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Denver Burger & Grill – Denver Bacon

Denver

Fomos parar no Denver Burger & Grill por causa dessa foto que apareceu um dia no facebook.

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Mas é o Madero?!
Não. É um emulador do Madero. É o Denver.

Depois do Batha com o cardápio que explicitava “igual a cebola do Outback”, e o molho bigméki,  outra surpresa da região do CIC e do 666 Novo Mundo (pra quem não sabe 666 é o número do ônibus da linha Novo Mundo, e número da besta também). Acho engraçado que essa galera não tá nem aí para direito autoral, propriedade intelectual, plágio … na verdade eu também não, eles e os advogados que se entendam. Estou mais interessado em comer e que o negócio seja bom, cópia ou não.

Lá fomos nós para o outro lado da cidade.
Por fora o Denver é meio escuro, por um momento achei que estava fechado por causa do vidro fumê que faz parecer estar com as luzes apagadas, mas não estava.  O lugar parece ser bem novo, tudo arrumadinho ainda, mesas e cadeiras de madeira, o primeiro ambiente logo na entrada é todo em madeira, até teto. Sentamos na parte mais interna por estar mais claro pra fazer as fotos. Essa parte é onde fica o bar, tem um balcão com umas luminárias, várias garrafas de whisky decorando(?) o ambiente.
Nenhuma Jack Daniels, mas isso me lembrou que sinto uma certa vergonha quando vejo você, jovem roqueiro(a), tirando foto segurando garrafa de Jack Daniels como se fosse algo super legal. Parem de ser manés.
Nada de muita frescura no lugar, mas me passou a impressão de ser bem limpo. E isso é bom em um lugar que você vai comer. Que tenham mais lugares assim nos bairros. Descentralizar o poder, valorizar o bairro onde se mora, movimentar e colocar o povo na rua, tudo isso ajuda a inibir um pouco a bandidagem, é bom.
O Denver é um lugar família, até tinha mesmo uma família com criança e tudo, parece que o povo também trabalha em família.

Tocou sertanejo universitário da hora que chegamos até a hora que fomos embora, infelizmente deve ser uma constante do recinto.

O refrigerante é servido em taça, tipo de vinho, gosto de copos diferentes para tomar refrigerante. Em casa tomo em xícara, caneco, copo de requeijão…

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Não sei se é assim ou se hoje tinha acabado o papel que embalam e servem o sanduíche, mas parece que pegaram uma folha do Chamequinho na impressora, forraram com guardanapo e enrolaram as pontas. Funcional, improvisado, inventivo, mas muito estranho! O meu tinha um adesivinho falando que era o Denver Bacon.

Demorou um pouco além do que a gente considera normal ou está acostumado, levou uns 20 min ou mais. Mas a moça que nos atendeu foi bem educada desde a hora que chegamos, até puxou uma cadeira para colocarmos as bolsas, vou dar um desconto.

O pão é um pão francês bolinha. É um pouco seco, bem quebradiço na parte de fora, mas o miolo era macio. Não curto muito pão quebradiço que enche o prato de farelo e cascas partidas. Parece pão que você come em casa com margarina.

Só uma fatia de queijo cheddar processado, aquele que sempre parece um plástico e que nem derrete, só fica mole. Ele quase da uma cremosidade ao morder e mastigar, mas é pouco, uma pena. Sério, tinha que ter duas fatias pra ficar legal, e umas quatro pra ficar loco!

Não sei se a carne é Friboi, mas gostei. Tem seu tempero e tem um bom tamanho, no cardápio diz 200g, é um hambúrguer gordinho. Às vezes, em algumas mordidas, rolava até um gosto de churrasco, de fumaça, e isso é legal. O hambúrguer nem estava tão passado e estava um pouco seco, acho que nem é questão do ponto da carne, mas sim da quantidade de gordura. Mais gordura e ficaria mais suculento, logo, mais gostoso.

Tem também uns pedaços de bacon em tiras, cortado até um pouco grosso, legal de ver. Seria perfeito se não fosse pelo fato do bacon estar bizarramente mal passado de um lado e carbonizado do outro. Estava amargo, com gosto de queimado mesmo. Um pecado fazer isso com o beican.

Tem uma saladinha, inha mesmo.  Devia ter uma rodela e mais e 1/3 de rodela de tomate, algumas partes de alface ralada. Junto tem um pouco de maionese, que se faz necessária devida a falta de sucos vitais da carne, mas assim como quase tudo nesse hambúrguer, poderia vir mais.

