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O GiraMundo – Hambúrguer Especial

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Fim de ano chegando, a última correria, uns dias de folga entre natal e ano novo e até férias para alguns não esquecerem de como a vida real deveria ser. E férias lembra o que?!
Tempo de viajar, sair por aí, relaxar, cair em roubadas, rodar pelo mundo ou pelo bairro, conhecer lugares novos ou rever os que gostamos. Encontrar gente diferente, novos cheiros e sabores  também, e foi numa dessas que fomos parar em um café recém aberto em Curitiba que tem essa vibe.

E se tem coisa que a gente gosta tanto quanto hambúrguer é viajar.

Tem aquela frase muito compartilhada no face em tempos de férias, do Mario Quintana, “Viajar é mudar a roupa da alma”. Pela minha pouca experiência posso falar que quando a gente viaja, principalmente se for um período meio longo, acaba virando outra pessoa enquanto descobre o seu destino (destino sina e destino local de chegada). Quando voltamos, é a nova pessoa que está de volta, é você um pouco mais evoluído com as experiências da viagem…  mas aí o tempo passa e a gente tem que cuidar para não voltar a ser o antigo eu. No meu caso um implicante deprimido.
Sobre a frase do Quintana, prefiro dizer que muda a vida mesmo, sou um racionalista, ateu desalmado, mas muito consciente da vida aqui e agora. Recomendo para todo mundo viajar, ainda mais se estiver meio fodido ou perdido na vida, aí é algo quase obrigatório. Melhor que gastar dinheiro com terapia ou antidepressivo, você vai se entender melhor, entender um pouco das diferenças do mundo e a vida, on the road.
Seja um viajante e não um turista.

Bora falar de lanche?!

No água verde, bairro que não passamos desde o Mister Dog e a melhor maionese verde da cidade, encontramos o “O GiraMundo”.

O lugar é uma casa transformada em café, numa vibe meio hostel. Tem uma máquina de café que por fora lembra a traseira de um cadillac vermelho, que lembra meus planos de pegar aquelas longas retas da Route 66 num conversível ouvindo um Rancid, carregando armas e dinheiro, acompanhado de uma garota de bikini com cabelos ao vento ou um chimpanzé com roupas de gente.(férias é pra sonhar, galera!).
No café também tinha um robô gigante climatizador, coisa que precisa numa Curitiba com clima de deserto, 30° de tarde e 10° à noite. Mas um cara chegou e levou ele embora.
Na parede pintada de verde tem uma lista dessas cervejas especiais escritas em giz, além de camisetas e outros souvenirs ao lado do balcão, as outras paredes são laranja e marrom, um lance meio Irish cervejeiro.
São só cinco mesas, todas são de madeira e lisinhas (gosto de passar a mão em coisas lisas como mesas, capas de livros, pessoas…), mas em uma tem cadeiras estofadas e uma cadeira dupla, cabe um casal na mesma cadeira ou um gordo confortável.
Isso tudo embalado por som ambiente de rock/blues e vídeos de surf na tv.

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A primeira impressão é: “Que pequenininho!”
A segunda é: “Quanto queijo, que legal!”
A terceira e já na primeira mordida: “Que pão lazarento.”

Já vou começar pelo ponto negativo, o pão não sei o que de cerveja.
Legal inovar e tentar uma coisa diferente, dar uma cara própria às coisas, mas não é sempre que dá certo, né?! Esse foi um caso que não deu. Talvez manter no arroz com feijão dos pães de hambúrguer funcionaria melhor.
Esse pão de cerveja ficou massudo, pesado, borrachudo, a fermentação dos levedos não rolou direito e a massa também estava um pouco crua no meio. E com farinha por cima. Farinha por cima é foda, gruda tudo nos dedos, na barba… mas isso é frescura minha, o resto não é.
Chegou uma hora que desisti e comecei a comer apenas o recheio, depois voltei à tampa do pão só para cumprir tabela e não desperdiçar nada.

O recheio é simples e do jeito que tem que ser, só o básico e o gostoso. Carne, bacon, queijo e maionese (tinha cebola caramelizada, mas quem acompanha isso aqui e leu o último post já se liga que pedi sem). A maionese parece ser boa mas se perde no pão grosso.

O queijo é uma beleza, enche os olhos e logo de cara se percebe que esses caras são dos meus, não ficam regulando e colocando só aquela única fatiazinha de queijo. Aqui o negócio quase embrulha a carne, é uma camada grossa e salgada de cheddar. Ponto bem positivo.

