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Au-Au – Burguer 3 Queijos

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Semana passada por motivo de festa não teve post, podem dar parabéns para o “Nego Dito”. E também porque 6 hambúrgueres de 6 lugares diferentes em pouco mais de 6 horas, marcando a tríade 666 do capeta hamburguístico, merece ficar mais uma semana no ar.

Agora, voltamos à programação normal e voltamos com um clássico Curitibano. Au-Au. Não, isso não foi uma onomatopeia do Frank Aguiar, político brasileiro e cãozinho dos teclados, é o nome do lugar que fomos.

Quando chegamos, ainda sem saber se teria hambúrguer, não tinha nenhuma foto de hambúrguer em nenhuma parte. Pensei que seria uma tragédia anunciada, o lugar é totalmente voltado ao cachorro quente burguês e a gente chega pedindo um hambúrguer. Era o Au-Au( não era Mu-Mu, cacete!), era claro que ia dar merda.
Eis que, quando sentamos e vimos o cardápio, a surpresa: tinha, e boas opções até! Já ganham um ponto por nos surpreender.
Os caras servem várias coisas além de cachorro-quente. Tem desde saladas e sanduíches naturais de presunto e atum — o que explica a grande quantidade de pessoas de meia idade com roupas da academia —, até algumas sobremesas interessantes, além de uma penca de opções de cachorro quente (que particularmente comi uma vez e nem curti, prefiro muito mais os rueiros). Vocês estão ligados que a verdade vem das ruas, né?!

Estou numa vibe tipo Lulinha paz e amor, 2002, não vou ficar criticando esse povo classe média que vai lá, não se contenta, e também vai no Au-Au no litoral (ia falar na praia, mas isso que temos no Paraná é litoral, praia é outra coisa) e paga 17 reais num cachorro quente.

A menina chegou com os refrigerantes, colocou a lata na mesa e colocou um canudo do lado, nessa hora me liguei que estou ficando velho. Pedi um copo, afinal, não estou bebendo de pé na rua. Ganhei um copo de papel.
Enquanto não chegam os pedidos, fico olhando a movimentação no balcão. Gosto de ver a comida das outras pessoas. O salão logo de entrada não é tão grande mas eles conseguem colocar muitas mesas, fora os bancos laterais encostados nas paredes que já descascam  o adesivo que imita madeira, mais a parte lateral e as carrocinhas fast food mais fast, na frente.

auau3quijos

O Blob, nome carinhoso que dei para o 3 queijos, que mais parece um monstro derretendo, meio tipo A Coisa, ou uma amoeba, é uma massa quase viva de queijos, algo que eu realmente queria. Esse é o tipo de coisa  para a qual você assume o risco. Um bolo de queijos e uma carninha, era o que eu queria e foi o que recebi. Feio e zoado como um lanche barato de lanchonete de bairro e a mesma satisfação, só que mais caro.

Pão bem genérico, um pouco fino, sem nada muito especial, mas do jeito que eu gosto. Pão de leite macio e sem gergelim que cumpre bem o seu papel.

Bastante catupiry, poderiam dar uma equilibrada melhor. Menos catupiry, um pouco mais de parmesão, que dos três é o que tem o gosto mais característico, e um pouco mais do mussarela também, para dar a elasticidade e consistência. Embora seja uma bela mistureba, não achei enjoativo, talvez por ser mais volumoso que realmente quantitativo. O que é bom também, não precisar comer toneladas de queijo e ficar satisfeito.

A carne, embora não estivesse totalmente seca, estava bem passada, até aí beleza, com esse conjunto não precisava estar tão suculenta, mas as partes com a marca da grelha estavam carbonizadas, fazendo uma crosta que da um crocante interessante, mas com um amargor de queimado lamentável. Mancada, galera, foi o ponto negativo do sanduíche que até então estava legal, mesmo com essa aparência.

Acompanha alface ralada e maionese, que juntos formam uma dupla imbatível para fazer o pão ficar escorregando pra lá e pra cá enquanto você tenta equilibrar tudo e fazer com que uma das partes do pão não acabe antes que a outra.
Nesse quesito bagunça tem uma coisa legal: eles tem uma embalagem/origami tipo do Guiolla. É uma parada muito funcional e evita fazer lambança.

