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Motodax – Motor Salad Burger

Imagina que você tem uma motoca e precisa dar aquela lavada, tocar o óleo, fazer a manutenção …
Que mané moto, mano, essa bagaça não é um blog de hambúrgueres?

Calma pequeno gafanhoto, coloca/clica aí ->   para criar o clima da parada.
Esse foi o som que estava tocando quando chegamos e o som com o qual estou escrevendo isso aqui.

É o seguinte, o escolhido da vez é o do Motodax. O lugar é uma oficina e “lava car” de motos, e além disso, tem um bar e  tem hambúrgueres!
Lugar de reunião de motociclistas. Veja bem, motociclistas, aqueles caras com motos caras, grandes e bonitas, não motoqueiros, motoqueiros são vida loka de CG, mas acho que esses não vão lá.
Na rua, estacionadas na frente do lugar, parecia uma exposição de motos, devia ter umas 30 customs, essas tipo Harley Davidson e uma ou outra speed, que é moto de jovem playboy que gosta de aparecer.

E você se pergunta: O que esse piá que malemal sabe andar de bicicleta, e não tem nem grana para uma Honda Biz, foi fazer lá?
Comer, ué!  E se for pensar que quase todo motociclista é pançudo, isso quer dizer que os caras entendem de comer porcaria, assim como nós, e gostam de rock, assim como nós, e tem barba, assim como nós, e tem motos caras, e bebem cerveja… é, acabaram as semelhanças.

Mas para você que como a gente não tem uma motoca, vamos fazer um moto-clube, só para termos um coletinho preto de couro com um patch nas costas (coisa que particularmente acho meio brega, e por falar isso provavelmente eu vá apanhar em algum bar de beira de estrada) e frequentarmos o lugar. O nosso clube vai ter um legítimo nome paranaense, sugerido pelo Yuri, vamos ser os “Pinhões do Asfalto”.   LOL

Chega de palhaçada, vamos falar da comida!

Motor Salad Burger, porque sou motociclista barbudo e malvadão no Road Rash, mas não sou pançudo ainda, então tem que ter uma saladinha.

Começando pelo pão, do dia, muito parecido com o que usam no Barba, deve vir do mesmo lugar, um pouco escuro em cima, devem passar ovo e colocar para assar com um monte de gergelim colado, colado mesmo, não é dos que ficam caindo gergelim aos milhares por toda parte.

O hambúrguer é da mesma (boa) escola do Rock’a Burger, olha o tamanho dessa carne em relação ao resto, ela só perde em tamanho para o alface, e isso é muito legal, é aquele história de comer com os olhos, bando de olho gordo rá-rá-rá!
E é aí que entra o ponto alto e baixo de toda história, o nosso querido hambúrguer. Estava suculento a ponto de escorrer pela mão e isso é uma coisa muito bem vinda.
É grande (180g segundo o cardápio, mas de olhar eu achei que tinha umas 200g), bonito e vistoso, com um gostoso bom de “assado” na crostinha de fora, mas estava um tanto cru no núcleo nervoso central, não era mal passado, era cru mesmo, tipo carne de onça, mais um pouquinho na chapa e teria ficado excelente e eu até subiria a nota. Mas aqui no blog e na vida é assim, One life, one chance, gotta do it right!

O queijo não foi derretido direto em cima do hambúrguer, aí rola aquele lance do queijo embolar tudo na hora de tirar da chapa e passar pra cima da carne, aí ficou uma bola de queijo derretido no meio do hambúrguer, mas isso não é problema, ficou bem boa essa concentração de queijo, nas mordidas que vinham queijo.

E a salad, uns baita pedaços de alface fresca e crocante que deixaria minha mãe orgulhosa se me visse colocando aquilo num prato de comida, e umas duas rodelas de tomate um pouco verde, mas é salada né, tem que comer porque faz bem não porque é gostoso.

Últimas considerações antes de pegar a estrada.
O lugar é bem legal, o hambúrguer é dos melhores e nas quartas-feiras os sandubas ficam pela metade do preço, isso é muito convidativo à gula.
E uma coisa nada a ver mas que é legal, é que desde a hora que chegamos até irmos embora os caras lavaram umas três ou quatro motos.

Ficha técnica:

Motor Salad Burger

Ingredientes: “Pão, hamburger motorcaffe de 180g, maionese, queijo, alface, tomate, molho esp” Mas o cara disse que não vinha com o molho mais.

Preço: R$14,00(quarta-feira paga 50% nos hambúrgueres) mais uma coca-cola lata de R$3,50. Total R$10,50.

Ponto alto: O tamanho, o preço, o lugar legal, bom atendimento.

