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Gold Skull – Hell Bells

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Post 68, ano 3. É Good Burger no ar filha da puta, pá pá pá!
E assim começa mais um ano de hambúrgueres e sofisticação nesse nosso espaço de requinte gourmet na internet. Sem esquecer aquele toque pessoal de educação oriunda de pais ausentes e ensino médio em escola pública que dá todo um charme.

Comecei com Rap, mas o post é do ROCK! Quem inaugura o terceiro ano de blog é o Hell Bells do Gold Skull.

O lugar tem o slogan, “O hamburguer mais rock and roll de Curitiba”, seja lá o que isso queira dizer. Acho que pode ser meio ruim porque o rock é uma parada meio tosca. Sempre digo que a galera do rock é a melhor galera, especialmente a do metal, são os moleques exagerados nos braceletes, engraçados, feios e cabaços. Me identifico.

Por fora o lugar parece um Subway: tem janela grande e é de tijolinhos claros. Só que tem o desenho da caveira pra mostrar que não é um Subway, ou que pelo menos é um Subway ocupado por roqueiros.
Entramos e já estava tocando um metalzão, depois emendaram várias do Iron Maiden. Nas mesas tem caveiras de gesso pintadas de dourado, claro, com números para marcar as mesas. Na televisão estava passando aquele Drácula de Bram Stoker, numa qualidade bem boa, devia ser blu-ray (reparo nessas cosias).
Como não simpatizar com um lugar assim?

Usando como medida de tempo a música Rime Of The Ancient Mariner, da pra dizer que o hambúrguer levou quase 20 minutos para ficar pronto, porque tocou essa musica, que tem uns 13min. e mais uma ou duas também do Iron. Um pouco demorado.

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O prato tem uma apresentação simples, mas eficiente. Vem salpicado com uma infinidade de pedacinhos picados de cebolinha, dois potinhos com molho, maionese temperada e ketchup, mais três lascas de batatas rústicas.

Os nomes dos hambúrgueres são legais, tem o Paranoid, o  Hell Bells, o Seek & Destroy, até o War Pigs (que vai ser o post da semana que vem). Pra quem não se ligou, clique nos nomes e saberão a origem das escolhas. É o Good Burger hiperlink, web3.0 e o caralho a quatro facilitando sua vida.

No cardápio constava só hambúrguer e cheddar.
Pasmem vocês, tá, vocês não iriam pasmar porque são mais espertos que eu, mas eu fiquei surpreso ao ver a quantidade de cebola, que no cardápio não dizia acompanhar mas eu devia ter me ligado que quando tem cheddar a cebola é meio implícita. “Porra!  …vinte anos de curso, porra!”
Mas lá estava a dupla, pra mim não muito dinâmica, Cheddar & Cebola Caramelizada. Vocês achando que eu tinha me fodido por causa da cebola doce que já reclamei aqui outras vezes. Digo-vos que nem me fodi, elas não estavam doces, arrá! E parte da salvação do sanduba vem das cebolas, elas, com uma mãozinha da alface e da maionese.

A carne é de bom tamanho, parece de boa qualidade e tal, mas achei salgada, talvez por eu estar comendo cada vez menos sal. Mas até aí beleza, o negócio é pra ser salgado mesmo, o problema é que passou do ponto e estava rija. Bem passada, escurona mesmo, e dura. Aí não rola, aí foi que o barraco desabou, nessa que o meu barco se perdeu … opa, vou apanhar dos roqueiros, mas ainda assim, foi nessa que a nota caiu.
A carne sem os sucos só não ficou tão problemática por causa dos molhos da cebola, da maionese, e até do cheddar que salvaram a pátria das caveiras douradas.

Caveiras douradas é uma parada meio Glam, né!?

Tem um alface ralado disfarçado, você não o vê, mas ele está lá. Sua mãe iria gostar, você come salada e nem percebe, aliás, comer salada sem ver e sem sentir não é o ideal pra vida?

O pão é um pão estrela que estava muito macio.  Pão estrela é um pão do tipo francês mas com uns gomos, que às vezes em sanduíches vira um problema porque os gomos vão se desprendendo e aí desmonta tudo.
Esse não desmontou, talvez pelo pão não estar tão sequinho e quebradiço, não tão fresquinho, mas estava do jeito que gosto e mesmo com os molhos e saladas (cebola conta como salada?), segurou bem.

Outro ponto negativo é que tinha bem pouco cheddar, cheddar em pasta, daquele laranja clarinho que vocês compram pra fazer nachos na casa dos amigos. Mas só deu pra perceber o pouco do queijo processado que ficou meio por acaso nas bordas do pão. No cardápio falava só carne e cheddar, era de se esperar bastante, pelo menos eu fiquei esperando.

Acompanha uns três pedaços grandes de batata rústica, ou seja, batata cortada em lascas grandes, gordas, fritas e com um suave tempero que não consegui identificar. No potinho com maionese que vem junto do lanche também tem um tempero, bem provável que seja o mesmo tempero que não identifiquei no tubérculo.
A batata com essa maionese ficou muito bom, até queria um pedaço de gordice… mas não tinha, já era game over para o sino do inferno que retumbava no meu estômago.

Semana que vem tem mais, amiguinhos.
Cause Im back! Im back in black!

Ficha técnica:

Hell Bells

Ingredientes: “Hamburguer de carne com cheddar – Todos os pratos vem acompanhados com batatas rústicas e molhos especiais.”

Preço: R$14,00 mais uma água Timbu 500ml, R$2,50 (porque agora sou mais ou menos saudável).  ficou R$16,50.

Ponto alto: O lugar/trilha sonora, apresentação, sustância, preço e a batata com maionese.