A carne tem aquele tempero dito caseiro de sal, cebola e um verdinho (verdinho pra mim é todo qualquer tempero verde, não sei o nome dessas paradas).Tem um tamanho legal ou pelo menos suficiente. Quanto ao ponto, estava quase lá, um pouco seca, mas nem se tratava tanto do ponto, acho que um pouco mais de gordura na carne deixaria mais suculenta, gostosa e menos fibrosa.

Em cima da carne, o queijo, em cima do queijo o bacon.  Generosa fatia de bacon cortado em tira e umas lascas grandes que dão consistência e um pouco mais de sal e sabor ao morder. Na foto aparece bem a parte da gordura, mas ele tinha uma boa carninha também.

Acompanha batatas chips, fininhas, bem sequinhas e crocantes. Um potinho de molho adocicado com gosto de fumaça, barbecue.(sem essa de cobrar extra por um potinho de molho como uns lugares sem vergonhas fazem).
O refri é servido num tipo de taça de vinho, gosto de copos diferentes mesmo para tomar refrigerante.

Surpreendentemente o bicho tem um fator sustância bom, deve ser por conta do pão pesado.

No final o cara fez a conta de cabeça no papel, no melhor estilo do finado seu Zé e o Alvaro do Montesquieu.

Para fechar, uma dica natalina e não hamburguística. Uma fatia de chocotone, doce de leite e outra fatia de chocotone. De nada!

Semana que vem tem mais um post novo do Yuri. Eu vou ficando por aqui. Até janeiro.

See you mothafuckers, ho-ho-ho!!

Ficha técnica:

Hambúrguer Especial

Ingredientes: “Hambúrguer caseiro com queijo cheddar, fatias de bacon, cebola caramelizada e maionese no pão de cerveja. Acompanha batatas chips.”

Preço: R$18,00 mais uma coca-cola lata de R$4,00(!) ficou R$22,00.

Ponto alto: A quantidade do queijo e o bacon bem servido.

Ponto baixo: Definitivamente, o pão não agradou.

Avaliação: C+

O GiraMundo Café fica na Rua Santa Catarina,456, no Água Verde. Funciona de Terça à Sábado das 15h-22h e Domingo 15h-20h. (41) 3205-0437. Fica ao lado de um boteco de tiozinho, daqueles todo amarelo da skol.

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Publicado por em 12/13/2013 em Uncategorized

 

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Kaes Bar – Kaes Especial

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O Kaes Bar é um bar (não, jura?!) de cervejeiros, futeboleiros, estudantes da federal e fumadores de narguilé (potenciais homens tocha sem super poderes).
O lugar é uma casa antiga, com mesas de madeira e cadeiras com assento de palha trançada. A decoração é praticamente toda baseada em cerveja, quadros de cervejas, garrafas de cervejas, luminárias feita com camisinha de cerveja… No primeiro ambiente, o teto tem uma constelação formada com bolachas de chopp. A mesa em que ficamos tinha o tampo cravado de tampinhas (ou champinhas, como diria meu vô) de cerveja Klein.

Tivemos que pagar dois reais de entrada. Não sei se é todo dia, mas quem que cobra DOIS reais de entrada??
Deve ser porque era dia de futebol na TV, então os dois reais devem ser por causa do pay-per-view … Pode isso, Arnaldo? Pode isso, Anatel?

Enfim, o que nos interessa é que tem umas 10 opções de hambúrgueres, divididos em Premium e Classics. Tá certo que muda muito pouco entre um e outro, mas tudo bem, tem lugares que não tem nem tem três opções.

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O sanduba, como estamos vendo na foto, chama Kaes Especial, e chega pra gente aberto, bonito, analisável, aí cabe a você fechar o bicho e botar para dentro.

Uma das primeiras coisas que chamam atenção, logo em cima, são os cubinhos de bacon, fica bonito visto assim com o pão aberto, mas ao fechar eles meio que desaparecem, quase não são sentidos, percebi mesmo os que caíram e comi separadamente. Bacon em tiras seria melhor, sempre é.

Pãozão, no aumentativo mesmo porque o pão é grande. A base dele deve ter quase uns três dedos de altura. É o pão tradicional de X-salada de lanchonete, de leite, grande, com gergelins que vão se desprendendo e ficando pelo caminho.

