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Gold Skull – War Pigs

Gold Skull

E lá vamos nós, amigos. Retorno eu aqui também à temporada 2014 do Good Burger e desde já levanto solene a minha estrofe de mil dedos e faço o juramento: como hambúrguer, famélico, voraz e prazeirosamente. Essa é a minha vida e é disso que vamos continuar falando, baby.

O Gold Skull é a bola da vez. Pra quem não sabe, o estabelecimento fica no recinto onde outrora era o popular Lino’s Bar, o berçário do punk curitibano, até que fechou porque alguém tomou uma facada lá, pelo que me disseram. O que importa é que ainda há vida pulsante naquele lugar da Augusto Stelfeld esquecido por Deus, e para testar se o pulso ainda pulsa, fomos ver que tipo de carne compactada sai do Gold Skull.

O lugar é bem arrumado e de decoração modesta, não chega a ter os exageros do Barba, mas tem umas caveirinhas aqui e acolá. O cardápio aposta no velho porém eficiente clichê de nomes de música para batizar os pratos, e o que eu peguei foi nada menos que War Pigs (link sacana), uma das melhores músicas do Black Sabbath na opinião de qualquer pessoa sensata. O lanche que casou com a canção é um hambúrguer de pernil, com cheddar e bacon. Ora, tamanha concentração suína aliada ao bom e velho queijo do macho britânico dificilmente seria uma combinação desastrosa. Algum tempo depois, veio este prato aqui, bem apresentado pelos potinhos de molho, mas com muito mais salsinha do que um hambúrguer deveria ter no prato.

War Pigs

Afinal de contas, por Deus, é um hambúrguer! Não é uma panqueca, uma madalena que a sua mãe faz ou um tira-gosto genérico decorado com um vegetal ainda mais genérico, é um hambúrguer, e hambúrgueres não deveriam vir com tanta salsinha no prato porque o efeito é desviar a sua atenção gustativa da carne para prestar atenção em tudo o que não é carne. E você come um hambúrguer pra sentir o gosto da carne, não?

Bom, por ordem do que mais me incomodou para o que menos me incomodou no War Pigs do Gold Skull: definitivamente, em primeiro lugar, está a carne. Extremamente bem executada e tão descomedidamente temperada com cominho, a carne era praticamente só cominho. Impossível sentir gosto de outras coisas. E eu sei que essa é uma prerrogativa do Gold Skull, e vou respeitá-los por isso, mas se tem alguém aí buscando conselhos para sua vida nestas mal traçadas linhas, rogo-lhes: não coloquem cominho em nenhum tipo de hambúrguer. Apenas não. O cominho estragou a boa execução do cozinheiro, que deixou a carne no tempo certo no fogo e conservou vários sucos — ou quantos sucos um hambúrguer de pernil é capaz de conservar. Já na terceira mordida eu continuava comendo pela epitimia moral de finalizar um lanche para relatá-lo aqui, mas a minha vontade era pedir uma porção de batata frita e ficar por isso mesmo. Enfim, uma experiência desagradável pra mim.

Depois, vieram as batatas. Sempre é uma surpresa quando alguém decide fazer as batatas de acompanhamento de um jeito diferente da maneira belga, mas acho que aqui houve um desencontro dos conceitos — no caso, do restaurante, que é um lugar rock n roll, decorado com caveiras, e um hambúrguer por demais carimbó, pouco rock n’ roll, com batatas rústicas cozidas e cortadas em nacos muito grandes. A batata, daquele jeito, precisava de um tempero, e acabou ficando com um sabor meio sem graça. Já comi batatas rústicas em muitos lugares, mas o gosto dessa me desagradou um pouco, parecia estar meio velha. Enfim, também terminei por uma questão moral, mas não fá-lo-ia caso necessário não fosse.

Por dentro do sanduíche, o cheddar também era um problema, e não só porque era um cheddar claramente vagabundo, meio escuro e oleoso, como também porque era diferente do cheddar do hambúrguer do Murilo, mais opaco, consistente e de sabor mais acentuado. Fiquei bem chateado de não ter vindo queijo da mesma procedência dos nossos dois lanches, mas, sei lá, questões de estoque e abastecimento não deveriam ter o efeito final que tiveram nesse caso. Não que o meu cheddar fosse um desastre e o dele fosse o melhor do mundo, mas a diferença, sobretudo, incomodou.

Felizmente, nem tudo está perdido, e o Gold Skull provou excelência naquilo que vocês, fetichistas da internet, mais gostam: o bacon. Não só o lanche vinha com bacon farto, como também muito bem fritinho, na medida, nem esturricado e quebradiço, nem mal passado e borrachudo. Apenas… certo. Aliás, uma coisa é certa: eu não sei se o sujeito que prepara a carne é o mesmo que a executa, mas se for a mesma pessoa, eu diria para abandonar a primeira função e ficar só de chapeiro, porque onde falta bom-senso em uma atividade, abunda  a competência na outra.

Por fim, o pão, que por muitas vezes é o começo de nosso comentário. Bom, meu pão simplesmente sucumbiu às dentadas sempre afiadas dos meus caninos. Despedaçado e sem conseguir conter a carne, embolou-se na maçaroca de carne e molho, substratos do que deveria ser um lanche íntegro. Nada que possamos fazer a respeito, contudo.

Resumindo: há uma clara falta de diálogo entre o conceito do bar e o conceito do War Pigs, e é sempre legítimo que um chef faça tal escolha a favor da personalidade do cardápio, mas não posso dizer que seja uma escolha acertada. Hambúrguer de pernil com cominho não foi a ideia mais brilhante da história da humanidade.

