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Hamburgueria Rústica – Ervas Finas

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Uma coisa rústica também pode interpretada como algo tosco, meio mal feito, mas nesse caso é só sem frescura,caseiro, mateiro mesmo.
A Hamburgueria Rústica parece casa de vó do interior, cheia de coisas, vários detalhes. Tem uma parede que fizeram como se fosse a frente de uma casa colona. Tem cerquinha branca, janela, flores e tudo mais. Para deixar mais real, tem dois dogs de rua, “muito gente boa”, que devem viver por ali. Dei uma batata que caiu no chão e eles ficaram felizões pulando em mim e balançando o rabo.
Dentro é como se fosse uma cozinha. De um lado tem um armário amarelo (na casa da minha vó tinha um igual, rolou um sentimento), do outro lado, no outro ambiente, tem um fogão e uma geladeira, ambos vermelhos. Em cima da geladeira tem até um filtro d’água, cesto com ovos e coisas do tipo. Entre isso tudo algumas mesas com azulejos coloridos no tampo.

É meio que um contraponto aos lugares mimimis de hambúrgueres gourmets e toda essa afetação supervalorizada que rolou com os hambúrgueres nos últimos tempos.
É o simples em sua complexidade … estou escrevendo tipo o Yuri agora (risos).
Eles fazem parecer que o hambúrguer é um prato típico interiorano brasileiro e não um junk food  de massa como é nos EUA, por exemplo. É uma outra vibe.
Mesmo tendo ingredientes que sua vó não usaria, como cheddar, ervas finas, molho bechamel, mostarda e mel, onion rings, tem um lance meio caseiro além da decoração.

No cardápio tem nove opções de hambúrgueres, mas eles ainda te dão mais três extras, como nos explicou Patrick, o menor aprendiz, em seu primeiro ou segundo dia de trabalho. Patrick agora vai pagar seus próprios jogos de PS3 e aprender a dureza da vida, o trabalho. A morte da infância.

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Quando chega na mesa você já percebe que é uma puta carne, eles ainda dão a opção de você escolher o ponto. E além disso, acreditem, acertam o ponto!  Coisa difícil de se ver por aí, infelizmente.
São uns dois dedos de carne, umas 200g de vaca triturada e temperada, que como eu pedi, veio no ponto, rosada e suculenta por dentro. Magistral.
Numa combinação extremamente feliz, o molho de ervas finas complementa o tempero da carne. O molho na verdade é maionese com alguns verdinhos que chuto serem orégano, alecrim (porque tem gosto de tempero de carneiro) e mas alguma coisa. Parada simples mas bem eficiente.
Do hambúrguer e a maionese do molho, “todo mundo diz que ele completa ela e vice-versa.
Que nem feijão com arroz”. É mais ou menos essa e relação de cumplicidade entre eles.

São duas fatias de queijo processado. Duas!
Lugar que fica vacilando e regulando com uma fatiazinha só, se liga na dica Quem pensar pequenininho, tio, vai morrer sem. Na Hamburgueria Rústica é sem muita economia, é tipo feito por vó que quer agradar a molecada com o suficiente pra satisfazer.

A salada. Tem alface numa quantidade considerável, ela é cuidadosamente colocada enrolada e presa entre a carne e o pão. Essa enrolada, tipo em um maço, da uma crocância bem agradável. E uma vez que tudo que é crocante é gostoso, ponto pra salada.

Só pra dar uma reclamada pra não perder o hábito. O pão, que você pode escolher entre o francês e o de leite, nenhum dos dois é produzido por eles, é um pão bem normal, sem nada de mais. Provavelmente o item mais fraco do conjunto.
Peguei o francês, redondo, não tinha casquinha fininha quebrando, ele é mais grosso, racha e quebra de uma vez. Perto do fim já estava tudo meio lambuzado e escorregadio, fiquei com um terço do pão na mão e a carne caiu no prato com o resto do recheio.   :/

Acompanha uma boa porção de batatas fritas, normais, era de se esperar e seria melhor se fossem batatas rústicas. Hã? hã? Entenderam né, Hamburgueria Rústica, batatas rústicas. Mas eram batatas normais, dessas tipo congeladas. Estavam sequinhas, boas, mas normais. Acompanha um potinho do molho que vem no hambúrguer.  Quase que não precisa do potinho de molho, quando você vai comendo vai pingando sucos da carne, molho, tudo, em cima das batatas que já ficam “temperadas” e prontas.

