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Atelier Bistrô & Bar – ABBURGUER

atelierbistro Desde que voltamos de férias a nossa empreitada em busca dos melhores hambúrgueres tem andado difícil. Tá tudo muito meia boca. Eu sempre chego num lugar com expectativa, pensando “me surpreenda, puto!

O Atelier Bistrô & Bar é um lugar de/para bacana, daqueles que eu nunca entraria se não fosse para levar e tentar impressionar uma garota. Embora não seja tão cheio de nove horas, é um lugar bem batel. No lado de fora tem umas mesas, uns matos que sobem pela parede, dentro tem luminárias em forma de lâmpada que descem do teto até próximo das mesas. Bonito, mas não ilumina muito. Numa das paredes tinha um desenho em giz, a parede é tipo um quadro negro, de um jacaré gigante com uma igrejinha em cima da ponta do rabo. Gostei. Nessa noite também tocava música tradicional mexicana, ou cubana, animada, mas ninguém dançava. Não vou falar muito do lugar porque quero falar da comida, afinal, isso é um blog de hambúrguer (embora no começo nunca pareça). Primeiro, lá só tem hambúrguer na quarta-feira. Os caras tiram o dia para preparar as coisas e se dedicar para o negócio como logo mais vamos ver. Uma vez por semana também é uma média boa para comer “porcaria”. Uma vez por semana não mata e não deixa ninguém gordo. _MG_0007__ Dia desses estava ouvindo uns discos no youtube e aí tinha um tal Fu Manchu, que não conhecia, uma capinha com um skatista numa piscina, bem anos 90. Dei play e quando olhei, tinham passado quatro segundos. Foi o suficiente para eu poder falar que aquilo era bom. É isso que a gente busca, um hambúrguer, que nos primeiros segundos, na primeira mordida já seja o suficiente para te arrancar um: “humm, foda!”. Antes do hambúrguer nos foi servido umas cinco fatias de pão e um potinho com manteiga. Um agrado enquanto espera. O couvert.

Começando pela salada, sou do tipo que come a salada pra se livrar e daí começar a festa. O tomate e a alface só vi no começo, lembro da alface ser bem verde, não era americana, mas antes de chegar na metade do sanduíche eles tinham desaparecido. Achei bom comer salada sem nem perceber, é tipo bater a cota e partir para o lucro que ainda viria a ser grande a essa altura. O lucro era uma carne com dois dedos de espessura e que escorria gostosura. Vocês não vão ver mas agora eu fiz um gestual de “poder” com a mão esquerda enquanto pensava no escorrer. É uma carne poderosa. Segundo o cardápio, 180g de fraldinha e entrecôte, mais ou menos como fraldinha e contrafilé. Com uma quantidade bem calculada de gordura, muito bem executado, com uma leve crostinha por fora e ainda rosado no interior. Uma carne saborosa e muito suculenta… e nós sabemos o quanto é bom uma “coisa” molhadinha em nossas mãos.

O ponto negativo que vou colocar aqui não é bem negativo, mas vou falar que é porque eu tenho que reclamar de alguma coisa. Senão, não sou eu. A cebola caramelizada (esqueci de pedir sem), ajudaria em outros lanches secos e sem graça, mas não é o caso desse, aí acaba ficando meio doce. Doce demais para o meu gosto, e tira um pouco a graça de outros ingredientes. É o mesmo caso do barbecue, para mim contamina o gosto das outras coisas e fica tudo com gosto do molho.  Prefiro as nuances e diferenças de sabores. E fica mais doce ainda porque o pão é um brioche levemente adocicado.

O pão é muito bom, aliás. Muito fresco, feito por eles mesmos no dia, e bem macio, grande, cabe tudo dentro, e olha que a carne é grande. São duas partes íntegras, a de baixo bem grossa e a de cima passada um ovo que, depois de assado, dá uma blindada na crosta. Mesmo com bastante, bastante mesmo, molho das cebolas e sucos da carne (devia ter tirado uma foto para mostrar como ficou o prato), o pão não desmanchou, absorveu parte do suco da carne e se manteve firme e forte. Tem bacon opcional, e como alguém podendo escolher sem pagar nada a mais não pegaria bacon? Lógico que eu pedi, era “de graça” e também porque estou em regime de engorda, morram de inveja. Mas nem se animem muito porque o bacon quase some nas cebolas caramelizadas. Vi ele lá, bonito, mas senti mesmo o gosto umas duas vezes só, uma pena porque segundo eles o bacon é defumado, assado e preparado lá mesmo. Se não queimar, como rolou num dos últimos posts, não tem como não ser bom. Minha dica é: pegue sem cebolas caramelizadas e aproveitem os outros sabores, a menos que você goste de comida adocicada. Eu não gosto, pra mim hambúrguer é comida salgada e só salgada.

Nessa onda de um gosto ficar apagado, vamos falar da fatia de cheddar inglês. Cheddar inglês é foda. Frescurada hein, galera! Dá para usar um cheddar bom nacional e colocar mais quantidade. Obrigado, de nada. E também tem uma maionese com verdinho, diz que é pimentão, queria ter sentido melhor, mas você vê como foi passada a maionese no pão e percebe todo o cuidado na preparação do negócio. Legal de ver. As batatas, diferente de tudo que tivemos até agora, muito me agradaram. Não são batatas profissionais, industrializadas e  pré-moldadas, pré-cozidas, pré-fritas, pré-gostosas. São batatas de verdade cortadas fininho e depois fritas parecem ter sido desenhadas por crianças da pré-escola, como o jacaré da parede da entrada. São todas sem formas definidas, cada uma é torta de uma forma única. Sequinhas, algumas mais crocantes, alguma mais molinhas, mas salgadas no ponto e com uns pequenos raminhos de orégano pra fazer um charme e dar um cheirinho gostoso. Já falei aqui no blog em outros posts da minha implicância das batatas que já vem salgadas e o meu medo de ter derrame e ficar zoado por causa de muito sal, mas essas os caras acertaram a mão. Vocês vão falar: ah, mas um lugar caro com essas batatas iguais as da sua mãe que nem sabe fritar batata direito? Sim, é isso mesmo, e achei do caralho! Além de vir numa quantidade legal. É caro para um hambúrguer, deu 32 reais com a coca-cola de 4,50. E a sugestão deles é tomar uma cerveja de 22 reais! Então se você paga 22 reais numa cerveja, bom pra você que é rico e não vai achar que o sanduíche é caro. Mas, para o proletariado, 32 reais é o preço de uma refeição, não que o hambúrguer não sustente como tal. Até vale, mas com essa grana eu almoço dois dias no centro, tomo suco e um sorvete.