Ponto baixo: A carne crua e não acompanhar batata.

Avaliação: B

O Motodax fica na Rua Conselheiro Laurindo,2935, no Prado velho, mais ou menos perto do Teatro Paiol. (41) 3333-3077.

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Publicado por em 10/25/2012 em Uncategorized

 

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Kharina – The Highway

O Kharina (sim, “o”. Ninguém fala vamos “na” Kharina) é um dos lugares tradicionais de Curitiba, mas agora com a cara da modernidade. A cara que o Batel quer. Adeus àquela decoração anos 90 meio zoada com bancos de fibra de vidro e almofadas que já não amorteciam as bundas que por ali passavam.
Da para ver que o lugar foi todo repensado, arquitetado por algum profissional que assina a obra, mas acho isso frescura e não vamos dar crédito para esses arquitetos de egos inflados. Brincadeira, é que não faço ideia de quem tenha planejado o negócio, mas achei um bom trabalho.
Poltronas vermelhas confortáveis para todos. Esse deveria até ser um slogan para campanha eleitoral, eu queria uma poltrona vermelha confortável na casa de todo brasileiro. Afinal, “gente é pra brilhar”.
Para dar mais uma ideia da nova decoração, o lado de fora pela Av. Batel segue uma linha “clean”, com o nome sem a bandeirinha(?) do logo no nome, colocado no ferro oxidado  que também é utilizado na frente do Shopping Crystal. E esse novo projeto também segue outra onda arquitetônica das paredes e “cercas” de vidro. Algo como, olhem como somos bonitos e ricos e felizes aqui dentro do aquário.

Com a reformulação do exterior e interior,  veio o cardápio novo e a linha Prime de hambúrgueres.
Poderosos Primes de Hamburger para salvar nossas vidas da monotonia alimentícia!
Felizmente mantiveram o clássico Club Kharina, que para mim tem valor sentimental…mas isso é outra história.

Estava rolando um sonzinho relax, de praia, que não combina muito com o clima frio curitibano, tocou Jack Johnson, Sublime( vai curtindo aí enquanto lê), uma versão lounge bizarra de Sweet Child O’ Mine, e várias dos Los Hermanos, os barbudos socialmente aceitos pelas patricinhas e a classe média (o Marcelo Camelo hoje até é considerado intelectual da MPB).
Eu barbudo, que quando passo pelas ruas do batel vejo as pessoas travarem as portas do carro, tenho a impressão de que elas não devem me achar com cara de intelectual da MPB. Eba!

Já posso dizer que essa infinita highway (acho que todo mundo lembra disso quando lê o nome do sanduíche, não que isso seja bom) do Kharina foi uma surpresa positiva, tendo em vista que ultimamente os lugares caros tem mais decepcionado do que agradado. Culpa deles mesmos, colocam os preços lá em cima e a expectativa também, aí não cumprem o prometido e a casa cai.

Quando escolhi pensei “opa esse só tem coisa boa, carne, bacon e queijo (não preciso de muito mais que isso para ser feliz),  não tem salada nenhuma . . . mas será que não vai ficar seco?”
E já te digo que não fica seco.

Já começam acertando na escolha do pão francês bem fresco, artesanal, crocante e macio ao mesmo tempo. E de bom tamanho, não é miniatura como o da Galeria Lúdica ou Elvis Costella, por exemplo. Embora sejam até parecidos, esse é para segurar com as duas mãos.
E agora, para a parte que supre a umidade da salada, adivinhem: a carne. Sim, suculenta, grelhada e gostosa. Se estivesse um pouco mais vermelhinha no interior, estaria perfeita. Mas seria pedir de mais.  160g de gostosura acompanhada daquilo que todo gordo adora, bacon!
Não em tiras como é visualmente mais atraente e como acho que quase todo mundo deve preferir, mas picadinho e numa quantidade boa,(tenho que repetir isso aqui porque é muito engraçado, “X-beico” do SWU) na foto não da para ver mas olha o espaço que separa o hambúrguer da parte superior do pão, sim, quase um dedo de bacon picado, e os caras ainda tiraram boa parte da gordura (clap, clap,clap), deixando apenas a carninha crocante e um pouco da gordura para não deixar seco, claro.

O queijo (que não quero ficar no lenga-lenga de que sempre poderia ter um pouquinho mais), é dos bons e da a liga entre o bacon e a carne, unifica as duas coisas e transforma esse sanduíche num Autobot fantástico.

E agora vos digo que entendo a Ana Maria Braga. Quando você come uma parada boa, na primeira mordida você é surpreendido, e aí acaba rolando até inconscientemente um “Huuummm!!”. Mas não precisa toda aquela putaria de chamar os cachorros, passar em baixo da mesa e blá, blá, blás, né?!