Ponto baixo: Carne rija e bem passada, bem pouco cheddar, não avisar no cardápio sobre as cebolas.

Avaliação: B-

O Gold Skull fica na Rua Augusto Stellfeld, 332, esquina com a Alameda Cabral, no centro. Não achei a informação dos dias que funciona e nem telefone, só achei que abre as 15h.

 
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Publicado por em 02/21/2014 em Uncategorized

 

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Au-Au – Texas Burger

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Eis que a falibilidade dos canais de comunicação institucionais dos redutos gastronômicos da cidade e, por que não dizer, nosso próprio desleixo com a curadoria das hamburguerias da semana nos colocaram mais uma vez desnorteados no centro da cidade sem saber para onde ir em plena terça-feira à noite. Vagando pelos arredores de uma área gentrificada cujo nome não ouso dizer neste querido blog, deparamo-nos com a onipresente fortificação cross-over fast-food/casual dinning curitibana Au-Au, um estabelecimento principalmente objetivado a construir o cardápio do inimigo número 1 dos nossos queridos hambúrgueres, o cachorro-quente de rua, o cachorro quente de praça, de festas juninas, quermesses e aniversários, o sanduíche de carne embutida, condimentada, pré-cozida e, ao que tudo indica, cancerígena que conquista a tudo e a todos por onde passa, um enfant-terrible das porcarias que nossas mães nos impediam de comer.

Por que buscar hambúrguer em um lugar como esse? Seria como buscar compreensão no terceiro Reich, amor no prostíbulo, redenção na política, honradez no contrabando, concupiscência na igreja? Talvez sim, talvez não, mas parte das capacidades do olhar treinado para a sensibilidade do não-óbvio é encontrar lógica no caos e beleza no lixão. Por isso fomos, e nos aboletamos nas insistentes mesas americanas de sofá e pedimos para a garçonete a carta de hambúrgueres.

Talvez tenha sido a decisão mais acertada que tenhamos tomado nesses últimos tempos. Não só o Au-Au tem uma grande variedade de comida decente como também são receitas inventivas, com ovo, com rúcula, com mostarda e mel, enfim, algo que saia da tríade x-buger, x-salada e x-bacon. A minha escolha foi o Texas Burger, um sanduíche marcado principalmente pelo molho barbecue e pelas cebolas grelhadas. A ideia parece simplória, mas ganha no conjunto da obra, veja.

Texas burger

A propósito, essas batatinhas smiles que estão aí são opcionais e podem ser obtidas se o cliente quiser abdicar das tradicionais batatas palito, mas não recomendo dada a pouquíssima quantidade e a artificialidade do pastiche tuberoso. Ainda assim, são aquelas batatas sequinhas e gostosas que, caso viessem em maiores quantidades, até valeriam uma ponderação prévia.

Fora a apresentação do lanche, que é sim muito bonita e prática, o que se nota nesse Texas Burger é a quantidade de salada que vem nele – o que seria uma coisa terrível não fosse o cuidado na escolha dos alimentos. A alface extremamente crocante e o tomate carnudo e bem vermelho fazem o papel da boa salada num sanduíche, que é acrescentar cavalinhos de textura no carrossel de sensações experimentado em um lanche bem composto por carne, pão, vegetais, queijo e condimentos. A salada do hambúrguer é assim: se não faz parte da solução, então faz parte do problema.

O queijo é outra grata surpresa. Uma grata gratinada surpresa, eu diria mais. A generosidade na porção que cobre a carne tem a possibilidade de fagocitar parte dos outros ingredientes e se sobrepor a todos eles sorrateiramente, um coadjuvante que não se contenta com o pano de fundo e parte para o ataque sempre que necessário, um paladino laticinioso engajado em uma cruzada santa pela tradição perdida do queijo farto nos hambúrgueres com queijo.

A cebola e o barbecue são a comissão de frente do Texas Burger, algo claramente evidenciado em seu nome de pia. A combinação, embora não seja original e muito menos incomum, agrada apenas quando o resto é bem servido. Ou seja, muita cebola e barbecue com pouca carne e queijo não é exatamente algo que mereça registro, mas o contrário é enriquecedor e um colírio para as papilas gustativas.

Mas é claro que nada disso adiantaria de muita coisa caso a carne, que é o ponto central, não fosse bem executada. E preciso reconhecer: para quem trabalha com uma carne tão pobre quanto a salsicha de um cachorro-quente, o pessoal do Au-Au até que sabe manejar um disco de hambúrguer.  A carne é boa, macia, alta, vermelha e suculenta. Bom, não tão suculenta, mas dá conta do recado, embora algumas vezes seja sobreposta pela quantidade sobrenatural de alface do Texas Burger. E nem preciso dizer que carne combina com molho barbecue.

Como calcanhar de aquiles deste belo monumento, o pão é uma decepção pela sua obviedade e falta de requinte. Um pãozinho mixuruca industrializado desses que você encontra em qualquer lanchonete que venda uma porcaria de hambúrguer pré-frito com queijo e presunto por três reais. Tal conjunto merecia um acabamento melhor, mas não é sempre que é possível. Se acabam as tintas do artista, pintar com bosta talvez não seja a melhor solução, mas antes isso do que não entregar nada.

Ficha técnica:

Combo Texas Burger

Ingredientes: “Sanduíche com hambúrguer Au-Au de 130g de carne bovina, molho barbecue, queijo musarela, cebolas douradas na chapa, alface, tomate e maionese no pão especial de hambúrguer + 5 fritas smiles + Refri lata.”

Preço: R$23,80 no combo com coca-cola lata e batata frita.