Ficha técnica:

War Pigs

Ingredientes: “Hamburguer pernil com bacon – Todos os pratos vem acompanhados com batatas rústicas e molhos especiais.”

Preço: R$18,00 mais uma água Timbu 500ml, R$2,50 (porque agora eu também sou mais ou menos saudável).  ficou R$20,50.

Ponto alto: Apresentação, ambiente e bacon.

Ponto baixo: Carne com cominho, cheddar diferente, batatas meio meh, salsinha em excesso.

Avaliação: D+

O Gold Skull fica na Rua Augusto Stellfeld, 332, esquina com a Alameda Cabral, no centro. Não achei a informação dos dias que funciona e nem telefone, só achei que abre as 15h.

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Publicado por em 02/28/2014 em Uncategorized

 

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O GiraMundo – Hambúrguer Especial

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Fim de ano chegando, a última correria, uns dias de folga entre natal e ano novo e até férias para alguns não esquecerem de como a vida real deveria ser. E férias lembra o que?!
Tempo de viajar, sair por aí, relaxar, cair em roubadas, rodar pelo mundo ou pelo bairro, conhecer lugares novos ou rever os que gostamos. Encontrar gente diferente, novos cheiros e sabores  também, e foi numa dessas que fomos parar em um café recém aberto em Curitiba que tem essa vibe.

E se tem coisa que a gente gosta tanto quanto hambúrguer é viajar.

Tem aquela frase muito compartilhada no face em tempos de férias, do Mario Quintana, “Viajar é mudar a roupa da alma”. Pela minha pouca experiência posso falar que quando a gente viaja, principalmente se for um período meio longo, acaba virando outra pessoa enquanto descobre o seu destino (destino sina e destino local de chegada). Quando voltamos, é a nova pessoa que está de volta, é você um pouco mais evoluído com as experiências da viagem…  mas aí o tempo passa e a gente tem que cuidar para não voltar a ser o antigo eu. No meu caso um implicante deprimido.
Sobre a frase do Quintana, prefiro dizer que muda a vida mesmo, sou um racionalista, ateu desalmado, mas muito consciente da vida aqui e agora. Recomendo para todo mundo viajar, ainda mais se estiver meio fodido ou perdido na vida, aí é algo quase obrigatório. Melhor que gastar dinheiro com terapia ou antidepressivo, você vai se entender melhor, entender um pouco das diferenças do mundo e a vida, on the road.
Seja um viajante e não um turista.

Bora falar de lanche?!

No água verde, bairro que não passamos desde o Mister Dog e a melhor maionese verde da cidade, encontramos o “O GiraMundo”.

O lugar é uma casa transformada em café, numa vibe meio hostel. Tem uma máquina de café que por fora lembra a traseira de um cadillac vermelho, que lembra meus planos de pegar aquelas longas retas da Route 66 num conversível ouvindo um Rancid, carregando armas e dinheiro, acompanhado de uma garota de bikini com cabelos ao vento ou um chimpanzé com roupas de gente.(férias é pra sonhar, galera!).
No café também tinha um robô gigante climatizador, coisa que precisa numa Curitiba com clima de deserto, 30° de tarde e 10° à noite. Mas um cara chegou e levou ele embora.
Na parede pintada de verde tem uma lista dessas cervejas especiais escritas em giz, além de camisetas e outros souvenirs ao lado do balcão, as outras paredes são laranja e marrom, um lance meio Irish cervejeiro.
São só cinco mesas, todas são de madeira e lisinhas (gosto de passar a mão em coisas lisas como mesas, capas de livros, pessoas…), mas em uma tem cadeiras estofadas e uma cadeira dupla, cabe um casal na mesma cadeira ou um gordo confortável.
Isso tudo embalado por som ambiente de rock/blues e vídeos de surf na tv.

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A primeira impressão é: “Que pequenininho!”
A segunda é: “Quanto queijo, que legal!”
A terceira e já na primeira mordida: “Que pão lazarento.”

Já vou começar pelo ponto negativo, o pão não sei o que de cerveja.
Legal inovar e tentar uma coisa diferente, dar uma cara própria às coisas, mas não é sempre que dá certo, né?! Esse foi um caso que não deu. Talvez manter no arroz com feijão dos pães de hambúrguer funcionaria melhor.
Esse pão de cerveja ficou massudo, pesado, borrachudo, a fermentação dos levedos não rolou direito e a massa também estava um pouco crua no meio. E com farinha por cima. Farinha por cima é foda, gruda tudo nos dedos, na barba… mas isso é frescura minha, o resto não é.
Chegou uma hora que desisti e comecei a comer apenas o recheio, depois voltei à tampa do pão só para cumprir tabela e não desperdiçar nada.

O recheio é simples e do jeito que tem que ser, só o básico e o gostoso. Carne, bacon, queijo e maionese (tinha cebola caramelizada, mas quem acompanha isso aqui e leu o último post já se liga que pedi sem). A maionese parece ser boa mas se perde no pão grosso.

O queijo é uma beleza, enche os olhos e logo de cara se percebe que esses caras são dos meus, não ficam regulando e colocando só aquela única fatiazinha de queijo. Aqui o negócio quase embrulha a carne, é uma camada grossa e salgada de cheddar. Ponto bem positivo.

A carne tem aquele tempero dito caseiro de sal, cebola e um verdinho (verdinho pra mim é todo qualquer tempero verde, não sei o nome dessas paradas).Tem um tamanho legal ou pelo menos suficiente. Quanto ao ponto, estava quase lá, um pouco seca, mas nem se tratava tanto do ponto, acho que um pouco mais de gordura na carne deixaria mais suculenta, gostosa e menos fibrosa.

