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O GiraMundo – Hambúrguer Especial

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Fim de ano chegando, a última correria, uns dias de folga entre natal e ano novo e até férias para alguns não esquecerem de como a vida real deveria ser. E férias lembra o que?!
Tempo de viajar, sair por aí, relaxar, cair em roubadas, rodar pelo mundo ou pelo bairro, conhecer lugares novos ou rever os que gostamos. Encontrar gente diferente, novos cheiros e sabores  também, e foi numa dessas que fomos parar em um café recém aberto em Curitiba que tem essa vibe.

E se tem coisa que a gente gosta tanto quanto hambúrguer é viajar.

Tem aquela frase muito compartilhada no face em tempos de férias, do Mario Quintana, “Viajar é mudar a roupa da alma”. Pela minha pouca experiência posso falar que quando a gente viaja, principalmente se for um período meio longo, acaba virando outra pessoa enquanto descobre o seu destino (destino sina e destino local de chegada). Quando voltamos, é a nova pessoa que está de volta, é você um pouco mais evoluído com as experiências da viagem…  mas aí o tempo passa e a gente tem que cuidar para não voltar a ser o antigo eu. No meu caso um implicante deprimido.
Sobre a frase do Quintana, prefiro dizer que muda a vida mesmo, sou um racionalista, ateu desalmado, mas muito consciente da vida aqui e agora. Recomendo para todo mundo viajar, ainda mais se estiver meio fodido ou perdido na vida, aí é algo quase obrigatório. Melhor que gastar dinheiro com terapia ou antidepressivo, você vai se entender melhor, entender um pouco das diferenças do mundo e a vida, on the road.
Seja um viajante e não um turista.

Bora falar de lanche?!

No água verde, bairro que não passamos desde o Mister Dog e a melhor maionese verde da cidade, encontramos o “O GiraMundo”.

O lugar é uma casa transformada em café, numa vibe meio hostel. Tem uma máquina de café que por fora lembra a traseira de um cadillac vermelho, que lembra meus planos de pegar aquelas longas retas da Route 66 num conversível ouvindo um Rancid, carregando armas e dinheiro, acompanhado de uma garota de bikini com cabelos ao vento ou um chimpanzé com roupas de gente.(férias é pra sonhar, galera!).
No café também tinha um robô gigante climatizador, coisa que precisa numa Curitiba com clima de deserto, 30° de tarde e 10° à noite. Mas um cara chegou e levou ele embora.
Na parede pintada de verde tem uma lista dessas cervejas especiais escritas em giz, além de camisetas e outros souvenirs ao lado do balcão, as outras paredes são laranja e marrom, um lance meio Irish cervejeiro.
São só cinco mesas, todas são de madeira e lisinhas (gosto de passar a mão em coisas lisas como mesas, capas de livros, pessoas…), mas em uma tem cadeiras estofadas e uma cadeira dupla, cabe um casal na mesma cadeira ou um gordo confortável.
Isso tudo embalado por som ambiente de rock/blues e vídeos de surf na tv.

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A primeira impressão é: “Que pequenininho!”
A segunda é: “Quanto queijo, que legal!”
A terceira e já na primeira mordida: “Que pão lazarento.”

Já vou começar pelo ponto negativo, o pão não sei o que de cerveja.
Legal inovar e tentar uma coisa diferente, dar uma cara própria às coisas, mas não é sempre que dá certo, né?! Esse foi um caso que não deu. Talvez manter no arroz com feijão dos pães de hambúrguer funcionaria melhor.
Esse pão de cerveja ficou massudo, pesado, borrachudo, a fermentação dos levedos não rolou direito e a massa também estava um pouco crua no meio. E com farinha por cima. Farinha por cima é foda, gruda tudo nos dedos, na barba… mas isso é frescura minha, o resto não é.
Chegou uma hora que desisti e comecei a comer apenas o recheio, depois voltei à tampa do pão só para cumprir tabela e não desperdiçar nada.

O recheio é simples e do jeito que tem que ser, só o básico e o gostoso. Carne, bacon, queijo e maionese (tinha cebola caramelizada, mas quem acompanha isso aqui e leu o último post já se liga que pedi sem). A maionese parece ser boa mas se perde no pão grosso.

O queijo é uma beleza, enche os olhos e logo de cara se percebe que esses caras são dos meus, não ficam regulando e colocando só aquela única fatiazinha de queijo. Aqui o negócio quase embrulha a carne, é uma camada grossa e salgada de cheddar. Ponto bem positivo.

A carne tem aquele tempero dito caseiro de sal, cebola e um verdinho (verdinho pra mim é todo qualquer tempero verde, não sei o nome dessas paradas).Tem um tamanho legal ou pelo menos suficiente. Quanto ao ponto, estava quase lá, um pouco seca, mas nem se tratava tanto do ponto, acho que um pouco mais de gordura na carne deixaria mais suculenta, gostosa e menos fibrosa.

Em cima da carne, o queijo, em cima do queijo o bacon.  Generosa fatia de bacon cortado em tira e umas lascas grandes que dão consistência e um pouco mais de sal e sabor ao morder. Na foto aparece bem a parte da gordura, mas ele tinha uma boa carninha também.

Acompanha batatas chips, fininhas, bem sequinhas e crocantes. Um potinho de molho adocicado com gosto de fumaça, barbecue.(sem essa de cobrar extra por um potinho de molho como uns lugares sem vergonhas fazem).
O refri é servido num tipo de taça de vinho, gosto de copos diferentes mesmo para tomar refrigerante.