Ficha técnica:

ABBURGUER

Ingredientes: “brioche, 180g de fraldinha e entrecôte, cheddar inglês ou creme de gorgonzola, cebola caramelizada, leve maionese de pimentão e o bacon, aos que desejarem, além da batatinha frita para acompanhar”.

Preço: R$25,00 + uma coca lata R$4,50 + 10% = R$32,45

Ponto alto: O preparo, os ingredientes, a carne, as batatas fritas …

Ponto baixo: O preço e, pra mim, a cebola que adocica (meu amor, a-do-cica).

Avaliação: A

O Atelier Bistrô & Bar fica na Alameda Augusto Stellfeld, 1527, no batel.  Tem um celular como contato no facebook, sei lá, liguem aí pra ver (41) 8808-2232. Funciona de terça à sexta 19:00 – 00:30, sábados das 11:45 – 15:30 e 19:00 – 00:30, domingos das 10:00 – 15:30.

 
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Publicado por em 11/22/2013 em Uncategorized

 

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Guiolla – Gourmand 33

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Um estabelecimento da cidade vai estrear uma nova receita de hamburguer e quer fazer uma festa de lançamento e sondar a opinião dos convidados. Who are you gonna call? O Guiolla nos chamou para conhecer o Gourmand 33, um sanduíche composto por, pão, queijo, vinagrete, maionese e um baita hambúrguer de costela (e aqui fica a indireta pra vocês, outras hamburguerias que nunca chamam a gente de Godfather). Simples assim. Já resenhamos os hambúrgueres do Guiolla aqui, então esse entra num off-topic, mas nem por isso vamos deixar de fazer nosso comentário abalizado ineditamente escrito a quatro mãos (embora boa parte tenha sido trabalho do Murilo). E obrigado ao Guiolla pelo convite!

Antes de mais nada, tá aqui o bicho:

Gourmand 33

Quando esse prato chegou, achei ele bem pequeno e moderado, mas até que no fim das contas encheu a pança. O hambúrguer continua vindo num chapeuzinho de origami que é muito engenhoso e funcional,  além dos caras terem uma das melhores batatas-fritas da cidade. Mesmo assim, é meio inevitável comparar com o hambúrguer da foto promocional, confiram:

Gourmand 33

Bom, o mais legal desse sanduíche é que a carne é e parece costela, no meio do hambúrguer tem até as tirinhas de fibra da carne e um pedacinho ou outro de gordura (a gordura é que da o prazer dessa vida, mas se for muito, no corpo e no coração, aí é problema, jovens).
Deve dar um puta trabalho fazer isso, já conheci gente que não ia no costelão porque é muito empenho ficar separando só a carninha boa. Os caras fazem isso por você e colocam no formato de um puck, aquele disco de hockey. Então obrigado.
O hambúrguer faz o sanduíche parecer um planeta com um anel de carne ao redor do pão. Carne maior que o pão ganha a nossa simpatia, ainda mais se for gostosa como essa costela do Goumand.

Esse hambúrguer, acho que por causa do pão e do vinagrete me lembra essas festas de cidades do interior, rodeios e exposições agropecuárias que tem “X-pernil”. Aquelas barracas com uma luz bem na chapa para chamar atenção, uma porrada de carne e vinagrete para colocar num pão francês com a casca quebrando e colocado num saquinho branco.
No caso do Guiolla, eles transformaram um desses lanches toscos em algo sofisticado, coisa da inventividade do homem moderno das grandes cidades. Troca-se o cheiro de bosta de vaca no meio da terra batida por um lugar mais bonito e confortável no batel. Nada mal.

Tem o vinagrete, sim, aquele molinho de cebola, tomate, um verdinho e, pasmem, vinagre! (rá-rá!)
Confesso que comecei a comer cebola e realmente achar interessante agora há muito pouco tempo, depois dos Pita Gyros da Grécia (mano, que troço massa aquilo. Saudades, Grécia). Então não posso falar muito, mas basicamente é aquele lance, cebola da uma textura crocante ao mastigar, além do gosto característico, o tomate molha e com isso difunde o gosto da salada por onde escorrer.
Tem também uma maionese, mas é pouco, confesso que não reparei muito. Então poderia ter mais maionese, pode dar uma besuntada que a gente não se importa, deixa mais deslizante goela abaixo.

Eu (Yuri), pedi o meu hambúrguer sem o vinagrete, pra dar uma variada e ter uma espécie de grupo de controle. Bom, posso dizer que talvez o vinagrete desempenhe papel fundamental no lanche, porque com a pouca maionese e o queijo propositalmente escasso (senão a coisa fica extremamente salgada), o pão e a carne ficam bem secos. E hambúrguer seco é uma coisa que você jurou pra você mesmo que nunca mais comeria desde aquela vez que comprou uma caixa de frigão texas burger pra fazer em casa, esturricou a porra toda e acabou se fartando de pão com queijo e maionese, depois de comer meio disco de carne carbonizada. De maneira que é aconselhável pedir mais maionese caso não goste de vinagrete. Ah, senti falta do barbecue também, que sempre vai muito bem com costela e quem não concorda, boa gente não é.

Uma coisa legal do 33 é que é um sanduíche limitado, são só 33 por dia,  quer mais exclusividade que isso? Seja idiota e pague mais de 200reais no hambúrguer que tem lá em São Paulo, vai ser um dos poucos manés a comerem aquilo.
No combo do Goumand vem uma cerveja Stella Artois incluída no preço, que nós trocamos por um refrigerante. Engraçado como já é meio implícito que quase todo mundo consuma álcool e já oferecem direto com uma cerveja. Tudo bem, tudo bem…

Claro que não vamos só ficar rasgando seda, aqui é Good Burger, o bonde sem freio. Falamos a real mesmo quando parece que é jabá.
Achei o pão um pouco branco, seco e quebradiço, talvez para contrastar com a carne macia e não ser tudo mole, mas eu gosto de pão macio sem casca quebrando, esfarelando e espetando o céu da boca.