Ponto alto: Bom conjunto, apresentação, salada boa, queijo e combinação clássica barbecue + cebola que não falha.

Ponto baixo: Pão mixuruca e preço um tanto alto.

Avaliação: B-

O Au-Au que fomos fica na Alameda Doutor Carlos de Carvalho, 990, no Centro. Funciona de segunda a sábado das 11h até 6h da manhã e domingos das 11h às 0h30min.

 
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Publicado por em 09/20/2013 em Uncategorized

 

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Bravus Burger e Grill – Caesar Burger

Bravus

Mimetismo. O conceito, aqui emprestado da biologia, serve a animais que, por causa de sua aparência, conseguem se camuflar em certos ambientes ou passar por outros seres vivos, imitando assim uma outra forma de vida. O Caesar Burger, do Bravus Burger e Grill, simpático e pequeno estabelecimento no coração do batel, que, como qualquer outro, se vale dos clichês da arte pop cinquentista para sua modesta decoração, talvez seja o primeiro caso de mimetismo gastronômico da história deste blog.

Veja, não é que o hambúrguer em si esteja mimetizando outra comida, mas o lanche é batizado a partir da clássica fórmula de salada verde com carne (geralmente frango), queijo e molho característico a base de mostarda, parmesão e suco de limão. Então, de certa maneira, a intenção do chef foi fazer um hambúrguer com gosto de salada. E deixo para vocês adivinharem as razões para tão tresloucada e despropositada invenção. Uma salada com gosto de hambúrguer sim, seria a invenção do século, mas o contrário? Por quê? Pra quê? A quem interessa um hambúrguer com gosto de salada?

Enquanto vocês pensam nessas questões, aqui vai uma foto da criança.

Bravus Burger e Grill

A receita para esse hambúrguer é: Pão, hambúrguer, alface americana, molho caesar, parmesão e cheddar. Nem preciso dizer que debaixo do queijo cheddar — essa fatia de queijo processado, que, para ser bem sincero, não tem muito gosto de cheddar —, o parmesão desaparece por completo, misturado no molho e em meio a todo o sal da coisa.

O pão é bem macio e cheio de gergelim, e é levemente tostado, o que dá aquele balanço entre uma crosta crocante e um interior tenro, então é um ponto alto e relativamente falando, é meio caminho andado para um bom sanduíche. Pena que é só meio caminho andado, porque a outra metade do caminho ficou mesmo pela metade. A carne do hambúrguer é o maior mistério pra mim: ela é extremamente bem executada, mas muito mal temperada. O resultado é curioso: um puta hambúrguer suculento com gosto de absolutamente nada. Bom, ele passou um pouco do ponto também, isso deve ter ajudado. Inteiro da mesma cor, parece uma carne do Madero, mas só parece.

Agora vamos dar uma atenção especial à salada. Sim, porque a salada deve ser o principal nesse sanduíche, então dai a Caesar Burger o que é de Caesar Burger. Devo repetir aqui minha opinião de que o Caesar Burger é uma invenção muito pouco saliente para se constar num cardápio de hambúrgueres Premium, mas já que está aqui e que a ideia é fazer um hambúrguer com gosto de salada, acrescento que é bem impressionante o fato da ausência de um tomate deixar o lanche com um vazio de texturas até então impensável para mim. Mas é verdade. A falta de um tomate no alface ajudou a eximir o hambúrguer de sabores, quem diria. A alface é boa, como a próxima alface do próximo hambúrguer que eu vou comer, mas sério, quem se importa? É como se eu fizesse um sanduíche chamado Gergelim Burger, em que eu cobrisse o hambúrguer e o pão de gergelim e fizesse você prestar atenção numa parada que sempre esteve lá.

Mas Nego Dito, vocês diriam, o Caesar do nome se refere ao molho Caesar. Eu sei, amiguinho, e é disso que eu vou falar. Como posso colocar isso? Um molho para salada no hambúrguer simplesmente não combina. Caso encerrado.

Ah sim, por último, uma leve ilusão. O Caesar Burger é o único da página do cardápio ilustrado, e na foto podemos vê-lo rodeado por lindas batatinhas fritas. O problema é que essas batatas não vêm no sanduíche, e você precisa pagar mais 5 reais para ter um adicional, segundo a pequena lista de adicionais da carta. Aliás, essa lista é de uma incoerência matemática que eu imagino que se tem alguém com tutano que frequenta esse lugar, deve aproveitar bastante. Pegue, por exemplo, um cheese burger básico, que custa R$8,50. Pão, queijo e mussarela. Agora pegue um adicional de ovo (R$1) e um adicional de bacon (R$2). Total: R$11,50. Um real mais barato que o Egg Bacon Burger do cardápio, que vem com tudo isso e mais presunto – um ingrediente desprezível por qualquer um que goste de hambúrguer bem feito, mas altamente apreciável no x-burger de R$3 que você compra na padaria da sua casa com uma carninha mirrada. Que tal transformá-lo então em um Especial Cheese Burger, esse que o Murilo resenhou na semana passada? Basta um adicional de cheddar (R$2) e um de provolone (R$2) e voilà! A mesmíssima receita do cardápio acaba de ficar um real mais barata! Ao mesmo tempo, o Egg Burger custa a mesma coisa do Egg Bacon Burger, que tem um ingrediente a mais, e por aí vai. Olha, parabéns pra quem fez esse cardápio por dar ao homem comum, urbanoide proletário abatido, a oportunidade de se sentir um pouco malandro em ludibriar o estabelecimento com esses preços manipuláveis. É uma boa ação que o Bravus Burger e Grill faz por você.

Ficha técnica:

Caesar Burger

Ingredientes: “Pão, hamburger, alface americana, molho caesar, queijo parmesão e cheddar”.

