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Hamburgueria Rústica – Ervas Finas

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Uma coisa rústica também pode interpretada como algo tosco, meio mal feito, mas nesse caso é só sem frescura,caseiro, mateiro mesmo.
A Hamburgueria Rústica parece casa de vó do interior, cheia de coisas, vários detalhes. Tem uma parede que fizeram como se fosse a frente de uma casa colona. Tem cerquinha branca, janela, flores e tudo mais. Para deixar mais real, tem dois dogs de rua, “muito gente boa”, que devem viver por ali. Dei uma batata que caiu no chão e eles ficaram felizões pulando em mim e balançando o rabo.
Dentro é como se fosse uma cozinha. De um lado tem um armário amarelo (na casa da minha vó tinha um igual, rolou um sentimento), do outro lado, no outro ambiente, tem um fogão e uma geladeira, ambos vermelhos. Em cima da geladeira tem até um filtro d’água, cesto com ovos e coisas do tipo. Entre isso tudo algumas mesas com azulejos coloridos no tampo.

É meio que um contraponto aos lugares mimimis de hambúrgueres gourmets e toda essa afetação supervalorizada que rolou com os hambúrgueres nos últimos tempos.
É o simples em sua complexidade … estou escrevendo tipo o Yuri agora (risos).
Eles fazem parecer que o hambúrguer é um prato típico interiorano brasileiro e não um junk food  de massa como é nos EUA, por exemplo. É uma outra vibe.
Mesmo tendo ingredientes que sua vó não usaria, como cheddar, ervas finas, molho bechamel, mostarda e mel, onion rings, tem um lance meio caseiro além da decoração.

No cardápio tem nove opções de hambúrgueres, mas eles ainda te dão mais três extras, como nos explicou Patrick, o menor aprendiz, em seu primeiro ou segundo dia de trabalho. Patrick agora vai pagar seus próprios jogos de PS3 e aprender a dureza da vida, o trabalho. A morte da infância.

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Quando chega na mesa você já percebe que é uma puta carne, eles ainda dão a opção de você escolher o ponto. E além disso, acreditem, acertam o ponto!  Coisa difícil de se ver por aí, infelizmente.
São uns dois dedos de carne, umas 200g de vaca triturada e temperada, que como eu pedi, veio no ponto, rosada e suculenta por dentro. Magistral.
Numa combinação extremamente feliz, o molho de ervas finas complementa o tempero da carne. O molho na verdade é maionese com alguns verdinhos que chuto serem orégano, alecrim (porque tem gosto de tempero de carneiro) e mas alguma coisa. Parada simples mas bem eficiente.
Do hambúrguer e a maionese do molho, “todo mundo diz que ele completa ela e vice-versa.
Que nem feijão com arroz”. É mais ou menos essa e relação de cumplicidade entre eles.

São duas fatias de queijo processado. Duas!
Lugar que fica vacilando e regulando com uma fatiazinha só, se liga na dica Quem pensar pequenininho, tio, vai morrer sem. Na Hamburgueria Rústica é sem muita economia, é tipo feito por vó que quer agradar a molecada com o suficiente pra satisfazer.

A salada. Tem alface numa quantidade considerável, ela é cuidadosamente colocada enrolada e presa entre a carne e o pão. Essa enrolada, tipo em um maço, da uma crocância bem agradável. E uma vez que tudo que é crocante é gostoso, ponto pra salada.

Só pra dar uma reclamada pra não perder o hábito. O pão, que você pode escolher entre o francês e o de leite, nenhum dos dois é produzido por eles, é um pão bem normal, sem nada de mais. Provavelmente o item mais fraco do conjunto.
Peguei o francês, redondo, não tinha casquinha fininha quebrando, ele é mais grosso, racha e quebra de uma vez. Perto do fim já estava tudo meio lambuzado e escorregadio, fiquei com um terço do pão na mão e a carne caiu no prato com o resto do recheio.   :/

Acompanha uma boa porção de batatas fritas, normais, era de se esperar e seria melhor se fossem batatas rústicas. Hã? hã? Entenderam né, Hamburgueria Rústica, batatas rústicas. Mas eram batatas normais, dessas tipo congeladas. Estavam sequinhas, boas, mas normais. Acompanha um potinho do molho que vem no hambúrguer.  Quase que não precisa do potinho de molho, quando você vai comendo vai pingando sucos da carne, molho, tudo, em cima das batatas que já ficam “temperadas” e prontas.

Para fechar, tinha uma promoção. Se pedisse um hambúrguer e fizesse um check in no facebook (fiz no foursquare) ganha um brigadeiro de colher. Feito na hora, quentinho ainda, caiu bem. Fazia tempo que não ganhava um mimo desses pra fechar uma noite fria curitibana.
Esse foi um daqueles hambúrgueres que te dão um sorriso, assim como as coisas boas da vida deveriam ser, fácil.

Sem provações, sem sofrimento, só o coração enternecido.

Um dia um professor, ou filósofo, ou as duas coisas, numa entrevista no Jô (eu assisto esse gordo xarope, durmo tarde) disse, lá pelas tantas, que felicidade são os momentos que não queremos que acabe. Eu posso dizer que também busco na vida esses pequenos momentos, momentos em que se tem que parar, contemplar e pensar: “Caraaaalho, olha isso!”.
Podem ser coisas grandes ou pequenas, é assim quando se vê o Coliseu, em Roma, com o Last of Us no videogame, com a garota bonita que escolheu dormir nua ao seu lado. . .
No caso de hoje minha felicidade foi o Ervas Finas, lá pela metade do sanduíche, com a cara toda suja de molho, eu queria pedir outro para prolongar esse momento. Mas não, não sou digno de muita alegria e a vontade de querer mais é que faz a gente continuar nessa vida.

Curtam o momento porque ele acaba rápido.

Ficha técnica:

Ervas Finas

Ingredientes: “Pão, hambúrguer suculento, queijo, alface e um suave molho de ervas finas.”

Preço: R$13,30 mais uma água Ouro Fino de 350ml, R$2,50 (porque a gente tem que tomar pelo menos dois litros d’água, amiguinhos). Ficou R$15,80.

Ponto alto: Preço, lugar legal, carne e molho … quase tudo.

Ponto baixo: A lonjura do lugar … e o pão, pra não dizer que não reclamei de alguma coisa.

Avaliação: A

A Hamburgueria Rústica fica na Rua Fredolin Wolf, 325. Não sei nenhum ponto de referência, não conheço aqueles lados. Funciona de quarta a sexta das 18h às 22:30h e finais de semana das 13h às 22:30h. Fone: (41) 8857-7438.

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Publicado por em 03/14/2014 em Uncategorized

 

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Gold Skull – Hell Bells

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Post 68, ano 3. É Good Burger no ar filha da puta, pá pá pá!
E assim começa mais um ano de hambúrgueres e sofisticação nesse nosso espaço de requinte gourmet na internet. Sem esquecer aquele toque pessoal de educação oriunda de pais ausentes e ensino médio em escola pública que dá todo um charme.

