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O GiraMundo – Hambúrguer Especial

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Fim de ano chegando, a última correria, uns dias de folga entre natal e ano novo e até férias para alguns não esquecerem de como a vida real deveria ser. E férias lembra o que?!
Tempo de viajar, sair por aí, relaxar, cair em roubadas, rodar pelo mundo ou pelo bairro, conhecer lugares novos ou rever os que gostamos. Encontrar gente diferente, novos cheiros e sabores  também, e foi numa dessas que fomos parar em um café recém aberto em Curitiba que tem essa vibe.

E se tem coisa que a gente gosta tanto quanto hambúrguer é viajar.

Tem aquela frase muito compartilhada no face em tempos de férias, do Mario Quintana, “Viajar é mudar a roupa da alma”. Pela minha pouca experiência posso falar que quando a gente viaja, principalmente se for um período meio longo, acaba virando outra pessoa enquanto descobre o seu destino (destino sina e destino local de chegada). Quando voltamos, é a nova pessoa que está de volta, é você um pouco mais evoluído com as experiências da viagem…  mas aí o tempo passa e a gente tem que cuidar para não voltar a ser o antigo eu. No meu caso um implicante deprimido.
Sobre a frase do Quintana, prefiro dizer que muda a vida mesmo, sou um racionalista, ateu desalmado, mas muito consciente da vida aqui e agora. Recomendo para todo mundo viajar, ainda mais se estiver meio fodido ou perdido na vida, aí é algo quase obrigatório. Melhor que gastar dinheiro com terapia ou antidepressivo, você vai se entender melhor, entender um pouco das diferenças do mundo e a vida, on the road.
Seja um viajante e não um turista.

Bora falar de lanche?!

No água verde, bairro que não passamos desde o Mister Dog e a melhor maionese verde da cidade, encontramos o “O GiraMundo”.

O lugar é uma casa transformada em café, numa vibe meio hostel. Tem uma máquina de café que por fora lembra a traseira de um cadillac vermelho, que lembra meus planos de pegar aquelas longas retas da Route 66 num conversível ouvindo um Rancid, carregando armas e dinheiro, acompanhado de uma garota de bikini com cabelos ao vento ou um chimpanzé com roupas de gente.(férias é pra sonhar, galera!).
No café também tinha um robô gigante climatizador, coisa que precisa numa Curitiba com clima de deserto, 30° de tarde e 10° à noite. Mas um cara chegou e levou ele embora.
Na parede pintada de verde tem uma lista dessas cervejas especiais escritas em giz, além de camisetas e outros souvenirs ao lado do balcão, as outras paredes são laranja e marrom, um lance meio Irish cervejeiro.
São só cinco mesas, todas são de madeira e lisinhas (gosto de passar a mão em coisas lisas como mesas, capas de livros, pessoas…), mas em uma tem cadeiras estofadas e uma cadeira dupla, cabe um casal na mesma cadeira ou um gordo confortável.
Isso tudo embalado por som ambiente de rock/blues e vídeos de surf na tv.

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A primeira impressão é: “Que pequenininho!”
A segunda é: “Quanto queijo, que legal!”
A terceira e já na primeira mordida: “Que pão lazarento.”

Já vou começar pelo ponto negativo, o pão não sei o que de cerveja.
Legal inovar e tentar uma coisa diferente, dar uma cara própria às coisas, mas não é sempre que dá certo, né?! Esse foi um caso que não deu. Talvez manter no arroz com feijão dos pães de hambúrguer funcionaria melhor.
Esse pão de cerveja ficou massudo, pesado, borrachudo, a fermentação dos levedos não rolou direito e a massa também estava um pouco crua no meio. E com farinha por cima. Farinha por cima é foda, gruda tudo nos dedos, na barba… mas isso é frescura minha, o resto não é.
Chegou uma hora que desisti e comecei a comer apenas o recheio, depois voltei à tampa do pão só para cumprir tabela e não desperdiçar nada.

O recheio é simples e do jeito que tem que ser, só o básico e o gostoso. Carne, bacon, queijo e maionese (tinha cebola caramelizada, mas quem acompanha isso aqui e leu o último post já se liga que pedi sem). A maionese parece ser boa mas se perde no pão grosso.

O queijo é uma beleza, enche os olhos e logo de cara se percebe que esses caras são dos meus, não ficam regulando e colocando só aquela única fatiazinha de queijo. Aqui o negócio quase embrulha a carne, é uma camada grossa e salgada de cheddar. Ponto bem positivo.

A carne tem aquele tempero dito caseiro de sal, cebola e um verdinho (verdinho pra mim é todo qualquer tempero verde, não sei o nome dessas paradas).Tem um tamanho legal ou pelo menos suficiente. Quanto ao ponto, estava quase lá, um pouco seca, mas nem se tratava tanto do ponto, acho que um pouco mais de gordura na carne deixaria mais suculenta, gostosa e menos fibrosa.