Surpreendentemente o bicho tem um fator sustância bom, deve ser por conta do pão pesado.

No final o cara fez a conta de cabeça no papel, no melhor estilo do finado seu Zé e o Alvaro do Montesquieu.

Para fechar, uma dica natalina e não hamburguística. Uma fatia de chocotone, doce de leite e outra fatia de chocotone. De nada!

Semana que vem tem mais um post novo do Yuri. Eu vou ficando por aqui. Até janeiro.

See you mothafuckers, ho-ho-ho!!

Ficha técnica:

Hambúrguer Especial

Ingredientes: “Hambúrguer caseiro com queijo cheddar, fatias de bacon, cebola caramelizada e maionese no pão de cerveja. Acompanha batatas chips.”

Preço: R$18,00 mais uma coca-cola lata de R$4,00(!) ficou R$22,00.

Ponto alto: A quantidade do queijo e o bacon bem servido.

Ponto baixo: Definitivamente, o pão não agradou.

Avaliação: C+

O GiraMundo Café fica na Rua Santa Catarina,456, no Água Verde. Funciona de Terça à Sábado das 15h-22h e Domingo 15h-20h. (41) 3205-0437. Fica ao lado de um boteco de tiozinho, daqueles todo amarelo da skol.

 
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Publicado por em 12/13/2013 em Uncategorized

 

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Atelier Bistrô & Bar – ABBURGUER (II)

atelierbistroMais uma vez volto ao tema da harmonia, que tanto me fascina. Porém, se da outra vez, quando discorri sobre o Fats Domino do Peggy Sue, tratei da harmonia em seu conceito amplo e teórico, gostaria de tecer algumas palavras sobre a harmonia gastronômica, e de uma maneira bem simples, para que todos possam entender.

Pois bem: a harmonia na comida é um conceito incomensurável, ainda que não seja um conceito incompreendido. Para essa grande máquina orgânica que é o corpo humano, a harmonia basta ao ser sentida. Ponto. Entretanto, explicar as palpitações do coração e a receptação das papilas gustativas, como tudo que nos tange, é difícil. O famoso quadro de Rembrandt, A Lição de Anatomia do Dr. Tulp, de certa maneira ironiza essa nossa pobreza científica no empirismo nosso de cada dia. Para quem não se lembra, eis aqui o quadro.

Dr Tulp

Rembrandt, mestre do chiaroscuro da arte holandesa, tem o costume de fazer, em quadros com muitos personagens, com que nenhum deles olhe para o mesmo lado. Ironicamente, nesta Lição de Anatomia, nenhum dos pupilos do Dr. Tulp – nem ele mesmo – está olhando para o cadáver que está pronto para ser dissecado. A grande maioria olha para o livro que está aberto no canto inferior direito da tela, onde está, de fato, a lição de anatomia. Isso tanto indica o rigor teórico dos avanços médicos da época quanto reflete o ensinamento de Descartes, que orientava desviar o olho da carne incompreensível e dirigi-lo para a máquina organizada – no caso, o diagrama corpóreo retratado no livro. Agora, caso vocês tenham a sensibilidade de reparar, e algum conhecimento de anatomia, verão que, em primeiro lugar, a mão do cadáver, um ladrão chamado Aris Kindt, está desproporcionalmente maior que seu corpo, e, em segundo lugar, que os tendões estão invertidos. Em resumo: a mão retratada ali no quadro é uma mão direita, quando deveria ser a esquerda. A isso dizem que se deve ao fato de Rembrandt se identificar muito mais com o ladrão e a violência lhe infligida ao corpo do que com o grupo que lhe encomendou a pintura. Mas eu acho que a crítica aqui – concordando obviamente que Rembrandt nunca cometeria um erro desse de propósito – é justamente a mesma ao ensinamento cartesiano: conhecer é sentir. Conhecer é abandonar os preceitos e deixar-se surpreender, deixar-se descobrir.

A harmonia, dessa mesma forma, é sentida, e percebida não com base em experiências anteriores imperfeitas, mas por meio de uma tênue, porém resistente sintonia com o cosmos e o corpo. De que outra forma poderíamos calcular, ao simples gosto, a proporção entre açúcar e sal, entre farinha e carne, entre queijo e salada? Na clássica brincadeira da aula de matemática, somar laranjas com maçãs é uma tarefa apenas para a subjetiva e paradoxalmente precisa calculadora do corpo humano.

O Abburger, batizado a partir de uma sacadinha meio infame com as iniciais do Ateliê Bistrô Bar, me surpreendeu por sua harmoniosa combinação de carne, pasta de gorgonzola, cebola caramelizada, maionese de pimentão, alface tomate e brioche – e, coisa rara dessas minhas escrivinhações, estou ficando com água na boca só de descrevê-lo. Não imaginaria que um pão doce e massudo poderia ser uma combinação perfeita para uma carne suculenta e grossa. E que um queijo forte como gorgonzola cairia tão bem com uma cebola caramelizada e uma salada fresca. Mas, por outro lado, essa aproximação de elementos aparentemente opostos não está tão longe daquele modelo do cosmos organizado e misturado proposto no yin-yang. É, de certa maneira, o Abburger é o yin-yang dos hambúrgueres.