Para fechar, tinha uma promoção. Se pedisse um hambúrguer e fizesse um check in no facebook (fiz no foursquare) ganha um brigadeiro de colher. Feito na hora, quentinho ainda, caiu bem. Fazia tempo que não ganhava um mimo desses pra fechar uma noite fria curitibana.
Esse foi um daqueles hambúrgueres que te dão um sorriso, assim como as coisas boas da vida deveriam ser, fácil.

Sem provações, sem sofrimento, só o coração enternecido.

Um dia um professor, ou filósofo, ou as duas coisas, numa entrevista no Jô (eu assisto esse gordo xarope, durmo tarde) disse, lá pelas tantas, que felicidade são os momentos que não queremos que acabe. Eu posso dizer que também busco na vida esses pequenos momentos, momentos em que se tem que parar, contemplar e pensar: “Caraaaalho, olha isso!”.
Podem ser coisas grandes ou pequenas, é assim quando se vê o Coliseu, em Roma, com o Last of Us no videogame, com a garota bonita que escolheu dormir nua ao seu lado. . .
No caso de hoje minha felicidade foi o Ervas Finas, lá pela metade do sanduíche, com a cara toda suja de molho, eu queria pedir outro para prolongar esse momento. Mas não, não sou digno de muita alegria e a vontade de querer mais é que faz a gente continuar nessa vida.

Curtam o momento porque ele acaba rápido.

Ficha técnica:

Ervas Finas

Ingredientes: “Pão, hambúrguer suculento, queijo, alface e um suave molho de ervas finas.”

Preço: R$13,30 mais uma água Ouro Fino de 350ml, R$2,50 (porque a gente tem que tomar pelo menos dois litros d’água, amiguinhos). Ficou R$15,80.

Ponto alto: Preço, lugar legal, carne e molho … quase tudo.

Ponto baixo: A lonjura do lugar … e o pão, pra não dizer que não reclamei de alguma coisa.

Avaliação: A

A Hamburgueria Rústica fica na Rua Fredolin Wolf, 325. Não sei nenhum ponto de referência, não conheço aqueles lados. Funciona de quarta a sexta das 18h às 22:30h e finais de semana das 13h às 22:30h. Fone: (41) 8857-7438.

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Publicado por em 03/14/2014 em Uncategorized

 

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Kharina – The Highway

O Kharina (sim, “o”. Ninguém fala vamos “na” Kharina) é um dos lugares tradicionais de Curitiba, mas agora com a cara da modernidade. A cara que o Batel quer. Adeus àquela decoração anos 90 meio zoada com bancos de fibra de vidro e almofadas que já não amorteciam as bundas que por ali passavam.
Da para ver que o lugar foi todo repensado, arquitetado por algum profissional que assina a obra, mas acho isso frescura e não vamos dar crédito para esses arquitetos de egos inflados. Brincadeira, é que não faço ideia de quem tenha planejado o negócio, mas achei um bom trabalho.
Poltronas vermelhas confortáveis para todos. Esse deveria até ser um slogan para campanha eleitoral, eu queria uma poltrona vermelha confortável na casa de todo brasileiro. Afinal, “gente é pra brilhar”.
Para dar mais uma ideia da nova decoração, o lado de fora pela Av. Batel segue uma linha “clean”, com o nome sem a bandeirinha(?) do logo no nome, colocado no ferro oxidado  que também é utilizado na frente do Shopping Crystal. E esse novo projeto também segue outra onda arquitetônica das paredes e “cercas” de vidro. Algo como, olhem como somos bonitos e ricos e felizes aqui dentro do aquário.

Com a reformulação do exterior e interior,  veio o cardápio novo e a linha Prime de hambúrgueres.
Poderosos Primes de Hamburger para salvar nossas vidas da monotonia alimentícia!
Felizmente mantiveram o clássico Club Kharina, que para mim tem valor sentimental…mas isso é outra história.