Acompanha umas boas e bem douradas batatas fritas.

Como dizem os chatos apreciadores de café, rola um retrogosto de casca de limão com eucalipto da montanha e bibibi … nesse pós lembra o Madero mesmo, algum tempo depois de comer rolou tipo uns refluxos e aí você sente o gosto do sanduíche. Sou meio Homer Simpson, nessa hora, paro e penso: “humm hambúrguer… gostoso…”.

Parece, mas não é um Madero. Embora esteja no caminho ainda tem chão para chegar no Don Vito Durski.

Ficha técnica:

Denver Bacon

Ingredientes: “Hambúrguer com 200g, bacon, queijo cheddar, maionese, tomate, alface, cebola e pão”.

Preço: R$14,80, com uma coca lata ficou R$18,15 (não sei se tem 10%).

Ponto alto: No geral é bom.

Ponto baixo: Bacon queimado, pouca quantidade dos componentes do sanduíche e é pequeno.

Avaliação: C

O Denver Burger & Grill fica na Rua Aleixo Skraba, 144,no Novo Mundo,  do lado de um Mercado. Funciona de  Segunda à Domingo, 18:00 – 00:00. Fone (41)3268-3297

 
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Publicado por em 10/25/2013 em Uncategorized

 

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Batha Bhaya – Heart Attack

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Agora sim! Eis aí o arquétipo da ovelha negra gastronômica que levanta seu próprio estandarte de insalubridade holística. Quando menos esperávamos, quando Curitiba parecia para sempre afundada em um oceano de hipocrisia em seus mais finos restaurantes, surge o Batha Bhaya para dizer que o hambúrguer pode sim ser fino e thrash ao mesmo tempo. De um lado, o bom moço Madero e seu hambúrguer fino estampado em outdoors bradando aos quatro ventos suas 390 calorias, sendo vendido como uma saudável alternativa à sua salada caesar pós-academia. Do outro, e bem longe do centro estéril, demagogo e oco em sua essência, está o Batha Bhaya, antagonizando com Junior Durski desde o coração da Cidade Industrial, desarmando o rótulo de “saudável” que por pouco não é impregnado no senso comum dessa população com alma de gado de rebanho.

Não vou me ater à descrição do lugar porque o Murilo já o fez no post anterior. Vamos falar do sanduba aqui. Heart Attack é o nome da criança. Suja, enorme, monstruosa, não dá brecha para dúvidas: comer esse lanche é flertar com a morte, e de perto. Hipertensos, diabéticos, morbidamente obesos, cardíacos, atenção, há um novo vilão na cidade, e ele diz “olhem para mim, temam por suas vidas e saúdem aquele que sobreviver a um encontro com meu cerne entupidor de aortas”. A lista dos ingredientes ocupa nada menos do que três linhas no cardápio: trata-se de dois hambúrgueres, bacon, gorgonzola, tomate seco, crispy onion e os dois ingredientes chaves do negócio: OMELETE e Molho Bigui Mék. Primeiro: omelete em um hambúrguer é quase um grito desesperado de quem não sabe o que mais pode ser acrescentado a um hambúrguer para dar à refeição o status de receptáculo de almas. Segundo: Molho Bigui Mék. Cara, eu adoro esse desrespeito cínico pelos direitos autorais que só restaurantes legais e longe dos olhos da galera rica pode proporcionar. O que é o tal Molho Bigui Mék, vocês me perguntariam? Nada mais que uma maionese temperada, eu diria. Mas veja com seus próprios olhos o tamanho da desgraça.

Batha Bhaya

Bom, o que a foto talvez mostre pouco, e por uma boa razão, são as batatas fritas que acompanham. Nada menos do que ruffles, a batata da onda, figurando em um hambúrguer Premium. É o Kaes fazendo escola, e é totalmente detestável, fiquei realmente puto quando isso chegou no meu prato. Esperava isso de um monte de lugares, menos desse novo Batha Bhaya que tinha tudo para ser uma promessa de fuga à mesmice que impera sobre os estabelecimentos de casual dining da cidade. Vergonha na cara, Batha Bhaya, vamos aprender a fritar batatinha frita artesanal por gentileza, que comer Elma Chips de acompanhamento ninguém merece.

O pão, esse sim, é um diferencial. Pão preto em um hambúrguer é geralmente algo reservado a sanduíches a base de cheddar – vai saber a razão. É gostoso, mas passa batido ante a guerra condimentosa que se instaura em seu recheio.