A parte ruim é a maionese especial Kharina que vem no potinho. Que parada ruim, muito forte o gosto de alho!
Ruim, mas eu ficava comendo, acho que na esperança de que em algum momento ficasse bom, mas acabaram as batatas e não ficou. #chatiado
Era uma maionese de alho, fiquem espertos. Se você for daqueles que deixa as batatas para o final e para comer com a maionese, cuidado para não ficar com bafo e depois perder de dar umas bitocas na gatinha! #FicaDica (segunda referência internética, to ficando moderno!)
Poderia ter a opção de maionese normal, simples assim, até ficaria mais interessante, oferecer a opção de maionese normal e a “especial” caso o cliente queira experimentar. Não precisam inventar moda em tudo.
Resumindo, é um Optimus Prime. (Autobots e ótimo hambúrguer prime = Optimus Prime … han-han?!!)

Ficha técnica:

The Highway

Ingredientes: “Queijo prato derretido, bacon tostado. Acompanha maionese especial Kharina”, no cardápio aparece desse jeito, só isso, porque está implícito que todo sanduíche vem pão e carne, né?!

Preço: R$18,50 + 1 lata Pepsi que não lembro quanto é, deu R$23,65.

Ponto alto: Quase tudo, carne boa, bacon, tamanho . . .

Ponto baixo: A maionese especial que nem precisava ser especial.

Avaliação: B+

Tem alguns Kharinas espalhados pela cidade, esse que fomos fica na Rua Benjamin Lins, 765, no batel. (41) 3024-1253

 
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Publicado por em 09/06/2012 em Uncategorized

 

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Barba Hamburgueria – Henry Morgan

Apesar de levar “Hamburgueria” no nome, o lugar para mim é um bar. Como o Dom Corleone, é um bar que tem hambúrgueres. Porque se tem que dar nome na entrada para ser marcado numa ficha de consumação, é um bar, né?

Chegamos e já tinham algumas pessoas ocupando as poucas mesas no piso da entrada, rolou um pequeno e rápido empasse: ver se havia lugar pra gente, pois o segundo andar “não estava aberto”, e a mesa disponível era para mais pessoas, ou algo assim. Fato é que eu não ia ficar esperando a boa vontade de alguém desocupar uma mesa sendo que tinham outras livres. Mas como estava tocando RVIVR, uma banda que não esperava ouvir em nenhum lugar que fosse comer, relevei e fiquei de boa curtindo a música enquanto resolviam onde íamos poder sentar e logo estávamos com um andar todo só para nós.

O Barba Hamburgueria é lugar para os jovens descolados da cidade irem comer seus hambúrgueres e tomar suas cervejas. Não sou ligado nisso porque não consumo álcool, mas disseram que lá tem uma variedade boa de cervejas, aquele lance da moda das cervejas especiais ou gourmet, feitas com açúcar mascavo e sêmen de javali, maturadas em barril de cipó envelhecido, com um toque de alho poró que dão um sabor levemente adocicado ao fermentar, e ameniza o amargor característico dos barris de cipó… Então as cervejas acabam atraindo mais gente que, ao contrário de nós, vai só para beber e conversar, paquerar, encontrar os amigos, fazer aquela festa.
Se você, garotinha que gosta de um cara que pareça meio sujo, rabiscado, barba mal feita, mas que não seja classe C ou D, esse é o lugar para encontrar seu amor bandido. E para os caras que quiserem encontrar uma cocotinha moderna, de cachecol e com tatuagem de cupcake, roqueirinha, fotógrafa ou publicitária, é o lugar também.
Como me disseram, o público alvo do lugar é “gente tatuada” (vai querer ser segmentado assim na casa do chapéu), então se você for aparentemente normal, pode se sentir meio peixe fora d’água (han-han?! pirata, peixe fora d’água, piadista heim!). Mas não deixa de ser interessante, pelo contrário, diversidade é legal, galera!

Agora sobre o que realmente interessa. Escolhi o basicão, Henry Morgan, o antigo corsário galês e atual x-salada dos sete mares. Como me disseram vários dos professores de fotografia e jornalismo que tive, é no básico que temos que nos garantir para poder inventar moda, é o lance de saber e conhecer as regras para poder quebrá-las com propriedade, por isso fui no básico dos sanduíches.

