RSS

Arquivo de etiquetas: crítica

Square Burger – Marlon B., Elvis e Ritchie V.

square burger

A vanguarda – simples e pura, a vanguarda per se – pode ser válida num ambiente de total estagnação? Para ser bom, basta ser vanguarda? Questionamentos como esse desafiam a lógica da crítica artística mundo a fora, enquanto Jeff Koons e Damien Hirst dividem o mercado da arte com suas bolinhas coloridas, balõezinhos e caveiras cravejadas de pedras, as academias ensinam o artista iniciante a ter reverência pelos clássicos. E aquilo que Tzvetan Todorov contesta não é aquilo em que Umberto Eco acredita. Pode a arte ser ensinada, afinal, ou o conhecimento transmitido não pode ser arte?

Indagações que talvez seja melhor deixar no ar para que o leitor que encare um Square Burger (anteriormente chamado de Burning Burger) e depois (ou antes) leia esta resenha possa tirar suas próprias conclusões acerca de um lanche que abriu mão de todas as apostas gastronômicas para inovar unicamente na apresentação. Um fetiche estético digno do miniaturismo japonês da segunda metade do século 20, somado a também nipônica arte da subversão das formas. Para podermos responder à pergunta “por que, afinal, um hambúrguer quadrado?”, precisamos regredir a questões aristotélicas fundamentais: “por que, afinal, o hambúrguer é redondo?”. Acho que a resposta mais simples é, necessariamente, a mais verdadeira: ninguém gosta de morder as pontas de um sanduíche, notadamente a parte com menos recheio. Felizmente, o Square Burger é um sanduíche cuja carne acompanha cirurgicamente as pontas numa montagem de paciência e acurácia zen.

Acredito que o Murilo já tenha dado os detalhes do lugar e do cardápio. Nomes de celebridades da década do hambúrguer, poucas cadeiras, atendente simpática, Chubby Checker rolando. Pedi a caixa com três e com batatas. Mais ou menos igual ao do Murilo, só que com o Marlon Brando no lugar do Chuck Berry.

Square burger

O Marlon Brando é um sanduíche com uma pasta de gorgonzola, algo que, claro, é sempre pior do que o próprio gorgonzola. A imagem não é das mais convidativas.

Square Burger

Mesmo assim, não chega a ser um sanduíche ruim, embora tenha muito forte o gosto da gorgonzola. Como a carne é muito fina e o pão é muito alto, a sensação é a de estar comendo um daqueles sanduichinhos de petisco em Buffet chique, desses que têm um pedacinho de fiambre no meio de queijo e uma mini folha de alface. A coisa não melhora muito quando você encontra dois doritos dentro do Ritchie V. e quando percebe que o molho barbecue tem um gosto rançoso e o cheddar é duro demais para fazer um dipping básico da batatinha no copinho extra que você pede. Resumindo, a experiência é a que se espera: você, glutão ocasional de fim de semana, degladiando-se internamente com a sua própria falta de jeito com um lanche minúsculo que é mais divertido do que prático e gostoso. Eventualmente tudo degringola e ao consumidor resta pouco mais que a saída inglória de comer tudo depressa antes que se note a inacreditável bagunça que se pode criar com partes tão pequenas de um hamburguinho. A batata frita, por sua vez, também não é das melhores, já que é daquelas fritadas por dentro e por fora, sem qualquer recheio cremoso de amido. A clássica batata-frita não vedada que vocês já conhecem do seu Buffet e das experiências culinárias da sua titia sem muito talento para a cozinha. Uma pena, porque a ideia de hambúrgueres na caixinha batizados a partir de pessoas mortas é por demais atrativa. Agora os leitores podem voltar à reflexão inicial deste texto e concluir o que bem entenderem. Eu, eu sempre saio de barriga cheia.

Ficha técnica:

Marlon B., Elvis e Ritchie V.