Acompanha batatas fritas bem regulares, padronizadas industrialmente, cortadas fininhas e meio sem graça, mas vai, tem lugar que nem tem nada.
Da para trocar as batatas fritas por 5 batatas de carinhas, essas de criança, eu aconselho, são mais gostosas e divertidas, não fiz isso mas induzi o Yuri a fazer e acho que foi melhor pra ele.

Sustentou como uma refeição, comemos lá pelas 21h e agora são 2:33, vou comer um empadinha porque não se pode deixar para amanhã o que se pode comer hoje ainda fresco (não que eu esteja com fome).

Para fechar, semana passada alguém caiu aqui no blog porque estava procurando por uma “receita de abobrinha para colocar no hamburguer”.
Se liguem na #DicaGoodBurger. Nunca coloquem abobrinha no hambúrguer… e nem no cu.


Ficha técnica:

Combo Burguer 3 Queijos

Ingredientes: “Sanduíche com hambúrguer Au-Au de 130g de carne bovina, alface americana, queijos parmesão, catupiry e mussarela e maionese no pão especial de hambúrguer + Fritas 120g + Refri lata.”

Preço: R$24,80 no combo com coca-cola lata e batata frita. (Acho que 20,00 estava susse)

Ponto alto: Tem um geral bom, nada que se destaque tanto, mas os queijos são o principal.

Ponto baixo: A carne queimada foi marcação.

Avaliação: C+

O Au-Au que fomos fica na Alameda Doutor Carlos de Carvalho, 990, no Centro. Funciona de segunda a sábado das 11h até 6h da manhã e domingos das 11h às 0h30min.

 
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Publicado por em 09/13/2013 em Uncategorized

 

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Guiolla – Gourmand 33

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Um estabelecimento da cidade vai estrear uma nova receita de hamburguer e quer fazer uma festa de lançamento e sondar a opinião dos convidados. Who are you gonna call? O Guiolla nos chamou para conhecer o Gourmand 33, um sanduíche composto por, pão, queijo, vinagrete, maionese e um baita hambúrguer de costela (e aqui fica a indireta pra vocês, outras hamburguerias que nunca chamam a gente de Godfather). Simples assim. Já resenhamos os hambúrgueres do Guiolla aqui, então esse entra num off-topic, mas nem por isso vamos deixar de fazer nosso comentário abalizado ineditamente escrito a quatro mãos (embora boa parte tenha sido trabalho do Murilo). E obrigado ao Guiolla pelo convite!

Antes de mais nada, tá aqui o bicho:

Gourmand 33

Quando esse prato chegou, achei ele bem pequeno e moderado, mas até que no fim das contas encheu a pança. O hambúrguer continua vindo num chapeuzinho de origami que é muito engenhoso e funcional,  além dos caras terem uma das melhores batatas-fritas da cidade. Mesmo assim, é meio inevitável comparar com o hambúrguer da foto promocional, confiram:

Gourmand 33

Bom, o mais legal desse sanduíche é que a carne é e parece costela, no meio do hambúrguer tem até as tirinhas de fibra da carne e um pedacinho ou outro de gordura (a gordura é que da o prazer dessa vida, mas se for muito, no corpo e no coração, aí é problema, jovens).
Deve dar um puta trabalho fazer isso, já conheci gente que não ia no costelão porque é muito empenho ficar separando só a carninha boa. Os caras fazem isso por você e colocam no formato de um puck, aquele disco de hockey. Então obrigado.
O hambúrguer faz o sanduíche parecer um planeta com um anel de carne ao redor do pão. Carne maior que o pão ganha a nossa simpatia, ainda mais se for gostosa como essa costela do Goumand.

Esse hambúrguer, acho que por causa do pão e do vinagrete me lembra essas festas de cidades do interior, rodeios e exposições agropecuárias que tem “X-pernil”. Aquelas barracas com uma luz bem na chapa para chamar atenção, uma porrada de carne e vinagrete para colocar num pão francês com a casca quebrando e colocado num saquinho branco.
No caso do Guiolla, eles transformaram um desses lanches toscos em algo sofisticado, coisa da inventividade do homem moderno das grandes cidades. Troca-se o cheiro de bosta de vaca no meio da terra batida por um lugar mais bonito e confortável no batel. Nada mal.