Comecei com Rap, mas o post é do ROCK! Quem inaugura o terceiro ano de blog é o Hell Bells do Gold Skull.

O lugar tem o slogan, “O hamburguer mais rock and roll de Curitiba”, seja lá o que isso queira dizer. Acho que pode ser meio ruim porque o rock é uma parada meio tosca. Sempre digo que a galera do rock é a melhor galera, especialmente a do metal, são os moleques exagerados nos braceletes, engraçados, feios e cabaços. Me identifico.

Por fora o lugar parece um Subway: tem janela grande e é de tijolinhos claros. Só que tem o desenho da caveira pra mostrar que não é um Subway, ou que pelo menos é um Subway ocupado por roqueiros.
Entramos e já estava tocando um metalzão, depois emendaram várias do Iron Maiden. Nas mesas tem caveiras de gesso pintadas de dourado, claro, com números para marcar as mesas. Na televisão estava passando aquele Drácula de Bram Stoker, numa qualidade bem boa, devia ser blu-ray (reparo nessas cosias).
Como não simpatizar com um lugar assim?

Usando como medida de tempo a música Rime Of The Ancient Mariner, da pra dizer que o hambúrguer levou quase 20 minutos para ficar pronto, porque tocou essa musica, que tem uns 13min. e mais uma ou duas também do Iron. Um pouco demorado.

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O prato tem uma apresentação simples, mas eficiente. Vem salpicado com uma infinidade de pedacinhos picados de cebolinha, dois potinhos com molho, maionese temperada e ketchup, mais três lascas de batatas rústicas.

Os nomes dos hambúrgueres são legais, tem o Paranoid, o  Hell Bells, o Seek & Destroy, até o War Pigs (que vai ser o post da semana que vem). Pra quem não se ligou, clique nos nomes e saberão a origem das escolhas. É o Good Burger hiperlink, web3.0 e o caralho a quatro facilitando sua vida.

No cardápio constava só hambúrguer e cheddar.
Pasmem vocês, tá, vocês não iriam pasmar porque são mais espertos que eu, mas eu fiquei surpreso ao ver a quantidade de cebola, que no cardápio não dizia acompanhar mas eu devia ter me ligado que quando tem cheddar a cebola é meio implícita. “Porra!  …vinte anos de curso, porra!”
Mas lá estava a dupla, pra mim não muito dinâmica, Cheddar & Cebola Caramelizada. Vocês achando que eu tinha me fodido por causa da cebola doce que já reclamei aqui outras vezes. Digo-vos que nem me fodi, elas não estavam doces, arrá! E parte da salvação do sanduba vem das cebolas, elas, com uma mãozinha da alface e da maionese.

A carne é de bom tamanho, parece de boa qualidade e tal, mas achei salgada, talvez por eu estar comendo cada vez menos sal. Mas até aí beleza, o negócio é pra ser salgado mesmo, o problema é que passou do ponto e estava rija. Bem passada, escurona mesmo, e dura. Aí não rola, aí foi que o barraco desabou, nessa que o meu barco se perdeu … opa, vou apanhar dos roqueiros, mas ainda assim, foi nessa que a nota caiu.
A carne sem os sucos só não ficou tão problemática por causa dos molhos da cebola, da maionese, e até do cheddar que salvaram a pátria das caveiras douradas.

Caveiras douradas é uma parada meio Glam, né!?

Tem um alface ralado disfarçado, você não o vê, mas ele está lá. Sua mãe iria gostar, você come salada e nem percebe, aliás, comer salada sem ver e sem sentir não é o ideal pra vida?

O pão é um pão estrela que estava muito macio.  Pão estrela é um pão do tipo francês mas com uns gomos, que às vezes em sanduíches vira um problema porque os gomos vão se desprendendo e aí desmonta tudo.
Esse não desmontou, talvez pelo pão não estar tão sequinho e quebradiço, não tão fresquinho, mas estava do jeito que gosto e mesmo com os molhos e saladas (cebola conta como salada?), segurou bem.

Outro ponto negativo é que tinha bem pouco cheddar, cheddar em pasta, daquele laranja clarinho que vocês compram pra fazer nachos na casa dos amigos. Mas só deu pra perceber o pouco do queijo processado que ficou meio por acaso nas bordas do pão. No cardápio falava só carne e cheddar, era de se esperar bastante, pelo menos eu fiquei esperando.

Acompanha uns três pedaços grandes de batata rústica, ou seja, batata cortada em lascas grandes, gordas, fritas e com um suave tempero que não consegui identificar. No potinho com maionese que vem junto do lanche também tem um tempero, bem provável que seja o mesmo tempero que não identifiquei no tubérculo.
A batata com essa maionese ficou muito bom, até queria um pedaço de gordice… mas não tinha, já era game over para o sino do inferno que retumbava no meu estômago.

Semana que vem tem mais, amiguinhos.
Cause Im back! Im back in black!

Ficha técnica:

Hell Bells

Ingredientes: “Hamburguer de carne com cheddar – Todos os pratos vem acompanhados com batatas rústicas e molhos especiais.”

Preço: R$14,00 mais uma água Timbu 500ml, R$2,50 (porque agora sou mais ou menos saudável).  ficou R$16,50.

Ponto alto: O lugar/trilha sonora, apresentação, sustância, preço e a batata com maionese.

Ponto baixo: Carne rija e bem passada, bem pouco cheddar, não avisar no cardápio sobre as cebolas.

Avaliação: B-

O Gold Skull fica na Rua Augusto Stellfeld, 332, esquina com a Alameda Cabral, no centro. Não achei a informação dos dias que funciona e nem telefone, só achei que abre as 15h.

 
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Publicado por em 02/21/2014 em Uncategorized

 

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Outback – The Outbacker Burger

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No meio de uma semana fria e chuvosa, resolvemos nos aventurar na aridez do outback australiano sem precisar ir muito longe de casa — nem saímos da capital gralha azul.
Outback é algo como o sertão brasileiro, só que na Austrália, que é aquela ilha lá do outro lado do mundo (15596.065 km de distância), onde uma porrada de brasileiro classe média vai fazer intercâmbio e que também tem bichos muito loucos, perigosos e fofos como o coala (você pode ser todo bronco e machão mas aposto que também abraçaria um coala se não tivesse ninguém olhando).

O Outback Steakhouse já é um lugar meio manjado, tem em outras cidades e tal… esse que fomos fica naquela praça de alimentação chic, logo na entrada principal do Shopping Curitiba, pela rua Brigadeiro Franco. E pensar que em outros tempos o Habib’s comandava aquela área, heim?
O Outback fica bem do lado do The Fifties, que estava totalmente vazio nesse dia. . . já sabemos porque, ?!