Em cima da carne, o queijo, em cima do queijo o bacon.  Generosa fatia de bacon cortado em tira e umas lascas grandes que dão consistência e um pouco mais de sal e sabor ao morder. Na foto aparece bem a parte da gordura, mas ele tinha uma boa carninha também.

Acompanha batatas chips, fininhas, bem sequinhas e crocantes. Um potinho de molho adocicado com gosto de fumaça, barbecue.(sem essa de cobrar extra por um potinho de molho como uns lugares sem vergonhas fazem).
O refri é servido num tipo de taça de vinho, gosto de copos diferentes mesmo para tomar refrigerante.

Surpreendentemente o bicho tem um fator sustância bom, deve ser por conta do pão pesado.

No final o cara fez a conta de cabeça no papel, no melhor estilo do finado seu Zé e o Alvaro do Montesquieu.

Para fechar, uma dica natalina e não hamburguística. Uma fatia de chocotone, doce de leite e outra fatia de chocotone. De nada!

Semana que vem tem mais um post novo do Yuri. Eu vou ficando por aqui. Até janeiro.

See you mothafuckers, ho-ho-ho!!

Ficha técnica:

Hambúrguer Especial

Ingredientes: “Hambúrguer caseiro com queijo cheddar, fatias de bacon, cebola caramelizada e maionese no pão de cerveja. Acompanha batatas chips.”

Preço: R$18,00 mais uma coca-cola lata de R$4,00(!) ficou R$22,00.

Ponto alto: A quantidade do queijo e o bacon bem servido.

Ponto baixo: Definitivamente, o pão não agradou.

Avaliação: C+

O GiraMundo Café fica na Rua Santa Catarina,456, no Água Verde. Funciona de Terça à Sábado das 15h-22h e Domingo 15h-20h. (41) 3205-0437. Fica ao lado de um boteco de tiozinho, daqueles todo amarelo da skol.

 
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Publicado por em 12/13/2013 em Uncategorized

 

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Atelier Bistrô & Bar – ABBURGUER

atelierbistro Desde que voltamos de férias a nossa empreitada em busca dos melhores hambúrgueres tem andado difícil. Tá tudo muito meia boca. Eu sempre chego num lugar com expectativa, pensando “me surpreenda, puto!

O Atelier Bistrô & Bar é um lugar de/para bacana, daqueles que eu nunca entraria se não fosse para levar e tentar impressionar uma garota. Embora não seja tão cheio de nove horas, é um lugar bem batel. No lado de fora tem umas mesas, uns matos que sobem pela parede, dentro tem luminárias em forma de lâmpada que descem do teto até próximo das mesas. Bonito, mas não ilumina muito. Numa das paredes tinha um desenho em giz, a parede é tipo um quadro negro, de um jacaré gigante com uma igrejinha em cima da ponta do rabo. Gostei. Nessa noite também tocava música tradicional mexicana, ou cubana, animada, mas ninguém dançava. Não vou falar muito do lugar porque quero falar da comida, afinal, isso é um blog de hambúrguer (embora no começo nunca pareça). Primeiro, lá só tem hambúrguer na quarta-feira. Os caras tiram o dia para preparar as coisas e se dedicar para o negócio como logo mais vamos ver. Uma vez por semana também é uma média boa para comer “porcaria”. Uma vez por semana não mata e não deixa ninguém gordo. _MG_0007__ Dia desses estava ouvindo uns discos no youtube e aí tinha um tal Fu Manchu, que não conhecia, uma capinha com um skatista numa piscina, bem anos 90. Dei play e quando olhei, tinham passado quatro segundos. Foi o suficiente para eu poder falar que aquilo era bom. É isso que a gente busca, um hambúrguer, que nos primeiros segundos, na primeira mordida já seja o suficiente para te arrancar um: “humm, foda!”. Antes do hambúrguer nos foi servido umas cinco fatias de pão e um potinho com manteiga. Um agrado enquanto espera. O couvert.

Começando pela salada, sou do tipo que come a salada pra se livrar e daí começar a festa. O tomate e a alface só vi no começo, lembro da alface ser bem verde, não era americana, mas antes de chegar na metade do sanduíche eles tinham desaparecido. Achei bom comer salada sem nem perceber, é tipo bater a cota e partir para o lucro que ainda viria a ser grande a essa altura. O lucro era uma carne com dois dedos de espessura e que escorria gostosura. Vocês não vão ver mas agora eu fiz um gestual de “poder” com a mão esquerda enquanto pensava no escorrer. É uma carne poderosa. Segundo o cardápio, 180g de fraldinha e entrecôte, mais ou menos como fraldinha e contrafilé. Com uma quantidade bem calculada de gordura, muito bem executado, com uma leve crostinha por fora e ainda rosado no interior. Uma carne saborosa e muito suculenta… e nós sabemos o quanto é bom uma “coisa” molhadinha em nossas mãos.

O ponto negativo que vou colocar aqui não é bem negativo, mas vou falar que é porque eu tenho que reclamar de alguma coisa. Senão, não sou eu. A cebola caramelizada (esqueci de pedir sem), ajudaria em outros lanches secos e sem graça, mas não é o caso desse, aí acaba ficando meio doce. Doce demais para o meu gosto, e tira um pouco a graça de outros ingredientes. É o mesmo caso do barbecue, para mim contamina o gosto das outras coisas e fica tudo com gosto do molho.  Prefiro as nuances e diferenças de sabores. E fica mais doce ainda porque o pão é um brioche levemente adocicado.