Ingredientes: “Marlon B. Pequeno hambúrguer quadrado, com pão e pasta especial de queijo gorgonzola. – Elvis; Pequeno hambúrguer quadrado, com pão, queijo, cubos de bacon crocantes e maionese especial. – Ritchie V. Pequeno hambúrguer quadrado, com pão, queijo cheddar, molho de pimenta e nachos.”

Preço: R$16,90 os três sanduíches e meia porção de batata frita + Coca-Cola de 600ml R$4,00. Mais uns centavos aí dos molhos extras que eu pedi, mas não aconselho pra ninguém.

Ponto alto: Lanche divertido, inovador e convidativo.

Ponto baixo: Todo o resto.

Avaliação: D-

O Square Burger fica na Rua Lamenha Lins, 1550, no Rebouças, meio perto da Arena da Baixada. Não achei o horário e dias de funcionamento, então liguem lá. Tem delivery, (41)3032-3773 ou 3032-2727, no Alto da Glória.

Anúncios
 
Deixe o seu comentário

Publicado por em 10/11/2013 em Uncategorized

 

Etiquetas: , , , , , , , , , , , , , , ,

Au-Au – Texas Burger

Logo_auau

Eis que a falibilidade dos canais de comunicação institucionais dos redutos gastronômicos da cidade e, por que não dizer, nosso próprio desleixo com a curadoria das hamburguerias da semana nos colocaram mais uma vez desnorteados no centro da cidade sem saber para onde ir em plena terça-feira à noite. Vagando pelos arredores de uma área gentrificada cujo nome não ouso dizer neste querido blog, deparamo-nos com a onipresente fortificação cross-over fast-food/casual dinning curitibana Au-Au, um estabelecimento principalmente objetivado a construir o cardápio do inimigo número 1 dos nossos queridos hambúrgueres, o cachorro-quente de rua, o cachorro quente de praça, de festas juninas, quermesses e aniversários, o sanduíche de carne embutida, condimentada, pré-cozida e, ao que tudo indica, cancerígena que conquista a tudo e a todos por onde passa, um enfant-terrible das porcarias que nossas mães nos impediam de comer.

Por que buscar hambúrguer em um lugar como esse? Seria como buscar compreensão no terceiro Reich, amor no prostíbulo, redenção na política, honradez no contrabando, concupiscência na igreja? Talvez sim, talvez não, mas parte das capacidades do olhar treinado para a sensibilidade do não-óbvio é encontrar lógica no caos e beleza no lixão. Por isso fomos, e nos aboletamos nas insistentes mesas americanas de sofá e pedimos para a garçonete a carta de hambúrgueres.

Talvez tenha sido a decisão mais acertada que tenhamos tomado nesses últimos tempos. Não só o Au-Au tem uma grande variedade de comida decente como também são receitas inventivas, com ovo, com rúcula, com mostarda e mel, enfim, algo que saia da tríade x-buger, x-salada e x-bacon. A minha escolha foi o Texas Burger, um sanduíche marcado principalmente pelo molho barbecue e pelas cebolas grelhadas. A ideia parece simplória, mas ganha no conjunto da obra, veja.

Texas burger

A propósito, essas batatinhas smiles que estão aí são opcionais e podem ser obtidas se o cliente quiser abdicar das tradicionais batatas palito, mas não recomendo dada a pouquíssima quantidade e a artificialidade do pastiche tuberoso. Ainda assim, são aquelas batatas sequinhas e gostosas que, caso viessem em maiores quantidades, até valeriam uma ponderação prévia.

Fora a apresentação do lanche, que é sim muito bonita e prática, o que se nota nesse Texas Burger é a quantidade de salada que vem nele – o que seria uma coisa terrível não fosse o cuidado na escolha dos alimentos. A alface extremamente crocante e o tomate carnudo e bem vermelho fazem o papel da boa salada num sanduíche, que é acrescentar cavalinhos de textura no carrossel de sensações experimentado em um lanche bem composto por carne, pão, vegetais, queijo e condimentos. A salada do hambúrguer é assim: se não faz parte da solução, então faz parte do problema.