Tem o vinagrete, sim, aquele molinho de cebola, tomate, um verdinho e, pasmem, vinagre! (rá-rá!)
Confesso que comecei a comer cebola e realmente achar interessante agora há muito pouco tempo, depois dos Pita Gyros da Grécia (mano, que troço massa aquilo. Saudades, Grécia). Então não posso falar muito, mas basicamente é aquele lance, cebola da uma textura crocante ao mastigar, além do gosto característico, o tomate molha e com isso difunde o gosto da salada por onde escorrer.
Tem também uma maionese, mas é pouco, confesso que não reparei muito. Então poderia ter mais maionese, pode dar uma besuntada que a gente não se importa, deixa mais deslizante goela abaixo.

Eu (Yuri), pedi o meu hambúrguer sem o vinagrete, pra dar uma variada e ter uma espécie de grupo de controle. Bom, posso dizer que talvez o vinagrete desempenhe papel fundamental no lanche, porque com a pouca maionese e o queijo propositalmente escasso (senão a coisa fica extremamente salgada), o pão e a carne ficam bem secos. E hambúrguer seco é uma coisa que você jurou pra você mesmo que nunca mais comeria desde aquela vez que comprou uma caixa de frigão texas burger pra fazer em casa, esturricou a porra toda e acabou se fartando de pão com queijo e maionese, depois de comer meio disco de carne carbonizada. De maneira que é aconselhável pedir mais maionese caso não goste de vinagrete. Ah, senti falta do barbecue também, que sempre vai muito bem com costela e quem não concorda, boa gente não é.

Uma coisa legal do 33 é que é um sanduíche limitado, são só 33 por dia,  quer mais exclusividade que isso? Seja idiota e pague mais de 200reais no hambúrguer que tem lá em São Paulo, vai ser um dos poucos manés a comerem aquilo.
No combo do Goumand vem uma cerveja Stella Artois incluída no preço, que nós trocamos por um refrigerante. Engraçado como já é meio implícito que quase todo mundo consuma álcool e já oferecem direto com uma cerveja. Tudo bem, tudo bem…

Claro que não vamos só ficar rasgando seda, aqui é Good Burger, o bonde sem freio. Falamos a real mesmo quando parece que é jabá.
Achei o pão um pouco branco, seco e quebradiço, talvez para contrastar com a carne macia e não ser tudo mole, mas eu gosto de pão macio sem casca quebrando, esfarelando e espetando o céu da boca.

Quando chegamos tinha um tiozinho tocando Esse Cara Sou Eu, quando fomos embora estava tocando My Way, do Sinatra, então dá pra dizer que melhorou na hora que fomos embora.

O Guiolla é um pouco coxinha mas continua sendo o lugar que eu recomendo para ir em casal e tem um dos melhores hambúrgueres da cidade (Vejam no nosso ranking). Eu levaria uma gata lá.  #FicaDica

Fomos convidados para experimentar esse sanduíche novo. Comemos de graça e achamos muito legal, mas nem por isso virou uma matéria paga ou coisa do tipo.
Continuamos com a dignidade em dia e os bolsos vazios. Obrigado e voltem sempre!

 
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Publicado por em 08/23/2013 em Uncategorized

 

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Mister Dog – Big Calabresa

Não tem frescura, não tem quadro do Elvis, não custa 28reais, não tem decoração kitsch e nem música lounge. Uma televisão grande passando Jornal Nacional, mesas e cadeiras vermelhas de plástico da coca-cola, um único atendente atencioso, cardápios já disponíveis em todas as mesas, um lugar tranquilo e meio de família, coisa que só se encontra fora desse circuito supervalorizado e glamourizado de hambúrgueres gourmets, especiais, primes e et cetera.
O negócio aqui é simplão, tá ligado!

As vezes canso desses lugares da moda, lugares que são meio pré-balada, lugar em que todo mundo vai arrumado, como no Batel, ou lugares onde o povo vai para ver e ser visto, como na Trajano Reis. Ando meio enfastiado dessas babaquices. Quero só sentar e comer, simples assim.
A parada no Mister Dog é tipo lanchonete, não acompanha batata-frita, não tem viadagem decorativa no prato, o sanduiche vem num saquinho de papel branco, clássico.
Mister Dog tem esse nome porque o prato principal da casa é o cachorro quente, são dezessete (!) opções de hot-dogs, contra seis (boas) opções de hambúrguer.
O lugar tem todas as características das lanchonetes dos bairros mais afastados, ou de cidades do interior como foi citado no blog Baixa Gastronomia, da Gazeta, que deu origem às recomendações que recebemos, e nem fica na C.I.C, no Capão da Imbuia ou em Colombo… ou seja, a chance de chegarem atirando em todo mundo na procura de um nóia com dívida na boca vai ser mínima, mas a chance de furtarem o seu carro é alta, já que o Água Verde é o bairro com maior número de furto de veículos. Já avisava o poeta da juventude anos 00, Chorão.
“Nem tudo lhe cai bem.
É um risco que se assume.
O bom é não iludir ninguém.”