Estava rolando um sonzinho relax, de praia, que não combina muito com o clima frio curitibano, tocou Jack Johnson, Sublime( vai curtindo aí enquanto lê), uma versão lounge bizarra de Sweet Child O’ Mine, e várias dos Los Hermanos, os barbudos socialmente aceitos pelas patricinhas e a classe média (o Marcelo Camelo hoje até é considerado intelectual da MPB).
Eu barbudo, que quando passo pelas ruas do batel vejo as pessoas travarem as portas do carro, tenho a impressão de que elas não devem me achar com cara de intelectual da MPB. Eba!

Já posso dizer que essa infinita highway (acho que todo mundo lembra disso quando lê o nome do sanduíche, não que isso seja bom) do Kharina foi uma surpresa positiva, tendo em vista que ultimamente os lugares caros tem mais decepcionado do que agradado. Culpa deles mesmos, colocam os preços lá em cima e a expectativa também, aí não cumprem o prometido e a casa cai.

Quando escolhi pensei “opa esse só tem coisa boa, carne, bacon e queijo (não preciso de muito mais que isso para ser feliz),  não tem salada nenhuma . . . mas será que não vai ficar seco?”
E já te digo que não fica seco.

Já começam acertando na escolha do pão francês bem fresco, artesanal, crocante e macio ao mesmo tempo. E de bom tamanho, não é miniatura como o da Galeria Lúdica ou Elvis Costella, por exemplo. Embora sejam até parecidos, esse é para segurar com as duas mãos.
E agora, para a parte que supre a umidade da salada, adivinhem: a carne. Sim, suculenta, grelhada e gostosa. Se estivesse um pouco mais vermelhinha no interior, estaria perfeita. Mas seria pedir de mais.  160g de gostosura acompanhada daquilo que todo gordo adora, bacon!
Não em tiras como é visualmente mais atraente e como acho que quase todo mundo deve preferir, mas picadinho e numa quantidade boa,(tenho que repetir isso aqui porque é muito engraçado, “X-beico” do SWU) na foto não da para ver mas olha o espaço que separa o hambúrguer da parte superior do pão, sim, quase um dedo de bacon picado, e os caras ainda tiraram boa parte da gordura (clap, clap,clap), deixando apenas a carninha crocante e um pouco da gordura para não deixar seco, claro.

O queijo (que não quero ficar no lenga-lenga de que sempre poderia ter um pouquinho mais), é dos bons e da a liga entre o bacon e a carne, unifica as duas coisas e transforma esse sanduíche num Autobot fantástico.

E agora vos digo que entendo a Ana Maria Braga. Quando você come uma parada boa, na primeira mordida você é surpreendido, e aí acaba rolando até inconscientemente um “Huuummm!!”. Mas não precisa toda aquela putaria de chamar os cachorros, passar em baixo da mesa e blá, blá, blás, né?!

A parte ruim é a maionese especial Kharina que vem no potinho. Que parada ruim, muito forte o gosto de alho!
Ruim, mas eu ficava comendo, acho que na esperança de que em algum momento ficasse bom, mas acabaram as batatas e não ficou. #chatiado
Era uma maionese de alho, fiquem espertos. Se você for daqueles que deixa as batatas para o final e para comer com a maionese, cuidado para não ficar com bafo e depois perder de dar umas bitocas na gatinha! #FicaDica (segunda referência internética, to ficando moderno!)
Poderia ter a opção de maionese normal, simples assim, até ficaria mais interessante, oferecer a opção de maionese normal e a “especial” caso o cliente queira experimentar. Não precisam inventar moda em tudo.
Resumindo, é um Optimus Prime. (Autobots e ótimo hambúrguer prime = Optimus Prime … han-han?!!)

Ficha técnica:

The Highway

Ingredientes: “Queijo prato derretido, bacon tostado. Acompanha maionese especial Kharina”, no cardápio aparece desse jeito, só isso, porque está implícito que todo sanduíche vem pão e carne, né?!

Preço: R$18,50 + 1 lata Pepsi que não lembro quanto é, deu R$23,65.

Ponto alto: Quase tudo, carne boa, bacon, tamanho . . .

Ponto baixo: A maionese especial que nem precisava ser especial.

