustentado com o tradicional palitão de coluna dorsal gastronômica. A carne, embora tenha um gosto de fumaça mais acentuado do que o normal, é extremamente suculenta e saborosa, bem ao gosto do que se imagina um bom hambúrguer.

O queijo é processado, e quantas vezes já falamos de queijo processado aqui? Devo acrescentar apenas que, enquanto a fumaça em excesso faz mal para o ponto da carne, que fica com aquele gostinho de boi e pneu, uma fumacinha no queijo pode fazer milagres ao gosto meio amargo e meio salgado que ele proporciona. Recomendo a todos, mas com moderação, porque fumaça por fumaça e queijo por queijo, bastava rolar o polenguinho no cinzeiro que estaria uma delícia, e não é bem por aí. Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa, crianças, aprendam essa lição importante da vida.

Tá, mas e a mostarda e o mel? Existe aqui uma impressão pessoal e existem fatos gastronomicamente comprovados. Eu, particularmente, acho que mostarda e mel não combina muito com alface, porque, sei lá, é estranho. Mas, por outro lado, sabe-se que mostarda e mel vai bem com a carne e que a carne vai bem com uma alfacinha. Axiomaticamente, uma terceira afirmação seria igualmente verdadeira aqui, mas, podem chamar de lógica paraconsistente, podem chamar de assertividade empírica, o tal axioma não se verifica. Então, pode-se dizer aqui, para ficar no âmbito da paraconsistência, que mostarda e mel é bom e mostarda e mel é ruim no hambúrguer com salada. E a salada é salada, sempre vai ser salada e nunca vai ser outra coisa senão a expiação de nossa culpa gastronômica-cristã de comer um verdinho junto. Vê-se por aí que o hot dog nesse quesito, enquanto sanduíche venerado e condenado concomitantemente por essa sociedade hipócrita, está anos à frente do nosso querido e adorado hambúrguer por mandar, no jargão popular, beijinho no ombro pro recalque de quem acha que precisa ter salada pra balancear a refeição quando vai se comer um gordo e delicioso sanduíche de carne bovina no pão.

E o que há mais para se falar a não ser do pão e de seus desdobramentos aristotélicos sobre o resto do sanduíche? Embora pudéssemos escolher dois tipos da nossa fonte de carboidrato favorita – sendo a escolha rejeitada por todos o tradicional e já superado pão de hambúrguer –, creio que aqui nenhuma delas seria uma escolha completamente perfeita. Porque, se por um lado, o pão de hambúrguer é terrível para casar com mostarda e mel, e arruinaria todo o quadro colocando mais coisas doces em um lanche estritamente salgado, por outro, o pão d’água apresentado se mostrou isoporzento, não condizente com o resto da qualidade do material apresentado. Uma pena, de fato, mas que felizmente não compromete de maneira definitiva o quadro inteiro. Uma dica? Tem que saber assar um pãozinho, galera, não subestimem o pão na hora de montar o seu hambúrguer, ele é igualmente importante. É como ter o esqueleto de uma Ferrari sem ter uma carroceria adequada para colocar em cima, tendo que se contentar com o trabalho de papel machê que o seu sobrinho maluco e meio maconheiro fez na aula de educação artística da oitava série, que ele está fazendo pela quinta vez. É, uma vibe dessas.

Vale a visita? Vale. Vale pedir o lanche que tá fora do cardápio? Acho que não, é um dos mais caros e eu esqueci de perguntar o preço. Mas vale pedir os outros. Ah, vale!

Ficha técnica:

Mostarda e Mel

Ingredientes: Pão, alface, queijo, carne e mostarda e mel. Tudo espetado num palitão.

Preço: R$18,50, se não me engano. Saiu mais caro que o lanche do Murilo, e olha que eu não pedi nada pra beber.

Ponto alto: Lugar bacana, execução perfeita, criatividade e variedade no cardápio, bom atendimento.

Ponto baixo: A carne veio fria da primeira vez, depois tinha muito gosto de fumaça, e não sei se mostarda e mel combina com alface ainda. Ah, e o lanche não tá no cardápio também, o que dificulta as coisas pra quem quer pedir. Sorte que eles avisam.

Avaliação: B

A Hamburgueria Rústica fica na Rua Fredolin Wolf, 325. Não sei nenhum ponto de referência, não conheço aqueles lados. Funciona de quarta a sexta das 18h às 22:30h e finais de semana das 13h às 22:30h. Fone: (41) 8857-7438.

 
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Publicado por em 03/28/2014 em Uncategorized

 

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