De imediato, o tomate seco caiu fora. Por mais que eu goste do ingrediente, um hambúrguer como esse é o último lugar em que deveria estar. Ainda se fosse na pasta a base de tomate seco, como a que o Kharina faz, vá lá. Mas algo extremamente forte como o tomate seco deixou o sanduíche intragável, e tive que removê-lo manualmente da composição para poder apreciar melhor o lanche.

Quanto à gorgonzola esperada, essa não veio. Aliás, pode ver pela foto que no lugar do queijo fungado, veio o tradicional cheddar em fatia processado. Ainda não é a coisa pra valer, mas, hey, bem melhor que aquela pasta nojenta dos outros cheddars, hein? Acho que o chef se enganou com essa história, e obviamente o sanduíche perde alguns pontos por isso, porque se eu pedi um sanduíche com gorgonzola, é porque eu queria comer gorgonzola, mas tudo bem. Vida que segue. Ah, e também não senti nada da cebola. Pode ser que ela estivesse por baixo de tudo, pode ser que não, não sei. Não abri para conferir, mas acho que isso também é, por si só, uma falha.

O bacon fica escondido sob um oceano denso e coloidal de maionese Bigui Mék. É possível de ser sentido, mas nada digno de lembrança. Como eu disse, a batalha entre condimentos aqui dentro é fortíssima, e a única força que se soma do sangue dos guerreiros é o doce sal, que o faz virar cada vez mais refrigerante pra dentro. Ô sanduíche salgado da gota serena esse, viu?

Por fim, o omelete, esse sim uma grata surpresa. Longe de ficar pesado – quer dizer, claro que um pouco pesado ficou, né, por deus, olha o tamanho da bagaça –, a mistura de ovo e hambúrguer caiu bem como os antigos e famigerados x-eggs, com a diferença que o ovo aqui é mais encorpado e mais saboroso que o normal. Deve ser a junção com o molho, o santo molho que lubrifica as engrenagens das relações interpessoais de cada componente do Heart Attack.

É uma pena que, no fim, tudo fique tão salgado e forte, porque a carne preparada pelo Batha Bhaya é extremamente saborosa e bem feita, como raras vezes se vê em um estabelecimento que se diz competente para esse gênero de comidinha junky grã-fina. Vermelho, bem temperado, de tamanho bom e bem grelhado, ele acaba sendo um coadjuvante subaproveitado em um mundo de outros ingredientes, e mesmo dois deles só servem mesmo para dar um pouco do gosto da carne a esse carnaval do sal.

Resumindo: o Batha Bhaya é um lugar que definitivamente vale a pena conhecer, o Heart Attack é uma estaca cravada no coração do hambúrguer burguês pseudo-saudável e o tomate seco não serve pra esse sanduíche. E, claro, chega de batata frita industrializada.

Com isso, meus amigos, entramos em um recesso de – pasmem vocês – quase três meses, pois eu e o Murilo vamos dar nossos rolês por outros cantos do planeta Terra e ver o que há para ser visto. Mas não se preocupe, se a gente achar algum hambúrguer bom pelo caminho, a gente avisa. Keep fat, keep eating.

Ficha técnica:

Heart Attack

Ingredientes: “Dois hambúrgueres, bacon,omelete, gorgonzola, tomate seco, crispy onion e molho Bigui Mék.

Preço: R$21,90 + Coca-Cola lata R$3,00 (faça o chek-in e não pague a coca).

Ponto alto:  Originalidade, autenticidade, tapa na cara da sociedade, mistura inusitada e ambiente agradável.

Ponto baixo: Batata ruffles, lanche muito salgado, tomate seco horroroso, ausência de ingredientes e substituição de outros, e acho que demorou pra chegar também.

Avaliação: C+

O Batha Bhaya fica na Rua Pedro Gusso, 4017, no (ou na) CIC. Perto do terminal de ônibus. Funciona de terça à quinta das 18:00 às 00:00, sexta e sábado das 18:00 às 02:00 e domingo das 18:00 às 00:00. (41) 3042-0273(delivery, para quem morar por perto,né!?).