O pão é muito bom, aliás. Muito fresco, feito por eles mesmos no dia, e bem macio, grande, cabe tudo dentro, e olha que a carne é grande. São duas partes íntegras, a de baixo bem grossa e a de cima passada um ovo que, depois de assado, dá uma blindada na crosta. Mesmo com bastante, bastante mesmo, molho das cebolas e sucos da carne (devia ter tirado uma foto para mostrar como ficou o prato), o pão não desmanchou, absorveu parte do suco da carne e se manteve firme e forte. Tem bacon opcional, e como alguém podendo escolher sem pagar nada a mais não pegaria bacon? Lógico que eu pedi, era “de graça” e também porque estou em regime de engorda, morram de inveja. Mas nem se animem muito porque o bacon quase some nas cebolas caramelizadas. Vi ele lá, bonito, mas senti mesmo o gosto umas duas vezes só, uma pena porque segundo eles o bacon é defumado, assado e preparado lá mesmo. Se não queimar, como rolou num dos últimos posts, não tem como não ser bom. Minha dica é: pegue sem cebolas caramelizadas e aproveitem os outros sabores, a menos que você goste de comida adocicada. Eu não gosto, pra mim hambúrguer é comida salgada e só salgada.

Nessa onda de um gosto ficar apagado, vamos falar da fatia de cheddar inglês. Cheddar inglês é foda. Frescurada hein, galera! Dá para usar um cheddar bom nacional e colocar mais quantidade. Obrigado, de nada. E também tem uma maionese com verdinho, diz que é pimentão, queria ter sentido melhor, mas você vê como foi passada a maionese no pão e percebe todo o cuidado na preparação do negócio. Legal de ver. As batatas, diferente de tudo que tivemos até agora, muito me agradaram. Não são batatas profissionais, industrializadas e  pré-moldadas, pré-cozidas, pré-fritas, pré-gostosas. São batatas de verdade cortadas fininho e depois fritas parecem ter sido desenhadas por crianças da pré-escola, como o jacaré da parede da entrada. São todas sem formas definidas, cada uma é torta de uma forma única. Sequinhas, algumas mais crocantes, alguma mais molinhas, mas salgadas no ponto e com uns pequenos raminhos de orégano pra fazer um charme e dar um cheirinho gostoso. Já falei aqui no blog em outros posts da minha implicância das batatas que já vem salgadas e o meu medo de ter derrame e ficar zoado por causa de muito sal, mas essas os caras acertaram a mão. Vocês vão falar: ah, mas um lugar caro com essas batatas iguais as da sua mãe que nem sabe fritar batata direito? Sim, é isso mesmo, e achei do caralho! Além de vir numa quantidade legal. É caro para um hambúrguer, deu 32 reais com a coca-cola de 4,50. E a sugestão deles é tomar uma cerveja de 22 reais! Então se você paga 22 reais numa cerveja, bom pra você que é rico e não vai achar que o sanduíche é caro. Mas, para o proletariado, 32 reais é o preço de uma refeição, não que o hambúrguer não sustente como tal. Até vale, mas com essa grana eu almoço dois dias no centro, tomo suco e um sorvete.

Ficha técnica:

ABBURGUER

Ingredientes: “brioche, 180g de fraldinha e entrecôte, cheddar inglês ou creme de gorgonzola, cebola caramelizada, leve maionese de pimentão e o bacon, aos que desejarem, além da batatinha frita para acompanhar”.

Preço: R$25,00 + uma coca lata R$4,50 + 10% = R$32,45

Ponto alto: O preparo, os ingredientes, a carne, as batatas fritas …

Ponto baixo: O preço e, pra mim, a cebola que adocica (meu amor, a-do-cica).

Avaliação: A

O Atelier Bistrô & Bar fica na Alameda Augusto Stellfeld, 1527, no batel.  Tem um celular como contato no facebook, sei lá, liguem aí pra ver (41) 8808-2232. Funciona de terça à sexta 19:00 – 00:30, sábados das 11:45 – 15:30 e 19:00 – 00:30, domingos das 10:00 – 15:30.

 
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Publicado por em 11/22/2013 em Uncategorized

 

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Denver Burger & Grill – Denver Bacon

Denver

Fomos parar no Denver Burger & Grill por causa dessa foto que apareceu um dia no facebook.

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Mas é o Madero?!
Não. É um emulador do Madero. É o Denver.

Depois do Batha com o cardápio que explicitava “igual a cebola do Outback”, e o molho bigméki,  outra surpresa da região do CIC e do 666 Novo Mundo (pra quem não sabe 666 é o número do ônibus da linha Novo Mundo, e número da besta também). Acho engraçado que essa galera não tá nem aí para direito autoral, propriedade intelectual, plágio … na verdade eu também não, eles e os advogados que se entendam. Estou mais interessado em comer e que o negócio seja bom, cópia ou não.

Lá fomos nós para o outro lado da cidade.
Por fora o Denver é meio escuro, por um momento achei que estava fechado por causa do vidro fumê que faz parecer estar com as luzes apagadas, mas não estava.  O lugar parece ser bem novo, tudo arrumadinho ainda, mesas e cadeiras de madeira, o primeiro ambiente logo na entrada é todo em madeira, até teto. Sentamos na parte mais interna por estar mais claro pra fazer as fotos. Essa parte é onde fica o bar, tem um balcão com umas luminárias, várias garrafas de whisky decorando(?) o ambiente.
Nenhuma Jack Daniels, mas isso me lembrou que sinto uma certa vergonha quando vejo você, jovem roqueiro(a), tirando foto segurando garrafa de Jack Daniels como se fosse algo super legal. Parem de ser manés.
Nada de muita frescura no lugar, mas me passou a impressão de ser bem limpo. E isso é bom em um lugar que você vai comer. Que tenham mais lugares assim nos bairros. Descentralizar o poder, valorizar o bairro onde se mora, movimentar e colocar o povo na rua, tudo isso ajuda a inibir um pouco a bandidagem, é bom.
O Denver é um lugar família, até tinha mesmo uma família com criança e tudo, parece que o povo também trabalha em família.