Avaliação: B+

Tem alguns Kharinas espalhados pela cidade, esse que fomos fica na Rua Benjamin Lins, 765, no batel. (41) 3024-1253

 
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Publicado por em 09/06/2012 em Uncategorized

 

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Guiolla – Clássico

O Guiolla é um lugar novo que tem uma variedade de atrativos. Você pode ir tomar um café ou um chocolate quente, comer um pedaço de torta, tomar um chopp no happy hour com os colegas do escritório, comer um sorvete italiano que segundo eles “é o melhor sorvete de chocolate do mundo”, ou como nós, ir comer um hambúrguer bacana. Ou fazer tudo isso junto e em um ambiente bonito e confortável. Chegamos enquanto tocava Eric Clapton e depois rolou um Elvis, ou seja, boa música e também um bom atendimento.  Mas isso tem o preço, né! Lugar padrão batel com as coisas boas que o dinheiro pode te proporcionar.

Assim como a logo e um textinho do cardápio que vou transcrever aqui sugerem, é um lugar feito para o amor, (no nosso caso amor à comida), para casais, para formar um casal, para os amigos e a família (assim como todos os lugares, não?).

“Tudo que é feito com carinho desperta as melhores sensações.
Na Guiolla o amor é ingrediente essencial. Somos gourmets porque saboreamos o melhor da vida. O ambiente romântico estimula os cinco sentidos. Cenário ideal para curtir família, amigos, novas e antigas paixões.” (antigas paixões é tipo levar a ex para um lanche?)
Acho meio brega mas deixo para vocês decidirem, ainda mais que acabou de passar o dia dos namorados.

Vou aproveitar esse post para um papo sério, depois desse texto tem um desenho que é a logo do Empório Chocolat que funciona no mesmo lugar. O símbolo deles é uma vaquinha com asas, uma vaca anjo, tipo a caixinha de leite no final do clipe do Blur.


Achei meio irônico um lugar que serve carne usar a vaca bonitinha (morta) como símbolo. Isso me lembrou uma “teoria” que estou desenvolvendo e vou compartilhar com vocês, o Yuri até já citou aqui no blog, que é sobre o “preço da carne”.
Carne é algo que está banalizado e deveria ser mais bem apreciado. “Alguém” morreu por isso, devíamos dar mais valor, e valor monetário mesmo, deveria ser algo caro e raro de se comer, aumentando o preço diminui o consumo.
Imagina só, o boi está lá de boa dando um rolê pelo pasto, paquerando a vaca da fazenda ao lado, ruminando sua graminha, a ração, chega o homo sapiens e o coloca numa fila, que não é para dar uma volta na roda gigante, é para quê? Para a morte!  Tremenda sacanagem!
Não sou contra matar animais para comer, também não sou contra matar pessoas, para mim é a mesma coisa.  Sou favorável ao consumo consciente, não precisamos comer carne todos os dias e em todas as refeições. Comendo menos precisaria matar menos. É tipo algo para manter o equilíbrio da força.
Sou como o Homer Simpson que chora e ao mesmo tempo se delicia degustando sua lagosta que era de estimação.
Quer comer? Tem que pagar o preço.
Por isso tento não reclamar tanto do preço dos lugares, mas ao mesmo tempo tem o lado que sou só um proletário freelancer (freela é uma forma de falar que no mercado formal você é um desempregado na maior parte do tempo) e não tenho grana para ficar esbanjando.
E também é por isso tudo que reclamo quando um hambúrguer(ou outra carne) não é bem feito, vem seco ou muito passado, é o puro desperdício da vida bovina( não só bovina mas de qualquer bicho que você esteja comendo).

Então no fim das contas a vaca merece mesmo as honras de uma anjinha, já que assim como Jesus, ela morreu por nós. Pelo nosso prazer de degustar um hambúrguer gourmet.

1 minuto de silêncio.

Pronto, apita o árbitro! Bora comer que já enrolei demais com essa teoria furada. Mas toda essa enrolação poderia ter sido pensada enquanto esperávamos o sanduíche, que demorou um pouco.


Sou um cara conservador, gosto do tradicional, gosto de sentar nas mesmas cadeiras, ir nos mesmos lugares. É mais ou menos por isso que quase sempre pego uma versão do “x-salada”, o clássico dos Hambúrgueres. Na teoria é para ser sempre a mesma coisa já que os ingredientes são basicamente os mesmos, mas incrivelmente é sempre diferente, a maioria dos lugares acaba tendo um sabor próprio, algo que os caracterize e diferencie da concorrência. Com o Guiolla não é diferente.