 
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Publicado por em 05/03/2013 em Uncategorized

 

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Batha Bhaya – Tex Mex

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Dia desses eu estava lendo o Daytripper, um quadrinho dos irmãos Fábio Moon e Gabriel Bá, e num dado momento o narrador diz:

“…uma hora você descobre que seu lar é muito mais do que a casa onde você mora… Ele (Brás, o personagem) descobriu que o país pode ser o seu lar, ou uma cidade, ou mesmo aquele bairro em particular”.
Como se as ruas ao redor da casa da gente, por onde passamos todos os dias, às vezes por muitos anos como é o meu caso, acabassem parecendo prolongamentos de nossas casas. É a nossa quebrada familiar.
Ultimamente tenho ouvido sobre vários casos de violência aqui na minha região, são baleados, assaltos, atropelamentos, e ainda assim continuo andado com relativa tranquilidade pelas ruas da minha casa.

Tudo isso para dizer que saímos das nossas cercanias e fomos rumo ao desconhecido na nossa busca pelos melhores (e às vezes piores) hambúrgueres da cidade, desembarcamos nas longínquas terras da CIC, a Cidade Industrial de Curitiba. Longe pacas!

Batha Bhaya, é o nome do lugar.
“É um lugar indiano?” Se tem algo de indiano é a penas no nome, porque servem carne de vaca morta, algo nada bem visto por aquelas bandas.

O Batha é um lugar “multicultural” meio feira da fruta, decorado com vários posters 3D do Street Fighter, Os Simpsons, Iron Man e coisas do gênero internet, cinema, desenhos… Fiquei sabendo que também rolam shows acústicos de pop rock, sertanejo e de mágica. Sim, mágica. Tem até umas cartas de baralho utilizadas em algum truque que acabaram coladas no teto.
Durante todo o tempo que estivemos lá estava rolando um Hip-Hop americano anos 80-90 e bicicross nas montanhas passando na tv.
Sentamos na mesa de MDF cor de madeira, bancos com almofada vermelha e acima de nós uma luminária do Space Invaders.

Dessa vez não tinha como ficar no clássico X-salada, os caras tem um cardápio de hambúrgueres bem interessante. Queria ter experimentado uns três pelo menos, mas escolhi apenas o “Tex Mex”.

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Baseado no que chamamos aqui de “Nachos”, o prato com carne moída, feijão, molho, queijo, guacamole(aquela parada de abacate) e tortillas (Doritos em 90% dos lugares), esse Tex Mex em alguns momentos realmente lembra os nachos, e é tipo aquele lance de cozinha molecular(numa proporção muito menor) em que os caras mudam a textura, consistência e forma das cosias. É meio que o prato em forma de sanduíche.

Logo de cara a gente já percebe o pão preto (tá, não é preto é marrom, mas vou chamar de preto). O pão não é doce como o que tem de cortesia no Outback e nem salgado, é tipo uma base neutra bem macia, pequena e brilhosa por cima.

Logo abaixo da cúpula do pão preto vem uma camada daquele negócio de abacate, que já adianto que é o ponto negativo do sanduba, ia pedir sem, mas quando vi que dizia ter um hambúrguer apimentado, achei que isso ajudaria a amenizar a pimenta. Mas a real é que estava amarga a guacamole, no me gusta. Felizmente vem em pouca quantidade.

Na sequência vem os doritos e aí começa a ficar interessante, o tempero característico do salgadinho já começa a dar o gosto do nachos que a gente faz em casa (não que eu faça), e a crocância misturada com a maciez do pão é algo bem legal.
Uma madrugada dessas tentei fazer um pão com margarina e doritos, ficou uma porcaria, quase vomitei depois de comer, nem tentem.
Mas rola fazer um pão já amanhecido com pouca margarina e uns poucos amendoins daqueles com casquinha amarela, ou verde, ou o apimentado vermelho(só testei com o amarelo), fica bem bom e é tipo uma surpresa a hora que você mastiga um pedaço do pão mole com um amendoim. #FicaDica

Votando ao TexMex, tem cheddar processado para colar os doritos na carne, dar liga e também um pouco de suavidade.  Mas nem precisava de nada para suavizar, a carne que dizia ter pimenta calabresa, embora seja muito boa, tem seu tempero mas não é nada picante. E já falei aqui outras vezes que sou uma moça para pimentas.
A carne está quase se mimetizando com o pão. Pão e carne tem praticamente a mesma cor, mas apenas por fora, por dentro ainda se mantinha a ruborização desejada para um “no ponto”.  São 150g(segundo eles) de um bom hambúrguer artesanal.
Os sucos da carne e o abacate fazem os doritos, crocantes nas primeiras mordidas, ficarem molengas. A sorte (que na verdade é azar) é que o sanduíche é pequeno, você acaba comendo antes disso acontecer totalmente. Aí entra o segundo ponto negativo, é um hambúrguer pequeno, da para segurar ele todo com uma mão só. Fator sustância em baixa.