Agora, uma coisa perturbadora, e logo a segunda coisa que reparei. Presunto. Colocar presunto e queijo num sanduíche dito premium? Não, né! Isso é coisa de X-salada que a gente come nos Chinas do centro. Colocou a alcunha de premium, a expectativa sobe e aí que o Kaes cai na própria armadilha.
Ainda não estamos nesse ponto de transformar o tosco, o old school, em hype. Tem que esperar passar um pouco mais a moda dos hambúrgueres chics para fazer um Origins desses.
Fora que o queijo nem vi direito por estar embrulhado no presunto e não em cima da carne onde é seu lugar.

A carne, tem 90 gramas, segundo o cardápio, quando li achei que seria bem pouca carne, mas surpreendentemente é um hamburguinho bem razoável. Já vi por aí dizerem que tem 120g e não era maior que esse. Alguém está errando a mão.
Com belas marcas de grelha, tipo de comercial, com um tempero verdinho caseiro, bem passada por fora, e quase bem passado por dentro mas sem perder a umidade, a carne é uma das coisas boas desse sanduíche.

Devia ter pedido sem o barbecue, as vezes esqueço as minhas próprias regras, e uma delas é: sem barbecue. Já disse aqui em outros posts que acho que barbecue contamina tudo, tudo fica com aquele gosto de fumaça adocicada (um lance meio narguile), e pra mim perde muito a graça da brincadeira se tudo fica só com esse gosto.
Minha teoria é que os molhos (maionese não entra nessa) tem que ser servidos à parte. A não ser que seja um molho especial que faça parte da poção mágica que é um hambúrguer premium, gourmet, prime, especial ou outro nome desses.
Se não, faz como vi dia desses no JPL, coloca só um pouco no pão e manda mais num potinho. Simples, né. Se você quiser se entupir de molho fica a vontade, mas se não quiser, deixe estar.

Depois de tudo isso, tem a salada de alface, fresca e crocante, além da rodela quase imperceptível de tomate que repousava tranquilamente na em sua king size que era a metade de baixo do pão.
Acompanha molho/maionese de cebola, alho e verdinho,(num potinho extra). Meio mais ou menos esse molho verde, o melhor da cidade ainda é o do Mister Dog.

O acompanhamento de batatas foi surpreendente e também foi das primeiras coisas que chamaram a nossa atenção, ainda na mão do garçom. São batatas chips, até aí tudo bem, se não fossem chips tipo salgadinho industrializado que você compra no mercado. Vem meio saco de Yokitos ou outra “batata” dessas lisas, assadas ou fritas. Bem estranho e bem meia boca… mas comi as minhas e as do segundo hambúrguer do Yuri que vocês vão ver aqui semana que vem.

Embora não seja dos maiores, sustentou até umas hora, jão! O que é bem bom para um hambúrguer de 90g e menos de 10 reais.

Ficha técnica:

Kaes Especial

Ingredientes:  “Pão especial, maionese, hambúrguer 90g, queijo, presunto, alface, tomate, cebola, bacon e barbecue.”

Preço: R$9,50 + Coca-Cola lata R$3,50 e R$2 de entrada. R$15,00

Ponto alto: Preço camarada, carne boa, sustenta…

Ponto baixo: Cobrar entrada, batatas chips de mercado, presunto.

Avaliação: C-

O Kaes Bar fica na Rua Doutor Manoel Pedro, 715, no Cabral. Funciona de segunda à quinta 18h-00h. Sexta e sábado 18h-02h. (41)3253-3997.

 
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Publicado por em 04/05/2013 em Uncategorized

 

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Clube do Malte – Zé Colmeia

Jamais colocaria meus pés num lugar chamado Clube do Malte. Ô nominho para me despertar antipatia. Observe a maestria da pusilanimidade: de um lado, “Clube”, como se convencionou chamar qualquer reduto exclusivo do macho adulto contemporâneo urbanóide domesticado. Aqui em Curitiba, para quem não sabe, tem até uma Barbearia Clube, um “salão de beleza masculino”. Depois o pessoal do Rio vem pra cá achando tudo isso muito esquisitão e vocês não entendem nada. Deixa estar; do outro lado, “Malte”, a redução metonímica digna do profundo conhecedor das coisas banais. Estamos nestes tempos das desprofissionalizações das profissões, onde qualquer um é artista, entramos em um bar qualquer e mergulhamos num mar de preguiçosos aspirantes a intelectual de classe média, em que há a vontade de se exibir sem qualquer formação erudita. E aí, é claro, ler rótulo vira passatempo nacional. De uma hora para a outra, todos passaram a entender as nuances da fabricação de cerveja. O papel do lúpulo, a temperatura de armazenamento, o processo de fermentação, e voilá: uma espiral de ignorância girando sobre um mesmo enfadonho e repetitivo assunto. E antes que alguém possa vir acusar este perspicaz recinto dos mesmos crimes suprarelatados, eu digo: acorda, ô mané, isso aqui é o ensaio das pequenas coisas, sinédoque da vida, e só você ainda não percebeu isso.

