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Bravus Burger e Grill – Especial Chesse Burger

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Alô, povão, agora é sério!

A mídia ninja do jornalismo gastronômico dos pinheirais está de volta! Voltamos a falar dos hambúrgueres de Curitoba, a cidade da qual a gente vive reclamando, mas gosta.
Nada mais curitibano que retomarmos nossa empreitada pela Av. Batel. Lugar de badalação, gente bonita, riqueza e glamour (bom, talvez em outros tempos).

Por conta de uma sugestão (valeu, Barbara!), fomos conhecer um lugar novo, o Bravus Burger Grill, na Av. Batel, entre a parte residencial e onde começam as baldas. Ali, um pouco antes de chegar no fervo onde é um saco passar de carro (e a pé, de bicicleta, de skate e de patinete também). Fomos numa terça-feira e o transito estava tranquilo. Não entendi direito se eles tem estacionamento ou se são duas vagas, mas o motoboy tirou a moto e pude estacionar o burguer móvel na frente do lugar. Jóia! (+ 3 de camaradagem).
O lugar não é cheio de frescura como se espera dos lugares da região, é meio na linha do Memphis: simples, mas bonito.
Bem iluminado também. Gosto de lugares claros, não só me ajuda pra fazer a foto, mas principalmente ver o que se está comendo, as pessoas, o ambiente e tudo mais.
Você vai ver em uma das paredes uma grande foto de um sanduíche que transborda recheio pelo prato, em outra parede, a mina do “we can do it” fazendo uma banana, um tipo de abajur grande, de teto, com tecido de flores que iluminam bem as mesa logo na entrada.

Chegamos e escolhemos uma mesa da parte dos fundos, mais alta. Isso já é meio que um teste pra ver o atendimento, o cara foi gente boa e falou que já iria ligara luz, que podíamos sentar lá. Diferente de quando fomos no Barba Hamburgueria que ficaram meio de cu doce para liberar as mesas vazias da parte superior.

Isso de sentar no fundo me lembrou uma pira que tenho e vou compartilhar com vocês.
Não gosto de sentar logo na entrada dos lugares com fácil acesso da rua e nem perto de janelas que dão para a rua. Se por um lado facilita uma fuga em caso de emergência, por outro acho que você fica muito vulnerável, que se chegar alguém atirando você é o primeiro a ser alvejado. E também porque sou elitista e não quero que pedintes que não tenham o que comer venham fazer com que eu me sinta culpado por estar ali comendo algo supérfluo. É, eu penso nesse tipo de coisa (o tempo todo).

Enfim, pirações de lado, vamos para a comida que é o que interessa para esse blog bonito.

Já vimos garçom anotar o pedido errado, normal, até acontece, mas dessa vez quem errou fui eu. Pedi errado.  “Ai, que buuurrro, dá zero pra ele!”
Era para pedir o Especial Chesse Burger e acabei falando e mostrando no cardápio o Chesse Burger normal.

Quando chegou na mesa a sensação que me deu foi de solidão ao ver o coitado do Chesse Burger sozinho naquele prato branco. Faltava alguém ali, faltava alma, faltava graça.
Nenhum dos hambúrgueres da casa acompanha batata frita (que marcação, galera!), mas também não custava fazer uma firula de barbecue no prato, uma folha de alface e uma rodela de tomate, sei lá, qualquer coisa para dar uma floreada. Alguém andou faltando a aula de guarnição do prato…

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Em todo caso fiquei com o solitário e pobre Chesse Burger. Chegou rápido e comemos mais rápido ainda.

Mas só pão carne e queijo, é meio pouco, só vai quando não se está com fome ou está sem grana.
Como aqui pra gente rap é compromisso, quer dizer, hambúrguer é compromisso.
Traz um café que pão puro é foda.”

Pedi novamente, dessa vez aquele que eu queria inicialmente. Esse é valendo!
Novamente chegou rápido na mesa. Também solitário e simplório no prato branco, mas agora muito melhor e com muito mais vida dentro do pão.