Primeiro de tudo, detalhe para o garçom na hora de anotar o pedido, dizendo já de forma automatizada: “Ao ponto da casa, grelhado por fora e rosado por dentro?” Opa, quando ele disse isso, senti firmeza na parada!
Dito e feito, grelhado e bonito por fora, rosado por dentro.Mal passado mesmo. Esse ao ponto da casa, deve ser coisa de pirata, cabra macho que come carne crua, porque o centro do universo do meu hambúrguer ainda estava vivo.
Carne magra e sem gordura, o que explica o fato da carne estar realmente mal passada. Não estava escorrendo nada, não estava suculento, como eu tanto esperava que estivesse quando ele disse rosado por dentro, e como era de se esperar.
Me lembrou bastante a carne-de-onça dos botecos, carne moída crua e temperada, até o tempero é parecido, e bem bom por sinal, com direito a cebolinha, ou outra dessas coisinhas verdinhas. Dessas, só conheço bem a alface, que também tem no recheio. Alface ralada, não em folhas como normalmente é, (assim rende mais e gasta menos, tática do subway), acompanhado de umas duas rodelinhas discretas de tomate(ainda verde), mas como não me importo tanto assim com a salada, e mesmo ela tendo fator importante na hora de umedecer a parada, e nesse caso precisava, dá para deixar passar.
O Pão é fresco, macio, parece um cogumelo, não é daqueles que caem os gergelins, bacana, mas a companheira do pão deixou a desejar e fez falta: acho que rolou só uma passadela rala de maionese com as costas da colher, saca?! Aí o que estava um pouco seco (e me fez invejar o cream chesse do sanduíche do Yuri, próximo post, aguardem!) e seria facilmente suprido pela maionese, assim como no Mustang Sally, acabou ficando seco até o fim, já que não uso catchup ou mostarda por achar que mascara muito o sabor das coisas e também por não me apetecer mesmo. E já que estamos falando de molho, um potinho com um pouco de barbecue custa R$2,00! Acho meio sacanagem cobrar por isso, mas enfim.

Embora tenha demorado um pouquinho para ficar pronto, não deu tempo para deixar o queijo derreter direito, eu esperaria mais 30 segundos, derreteu a borda e o bucaneiro já mandou para mesa, se a foto estivesse minimamente decente, daria para perceber o queijo maomenos derretido.

Ao fundo uma parede legal com desenhos (que poderiam ter sido feitos por mim, com toda a minha falta de habilidade manual) com a temática e estética “tattoo old school” dos ladrões dos mares.

Acompanha batata frita. Palito ou chips, você escolhe. Escolhi a primeira, mas os palitos não faziam nem uma pequena montanha como é legal de se ver, poucas ficaram sobrepostas, vieram espalhadas no prato para parecer bastante (malandragem). Mas são sequinhas e crocantes, então ponto para o barbudo. Uma consideração sobre algo que reparei e pensei esses dias, elas não vieram com sal, que fica ao gosto do cliente, é o certo mesmo. Um dia peguei umas batatas no Bruguer King em que tinha que ficar batendo a batata para cair um pouco do cloreto de sódio. Acho que nós temos que escolher o quanto de sal e o quão perto queremos ficar de ter um stroke (como diria Dr. House). Não quero ter pressão alta e ficar como bem descrito pelo grande Rogério Skylab.

No geral achei um bom sanduíche, mas meio racionado. Não é um Pérola Negra, mas um belo hambúrguer e de bom tamanho, até achei que devia ter mais do que 160g como consta no cardápio, e mesmo um pouquinho cru no meio(coisa que não me atrapalha em nada, embora saiba de gente que iria chiar), é o ponto alto do hambúrguer que pode vir a ser mais que um barbudo com olho de vidro e perna de pau com moral para roubar a clientela da vizinhança.

Ficha técnica:

Henry Morgan

Ingredientes: 160 gramas de hambúrguer, alface, tomate e queijo prato. Acompanha batata frita ou batata chips.

Preço: R$14,00. É o preço médio, nem caro nem barato. Tem refrigerante garrafinha e lata, mas esqueci o preço, acabou rolando um pequeno acidente, aí, mesmo contra meus princípios, paguei uma cerveja, me perdi nas contas e ficou em pouco mais de R$26,00. Porra de cerveja cara!

Ponto alto: O ponto alto e o baixo estão bem próximos, é a aquele papo manjado da linha tênue do love-hate (como o povo gosta de tatuar nos dedos), a carne é boa, bem temperada, mas tem que estar no ponto mesmo. Batatas palito sequinhas e crocantes.

Ponto baixo:  O conjunto da obra estava meio seco, precisava de um molhinho ou um pouco mais de maionese mesmo. A carne um pouco crua no meio do hambúrguer e no geral poderia ser um pouquinho mais farto.

 Avaliação: C+

OBarba Hamburgueria fica na Avenida Vicente Machado, 578 – Centro.

 
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Publicado por em 05/10/2012 em Uncategorized

 

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