Isso tudo acompanhado de batatas chips tipo Ruflles, outra vez batatas industrializadas, não vejo um acompanhamento mais sem graça do que batatas industrializadas de saquinho. Esperamos que essa não seja uma tendência das hamburguerias, lanchonetes e afins.
Orra, galera, se deem ao trabalho de fritar umas batatas de verdade!
Mas admito que essas batatas até caíram bem com a maionese da casa que vem num potinho. Maionese com ervinhas que deixam um gosto final de orégano. Boa.

No cardápio tem até uma explicação do processo de feitura e montagem do hambúrguer, e de quanto tempo demora, pelo menos uns 20 minutos segundo eles. Fato é que demora mesmo! Tem que ter paciência, coisa que é difícil quando se está com fome.

Dicas:
Para achar o Batha você precisa olhar para cima, pois na parte de baixo do lugar tinha uma molecada na frente, parecia uma escola, na real é uma autoescola.  Você entra na porta lateral e sobe a escada. Parece que você está entrando num lugar meio nas bocadas, meio escondido, mas é tranquilo!

Faça o chek-in no Foursquare ou Facebook e ganhe um refri, mas só na primeira vez. Tipo piá malandro com uma gatinha nova, agrados só no começo, fiquem espertas garotas.

Para aquele seu amigo chato, ops!, vegetariano, o hambúrguer de carne pode ser trocado por de soja.

Agora me despeço, amiguinhos.
Semana que vem tem o Yuri e o seu Heart Attack, depois disso vamos sair de férias.
\o/

Ficha técnica:

Tex Mex

Ingredientes: “Hamburger com Pimenta Calabresa, Cheddar em Pasta, Nachos com Guacamole (Abacate + Temperos)”

Preço: R$15,90 + Coca-Cola lata R$3,00 (faça o chek-in e não pague a coca).

Ponto alto:  Toda a concepção de um sanduíche diferente, o pão preto é legal e a carne é boa também.

Ponto baixo: Demora, a guacamole estava amarga, é pequeno e a batata que acompanha é industrializada.

Avaliação: B-

O Batha Bhaya fica na Rua Pedro Gusso, 4017, no (ou na) CIC. Perto do terminal de ônibus. Funciona de terça à quinta das 18:00 às 00:00, sexta e sábado das 18:00 às 02:00 e domingo das 18:00 às 00:00. (41) 3042-0273(delivery, para quem morar por perto,né!?).

 
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Publicado por em 04/26/2013 em Uncategorized

 

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Mister Dog – Big Calabresa

Não tem frescura, não tem quadro do Elvis, não custa 28reais, não tem decoração kitsch e nem música lounge. Uma televisão grande passando Jornal Nacional, mesas e cadeiras vermelhas de plástico da coca-cola, um único atendente atencioso, cardápios já disponíveis em todas as mesas, um lugar tranquilo e meio de família, coisa que só se encontra fora desse circuito supervalorizado e glamourizado de hambúrgueres gourmets, especiais, primes e et cetera.
O negócio aqui é simplão, tá ligado!

As vezes canso desses lugares da moda, lugares que são meio pré-balada, lugar em que todo mundo vai arrumado, como no Batel, ou lugares onde o povo vai para ver e ser visto, como na Trajano Reis. Ando meio enfastiado dessas babaquices. Quero só sentar e comer, simples assim.
A parada no Mister Dog é tipo lanchonete, não acompanha batata-frita, não tem viadagem decorativa no prato, o sanduiche vem num saquinho de papel branco, clássico.
Mister Dog tem esse nome porque o prato principal da casa é o cachorro quente, são dezessete (!) opções de hot-dogs, contra seis (boas) opções de hambúrguer.
O lugar tem todas as características das lanchonetes dos bairros mais afastados, ou de cidades do interior como foi citado no blog Baixa Gastronomia, da Gazeta, que deu origem às recomendações que recebemos, e nem fica na C.I.C, no Capão da Imbuia ou em Colombo… ou seja, a chance de chegarem atirando em todo mundo na procura de um nóia com dívida na boca vai ser mínima, mas a chance de furtarem o seu carro é alta, já que o Água Verde é o bairro com maior número de furto de veículos. Já avisava o poeta da juventude anos 00, Chorão.
“Nem tudo lhe cai bem.
É um risco que se assume.
O bom é não iludir ninguém.”