Ateliê Bistrô e Bar

A maionese é outra grata surpresa. Forte e bem temperada, dá a liga ente o estado líquido do que escorre de dentro da carne e o estado esponjoso do interior do brioche – feito no local, segundo o cardápio, como todos os outros elementos. Só faltou dizer que o bacon, que eu não pedi por razões de diversidade, era de um porco abatido e despelado no mesmo dia. Tudo caseiro e muito bem feito. A mordida é macia e o gosto escorre goela abaixo, passando por todos os cantos da boca.

A batata-frita não é do meu agrado, mas não dá pra culpar os caras pela tentativa e pela identidade impressa no lanche. Um sujeito que faz uma batata frita como essas para acompanhar um lanche como esses quer dizer muito sem dizer nenhuma palavra. Quer dizer, em primeiro lugar, que o estabelecimento cortesmente troca civilidade industrial por brutalidade rústica, quer você goste disso enquanto valor pós-moderno, quer não. Quer dizer também que o lugar e o momento das tradicionais batatas rústicas, cortadas em longos pedaços, compete com a carnosidade da carne (sem nenhuma redundância aqui, acreditem), e que as batatas tortas e orgânicas apresentadas são, antes de tudo, alternativas de textura para um prato praticamente completo neste quesito. Mas quer dizer, principalmente, que a apresentação e os ingredientes é, antes de tudo, uma prerrogativa do chef que, uma vez comprovada sua competência, não deve ser questionada, mesmo que ele escreva certo por batatas tortas. E acho que o Ateliê Bistrô e Bar passa isso como ninguém em seu Abburger. Realmente um lugar nota A que vale a visita.

Ficha técnica:

ABBURGUER (segunda variação)

Ingredientes: “brioche, 180g de fraldinha e entrecôte, creme de gorgonzola, cebola caramelizada, leve maionese de pimentão, além da batatinha frita para acompanhar”.

Preço: R$25,00 + uma coca lata R$4,50 + 10% = R$32,45

Ponto alto: Tudo

Ponto baixo: O preço e, talvez, a batata, num ponto baixo extremamente arbitrário. E o fato de só fazerem hambúrguer na quarta-feira. 😦

Avaliação: A

O Atelier Bistrô & Bar fica na Alameda Augusto Stellfeld, 1527, no batel.  Tem um celular como contato no facebook, sei lá, liguem aí pra ver (41) 8808-2232. Funciona de terça à sexta 19:00 – 00:30, sábados das 11:45 – 15:30 e 19:00 – 00:30, domingos das 10:00 – 15:30.

 
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Publicado por em 11/29/2013 em Uncategorized

 

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Denver Burger & Grill – Denver Bacon

Denver

Fomos parar no Denver Burger & Grill por causa dessa foto que apareceu um dia no facebook.

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Mas é o Madero?!
Não. É um emulador do Madero. É o Denver.

Depois do Batha com o cardápio que explicitava “igual a cebola do Outback”, e o molho bigméki,  outra surpresa da região do CIC e do 666 Novo Mundo (pra quem não sabe 666 é o número do ônibus da linha Novo Mundo, e número da besta também). Acho engraçado que essa galera não tá nem aí para direito autoral, propriedade intelectual, plágio … na verdade eu também não, eles e os advogados que se entendam. Estou mais interessado em comer e que o negócio seja bom, cópia ou não.

Lá fomos nós para o outro lado da cidade.
Por fora o Denver é meio escuro, por um momento achei que estava fechado por causa do vidro fumê que faz parecer estar com as luzes apagadas, mas não estava.  O lugar parece ser bem novo, tudo arrumadinho ainda, mesas e cadeiras de madeira, o primeiro ambiente logo na entrada é todo em madeira, até teto. Sentamos na parte mais interna por estar mais claro pra fazer as fotos. Essa parte é onde fica o bar, tem um balcão com umas luminárias, várias garrafas de whisky decorando(?) o ambiente.
Nenhuma Jack Daniels, mas isso me lembrou que sinto uma certa vergonha quando vejo você, jovem roqueiro(a), tirando foto segurando garrafa de Jack Daniels como se fosse algo super legal. Parem de ser manés.
Nada de muita frescura no lugar, mas me passou a impressão de ser bem limpo. E isso é bom em um lugar que você vai comer. Que tenham mais lugares assim nos bairros. Descentralizar o poder, valorizar o bairro onde se mora, movimentar e colocar o povo na rua, tudo isso ajuda a inibir um pouco a bandidagem, é bom.
O Denver é um lugar família, até tinha mesmo uma família com criança e tudo, parece que o povo também trabalha em família.

Tocou sertanejo universitário da hora que chegamos até a hora que fomos embora, infelizmente deve ser uma constante do recinto.

O refrigerante é servido em taça, tipo de vinho, gosto de copos diferentes para tomar refrigerante. Em casa tomo em xícara, caneco, copo de requeijão…

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Não sei se é assim ou se hoje tinha acabado o papel que embalam e servem o sanduíche, mas parece que pegaram uma folha do Chamequinho na impressora, forraram com guardanapo e enrolaram as pontas. Funcional, improvisado, inventivo, mas muito estranho! O meu tinha um adesivinho falando que era o Denver Bacon.

Demorou um pouco além do que a gente considera normal ou está acostumado, levou uns 20 min ou mais. Mas a moça que nos atendeu foi bem educada desde a hora que chegamos, até puxou uma cadeira para colocarmos as bolsas, vou dar um desconto.