O queijo é outra grata surpresa. Uma grata gratinada surpresa, eu diria mais. A generosidade na porção que cobre a carne tem a possibilidade de fagocitar parte dos outros ingredientes e se sobrepor a todos eles sorrateiramente, um coadjuvante que não se contenta com o pano de fundo e parte para o ataque sempre que necessário, um paladino laticinioso engajado em uma cruzada santa pela tradição perdida do queijo farto nos hambúrgueres com queijo.

A cebola e o barbecue são a comissão de frente do Texas Burger, algo claramente evidenciado em seu nome de pia. A combinação, embora não seja original e muito menos incomum, agrada apenas quando o resto é bem servido. Ou seja, muita cebola e barbecue com pouca carne e queijo não é exatamente algo que mereça registro, mas o contrário é enriquecedor e um colírio para as papilas gustativas.

Mas é claro que nada disso adiantaria de muita coisa caso a carne, que é o ponto central, não fosse bem executada. E preciso reconhecer: para quem trabalha com uma carne tão pobre quanto a salsicha de um cachorro-quente, o pessoal do Au-Au até que sabe manejar um disco de hambúrguer.  A carne é boa, macia, alta, vermelha e suculenta. Bom, não tão suculenta, mas dá conta do recado, embora algumas vezes seja sobreposta pela quantidade sobrenatural de alface do Texas Burger. E nem preciso dizer que carne combina com molho barbecue.

Como calcanhar de aquiles deste belo monumento, o pão é uma decepção pela sua obviedade e falta de requinte. Um pãozinho mixuruca industrializado desses que você encontra em qualquer lanchonete que venda uma porcaria de hambúrguer pré-frito com queijo e presunto por três reais. Tal conjunto merecia um acabamento melhor, mas não é sempre que é possível. Se acabam as tintas do artista, pintar com bosta talvez não seja a melhor solução, mas antes isso do que não entregar nada.

Ficha técnica:

Combo Texas Burger

Ingredientes: “Sanduíche com hambúrguer Au-Au de 130g de carne bovina, molho barbecue, queijo musarela, cebolas douradas na chapa, alface, tomate e maionese no pão especial de hambúrguer + 5 fritas smiles + Refri lata.”

Preço: R$23,80 no combo com coca-cola lata e batata frita.

Ponto alto: Bom conjunto, apresentação, salada boa, queijo e combinação clássica barbecue + cebola que não falha.

Ponto baixo: Pão mixuruca e preço um tanto alto.

Avaliação: B-

O Au-Au que fomos fica na Alameda Doutor Carlos de Carvalho, 990, no Centro. Funciona de segunda a sábado das 11h até 6h da manhã e domingos das 11h às 0h30min.

 
Deixe o seu comentário

Publicado por em 09/20/2013 em Uncategorized

 

Etiquetas: , , , , , , , , , , , , , ,

Rause – Rause Bovino

rause café e vinho

Rause que se escreve como se fala, e não House de casa em inglês (ou do Dr. House), como eu achava que era quando só tinha ouvido falar do lugar.

É uma casa pequena, tem umas quatro ou cinco mesas. Nesse dia numa delas tinha um grupo de umas 4 pessoas falando em inglês, um sofázinho de dois lugares vazio, pufs quadrados com rodinhas em frente a uma mesa vermelha, baixa, em forma de gota (que foi onde ficamos), e uns 4 lugares no balcão, dois deles ocupados, um por um cara e outro por uma japonesa de uns 30 anos, nos lábios um batom vermelho vivo e um rosto branco como uma maquiagem de Kabuki, roupa preta, elegante. Atrás de mim acho que duas mulheres tomavam vinho sentadas em cadeiras mais altas.

No balcão tem um espelho, assim como na Pastelaria Brasileira, você pode comer se olhando se for um filho da puta narcisista ou olhando outras pessoas e não se sentir tão sozinho, ou também olhando dissimuladamente as(os) gatinhas(os) no ambiente. E no balcão ainda tem alguns livros, revistas, e até uns joguinhos como Dama, Xadrez ou Gamão. (Até perdi para o Yuri uma partida de Damas enquanto esperávamos o hambúrguer). Além da lateral de vidro que dá para a rua e tem uma bancada em que se pode sentar também, tem até umas almofadinhas para você se sentir em casa comendo com uma almofada no colo.