Sem mais delongas, escolhemos a mesa e aí chega o garçom, que se ajoelha (tem que se ajoelhar porque o negócio é de bacana e rico não gosta de ser visto de cima nem pelo garçom) e se apresenta: “Olá, meu nome é Daniel e eu vou servi-los…”
O Daniel, agora que sei o nome dele tenho que chamar pelo nome, e não por garçom. Já diria o Christopher McCandless, abordo do Magic Bus “…chamar cada coisa pelo seu nome correto”. Mas confesso que não sou uma pessoa com muito traquejo social e acho estranho ficar chamando o cara pelo nome, parece (e é) uma falsa intimidade que não me agrada muito.
Voltando, o Daniel nos perguntou se era nossa primeira vez no Outback, e era, provavelmente por isso, nos mandou um pãozinho preto levemente adocicado e muito macio, com um pouquinho de manteiga, de aperitivo. Ou seja, sempre diga que é sua primeira vez e ganhe um pão grátis.

Nem tínhamos comido esse pãozinho cortesia e já estava chegando os hambúrgueres, rápido como uma bumerangada de um aborígene.

Uma coisa legal é que o Daniel nos alertou ainda na escolha do pedido, que as carnes são apimentadas e que se quiséssemos poderiam diminuir a quantidade de pimenta. Dito e feito. Aprende aí, New York Café.

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Começando pelo pão, é um pão careca tipo de leite muito, muito macio, assim como o pão preto da cortesia, e lembra um pouco o pão do Rock’a Burger, só que mais robusto. Eu não fazia ideia que os australianos tinham as manhas de fazer um pão molinho e gostoso. O pão também deu uma passada de leves pela chapa porque ficou com a bordinha de dentro levemente tostada. Poderia ficar mais tempo até ficar crocante mesmo.

Carne rosada por dentro e passada por fora, quase que não precisa mais do que isso. Como sempre, carne rosada é sinal de suculência, e com tempero amenizado para clientes frescos, é meio caminho andado para a satisfação do freguês. Tenra a ponto de quase desmanchar à mínima pressão dos dentes.
Embora diga ter 200g, é um hambúrguer relativamente fino, saca só na foto o tamanho em comparação ao tomate. Nunca, digo nunca, a carne pode perder em tamanho para um tomate, né!? Já que não vão aumentar a carne, da pra afinar o tomate, malandrage.

O queijo processado é escasso, poderia ter mais uma fatia, pelo menos. Mas deu para ser sentido e degustado mesmo em meio aos outros gostos, e rolou até um parada legal. Eu estava lá mastigando, conversando e tal, de repente por um segundo tudo para e “humm, queijo!” … e logo em seguida o mundo volta a girar e você continua mastigando e conversando. Pena que isso só aconteceu na primeira mordida, depois nem vi mais o dito cujo.

Vou agrupar as partes negativas. O bacon, cruzado em X em cima do queijo, passou do ponto, uma pena, ficou seco a ponto de quebrar e lascas caírem no prato. Quase arenoso como as terras do outback australiano, não era bem esse toque de autenticidade que eu queria.
O segundo ponto negativo é que tem muita alface ralada que junto da maionese vira uma pista muito escorregadia para o bonde que vem por cima. Junto da rodela anabolizada do tomate (sério, era um tomate muito grande no seu diâmetro), fica muito molhado e a parte de baixo do pão acaba desmilinguido, escorregando e dificultando a manobra braçal de comer sem talheres.

As batatas que acompanham são rústicas pero no mucho, elas são batatas palito bem cortadinhas e algumas tem um pouco da casca para provar que são batatas de verdade e não aquelas industrializada pré-cozidas. Não numa quantidade monstro como do NY Café, mas é uma quantidade bem satisfatória.
As batatas foram levemente salpicadas com uma pimentinha, mas pouca coisa, até eu comi bem de boa, e naquele momento nem teria tanto problema porque o refrigerante era refil, ou seja, poderia tomar tanto quanto fosse necessário.

O refrigerante é no esquema de refil, mas não é como no Burger King onde você vai lá  e pega qual quiser. Aqui você escolhe e o Daniel traz numa caneca pesada dessas que vocês tomam chopp. Acho que nunca tinha usado uma caneca dessas, achei divertido, criança se diverte com qualquer coisa. Quando a caneca está esvaziando, o Daniel passa e pergunta se quer outra, e mais outra, na nossa última rodada ele se antecipou e já chegou com novas canecas cheias.
Muito eficiente esse Daniel, não tinha como negar os 10% (que são opcionais). Até porque com esse lance de agachar para ficar na altura do cliente mala, ele vai precisar da grana para uma futura fisioterapia no joelho.

Resumindo, é uma baita refeição, ainda mais com o complemento do refrigerante infinito, sai de lá quase rolando do banco. Fator sustância alto . . . em cima, alto em cima, alto em cima, em cima!!
Pena que é caro, mas em uma ocasião especial ou no começo do mês até da para gastar parte do soldo para fazer um lanche legal.

Só se vive uma vez.

Ficha técnica:

The Outbacker Burger

Ingredientes: Descrição meio bisonha do cardápio “O suculento hambúrguer dos guerreiros mais “SÉRIO” ainda: agora com 200g. Com maionese, tomate e alface, cebola, picles e queijo(bacon opcional). Servido com fritas”.

Preço: R$29,90 + Coca-Cola refil infinito por R$6,95.

Ponto alto: O conjunto é bem bom, pão muito macio, boa carne, boas batatas e bom fator sustância.

Ponto baixo: Alface ralada com a maionese, pouco queijo e o bacon passado, além do preço que quebra as pernas proletárias.

Avaliação: B+

O Outback fica no Largo Curitiba do Shopping Curitiba, que por sua vez fica Rua Brigadeiro Franco, 2300, no Batel. Funciona durante o horário de funcionamento do Shopping, obviamente. (41) 3013-7978.

 
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Publicado por em 03/22/2013 em Uncategorized

 

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New York Café – NY Burger

Logo New york café curitiba

Disclaimer: a postagem de hoje foi escrita a quatro mãos e essa será a única resenha que o New York Café receberá no blog. O motivo? Só existe um tipo de hambúrguer lá. É, camaradas, essa hora chegaria, então aproveitem.

Como diria o canibal Cabôco Capiroba, de Viva o Povo Brasileiro, vamos por partes.

1- Nariz de Cera

Murilo: “New York city, I like New York city, oh, yeah… you know it’s true”.

Disse nosso querido e feioso Joey Ramone em seu último disco antes de bater as botas.  Não sei por que as pessoas gostam tanto de NY, talvez um dia eu vá para lá e ache tudo muito legal e fique fascinado pela grandiosidade da cidade, as ruas que nunca dormem e todo esse blá, blá, blá, ou como me conheço, é capaz que eu  ache tudo bem mais ou menos e que seja só mais uma grande cidade que engole a maioria das pessoas e cospe seus sonhos na beira de um rio poluído qualquer que corta a cidade.

Tudo isso é só para dizer que fomos no New York Café, aqui de Curitiba.

2- Descrição e conceito

Murilo: Se o lugar realmente parece com algum café de NY, eu não sei. Talvez sim, ou talvez pareça com a ideia de Nova York que temos por causa dos filmes e programas de televisão, ou por colocarem nas paredes vários elementos que fazem referência à cidade, lá mesmo não devem se autorreferenciar, eu acho.
Enfim, como disse, não conheço a big apple, o mais longe que fui da minha casa foi o Rio de Janeiro, então se um dia eu for para lá,  eu conto para vocês como é, e se esse NY Café e o Brooklyn de Curitiba se parecem com algum lugar original from USA.