Quando chegamos tinha um tiozinho tocando Esse Cara Sou Eu, quando fomos embora estava tocando My Way, do Sinatra, então dá pra dizer que melhorou na hora que fomos embora.

O Guiolla é um pouco coxinha mas continua sendo o lugar que eu recomendo para ir em casal e tem um dos melhores hambúrgueres da cidade (Vejam no nosso ranking). Eu levaria uma gata lá.  #FicaDica

Fomos convidados para experimentar esse sanduíche novo. Comemos de graça e achamos muito legal, mas nem por isso virou uma matéria paga ou coisa do tipo.
Continuamos com a dignidade em dia e os bolsos vazios. Obrigado e voltem sempre!

 
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Publicado por em 08/23/2013 em Uncategorized

 

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Bravus Burger e Grill – Caesar Burger

Bravus

Mimetismo. O conceito, aqui emprestado da biologia, serve a animais que, por causa de sua aparência, conseguem se camuflar em certos ambientes ou passar por outros seres vivos, imitando assim uma outra forma de vida. O Caesar Burger, do Bravus Burger e Grill, simpático e pequeno estabelecimento no coração do batel, que, como qualquer outro, se vale dos clichês da arte pop cinquentista para sua modesta decoração, talvez seja o primeiro caso de mimetismo gastronômico da história deste blog.

Veja, não é que o hambúrguer em si esteja mimetizando outra comida, mas o lanche é batizado a partir da clássica fórmula de salada verde com carne (geralmente frango), queijo e molho característico a base de mostarda, parmesão e suco de limão. Então, de certa maneira, a intenção do chef foi fazer um hambúrguer com gosto de salada. E deixo para vocês adivinharem as razões para tão tresloucada e despropositada invenção. Uma salada com gosto de hambúrguer sim, seria a invenção do século, mas o contrário? Por quê? Pra quê? A quem interessa um hambúrguer com gosto de salada?

Enquanto vocês pensam nessas questões, aqui vai uma foto da criança.

Bravus Burger e Grill

A receita para esse hambúrguer é: Pão, hambúrguer, alface americana, molho caesar, parmesão e cheddar. Nem preciso dizer que debaixo do queijo cheddar — essa fatia de queijo processado, que, para ser bem sincero, não tem muito gosto de cheddar —, o parmesão desaparece por completo, misturado no molho e em meio a todo o sal da coisa.

O pão é bem macio e cheio de gergelim, e é levemente tostado, o que dá aquele balanço entre uma crosta crocante e um interior tenro, então é um ponto alto e relativamente falando, é meio caminho andado para um bom sanduíche. Pena que é só meio caminho andado, porque a outra metade do caminho ficou mesmo pela metade. A carne do hambúrguer é o maior mistério pra mim: ela é extremamente bem executada, mas muito mal temperada. O resultado é curioso: um puta hambúrguer suculento com gosto de absolutamente nada. Bom, ele passou um pouco do ponto também, isso deve ter ajudado. Inteiro da mesma cor, parece uma carne do Madero, mas só parece.

Agora vamos dar uma atenção especial à salada. Sim, porque a salada deve ser o principal nesse sanduíche, então dai a Caesar Burger o que é de Caesar Burger. Devo repetir aqui minha opinião de que o Caesar Burger é uma invenção muito pouco saliente para se constar num cardápio de hambúrgueres Premium, mas já que está aqui e que a ideia é fazer um hambúrguer com gosto de salada, acrescento que é bem impressionante o fato da ausência de um tomate deixar o lanche com um vazio de texturas até então impensável para mim. Mas é verdade. A falta de um tomate no alface ajudou a eximir o hambúrguer de sabores, quem diria. A alface é boa, como a próxima alface do próximo hambúrguer que eu vou comer, mas sério, quem se importa? É como se eu fizesse um sanduíche chamado Gergelim Burger, em que eu cobrisse o hambúrguer e o pão de gergelim e fizesse você prestar atenção numa parada que sempre esteve lá.

Mas Nego Dito, vocês diriam, o Caesar do nome se refere ao molho Caesar. Eu sei, amiguinho, e é disso que eu vou falar. Como posso colocar isso? Um molho para salada no hambúrguer simplesmente não combina. Caso encerrado.

Ah sim, por último, uma leve ilusão. O Caesar Burger é o único da página do cardápio ilustrado, e na foto podemos vê-lo rodeado por lindas batatinhas fritas. O problema é que essas batatas não vêm no sanduíche, e você precisa pagar mais 5 reais para ter um adicional, segundo a pequena lista de adicionais da carta. Aliás, essa lista é de uma incoerência matemática que eu imagino que se tem alguém com tutano que frequenta esse lugar, deve aproveitar bastante. Pegue, por exemplo, um cheese burger básico, que custa R$8,50. Pão, queijo e mussarela. Agora pegue um adicional de ovo (R$1) e um adicional de bacon (R$2). Total: R$11,50. Um real mais barato que o Egg Bacon Burger do cardápio, que vem com tudo isso e mais presunto – um ingrediente desprezível por qualquer um que goste de hambúrguer bem feito, mas altamente apreciável no x-burger de R$3 que você compra na padaria da sua casa com uma carninha mirrada. Que tal transformá-lo então em um Especial Cheese Burger, esse que o Murilo resenhou na semana passada? Basta um adicional de cheddar (R$2) e um de provolone (R$2) e voilà! A mesmíssima receita do cardápio acaba de ficar um real mais barata! Ao mesmo tempo, o Egg Burger custa a mesma coisa do Egg Bacon Burger, que tem um ingrediente a mais, e por aí vai. Olha, parabéns pra quem fez esse cardápio por dar ao homem comum, urbanoide proletário abatido, a oportunidade de se sentir um pouco malandro em ludibriar o estabelecimento com esses preços manipuláveis. É uma boa ação que o Bravus Burger e Grill faz por você.