Em cima da carne, o queijo, em cima do queijo o bacon.  Generosa fatia de bacon cortado em tira e umas lascas grandes que dão consistência e um pouco mais de sal e sabor ao morder. Na foto aparece bem a parte da gordura, mas ele tinha uma boa carninha também.

Acompanha batatas chips, fininhas, bem sequinhas e crocantes. Um potinho de molho adocicado com gosto de fumaça, barbecue.(sem essa de cobrar extra por um potinho de molho como uns lugares sem vergonhas fazem).
O refri é servido num tipo de taça de vinho, gosto de copos diferentes mesmo para tomar refrigerante.

Surpreendentemente o bicho tem um fator sustância bom, deve ser por conta do pão pesado.

No final o cara fez a conta de cabeça no papel, no melhor estilo do finado seu Zé e o Alvaro do Montesquieu.

Para fechar, uma dica natalina e não hamburguística. Uma fatia de chocotone, doce de leite e outra fatia de chocotone. De nada!

Semana que vem tem mais um post novo do Yuri. Eu vou ficando por aqui. Até janeiro.

See you mothafuckers, ho-ho-ho!!

Ficha técnica:

Hambúrguer Especial

Ingredientes: “Hambúrguer caseiro com queijo cheddar, fatias de bacon, cebola caramelizada e maionese no pão de cerveja. Acompanha batatas chips.”

Preço: R$18,00 mais uma coca-cola lata de R$4,00(!) ficou R$22,00.

Ponto alto: A quantidade do queijo e o bacon bem servido.

Ponto baixo: Definitivamente, o pão não agradou.

Avaliação: C+

O GiraMundo Café fica na Rua Santa Catarina,456, no Água Verde. Funciona de Terça à Sábado das 15h-22h e Domingo 15h-20h. (41) 3205-0437. Fica ao lado de um boteco de tiozinho, daqueles todo amarelo da skol.

 
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Publicado por em 12/13/2013 em Uncategorized

 

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Batha Bhaya – Tex Mex

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Dia desses eu estava lendo o Daytripper, um quadrinho dos irmãos Fábio Moon e Gabriel Bá, e num dado momento o narrador diz:

“…uma hora você descobre que seu lar é muito mais do que a casa onde você mora… Ele (Brás, o personagem) descobriu que o país pode ser o seu lar, ou uma cidade, ou mesmo aquele bairro em particular”.
Como se as ruas ao redor da casa da gente, por onde passamos todos os dias, às vezes por muitos anos como é o meu caso, acabassem parecendo prolongamentos de nossas casas. É a nossa quebrada familiar.
Ultimamente tenho ouvido sobre vários casos de violência aqui na minha região, são baleados, assaltos, atropelamentos, e ainda assim continuo andado com relativa tranquilidade pelas ruas da minha casa.

Tudo isso para dizer que saímos das nossas cercanias e fomos rumo ao desconhecido na nossa busca pelos melhores (e às vezes piores) hambúrgueres da cidade, desembarcamos nas longínquas terras da CIC, a Cidade Industrial de Curitiba. Longe pacas!

Batha Bhaya, é o nome do lugar.
“É um lugar indiano?” Se tem algo de indiano é a penas no nome, porque servem carne de vaca morta, algo nada bem visto por aquelas bandas.

O Batha é um lugar “multicultural” meio feira da fruta, decorado com vários posters 3D do Street Fighter, Os Simpsons, Iron Man e coisas do gênero internet, cinema, desenhos… Fiquei sabendo que também rolam shows acústicos de pop rock, sertanejo e de mágica. Sim, mágica. Tem até umas cartas de baralho utilizadas em algum truque que acabaram coladas no teto.
Durante todo o tempo que estivemos lá estava rolando um Hip-Hop americano anos 80-90 e bicicross nas montanhas passando na tv.
Sentamos na mesa de MDF cor de madeira, bancos com almofada vermelha e acima de nós uma luminária do Space Invaders.

Dessa vez não tinha como ficar no clássico X-salada, os caras tem um cardápio de hambúrgueres bem interessante. Queria ter experimentado uns três pelo menos, mas escolhi apenas o “Tex Mex”.

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Baseado no que chamamos aqui de “Nachos”, o prato com carne moída, feijão, molho, queijo, guacamole(aquela parada de abacate) e tortillas (Doritos em 90% dos lugares), esse Tex Mex em alguns momentos realmente lembra os nachos, e é tipo aquele lance de cozinha molecular(numa proporção muito menor) em que os caras mudam a textura, consistência e forma das cosias. É meio que o prato em forma de sanduíche.

