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Hamburgueria Água Verde – Tradicional Duplo Bacon

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Mais uma semana e estamos aqui trazendo mais uma dica de hambúrguer dessa cidade que parece uma velha maluca, mas conservadora, de 321 anos.

Voltamos ao bairro do Água Verde, será que também vão querer falar Água Verde Soho? Meu bairro já falei que quero que chamem de Rebouças Leblon. Obrigado.

Hoje não vai ter muita firula mas vai ser mais ilustrado.

Chegamos e logo ao entrar já deu pra sentir um cheiro bom de carne, na brasa, mora?
Espaço amplo, aberto, com várias mesas e essa bandeirola tipo um banner com uma bandeira do Brasil que se funde com uma dos EUA (Por quê!?)
Nas laterais tem grades vermelhas com floreiras e com aquelas paradas de plástico transparente que da para baixar quando faz frio, tipo tem no Costelão da Chile e em outros lugares que são abertos. O áudio do local era o da televisão, que passava um festival com algumas bandas que nunca vi, mas depois teve o Sting, com Every Breath You Take, e o Eric Clapton (que não quero colocar nenhuma música).

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São mais ou menos 10 opções de sanduíches, sendo uma vegetariana que pra gente nem conta, só consta, e duas opções com dois hambúrgueres.
Foi numa dupla carne dessas que fui.

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O pão é afrancesado e com gergelim. Grande, bem grande, à primeira vista ele esconde todo o recheio e achei que não seria dos melhores, mas ele é bem bom. Muito leve e macio, com uma casquinha que quebra mas que não vira uma farpa. Ainda não tinha visto um pão desses nessa nossa andança por aí. Ponto positivo.

Agora o pulo do gato, mas fiquem atentos.

O pão não deixa ver tudo que tem dentro, e os dois hambúrgueres são bastante coisa.

A carne não estava tanto no ponto como foi ofertado e como foi pedido. Não estava no ponto para o mal, como pedimos, com aquele rosado, mas sim do ponto para o bem passado. Tudo bem, não foi nenhum problema, acho que até foi uma salvação, porque com essa quantidade de carne iria escorrer litros de sucos caso estivesse mal passada.
São mais de 300g de carne. Que abundância, meu irmão!
Surpreendentemente fica muito tranquilo mastigar tudo isso, a carne é bem macia e saborosa.
Mesmo grelhada na brasa, não tem gostão de fumaça. Toda essa carne é o ponto alto do sanduíche, deixa a gente feliz e faz inveja em quem pegou só um hambúrguer.

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#DicaGoodBurgerParaMarombada. Toda essa carne deve ter as proteínas de um scoop de Carnivor… mas também deve ter uns 30% de gordura que você vai ter que queimar na esteira.

Agora olho no laaancê! O nome do sanduíche é Tradicional Duplo Bacon. Tem que ficar ligado que não é o bacon que é duplo como o nome sugere. Na verdade é um Tradicional Duplo com Bacon. São duas carnes, dois queijos , mas só um bacon. Rá! ié, ié!
Acho que nem foi malandragem dos caras, mas que induz ao erro, induz!

O Bacon fica só no topo, embaixo do pão. É uma tira boa e larga que ajuda a salgar mais ainda a coisa toda, mas tive que tirar o topo do pão e pegar com a mão, um pedaço avulso, para poder degustar direito essa parte tão venerada do porco. Se não for comer assim, o bacon some e não da nem pro gosto, literalmente.
Para falar a real, se for pegar um duplo, eu recomendo nem pegar o com bacon porque ele quase some, talvez não sumisse se fosse duplo bacon, hã? hã?!
Se não for pra sentir direito o bacon é melhor economizar  dois reais. Sou muquirana,  dois reais para quem é falido faz diferença. Dá pra jogar na mega-sena.

Eles te dão a opção de escolher o queijo: mussarela ou cheddar.
A mussarela já tá meio ultrapassada nesse lance de hambúrguer, é muito leve e aí nego coloca uma fatia só, nem da para o cheiro. Perde bastante para o cheddar de fatia. E nesse caso é o de fatia mesmo e não aquele meio tosco, em pasta, que é só funciona no cachorro quente.
O cheddar é mais cremoso, mais saboroso mesmo, e  acho que da uma liga maior e melhor se comparado à mussarela. Mas as duas fatias, uma para cada carne, acabaram sendo desintegradas e absorvidas pelo buraco negro do bolo de carne. Deu para aproveitar os pedacinhos que ficaram nas laterais.

Tem um tomate fininho, que quase passa despercebido debaixo da alface. Tem também uma cebola puxada no azeite. Quem diria, eu falando sobre cebola! Mas ela dá uma murchada e perde a crocância. Agora não sei o que seria melhor: ela mais crocante e com o gosto mais acentuado ou assim suavizada.
Também tinha picles, mas picles é um lance de americano que aqui não cola. Não gosto de coisas agridoces então pedi sem.