Ficha técnica:

Caesar Burger

Ingredientes: “Pão, hamburger, alface americana, molho caesar, queijo parmesão e cheddar”.

Preço: R$15,50 + R$3,50 coca-cola em lata. Total: 20,90 (10% incluso).

Ponto alto:  Pão bom e carne bem executada.

Ponto baixo: Carne mal temperada, receita incipiente, preço e o fato de não vir com batatas.

Avaliação: D-

O Bravus Burger Grill que fomos fica na Av. Batel, 1.700, na frente de um tal Boteco Santi. Seg. – Sáb. 11:00 – 00:00 e Domingo das 17:00 – 00:00. Tem delivery, (41) 3010-2525.

 
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Publicado por em 08/16/2013 em Uncategorized

 

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Bravus Burger e Grill – Especial Chesse Burger

Bravus_logo

Alô, povão, agora é sério!

A mídia ninja do jornalismo gastronômico dos pinheirais está de volta! Voltamos a falar dos hambúrgueres de Curitoba, a cidade da qual a gente vive reclamando, mas gosta.
Nada mais curitibano que retomarmos nossa empreitada pela Av. Batel. Lugar de badalação, gente bonita, riqueza e glamour (bom, talvez em outros tempos).

Por conta de uma sugestão (valeu, Barbara!), fomos conhecer um lugar novo, o Bravus Burger Grill, na Av. Batel, entre a parte residencial e onde começam as baldas. Ali, um pouco antes de chegar no fervo onde é um saco passar de carro (e a pé, de bicicleta, de skate e de patinete também). Fomos numa terça-feira e o transito estava tranquilo. Não entendi direito se eles tem estacionamento ou se são duas vagas, mas o motoboy tirou a moto e pude estacionar o burguer móvel na frente do lugar. Jóia! (+ 3 de camaradagem).
O lugar não é cheio de frescura como se espera dos lugares da região, é meio na linha do Memphis: simples, mas bonito.
Bem iluminado também. Gosto de lugares claros, não só me ajuda pra fazer a foto, mas principalmente ver o que se está comendo, as pessoas, o ambiente e tudo mais.
Você vai ver em uma das paredes uma grande foto de um sanduíche que transborda recheio pelo prato, em outra parede, a mina do “we can do it” fazendo uma banana, um tipo de abajur grande, de teto, com tecido de flores que iluminam bem as mesa logo na entrada.

Chegamos e escolhemos uma mesa da parte dos fundos, mais alta. Isso já é meio que um teste pra ver o atendimento, o cara foi gente boa e falou que já iria ligara luz, que podíamos sentar lá. Diferente de quando fomos no Barba Hamburgueria que ficaram meio de cu doce para liberar as mesas vazias da parte superior.

Isso de sentar no fundo me lembrou uma pira que tenho e vou compartilhar com vocês.
Não gosto de sentar logo na entrada dos lugares com fácil acesso da rua e nem perto de janelas que dão para a rua. Se por um lado facilita uma fuga em caso de emergência, por outro acho que você fica muito vulnerável, que se chegar alguém atirando você é o primeiro a ser alvejado. E também porque sou elitista e não quero que pedintes que não tenham o que comer venham fazer com que eu me sinta culpado por estar ali comendo algo supérfluo. É, eu penso nesse tipo de coisa (o tempo todo).

Enfim, pirações de lado, vamos para a comida que é o que interessa para esse blog bonito.

Já vimos garçom anotar o pedido errado, normal, até acontece, mas dessa vez quem errou fui eu. Pedi errado.  “Ai, que buuurrro, dá zero pra ele!”
Era para pedir o Especial Chesse Burger e acabei falando e mostrando no cardápio o Chesse Burger normal.

Quando chegou na mesa a sensação que me deu foi de solidão ao ver o coitado do Chesse Burger sozinho naquele prato branco. Faltava alguém ali, faltava alma, faltava graça.
Nenhum dos hambúrgueres da casa acompanha batata frita (que marcação, galera!), mas também não custava fazer uma firula de barbecue no prato, uma folha de alface e uma rodela de tomate, sei lá, qualquer coisa para dar uma floreada. Alguém andou faltando a aula de guarnição do prato…

_MG_0006_

Em todo caso fiquei com o solitário e pobre Chesse Burger. Chegou rápido e comemos mais rápido ainda.

Mas só pão carne e queijo, é meio pouco, só vai quando não se está com fome ou está sem grana.
Como aqui pra gente rap é compromisso, quer dizer, hambúrguer é compromisso.
Traz um café que pão puro é foda.”

Pedi novamente, dessa vez aquele que eu queria inicialmente. Esse é valendo!
Novamente chegou rápido na mesa. Também solitário e simplório no prato branco, mas agora muito melhor e com muito mais vida dentro do pão.

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O pão dos dois sandubas era o mesmo, o tradicional de hambúrguer, bem fresco,  com a porosidade que deixa fofinho, como um pão como deve ser, e com os gergelins se desprendendo, como não deve ser.
Mas quem liga para gergelim, por mim nem precisava ter isso.

De primeira achei a carne um pouco salgada. Pode ter a ver com o fato de que em casa sou acostumado com muito pouco sal. (Tem que cuidar da pressão, né? A idade está chegando e não quero ter um derrame enquanto for sexualmente ativo. Já é difícil achar uma gatinha sendo quase normal, imagina paralisado de um lado…. se bem que o Carpinejar é todo deformado e tem uma namorada gata, talvez eu deva me preocupar menos com o sal e mais em como fingir entender as mulheres, fazer frases de amor, essas picaretagens.)  Já o Yuri achou meio sem sal, então agora vocês tem que ir lá tirar a prova dos nove.

É um hambúrguer de tamanho médio(bom), um dedo de carne, nem grande e nem pequeno. Os meus dois foram tirados um pouco antes de ficarem bem passados, da para ver pela cor na foto.  Não chegou a secar a carne, mas poderia ter sido tirado um pouco antes, os sucos da carne misturando com os queijos ia fazer subir a nota. Desse jeito, passou raspando no nosso ENEM das hamburguesas.