Ah, o nome “Mister Dog” parece que não é oficial, tanto que não tem placa nem nada, mas no cardápio ainda está assim e nós vamos chamar disso. A foto no início do post está uma porcaria mas da para perceber a placa da Pizzaria que fica ao lado, é a melhor referência para achar o lugar.

Só mais um detalhe antes de falar de comida, que é pra que foi inventada essa bagaça afinal: uma coisa que chama atenção no ambiente é o caixa na hora de pagar (na real eu reparei logo que entrei), você fica vendo o cara inteiro, é engraçado, o caixa é uma cabine feita nos moldes e na mesma onda arquitetônica que inspirou as paredes de vidro do Kharina Batel. Saca só!

E vocês tirando foto e achando o Sláinte super descolado com aquela cabine telefônica importada.

Agora o Big Calabresa.


Meu contato com linguiça calabresa é quase sempre nas pizzas e as vezes nos X-tudos, e como um X-calabresa ainda não tinha rolado aqui no blog, foi esse o escolhido.
Uma coisa boa dessa calabresa, contrária ao que sugere o nome da pimenta calabresa, é que não é apimentada. Não gosto muito de coisas apimentadas ou picantes, (só das Spice Girls, rá-rá-rá!), acho foda quando você pede pizza e vem calabresa apimentada e ainda colocam um monte de cebola… mas o negócio aqui não é pizza, é hambúrguer, e essa combinação é bem interessante, porquinho e vaquinha são amigos até depois da morte. Bacon com hambúrguer, linguiça com hambúrguer, tudo combina.
A calabresa fatiada fina, junto do hambúrguer, da uma consistência boa ao mastigar, é como se fosse um hambúrguer maior e mais macio, e com gosto de calabresa, claro!

Não é porque simpatizei com o lugar que vou aliviar, aqui a gente não alivia pra ninguém (a não ser que pague muito bem, aí a gente pode conversar! -risos-). O hambúrguer estava bem passado, 200g de carne bem passada, e um tanto seca.
Não é um hambúrguer gordo ou alto, ele é meio fino(mais ou menos um dedo), porém, grande no diâmetro.
Bem passado quase sempre quer dizer seco, o Big Calabresa padeceu do mal do Mustang Sally. Mesmo problema, mesma solução, maionese para curar a secura da carne e lubrificar as coronárias!
E aí aparece um diferencial do lugar. Além da maionese normal, são mais cinco bisnagas com molhos, ou seja, 6 opções de complementos. E tem lugar aí que fica regulando e quer cobrar por um molhinho extra, pfff!
Tem umas duas bisnagas com mostardas, uma de catchup, uma que eu acho que é pimenta, e uma maionese verdinha especial — o especial é por minha conta, pra mim ela foi especial, adorei aquilo!
É uma mistura muito suave de maionese, alho, cheiro-verde e talvez mais alguma coisa que não tenha identificado. Geral fala da maionese do Come-Come (e a verdade é que ela é mais comentada do que realmente saborosa) porque não experimentou essa.
Salada bem fresca, olha esse alface que crespa e que salta, não só aos olhos, e que dá uma benfazeja crocância, além do tomate que foi importante já que a carne estava um pouco seca, mas ao mesmo tempo acho que o tomate rouba um pouco o gosto da calabresa, nada de mais mas da uma roubada.
O queijo confesso que nem reparei, ou seja, poderia ter um pouco mais para que fosse mais representativo e ajudaria a dar uma liga melhor.
Tudo isso dentro de num pão de leite grande e macio, sem gergelim, que para ficar mais típico de lanchonete de interior, poderia ter sido colocado na chapa para dar uma tostadinha. Por enquanto só o Guiolla fez isso e ganhou minha admiração. (outros também ganharam, mas por outros motivos).

Resumindo, se estiver passando pelo  Água Verde, ache a tal Avenida dos Estados e vai até quase o final, no sentido do bairro. Vale dar uma passada para encher a pança.