Tocou sertanejo universitário da hora que chegamos até a hora que fomos embora, infelizmente deve ser uma constante do recinto.

O refrigerante é servido em taça, tipo de vinho, gosto de copos diferentes para tomar refrigerante. Em casa tomo em xícara, caneco, copo de requeijão…

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Não sei se é assim ou se hoje tinha acabado o papel que embalam e servem o sanduíche, mas parece que pegaram uma folha do Chamequinho na impressora, forraram com guardanapo e enrolaram as pontas. Funcional, improvisado, inventivo, mas muito estranho! O meu tinha um adesivinho falando que era o Denver Bacon.

Demorou um pouco além do que a gente considera normal ou está acostumado, levou uns 20 min ou mais. Mas a moça que nos atendeu foi bem educada desde a hora que chegamos, até puxou uma cadeira para colocarmos as bolsas, vou dar um desconto.

O pão é um pão francês bolinha. É um pouco seco, bem quebradiço na parte de fora, mas o miolo era macio. Não curto muito pão quebradiço que enche o prato de farelo e cascas partidas. Parece pão que você come em casa com margarina.

Só uma fatia de queijo cheddar processado, aquele que sempre parece um plástico e que nem derrete, só fica mole. Ele quase da uma cremosidade ao morder e mastigar, mas é pouco, uma pena. Sério, tinha que ter duas fatias pra ficar legal, e umas quatro pra ficar loco!

Não sei se a carne é Friboi, mas gostei. Tem seu tempero e tem um bom tamanho, no cardápio diz 200g, é um hambúrguer gordinho. Às vezes, em algumas mordidas, rolava até um gosto de churrasco, de fumaça, e isso é legal. O hambúrguer nem estava tão passado e estava um pouco seco, acho que nem é questão do ponto da carne, mas sim da quantidade de gordura. Mais gordura e ficaria mais suculento, logo, mais gostoso.

Tem também uns pedaços de bacon em tiras, cortado até um pouco grosso, legal de ver. Seria perfeito se não fosse pelo fato do bacon estar bizarramente mal passado de um lado e carbonizado do outro. Estava amargo, com gosto de queimado mesmo. Um pecado fazer isso com o beican.

Tem uma saladinha, inha mesmo.  Devia ter uma rodela e mais e 1/3 de rodela de tomate, algumas partes de alface ralada. Junto tem um pouco de maionese, que se faz necessária devida a falta de sucos vitais da carne, mas assim como quase tudo nesse hambúrguer, poderia vir mais.

Acompanha umas boas e bem douradas batatas fritas.

Como dizem os chatos apreciadores de café, rola um retrogosto de casca de limão com eucalipto da montanha e bibibi … nesse pós lembra o Madero mesmo, algum tempo depois de comer rolou tipo uns refluxos e aí você sente o gosto do sanduíche. Sou meio Homer Simpson, nessa hora, paro e penso: “humm hambúrguer… gostoso…”.

Parece, mas não é um Madero. Embora esteja no caminho ainda tem chão para chegar no Don Vito Durski.

Ficha técnica:

Denver Bacon

Ingredientes: “Hambúrguer com 200g, bacon, queijo cheddar, maionese, tomate, alface, cebola e pão”.

Preço: R$14,80, com uma coca lata ficou R$18,15 (não sei se tem 10%).

Ponto alto: No geral é bom.

Ponto baixo: Bacon queimado, pouca quantidade dos componentes do sanduíche e é pequeno.

Avaliação: C

O Denver Burger & Grill fica na Rua Aleixo Skraba, 144,no Novo Mundo,  do lado de um Mercado. Funciona de  Segunda à Domingo, 18:00 – 00:00. Fone (41)3268-3297

 
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Publicado por em 10/25/2013 em Uncategorized

 

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Bravus Burger e Grill – Caesar Burger

Bravus

Mimetismo. O conceito, aqui emprestado da biologia, serve a animais que, por causa de sua aparência, conseguem se camuflar em certos ambientes ou passar por outros seres vivos, imitando assim uma outra forma de vida. O Caesar Burger, do Bravus Burger e Grill, simpático e pequeno estabelecimento no coração do batel, que, como qualquer outro, se vale dos clichês da arte pop cinquentista para sua modesta decoração, talvez seja o primeiro caso de mimetismo gastronômico da história deste blog.

Veja, não é que o hambúrguer em si esteja mimetizando outra comida, mas o lanche é batizado a partir da clássica fórmula de salada verde com carne (geralmente frango), queijo e molho característico a base de mostarda, parmesão e suco de limão. Então, de certa maneira, a intenção do chef foi fazer um hambúrguer com gosto de salada. E deixo para vocês adivinharem as razões para tão tresloucada e despropositada invenção. Uma salada com gosto de hambúrguer sim, seria a invenção do século, mas o contrário? Por quê? Pra quê? A quem interessa um hambúrguer com gosto de salada?

Enquanto vocês pensam nessas questões, aqui vai uma foto da criança.

Bravus Burger e Grill

A receita para esse hambúrguer é: Pão, hambúrguer, alface americana, molho caesar, parmesão e cheddar. Nem preciso dizer que debaixo do queijo cheddar — essa fatia de queijo processado, que, para ser bem sincero, não tem muito gosto de cheddar —, o parmesão desaparece por completo, misturado no molho e em meio a todo o sal da coisa.