Assim como o Brooklyn, tem aquele lance de parecer com um galpão industrial abandonado, com tijolos a mostra, estão ligados que isso é só pra juntar aranha nos buracos do tijolo né, eu não sentaria encostado nessa parede. Tem um stencil legal, no alto de uma das paredes, de uns prédios icônicos da cidade. Tem um lustre gigante desses pretos com penduricalhos tipo pedrarias de acrílico, um estilo rococó moderno, ou art deco, que pra mim é tudo a mesma coisa. E numa parte meio escondida tem um letreiro com lâmpadas vermelhas formando as letras NYC, que achei bem legal, pena que não dava para ver direito. Na parte da frente, externa, tem um banco desses de praça num pedacinho de grama verde, uma provável referência ao central park e ao mesmo tempo a falta de espaço das grandes cidades.

Em uma das mesas tinham três meninas, três cabelos coloridos para três drinks coloridos. A de cabelo azul tomava em um copo alto do tipo de refrigerante (o refri  é servido em copo de whisky), um drink amarelo clarinho. A de cabelo vermelho vivo(não ruiva), tomava um drink também vermelho forte, e a de cabelo preto uma bebida rosa claro, todos os copos com bastante gelo e um canudo. Duas delas tinham a blusa presa por dentro da saia, essas saias altas, para cima do umbigo, e a outra usava um vestido todo preto e comprido. Sim, eu observo as pessoas.

Yuri: Acho que o que o Murilo quis dizer é que mais uma vez nos deparamos com esse pastiche antropofágico com o qual somos obrigados a conviver vez ou outra em estabelecimentos temáticos. Ora, se é temático, é clichê, porque não é possível resumir uma essência a um espaço pequeno sem necessariamente incorporar seus elementos mais conhecidos.

O caso de Nova York é típico da profusão e polifonia que talvez a única cidade realmente cosmopolita dos Estados Unidos é capaz de proporcionar. Há a arte das ruas, há a arte pop das galerias, as luzes, a gentrificação de espaços industrializados, e enquanto estes elementos separados pouca coisa dizem ao nosso léxico de mundo, unidas representam bem o que é uma cidade grande em que o nível cultural é nivelado por baixo. Um lugar em que o Andy Warhol é rei é um sintoma disso. A Pop Art passou na história como a única arte que gente burra realmente acha que entende, e hoje não falta resquícios do legado desse movimento grotesco. O New York Café apreendeu esses signos e substituiu as luzes da ponte do Brooklyn por um lustre de madama, colocou uma parede de tijolos secos para representar a gentrificação, um grafitti da cidade para a arte urbana, quadros emoldurados de Warhol para a “fina arte” e pôsteres diversos porque pôster é uma coisa jovem e diz tudo o que seu dono quer que você saiba a seu respeito. Quem é que não gosta de pôster, não é mesmo?

3- O sanduíche propriamente dito

Murilo: Chega de enrolar, vamos para o hambúrguer, o NY Burger.

Quando chegou na mesa pensei:  “Tá bonito o bicho…Olha quanta batata!  E esse bacon!  Mas e esse pão furado?!”
Pois é, tinha tudo para ser dos melhores sandubas  com o qual nos deparamos na nossa jornada, mas… sempre tem um “mas” quando algo parece ser muito bom.  Bonitinha mas ordinária. Lindo mas é gay.  É legal mas vai na Wood’s…

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Explicando os “mas” que fazem esse belo sanduíche não estar estar entre os tops do do nosso ranking.

Começando pelo pão, você pode escolher o tipo de pão(não lembro as opções), peguei o tradicional, que na minha cabeça seria o pão de hambúrguer, pão de leite, com gergelim ou não. Mas esse tradicional é mais tradicional ainda, é igual ao pão caseiro que a sua mãe faz, ou que aquela máquina faz na hora programada pra você que não tem uma mãe prendada (sinto pena de você, quais vão ser as memórias gustativas dessa geração de filhos das mães que não sabem cozinhar?).
É um bom pão para comer com margarina assim que sai do forno, e depois ficar com dor de estômago por algum tempo, mas não é um bom pão para um hambúrguer.  Isso descontando o fato de não ter formato de pão, é uma rosquinha com a massa do pão. A casca do pão estava dura como pão caseiro aqui de casa, quase impenetrável para o garfo, e não dava para comer sem os talheres.
Então começou a operação desmanche e descobri que a melhor forma de comer é por setores.

Yuri: o pão foi o maior problema para mim também. Aliás, como os sujeitos do estabelecimento gostam de chamar, é um “bagel”. Mas o bagel, tal qual os americanos o conhecem, é um pão antes de tudo macio, podendo ser doce ou salgado, e frequentemente usado para fazer sanduíches. Até então, não havia visto um hamburguer em um bagel. O bagel do New York Café era duro como pedra, e o meu, coberto de queijo ralado tostado no forno, estava mais duro ainda. Pra piorar, por baixo da carne havia uma generosa camada de molho, e entre a parte de cima e a carne, uma porção de salada. Desnecessário dizer para quem fez as contas de cabeça que na primeira mordida me caguei inteiro, os tomates pularam para fora do pão, dois litros de molho caíram no prato e a carne escorregou pra frente. Vencido já na primeira mordida, resignei-me a comer com talheres, algo que nunca faço por achar contrário à natureza do hamburguer. Pois bem, os talheres também não funcionaram. Mesmo o garfo não conseguiu penetrar direito no pão, e a pressão da força para tal acabou surtindo o mesmo efeito da mordida. Na segunda tentativa, meu sanduíche todo bem montado estava espalhado pelo prato. Foi assim que ele veio:

Bagel de queijo

Esse foi o maior problema do NY Burger pra mim: sua completa e ignóbil inoperância. De que adianta um hambúrguer que sai bem na foto e termina em um total desastre da forma? Fiquei irritado, e diferentemente do Murilo, que encontrou uma saída no ato de comer pão, carne e periféricos separadamente, eu comi tal qual um homem das cavernas para o desgosto das meninas supracitadas que me olhavam como se eu fosse o Capitão Caverna em pessoa. Tapa na cara da sociedade, também.

Murilo: Parte dois, a carne com o queijo e o bacon.

Pela primeira vez um queijo cheddar de fatia (duas fatias para ser preciso) e não aquele processado daquelas bisnagas que você vê nos caras que fazem cachorro-quente na rua. Ponto positivo.
Tem uma puta fatia bonita de bacon dobrada, não preciso dizer que isso enche os olhos e é uma delícia.
Esses dois em cima de um hambúrguer de 120g segundo o cardápio, mas achei que devia ter mais que isso, estava num tamanho bem satisfatório, suculento que escorria ao cortar. Não parecia carne moída e simplesmente apertada com a mão para dar forma, é uma carne bem processada e compactada, de “Angus Beef”, e tem gosto mesmo de carne assada, de bife de churrasco.