O pão é um pão francês bolinha. É um pouco seco, bem quebradiço na parte de fora, mas o miolo era macio. Não curto muito pão quebradiço que enche o prato de farelo e cascas partidas. Parece pão que você come em casa com margarina.

Só uma fatia de queijo cheddar processado, aquele que sempre parece um plástico e que nem derrete, só fica mole. Ele quase da uma cremosidade ao morder e mastigar, mas é pouco, uma pena. Sério, tinha que ter duas fatias pra ficar legal, e umas quatro pra ficar loco!

Não sei se a carne é Friboi, mas gostei. Tem seu tempero e tem um bom tamanho, no cardápio diz 200g, é um hambúrguer gordinho. Às vezes, em algumas mordidas, rolava até um gosto de churrasco, de fumaça, e isso é legal. O hambúrguer nem estava tão passado e estava um pouco seco, acho que nem é questão do ponto da carne, mas sim da quantidade de gordura. Mais gordura e ficaria mais suculento, logo, mais gostoso.

Tem também uns pedaços de bacon em tiras, cortado até um pouco grosso, legal de ver. Seria perfeito se não fosse pelo fato do bacon estar bizarramente mal passado de um lado e carbonizado do outro. Estava amargo, com gosto de queimado mesmo. Um pecado fazer isso com o beican.

Tem uma saladinha, inha mesmo.  Devia ter uma rodela e mais e 1/3 de rodela de tomate, algumas partes de alface ralada. Junto tem um pouco de maionese, que se faz necessária devida a falta de sucos vitais da carne, mas assim como quase tudo nesse hambúrguer, poderia vir mais.

Acompanha umas boas e bem douradas batatas fritas.

Como dizem os chatos apreciadores de café, rola um retrogosto de casca de limão com eucalipto da montanha e bibibi … nesse pós lembra o Madero mesmo, algum tempo depois de comer rolou tipo uns refluxos e aí você sente o gosto do sanduíche. Sou meio Homer Simpson, nessa hora, paro e penso: “humm hambúrguer… gostoso…”.

Parece, mas não é um Madero. Embora esteja no caminho ainda tem chão para chegar no Don Vito Durski.

Ficha técnica:

Denver Bacon

Ingredientes: “Hambúrguer com 200g, bacon, queijo cheddar, maionese, tomate, alface, cebola e pão”.

Preço: R$14,80, com uma coca lata ficou R$18,15 (não sei se tem 10%).

Ponto alto: No geral é bom.

Ponto baixo: Bacon queimado, pouca quantidade dos componentes do sanduíche e é pequeno.

Avaliação: C

O Denver Burger & Grill fica na Rua Aleixo Skraba, 144,no Novo Mundo,  do lado de um Mercado. Funciona de  Segunda à Domingo, 18:00 – 00:00. Fone (41)3268-3297

 
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Publicado por em 10/25/2013 em Uncategorized

 

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Bravus Burger e Grill – Caesar Burger

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Mimetismo. O conceito, aqui emprestado da biologia, serve a animais que, por causa de sua aparência, conseguem se camuflar em certos ambientes ou passar por outros seres vivos, imitando assim uma outra forma de vida. O Caesar Burger, do Bravus Burger e Grill, simpático e pequeno estabelecimento no coração do batel, que, como qualquer outro, se vale dos clichês da arte pop cinquentista para sua modesta decoração, talvez seja o primeiro caso de mimetismo gastronômico da história deste blog.

Veja, não é que o hambúrguer em si esteja mimetizando outra comida, mas o lanche é batizado a partir da clássica fórmula de salada verde com carne (geralmente frango), queijo e molho característico a base de mostarda, parmesão e suco de limão. Então, de certa maneira, a intenção do chef foi fazer um hambúrguer com gosto de salada. E deixo para vocês adivinharem as razões para tão tresloucada e despropositada invenção. Uma salada com gosto de hambúrguer sim, seria a invenção do século, mas o contrário? Por quê? Pra quê? A quem interessa um hambúrguer com gosto de salada?

Enquanto vocês pensam nessas questões, aqui vai uma foto da criança.

Bravus Burger e Grill

A receita para esse hambúrguer é: Pão, hambúrguer, alface americana, molho caesar, parmesão e cheddar. Nem preciso dizer que debaixo do queijo cheddar — essa fatia de queijo processado, que, para ser bem sincero, não tem muito gosto de cheddar —, o parmesão desaparece por completo, misturado no molho e em meio a todo o sal da coisa.

O pão é bem macio e cheio de gergelim, e é levemente tostado, o que dá aquele balanço entre uma crosta crocante e um interior tenro, então é um ponto alto e relativamente falando, é meio caminho andado para um bom sanduíche. Pena que é só meio caminho andado, porque a outra metade do caminho ficou mesmo pela metade. A carne do hambúrguer é o maior mistério pra mim: ela é extremamente bem executada, mas muito mal temperada. O resultado é curioso: um puta hambúrguer suculento com gosto de absolutamente nada. Bom, ele passou um pouco do ponto também, isso deve ter ajudado. Inteiro da mesma cor, parece uma carne do Madero, mas só parece.