Preço: R$15,50 + R$3,50 coca-cola em lata. Total: 20,90 (10% incluso).

Ponto alto:  Pão bom e carne bem executada.

Ponto baixo: Carne mal temperada, receita incipiente, preço e o fato de não vir com batatas.

Avaliação: D-

O Bravus Burger Grill que fomos fica na Av. Batel, 1.700, na frente de um tal Boteco Santi. Seg. – Sáb. 11:00 – 00:00 e Domingo das 17:00 – 00:00. Tem delivery, (41) 3010-2525.

 
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Publicado por em 08/16/2013 em Uncategorized

 

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X-Montanha: Homeopatia ou mitridatismo?

Créditos da foto: Gazeta do Povo

Créditos da foto: Gazeta do Povo

O X-Montanha, um dos sanduíches mais famosos de Curitiba, nunca foi julgado no Good Burger por ser hors-concours. Sua mistura suja de bolinho de carnel, risóle, bacon, queijo, presunto, alface e tomate pelo módico preço de R$7,50 é algo que nenhuma outra hamburgueria vai conseguir resolver tão bem. Para essa sexta-feira pós-carnaval, segue uma crônica escrita por esse que vos fala há alguns anos atrás.

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Quase dois anos depois, volto à Lanchonete Montesquieu, para, mais uma vez, entupir as artérias com os sucos conspurcados do X-Montanha. O sanduíche, conhecidíssimo dos estudantes da UTFPR e de quem mais se interessar pelo roteiro gastronômico thrash da capital, rendeu-me no passado uma reportagem e uma indisposição estomacal digna de um freegan. Recorro a ele para que dessa vez renda-me uma crônica. Uma experiência similar à dos daimistas: caso não consiga uma percepção maior do que me cerca, terei apenas funções fisiológicas desagradáveis.

Escatologia à parte, noto que quase nada mudou no estabelecimento. A única exceção é a ausência dos letreiros que anunciavam o nome do filósofo francês. Uma delas, um dos donos me conta, foi derrubada pelas titânicas tempestades desta primavera. A outra, simplesmente roubada. Nada que abale o bom humor do japonês. Conta tudo com uma leve risada ao fundo de suas falas. Imagino que não haja motivos para aborrecimento. A lanchonete resiste bravamente no coração da rua Silva Jardim há mais de 30 anos. Com pouquíssimas variações no cardápio, decoração inexistente, comida insalubre e lugares limitados (o balcão em forma de U dispõe de uns quinze banquinhos), Hiroyuki Ota, o seu Zé (duas letras para designar o homem comum nas palavras cruzadas) sustenta o lugar com a fama do sanduíche.

Comer um x-montanha é absorver todo o substrato da cidade grande. Assim como o já comparado Santo Daime é o suco da floresta, de cor e sabor similar ao lixo orgânico que a cada dia é engolido por raízes e subleitos na Amazônia, o sanduíche é o lixo da comida que afronta o tempo por razões irracionais, como a tradição e o prazer mundano. Não foi à toa que usei a palavra “sucos” no começo desse texto. Lembrei de Plutarco em seu ensaio moral “Περὶ σαρκοφαγίας” (Sobre Comer Carne), no qual responde à pessoa que come carne e pergunta como ele pode ter se tornado vegetariano. Reproduzindo imperfeitamente, ele silencia a conversa: “Eu, de minha parte, fico assombrado de você ser capaz de colocar na boca o corpo de um animal morto, assombrado de você não achar horrendo mascar a carne mutilada e engolir os sucos de feridas mortais”. Os que analisam o discurso de Plutarco concordam que ele ganha a discussão com “sucos”, muito chocante para quem o faz involuntariamente. Mutatis mutandis, o discurso de estende ao x-montanha. Como temos coragem de sugar os sucos deletérios de seu cerne e ainda pagar (barato, é verdade) por isso?

A resposta para essa questão, a meu ver, não poderia ser mais simples e direta: porque nós podemos. No meio do turbilhão de comida natureba e vida saudável propagada à náusea pela mídia, não há como escapar ao pensamento de que o amplo sanduíche que nos é entregue no saquinho plástico irá nos deixar três passos mais próximos da ponte de safena. Mas, como Peter Greenaway bem apontou em seu filme O Cozinheiro, O Ladrão, sua Mulher e o Amante, confrontamos a morte na gastronomia. Não só em tudo o que é preto, como o caviar, mas em tudo o que tem o potencial de nos injuriar de alguma forma. O Japão tem o Fugu, peixe que, se não limpado corretamente, pode guardar veneno em sua espinha para matar um homem; A Namíbia, o Sapo Boi Gigante, também repleto de toxinas; A Jamaica, a ackee, uma frutinha que, se consumida depois de passada, provoca a morte. Flertar com o perigo ainda é o melhor jeito que o homem contemporâneo encontrou para se sentir mais vivo. E ainda dá pra fazer isso na hora de comer!

Claro que o veneno do x-montanha de fato nem veneno é. Tudo não passa de óleos e gorduras, cuja moléstia ainda é questionada pelos nutricionistas. E o que de fato essa ciência sabe? Volta e meia aparece uma descoberta inacreditável que coloca em xeque nosso conhecimento prévio sobre a gastronomia. O homem na Lua e até agora nada de descobrir os malefícios do ovo. Há menos certezas na ciência dos alimentos do que em nossa vã filosofia.