Agora o que deu vida a esse hambúrguer: o queijo. É um Chesse Burger, derrr!
Essa mistura dos queijos acho que deu bem certo. Eu particularmente gosto, até mais do que devia, desse cheddar cremoso sem vergonha.  É artificial que só ele, mas eu gosto. Rola aquele lance de memória afetiva, me lembra comer cachorro quente de madrugada, não que eu faça muito isso, mas é legal.
A pastosidade do cheddar nesse caso ajuda bem já que não se tem nenhum molho(nem maionese) ou salada complementar que de uma umidade ao sanduíche. Lembrando que a carne estava quase bem passada.
Ah, e essa fatia de provolone, que beleza. Sabe o que é morder e sentir cortar o queijo com os dentes, e também puxar e esticar. Pois é, infelizmente nem sempre é assim. Acho que uns 36% do sucesso de um hambúrguer vem do queijo e a galera não presta muita atenção nisso.
O gosto e o salgado característico do provolone é sentido, mas não é sempre predominante,  às vezes ele é bem amenizado pelo cheddar. As texturas e consistências dos dois queijos mais a carne é bem interessante, só faltou um bacon em cubos, como no finado Alta Voltagem, para ficar uma experiência sensorial mais completa.

Gostei dessa mistura de dois queijos simples, na verdade um queijo e meio né, queijos processados são só 50% queijo. A outra metade deve ser algum derivado do petróleo porque esse negócio parece um plástico.

Por ser na área onde é comum “os boy beber dois mês de salário da minha irmã”,  o Bravus é considerado barato, tá certo que não tem acompanhamento de batata, mas a molecada vai curtir se descobrir que podem forrar o estômago com pouco dinheiro e vai sobrar mais para o gole ou até para pagar um drink para uma gata na balada (olha a dica molecada!).

 

Ficha técnica:

Especial Chesse Burger.

Ingredientes: “Pão, hamburger, queijo cheddar cremoso, provolone”.

Preço: R$8,50 do Chesse Burger +R$3,50 coca-cola lata + R$13,50 do Especial Chesse Burger. Total 25,50.

Ponto alto:  A boa fatia de provolone, bom tamanho, e ser meio em conta.

Ponto baixo: A inexistente apresentação, a carne poderia estar um pouco mais no ponto, e não ter acompanhamento de batata frita.

Avaliação: C

O Bravus Burger Grill que fomos fica na Av. Batel, 1.700, na frente de um tal Boteco Santi. Seg. – Sáb. 11:00 – 00:00 e Domingo das 17:00 – 00:00. Tem delivery, (41) 3010-2525.

 
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Publicado por em 08/09/2013 em Uncategorized

 

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Outback – Smokehouse Burger

outback

Alguma coisa me fez repudiar o Outback desde o exato momento em que a tradicional e internacional rede de restaurantes especializados em brutalidades carnívoras se instalou no Largo Curitiba do shopping que leva o mesmo nome da cidade. Minha namorada diz que é porque a gente tentou comer lá algumas vezes e sempre tinha fila de espera de mais ou menos uma hora. Pode ser. Mas o fato é que Curitiba, em seu lento porém constante processo de globalização, têm recebido com muito festejo toda e qualquer iniciativa multinacional que resolve fixar raízes nesse vale de lágrimas e araucárias, e eu, como bom misantropo avesso à comoção popular por novas opções de consumo, tenho uma tendência natural a torcer o nariz para esse tipo de coisa.

Felizmente, nossa visita ao Outback – talvez um dos últimos lugares para irmos a pé em nossa exploração pelas hamburguerias da cidade – bastou para tirar toda e qualquer antipatia que eu pudesse vestir como uma coroa de negatividade, para citar aqui uma boa música do Tool. Do começo ao fim fomos bem recebidos e atendidos por um garçom treinado para lidar com as veleidades sintomáticas do mundo nouveau-riche, que se ajoelha para nos atender e não olhar os poderosos de cima. Ganhamos um pão australiano – um pão de centeio a base de mel e chocolate – como cortesia e o refrigerante custa R$6,95 o refil. Ou seja, refrigerante infinito.

De qualquer forma, cabe aqui uma breve explicação para quem nunca ouviu falar no Outback. Sei lá, gente que talvez é chique demais para ir ao Shopping Curitiba, mas não chique o bastante para viajar para outros lugares que possuam uma cadeia do Outback. Bom, o Outback é um restaurante australiano que, como qualquer produto cultural para exportação do novíssimo continente, é caracterizado por comidas e talheres de proporções exageradas. Algo que me diz que a coisa toda não difere do tamanho da comida nos Estados Unidos, a matriz dessa grande filial que é a Austrália, mas acho que tudo passa pela indústria cultural. Para quem não sabe, no começo dos anos 90, o país dos cangurus, subsidiado pelo país dos maníacos homicidas de colégio, começou a exportar uma série de elementos originários do país para o resto do mundo, como as lanchonetes Subway, atores como Mel Gibson e Nicole Kidman (que não são australianos, aliás) e filmes da franquia Crocodilo Dundee, entre outros. Logicamente, a coisa não durou para sempre e foi preciso reinventar a roda em matérias de exportação. A Austrália então recuperou seu lugar no mercado café-com-leite se utilizando de uma de suas maiores glórias: a pecuária bovina e ovina, que detêm os maiores rebanhos totais do mundo, perdendo apenas para países em que as pessoas preferem venerar a comida do que comê-la. Vai entender. A rede é especializada em carnes, mas não há penetração no mercado global sem variedade, e um cardápio diversificado, que conta inclusive com hambúrgueres, pode ser encontrado em qualquer loja.

Minha escolha, dentre as três opções válidas de hambúrguer picante, como bem frisou o atendente, foi um lanche chamado Smokehouse Burger. A descrição diz:

“Bem ao estilo do Louisiana, com um toque do delicioso Flame Sauce e cebolas grelhadas, que dão a esse novo hambúrguer de 200g um sabor único. Servido com alface, tomate, queijo, maionese e bacon. Ah! E com nossas fritas também! 29,90”.