Agora vamos dar uma atenção especial à salada. Sim, porque a salada deve ser o principal nesse sanduíche, então dai a Caesar Burger o que é de Caesar Burger. Devo repetir aqui minha opinião de que o Caesar Burger é uma invenção muito pouco saliente para se constar num cardápio de hambúrgueres Premium, mas já que está aqui e que a ideia é fazer um hambúrguer com gosto de salada, acrescento que é bem impressionante o fato da ausência de um tomate deixar o lanche com um vazio de texturas até então impensável para mim. Mas é verdade. A falta de um tomate no alface ajudou a eximir o hambúrguer de sabores, quem diria. A alface é boa, como a próxima alface do próximo hambúrguer que eu vou comer, mas sério, quem se importa? É como se eu fizesse um sanduíche chamado Gergelim Burger, em que eu cobrisse o hambúrguer e o pão de gergelim e fizesse você prestar atenção numa parada que sempre esteve lá.

Mas Nego Dito, vocês diriam, o Caesar do nome se refere ao molho Caesar. Eu sei, amiguinho, e é disso que eu vou falar. Como posso colocar isso? Um molho para salada no hambúrguer simplesmente não combina. Caso encerrado.

Ah sim, por último, uma leve ilusão. O Caesar Burger é o único da página do cardápio ilustrado, e na foto podemos vê-lo rodeado por lindas batatinhas fritas. O problema é que essas batatas não vêm no sanduíche, e você precisa pagar mais 5 reais para ter um adicional, segundo a pequena lista de adicionais da carta. Aliás, essa lista é de uma incoerência matemática que eu imagino que se tem alguém com tutano que frequenta esse lugar, deve aproveitar bastante. Pegue, por exemplo, um cheese burger básico, que custa R$8,50. Pão, queijo e mussarela. Agora pegue um adicional de ovo (R$1) e um adicional de bacon (R$2). Total: R$11,50. Um real mais barato que o Egg Bacon Burger do cardápio, que vem com tudo isso e mais presunto – um ingrediente desprezível por qualquer um que goste de hambúrguer bem feito, mas altamente apreciável no x-burger de R$3 que você compra na padaria da sua casa com uma carninha mirrada. Que tal transformá-lo então em um Especial Cheese Burger, esse que o Murilo resenhou na semana passada? Basta um adicional de cheddar (R$2) e um de provolone (R$2) e voilà! A mesmíssima receita do cardápio acaba de ficar um real mais barata! Ao mesmo tempo, o Egg Burger custa a mesma coisa do Egg Bacon Burger, que tem um ingrediente a mais, e por aí vai. Olha, parabéns pra quem fez esse cardápio por dar ao homem comum, urbanoide proletário abatido, a oportunidade de se sentir um pouco malandro em ludibriar o estabelecimento com esses preços manipuláveis. É uma boa ação que o Bravus Burger e Grill faz por você.

Ficha técnica:

Caesar Burger

Ingredientes: “Pão, hamburger, alface americana, molho caesar, queijo parmesão e cheddar”.

Preço: R$15,50 + R$3,50 coca-cola em lata. Total: 20,90 (10% incluso).

Ponto alto:  Pão bom e carne bem executada.

Ponto baixo: Carne mal temperada, receita incipiente, preço e o fato de não vir com batatas.

Avaliação: D-

O Bravus Burger Grill que fomos fica na Av. Batel, 1.700, na frente de um tal Boteco Santi. Seg. – Sáb. 11:00 – 00:00 e Domingo das 17:00 – 00:00. Tem delivery, (41) 3010-2525.

 
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Publicado por em 08/16/2013 em Uncategorized

 

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Kaes Bar – Kaes Especial

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O Kaes Bar é um bar (não, jura?!) de cervejeiros, futeboleiros, estudantes da federal e fumadores de narguilé (potenciais homens tocha sem super poderes).
O lugar é uma casa antiga, com mesas de madeira e cadeiras com assento de palha trançada. A decoração é praticamente toda baseada em cerveja, quadros de cervejas, garrafas de cervejas, luminárias feita com camisinha de cerveja… No primeiro ambiente, o teto tem uma constelação formada com bolachas de chopp. A mesa em que ficamos tinha o tampo cravado de tampinhas (ou champinhas, como diria meu vô) de cerveja Klein.

Tivemos que pagar dois reais de entrada. Não sei se é todo dia, mas quem que cobra DOIS reais de entrada??
Deve ser porque era dia de futebol na TV, então os dois reais devem ser por causa do pay-per-view … Pode isso, Arnaldo? Pode isso, Anatel?

Enfim, o que nos interessa é que tem umas 10 opções de hambúrgueres, divididos em Premium e Classics. Tá certo que muda muito pouco entre um e outro, mas tudo bem, tem lugares que não tem nem tem três opções.

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O sanduba, como estamos vendo na foto, chama Kaes Especial, e chega pra gente aberto, bonito, analisável, aí cabe a você fechar o bicho e botar para dentro.

Uma das primeiras coisas que chamam atenção, logo em cima, são os cubinhos de bacon, fica bonito visto assim com o pão aberto, mas ao fechar eles meio que desaparecem, quase não são sentidos, percebi mesmo os que caíram e comi separadamente. Bacon em tiras seria melhor, sempre é.

Pãozão, no aumentativo mesmo porque o pão é grande. A base dele deve ter quase uns três dedos de altura. É o pão tradicional de X-salada de lanchonete, de leite, grande, com gergelins que vão se desprendendo e ficando pelo caminho.