De um jeito ou de outro, portanto, comer um sanduíche regularmente como esse pode ser saudável. Caso algum dia descubra-se que o colesterol ruim é na verdade bom (e eu não me espantaria se assim fosse), estaria medicando-me lentamente, a doses homeopáticas, com todos esses lipídios. Caso contrário, há sempre o precedente de Mitrídates VI do Ponto, retratado na ópera de Mozart e na peça de Racine, para que nos justifiquemos de boca cheia enquanto deglutimos mais um naco. Mitrídates, explicaríamos, foi o rei do Ponto, região litorânea da Grécia Antiga, onde hoje é a Turquia. Com medo de ser traiçoeiramente envenenado, ele passou a ingerir pequenas quantidades de veneno regularmente para imunizar-se contra uma dose letal. Como nós próprios, que iremos fazer resistir a mais alguns anos com a dieta do século XXI do que estes ruminantes vegetarianos da Nova Era.

Hora de parar de refletir: a conta chegou. Desprovida de qualquer vaidade e floreios típicos de restaurantes, esta escrita em um guardanapo de botequim. Cinco reais e vinte centavos. Com um olhar desconfiado, o atendente olha o bloco de notas onde escrevo o esboço desta crônica, embora não seja raro reportagens sobre o consagrado sanduíche. Deixo a lanchonete, no bairro Rebouças, para voltar a pé para casa, no Cristo Rei. Apesar de todas as desculpas, é preciso ser hipócrita e equilibrar a balança da vida saudável outra vez.

A Lanchonete Montesquieu fica na esquina da Rua Silva Jardim com a Rua Desembargador Westphalen, nº 918 (da Westphalen), e quase sempre está aberta. Tel: (41) 3233-7065.

 
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Publicado por em 02/15/2013 em Uncategorized

 

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Casa da Mãe Joana – Hambúrguer de Barreado

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No ritmo preguiçoso de férias(mesmo não estando de férias) e de início de ano, estamos na atividade.
O bonde não para!

“Casa da Mãe Joana”, já começo achando o nome do lugar bem bom. Me lembra Mãe brigando com o filho porque a casa está uma zona. “Parece a casa da mãe Joana isso aqui!”
Se bem que essa Casa mesmo parece uma casa de vó, e bem arrumadinha.

O lugar tem um lance tipo aquela Casa di Bel que mais parece o Sítio do Pica Pau Amarelo, onde nada combina com nada, é muita coisa pendurada, é muita informação, você fica sem saber para onde olhar. Na Casa da Mãe Joana o negócio é mais simples, visualmente é mais limpo e agradável, tem várias coisas decorativas antigas que vão desde um refrigerador de alguma mercearia até mesinha e telefone de discar, bules de porcelana, quadrinhos gringos que os Caçadores de Relíquias do History Channel adoram, latas e várias outras coisas. Tem uma área externa com umas mesas, chão de pedrinhas brancas e redes para quem sabe tirar um cochilo, tipo baiano.
O lugar tem um ar de carimbóGaribaldis e Sacis, bicho grilo da reitoria, só que mais arrumadinhos e que felizmente essa referência não se manifesta na trilha sonora, que foi do Jazz ao Rock e nada de MPB lésbica da nova geração.

Agora falando da comida, quem acompanha o blog ou leu alguns posts já deve ter percebido que meu negócio é testar o tradicional de cada lugar, e nas poucas vezes que me aventurei, deu merda, parceiro! Veja aqui um exemplo.
Mas hoje depois de muito pensar e olhar para o cardápio diversas vezes, aceitei o desafio do Yuri e arrisquei encarar uma coisa nova que tem tudo para dar errado, um X-Barreado.

Sim, um hambúrguer de Barreado. Para quem não é do Paraná, (momento wikipedia), o Barreado é um prato tradicional do estado, mais precisamente do litoral. A turistada adora ir para Morretes e Antonina comer essa parada. Basicamente é carne de boi desfiada que fica cozinhando por umas 12h numa panela de barro lacrada com uma massa feita de trigo, e servido com farinha e banana.
Com doze horas de cozimento (hoje deve ser feito na panela de pressão com muito menos horas) já da para imaginar como as fibras musculares ficam completamente relaxadas, a carne fica muito molinha e desmanchando, o negócio vira quase uma “sopa de carne”.

Eis que os filhos da mãe Joana resolvem remontar esse prato num sanduíche. E o pior é que fica interessantemente bom!

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Detalhe para a bela apresentação do prato. Sanduíche, salada, molhinho de maionese e banana chips.

O pão é um pão d’água coberto com um pouco de fubá, particularmente gosto bastante de pão assim, bem molinho e sem casquinha crocante quebrando. Há que quem ache ruim e diga que é tipo pão amanhecido e, por isso poderia ser arriscado usar num hambúrguer de quase vinte reais.
Mas um cara que faz um sanduíche que tem banana com bacon e carne não está com medo de arriscar.

Sim, bacon e banana que incrivelmente combinam. A banana fica predominante na maior parte do tempo, e nas duas ultimas mordidas já estava começando a ficar enjoativo, mas em alguns momentos você sente bem o bacon, e às vezes a mistura dos dois, é interessante e longe de ser ruim.
São duas tiras classudas de um bacon muito bonito e com pouca gordura, até abri o sanduba para conferir e gostei bastante do que vi lá dentro. Também duas fatias de banana grelhada por cima do queijo, que, diga-se de passagem, é apresentado numa quantidade legal de muçarela (com ç mesmo, como no cardápio) com direito ao efeito estica e puxa,essa é a festa da Xuxa.

Assim como a banana, o hambúrguer também tinha suas belas marcas de grelha. Feito com a carne do barreado, não sei direito, mas pelo que me pareceu a carne desfiada foi processada(batida) para poder dar a liga necessária para moldar o hambúrguer.
Fica uma textura diferente, mais macia e sem a “granulação” da carne moída tradicional, quase não tem resistência ao morder e o pedaço se desmancha ao mastigar.
E como a carne já foi cozida não tem isso de mal passado ou no ponto sangrando, nem seca nem molhadinha, esse é o ponto que fica.