Logo de cara a gente já percebe o pão preto (tá, não é preto é marrom, mas vou chamar de preto). O pão não é doce como o que tem de cortesia no Outback e nem salgado, é tipo uma base neutra bem macia, pequena e brilhosa por cima.

Logo abaixo da cúpula do pão preto vem uma camada daquele negócio de abacate, que já adianto que é o ponto negativo do sanduba, ia pedir sem, mas quando vi que dizia ter um hambúrguer apimentado, achei que isso ajudaria a amenizar a pimenta. Mas a real é que estava amarga a guacamole, no me gusta. Felizmente vem em pouca quantidade.

Na sequência vem os doritos e aí começa a ficar interessante, o tempero característico do salgadinho já começa a dar o gosto do nachos que a gente faz em casa (não que eu faça), e a crocância misturada com a maciez do pão é algo bem legal.
Uma madrugada dessas tentei fazer um pão com margarina e doritos, ficou uma porcaria, quase vomitei depois de comer, nem tentem.
Mas rola fazer um pão já amanhecido com pouca margarina e uns poucos amendoins daqueles com casquinha amarela, ou verde, ou o apimentado vermelho(só testei com o amarelo), fica bem bom e é tipo uma surpresa a hora que você mastiga um pedaço do pão mole com um amendoim. #FicaDica

Votando ao TexMex, tem cheddar processado para colar os doritos na carne, dar liga e também um pouco de suavidade.  Mas nem precisava de nada para suavizar, a carne que dizia ter pimenta calabresa, embora seja muito boa, tem seu tempero mas não é nada picante. E já falei aqui outras vezes que sou uma moça para pimentas.
A carne está quase se mimetizando com o pão. Pão e carne tem praticamente a mesma cor, mas apenas por fora, por dentro ainda se mantinha a ruborização desejada para um “no ponto”.  São 150g(segundo eles) de um bom hambúrguer artesanal.
Os sucos da carne e o abacate fazem os doritos, crocantes nas primeiras mordidas, ficarem molengas. A sorte (que na verdade é azar) é que o sanduíche é pequeno, você acaba comendo antes disso acontecer totalmente. Aí entra o segundo ponto negativo, é um hambúrguer pequeno, da para segurar ele todo com uma mão só. Fator sustância em baixa.

Isso tudo acompanhado de batatas chips tipo Ruflles, outra vez batatas industrializadas, não vejo um acompanhamento mais sem graça do que batatas industrializadas de saquinho. Esperamos que essa não seja uma tendência das hamburguerias, lanchonetes e afins.
Orra, galera, se deem ao trabalho de fritar umas batatas de verdade!
Mas admito que essas batatas até caíram bem com a maionese da casa que vem num potinho. Maionese com ervinhas que deixam um gosto final de orégano. Boa.

No cardápio tem até uma explicação do processo de feitura e montagem do hambúrguer, e de quanto tempo demora, pelo menos uns 20 minutos segundo eles. Fato é que demora mesmo! Tem que ter paciência, coisa que é difícil quando se está com fome.

Dicas:
Para achar o Batha você precisa olhar para cima, pois na parte de baixo do lugar tinha uma molecada na frente, parecia uma escola, na real é uma autoescola.  Você entra na porta lateral e sobe a escada. Parece que você está entrando num lugar meio nas bocadas, meio escondido, mas é tranquilo!

Faça o chek-in no Foursquare ou Facebook e ganhe um refri, mas só na primeira vez. Tipo piá malandro com uma gatinha nova, agrados só no começo, fiquem espertas garotas.

Para aquele seu amigo chato, ops!, vegetariano, o hambúrguer de carne pode ser trocado por de soja.

Agora me despeço, amiguinhos.
Semana que vem tem o Yuri e o seu Heart Attack, depois disso vamos sair de férias.
\o/

Ficha técnica:

Tex Mex

Ingredientes: “Hamburger com Pimenta Calabresa, Cheddar em Pasta, Nachos com Guacamole (Abacate + Temperos)”

Preço: R$15,90 + Coca-Cola lata R$3,00 (faça o chek-in e não pague a coca).

Ponto alto:  Toda a concepção de um sanduíche diferente, o pão preto é legal e a carne é boa também.

Ponto baixo: Demora, a guacamole estava amarga, é pequeno e a batata que acompanha é industrializada.

Avaliação: B-

O Batha Bhaya fica na Rua Pedro Gusso, 4017, no (ou na) CIC. Perto do terminal de ônibus. Funciona de terça à quinta das 18:00 às 00:00, sexta e sábado das 18:00 às 02:00 e domingo das 18:00 às 00:00. (41) 3042-0273(delivery, para quem morar por perto,né!?).

 
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Publicado por em 04/26/2013 em Uncategorized

 

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