Yuri: O combo cheddar + carne + bacon mistura texturas e sabores de diferentes culinárias. O bacon infelizmente adiciona mais sal em um lanche já salgadérrimo, e pouco sabor comparado com a carne, que, essa sim, é mega suculenta. Um leve gosto de alcatra dava o tom de uma carne sólida e fibrosa, mesmo assim macia. A experiência mais próxima que tive disso foi no Elvis Costella, mas nem de longe aqueles caras chegaram perto desse resultado. O queijo, por sua vez, antecipa na mastigação a maciez da carne e prepara a mandíbula para uma pegada mais leve — pelo menos na teoria, infelizmente aqui existe esse bagel desastroso estragando tudo — e surpreendendo sua própria força maxilar com um obstáculo digno de se abocanhar com toda sua capacidade.

Murilo: Parte três, a parte inferior do pão com a salada e o molho. Alface branca em pequenos pedaços e umas duas rodelinhas de um tomate doce que derrapavam no molho que pra mim era um simples molho rose, rosé, ou também rosê, você escolhe como quer escrever.
Mas eles chamam de “russian dressing”: maionese com especiarias, mostarda, molho inglês e limão siciliano”. Eu preferia mesmo é que fosse uma russian undressing, se é que vocês me entendem.

Yuri: Nada que eu pudesse acrescentar a essa bela explanação. Até porque nem comi a salada. Já mencionei que ela pulou para fora do meu sanduíche na primeira tentativa infrutífera de mordê-lo e eu é que não sou o louco de recolher salada pra colocar de volta no sanduíche. Se escapou, escapou por conta própria e esse é um caminho sem retorno. Agora, o molho é bem gostoso e orna bem com a carne. Seria perfeito também para dar aquela umedecida no pão, mas fazer o quê? Já cansei de falar mal desse bagel e não vou insistir no assunto.

Murilo: E agora a coisa que fez desandar tudo e acho que foi o que me deixou mais frustrado.

Vem uma quantidade muito foda de batata frita, a maior porção que eu já vi como acompanhamento de um sanduíche. Uns baita palitos de batatas de verdade, uma lindeza! Mas, mais uma vez vem o mas… Sério, ou o maluco errou a mão ou sou uma mocinha mesmo (é, porque tem essa possibilidade também). É muito temperada, pra os iniciados deve ser uma pimenta leve, mas para que não é familiarizado, como eu, foi foda!
Foi tipo pegar uma garota linda, mas ela ter mau hálito. Você vai e encara um pouco, recua, pega um fôlego e volta a encarar, afinal não pode deixar passar porque não é sempre que chove na sua horta. É amiguinhos, a vida é dura e não é justa, reclamem com o seu Deus.
A parte do gosto do limão, do Lemon Pepper, é bem legal, mas a parte pepper ….  senti ruborizar o rosto, os olhos quase lacrimejarem e os beiços arderem. O que ajudou foi o molho extra, Turbo Sauce, que pegamos (nessa hora eu não estava prestando atenção no que a menina garçonete estava explicando, mas ainda bem que ela ofereceu, o Yuri prestava atenção e aí aceitamos esse molho). O turbo sauce é um molho de queijos numa consistência pastosa, feito com cream cheese, provolone e cheddar, foi o que salvou para dar uma rebatida na picância do Lemon Pepper.

Pensei em desistir das batatas, mas comi todas porque estavam muito bonitas e seria um puta desperdício de comida, de dinheiro, e porque aqui o negócio é NYHC!!

Yuri: O problema com as batatas, (engraçado assim tipo The Trouble With Harry), é, como bem disse o Murilo, o tempero. A pimenta e o limão deixou a coisa com gosto de batata chips de rodoviária, daquelas temperadas também. Nada agradável e tudo muito forte. Aliás, diria que esse é o maior problema da cozinha do New York Café: o excesso de protagonismo. Tudo precisa ser uma explosão de sabores fortes, tudo precisa ter sua marca, não há coadjuvantes que amenizem as notas de entrada, não há jogo de texturas sem sabor, só existe porrada atrás de porrada, e isso não é jeito de se comer. Mal comparando, é como o filme Os Mercenários: só tem estrela e ninguém quer ser escada pra ninguém. O resultado, se vocês viram Os Mercenários, é uma merda. Acho que assim como a boa música não é feita apenas de notas, mas também de pausas, as pausas gustativas são igualmente importantes. Fica aí um ponto para reflexão.

Murilo: Por causa das batatas apimentadas dividimos, de uma forma muito homoafetiva, uma pequena sobremesa de chocolate, que ficou ao centro da mesa e cada um com a sua colher pegou pequenos pedaços do que seria um gostoso brigadeiro meio amargo gelado… mas essa cena prefiro esquecer e espero que você não imaginem muito, obrigado.

Yuri: Gay gay gay gay gay gay gay gay gay. Ah, foda-se.

Murilo: Resumindo, são bons ingredientes e quantidades, mas o pão não é funcional e faz com que o sonho comece a desmoronar, acho que também não precisava do molho rose, só um pouco de maionese já cumpriria o papel e deixaria menos temperado, todos os gostos meio que brigam para chamar a nossa atenção ao invés de se complementarem. Fora a errada de mão no “lemon pepper”.

E tem que ir cedo dia de semana, fecha às 20h.

Ficha técnica:

NY Burger

Ingredientes: “Hamburguer de 120g de Angus Beef, bacon, queijo cheddar, alface, tomate e russian dressing”. Acompanha batatas.

Preço: R$15,00(preço bom até) + coca-cola lata 3,00… mais o molho extra e metade do doce deu no total R$26,37.

Ponto alto:  Boa carne e no ponto, bacon bonito, cheddar em fatias e a quantidade de batatas rústicas.

Ponto baixo: O pão rosquinha que não funciona e o excesso do tempero.

Avaliação: C

O New York Café fica na Rua XV de Novembro, 2916, no Alto da XV.  De terça a quinta, das 12h às 20h, sextas e sábados das 12h às 22h, e domingo das 14h às 20h.  (41) 3077-6922.

 
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Publicado por em 03/01/2013 em Uncategorized

 

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Rause – Rause Bovino

rause café e vinho

Rause que se escreve como se fala, e não House de casa em inglês (ou do Dr. House), como eu achava que era quando só tinha ouvido falar do lugar.

É uma casa pequena, tem umas quatro ou cinco mesas. Nesse dia numa delas tinha um grupo de umas 4 pessoas falando em inglês, um sofázinho de dois lugares vazio, pufs quadrados com rodinhas em frente a uma mesa vermelha, baixa, em forma de gota (que foi onde ficamos), e uns 4 lugares no balcão, dois deles ocupados, um por um cara e outro por uma japonesa de uns 30 anos, nos lábios um batom vermelho vivo e um rosto branco como uma maquiagem de Kabuki, roupa preta, elegante. Atrás de mim acho que duas mulheres tomavam vinho sentadas em cadeiras mais altas.