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O pão dos dois sandubas era o mesmo, o tradicional de hambúrguer, bem fresco,  com a porosidade que deixa fofinho, como um pão como deve ser, e com os gergelins se desprendendo, como não deve ser.
Mas quem liga para gergelim, por mim nem precisava ter isso.

De primeira achei a carne um pouco salgada. Pode ter a ver com o fato de que em casa sou acostumado com muito pouco sal. (Tem que cuidar da pressão, né? A idade está chegando e não quero ter um derrame enquanto for sexualmente ativo. Já é difícil achar uma gatinha sendo quase normal, imagina paralisado de um lado…. se bem que o Carpinejar é todo deformado e tem uma namorada gata, talvez eu deva me preocupar menos com o sal e mais em como fingir entender as mulheres, fazer frases de amor, essas picaretagens.)  Já o Yuri achou meio sem sal, então agora vocês tem que ir lá tirar a prova dos nove.

É um hambúrguer de tamanho médio(bom), um dedo de carne, nem grande e nem pequeno. Os meus dois foram tirados um pouco antes de ficarem bem passados, da para ver pela cor na foto.  Não chegou a secar a carne, mas poderia ter sido tirado um pouco antes, os sucos da carne misturando com os queijos ia fazer subir a nota. Desse jeito, passou raspando no nosso ENEM das hamburguesas.

Agora o que deu vida a esse hambúrguer: o queijo. É um Chesse Burger, derrr!
Essa mistura dos queijos acho que deu bem certo. Eu particularmente gosto, até mais do que devia, desse cheddar cremoso sem vergonha.  É artificial que só ele, mas eu gosto. Rola aquele lance de memória afetiva, me lembra comer cachorro quente de madrugada, não que eu faça muito isso, mas é legal.
A pastosidade do cheddar nesse caso ajuda bem já que não se tem nenhum molho(nem maionese) ou salada complementar que de uma umidade ao sanduíche. Lembrando que a carne estava quase bem passada.
Ah, e essa fatia de provolone, que beleza. Sabe o que é morder e sentir cortar o queijo com os dentes, e também puxar e esticar. Pois é, infelizmente nem sempre é assim. Acho que uns 36% do sucesso de um hambúrguer vem do queijo e a galera não presta muita atenção nisso.
O gosto e o salgado característico do provolone é sentido, mas não é sempre predominante,  às vezes ele é bem amenizado pelo cheddar. As texturas e consistências dos dois queijos mais a carne é bem interessante, só faltou um bacon em cubos, como no finado Alta Voltagem, para ficar uma experiência sensorial mais completa.

Gostei dessa mistura de dois queijos simples, na verdade um queijo e meio né, queijos processados são só 50% queijo. A outra metade deve ser algum derivado do petróleo porque esse negócio parece um plástico.

Por ser na área onde é comum “os boy beber dois mês de salário da minha irmã”,  o Bravus é considerado barato, tá certo que não tem acompanhamento de batata, mas a molecada vai curtir se descobrir que podem forrar o estômago com pouco dinheiro e vai sobrar mais para o gole ou até para pagar um drink para uma gata na balada (olha a dica molecada!).

 

Ficha técnica:

Especial Chesse Burger.

Ingredientes: “Pão, hamburger, queijo cheddar cremoso, provolone”.

Preço: R$8,50 do Chesse Burger +R$3,50 coca-cola lata + R$13,50 do Especial Chesse Burger. Total 25,50.

Ponto alto:  A boa fatia de provolone, bom tamanho, e ser meio em conta.

Ponto baixo: A inexistente apresentação, a carne poderia estar um pouco mais no ponto, e não ter acompanhamento de batata frita.

Avaliação: C

O Bravus Burger Grill que fomos fica na Av. Batel, 1.700, na frente de um tal Boteco Santi. Seg. – Sáb. 11:00 – 00:00 e Domingo das 17:00 – 00:00. Tem delivery, (41) 3010-2525.