Uma coisa legal que me chamou atenção é que eles oferecem “água free”. Algo útil quando se dá uma de criança e pede uma vaca-preta (sorvete com Coca-Cola) antes da comida. Vaca-preta é outra coisa bem legal, mas não vou falar sobre isso.
“Nossa, grande coisa…água grátis”. Mas na balada uma garrafinha custa até quatro reais, e da marca mais vagabunda que tiver, e quatro reais numa água pra mim é grande coisa sim.
Sempre achei meio sacanagem cobrar, ainda mais se for caro, por água. Sem água a gente morre! Cadê o espírito cristão, cacete!?
E qualquer que tiver dado só que seja um copo de água fria a um destes pequenos, em nome de discípulo, em verdade vos digo que de modo algum perderá o seu galardão”. Mateus, 10:42.

Lá tem uma jarra vermelha com água e o escrito na parede: “H2O Filtrada, Refrescante, Gratuita.”
Enfim, achei legal isso da água grátis (e a gente se contenta com pouco, nessa vida, né?!).

IMG_20130128_193518

O cardápio fica todo escrito na parede, com giz, tipo um quadro negro da escola. A não ser que você estude no Positivo que hoje deve ser uma tela touch screen 3D de realidade aumentada e o caralho a quatro.
Me lembrou de quando na escola a professora mandava ir ao quadro fazer alguma coisa, e eu sempre burro e tímido, mas malandro, dizia que tinha alergia ao giz só pra não ir lá na frente. Incrivelmente essa desculpa colava e ela chamava outro.

Não vou falar nada dessa vertente minimalista dos nomes dos sanduíches porque o Yuri já falou bastante no post da Mãe Joana. Fui de bovino, hambúrguer bovino, ou apenas hambúrguer já que subentende-se que seja carne de boi. Essas coisas de salmão, frango, soja e outras coisas é tudo frescura de gente moderna. Hambúruger é de carne bovina e ponto final.

_MG_0003

Visto de cima não sei porque me lembrou um palhaço, deve ser o nariz vermelho de tomatinho cereja… ou minha imaginação fértil com muita açucar (vacapreta) na cabeça.

Logo de cara, se forem comer lá, prestem atenção numa coisa muito importante. Tem um palito de dente stealth enfiado no meio do sanduíche. Por quê?! Nem é um sanduíche tão grande assim que precise ser estruturado por um palito para firmar, como o Memphis Tudo e seu palito de churrasco.
Não vi o palito e na primeira mordida o que senti foi uma espetada no queixo, quase como uma abelha te ferroando. Mas como bom representante da categoria dos machos, tirei o palito como quem tira o ferrão (sabiam que alguns órgãos da abelha vem junto do ferrão quando ela te pica? Por isso ela morre depois.) e continuei comendo como se nada tivesse acontecido.

Pão de hambúrguer branquinho e bem macio, mas com aquela farinha de milho que normalmente vem nos pães d’água.
Você segura o hambúrguer, aí enche a mão com as bolinhas de farinha, solta o hambúrguer, passa os dedos uns nos outros para tirar um pouco da farinha, pega o guardanapo para tirar o resto e só aí conseguir pegar o copo com a mão limpa. . . acho que é por causa disso que te oferecem talheres: para pessoas mais civilizadas comerem sem se sujar, ou se sujando menos. Não tinha pensado nisso.
E pela segunda vez (a primeira foi no romântico Guiolla) em toda as nossas andanças, um pão foi para a chapa e ficou levemente tostadinho e crocante nas partes internas. Aí sim, macio por fora e com parte tostadinha crocante. Ponto para o Dr.Rause.