Mas é claro, coloquei meus pés no Clube do Malte (argh! Esse nome!) porque, veja bem, anunciaram por aí que o lugar havia inaugurado uma “carta” (para prosseguir no pedantismo) de hambúrgueres, e os amigos botaram pressão, e missão dada é missão cumprida, e etc etc e etc. E lá fomos. Primeira decepção: depois de uma semana anunciando a porcaria da carta de hambúrgueres, chegamos lá e o garçom nos recebe com a desculpa: “vocês viram na internet, né? Ainda não temos os hambúrgueres, mas voltem aí na semana que vem”. Amigo, se você soubesse o quanto eu tive que caminhar (a pé mesmo) só para ter sobre o que escrever naquela semana em que o seu Clube do Malte era a bola da vez, você ia ter me descolado um hambúrguer. Nada me frustra mais, na minha miserável vida de consumidor, do que esse tipo de coisa. Mesmo assim, voltamos lá depois de fazer a ronda no Charles Burger (calcule a distância a pé, saindo do Shopping Estação até o Clube do Malte, até o Charles Burger e você vai entender meu descontentamento), e descobrimos mais sobre o lugar e seu cardápio.

Os nomes e os burgers: heterodoxos e estranhos. Batizados em homenagem a desenhos animados das mais diferentes épocas, dos mais diferentes níveis de qualidade técnica. E aqui entramos num impasse: só provamos, afinal, hambúrgueres bovinos porque, oras, qualquer sujeito que pegar qualquer bicho, matar, colocar num pão e chamar de hambúrguer é um doidivanas que merece não outra coisa que uma prosaica noite de sono trancafiado em uma cela acolchoada. Escolhi então um que chama Zé Colmeia, um dos meus desenhos menos favoritos de todos os tempos (eu sei que estou muito irascível hoje, mas prometo que vou melhorar mais pra baixo). Aquela coisa de produção em série de desenhos animados da Hanna-Barbera, com cenários que andam em loopings e personagens desnecessariamente usando gravatas, encharpes e golas altas para esconder a diferença da célula da cabeça para o resto do corpo me dava um nojo de quem já sabia ter ali, naqueles paupérrimos desenhos, o esgotamento de qualquer maravilha que o subgênero já prometeu proporcionar. O Zé Colmeia em questão é um hambúrguer de carne de costela, bacon, queijo, cebola caramelizada e molho barbecue, acompanhado de batatas rústicas. Muito tempo depois, eis o que me chega:

Clube do Malte

A partir deste momento, minha raiva inerente contra o Clube do Malte começa a ir embora. Como não ceder a uma apresentação impecável dessas? Sinto pena dos que confundem simplicidade com frugalidade, porque isso aqui tem, como diria Freud, tudo o que o corpo precisa. Um bom pão de hambúrguer abrigando uma carne grossa e de respeito, queijo derretidíssimo cobrindo a joia interior, um potinho de barbecue para que você customize como achar melhor e uma batata cortada, cozida e frita com casca e tudo. Uma delícia que nem precisa de sal.

E aí percebemos que a carne de costela não está, afinal, tão longe de um hambúrguer bem feito, por guardar em si dois dos principais ingredientes básicos de uma boa carne de sanduíche: sal e gordura. Sob as condições certas e os temperos certos, o resultado é este: uma carne rosada e suculenta que não toma para si toda a responsabilidade pelo sabor do todo, mas se sabe protagonista de uma disputa gustativa em que carboidrato e laticínio nenhum jamais poderia vencer.

Mas o pão não fica atrás. A farinha que salpica a crosta lembrou-me dos pães que comi em Portugal – aquele povo sabe mesmo fazer pão – e, ainda que seja crocante, não é duro nem espeta o céu da boca. O miolo serve para absorver a gordura excedente do queijo e o sangue da carne, tomando para si os sabores numa antropofagia de dar inveja a Oswald de Andrade. Sem desprender nacos que culminassem numa desproporção entre as mordidas, o pão manteve sua integridade e não nos deixou a ver navios de mãos sujas.