O pão é bem macio e cheio de gergelim, e é levemente tostado, o que dá aquele balanço entre uma crosta crocante e um interior tenro, então é um ponto alto e relativamente falando, é meio caminho andado para um bom sanduíche. Pena que é só meio caminho andado, porque a outra metade do caminho ficou mesmo pela metade. A carne do hambúrguer é o maior mistério pra mim: ela é extremamente bem executada, mas muito mal temperada. O resultado é curioso: um puta hambúrguer suculento com gosto de absolutamente nada. Bom, ele passou um pouco do ponto também, isso deve ter ajudado. Inteiro da mesma cor, parece uma carne do Madero, mas só parece.

Agora vamos dar uma atenção especial à salada. Sim, porque a salada deve ser o principal nesse sanduíche, então dai a Caesar Burger o que é de Caesar Burger. Devo repetir aqui minha opinião de que o Caesar Burger é uma invenção muito pouco saliente para se constar num cardápio de hambúrgueres Premium, mas já que está aqui e que a ideia é fazer um hambúrguer com gosto de salada, acrescento que é bem impressionante o fato da ausência de um tomate deixar o lanche com um vazio de texturas até então impensável para mim. Mas é verdade. A falta de um tomate no alface ajudou a eximir o hambúrguer de sabores, quem diria. A alface é boa, como a próxima alface do próximo hambúrguer que eu vou comer, mas sério, quem se importa? É como se eu fizesse um sanduíche chamado Gergelim Burger, em que eu cobrisse o hambúrguer e o pão de gergelim e fizesse você prestar atenção numa parada que sempre esteve lá.

Mas Nego Dito, vocês diriam, o Caesar do nome se refere ao molho Caesar. Eu sei, amiguinho, e é disso que eu vou falar. Como posso colocar isso? Um molho para salada no hambúrguer simplesmente não combina. Caso encerrado.

Ah sim, por último, uma leve ilusão. O Caesar Burger é o único da página do cardápio ilustrado, e na foto podemos vê-lo rodeado por lindas batatinhas fritas. O problema é que essas batatas não vêm no sanduíche, e você precisa pagar mais 5 reais para ter um adicional, segundo a pequena lista de adicionais da carta. Aliás, essa lista é de uma incoerência matemática que eu imagino que se tem alguém com tutano que frequenta esse lugar, deve aproveitar bastante. Pegue, por exemplo, um cheese burger básico, que custa R$8,50. Pão, queijo e mussarela. Agora pegue um adicional de ovo (R$1) e um adicional de bacon (R$2). Total: R$11,50. Um real mais barato que o Egg Bacon Burger do cardápio, que vem com tudo isso e mais presunto – um ingrediente desprezível por qualquer um que goste de hambúrguer bem feito, mas altamente apreciável no x-burger de R$3 que você compra na padaria da sua casa com uma carninha mirrada. Que tal transformá-lo então em um Especial Cheese Burger, esse que o Murilo resenhou na semana passada? Basta um adicional de cheddar (R$2) e um de provolone (R$2) e voilà! A mesmíssima receita do cardápio acaba de ficar um real mais barata! Ao mesmo tempo, o Egg Burger custa a mesma coisa do Egg Bacon Burger, que tem um ingrediente a mais, e por aí vai. Olha, parabéns pra quem fez esse cardápio por dar ao homem comum, urbanoide proletário abatido, a oportunidade de se sentir um pouco malandro em ludibriar o estabelecimento com esses preços manipuláveis. É uma boa ação que o Bravus Burger e Grill faz por você.

Ficha técnica:

Caesar Burger

Ingredientes: “Pão, hamburger, alface americana, molho caesar, queijo parmesão e cheddar”.

Preço: R$15,50 + R$3,50 coca-cola em lata. Total: 20,90 (10% incluso).

Ponto alto:  Pão bom e carne bem executada.

Ponto baixo: Carne mal temperada, receita incipiente, preço e o fato de não vir com batatas.

Avaliação: D-

O Bravus Burger Grill que fomos fica na Av. Batel, 1.700, na frente de um tal Boteco Santi. Seg. – Sáb. 11:00 – 00:00 e Domingo das 17:00 – 00:00. Tem delivery, (41) 3010-2525.

 
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Publicado por em 08/16/2013 em Uncategorized

 

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Batha Bhaya – Heart Attack

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Agora sim! Eis aí o arquétipo da ovelha negra gastronômica que levanta seu próprio estandarte de insalubridade holística. Quando menos esperávamos, quando Curitiba parecia para sempre afundada em um oceano de hipocrisia em seus mais finos restaurantes, surge o Batha Bhaya para dizer que o hambúrguer pode sim ser fino e thrash ao mesmo tempo. De um lado, o bom moço Madero e seu hambúrguer fino estampado em outdoors bradando aos quatro ventos suas 390 calorias, sendo vendido como uma saudável alternativa à sua salada caesar pós-academia. Do outro, e bem longe do centro estéril, demagogo e oco em sua essência, está o Batha Bhaya, antagonizando com Junior Durski desde o coração da Cidade Industrial, desarmando o rótulo de “saudável” que por pouco não é impregnado no senso comum dessa população com alma de gado de rebanho.