No balcão tem um espelho, assim como na Pastelaria Brasileira, você pode comer se olhando se for um filho da puta narcisista ou olhando outras pessoas e não se sentir tão sozinho, ou também olhando dissimuladamente as(os) gatinhas(os) no ambiente. E no balcão ainda tem alguns livros, revistas, e até uns joguinhos como Dama, Xadrez ou Gamão. (Até perdi para o Yuri uma partida de Damas enquanto esperávamos o hambúrguer). Além da lateral de vidro que dá para a rua e tem uma bancada em que se pode sentar também, tem até umas almofadinhas para você se sentir em casa comendo com uma almofada no colo.

Uma coisa legal que me chamou atenção é que eles oferecem “água free”. Algo útil quando se dá uma de criança e pede uma vaca-preta (sorvete com Coca-Cola) antes da comida. Vaca-preta é outra coisa bem legal, mas não vou falar sobre isso.
“Nossa, grande coisa…água grátis”. Mas na balada uma garrafinha custa até quatro reais, e da marca mais vagabunda que tiver, e quatro reais numa água pra mim é grande coisa sim.
Sempre achei meio sacanagem cobrar, ainda mais se for caro, por água. Sem água a gente morre! Cadê o espírito cristão, cacete!?
E qualquer que tiver dado só que seja um copo de água fria a um destes pequenos, em nome de discípulo, em verdade vos digo que de modo algum perderá o seu galardão”. Mateus, 10:42.

Lá tem uma jarra vermelha com água e o escrito na parede: “H2O Filtrada, Refrescante, Gratuita.”
Enfim, achei legal isso da água grátis (e a gente se contenta com pouco, nessa vida, né?!).

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O cardápio fica todo escrito na parede, com giz, tipo um quadro negro da escola. A não ser que você estude no Positivo que hoje deve ser uma tela touch screen 3D de realidade aumentada e o caralho a quatro.
Me lembrou de quando na escola a professora mandava ir ao quadro fazer alguma coisa, e eu sempre burro e tímido, mas malandro, dizia que tinha alergia ao giz só pra não ir lá na frente. Incrivelmente essa desculpa colava e ela chamava outro.

Não vou falar nada dessa vertente minimalista dos nomes dos sanduíches porque o Yuri já falou bastante no post da Mãe Joana. Fui de bovino, hambúrguer bovino, ou apenas hambúrguer já que subentende-se que seja carne de boi. Essas coisas de salmão, frango, soja e outras coisas é tudo frescura de gente moderna. Hambúruger é de carne bovina e ponto final.

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Visto de cima não sei porque me lembrou um palhaço, deve ser o nariz vermelho de tomatinho cereja… ou minha imaginação fértil com muita açucar (vacapreta) na cabeça.

Logo de cara, se forem comer lá, prestem atenção numa coisa muito importante. Tem um palito de dente stealth enfiado no meio do sanduíche. Por quê?! Nem é um sanduíche tão grande assim que precise ser estruturado por um palito para firmar, como o Memphis Tudo e seu palito de churrasco.
Não vi o palito e na primeira mordida o que senti foi uma espetada no queixo, quase como uma abelha te ferroando. Mas como bom representante da categoria dos machos, tirei o palito como quem tira o ferrão (sabiam que alguns órgãos da abelha vem junto do ferrão quando ela te pica? Por isso ela morre depois.) e continuei comendo como se nada tivesse acontecido.

Pão de hambúrguer branquinho e bem macio, mas com aquela farinha de milho que normalmente vem nos pães d’água.
Você segura o hambúrguer, aí enche a mão com as bolinhas de farinha, solta o hambúrguer, passa os dedos uns nos outros para tirar um pouco da farinha, pega o guardanapo para tirar o resto e só aí conseguir pegar o copo com a mão limpa. . . acho que é por causa disso que te oferecem talheres: para pessoas mais civilizadas comerem sem se sujar, ou se sujando menos. Não tinha pensado nisso.
E pela segunda vez (a primeira foi no romântico Guiolla) em toda as nossas andanças, um pão foi para a chapa e ficou levemente tostadinho e crocante nas partes internas. Aí sim, macio por fora e com parte tostadinha crocante. Ponto para o Dr.Rause.

Como todo x-salada, acompanha queijo, maionese, tomate e alface.
O queijo pra mim é queijo prato, é amarelo, mas o Yuri disse que pode ser um outro, mas aí não seria um X-salada se fosse um queijo bom, e aqui nesse sanduba do Rause vale a minha ideia de que quase sempre pode ter um pouco mais desse querido laticínio derretido.
Sobre a salada não há o que falar. Alface fresca, umas duas rodelas finas de tomate também frescos,Ok.

Agora o ponto alto do sanduba. Alto mesmo: um baita hambúrguer de dois dedos de altura.
Foi legal ver  a carne aparentemente bem passada, escura,  mas saborosa e macia sem estar seca, surpreendendo até este que vos escreve que acha que a carne tem que estar borbulhando sucos vitais para estar boa. Nesse dia aprendi que carne bem passada nem sempre é seca e pode estar boa, se bem feita, o que infelizmente não é a regra.
Agora vou compartilhar com vocês uma coisa que pensei já que o tempero desse hambúrguer é parecido com o clássico bolinho de carne do Montesquieu (Lugar do X-montanha pra quem não liga o nome à pessoa). Tempero caseirão de alho, cebola, e uns verdinhos.
Um X-Bolinho, do Seu Zé, hoje deve custar uns cinco reais, há alguns anos atrás era tudo que eu poderia pagar, era jovem e sem grana. Hoje continuo sem grana mas consigo ir num lugar “melhor”, mais bonito, mais confortável e tal, mesmo que seja para comer algo parecido. Não que eu não coma um Montanha às vezes, mas hoje é mais por opção do que por não ter dinheiro para comer outra coisa. Enfim, não tem nada a ver com nada essa história, só queria contar porque foi uma das coisas que pensei enquanto comia, talvez alguns se identifiquem.

Contrario ao Yuri, eu gostei das batatas molengas não fritas. É novidade, e a princípio é estranho, mas são gostosas as batatas cozidas e temperadas com óleo e ervas, tipo tempero de carneiro, alecrim e sei lá mais o que que da um gostinho levemente adocicado. Elas ficam muito molinhas, quase desmanchando. Pena que vem tão pouco, uma meia dúzia de lascas apenas.
Uma dica é pegar o palito que vem oculto no meio do sanduíche e usar para comer as batatas sem engordurar os dedos. Essa foi tipo dica de etiqueta. Boa, heim!?

Resumindo, é um belo X-Salada de 16,00 de um lugar legal.

Ficha técnica:

Hambúrguer – bovino.

Ingredientes: Pão,hambúrguer, queijo, maionese, alface e tomate. Acompanha batatas.

Preço: R$16,00 + 7 reais de uma Vaca Preta (coca-cola lata e sorvete)+ 00,00 de um copo d’água = R$23,00.

Ponto alto: A carne e, sim, as batatas complementares.

Ponto baixo: Pouca batata e o preço alto para um X-salada. Ah, e o palito assassino.

Avaliação: B-

O Rause fica na Alameda Doutor Carlos de Carvalho, 696, no Centro (acho que é Centro). De segunda a sexta, das 9h às 23h e sábados das 12h às 18h.   (41) 3024-0696.