Valeu ter esperado, olha essa apresentação, não veio um sanduiche jogado e displicente com em alguns lugares. Vem bonitinho num envelope que parece um barquinho ou um chapéu de origami, bem útil.

Começando pelo pão, que é um pão francês estrela, na parte de cima ele é dividido em gomos, é mais bonito que funcional, pois os gomos vão se separando, aí você fica com a parte de baixo maior e a de cima vai sumindo antes. O legal além de não ser o pão tradicional de leite com gergelim, é que o pão também é grelhado. Tem tempo que procurava por um lugar que também colocasse o pão na chapa, nesse caso, na grelha. Gosto disso porque fica quentinho, mais crocante por fora e se mantem macio por dentro. E da uma desbaratinada caso o pão não esteja tão fresco, aprendam aí.
Moldado à mão o hambúrguer de 180g, mesmo sendo apenas um, faz presença e prova que mais que isso pode ser gula. 180g deveria ser o peso padrão dos disquinhos de carne. Menos que isso é pouco, e mais já começa a ser gordice.
A mistura de carnes assim como no Madero mas menos variada que o Madero, garante a suculência necessária para o efeito “Hummm” da Ana Maria Brega. Não ficou escorrendo exageradamente , mas é dos bons, carne tenra e bem no ponto (não pro mal passado como pedi, mas tudo bem) com marca de grelha, bonito, gostoso.
Me lembrou o bolinho de carne do Seu Zé do Montesquieu, sei lá porque…enfim.

O queijo, está aí mais uma coisa boa desse sanduíche, uma fatia considerável de queijo asiago pressato, com casquinha amarela clarinha, macio, suave e derretido!!  Incrível como isso parece ser difícil na maioria dos lugares, acho que deve ser a afobação de querer despachar logo para o cliente e também a mão de vaca de uns que economizam numa mera fatia de queijo. Esse rolou até o “efeito pizza”, mordi e ele esticou, esticou e…. e aí tive que cortar com a mão. Preciso falar que isso é bom?!

Salada padrão, alface crocante e tomate vermelho como tem que ser, também tem cebola crua, mas essa eu dispenso. Sem mais considerações, salada é salada, caso encerrado.

As batatas fritas são bem pró, bem boas, vem numa cumbuquinha vermelha que seria o equivalente a uma caixinha daquelas do Mc Donalds ou Burger King, só que bem mais gostosas e sequinhas. Vem com uma folha de papel toalha que não ficou transparente de gordura. Aprende aí, Madero, como fazer batatas sequinhas.
Mas o ponto negativo para mim está justamente nas batatas que já vem salgadas, e pro meu gosto, bem salgadas. Já dei minha opinião sobre o Sal nas batatas (e ter um AVC)  no post do Barba, não vou repetir.

No geral ele é um belo hambúrguer compacto, não é dos gigantes mas é dos gostosos e característico do lugar, que é legal e bonito. Cumpre a função social do hambúrguer classe A que é nos divertir, satisfazer e honrar o boizinho morto em troca do nosso suado (de alguns não tão suado) dinheiro.

Ficha técnica:

Ingredientes: “delicioso hambúrguer grelhado (180g), maionese, salada verde, tomate, cebola, queijo asiago em um pão especial”.

Preço: R$18,90 do clássico e a coca-cola de lata R$3,50 Total R$22,40.
É o preço do batel e tudo que isso engloba.

Ponto alto: Uma boa carne, pão na grelha e o queijo que esticou.

Ponto baixo: As batatas salgadas e talvez tenha demorado um pouquinho.

Avaliação: A

O Guiolla fica na Rua Teixeira Coelho, 430,em frente ao Hospital Geral do Exército, no Batel. (41)3026-5891.