Não vou me ater à descrição do lugar porque o Murilo já o fez no post anterior. Vamos falar do sanduba aqui. Heart Attack é o nome da criança. Suja, enorme, monstruosa, não dá brecha para dúvidas: comer esse lanche é flertar com a morte, e de perto. Hipertensos, diabéticos, morbidamente obesos, cardíacos, atenção, há um novo vilão na cidade, e ele diz “olhem para mim, temam por suas vidas e saúdem aquele que sobreviver a um encontro com meu cerne entupidor de aortas”. A lista dos ingredientes ocupa nada menos do que três linhas no cardápio: trata-se de dois hambúrgueres, bacon, gorgonzola, tomate seco, crispy onion e os dois ingredientes chaves do negócio: OMELETE e Molho Bigui Mék. Primeiro: omelete em um hambúrguer é quase um grito desesperado de quem não sabe o que mais pode ser acrescentado a um hambúrguer para dar à refeição o status de receptáculo de almas. Segundo: Molho Bigui Mék. Cara, eu adoro esse desrespeito cínico pelos direitos autorais que só restaurantes legais e longe dos olhos da galera rica pode proporcionar. O que é o tal Molho Bigui Mék, vocês me perguntariam? Nada mais que uma maionese temperada, eu diria. Mas veja com seus próprios olhos o tamanho da desgraça.

Batha Bhaya

Bom, o que a foto talvez mostre pouco, e por uma boa razão, são as batatas fritas que acompanham. Nada menos do que ruffles, a batata da onda, figurando em um hambúrguer Premium. É o Kaes fazendo escola, e é totalmente detestável, fiquei realmente puto quando isso chegou no meu prato. Esperava isso de um monte de lugares, menos desse novo Batha Bhaya que tinha tudo para ser uma promessa de fuga à mesmice que impera sobre os estabelecimentos de casual dining da cidade. Vergonha na cara, Batha Bhaya, vamos aprender a fritar batatinha frita artesanal por gentileza, que comer Elma Chips de acompanhamento ninguém merece.

O pão, esse sim, é um diferencial. Pão preto em um hambúrguer é geralmente algo reservado a sanduíches a base de cheddar – vai saber a razão. É gostoso, mas passa batido ante a guerra condimentosa que se instaura em seu recheio.

De imediato, o tomate seco caiu fora. Por mais que eu goste do ingrediente, um hambúrguer como esse é o último lugar em que deveria estar. Ainda se fosse na pasta a base de tomate seco, como a que o Kharina faz, vá lá. Mas algo extremamente forte como o tomate seco deixou o sanduíche intragável, e tive que removê-lo manualmente da composição para poder apreciar melhor o lanche.

Quanto à gorgonzola esperada, essa não veio. Aliás, pode ver pela foto que no lugar do queijo fungado, veio o tradicional cheddar em fatia processado. Ainda não é a coisa pra valer, mas, hey, bem melhor que aquela pasta nojenta dos outros cheddars, hein? Acho que o chef se enganou com essa história, e obviamente o sanduíche perde alguns pontos por isso, porque se eu pedi um sanduíche com gorgonzola, é porque eu queria comer gorgonzola, mas tudo bem. Vida que segue. Ah, e também não senti nada da cebola. Pode ser que ela estivesse por baixo de tudo, pode ser que não, não sei. Não abri para conferir, mas acho que isso também é, por si só, uma falha.

O bacon fica escondido sob um oceano denso e coloidal de maionese Bigui Mék. É possível de ser sentido, mas nada digno de lembrança. Como eu disse, a batalha entre condimentos aqui dentro é fortíssima, e a única força que se soma do sangue dos guerreiros é o doce sal, que o faz virar cada vez mais refrigerante pra dentro. Ô sanduíche salgado da gota serena esse, viu?

Por fim, o omelete, esse sim uma grata surpresa. Longe de ficar pesado – quer dizer, claro que um pouco pesado ficou, né, por deus, olha o tamanho da bagaça –, a mistura de ovo e hambúrguer caiu bem como os antigos e famigerados x-eggs, com a diferença que o ovo aqui é mais encorpado e mais saboroso que o normal. Deve ser a junção com o molho, o santo molho que lubrifica as engrenagens das relações interpessoais de cada componente do Heart Attack.

É uma pena que, no fim, tudo fique tão salgado e forte, porque a carne preparada pelo Batha Bhaya é extremamente saborosa e bem feita, como raras vezes se vê em um estabelecimento que se diz competente para esse gênero de comidinha junky grã-fina. Vermelho, bem temperado, de tamanho bom e bem grelhado, ele acaba sendo um coadjuvante subaproveitado em um mundo de outros ingredientes, e mesmo dois deles só servem mesmo para dar um pouco do gosto da carne a esse carnaval do sal.

Resumindo: o Batha Bhaya é um lugar que definitivamente vale a pena conhecer, o Heart Attack é uma estaca cravada no coração do hambúrguer burguês pseudo-saudável e o tomate seco não serve pra esse sanduíche. E, claro, chega de batata frita industrializada.

Com isso, meus amigos, entramos em um recesso de – pasmem vocês – quase três meses, pois eu e o Murilo vamos dar nossos rolês por outros cantos do planeta Terra e ver o que há para ser visto. Mas não se preocupe, se a gente achar algum hambúrguer bom pelo caminho, a gente avisa. Keep fat, keep eating.

Ficha técnica:

Heart Attack

Ingredientes: “Dois hambúrgueres, bacon,omelete, gorgonzola, tomate seco, crispy onion e molho Bigui Mék.

Preço: R$21,90 + Coca-Cola lata R$3,00 (faça o chek-in e não pague a coca).

Ponto alto:  Originalidade, autenticidade, tapa na cara da sociedade, mistura inusitada e ambiente agradável.

Ponto baixo: Batata ruffles, lanche muito salgado, tomate seco horroroso, ausência de ingredientes e substituição de outros, e acho que demorou pra chegar também.

Avaliação: C+

O Batha Bhaya fica na Rua Pedro Gusso, 4017, no (ou na) CIC. Perto do terminal de ônibus. Funciona de terça à quinta das 18:00 às 00:00, sexta e sábado das 18:00 às 02:00 e domingo das 18:00 às 00:00. (41) 3042-0273(delivery, para quem morar por perto,né!?).