Tudo isso junto e logo na primeira mordida me surpreendo com uma das coisas mais macias que já mordi (incluindo pessoas), é tipo comida para velho banguela, bem legal.

Acompanha também uma porção de salada considerável, muito maior do que viria dentro de qualquer hambúrguer. Dois tipos de folhas (alface crespa e alface frisé), cenoura ralada, e um tomatinho cereja cortado ao meio. Além de um potinho com a maionese local, que nem usei muito mas é mais líquida que a normal e com um gostinho de alho e(ou) cebola.

No cardápio dizia batatas rústicas, mas veio uma surpresa na vibe do passeio na feirinha de Morretes no final de semana.  Bananas chips, banana frita como se fosse batata. Fica meio seca, parece uma madeirinha, é legal por ser diferente, mas eu prefiro batata, ainda mais se forem rústicas.

“A Casa”
 fica na Jerônimo Durski, esse nome que já lembra o que? Madero, né, seus bois de presépio.
Curitibano tem mania de fazer sempre as mesmas coisas, frequentar sempre os mesmos lugares…  Acho que vale uma boicotada no Madero e passar na Casa da Mãe Joana para experimentar um hambúrguer diferente, bem diferente, e bom, na mesma faixa de preço do Madeireiro.

Ficha técnica:

Hambúrguer de Barreado

Ingredientes: “Hambúrguer caseiro de barreado grelhado com fatias de bacon, coberto com queijo muçarela derretido, rodelas de cebola e banana assadas em forno a lenha. Acompanha mini salada, batatas rústicas fritas e maionese especial”.

Preço: R$18,00 + 1 Itubaina (que troço doce!)  + 1 coca-cola lata = R$27,50 (caro para um lanche mas vale por uma refeição).

Ponto alto: Apresentação, bons ingredientes, inovação, e o gosto, claro.  

Ponto baixo: Preço.

Avaliação: A

A Casa da Mãe Joana fica na rua Jerônimo Durski, 1010, no Bigorrilho. Terça à Sexta: 18:30 – 00:00, Sábado e Domingo 12:00 – 16:00   –  (41)3092-2322

 
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Publicado por em 01/18/2013 em Uncategorized

 

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Alta Voltagem – Jazzmaster

Alta Voltagem

Ora, que ideia genial! Como ninguém nunca pensou nisso antes? Vou retomar um pouco parte do raciocínio de meu post anterior – não que eu esteja virando uma flor de obsessão nem nada, mas eis que o assunto se faz pertinente mais uma vez: estamos em uma época de preciosismos, e as pessoas cultuam os objetos antes de cultuar a técnica. O fenômeno é particularmente apreciados por tecnocratas de meia tigela. Qualquer forma de arte, ou meramente qualquer forma de expressão que dependa mais da máquina do que do operador para alcançar um resultado medíocre, está aí a praia desses sujeitos. Comumente a fotografia, mas quem não investe em um MacBook pra desenhar no Corel? Quem não curte uma caixa de lápis de cor Caran d’Ache, dizendo “agora sim, vou poder expressar toda a minha arte”? Esse é o mesmo tipo de gente que acredita nos milagres propagados pela Polishop, mas reduzido a um microcosmos de utensílios que diferem do resto das bugigangas por, ao contrário das propagandas da Polishop, realmente serem do apreço também de profissionais fodões. Obviamente, as guitarras também entram nesse grupo, de maneira muito mais pornográfica do que o resto. Ora, o moleque vê seu ídolo tocando em uma Flying V (não importa qual Flying V), que é uma guitarra que só serve pra quebrar na pontinha, e ele vai lá e compra uma também, achando que vai conseguir um som daqueles. E se não, completa ainda com um porrilhão de pedais que cola numa maleta com velcro, fica parecendo um jogo de tetris gigantesco, cheio de bloquinhos coloridos entupindo a vista.

Falei tudo isso para falar que estava demorando transpor os nomes das guitarras para outras coisas, e mais ainda para hambúrgueres, já que estamos careca de saber que este é um universo gastronômico saturado por rock n’ roll, motocicletas, pin-ups gordinhas, abrigos nucleares, cura incipiente para paralisia infantil e qualquer outro elemento retirado da cultura dos anos 50. Se guitarras e hambúrgueres ornam bem? Essa é uma pergunta cuja resposta, como diria Dylan Thomas, ou Bob Dylan, ou Bob Dole, nunca lembro, está soprando no vento. O que nos interessa aqui é um cardápio de guitarras, e a minha escolha foi a última do racking. Jazzmaster, aquela guitarra metida a esquisita, tipo meio galã francês – feia, mas bonita – e usada por gente do naipe de Sonic Youth (um dos drogadinhos lá, não sei quem é quem, só sei que roubaram a guitarra dia desses), Smash Mouth, Robert Smith do The Cure (combina com o batom dele) e adjacentes. O hambúrguer em questão é um petardo de 240g – talvez a maior pesagem que já tivemos por aqui – e, o melhor: recheado de gorgonzola! Acompanha ainda dentro do pão molho de cerveja preta, alface e tomate. De maneira que, veja, tenho fortes razões para acreditar que o motivo desta guitarra em particular ter sido escolhida para batizar esse hambúrguer tão incomum vai além da esquisitice da forma e da fórmula, mas é, antes de tudo, um destrinchamento  do nome: o mestre do jazz. O que é o jazz senão essa improvisação louca que, em mãos hábeis, separa um caos melódico de uma obra de arte com remembranças de esboços de flamenco. Separa um Ornette Coleman de um Cannonball Adderley ou um Richard Kleiderman de um Bill Evans. Enfim, a habilidade de pegar algo que daria muito errado e fazer dar certo. É só o que vejo quando o chef de um estabelecimento resolve rechear carne com queijo gorgonzola, que tende a impregnar todo o seu entorno, e ainda regar seu disparate carnívoro hidropônico com molho de cerveja escura. Esse é o verdadeiro mestre do jazz, e o resultado está aqui.