Ficha técnica:

Big Calabresa

Ingredientes: “Big pão, hambúrguer 200g, queijo, calabresa fatiada, alface, tomate, maionese e catchup.”

Preço: R$12,00 mais uma coca-cola lata e 50% de uma porção de batatas fritas, ficou R$18,40.

Ponto alto: O tamanho, preço, e o molhinho verde especial.

Ponto baixo: A carne seca.

Avaliação: C+

O Mister Dog fica na Avenida dos Estados, 1250, esquina com a Rua Morretes, no Água Verde. (41) 3408-0884.

 
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Publicado por em 10/04/2012 em Uncategorized

 

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Guiolla – Clássico

O Guiolla é um lugar novo que tem uma variedade de atrativos. Você pode ir tomar um café ou um chocolate quente, comer um pedaço de torta, tomar um chopp no happy hour com os colegas do escritório, comer um sorvete italiano que segundo eles “é o melhor sorvete de chocolate do mundo”, ou como nós, ir comer um hambúrguer bacana. Ou fazer tudo isso junto e em um ambiente bonito e confortável. Chegamos enquanto tocava Eric Clapton e depois rolou um Elvis, ou seja, boa música e também um bom atendimento.  Mas isso tem o preço, né! Lugar padrão batel com as coisas boas que o dinheiro pode te proporcionar.

Assim como a logo e um textinho do cardápio que vou transcrever aqui sugerem, é um lugar feito para o amor, (no nosso caso amor à comida), para casais, para formar um casal, para os amigos e a família (assim como todos os lugares, não?).

“Tudo que é feito com carinho desperta as melhores sensações.
Na Guiolla o amor é ingrediente essencial. Somos gourmets porque saboreamos o melhor da vida. O ambiente romântico estimula os cinco sentidos. Cenário ideal para curtir família, amigos, novas e antigas paixões.” (antigas paixões é tipo levar a ex para um lanche?)
Acho meio brega mas deixo para vocês decidirem, ainda mais que acabou de passar o dia dos namorados.

Vou aproveitar esse post para um papo sério, depois desse texto tem um desenho que é a logo do Empório Chocolat que funciona no mesmo lugar. O símbolo deles é uma vaquinha com asas, uma vaca anjo, tipo a caixinha de leite no final do clipe do Blur.


Achei meio irônico um lugar que serve carne usar a vaca bonitinha (morta) como símbolo. Isso me lembrou uma “teoria” que estou desenvolvendo e vou compartilhar com vocês, o Yuri até já citou aqui no blog, que é sobre o “preço da carne”.
Carne é algo que está banalizado e deveria ser mais bem apreciado. “Alguém” morreu por isso, devíamos dar mais valor, e valor monetário mesmo, deveria ser algo caro e raro de se comer, aumentando o preço diminui o consumo.
Imagina só, o boi está lá de boa dando um rolê pelo pasto, paquerando a vaca da fazenda ao lado, ruminando sua graminha, a ração, chega o homo sapiens e o coloca numa fila, que não é para dar uma volta na roda gigante, é para quê? Para a morte!  Tremenda sacanagem!
Não sou contra matar animais para comer, também não sou contra matar pessoas, para mim é a mesma coisa.  Sou favorável ao consumo consciente, não precisamos comer carne todos os dias e em todas as refeições. Comendo menos precisaria matar menos. É tipo algo para manter o equilíbrio da força.
Sou como o Homer Simpson que chora e ao mesmo tempo se delicia degustando sua lagosta que era de estimação.
Quer comer? Tem que pagar o preço.
Por isso tento não reclamar tanto do preço dos lugares, mas ao mesmo tempo tem o lado que sou só um proletário freelancer (freela é uma forma de falar que no mercado formal você é um desempregado na maior parte do tempo) e não tenho grana para ficar esbanjando.
E também é por isso tudo que reclamo quando um hambúrguer(ou outra carne) não é bem feito, vem seco ou muito passado, é o puro desperdício da vida bovina( não só bovina mas de qualquer bicho que você esteja comendo).

Então no fim das contas a vaca merece mesmo as honras de uma anjinha, já que assim como Jesus, ela morreu por nós. Pelo nosso prazer de degustar um hambúrguer gourmet.

1 minuto de silêncio.

Pronto, apita o árbitro! Bora comer que já enrolei demais com essa teoria furada. Mas toda essa enrolação poderia ter sido pensada enquanto esperávamos o sanduíche, que demorou um pouco.