Bom, antes de irmos direto ao ponto, é preciso dizer que a descrição, por mais detalhada que esteja, deixa muito a desejar por não necessariamente se adequar ao conhecimento de mundo do leitor comum. Eu, por exemplo, por mais que seja um exegeta do hambúrguer, não sei o que é um hambúrguer à moda do Louisiana simplesmente porque nunca fui pra lá, e dito isso me sinto na obrigação de acrescentar que meu julgamento está completamente comprometido, pois não tenho como comprovar que o Smokehouse Burger realmente é feito à moda de Louisiana. Também não sei o que é um Flame Sauce, mas o atendente me diz que é algo “próximo do ketchup”, mas não necessariamente um molho barbecue. Por fim, a aparente distração do redator do menu, com seu informal “Ah! E com nossas fritas também”, devo dizer que é simpático, embora não esteja completamente certo de que tal descuido é desejável em um estabelecimento caro como esse.

Enfim, tá aqui o bicho:

Outback burger

Algumas considerações prévias são constatáveis a olho nu. A batata-frita, por exemplo, é cortada em perfeitos prismas retangulares embora a casca da batata seja mantida. Um novo híbrido entre a batata rústica e a papa belga a que você está acostumado a comer, e ainda por cima, como viria a descobrir mais tarde, é muito boa! Diferentemente da experiência desastrosa do New York Café, aqui a batata é temperada apenas com um pouco de pimenta, se tornando levemente picante, mas de forma alguma comprometendo o protagonismo do prato.

O queijo, por sua vez, é um excelente turn off nesse prato. Uma fatia insossa de queijo processado não era o que você esperaria por um lanche tão refinado como esse. Parte da fatia estava se partindo em uma única e triste listra caindo por cima do resto. Não consigo conceber tamanha desconsideração pelo queijo por parte dos chefs. Gente, botem uma coisa na cabeça: se o sanduíche genérico pelo qual todos pedem se chama Cheeseburger e não, tipo, Bread and Burger ou Saladburger, é porque o queijo se tornou o Jessie Pinkman para o Walter White que é a omnipotente carne. Mais amor, por favor.

O pão dá a tônica do que é o hambúrguer do Outback. Macio como todo o conjunto. Macio, liso e levemente salpicado de farinha por cima, o pão, muito similar ao do JPL é a certeza de que os padeiros australianos são bons e que é possível sempre comer mais um pedacinho. Um interior quente e poroso, repleto de corpos cavernosos para absorver bem os molhos e a umidade da salada, é quase um pão perfeito, ponto alto desse sanduíche.

Aliás, falando em salada, devo dizer que a salada é outro acerto, e olha que pra eu falar isso é realmente algo fenomenal. A alface é ralada, uma coisa muito inteligente de se fazer quando se pretende construir um hambúrguer alto, porque não compromete ainda mais o volume com algo que vai irremediavelmente se deformar quando o glutão-alvo (eu, no caso) pegar com força no pão, e quando os incisivos rasgarem um pedaço para soltá-la dentro da boca. A cebola caramelizada é escassa, o que é uma coisa boa porque quem quer comer uma porrada de cebola em cima da carne come bife acebolado ou carne de onça logo de uma vez e não fica enchendo o saco. Por fim, o tomate é algo digno de nota histórica, porque nunca vi um tomate tão gigantesco quanto o que colocaram dentro do meu hambúrguer. Sério, a rodela inteira era do tamanho da carne, e era um corte generosamente grosso, de maneira que podia se jurar que estava mordendo um hambúrguer vegetal, carnoso e incrivelmente vermelho. Gostoso, mas depois de um tempo encheu o saco.

O bacon também estava surpreendentemente bom. Localizado em uma zona intermediária entre o bacon macio e o bacon crocante, a tira grossa e escura de carne suína temperava o sanduíche de cima para baixo com seu sal e seu gosto defumado, como uma língua de sabor encorpado que depositava suas mais preciosas proteínas por cima do totem lipídico que me encarava.

Por fim, a carne foi uma das melhores que já comi. Quase sempre a carne acaba ficando um tanto aquém do resto da matéria, mas nessa ocasião ela se manteve digna perante o resto, e macia e suculenta sem ser fibrosa nem insossa. Repleta de sucos e com seu cerne intactamente vermelho, ela coroava o meu Smokehouse Burger não apenas com sabor mas com sua textura macia e agradável tanto na entrada quanto na saída, e era levemente empapada pelo tal Flame Sauce que, honestamente me passou despercebido. Por outro lado, não esperaria menos de um lugar que se gaba de saber tratar bem suas carnes. Well played, Outback, well played.

Ah, o Outback é um estabelecimento que se gaba de ter carnes picantes, mas mesmo eu, que sou fraco para pimenta, não senti esse sabor acentuado não. Sei lá, a batata estava mais apimentada. Ainda bem, porque não quero passar a noite bebendo água como daquela vez do New York Café.

Ficha técnica:

Smokehouse Burger

Ingredientes: “Bem ao estilo do Louisiana, com um toque do delicioso Flame Sauce e cebolas grelhadas, que dão a esse novo hambúrguer de 200g um sabor único. Servido com alface, tomate, queijo, maionese e bacon. Ah! E com nossas fritas também!”.

Preço: R$29,90 + Coca-Cola refil infinito por R$6,95.

Ponto alto:  Carne estupenda, pão macio, tomate monstro, alface ralada, bacon sinistro e batatas sinestésicas.

Ponto baixo: Queijo processado chinfrim e, obviamente, o preço, porque ainda não estou convencido de que é legal pagar 30 reais num hambúrguer.

Avaliação: A

O Outback fica no Largo Curitiba do Shopping Curitiba, que por sua vez fica Rua Brigadeiro Franco, 2300, no Batel. Funciona durante o horário de funcionamento do Shopping, obviamente. (41) 3013-7978.