Jazzmaster

Há algo que me intriga nessa foto, e é o quanto ela parece fora de escala. Olhando daqui, o Jazzmaster parece um mini-sanduíche, algo retirado talvez da Galeria Lúdica. Mas acredite, é uma das maiores monstruosidades que já comi em todos esses anos nessa indústria vital, e os 240g supracitados não deixam mentir.

Bom, não há como não se derreter como um glutão ditirâmbico, porque, afinal de contas, esse sanduíche tem tudo o que o meu coração pede — e quando digo coração aqui refiro-me ao órgão metafísico que impulsiona o amor, não a bomba de sangue que entope com gordura, veja bem — porque tem queijo em grande quantidade e qualidade, carne suculenta de primeira (e já falei que ela é recheada?), molho de cerveja, batatas impecáveis e um potinho com molho barbecue que, vamos combinar, em se tratando de hambúrguer, deveria ser algo tão obrigatório quanto embalar canudinho em papel.

É claro que a receita transbordou-se ante sua malemolência líquida, é como pedir para uma água viva segurar sua água (é uma piada que só faz sentido em inglês, eu acho), mas nem por isso a coisa virou uma sopa eslava em que tudo perdeu sua propriedade. É algo até admirável ver tanta liquidez contida pela carne, uma coisa bonita mesmo, como a luz da manhã que bate nas gotas de orvalho na península de Izu, só que com um gostinho de carne e gorgonzola que ninguém em sã consciência dispensaria.

Aliás, colocar a gorgonzola dentro da carne foi coisa de gênio mesmo. Para os que dizem que o queijo é muito forte e contamina os outros aromas, a solução resolve perfeitamente o problema. Há o gosto marcante do blue cheese italiano sem a disputa   que normalmente testemunhamos neste tipo de prato. E obviamente não é mais o gorgonzola em seu estado puro, mas por outro lado, preciosismos como esse só levaram puristas para camas solitárias sem ninguém para transar com eles. O bom da comida é transformá-la, afinal. Pegar um bicho morto e fazer um troço suculento como esse é uma arte, Nonato! E os ingredientes são as nossas tintas, mas chega dessa paráfrase porque só de pensar na atuação do Carlo Briani já me embrulha o Estômago (rárárá!). Enfim, gorgonzola carne = bom.

A alface aqui serve muito bem também dentro dessa lambuzeira de sanduíche que, confesso, pela primeira vez tive que abrir mão da minha virilidade para comê-lo de garfo e faca. O mato e seu gosto pela seiva puxa os sucos para si e restabelece a ordem entre os estados da matéria. Não que um tomatinho não acrescente também sua dose de água, mas nada que comprometa o que comprometido já está.

Por fim, o molho de cerveja é bem esquecível, mas não por um descuido no preparo, mas simplesmente porque este sim, foi sobrepujado pelo gorgonzola. Adiciona uma suculência ao todo, mas não consegue inserir seu amargor saudável no meio daquele mar de fungos e laticínios já amargos e salgados.

O pão? O pão é bonzinho. Industrial, mas gostoso. Vale a pena.

Ficha técnica:

Jazzmaster

Ingredientes: “Pão especial, hambúrguer caseiro recheado com queijo gorgonzola (240g), molho de cerveja preta, alface e rodelas de tomate. Acompanha fritas e molho barbecue”

Preço: R$20,90 + coca-cola garrafinha por R$3,70 (coquinha com preço de frigobar). Total R$27,06.

Ponto alto: Lugar agradável, boa ideia para os nomes dos hambúrgueres e a inventividade de um gênio da técnica e da criação.

Ponto baixo: O preço e o molho de cerveja, que lambuzou tudo sem propósito.

Avaliação: A

O Alta Voltagem Café fica na Rua Silveira Peixoto, 777, entre a Silva Jardim e a Av. Iguaçu. Terça à Quinta das 17h até 24h, Sexta e Sábado 17h até 01:00 e Domingo das 16h às 22h. (41) 3044-7403.

 
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Publicado por em 12/14/2012 em Uncategorized

 

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Elvis Costella – Elvis Jr.

Elvis Costella. Na real não entendi direito esse nome, sempre que eu passava na frente quando voltava de um curso eu pensava no Elvis Costello cantando She, da trilha do Um Lugar Chamado Notting Hill, que é dos dois filminhos bobinhos de menina que eu gosto. (Eu devia estar apaixonado nessa época, sei lá!). Mas eles usam o ícone do Elvis Presley, o costela eu achava que era um trocadilho ruim (tipo os que eu faço por aqui) com costela do boi, a carne costela, dos costelões 24h(que o melhor é o Curitibano, na Chile), mas não é, porque  é Costella com dois “éles”. Resumindo, não entendi nada do nome do lugar. Mas isso não importa, embora também não tenha entendido o cardápio com apenas três opções de hambúrguer. Três não, na verdade são apenas duas. A terceira é um hamburguer de salmão (WTF?), e os outros dois são a mesma coisa só que com carnes em tamanhos diferentes.  Pra piorar, o restaurante estava em falta de salmão, que nessa época deve estar subindo o rio para desovar, então ficamos sem opção.  Mancada, os caras tem mais opções de burritos do que de hambúrgueres.