 
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Publicado por em 06/14/2012 em Uncategorized

 

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Guiolla – Porteño

Todo mundo pode concordar, em menor ou maior grau, que sim, comemos com os olhos. O problema é que a estética da comida, muito diferente daquela estabelecida por designers para carros e por fashionistas para mulheres, tende a ser infinitamente mais subjetiva e tênue em sua divisão entre o apetecível e o opostamente repulsivo. Os chatos da nouvelle cuisine que o digam: qualquer pedaço de ossobuco sem um verdinho por cima, qualquer filé de peixe sem uma leve e fluída calda amarela a seu redor, qualquer medalhão acompanhado de risoto à piamontese sem uma varinha de uma qualquer erva genérica e mesmo qualquer filé com fritas sem um tomate e uma alface decorando a bandeja é motivo para uma tácita, porém contundente desaprovação por parte dos jurados/chefs, como podemos comprovar vendo qualquer episódio de Hell’s Kitchen ou Top Chef ou o seu reality show culinário de preferência. Em compensação, a mim esse tipo de coisa não diz nada. Sou partidário da beleza do peão, onde fartura é moralmente equivalente à qualidade, mas posso aceitar que uma boa apresentação para as comidas que eu gosto fazem uma pequena revolução na minha experiência gastronômica. E, nesse sentido, acho que o Guiolla, nossa missão da vez, percebeu que, antes de tudo, é necessária para a apresentação do hambúrguer uma teatralidade e uma plasticidade digna de publicidade americana, pois afinal, o hambúrguer é uma comida que chegou até nós, antes de tudo, pela mídia fotográfica e cinematográfica dos enlatados dos u.s.a. de nove às seis. Por isso, para quem não é comunista – e acho cá com meus botões que o Batel não é mesmo lugar de comuna – um hambúrguer bem apresentado, de filme, é tudo que alguém que procura um estabelecimento com o pomposo e duvidoso slogan “hambúrguer gourmet” procura.


Aliás, o lugar todo tem uma aura de artificialidade desejada, uma coisa meio Projac, meio nouveau riche, que não deixa de ser agradável dentro do contexto do Batel. Cadeiras ultra confortáveis, moveis bonitos, garçons bem uniformizado, um rock n roll seguro tocando, como versões lounge de Guns n Roses e Elvis Presley. Como a logo do lugar sugere, é um lugar para casais, mas acho que não havia nenhum no dia em que fomos. Tinha sim uma cambada de perua histérica, umas popozudas e uma ou outra menina comportada. Pensando bem, tem um público majoritariamente feminino. Tem a ver, talvez, além da decoração, a presença do charmoso café, sorveteria e doceira próximos ao balcão, afinal, mulher gosta de um doce.
O cardápio do lugar tem um cardápio muito reduzido de hambúrguer se você considerar que um hambúrguer, para ser hambúrguer, precisa de uma carne bovina. Existiam outras opções sim, de hambúrguer de frango e de calabresa, mas isso aí é um híbrido á là Dr. Moreau que eu não pretendo chegar perto. Não chegamos onde chegamos não sendo puristas da coisa. Enfim, no meio dessa brincadeira, um hambúrguer chamou nossa atenção, mas eu gritei a bola primeiro e peguei o bicho: trata-se do Porteño, um hambúrguer de nome Castelhano em meio a um estabelecimento de nome italiano, endossando a proximidade cultural entre os dois países que vai além do sotaque cantado e dos sobrenomes esdrúxulos. Ao contrario do Fundae de Queijo, da culinária instintiva, esse bicho é uma evidência do criacionismo que dispensa o amontoamento de design cego na cozinha: um hambúrguer de mix de carnes para churrasco com (adivinha!) sabor de churrasco, a ruim e velha salada, queijo nosso de cada dia e um acompanhamento a parte de molho chimichurri, uma parada propícia e nada acidental. É a minha pedida, portanto, que infelizmente demorou mais do que eu deveria. Não vou dizer que foi a maior espera em lanchonete que tivemos desde que esse blog começou, mas esperamos, ainda assim, um bocado. A visão do lanche, felizmente, é recompensadora. Veja por seus próprios olhos:

Combinamos aqui: nada melhor do que pedir um sanduíche e receber uma propaganda viva (morta) de lanchonete. O sanduíche vem disposto dentro de um chaeuzinho de marcha soldado cabeça de papel, e as batatas fritas, numa simpática cumbuquinha que quase nos faz relevar a quantidade modesta de batatas, algo chato e já corriqueiro nas hamburguerias da cidade. Sério gente, sejam mais generosos!