Sou um cara conservador, gosto do tradicional, gosto de sentar nas mesmas cadeiras, ir nos mesmos lugares. É mais ou menos por isso que quase sempre pego uma versão do “x-salada”, o clássico dos Hambúrgueres. Na teoria é para ser sempre a mesma coisa já que os ingredientes são basicamente os mesmos, mas incrivelmente é sempre diferente, a maioria dos lugares acaba tendo um sabor próprio, algo que os caracterize e diferencie da concorrência. Com o Guiolla não é diferente.

Valeu ter esperado, olha essa apresentação, não veio um sanduiche jogado e displicente com em alguns lugares. Vem bonitinho num envelope que parece um barquinho ou um chapéu de origami, bem útil.

Começando pelo pão, que é um pão francês estrela, na parte de cima ele é dividido em gomos, é mais bonito que funcional, pois os gomos vão se separando, aí você fica com a parte de baixo maior e a de cima vai sumindo antes. O legal além de não ser o pão tradicional de leite com gergelim, é que o pão também é grelhado. Tem tempo que procurava por um lugar que também colocasse o pão na chapa, nesse caso, na grelha. Gosto disso porque fica quentinho, mais crocante por fora e se mantem macio por dentro. E da uma desbaratinada caso o pão não esteja tão fresco, aprendam aí.
Moldado à mão o hambúrguer de 180g, mesmo sendo apenas um, faz presença e prova que mais que isso pode ser gula. 180g deveria ser o peso padrão dos disquinhos de carne. Menos que isso é pouco, e mais já começa a ser gordice.
A mistura de carnes assim como no Madero mas menos variada que o Madero, garante a suculência necessária para o efeito “Hummm” da Ana Maria Brega. Não ficou escorrendo exageradamente , mas é dos bons, carne tenra e bem no ponto (não pro mal passado como pedi, mas tudo bem) com marca de grelha, bonito, gostoso.
Me lembrou o bolinho de carne do Seu Zé do Montesquieu, sei lá porque…enfim.

O queijo, está aí mais uma coisa boa desse sanduíche, uma fatia considerável de queijo asiago pressato, com casquinha amarela clarinha, macio, suave e derretido!!  Incrível como isso parece ser difícil na maioria dos lugares, acho que deve ser a afobação de querer despachar logo para o cliente e também a mão de vaca de uns que economizam numa mera fatia de queijo. Esse rolou até o “efeito pizza”, mordi e ele esticou, esticou e…. e aí tive que cortar com a mão. Preciso falar que isso é bom?!

Salada padrão, alface crocante e tomate vermelho como tem que ser, também tem cebola crua, mas essa eu dispenso. Sem mais considerações, salada é salada, caso encerrado.

As batatas fritas são bem pró, bem boas, vem numa cumbuquinha vermelha que seria o equivalente a uma caixinha daquelas do Mc Donalds ou Burger King, só que bem mais gostosas e sequinhas. Vem com uma folha de papel toalha que não ficou transparente de gordura. Aprende aí, Madero, como fazer batatas sequinhas.
Mas o ponto negativo para mim está justamente nas batatas que já vem salgadas, e pro meu gosto, bem salgadas. Já dei minha opinião sobre o Sal nas batatas (e ter um AVC)  no post do Barba, não vou repetir.

No geral ele é um belo hambúrguer compacto, não é dos gigantes mas é dos gostosos e característico do lugar, que é legal e bonito. Cumpre a função social do hambúrguer classe A que é nos divertir, satisfazer e honrar o boizinho morto em troca do nosso suado (de alguns não tão suado) dinheiro.

Ficha técnica:

Ingredientes: “delicioso hambúrguer grelhado (180g), maionese, salada verde, tomate, cebola, queijo asiago em um pão especial”.

Preço: R$18,90 do clássico e a coca-cola de lata R$3,50 Total R$22,40.
É o preço do batel e tudo que isso engloba.

Ponto alto: Uma boa carne, pão na grelha e o queijo que esticou.

Ponto baixo: As batatas salgadas e talvez tenha demorado um pouquinho.

Avaliação: A

O Guiolla fica na Rua Teixeira Coelho, 430,em frente ao Hospital Geral do Exército, no Batel. (41)3026-5891.