 
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Publicado por em 05/03/2013 em Uncategorized

 

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Kaes Bar – Kaes Especial

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O Kaes Bar é um bar (não, jura?!) de cervejeiros, futeboleiros, estudantes da federal e fumadores de narguilé (potenciais homens tocha sem super poderes).
O lugar é uma casa antiga, com mesas de madeira e cadeiras com assento de palha trançada. A decoração é praticamente toda baseada em cerveja, quadros de cervejas, garrafas de cervejas, luminárias feita com camisinha de cerveja… No primeiro ambiente, o teto tem uma constelação formada com bolachas de chopp. A mesa em que ficamos tinha o tampo cravado de tampinhas (ou champinhas, como diria meu vô) de cerveja Klein.

Tivemos que pagar dois reais de entrada. Não sei se é todo dia, mas quem que cobra DOIS reais de entrada??
Deve ser porque era dia de futebol na TV, então os dois reais devem ser por causa do pay-per-view … Pode isso, Arnaldo? Pode isso, Anatel?

Enfim, o que nos interessa é que tem umas 10 opções de hambúrgueres, divididos em Premium e Classics. Tá certo que muda muito pouco entre um e outro, mas tudo bem, tem lugares que não tem nem tem três opções.

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O sanduba, como estamos vendo na foto, chama Kaes Especial, e chega pra gente aberto, bonito, analisável, aí cabe a você fechar o bicho e botar para dentro.

Uma das primeiras coisas que chamam atenção, logo em cima, são os cubinhos de bacon, fica bonito visto assim com o pão aberto, mas ao fechar eles meio que desaparecem, quase não são sentidos, percebi mesmo os que caíram e comi separadamente. Bacon em tiras seria melhor, sempre é.

Pãozão, no aumentativo mesmo porque o pão é grande. A base dele deve ter quase uns três dedos de altura. É o pão tradicional de X-salada de lanchonete, de leite, grande, com gergelins que vão se desprendendo e ficando pelo caminho.

Agora, uma coisa perturbadora, e logo a segunda coisa que reparei. Presunto. Colocar presunto e queijo num sanduíche dito premium? Não, né! Isso é coisa de X-salada que a gente come nos Chinas do centro. Colocou a alcunha de premium, a expectativa sobe e aí que o Kaes cai na própria armadilha.
Ainda não estamos nesse ponto de transformar o tosco, o old school, em hype. Tem que esperar passar um pouco mais a moda dos hambúrgueres chics para fazer um Origins desses.
Fora que o queijo nem vi direito por estar embrulhado no presunto e não em cima da carne onde é seu lugar.

A carne, tem 90 gramas, segundo o cardápio, quando li achei que seria bem pouca carne, mas surpreendentemente é um hamburguinho bem razoável. Já vi por aí dizerem que tem 120g e não era maior que esse. Alguém está errando a mão.
Com belas marcas de grelha, tipo de comercial, com um tempero verdinho caseiro, bem passada por fora, e quase bem passado por dentro mas sem perder a umidade, a carne é uma das coisas boas desse sanduíche.

Devia ter pedido sem o barbecue, as vezes esqueço as minhas próprias regras, e uma delas é: sem barbecue. Já disse aqui em outros posts que acho que barbecue contamina tudo, tudo fica com aquele gosto de fumaça adocicada (um lance meio narguile), e pra mim perde muito a graça da brincadeira se tudo fica só com esse gosto.
Minha teoria é que os molhos (maionese não entra nessa) tem que ser servidos à parte. A não ser que seja um molho especial que faça parte da poção mágica que é um hambúrguer premium, gourmet, prime, especial ou outro nome desses.
Se não, faz como vi dia desses no JPL, coloca só um pouco no pão e manda mais num potinho. Simples, né. Se você quiser se entupir de molho fica a vontade, mas se não quiser, deixe estar.

Depois de tudo isso, tem a salada de alface, fresca e crocante, além da rodela quase imperceptível de tomate que repousava tranquilamente na em sua king size que era a metade de baixo do pão.
Acompanha molho/maionese de cebola, alho e verdinho,(num potinho extra). Meio mais ou menos esse molho verde, o melhor da cidade ainda é o do Mister Dog.

O acompanhamento de batatas foi surpreendente e também foi das primeiras coisas que chamaram a nossa atenção, ainda na mão do garçom. São batatas chips, até aí tudo bem, se não fossem chips tipo salgadinho industrializado que você compra no mercado. Vem meio saco de Yokitos ou outra “batata” dessas lisas, assadas ou fritas. Bem estranho e bem meia boca… mas comi as minhas e as do segundo hambúrguer do Yuri que vocês vão ver aqui semana que vem.

Embora não seja dos maiores, sustentou até umas hora, jão! O que é bem bom para um hambúrguer de 90g e menos de 10 reais.

Ficha técnica:

Kaes Especial

Ingredientes:  “Pão especial, maionese, hambúrguer 90g, queijo, presunto, alface, tomate, cebola, bacon e barbecue.”

Preço: R$9,50 + Coca-Cola lata R$3,50 e R$2 de entrada. R$15,00

Ponto alto: Preço camarada, carne boa, sustenta…

Ponto baixo: Cobrar entrada, batatas chips de mercado, presunto.

Avaliação: C-

O Kaes Bar fica na Rua Doutor Manoel Pedro, 715, no Cabral. Funciona de segunda à quinta 18h-00h. Sexta e sábado 18h-02h. (41)3253-3997.

 
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Publicado por em 04/05/2013 em Uncategorized

 

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