 
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Publicado por em 08/09/2013 em Uncategorized

 

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Guiolla – Clássico

O Guiolla é um lugar novo que tem uma variedade de atrativos. Você pode ir tomar um café ou um chocolate quente, comer um pedaço de torta, tomar um chopp no happy hour com os colegas do escritório, comer um sorvete italiano que segundo eles “é o melhor sorvete de chocolate do mundo”, ou como nós, ir comer um hambúrguer bacana. Ou fazer tudo isso junto e em um ambiente bonito e confortável. Chegamos enquanto tocava Eric Clapton e depois rolou um Elvis, ou seja, boa música e também um bom atendimento.  Mas isso tem o preço, né! Lugar padrão batel com as coisas boas que o dinheiro pode te proporcionar.

Assim como a logo e um textinho do cardápio que vou transcrever aqui sugerem, é um lugar feito para o amor, (no nosso caso amor à comida), para casais, para formar um casal, para os amigos e a família (assim como todos os lugares, não?).

“Tudo que é feito com carinho desperta as melhores sensações.
Na Guiolla o amor é ingrediente essencial. Somos gourmets porque saboreamos o melhor da vida. O ambiente romântico estimula os cinco sentidos. Cenário ideal para curtir família, amigos, novas e antigas paixões.” (antigas paixões é tipo levar a ex para um lanche?)
Acho meio brega mas deixo para vocês decidirem, ainda mais que acabou de passar o dia dos namorados.

Vou aproveitar esse post para um papo sério, depois desse texto tem um desenho que é a logo do Empório Chocolat que funciona no mesmo lugar. O símbolo deles é uma vaquinha com asas, uma vaca anjo, tipo a caixinha de leite no final do clipe do Blur.


Achei meio irônico um lugar que serve carne usar a vaca bonitinha (morta) como símbolo. Isso me lembrou uma “teoria” que estou desenvolvendo e vou compartilhar com vocês, o Yuri até já citou aqui no blog, que é sobre o “preço da carne”.
Carne é algo que está banalizado e deveria ser mais bem apreciado. “Alguém” morreu por isso, devíamos dar mais valor, e valor monetário mesmo, deveria ser algo caro e raro de se comer, aumentando o preço diminui o consumo.
Imagina só, o boi está lá de boa dando um rolê pelo pasto, paquerando a vaca da fazenda ao lado, ruminando sua graminha, a ração, chega o homo sapiens e o coloca numa fila, que não é para dar uma volta na roda gigante, é para quê? Para a morte!  Tremenda sacanagem!
Não sou contra matar animais para comer, também não sou contra matar pessoas, para mim é a mesma coisa.  Sou favorável ao consumo consciente, não precisamos comer carne todos os dias e em todas as refeições. Comendo menos precisaria matar menos. É tipo algo para manter o equilíbrio da força.
Sou como o Homer Simpson que chora e ao mesmo tempo se delicia degustando sua lagosta que era de estimação.
Quer comer? Tem que pagar o preço.
Por isso tento não reclamar tanto do preço dos lugares, mas ao mesmo tempo tem o lado que sou só um proletário freelancer (freela é uma forma de falar que no mercado formal você é um desempregado na maior parte do tempo) e não tenho grana para ficar esbanjando.
E também é por isso tudo que reclamo quando um hambúrguer(ou outra carne) não é bem feito, vem seco ou muito passado, é o puro desperdício da vida bovina( não só bovina mas de qualquer bicho que você esteja comendo).

Então no fim das contas a vaca merece mesmo as honras de uma anjinha, já que assim como Jesus, ela morreu por nós. Pelo nosso prazer de degustar um hambúrguer gourmet.

1 minuto de silêncio.

Pronto, apita o árbitro! Bora comer que já enrolei demais com essa teoria furada. Mas toda essa enrolação poderia ter sido pensada enquanto esperávamos o sanduíche, que demorou um pouco.


Sou um cara conservador, gosto do tradicional, gosto de sentar nas mesmas cadeiras, ir nos mesmos lugares. É mais ou menos por isso que quase sempre pego uma versão do “x-salada”, o clássico dos Hambúrgueres. Na teoria é para ser sempre a mesma coisa já que os ingredientes são basicamente os mesmos, mas incrivelmente é sempre diferente, a maioria dos lugares acaba tendo um sabor próprio, algo que os caracterize e diferencie da concorrência. Com o Guiolla não é diferente.