Agora, uma coisa perturbadora, e logo a segunda coisa que reparei. Presunto. Colocar presunto e queijo num sanduíche dito premium? Não, né! Isso é coisa de X-salada que a gente come nos Chinas do centro. Colocou a alcunha de premium, a expectativa sobe e aí que o Kaes cai na própria armadilha.
Ainda não estamos nesse ponto de transformar o tosco, o old school, em hype. Tem que esperar passar um pouco mais a moda dos hambúrgueres chics para fazer um Origins desses.
Fora que o queijo nem vi direito por estar embrulhado no presunto e não em cima da carne onde é seu lugar.

A carne, tem 90 gramas, segundo o cardápio, quando li achei que seria bem pouca carne, mas surpreendentemente é um hamburguinho bem razoável. Já vi por aí dizerem que tem 120g e não era maior que esse. Alguém está errando a mão.
Com belas marcas de grelha, tipo de comercial, com um tempero verdinho caseiro, bem passada por fora, e quase bem passado por dentro mas sem perder a umidade, a carne é uma das coisas boas desse sanduíche.

Devia ter pedido sem o barbecue, as vezes esqueço as minhas próprias regras, e uma delas é: sem barbecue. Já disse aqui em outros posts que acho que barbecue contamina tudo, tudo fica com aquele gosto de fumaça adocicada (um lance meio narguile), e pra mim perde muito a graça da brincadeira se tudo fica só com esse gosto.
Minha teoria é que os molhos (maionese não entra nessa) tem que ser servidos à parte. A não ser que seja um molho especial que faça parte da poção mágica que é um hambúrguer premium, gourmet, prime, especial ou outro nome desses.
Se não, faz como vi dia desses no JPL, coloca só um pouco no pão e manda mais num potinho. Simples, né. Se você quiser se entupir de molho fica a vontade, mas se não quiser, deixe estar.

Depois de tudo isso, tem a salada de alface, fresca e crocante, além da rodela quase imperceptível de tomate que repousava tranquilamente na em sua king size que era a metade de baixo do pão.
Acompanha molho/maionese de cebola, alho e verdinho,(num potinho extra). Meio mais ou menos esse molho verde, o melhor da cidade ainda é o do Mister Dog.

O acompanhamento de batatas foi surpreendente e também foi das primeiras coisas que chamaram a nossa atenção, ainda na mão do garçom. São batatas chips, até aí tudo bem, se não fossem chips tipo salgadinho industrializado que você compra no mercado. Vem meio saco de Yokitos ou outra “batata” dessas lisas, assadas ou fritas. Bem estranho e bem meia boca… mas comi as minhas e as do segundo hambúrguer do Yuri que vocês vão ver aqui semana que vem.

Embora não seja dos maiores, sustentou até umas hora, jão! O que é bem bom para um hambúrguer de 90g e menos de 10 reais.

Ficha técnica:

Kaes Especial

Ingredientes:  “Pão especial, maionese, hambúrguer 90g, queijo, presunto, alface, tomate, cebola, bacon e barbecue.”

Preço: R$9,50 + Coca-Cola lata R$3,50 e R$2 de entrada. R$15,00

Ponto alto: Preço camarada, carne boa, sustenta…

Ponto baixo: Cobrar entrada, batatas chips de mercado, presunto.

Avaliação: C-

O Kaes Bar fica na Rua Doutor Manoel Pedro, 715, no Cabral. Funciona de segunda à quinta 18h-00h. Sexta e sábado 18h-02h. (41)3253-3997.

 
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Publicado por em 04/05/2013 em Uncategorized

 

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Rause – Rause Bovino

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Rause que se escreve como se fala, e não House de casa em inglês (ou do Dr. House), como eu achava que era quando só tinha ouvido falar do lugar.

É uma casa pequena, tem umas quatro ou cinco mesas. Nesse dia numa delas tinha um grupo de umas 4 pessoas falando em inglês, um sofázinho de dois lugares vazio, pufs quadrados com rodinhas em frente a uma mesa vermelha, baixa, em forma de gota (que foi onde ficamos), e uns 4 lugares no balcão, dois deles ocupados, um por um cara e outro por uma japonesa de uns 30 anos, nos lábios um batom vermelho vivo e um rosto branco como uma maquiagem de Kabuki, roupa preta, elegante. Atrás de mim acho que duas mulheres tomavam vinho sentadas em cadeiras mais altas.

No balcão tem um espelho, assim como na Pastelaria Brasileira, você pode comer se olhando se for um filho da puta narcisista ou olhando outras pessoas e não se sentir tão sozinho, ou também olhando dissimuladamente as(os) gatinhas(os) no ambiente. E no balcão ainda tem alguns livros, revistas, e até uns joguinhos como Dama, Xadrez ou Gamão. (Até perdi para o Yuri uma partida de Damas enquanto esperávamos o hambúrguer). Além da lateral de vidro que dá para a rua e tem uma bancada em que se pode sentar também, tem até umas almofadinhas para você se sentir em casa comendo com uma almofada no colo.

Uma coisa legal que me chamou atenção é que eles oferecem “água free”. Algo útil quando se dá uma de criança e pede uma vaca-preta (sorvete com Coca-Cola) antes da comida. Vaca-preta é outra coisa bem legal, mas não vou falar sobre isso.
“Nossa, grande coisa…água grátis”. Mas na balada uma garrafinha custa até quatro reais, e da marca mais vagabunda que tiver, e quatro reais numa água pra mim é grande coisa sim.
Sempre achei meio sacanagem cobrar, ainda mais se for caro, por água. Sem água a gente morre! Cadê o espírito cristão, cacete!?
E qualquer que tiver dado só que seja um copo de água fria a um destes pequenos, em nome de discípulo, em verdade vos digo que de modo algum perderá o seu galardão”. Mateus, 10:42.