Bom, como dá pra ver, o Guiolla segue a escola de hambúrguer que o Durski freqüentou. É, de novo, um pão de sal, ou pão estrela, como o Murilo me explicou. Muito gostoso e levemente tostado – por um lado bom, porque quem não curte um pão chocante e não-agressivo? E por outro, suspeito, porque da pra conseguir uma qualidade assim com pão velho. Gosto de comer coisas frescas e acho que não precisaria de mais do que uma leve esquentadinha no pão, mas não julgo esse preciosismo porque tava bom também.

O tomate estava vermelho blá blá blá, não vou gastar meu latim falando de salada num blog de hambúrguer hoje porque deve ser o equivalente a ir num puteiro e ouvir sobre a bíblia. Passemos ao próximo tópico, muito mais interessante, que é o chimichurri. Olha, que combinação maravilhosa. O chimichurri é um molho que, ao contrario do Ketchup, da mostarda e do barbecue, prefere agregar sabor de maneira passiva, sem se intrometer muito no sabor da carne. Ele realça a ternura da carne e adiciona um molho que em muito lembra os restos de vinagrete, limão e outras sujeiras que são deixadas na tábua de cortar carne num churrasco de verdade, mas é um sabor que não é nascido do caos, é um sabor organizado em si mesmo, um sabor auto-cônscio. E, como vocês devem saber, o chimichurri é um molho a base de uma porrada de coisas, então imagino que deva ser difícil estabelecer um balanço perfeito entre elas de maneira que nenhuma se sinta muito a estrela principal do paladar.

E aí veio o queijo. O queijo desse sanduíche era tão bom e generoso que me atentou para um fato grave nas hamburguerias da cidade em geral. O queijo também anda cada vez mais ralo nos nossos sanduíches. Não é legal morder um queijo derretido e se ver em um cabo-de-guerra tenso entre o sanduíche que está na sua mão e seus dentes que fazem o que pode para cerrar aquela obstinada e fina ponte de queijo? Isso não acontece mais, e quero que volte a acontecer, então, por favor, pessoal, sejamos mais generosos (tô ficando cansado de pedir isso). Não precisa ser o Fundae de Queijo, mas pelo menos algo que remotamente lembre um cheeseburger e não uma carne que caiu no chão e por sorte rolou por cima de um pedaço de queijo que lá estava abandonado.

E por último, ela, a gloriosa carne. Confesso que fiquei mal acostumado com essas hamburguerias que oferecem duas carnes no sanduíche, fico achando que uma carne nunca será suficiente para aplacar meu amplo estômago. Ledo engano, a carne não só estava pra lá de suculenta, vermelha por dentro daquele jeito que idealizamos quando nos vem a imagem mental de um hambúrguer, como também me sanou o apetite de forma resoluta e segura de si. O único problema foi dar umas mordidas na carne e as fatias do pão estrela virem junto e deixarem meu sanduíche careca em algumas partes. Fora isso, realmente não tenho do que reclamar.

No final das contas, o Guiolla mostrou que, embora ainda seja duvidosa sua pecha de “hambúrguer gourmet”, consegue sim fazer um hambúrguer que tem sua própria identidade, com elementos muitíssimos parecidos com os do Madero sim, mas ainda muito autêntico e saboroso. Foi uma boa descoberta.

Ficha técnica:

Porteño

Ingredientes: Hamburguer grelhado de carnes nobres (180g), com sabor churrasco, maionese, tomate,  cebola (crua), queijo num pão especial. Acompanhado do tradicional molho argentino chimichurri.

Preço: R$20,90 + R$3,50.  Total: R$24,40
Caríssimo, equivale ao preço do hambúrguer de duas carnes do Madero. Tomem vergonha nessa cara, por caridade, porque nunca mais vamos conseguir voltar ao estabelecimento (o que é uma pena).

Ponto alto: Carne excelente, escolha fantástica do molho que acompanha, queijo generoso e pão tostado, sem falar na excelente apresentação.

Ponto baixo: Pouca batata, preço mais abusivo que o do Madero e longa espera.

Avaliação: A (ainda assim, merece um A)

O Guiolla fica na Rua Teixeira Coelho, 430,em frente ao Hospital Geral, no Batel. (41)3026-5891.

 
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Publicado por em 06/07/2012 em Uncategorized

 

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