 
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Publicado por em 02/08/2013 em Uncategorized

 

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Casa da Mãe Joana – Hambúrguer de Barreado

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No ritmo preguiçoso de férias(mesmo não estando de férias) e de início de ano, estamos na atividade.
O bonde não para!

“Casa da Mãe Joana”, já começo achando o nome do lugar bem bom. Me lembra Mãe brigando com o filho porque a casa está uma zona. “Parece a casa da mãe Joana isso aqui!”
Se bem que essa Casa mesmo parece uma casa de vó, e bem arrumadinha.

O lugar tem um lance tipo aquela Casa di Bel que mais parece o Sítio do Pica Pau Amarelo, onde nada combina com nada, é muita coisa pendurada, é muita informação, você fica sem saber para onde olhar. Na Casa da Mãe Joana o negócio é mais simples, visualmente é mais limpo e agradável, tem várias coisas decorativas antigas que vão desde um refrigerador de alguma mercearia até mesinha e telefone de discar, bules de porcelana, quadrinhos gringos que os Caçadores de Relíquias do History Channel adoram, latas e várias outras coisas. Tem uma área externa com umas mesas, chão de pedrinhas brancas e redes para quem sabe tirar um cochilo, tipo baiano.
O lugar tem um ar de carimbóGaribaldis e Sacis, bicho grilo da reitoria, só que mais arrumadinhos e que felizmente essa referência não se manifesta na trilha sonora, que foi do Jazz ao Rock e nada de MPB lésbica da nova geração.

Agora falando da comida, quem acompanha o blog ou leu alguns posts já deve ter percebido que meu negócio é testar o tradicional de cada lugar, e nas poucas vezes que me aventurei, deu merda, parceiro! Veja aqui um exemplo.
Mas hoje depois de muito pensar e olhar para o cardápio diversas vezes, aceitei o desafio do Yuri e arrisquei encarar uma coisa nova que tem tudo para dar errado, um X-Barreado.

Sim, um hambúrguer de Barreado. Para quem não é do Paraná, (momento wikipedia), o Barreado é um prato tradicional do estado, mais precisamente do litoral. A turistada adora ir para Morretes e Antonina comer essa parada. Basicamente é carne de boi desfiada que fica cozinhando por umas 12h numa panela de barro lacrada com uma massa feita de trigo, e servido com farinha e banana.
Com doze horas de cozimento (hoje deve ser feito na panela de pressão com muito menos horas) já da para imaginar como as fibras musculares ficam completamente relaxadas, a carne fica muito molinha e desmanchando, o negócio vira quase uma “sopa de carne”.

Eis que os filhos da mãe Joana resolvem remontar esse prato num sanduíche. E o pior é que fica interessantemente bom!

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Detalhe para a bela apresentação do prato. Sanduíche, salada, molhinho de maionese e banana chips.

O pão é um pão d’água coberto com um pouco de fubá, particularmente gosto bastante de pão assim, bem molinho e sem casquinha crocante quebrando. Há que quem ache ruim e diga que é tipo pão amanhecido e, por isso poderia ser arriscado usar num hambúrguer de quase vinte reais.
Mas um cara que faz um sanduíche que tem banana com bacon e carne não está com medo de arriscar.

Sim, bacon e banana que incrivelmente combinam. A banana fica predominante na maior parte do tempo, e nas duas ultimas mordidas já estava começando a ficar enjoativo, mas em alguns momentos você sente bem o bacon, e às vezes a mistura dos dois, é interessante e longe de ser ruim.
São duas tiras classudas de um bacon muito bonito e com pouca gordura, até abri o sanduba para conferir e gostei bastante do que vi lá dentro. Também duas fatias de banana grelhada por cima do queijo, que, diga-se de passagem, é apresentado numa quantidade legal de muçarela (com ç mesmo, como no cardápio) com direito ao efeito estica e puxa,essa é a festa da Xuxa.

Assim como a banana, o hambúrguer também tinha suas belas marcas de grelha. Feito com a carne do barreado, não sei direito, mas pelo que me pareceu a carne desfiada foi processada(batida) para poder dar a liga necessária para moldar o hambúrguer.
Fica uma textura diferente, mais macia e sem a “granulação” da carne moída tradicional, quase não tem resistência ao morder e o pedaço se desmancha ao mastigar.
E como a carne já foi cozida não tem isso de mal passado ou no ponto sangrando, nem seca nem molhadinha, esse é o ponto que fica.

Tudo isso junto e logo na primeira mordida me surpreendo com uma das coisas mais macias que já mordi (incluindo pessoas), é tipo comida para velho banguela, bem legal.

Acompanha também uma porção de salada considerável, muito maior do que viria dentro de qualquer hambúrguer. Dois tipos de folhas (alface crespa e alface frisé), cenoura ralada, e um tomatinho cereja cortado ao meio. Além de um potinho com a maionese local, que nem usei muito mas é mais líquida que a normal e com um gostinho de alho e(ou) cebola.

No cardápio dizia batatas rústicas, mas veio uma surpresa na vibe do passeio na feirinha de Morretes no final de semana.  Bananas chips, banana frita como se fosse batata. Fica meio seca, parece uma madeirinha, é legal por ser diferente, mas eu prefiro batata, ainda mais se forem rústicas.

“A Casa”
 fica na Jerônimo Durski, esse nome que já lembra o que? Madero, né, seus bois de presépio.
Curitibano tem mania de fazer sempre as mesmas coisas, frequentar sempre os mesmos lugares…  Acho que vale uma boicotada no Madero e passar na Casa da Mãe Joana para experimentar um hambúrguer diferente, bem diferente, e bom, na mesma faixa de preço do Madeireiro.

Ficha técnica:

Hambúrguer de Barreado

Ingredientes: “Hambúrguer caseiro de barreado grelhado com fatias de bacon, coberto com queijo muçarela derretido, rodelas de cebola e banana assadas em forno a lenha. Acompanha mini salada, batatas rústicas fritas e maionese especial”.

Preço: R$18,00 + 1 Itubaina (que troço doce!)  + 1 coca-cola lata = R$27,50 (caro para um lanche mas vale por uma refeição).

Ponto alto: Apresentação, bons ingredientes, inovação, e o gosto, claro.  

Ponto baixo: Preço.