Como todo x-salada, acompanha queijo, maionese, tomate e alface.
O queijo pra mim é queijo prato, é amarelo, mas o Yuri disse que pode ser um outro, mas aí não seria um X-salada se fosse um queijo bom, e aqui nesse sanduba do Rause vale a minha ideia de que quase sempre pode ter um pouco mais desse querido laticínio derretido.
Sobre a salada não há o que falar. Alface fresca, umas duas rodelas finas de tomate também frescos,Ok.

Agora o ponto alto do sanduba. Alto mesmo: um baita hambúrguer de dois dedos de altura.
Foi legal ver  a carne aparentemente bem passada, escura,  mas saborosa e macia sem estar seca, surpreendendo até este que vos escreve que acha que a carne tem que estar borbulhando sucos vitais para estar boa. Nesse dia aprendi que carne bem passada nem sempre é seca e pode estar boa, se bem feita, o que infelizmente não é a regra.
Agora vou compartilhar com vocês uma coisa que pensei já que o tempero desse hambúrguer é parecido com o clássico bolinho de carne do Montesquieu (Lugar do X-montanha pra quem não liga o nome à pessoa). Tempero caseirão de alho, cebola, e uns verdinhos.
Um X-Bolinho, do Seu Zé, hoje deve custar uns cinco reais, há alguns anos atrás era tudo que eu poderia pagar, era jovem e sem grana. Hoje continuo sem grana mas consigo ir num lugar “melhor”, mais bonito, mais confortável e tal, mesmo que seja para comer algo parecido. Não que eu não coma um Montanha às vezes, mas hoje é mais por opção do que por não ter dinheiro para comer outra coisa. Enfim, não tem nada a ver com nada essa história, só queria contar porque foi uma das coisas que pensei enquanto comia, talvez alguns se identifiquem.

Contrario ao Yuri, eu gostei das batatas molengas não fritas. É novidade, e a princípio é estranho, mas são gostosas as batatas cozidas e temperadas com óleo e ervas, tipo tempero de carneiro, alecrim e sei lá mais o que que da um gostinho levemente adocicado. Elas ficam muito molinhas, quase desmanchando. Pena que vem tão pouco, uma meia dúzia de lascas apenas.
Uma dica é pegar o palito que vem oculto no meio do sanduíche e usar para comer as batatas sem engordurar os dedos. Essa foi tipo dica de etiqueta. Boa, heim!?

Resumindo, é um belo X-Salada de 16,00 de um lugar legal.

Ficha técnica:

Hambúrguer – bovino.

Ingredientes: Pão,hambúrguer, queijo, maionese, alface e tomate. Acompanha batatas.

Preço: R$16,00 + 7 reais de uma Vaca Preta (coca-cola lata e sorvete)+ 00,00 de um copo d’água = R$23,00.

Ponto alto: A carne e, sim, as batatas complementares.

Ponto baixo: Pouca batata e o preço alto para um X-salada. Ah, e o palito assassino.

Avaliação: B-

O Rause fica na Alameda Doutor Carlos de Carvalho, 696, no Centro (acho que é Centro). De segunda a sexta, das 9h às 23h e sábados das 12h às 18h.   (41) 3024-0696.

 
Deixe o seu comentário

Publicado por em 02/08/2013 em Uncategorized

 

Etiquetas: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Motodax – Motor Salad Burger

Imagina que você tem uma motoca e precisa dar aquela lavada, tocar o óleo, fazer a manutenção …
Que mané moto, mano, essa bagaça não é um blog de hambúrgueres?

Calma pequeno gafanhoto, coloca/clica aí ->   para criar o clima da parada.
Esse foi o som que estava tocando quando chegamos e o som com o qual estou escrevendo isso aqui.

É o seguinte, o escolhido da vez é o do Motodax. O lugar é uma oficina e “lava car” de motos, e além disso, tem um bar e  tem hambúrgueres!
Lugar de reunião de motociclistas. Veja bem, motociclistas, aqueles caras com motos caras, grandes e bonitas, não motoqueiros, motoqueiros são vida loka de CG, mas acho que esses não vão lá.
Na rua, estacionadas na frente do lugar, parecia uma exposição de motos, devia ter umas 30 customs, essas tipo Harley Davidson e uma ou outra speed, que é moto de jovem playboy que gosta de aparecer.