Não acompanha batata frita. O hambúrguer vem num prato pequeno de propósito, para caber apenas o sanduíche mesmo. Uma verdadeira lástima.

É um dos que eu quero comer de novo?
É!

Ficha técnica:
Tradicional Duplo Bacon

Ingredientes: “Dois saborosos hambugueres de 160g, grelhados na brasa, bacon, queijo mussarela ou cheddar, maionese, picles, tomate, cebola e alface”.

Preço: R$16,90 (o mais caro do cardápio) + Água Crystal 500ml R$3,00.

Ponto alto: O pão, a carne, muita carne boa e o preço.

Ponto baixo: Já que é duplo bacon poderia ter dois bacons e, claro, não acompanhar batatas fritas é um tremendo vacilo.

Avaliação: B

A Hamburgueria Água Verde fica na Avenida Dos Estados, 630. No bairro Água Verde, claro. Não sei os dias e horários de funcionamento, se virem. Fone: (41) 3013-7177.

 
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Publicado por em 04/04/2014 em Uncategorized

 

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Batha Bhaya – Heart Attack

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Agora sim! Eis aí o arquétipo da ovelha negra gastronômica que levanta seu próprio estandarte de insalubridade holística. Quando menos esperávamos, quando Curitiba parecia para sempre afundada em um oceano de hipocrisia em seus mais finos restaurantes, surge o Batha Bhaya para dizer que o hambúrguer pode sim ser fino e thrash ao mesmo tempo. De um lado, o bom moço Madero e seu hambúrguer fino estampado em outdoors bradando aos quatro ventos suas 390 calorias, sendo vendido como uma saudável alternativa à sua salada caesar pós-academia. Do outro, e bem longe do centro estéril, demagogo e oco em sua essência, está o Batha Bhaya, antagonizando com Junior Durski desde o coração da Cidade Industrial, desarmando o rótulo de “saudável” que por pouco não é impregnado no senso comum dessa população com alma de gado de rebanho.

Não vou me ater à descrição do lugar porque o Murilo já o fez no post anterior. Vamos falar do sanduba aqui. Heart Attack é o nome da criança. Suja, enorme, monstruosa, não dá brecha para dúvidas: comer esse lanche é flertar com a morte, e de perto. Hipertensos, diabéticos, morbidamente obesos, cardíacos, atenção, há um novo vilão na cidade, e ele diz “olhem para mim, temam por suas vidas e saúdem aquele que sobreviver a um encontro com meu cerne entupidor de aortas”. A lista dos ingredientes ocupa nada menos do que três linhas no cardápio: trata-se de dois hambúrgueres, bacon, gorgonzola, tomate seco, crispy onion e os dois ingredientes chaves do negócio: OMELETE e Molho Bigui Mék. Primeiro: omelete em um hambúrguer é quase um grito desesperado de quem não sabe o que mais pode ser acrescentado a um hambúrguer para dar à refeição o status de receptáculo de almas. Segundo: Molho Bigui Mék. Cara, eu adoro esse desrespeito cínico pelos direitos autorais que só restaurantes legais e longe dos olhos da galera rica pode proporcionar. O que é o tal Molho Bigui Mék, vocês me perguntariam? Nada mais que uma maionese temperada, eu diria. Mas veja com seus próprios olhos o tamanho da desgraça.

Batha Bhaya

Bom, o que a foto talvez mostre pouco, e por uma boa razão, são as batatas fritas que acompanham. Nada menos do que ruffles, a batata da onda, figurando em um hambúrguer Premium. É o Kaes fazendo escola, e é totalmente detestável, fiquei realmente puto quando isso chegou no meu prato. Esperava isso de um monte de lugares, menos desse novo Batha Bhaya que tinha tudo para ser uma promessa de fuga à mesmice que impera sobre os estabelecimentos de casual dining da cidade. Vergonha na cara, Batha Bhaya, vamos aprender a fritar batatinha frita artesanal por gentileza, que comer Elma Chips de acompanhamento ninguém merece.

O pão, esse sim, é um diferencial. Pão preto em um hambúrguer é geralmente algo reservado a sanduíches a base de cheddar – vai saber a razão. É gostoso, mas passa batido ante a guerra condimentosa que se instaura em seu recheio.

De imediato, o tomate seco caiu fora. Por mais que eu goste do ingrediente, um hambúrguer como esse é o último lugar em que deveria estar. Ainda se fosse na pasta a base de tomate seco, como a que o Kharina faz, vá lá. Mas algo extremamente forte como o tomate seco deixou o sanduíche intragável, e tive que removê-lo manualmente da composição para poder apreciar melhor o lanche.