Avaliação: A

A Casa da Mãe Joana fica na rua Jerônimo Durski, 1010, no Bigorrilho. Terça à Sexta: 18:30 – 00:00, Sábado e Domingo 12:00 – 16:00   –  (41)3092-2322

 
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Publicado por em 01/18/2013 em Uncategorized

 

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Clube do Malte – Zé Colmeia

Jamais colocaria meus pés num lugar chamado Clube do Malte. Ô nominho para me despertar antipatia. Observe a maestria da pusilanimidade: de um lado, “Clube”, como se convencionou chamar qualquer reduto exclusivo do macho adulto contemporâneo urbanóide domesticado. Aqui em Curitiba, para quem não sabe, tem até uma Barbearia Clube, um “salão de beleza masculino”. Depois o pessoal do Rio vem pra cá achando tudo isso muito esquisitão e vocês não entendem nada. Deixa estar; do outro lado, “Malte”, a redução metonímica digna do profundo conhecedor das coisas banais. Estamos nestes tempos das desprofissionalizações das profissões, onde qualquer um é artista, entramos em um bar qualquer e mergulhamos num mar de preguiçosos aspirantes a intelectual de classe média, em que há a vontade de se exibir sem qualquer formação erudita. E aí, é claro, ler rótulo vira passatempo nacional. De uma hora para a outra, todos passaram a entender as nuances da fabricação de cerveja. O papel do lúpulo, a temperatura de armazenamento, o processo de fermentação, e voilá: uma espiral de ignorância girando sobre um mesmo enfadonho e repetitivo assunto. E antes que alguém possa vir acusar este perspicaz recinto dos mesmos crimes suprarelatados, eu digo: acorda, ô mané, isso aqui é o ensaio das pequenas coisas, sinédoque da vida, e só você ainda não percebeu isso.

Mas é claro, coloquei meus pés no Clube do Malte (argh! Esse nome!) porque, veja bem, anunciaram por aí que o lugar havia inaugurado uma “carta” (para prosseguir no pedantismo) de hambúrgueres, e os amigos botaram pressão, e missão dada é missão cumprida, e etc etc e etc. E lá fomos. Primeira decepção: depois de uma semana anunciando a porcaria da carta de hambúrgueres, chegamos lá e o garçom nos recebe com a desculpa: “vocês viram na internet, né? Ainda não temos os hambúrgueres, mas voltem aí na semana que vem”. Amigo, se você soubesse o quanto eu tive que caminhar (a pé mesmo) só para ter sobre o que escrever naquela semana em que o seu Clube do Malte era a bola da vez, você ia ter me descolado um hambúrguer. Nada me frustra mais, na minha miserável vida de consumidor, do que esse tipo de coisa. Mesmo assim, voltamos lá depois de fazer a ronda no Charles Burger (calcule a distância a pé, saindo do Shopping Estação até o Clube do Malte, até o Charles Burger e você vai entender meu descontentamento), e descobrimos mais sobre o lugar e seu cardápio.

Os nomes e os burgers: heterodoxos e estranhos. Batizados em homenagem a desenhos animados das mais diferentes épocas, dos mais diferentes níveis de qualidade técnica. E aqui entramos num impasse: só provamos, afinal, hambúrgueres bovinos porque, oras, qualquer sujeito que pegar qualquer bicho, matar, colocar num pão e chamar de hambúrguer é um doidivanas que merece não outra coisa que uma prosaica noite de sono trancafiado em uma cela acolchoada. Escolhi então um que chama Zé Colmeia, um dos meus desenhos menos favoritos de todos os tempos (eu sei que estou muito irascível hoje, mas prometo que vou melhorar mais pra baixo). Aquela coisa de produção em série de desenhos animados da Hanna-Barbera, com cenários que andam em loopings e personagens desnecessariamente usando gravatas, encharpes e golas altas para esconder a diferença da célula da cabeça para o resto do corpo me dava um nojo de quem já sabia ter ali, naqueles paupérrimos desenhos, o esgotamento de qualquer maravilha que o subgênero já prometeu proporcionar. O Zé Colmeia em questão é um hambúrguer de carne de costela, bacon, queijo, cebola caramelizada e molho barbecue, acompanhado de batatas rústicas. Muito tempo depois, eis o que me chega:

Clube do Malte

A partir deste momento, minha raiva inerente contra o Clube do Malte começa a ir embora. Como não ceder a uma apresentação impecável dessas? Sinto pena dos que confundem simplicidade com frugalidade, porque isso aqui tem, como diria Freud, tudo o que o corpo precisa. Um bom pão de hambúrguer abrigando uma carne grossa e de respeito, queijo derretidíssimo cobrindo a joia interior, um potinho de barbecue para que você customize como achar melhor e uma batata cortada, cozida e frita com casca e tudo. Uma delícia que nem precisa de sal.

E aí percebemos que a carne de costela não está, afinal, tão longe de um hambúrguer bem feito, por guardar em si dois dos principais ingredientes básicos de uma boa carne de sanduíche: sal e gordura. Sob as condições certas e os temperos certos, o resultado é este: uma carne rosada e suculenta que não toma para si toda a responsabilidade pelo sabor do todo, mas se sabe protagonista de uma disputa gustativa em que carboidrato e laticínio nenhum jamais poderia vencer.

Mas o pão não fica atrás. A farinha que salpica a crosta lembrou-me dos pães que comi em Portugal – aquele povo sabe mesmo fazer pão – e, ainda que seja crocante, não é duro nem espeta o céu da boca. O miolo serve para absorver a gordura excedente do queijo e o sangue da carne, tomando para si os sabores numa antropofagia de dar inveja a Oswald de Andrade. Sem desprender nacos que culminassem numa desproporção entre as mordidas, o pão manteve sua integridade e não nos deixou a ver navios de mãos sujas.

O queijo, por sua vez, faz bem o papel de envelope da carne, cobrindo toda a superfície de cima e parte dos lados. Adiciona sal, sim, mas adiciona consistência e elasticidade ao bolo, sem, contudo, torná-lo borrachudo. É uma mussarela simples, poderiam ter escolhido algo mais estranho pra combinar com as estranhezas do cardápio, mas resignei-me certo de que em tempos estranhos, qualquer traço de familiaridade é uma tábua de salvação referencial.

Por fim, a cebola insossa só tomava forma e proporção se misturada ao barbecue, que poderia ser igualmente usado na batata rústica. O barbecue em questão age como coringa: ora apimentando os tubérculos coadjuvantes, ora salgando o bulbo picado que adiciona textura e resiliência à mastigação. Poderia vir no sanduíche, mas já que veio no potinho, cabe ao bom comedor juntar dois mais dois e formar um vibrante quatro.

Ah, claro, o bacon, já ia me esquecendo. Bom, bacon é bacon, até quando é ruim é relativamente bom, e o desse sanduíche estava muito bom.

O Clube do Malte, com este Zé Colmeia, se redime de todos os pecados e entra na fina elite das hamburguerias top da cidade.

Ficha técnica:

Zé Colmeia

Ingredientes: “Hamburguer de ponta de costela bovina, bacon defumado e temperos frescos. Servido com cebolas caramelizadas, molho barbecue e mussarela. Acompanha batatas rústicas do Clube do Malte.

Preço: R$18,90 (preço único para qualquer hambúrguer, isso é legal)+ coca-cola lata ficou R$23,98.

Ponto alto: A carne, quantidade de queijo, o pão perfeito e.. eu mencionei que ele é monstruoso de grande?

Ponto baixo: Coisas triviais como a péssima escolha do nome e o acento agudo em ditongo crescente. Não adianta nada entender de cerveja e não saber escrever português, afinal. Mentira, adianta sim.

Avaliação: A

O Clube do Malte fica na Rua Desembargador Motta,2200, próximo da Vicente Machado. (41) 3014-3414.

 
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Publicado por em 11/29/2012 em Uncategorized

 

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