O queijo, por sua vez, faz bem o papel de envelope da carne, cobrindo toda a superfície de cima e parte dos lados. Adiciona sal, sim, mas adiciona consistência e elasticidade ao bolo, sem, contudo, torná-lo borrachudo. É uma mussarela simples, poderiam ter escolhido algo mais estranho pra combinar com as estranhezas do cardápio, mas resignei-me certo de que em tempos estranhos, qualquer traço de familiaridade é uma tábua de salvação referencial.

Por fim, a cebola insossa só tomava forma e proporção se misturada ao barbecue, que poderia ser igualmente usado na batata rústica. O barbecue em questão age como coringa: ora apimentando os tubérculos coadjuvantes, ora salgando o bulbo picado que adiciona textura e resiliência à mastigação. Poderia vir no sanduíche, mas já que veio no potinho, cabe ao bom comedor juntar dois mais dois e formar um vibrante quatro.

Ah, claro, o bacon, já ia me esquecendo. Bom, bacon é bacon, até quando é ruim é relativamente bom, e o desse sanduíche estava muito bom.

O Clube do Malte, com este Zé Colmeia, se redime de todos os pecados e entra na fina elite das hamburguerias top da cidade.

Ficha técnica:

Zé Colmeia

Ingredientes: “Hamburguer de ponta de costela bovina, bacon defumado e temperos frescos. Servido com cebolas caramelizadas, molho barbecue e mussarela. Acompanha batatas rústicas do Clube do Malte.

Preço: R$18,90 (preço único para qualquer hambúrguer, isso é legal)+ coca-cola lata ficou R$23,98.

Ponto alto: A carne, quantidade de queijo, o pão perfeito e.. eu mencionei que ele é monstruoso de grande?

Ponto baixo: Coisas triviais como a péssima escolha do nome e o acento agudo em ditongo crescente. Não adianta nada entender de cerveja e não saber escrever português, afinal. Mentira, adianta sim.

Avaliação: A

O Clube do Malte fica na Rua Desembargador Motta,2200, próximo da Vicente Machado. (41) 3014-3414.

 
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Publicado por em 11/29/2012 em Uncategorized

 

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Clube do Malte – Johnny Bravo

Para quem não ficou sabendo, essa semana participamos do programa Light News, na rádio Transamérica Light (FM 95.1). O tema da semana (que ainda está rolando) é “Você tem fome de que?”. Por isso fomos chamados para falar junto com o Junior Durski, do Madero, sobre o blog e a nossa jornada pela cidade em busca do hambúrguer perfeito.
Logo colocamos aqui o áudio da entrevista para quem quiser nos ouvir falando abobrinhas, se bem que não fomos bem nós que falamos umas abobrinhas.

Agora o post da semana!

Apesar de ser jovem e estúpido, tenho uma relutância quanto ao consumo de álcool, mas isso (felizmente) não me impediu de ir a um lugar onde sua razão de ser é a cerveja. Assim como fomos ao Motodax e não temos motos, e lá até fundamos os Pinhões do Asfalto.
Sendo assim podemos fazer o que quisermos desde que mantenhamos a dignidade em dia… coisa que alguns, quando bebem, não sabem muito como é.

O Clube do Malte é um lugar especializado em cerva, bera,breja, gelada, etc. Lá você vai encontrar uma caralhada de opções de “cervejas especiais”. Cervejas de todos os lugares para todos os gostos e bolsos. Acho que um lugar desses deve servir para separar a garotada que bebe para ficar ainda mais idiota, das pessoas que bebem em busca de sabores diferenciados e que trocam a quantidade pela qualidade…e também para reunir uns malas “entendidos” no assunto do malte, do lúpulo e afins.

Mas vender cerveja é fácil, tirando cerveja caseira das tiazinhas polacas do interior, o resto é quase tudo industrializado e a maioria importada, ou seja, já vem tudo pronto é só servir e faturar. Mas hambúrguer, mermão, tem que colocar a mão na massa, não é tão fácil assim, embora um hambúrguer seja uma coisa muito simples.
E nessa os caras do Clube do Malte foram corajosos e inovadores. Não tem sanduba simples, não tem nem uma versão do clássico X-Salada. Tem hambúrguer de linguiça Bizinelli, de carne suína, de costela bovina com bacon, de proteína de soja e verduras, de frango, e o (WTF!) hambúrguer de feijão amendoim processado com carne moída e temperos mexicanos. Sentiram a pressão da inovação?