Ah, o nome “Mister Dog” parece que não é oficial, tanto que não tem placa nem nada, mas no cardápio ainda está assim e nós vamos chamar disso. A foto no início do post está uma porcaria mas da para perceber a placa da Pizzaria que fica ao lado, é a melhor referência para achar o lugar.

Só mais um detalhe antes de falar de comida, que é pra que foi inventada essa bagaça afinal: uma coisa que chama atenção no ambiente é o caixa na hora de pagar (na real eu reparei logo que entrei), você fica vendo o cara inteiro, é engraçado, o caixa é uma cabine feita nos moldes e na mesma onda arquitetônica que inspirou as paredes de vidro do Kharina Batel. Saca só!

E vocês tirando foto e achando o Sláinte super descolado com aquela cabine telefônica importada.

Agora o Big Calabresa.


Meu contato com linguiça calabresa é quase sempre nas pizzas e as vezes nos X-tudos, e como um X-calabresa ainda não tinha rolado aqui no blog, foi esse o escolhido.
Uma coisa boa dessa calabresa, contrária ao que sugere o nome da pimenta calabresa, é que não é apimentada. Não gosto muito de coisas apimentadas ou picantes, (só das Spice Girls, rá-rá-rá!), acho foda quando você pede pizza e vem calabresa apimentada e ainda colocam um monte de cebola… mas o negócio aqui não é pizza, é hambúrguer, e essa combinação é bem interessante, porquinho e vaquinha são amigos até depois da morte. Bacon com hambúrguer, linguiça com hambúrguer, tudo combina.
A calabresa fatiada fina, junto do hambúrguer, da uma consistência boa ao mastigar, é como se fosse um hambúrguer maior e mais macio, e com gosto de calabresa, claro!

Não é porque simpatizei com o lugar que vou aliviar, aqui a gente não alivia pra ninguém (a não ser que pague muito bem, aí a gente pode conversar! -risos-). O hambúrguer estava bem passado, 200g de carne bem passada, e um tanto seca.
Não é um hambúrguer gordo ou alto, ele é meio fino(mais ou menos um dedo), porém, grande no diâmetro.
Bem passado quase sempre quer dizer seco, o Big Calabresa padeceu do mal do Mustang Sally. Mesmo problema, mesma solução, maionese para curar a secura da carne e lubrificar as coronárias!
E aí aparece um diferencial do lugar. Além da maionese normal, são mais cinco bisnagas com molhos, ou seja, 6 opções de complementos. E tem lugar aí que fica regulando e quer cobrar por um molhinho extra, pfff!
Tem umas duas bisnagas com mostardas, uma de catchup, uma que eu acho que é pimenta, e uma maionese verdinha especial — o especial é por minha conta, pra mim ela foi especial, adorei aquilo!
É uma mistura muito suave de maionese, alho, cheiro-verde e talvez mais alguma coisa que não tenha identificado. Geral fala da maionese do Come-Come (e a verdade é que ela é mais comentada do que realmente saborosa) porque não experimentou essa.
Salada bem fresca, olha esse alface que crespa e que salta, não só aos olhos, e que dá uma benfazeja crocância, além do tomate que foi importante já que a carne estava um pouco seca, mas ao mesmo tempo acho que o tomate rouba um pouco o gosto da calabresa, nada de mais mas da uma roubada.
O queijo confesso que nem reparei, ou seja, poderia ter um pouco mais para que fosse mais representativo e ajudaria a dar uma liga melhor.
Tudo isso dentro de num pão de leite grande e macio, sem gergelim, que para ficar mais típico de lanchonete de interior, poderia ter sido colocado na chapa para dar uma tostadinha. Por enquanto só o Guiolla fez isso e ganhou minha admiração. (outros também ganharam, mas por outros motivos).

Resumindo, se estiver passando pelo  Água Verde, ache a tal Avenida dos Estados e vai até quase o final, no sentido do bairro. Vale dar uma passada para encher a pança.


Ficha técnica:

Big Calabresa

Ingredientes: “Big pão, hambúrguer 200g, queijo, calabresa fatiada, alface, tomate, maionese e catchup.”

Preço: R$12,00 mais uma coca-cola lata e 50% de uma porção de batatas fritas, ficou R$18,40.

Ponto alto: O tamanho, preço, e o molhinho verde especial.

Ponto baixo: A carne seca.

Avaliação: C+

O Mister Dog fica na Avenida dos Estados, 1250, esquina com a Rua Morretes, no Água Verde. (41) 3408-0884.

 
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Publicado por em 10/04/2012 em Uncategorized

 

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