E você se pergunta: O que esse piá que malemal sabe andar de bicicleta, e não tem nem grana para uma Honda Biz, foi fazer lá?
Comer, ué!  E se for pensar que quase todo motociclista é pançudo, isso quer dizer que os caras entendem de comer porcaria, assim como nós, e gostam de rock, assim como nós, e tem barba, assim como nós, e tem motos caras, e bebem cerveja… é, acabaram as semelhanças.

Mas para você que como a gente não tem uma motoca, vamos fazer um moto-clube, só para termos um coletinho preto de couro com um patch nas costas (coisa que particularmente acho meio brega, e por falar isso provavelmente eu vá apanhar em algum bar de beira de estrada) e frequentarmos o lugar. O nosso clube vai ter um legítimo nome paranaense, sugerido pelo Yuri, vamos ser os “Pinhões do Asfalto”.   LOL

Chega de palhaçada, vamos falar da comida!

Motor Salad Burger, porque sou motociclista barbudo e malvadão no Road Rash, mas não sou pançudo ainda, então tem que ter uma saladinha.

Começando pelo pão, do dia, muito parecido com o que usam no Barba, deve vir do mesmo lugar, um pouco escuro em cima, devem passar ovo e colocar para assar com um monte de gergelim colado, colado mesmo, não é dos que ficam caindo gergelim aos milhares por toda parte.

O hambúrguer é da mesma (boa) escola do Rock’a Burger, olha o tamanho dessa carne em relação ao resto, ela só perde em tamanho para o alface, e isso é muito legal, é aquele história de comer com os olhos, bando de olho gordo rá-rá-rá!
E é aí que entra o ponto alto e baixo de toda história, o nosso querido hambúrguer. Estava suculento a ponto de escorrer pela mão e isso é uma coisa muito bem vinda.
É grande (180g segundo o cardápio, mas de olhar eu achei que tinha umas 200g), bonito e vistoso, com um gostoso bom de “assado” na crostinha de fora, mas estava um tanto cru no núcleo nervoso central, não era mal passado, era cru mesmo, tipo carne de onça, mais um pouquinho na chapa e teria ficado excelente e eu até subiria a nota. Mas aqui no blog e na vida é assim, One life, one chance, gotta do it right!

O queijo não foi derretido direto em cima do hambúrguer, aí rola aquele lance do queijo embolar tudo na hora de tirar da chapa e passar pra cima da carne, aí ficou uma bola de queijo derretido no meio do hambúrguer, mas isso não é problema, ficou bem boa essa concentração de queijo, nas mordidas que vinham queijo.

E a salad, uns baita pedaços de alface fresca e crocante que deixaria minha mãe orgulhosa se me visse colocando aquilo num prato de comida, e umas duas rodelas de tomate um pouco verde, mas é salada né, tem que comer porque faz bem não porque é gostoso.

Últimas considerações antes de pegar a estrada.
O lugar é bem legal, o hambúrguer é dos melhores e nas quartas-feiras os sandubas ficam pela metade do preço, isso é muito convidativo à gula.
E uma coisa nada a ver mas que é legal, é que desde a hora que chegamos até irmos embora os caras lavaram umas três ou quatro motos.

Ficha técnica:

Motor Salad Burger

Ingredientes: “Pão, hamburger motorcaffe de 180g, maionese, queijo, alface, tomate, molho esp” Mas o cara disse que não vinha com o molho mais.

Preço: R$14,00(quarta-feira paga 50% nos hambúrgueres) mais uma coca-cola lata de R$3,50. Total R$10,50.

Ponto alto: O tamanho, o preço, o lugar legal, bom atendimento.

Ponto baixo: A carne crua e não acompanhar batata.

Avaliação: B

O Motodax fica na Rua Conselheiro Laurindo,2935, no Prado velho, mais ou menos perto do Teatro Paiol. (41) 3333-3077.

 
6 Comentários

Publicado por em 10/25/2012 em Uncategorized

 

Etiquetas: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,