 
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Publicado por em 06/14/2012 em Uncategorized

 

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Guiolla – Porteño

Todo mundo pode concordar, em menor ou maior grau, que sim, comemos com os olhos. O problema é que a estética da comida, muito diferente daquela estabelecida por designers para carros e por fashionistas para mulheres, tende a ser infinitamente mais subjetiva e tênue em sua divisão entre o apetecível e o opostamente repulsivo. Os chatos da nouvelle cuisine que o digam: qualquer pedaço de ossobuco sem um verdinho por cima, qualquer filé de peixe sem uma leve e fluída calda amarela a seu redor, qualquer medalhão acompanhado de risoto à piamontese sem uma varinha de uma qualquer erva genérica e mesmo qualquer filé com fritas sem um tomate e uma alface decorando a bandeja é motivo para uma tácita, porém contundente desaprovação por parte dos jurados/chefs, como podemos comprovar vendo qualquer episódio de Hell’s Kitchen ou Top Chef ou o seu reality show culinário de preferência. Em compensação, a mim esse tipo de coisa não diz nada. Sou partidário da beleza do peão, onde fartura é moralmente equivalente à qualidade, mas posso aceitar que uma boa apresentação para as comidas que eu gosto fazem uma pequena revolução na minha experiência gastronômica. E, nesse sentido, acho que o Guiolla, nossa missão da vez, percebeu que, antes de tudo, é necessária para a apresentação do hambúrguer uma teatralidade e uma plasticidade digna de publicidade americana, pois afinal, o hambúrguer é uma comida que chegou até nós, antes de tudo, pela mídia fotográfica e cinematográfica dos enlatados dos u.s.a. de nove às seis. Por isso, para quem não é comunista – e acho cá com meus botões que o Batel não é mesmo lugar de comuna – um hambúrguer bem apresentado, de filme, é tudo que alguém que procura um estabelecimento com o pomposo e duvidoso slogan “hambúrguer gourmet” procura.


Aliás, o lugar todo tem uma aura de artificialidade desejada, uma coisa meio Projac, meio nouveau riche, que não deixa de ser agradável dentro do contexto do Batel. Cadeiras ultra confortáveis, moveis bonitos, garçons bem uniformizado, um rock n roll seguro tocando, como versões lounge de Guns n Roses e Elvis Presley. Como a logo do lugar sugere, é um lugar para casais, mas acho que não havia nenhum no dia em que fomos. Tinha sim uma cambada de perua histérica, umas popozudas e uma ou outra menina comportada. Pensando bem, tem um público majoritariamente feminino. Tem a ver, talvez, além da decoração, a presença do charmoso café, sorveteria e doceira próximos ao balcão, afinal, mulher gosta de um doce.
O cardápio do lugar tem um cardápio muito reduzido de hambúrguer se você considerar que um hambúrguer, para ser hambúrguer, precisa de uma carne bovina. Existiam outras opções sim, de hambúrguer de frango e de calabresa, mas isso aí é um híbrido á là Dr. Moreau que eu não pretendo chegar perto. Não chegamos onde chegamos não sendo puristas da coisa. Enfim, no meio dessa brincadeira, um hambúrguer chamou nossa atenção, mas eu gritei a bola primeiro e peguei o bicho: trata-se do Porteño, um hambúrguer de nome Castelhano em meio a um estabelecimento de nome italiano, endossando a proximidade cultural entre os dois países que vai além do sotaque cantado e dos sobrenomes esdrúxulos. Ao contrario do Fundae de Queijo, da culinária instintiva, esse bicho é uma evidência do criacionismo que dispensa o amontoamento de design cego na cozinha: um hambúrguer de mix de carnes para churrasco com (adivinha!) sabor de churrasco, a ruim e velha salada, queijo nosso de cada dia e um acompanhamento a parte de molho chimichurri, uma parada propícia e nada acidental. É a minha pedida, portanto, que infelizmente demorou mais do que eu deveria. Não vou dizer que foi a maior espera em lanchonete que tivemos desde que esse blog começou, mas esperamos, ainda assim, um bocado. A visão do lanche, felizmente, é recompensadora. Veja por seus próprios olhos:

Combinamos aqui: nada melhor do que pedir um sanduíche e receber uma propaganda viva (morta) de lanchonete. O sanduíche vem disposto dentro de um chaeuzinho de marcha soldado cabeça de papel, e as batatas fritas, numa simpática cumbuquinha que quase nos faz relevar a quantidade modesta de batatas, algo chato e já corriqueiro nas hamburguerias da cidade. Sério gente, sejam mais generosos!