Lá tem uma jarra vermelha com água e o escrito na parede: “H2O Filtrada, Refrescante, Gratuita.”
Enfim, achei legal isso da água grátis (e a gente se contenta com pouco, nessa vida, né?!).

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O cardápio fica todo escrito na parede, com giz, tipo um quadro negro da escola. A não ser que você estude no Positivo que hoje deve ser uma tela touch screen 3D de realidade aumentada e o caralho a quatro.
Me lembrou de quando na escola a professora mandava ir ao quadro fazer alguma coisa, e eu sempre burro e tímido, mas malandro, dizia que tinha alergia ao giz só pra não ir lá na frente. Incrivelmente essa desculpa colava e ela chamava outro.

Não vou falar nada dessa vertente minimalista dos nomes dos sanduíches porque o Yuri já falou bastante no post da Mãe Joana. Fui de bovino, hambúrguer bovino, ou apenas hambúrguer já que subentende-se que seja carne de boi. Essas coisas de salmão, frango, soja e outras coisas é tudo frescura de gente moderna. Hambúruger é de carne bovina e ponto final.

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Visto de cima não sei porque me lembrou um palhaço, deve ser o nariz vermelho de tomatinho cereja… ou minha imaginação fértil com muita açucar (vacapreta) na cabeça.

Logo de cara, se forem comer lá, prestem atenção numa coisa muito importante. Tem um palito de dente stealth enfiado no meio do sanduíche. Por quê?! Nem é um sanduíche tão grande assim que precise ser estruturado por um palito para firmar, como o Memphis Tudo e seu palito de churrasco.
Não vi o palito e na primeira mordida o que senti foi uma espetada no queixo, quase como uma abelha te ferroando. Mas como bom representante da categoria dos machos, tirei o palito como quem tira o ferrão (sabiam que alguns órgãos da abelha vem junto do ferrão quando ela te pica? Por isso ela morre depois.) e continuei comendo como se nada tivesse acontecido.

Pão de hambúrguer branquinho e bem macio, mas com aquela farinha de milho que normalmente vem nos pães d’água.
Você segura o hambúrguer, aí enche a mão com as bolinhas de farinha, solta o hambúrguer, passa os dedos uns nos outros para tirar um pouco da farinha, pega o guardanapo para tirar o resto e só aí conseguir pegar o copo com a mão limpa. . . acho que é por causa disso que te oferecem talheres: para pessoas mais civilizadas comerem sem se sujar, ou se sujando menos. Não tinha pensado nisso.
E pela segunda vez (a primeira foi no romântico Guiolla) em toda as nossas andanças, um pão foi para a chapa e ficou levemente tostadinho e crocante nas partes internas. Aí sim, macio por fora e com parte tostadinha crocante. Ponto para o Dr.Rause.

Como todo x-salada, acompanha queijo, maionese, tomate e alface.
O queijo pra mim é queijo prato, é amarelo, mas o Yuri disse que pode ser um outro, mas aí não seria um X-salada se fosse um queijo bom, e aqui nesse sanduba do Rause vale a minha ideia de que quase sempre pode ter um pouco mais desse querido laticínio derretido.
Sobre a salada não há o que falar. Alface fresca, umas duas rodelas finas de tomate também frescos,Ok.

Agora o ponto alto do sanduba. Alto mesmo: um baita hambúrguer de dois dedos de altura.
Foi legal ver  a carne aparentemente bem passada, escura,  mas saborosa e macia sem estar seca, surpreendendo até este que vos escreve que acha que a carne tem que estar borbulhando sucos vitais para estar boa. Nesse dia aprendi que carne bem passada nem sempre é seca e pode estar boa, se bem feita, o que infelizmente não é a regra.
Agora vou compartilhar com vocês uma coisa que pensei já que o tempero desse hambúrguer é parecido com o clássico bolinho de carne do Montesquieu (Lugar do X-montanha pra quem não liga o nome à pessoa). Tempero caseirão de alho, cebola, e uns verdinhos.
Um X-Bolinho, do Seu Zé, hoje deve custar uns cinco reais, há alguns anos atrás era tudo que eu poderia pagar, era jovem e sem grana. Hoje continuo sem grana mas consigo ir num lugar “melhor”, mais bonito, mais confortável e tal, mesmo que seja para comer algo parecido. Não que eu não coma um Montanha às vezes, mas hoje é mais por opção do que por não ter dinheiro para comer outra coisa. Enfim, não tem nada a ver com nada essa história, só queria contar porque foi uma das coisas que pensei enquanto comia, talvez alguns se identifiquem.

Contrario ao Yuri, eu gostei das batatas molengas não fritas. É novidade, e a princípio é estranho, mas são gostosas as batatas cozidas e temperadas com óleo e ervas, tipo tempero de carneiro, alecrim e sei lá mais o que que da um gostinho levemente adocicado. Elas ficam muito molinhas, quase desmanchando. Pena que vem tão pouco, uma meia dúzia de lascas apenas.
Uma dica é pegar o palito que vem oculto no meio do sanduíche e usar para comer as batatas sem engordurar os dedos. Essa foi tipo dica de etiqueta. Boa, heim!?

Resumindo, é um belo X-Salada de 16,00 de um lugar legal.

Ficha técnica:

Hambúrguer – bovino.