 
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Publicado por em 03/15/2013 em Uncategorized

 

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JPL – Roadmaster

JPL

O ano se encerra e o novo se abre com a mesma perspectiva: atar as duas pontas da vida, como escrevia Dom Casmurro quando botou na balança suas dores de pseudo-corno. Finalizando nossos compromissos com duas hamburguerias que ficaram pela metade, o Brooklyn Coffee Shop e o JPL, igualamos a atenção que damos a todas elas: one life, one chance, no melhor estilo H20, e é melhor que ninguém cague no pau porque perdoar é coisa de cristão e ninguém aqui anda de escapulário. Sendo assim, voltamos ao Jean Pierre Lobo Burgers, ou JPL, na abreviação que esconde a identidade do renomado chef sob uma modesta e enigmática sigla.

O lugar é aquela coisa: típica birosquinha chiquérrima do Batel. Lugar pequeno, frequentemente flanqueado por motocas Harley Davidson, a liberdade em forma de pistões, rodas e motor em V que hoje está mais nas mãos de playboys bandidinhos do que idealistas bandidões. Não espere portanto, uma alcateia de motociclistas, quando muito um rendez-vous de pleissitude máxima, patricinhas e seus iPhones, mauricinho com camisa listrada com brasões e números, enfim, aquela coisa. Ainda assim, o atendimento é bom e não roubam na conta, então já tá valendo.

Pela parede junto ao caixa, um hall da fama com os diversos prêmios que o estabelecimento ganha todo ano. Veja Comer & Beber e Bom Gourmet da Gazeta do Povo. A minha escolha da vez, o Roadmaster, está lá em alguma dessas tabuletas, não me recordo do ano. E o que é o Roadmaster, esse sanduíche premiado? Nada mais que o famoso hambúrguer de Cheddar, com todos os clichês da fórmula: queijo processado TIPO cheddar, não o verdadeiro irlandês de 60 reais o quilo, cebola caramelizada no barbecue (shoyu também é aceitável), pão fofinho e carne suculenta. Há aí ainda a adição de um queijo mussarela e do potinho extra de barbecue porque os hamburgueiros da newschool americana aprenderam que molho barbecue nunca é demais num hambúruger. O resultado é isso aqui:

Roadmaster

Mas, afinal, porque o Roadmaster ganha o prêmio Bom Gourmet e o Cheddar McMelt, que ainda tem a ousadia de colocar um hambúrguer num pão preto, não? Algumas razões, filhão. Existem muitos diferenciais no Roadmaster, mas o mais óbvio e o primeiro a se perceber é o pão. Até porque é difícil achar um pão de hambúrguer que se destaque do resto, a maioria quando quer caprichar na casca substitui pelo arcaico pão d’água. Mas o pão de hambúrguer do JPL é tão macio que chega a ser imediatamente digerido pela amilase da saliva, quase não restando consistência que o faça lembrar que por ali, há pouco tempo, passou um pão. Nem o gergelim sobra direito para contar história, é como aquela mistureba ácida que preparam no final do Retrato de Dorian Gray, algo intenso, cheiroso e inesquecível. Tipo meu pau.

Agora, a carne não fica atrás. Feita no fogo alto, mas temperada secretamente, de maneira que nem seus chapeiros tem noção da fórmula, o disco de hambúrguer vem embalado e congelado pronto para fritar, e fica ali no segundo andar para quem quiser ver como o lance é feito. A carne não perde água e ainda assim, não esparrama seus sucos vitais pelo prato mais do que o barbecue da cebola, embora não deixe de tingir um pouco as duas faces do pão. A crosta não fica crocante de queimado, e ainda assim, ele não desmonta. É algo realmente impressionante de se conseguir em uma carne, acredite em mim porque de vez em quando eu me aventuro no meu George Foreman.

A cebola serve, como sempre, para pouca coisa. No caso aqui, dar alguma consistência a uma pasta em formato de hambúrguer, pão e queijos. A crocância de suas folhas dá um sentido de unitarismo ao bolo alimentar, e delimita sua forma e avisa nossos molares sobre seu real volume. Mas é verdura e verdura aqui não tem vez.

E por fim, há o queijo. Ou melhor, os queijos. Cheddar combina com cebola, pão e carne, mas ainda que esse cheddar fosse de verdade ao invés do queijo processado, e falasse a língua dos anjos e falasse a língua dos homens, sem essa mussarela quase fritinha ele nada seria. Ora, o que a mussarela tem que o cheddar não tem? Em primeiro lugar, sabor; em segundo lugar, elasticidade; em terceiro lugar, experiência no tatame para saber que o lugar de um queijo é colado na carne, coisa que uma pastinha de cheddar nunca vai fazer. Não há cheddar brasileiro que resista num pão à passada de um dedo. Cai tudo no prato, mas graças à mussarela velha de guerra, há justaposição de queijos e carne numa dança cigana, linda e sensual, uma forésia entre uma anêmona e um paguro, um número de trapézio em que o cheddar quer o ar, mas a mussarela o puxa para solo firme.

Não podemos nos esquecer da batata. Mas é que depois de falar tudo isso, não importa muito o que eu falar da batata, né? Mesmo assim, ela é muito boa. Contentem-se com isso porque aqui não é good batata, aqui é GOOD BURGER MANEEEEEHHHH!!!

Ficha técnica:

Roadmaster

Ingredientes: “200g. do nosso suculento hambúrguer grelhado, queijo mussarella (com dois Ls porque nego é chique), cebola ao molho barbecue, cheddar e batatas fritas crocantes (é bom mesmo que seja crocante, a única razão pela qual a gente frita alguma coisa é pra ficar crocante!)

Preço: R$ 20,90 (O pessoal fica dando prêmio e a galera joga o preço lá em cima).

Ponto alto: hambúrguer metafísico, pão que dissolve na amilase, mussarela simbiótica e barbecue pra caralho.

Ponto baixo: Preço alto.

Avaliação: A

O JPL Burgers fica na Av. Vicente Machado, 833, no Batel. Curitiba – PR. (41) 3024-2910

 
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Publicado por em 01/10/2013 em Uncategorized

 

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Mister Dog – Big Calabresa

Não tem frescura, não tem quadro do Elvis, não custa 28reais, não tem decoração kitsch e nem música lounge. Uma televisão grande passando Jornal Nacional, mesas e cadeiras vermelhas de plástico da coca-cola, um único atendente atencioso, cardápios já disponíveis em todas as mesas, um lugar tranquilo e meio de família, coisa que só se encontra fora desse circuito supervalorizado e glamourizado de hambúrgueres gourmets, especiais, primes e et cetera.
O negócio aqui é simplão, tá ligado!