Bom, como dá pra ver, o Guiolla segue a escola de hambúrguer que o Durski freqüentou. É, de novo, um pão de sal, ou pão estrela, como o Murilo me explicou. Muito gostoso e levemente tostado – por um lado bom, porque quem não curte um pão chocante e não-agressivo? E por outro, suspeito, porque da pra conseguir uma qualidade assim com pão velho. Gosto de comer coisas frescas e acho que não precisaria de mais do que uma leve esquentadinha no pão, mas não julgo esse preciosismo porque tava bom também.

O tomate estava vermelho blá blá blá, não vou gastar meu latim falando de salada num blog de hambúrguer hoje porque deve ser o equivalente a ir num puteiro e ouvir sobre a bíblia. Passemos ao próximo tópico, muito mais interessante, que é o chimichurri. Olha, que combinação maravilhosa. O chimichurri é um molho que, ao contrario do Ketchup, da mostarda e do barbecue, prefere agregar sabor de maneira passiva, sem se intrometer muito no sabor da carne. Ele realça a ternura da carne e adiciona um molho que em muito lembra os restos de vinagrete, limão e outras sujeiras que são deixadas na tábua de cortar carne num churrasco de verdade, mas é um sabor que não é nascido do caos, é um sabor organizado em si mesmo, um sabor auto-cônscio. E, como vocês devem saber, o chimichurri é um molho a base de uma porrada de coisas, então imagino que deva ser difícil estabelecer um balanço perfeito entre elas de maneira que nenhuma se sinta muito a estrela principal do paladar.

E aí veio o queijo. O queijo desse sanduíche era tão bom e generoso que me atentou para um fato grave nas hamburguerias da cidade em geral. O queijo também anda cada vez mais ralo nos nossos sanduíches. Não é legal morder um queijo derretido e se ver em um cabo-de-guerra tenso entre o sanduíche que está na sua mão e seus dentes que fazem o que pode para cerrar aquela obstinada e fina ponte de queijo? Isso não acontece mais, e quero que volte a acontecer, então, por favor, pessoal, sejamos mais generosos (tô ficando cansado de pedir isso). Não precisa ser o Fundae de Queijo, mas pelo menos algo que remotamente lembre um cheeseburger e não uma carne que caiu no chão e por sorte rolou por cima de um pedaço de queijo que lá estava abandonado.

E por último, ela, a gloriosa carne. Confesso que fiquei mal acostumado com essas hamburguerias que oferecem duas carnes no sanduíche, fico achando que uma carne nunca será suficiente para aplacar meu amplo estômago. Ledo engano, a carne não só estava pra lá de suculenta, vermelha por dentro daquele jeito que idealizamos quando nos vem a imagem mental de um hambúrguer, como também me sanou o apetite de forma resoluta e segura de si. O único problema foi dar umas mordidas na carne e as fatias do pão estrela virem junto e deixarem meu sanduíche careca em algumas partes. Fora isso, realmente não tenho do que reclamar.

No final das contas, o Guiolla mostrou que, embora ainda seja duvidosa sua pecha de “hambúrguer gourmet”, consegue sim fazer um hambúrguer que tem sua própria identidade, com elementos muitíssimos parecidos com os do Madero sim, mas ainda muito autêntico e saboroso. Foi uma boa descoberta.

Ficha técnica:

Porteño

Ingredientes: Hamburguer grelhado de carnes nobres (180g), com sabor churrasco, maionese, tomate,  cebola (crua), queijo num pão especial. Acompanhado do tradicional molho argentino chimichurri.

Preço: R$20,90 + R$3,50.  Total: R$24,40
Caríssimo, equivale ao preço do hambúrguer de duas carnes do Madero. Tomem vergonha nessa cara, por caridade, porque nunca mais vamos conseguir voltar ao estabelecimento (o que é uma pena).

Ponto alto: Carne excelente, escolha fantástica do molho que acompanha, queijo generoso e pão tostado, sem falar na excelente apresentação.

Ponto baixo: Pouca batata, preço mais abusivo que o do Madero e longa espera.

Avaliação: A (ainda assim, merece um A)

O Guiolla fica na Rua Teixeira Coelho, 430,em frente ao Hospital Geral, no Batel. (41)3026-5891.

 
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Publicado por em 06/07/2012 em Uncategorized

 

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