Ingredientes: Pão,hambúrguer, queijo, maionese, alface e tomate. Acompanha batatas.

Preço: R$16,00 + 7 reais de uma Vaca Preta (coca-cola lata e sorvete)+ 00,00 de um copo d’água = R$23,00.

Ponto alto: A carne e, sim, as batatas complementares.

Ponto baixo: Pouca batata e o preço alto para um X-salada. Ah, e o palito assassino.

Avaliação: B-

O Rause fica na Alameda Doutor Carlos de Carvalho, 696, no Centro (acho que é Centro). De segunda a sexta, das 9h às 23h e sábados das 12h às 18h.   (41) 3024-0696.

 
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Publicado por em 02/08/2013 em Uncategorized

 

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Charles Burguer – Cheese Creme de Milho

Charles Burguer, segundo eles, desde 1995, deve ser das mais antigas casas de hambúrguer da cidade. Talvez perca apenas para o Kharina. Ainda que não seja tão conhecido, e que eu não o tenha conhecido até esses dias, é das antigas, então há de se respeitar.
Charles me lembra diretamente a história de Charles Menezes, de 8 anos, o Charlinho que pode ter crescido e migrado para Curitiba onde abriu o Charles Burguer.  E também me lembra outro Charles de Menezes, o Jean Charles (R.I.P), o brasileiro “bem” recebido pela polícia britânica em um metrô de Londres com 7 tiros na cabeça. No climão triste e sofrido da vida dos Charles, o estabelecimento tocava um cd inteiro do Radiohead (e coincidentemente agora enquanto escrevo isso aqui está passando um especial do Radiohead na TV).

Fui de Cheese Creme de Milho. O creme de milho, que dá o tom dominante do lanche, era, na minha cabeça, como um creme meio grossinho, granulado e de cor amarelo claro, colocado numa pequena porção em cima do hambúrguer, tipo um curau ou uma pamonha mais molinha, ou até mesmo uma polenta como disse o Yuri enquanto pensávamos nas possibilidades dos cremes de milho. Essas eram as imagens mentais que criei do negócio, e aí olha só o que me chega na mesa.

Pensei em não colocar a foto para que vocês também pudessem fazer a mesma cara de “What The Fuck is This?!”, caso fossem experimentar esse sanduba.
Mas como eu não estaria lá para ver a cara de vocês, não teria tanta graça, então taí o bicho! Fiquei tão surpreso que nem sabia como fazer a foto.
Tá certo que às vezes pareço um mendigo, mas um hambúrguer com sopa de mendigo eu não esperava.

Dessa vez fui querer inovar, experimentar o diferente… e só serviu para me convencer a ficar no tradicional e manter minha missão de ver se os lugares acertam no clássico para depois querer experimentar alguma extravagância.
O creme de milho na verdade é um mingau com queijo e grãos de milho. Mingau, aquela base de amido de milho (maizena) e leite, que se colocar açúcar e canela fica um doce, e se colocar queijo, uma pitada de sal e milho, vira o Creme de Milho do Charles. Que na verdade é creme com milho, não de milho.
Imagina comigo a montagem do sanduíche(segunda vez no post que digo as coisas que imagino, sou muito imagético e imaginativo). Coloca no prato a parte de baixo do pão, aí carne e talvez um pouco de queijo (não consegui perceber o queijo), e aí vem uma avalanche de creme sendo derramado com uma concha em cima do hambúrguer, escorrendo e tomando conta de todo o prato, o hambúrguer e o pão de baixo, então é colocada a parte superior do pão e voilá.
E aqui volto a lembrar do Charlinho. Acho que esse mingau deve ser o que ele comia quando criança na escola, quando conseguia ir para aula, e anos depois tentou (sem muito sucesso) adaptar para um hambúrguer.

O pão é um pão de hambúrguer com um punhadinho de gergelim no alto e no meio, estava macio, bem fresco, do dia mesmo. O pão serviu mais para comer com o creme, tipo pão com sopa, e não tanto como um “pão de hambúrguer”,  com a funcionalidade que Deus lhe deu quando o criou.

Agora a parte boa da jogada, achei a carne muito boa, temperada, tenra e úmida, sem estar escorrendo e fazendo aquela zona, bem do jeito que o Diabo a gente gosta.
Mas 120g é muuuito pouco, isso é porção para meninas e crianças. 160g deveria ser estabelecido pelo IPEM como o mínimo para um bom hambúrguer. Até pensei em pedir dois hambúrgueres, mas achei um pouco caro (R$5,50) por uma carninha extra, e até então eu não sabia que era boa.

E é isso, são três ingredientes apenas(o queijo só percebi derretido no “creme”), um lanche meio janta, meio comida de doente, de gente velha, com uma bela pequena carne perdida num mar de mingau. Para quem não quer se aventurar, recomendo outra opção.

Ficha técnica:

Cheese Creme de Milho

Ingredientes: “Hambúrguer, queijo derretido e creme de milho”.

Preço: R$11,90 +  coca-cola lata  R$3,50 + 10%.

Ponto alto: A carne.

Ponto baixo: A bizarrice do “creme de milho” que toma conta de todo o prato.

Avaliação: D+

O Charles Burguer fica na Rua Cândido Hartman, 392. Segunda à quinta 18h-23h. Sexta-feira das 18h às 24h, sábado das 18h até às 02h e domingo das 18h às 23h.  (41) 3339-4771.

 
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Publicado por em 11/08/2012 em Uncategorized

 

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