Valeu ter esperado, olha essa apresentação, não veio um sanduiche jogado e displicente com em alguns lugares. Vem bonitinho num envelope que parece um barquinho ou um chapéu de origami, bem útil.

Começando pelo pão, que é um pão francês estrela, na parte de cima ele é dividido em gomos, é mais bonito que funcional, pois os gomos vão se separando, aí você fica com a parte de baixo maior e a de cima vai sumindo antes. O legal além de não ser o pão tradicional de leite com gergelim, é que o pão também é grelhado. Tem tempo que procurava por um lugar que também colocasse o pão na chapa, nesse caso, na grelha. Gosto disso porque fica quentinho, mais crocante por fora e se mantem macio por dentro. E da uma desbaratinada caso o pão não esteja tão fresco, aprendam aí.
Moldado à mão o hambúrguer de 180g, mesmo sendo apenas um, faz presença e prova que mais que isso pode ser gula. 180g deveria ser o peso padrão dos disquinhos de carne. Menos que isso é pouco, e mais já começa a ser gordice.
A mistura de carnes assim como no Madero mas menos variada que o Madero, garante a suculência necessária para o efeito “Hummm” da Ana Maria Brega. Não ficou escorrendo exageradamente , mas é dos bons, carne tenra e bem no ponto (não pro mal passado como pedi, mas tudo bem) com marca de grelha, bonito, gostoso.
Me lembrou o bolinho de carne do Seu Zé do Montesquieu, sei lá porque…enfim.

O queijo, está aí mais uma coisa boa desse sanduíche, uma fatia considerável de queijo asiago pressato, com casquinha amarela clarinha, macio, suave e derretido!!  Incrível como isso parece ser difícil na maioria dos lugares, acho que deve ser a afobação de querer despachar logo para o cliente e também a mão de vaca de uns que economizam numa mera fatia de queijo. Esse rolou até o “efeito pizza”, mordi e ele esticou, esticou e…. e aí tive que cortar com a mão. Preciso falar que isso é bom?!

Salada padrão, alface crocante e tomate vermelho como tem que ser, também tem cebola crua, mas essa eu dispenso. Sem mais considerações, salada é salada, caso encerrado.

As batatas fritas são bem pró, bem boas, vem numa cumbuquinha vermelha que seria o equivalente a uma caixinha daquelas do Mc Donalds ou Burger King, só que bem mais gostosas e sequinhas. Vem com uma folha de papel toalha que não ficou transparente de gordura. Aprende aí, Madero, como fazer batatas sequinhas.
Mas o ponto negativo para mim está justamente nas batatas que já vem salgadas, e pro meu gosto, bem salgadas. Já dei minha opinião sobre o Sal nas batatas (e ter um AVC)  no post do Barba, não vou repetir.

No geral ele é um belo hambúrguer compacto, não é dos gigantes mas é dos gostosos e característico do lugar, que é legal e bonito. Cumpre a função social do hambúrguer classe A que é nos divertir, satisfazer e honrar o boizinho morto em troca do nosso suado (de alguns não tão suado) dinheiro.

Ficha técnica:

Ingredientes: “delicioso hambúrguer grelhado (180g), maionese, salada verde, tomate, cebola, queijo asiago em um pão especial”.

Preço: R$18,90 do clássico e a coca-cola de lata R$3,50 Total R$22,40.
É o preço do batel e tudo que isso engloba.

Ponto alto: Uma boa carne, pão na grelha e o queijo que esticou.

Ponto baixo: As batatas salgadas e talvez tenha demorado um pouquinho.

Avaliação: A

O Guiolla fica na Rua Teixeira Coelho, 430,em frente ao Hospital Geral do Exército, no Batel. (41)3026-5891.

 
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Publicado por em 06/14/2012 em Uncategorized

 

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