Quanto à gorgonzola esperada, essa não veio. Aliás, pode ver pela foto que no lugar do queijo fungado, veio o tradicional cheddar em fatia processado. Ainda não é a coisa pra valer, mas, hey, bem melhor que aquela pasta nojenta dos outros cheddars, hein? Acho que o chef se enganou com essa história, e obviamente o sanduíche perde alguns pontos por isso, porque se eu pedi um sanduíche com gorgonzola, é porque eu queria comer gorgonzola, mas tudo bem. Vida que segue. Ah, e também não senti nada da cebola. Pode ser que ela estivesse por baixo de tudo, pode ser que não, não sei. Não abri para conferir, mas acho que isso também é, por si só, uma falha.

O bacon fica escondido sob um oceano denso e coloidal de maionese Bigui Mék. É possível de ser sentido, mas nada digno de lembrança. Como eu disse, a batalha entre condimentos aqui dentro é fortíssima, e a única força que se soma do sangue dos guerreiros é o doce sal, que o faz virar cada vez mais refrigerante pra dentro. Ô sanduíche salgado da gota serena esse, viu?

Por fim, o omelete, esse sim uma grata surpresa. Longe de ficar pesado – quer dizer, claro que um pouco pesado ficou, né, por deus, olha o tamanho da bagaça –, a mistura de ovo e hambúrguer caiu bem como os antigos e famigerados x-eggs, com a diferença que o ovo aqui é mais encorpado e mais saboroso que o normal. Deve ser a junção com o molho, o santo molho que lubrifica as engrenagens das relações interpessoais de cada componente do Heart Attack.

É uma pena que, no fim, tudo fique tão salgado e forte, porque a carne preparada pelo Batha Bhaya é extremamente saborosa e bem feita, como raras vezes se vê em um estabelecimento que se diz competente para esse gênero de comidinha junky grã-fina. Vermelho, bem temperado, de tamanho bom e bem grelhado, ele acaba sendo um coadjuvante subaproveitado em um mundo de outros ingredientes, e mesmo dois deles só servem mesmo para dar um pouco do gosto da carne a esse carnaval do sal.

Resumindo: o Batha Bhaya é um lugar que definitivamente vale a pena conhecer, o Heart Attack é uma estaca cravada no coração do hambúrguer burguês pseudo-saudável e o tomate seco não serve pra esse sanduíche. E, claro, chega de batata frita industrializada.

Com isso, meus amigos, entramos em um recesso de – pasmem vocês – quase três meses, pois eu e o Murilo vamos dar nossos rolês por outros cantos do planeta Terra e ver o que há para ser visto. Mas não se preocupe, se a gente achar algum hambúrguer bom pelo caminho, a gente avisa. Keep fat, keep eating.

Ficha técnica:

Heart Attack

Ingredientes: “Dois hambúrgueres, bacon,omelete, gorgonzola, tomate seco, crispy onion e molho Bigui Mék.

Preço: R$21,90 + Coca-Cola lata R$3,00 (faça o chek-in e não pague a coca).

Ponto alto:  Originalidade, autenticidade, tapa na cara da sociedade, mistura inusitada e ambiente agradável.

Ponto baixo: Batata ruffles, lanche muito salgado, tomate seco horroroso, ausência de ingredientes e substituição de outros, e acho que demorou pra chegar também.

Avaliação: C+

O Batha Bhaya fica na Rua Pedro Gusso, 4017, no (ou na) CIC. Perto do terminal de ônibus. Funciona de terça à quinta das 18:00 às 00:00, sexta e sábado das 18:00 às 02:00 e domingo das 18:00 às 00:00. (41) 3042-0273(delivery, para quem morar por perto,né!?).

 
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Publicado por em 05/03/2013 em Uncategorized

 

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Hamburgueria do Vicente – Double

A Hamburgueria do Vicente é das mais antigas e acho que a primeira hamburgueria dessa leva de hambúrgueres bacanudos que hoje (felizmente) são moda em Curitiba.

Uma das primeiras coisas que pensei foi: “Que lugar bonito”, não tem cara de lugar da moda, não é cheio de enfeites, não é meio escuro e com cara de pré-balada, não tem aquele lance meio underground, meio rock and roll como o Don Corleone, Barba Negra, ou o Rock’a Burger.
Lugar bem frequentado, famílias que parecem vindas de alguma propaganda de televisão, galera jovem no estilo Malhação e agora também a plebe rude (nós). Apesar do público bem Batel e não ser a minha cara, eu levaria meus pais lá (se eles comessem essas porcarias que tanto gostamos), minha namorada (se eu tivesse uma), e até meus filhos uma vez por semana (se também os tivesse).
Confesso que gosto muito mais de um lugar assim do que os outros citados no parágrafo anterior, é muito mais tranquilo, menos barulho, as pessoas vão para comer e conversar, não para ficar reparando na garota de regata lésbica, bêbada e de cabelo parcialmente raspado, ou se o cara da mesa ao lado tem mais tatuagem de marinheiro que o outro, essas coisas para as quais não tenho mais idade nem paciência.