Os sanduíches tem nomes de desenhos animados, achei meio fora do contexto e meio bobo isso, mas sei lá né, vai ver o cara quis agradar o filho.

Tem um lance que envolve essa onda de cervejeiros e hamburgueiros que, quando se juntam, me da uns três tipos de ódio. Não aguento alguém falar de cerveja para harmonizar com o prato tal. Na boa, enfia a harmonia no… gargalo!
Mas para não reclamarem que fazemos o serviço pela metade, para acompanhar o sanduíche com carne de carneiro, pegue uma tipo Fullers Pale Ale, a London Pride ou uma australiana com um amargor equilibrado, porém encorpado, tipo uma das Coopers Vintage Ale. #FicaDica. Viram como é mala esse papo de entendido no assunto?

Agora, com vocês, Johnny Bravo. (viram como fica tosco o nome de desenho).

Meio desmontado né, olha o cuidado na apresentação aí galera!
Mas foi só realocar a capa e ficou tudo certo.

Vou direto falar do principal. A carne de carneiro. Confesso que agora entendi a diferença de cordeiro e carneiro, e digo que prefiro o cordeiro. Engraçado como o carneiro tem mesmo um gosto mais maturado, assim como o próprio bicho, um gosto mais acentuado, não tanto aquele gosto adocicado e jovial como o cordeirinho que saltita pelo campo (“os vegan chora”). Em suma, acho cordeiro mais saboroso, mas carneiro tem seu charme e talvez combine mais com cerveja mesmo. Isso mostra que a escolha do cheff foi realmente pensada. Tiro o chapéu.
É uma baita porção de carne com dois dedos de altura que por ser tão grande e para deixar no ponto, por fora ficou uma crostinha gostosa quase querendo queimar, e por dentro uma carne rosada, macia e no ponto.
E assim como o grande quantidade de carne, tinha uma boa quantidade de queijo mussarela, não ficaram regulando como na maioria dos lugares, o queijo abundante cobrindo a carne fez colar a parte de cima do pão na carne e assim manteve tudo junto e unificado, facilitando na hora de comer, não foi aquela história do pão que escorrega e acaba antes do recheio.

E por falar no pão, é uma bolinha gordinha do tipo francês, mas não com casca quebradiça. É coberto com uma camada de farinha, tipo um pão ciabatta, que particularmente me incomoda na hora de segurar, fica meio seco, uma textura áspera e ruim … mas isso eu sei que é frescura minha.

Tudo isso é acompanhado de um potinho com molho de hortelã, bem gostoso, que além da hortelã, chuto suco de limão e maionese na composição. É o tipo de coisa que combina bem, alecrim com cordeiro, hortelã com carneiro, essas carnes combinam muito com algumas ervas.

E o segundo complemento: pedi para trocar os anéis de cebola empanados por batatas. E que alegria, desde o começo do blog estou procurando um lugar que tenha batata frita assim, de verdade.
São as chamadas batatas rústicas, batatas pré cozidas, cortadas em pedaços grandes e fritas com casca e tudo.
Isso é batata de verdade, nada daquilo industrializado e meio sem graça que tomou conta de quase todos os lugares. Fica com o interior macio da batata cozida, e com a casca morena, por fora poderia estar um pouco mais crocante e menos gordurosa, mas tá valendo, estava bem boa. Devia ter até mais de uma batata inteira como acompanhamento. Isso realmente me deixou feliz.

Ficha técnica:

Johnny Bravo

Ingredientes: “Hamburger de carnes selecionadas de carneiro, temperados a moda do Clube do Malte e servida com molho especial de hortelã e queijo mussarela argentino. Acompanha anéis de cebola empanados”.

Preço: R$18,90 (preço único para qualquer hambúrguer, isso é legal)+ coca-cola lata ficou R$23,98

Ponto alto: A carne, quantidade de queijo, as batatas de verdade! Quase tudo na verdade..

Ponto baixo: Talvez o sanduíche ter vindo meio escangalhado e o preço.

Avaliação: B+

O Clube do Malte fica na Rua Desembargador Motta,2200, próximo da Vicente Machado. (41) 3014-3414.

 
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Publicado por em 11/22/2012 em Uncategorized

 

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