As vezes canso desses lugares da moda, lugares que são meio pré-balada, lugar em que todo mundo vai arrumado, como no Batel, ou lugares onde o povo vai para ver e ser visto, como na Trajano Reis. Ando meio enfastiado dessas babaquices. Quero só sentar e comer, simples assim.
A parada no Mister Dog é tipo lanchonete, não acompanha batata-frita, não tem viadagem decorativa no prato, o sanduiche vem num saquinho de papel branco, clássico.
Mister Dog tem esse nome porque o prato principal da casa é o cachorro quente, são dezessete (!) opções de hot-dogs, contra seis (boas) opções de hambúrguer.
O lugar tem todas as características das lanchonetes dos bairros mais afastados, ou de cidades do interior como foi citado no blog Baixa Gastronomia, da Gazeta, que deu origem às recomendações que recebemos, e nem fica na C.I.C, no Capão da Imbuia ou em Colombo… ou seja, a chance de chegarem atirando em todo mundo na procura de um nóia com dívida na boca vai ser mínima, mas a chance de furtarem o seu carro é alta, já que o Água Verde é o bairro com maior número de furto de veículos. Já avisava o poeta da juventude anos 00, Chorão.
“Nem tudo lhe cai bem.
É um risco que se assume.
O bom é não iludir ninguém.”

Ah, o nome “Mister Dog” parece que não é oficial, tanto que não tem placa nem nada, mas no cardápio ainda está assim e nós vamos chamar disso. A foto no início do post está uma porcaria mas da para perceber a placa da Pizzaria que fica ao lado, é a melhor referência para achar o lugar.

Só mais um detalhe antes de falar de comida, que é pra que foi inventada essa bagaça afinal: uma coisa que chama atenção no ambiente é o caixa na hora de pagar (na real eu reparei logo que entrei), você fica vendo o cara inteiro, é engraçado, o caixa é uma cabine feita nos moldes e na mesma onda arquitetônica que inspirou as paredes de vidro do Kharina Batel. Saca só!

E vocês tirando foto e achando o Sláinte super descolado com aquela cabine telefônica importada.

Agora o Big Calabresa.


Meu contato com linguiça calabresa é quase sempre nas pizzas e as vezes nos X-tudos, e como um X-calabresa ainda não tinha rolado aqui no blog, foi esse o escolhido.
Uma coisa boa dessa calabresa, contrária ao que sugere o nome da pimenta calabresa, é que não é apimentada. Não gosto muito de coisas apimentadas ou picantes, (só das Spice Girls, rá-rá-rá!), acho foda quando você pede pizza e vem calabresa apimentada e ainda colocam um monte de cebola… mas o negócio aqui não é pizza, é hambúrguer, e essa combinação é bem interessante, porquinho e vaquinha são amigos até depois da morte. Bacon com hambúrguer, linguiça com hambúrguer, tudo combina.
A calabresa fatiada fina, junto do hambúrguer, da uma consistência boa ao mastigar, é como se fosse um hambúrguer maior e mais macio, e com gosto de calabresa, claro!

Não é porque simpatizei com o lugar que vou aliviar, aqui a gente não alivia pra ninguém (a não ser que pague muito bem, aí a gente pode conversar! -risos-). O hambúrguer estava bem passado, 200g de carne bem passada, e um tanto seca.
Não é um hambúrguer gordo ou alto, ele é meio fino(mais ou menos um dedo), porém, grande no diâmetro.
Bem passado quase sempre quer dizer seco, o Big Calabresa padeceu do mal do Mustang Sally. Mesmo problema, mesma solução, maionese para curar a secura da carne e lubrificar as coronárias!
E aí aparece um diferencial do lugar. Além da maionese normal, são mais cinco bisnagas com molhos, ou seja, 6 opções de complementos. E tem lugar aí que fica regulando e quer cobrar por um molhinho extra, pfff!
Tem umas duas bisnagas com mostardas, uma de catchup, uma que eu acho que é pimenta, e uma maionese verdinha especial — o especial é por minha conta, pra mim ela foi especial, adorei aquilo!
É uma mistura muito suave de maionese, alho, cheiro-verde e talvez mais alguma coisa que não tenha identificado. Geral fala da maionese do Come-Come (e a verdade é que ela é mais comentada do que realmente saborosa) porque não experimentou essa.
Salada bem fresca, olha esse alface que crespa e que salta, não só aos olhos, e que dá uma benfazeja crocância, além do tomate que foi importante já que a carne estava um pouco seca, mas ao mesmo tempo acho que o tomate rouba um pouco o gosto da calabresa, nada de mais mas da uma roubada.
O queijo confesso que nem reparei, ou seja, poderia ter um pouco mais para que fosse mais representativo e ajudaria a dar uma liga melhor.
Tudo isso dentro de num pão de leite grande e macio, sem gergelim, que para ficar mais típico de lanchonete de interior, poderia ter sido colocado na chapa para dar uma tostadinha. Por enquanto só o Guiolla fez isso e ganhou minha admiração. (outros também ganharam, mas por outros motivos).

Resumindo, se estiver passando pelo  Água Verde, ache a tal Avenida dos Estados e vai até quase o final, no sentido do bairro. Vale dar uma passada para encher a pança.


Ficha técnica:

Big Calabresa

Ingredientes: “Big pão, hambúrguer 200g, queijo, calabresa fatiada, alface, tomate, maionese e catchup.”

Preço: R$12,00 mais uma coca-cola lata e 50% de uma porção de batatas fritas, ficou R$18,40.

Ponto alto: O tamanho, preço, e o molhinho verde especial.

Ponto baixo: A carne seca.

Avaliação: C+

O Mister Dog fica na Avenida dos Estados, 1250, esquina com a Rua Morretes, no Água Verde. (41) 3408-0884.

 
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Publicado por em 10/04/2012 em Uncategorized

 

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