Enfim, vamos comer!
São 15 diferentes opções de hambúrgueres, o Vicente não está para brincadeira, são especialistas no negócio e a parada é leva a sério. Ingredientes selecionados, acompanhamentos produzidos por eles mesmos e algumas opções únicas fazem parte do repertório dos caras.

Escolhi o Double, nem tinha pego o cardápio e já tinha escolhido pela foto no papel na mesa, como boa criança, tenho o olho maior que o estômago e escolhi pela cara e pelo tamanho.

Nossos dois sanduíches ficaram prontos em apenas 6 minutos, e detalhe para a boa apresentação do prato. Esses detalhes de apresentação são legais, faz parecer que o prato foi feito individualmente mesmo sendo produzido em série.

Chega à mesa os dois andares de hambúrgueres que poderia ser chamado de X-Montanha (se o Seu Zé do Montesquieu sabiamente já não tivesse se apropriado do nome).
No caso do Double é humanamente impossível comer com as mãos e colocar tudo aquilo na boca de uma vez, a menos que você tenha uma boca de caçapa ou consiga deslocar a mandíbula feito uma cobra.

Acho que o Vicente e eu temos uma divergência sobre a definição de uma carne “no ponto”. O no ponto deles pra mim já está praticamente bem passado. Então foram 340 gramas de carne bem passada, mas ainda assim bem boa, acompanhada de bastante queijo e catupiry quentinho (já repararam quantas vezes, normalmente em cachorro quente de rua, o catupiry vem frio, aí você come aquela parada gelada e quente ao mesmo tempo? Não é legal).

O pão é produzido por eles mesmos com “levedos naturais” e tem gosto de pão caseiro, mas por causa das leveduras especiais ele fica mais leve e aerado, e um puquinho quebradiço.
Contudo, por ter gosto de pão caseiro eu ficava imaginado aquele pão aqui em casa, quentinho, com a margarina derretendo (tipo pão que a mãe faz …rolou um momento saudosista) e não no sanduíche.
O ponto fraco é o bacon cortado em pequenos pedacinhos, precisei fazer uma incisão no bicho para descobri-lo entre os dois hambúrgueres, pois quando comecei a comer fiquei na dúvida se o raio do bacon estava lá ou não.
E convenhamos, quem pede dois hambúrgueres desse tamanho, com um monte de queijo, não está preocupado com a saúde e espera que o bacon seja proporcional. Umas duas tiras pelo menos, vá!

Acompanhamento de batatas fritas palito, crocantes, douradas e sequinhas, padrão Classe A.

Outro ingrediente preparado por eles e exclusivo, é a maionese (ah, mas até o Come-Come tem a sua própria maionese, sinistra por sinal).Uma maionese basicamente com gosto de cebola, como não curto muito cebola, deixo passar.

O lugar começou a encher, os garçons começaram a passar mais vezes perguntando se estava tudo certo, se queríamos mais alguma coisa, tenho a leve impressão que queriam que nós desocupássemos o lugar.

Uma última observação: lembram que comentei dos pequenos guardanapos do Mustang Sally? Pois aqui o guardanapo é gigantesco, tipo 40x40cm. Mas não coloquem na gola da camiseta como um babador, vocês estão no Batel, finjam que tiveram aulas de etiqueta. O guardanapo é para embrulhar bem o sanduíche e comer sem se sujar.

É o melhor? Não acho que seja o melhor.
Mas é bom? Claro que é!!

Ficha técnica:

Double

Ingredientes: “Pão especial, 2 hambúrgueres do Vicente (170gr cada), queijo catupiry, bacon, cebola, picles, tomate, alface, e a exclusiva maionese do Vicente.”

Preço: R$23,80 + R$ 3,20 refri lata (salgado heim!) – Dei uma de Mr. Pink e não dei gorjeta e não paguei os 10%, que são opcionais.

Ponto alto: Ambiente, variedade de opções, bons ingredientes, apresentação dos pratos…

Ponto baixo: Bacon discreto demais da conta e carne passada do ponto.

 Avaliação: B

A Hamburgueria do Vicente fica na Av. Vicente Machado, 1.927 – Batel. Funciona de terça a sexta das 11h30 às 15h e das 17:30 às 23h30. Sábados e feriados das 12h às 23h30 e domingos das 13h às 22h.  (41) 3024-4171.

 

 
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Publicado por em 04/12/2012 em Uncategorized

 

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