Quem foi que disse pra gente ir lá?!
Orra, leitor que nos indicou o lugar, tá de sacanagem! (risos)

Mas o lugar é bem grande, bonito, decorado com vários vários quadros de filmes, de astros e outros ícones da cultura americana, além de uns disquinhos de “ouro” e umas guitarras emolduradas, tem uma jukebox apenas decorativa (o que é uma pena, ia ser legal escolher uma música) e mais umas coisas como uma calça de cowboy, um biombo do Jimi Hendrix …  é muita informação, tem muita coisa para ver.
Tem até uns bancos feitos com a traseira de uns Cadillacs Bel Air. Cada mesa tem um azulejo com o rosto de alguma personalidade, nesse dia lanchamos com a Janis Joplin entre os pratos.
E na parte do meio parece um salão de dança, se tirar as cadeiras e mesas daria para fazer um concurso de dança tipo do Pulp Fiction, quase me vi lá dançando com a Mia Wallace, gatinha.  LOL

Uma coisa que vale fazer é ir lavar a mão e dar uma olhada no banheiro, enquanto espera a comida. Eu queria um banheiro legal desses na minha casa.

Veio um cara “anotar” os pedidos, só que ele não anotou, apenas perguntou o que queríamos e saiu.  Quando ele virou as costas eu falei: “Vai vir errado, o cara nem anotou”. Dito e feito!

Usando parte de uma frase do herói nacional, Roberto Nascimento, “Só tinha uma coisa que me deixava mais puto do que erro em operação”, é o cara que faz o negócio sabendo que vai fazer errado. É lógico que ele ia esquecer, pô!

Mas como acho meio sacanagem e um desperdício de comida devolver para eles talvez jogarem fora (e sou daqueles que acham que os caras podem cuspir e passar o pinto no que você devolveu e te mandar de volta), comi como veio mesmo, era para ser sem cebola e quem não gosta muito de cebola em grandes pedaços sabe o quanto isso não é legal. E isso me fez comparar o sanduíche com esfiha de carne do Habib’s. E não era isso que  eu queria.

O pão me lembrou aquela música Vivaaaaaa Las Vegas!! Mas não pelo brilho e alegria, mas pelo secura do deserto que rodeia a cidade da jogatina.
Que pão seco é esse?! Sério, nem com o suco da salada com cebola e tudo, mais a carne, o pão ficou mole.

O hambúrguer tinha um pouco de gosto de fumaça, um pouco do gosto de tempero, um pouco suculenta, um pouco do gosto da grelha(o que não é ruim), de tudo um pouco.
Não quero comer algo com um pouco de gosto, talvez se eu estivesse pagando pouco… mas não era o caso.
Talvez se tivesse pego a versão com 250g eu teria ficado um pouco mais contente.
Se bem que mais uma vez o hambúrguer do Yuri que era o de 250g (semana que vem aqui, não percam!) estava seco e o meu não.  Melhor um pequeno molhadinho que um grande secão, diriam as garotas.
Acho que os caras flagram que eu sou o Good Cop da dupla e me mandam mais batatas, hambúrgueres melhores…
Mas na boa, que lugar que quer parecer americano e não serve direito um hambúrguer?!

O queijo, amarelo parecia um plástico sem gosto, tipo cenográfico está ali fazendo presença visual mas não muito gustativa.

A salada acompanhada das indesejáveis cebolas,reconheço que mesmo com elas não estava ruim e elas até ajudaram a dar uma umedecida junto das duas finas rodelas de tomate e a alface fresca.

Ah, as batatas! São boas, olha que douradinhas (a iluminação ajuda a ficarem douradas) mas estavam realmente bem agradáveis e com a quantidade certa de sal, nem muito e também não sem nada. Felizmente ultimamente só temos encontrado boas batatas, que continue assim.

Em resumo, se depender desse Elvis Júnior, o Rei do Rock não iria ficar gordo nunca, mesmo estando deprimido e decadente.
É um lugar legal, classe média/alta, (acho que se eu tivesse dinheiro até frequentaria com os amigos, a namorada, faria um happy hour  com os colegas depois do trabalho … mas não tenho nada disso, então não sei se vou voltar tão logo). Em alguns dias rola música ao vivo (da primeira vez que tentamos o lugar, o couvert artístico era 20 reais! Desistimos e voltamos outro dia em que não tinha banda, já que queríamos só comer), mas não iria lá comer um hambúrguer, que é bem na linha Lucélia Santos currada pelos negões, bonitinho mas ordinário.

Para fechar, comemos por volta das 20:30 e agora 23:30 já estou indo esquentar um pedaço de pizza de uns dias atrás, fraco de sustância, heim!
Ficha técnica:

Elvis Jr

Ingredientes: “Pão, hamburger de carne (150g)de carne, queijo, tomate, pickles, cebola e maionese”.

Preço: R$19,50 (não vale, da para comprar quase 3 Americans de 7$ no Rock’a Burger) Não lembro quanto era a coca-cola, mas pedi uma e a conta deu R$25,55.

Ponto alto: O lugar é legal e o sanduíche é bonito (conta né?)

Ponto baixo: Falta de opções, pão seco, pequeno e um pouco sem gosto.

Avaliação: C –

O Elvis Costella fica na Av .Manoel Ribas 396 “nas” Mercês, e funciona de segunda a sexta-feira das 11h30 às 14h30, de terça a sexta-feira das 18 horas às 23h30. Sábados, das 14 horas às 23h30. (41) 3618-7089.

 
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Publicado por em 08/23/2012 em Uncategorized

 

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