RSS

Arquivo de etiquetas: hamburgueria

Hamburgueria Água Verde – Tradicional Duplo Bacon

000007555

Mais uma semana e estamos aqui trazendo mais uma dica de hambúrguer dessa cidade que parece uma velha maluca, mas conservadora, de 321 anos.

Voltamos ao bairro do Água Verde, será que também vão querer falar Água Verde Soho? Meu bairro já falei que quero que chamem de Rebouças Leblon. Obrigado.

Hoje não vai ter muita firula mas vai ser mais ilustrado.

Chegamos e logo ao entrar já deu pra sentir um cheiro bom de carne, na brasa, mora?
Espaço amplo, aberto, com várias mesas e essa bandeirola tipo um banner com uma bandeira do Brasil que se funde com uma dos EUA (Por quê!?)
Nas laterais tem grades vermelhas com floreiras e com aquelas paradas de plástico transparente que da para baixar quando faz frio, tipo tem no Costelão da Chile e em outros lugares que são abertos. O áudio do local era o da televisão, que passava um festival com algumas bandas que nunca vi, mas depois teve o Sting, com Every Breath You Take, e o Eric Clapton (que não quero colocar nenhuma música).

Processed with VSCOcam with f2 preset

São mais ou menos 10 opções de sanduíches, sendo uma vegetariana que pra gente nem conta, só consta, e duas opções com dois hambúrgueres.
Foi numa dupla carne dessas que fui.

_MG_0003_

O pão é afrancesado e com gergelim. Grande, bem grande, à primeira vista ele esconde todo o recheio e achei que não seria dos melhores, mas ele é bem bom. Muito leve e macio, com uma casquinha que quebra mas que não vira uma farpa. Ainda não tinha visto um pão desses nessa nossa andança por aí. Ponto positivo.

Agora o pulo do gato, mas fiquem atentos.

O pão não deixa ver tudo que tem dentro, e os dois hambúrgueres são bastante coisa.

A carne não estava tanto no ponto como foi ofertado e como foi pedido. Não estava no ponto para o mal, como pedimos, com aquele rosado, mas sim do ponto para o bem passado. Tudo bem, não foi nenhum problema, acho que até foi uma salvação, porque com essa quantidade de carne iria escorrer litros de sucos caso estivesse mal passada.
São mais de 300g de carne. Que abundância, meu irmão!
Surpreendentemente fica muito tranquilo mastigar tudo isso, a carne é bem macia e saborosa.
Mesmo grelhada na brasa, não tem gostão de fumaça. Toda essa carne é o ponto alto do sanduíche, deixa a gente feliz e faz inveja em quem pegou só um hambúrguer.

Processed with VSCOcam with m3 preset

#DicaGoodBurgerParaMarombada. Toda essa carne deve ter as proteínas de um scoop de Carnivor… mas também deve ter uns 30% de gordura que você vai ter que queimar na esteira.

Agora olho no laaancê! O nome do sanduíche é Tradicional Duplo Bacon. Tem que ficar ligado que não é o bacon que é duplo como o nome sugere. Na verdade é um Tradicional Duplo com Bacon. São duas carnes, dois queijos , mas só um bacon. Rá! ié, ié!
Acho que nem foi malandragem dos caras, mas que induz ao erro, induz!

O Bacon fica só no topo, embaixo do pão. É uma tira boa e larga que ajuda a salgar mais ainda a coisa toda, mas tive que tirar o topo do pão e pegar com a mão, um pedaço avulso, para poder degustar direito essa parte tão venerada do porco. Se não for comer assim, o bacon some e não da nem pro gosto, literalmente.
Para falar a real, se for pegar um duplo, eu recomendo nem pegar o com bacon porque ele quase some, talvez não sumisse se fosse duplo bacon, hã? hã?!
Se não for pra sentir direito o bacon é melhor economizar  dois reais. Sou muquirana,  dois reais para quem é falido faz diferença. Dá pra jogar na mega-sena.

Eles te dão a opção de escolher o queijo: mussarela ou cheddar.
A mussarela já tá meio ultrapassada nesse lance de hambúrguer, é muito leve e aí nego coloca uma fatia só, nem da para o cheiro. Perde bastante para o cheddar de fatia. E nesse caso é o de fatia mesmo e não aquele meio tosco, em pasta, que é só funciona no cachorro quente.
O cheddar é mais cremoso, mais saboroso mesmo, e  acho que da uma liga maior e melhor se comparado à mussarela. Mas as duas fatias, uma para cada carne, acabaram sendo desintegradas e absorvidas pelo buraco negro do bolo de carne. Deu para aproveitar os pedacinhos que ficaram nas laterais.

Tem um tomate fininho, que quase passa despercebido debaixo da alface. Tem também uma cebola puxada no azeite. Quem diria, eu falando sobre cebola! Mas ela dá uma murchada e perde a crocância. Agora não sei o que seria melhor: ela mais crocante e com o gosto mais acentuado ou assim suavizada.
Também tinha picles, mas picles é um lance de americano que aqui não cola. Não gosto de coisas agridoces então pedi sem.

Não acompanha batata frita. O hambúrguer vem num prato pequeno de propósito, para caber apenas o sanduíche mesmo. Uma verdadeira lástima.

É um dos que eu quero comer de novo?
É!

Ficha técnica:
Tradicional Duplo Bacon

Ingredientes: “Dois saborosos hambugueres de 160g, grelhados na brasa, bacon, queijo mussarela ou cheddar, maionese, picles, tomate, cebola e alface”.

Preço: R$16,90 (o mais caro do cardápio) + Água Crystal 500ml R$3,00.

Ponto alto: O pão, a carne, muita carne boa e o preço.

Ponto baixo: Já que é duplo bacon poderia ter dois bacons e, claro, não acompanhar batatas fritas é um tremendo vacilo.

Avaliação: B

A Hamburgueria Água Verde fica na Avenida Dos Estados, 630. No bairro Água Verde, claro. Não sei os dias e horários de funcionamento, se virem. Fone: (41) 3013-7177.

Anúncios
 
6 Comentários

Publicado por em 04/04/2014 em Uncategorized

 

Etiquetas: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Hamburgueria Rústica – Ervas Finas

logoHamburgueriarustica
Uma coisa rústica também pode interpretada como algo tosco, meio mal feito, mas nesse caso é só sem frescura,caseiro, mateiro mesmo.
A Hamburgueria Rústica parece casa de vó do interior, cheia de coisas, vários detalhes. Tem uma parede que fizeram como se fosse a frente de uma casa colona. Tem cerquinha branca, janela, flores e tudo mais. Para deixar mais real, tem dois dogs de rua, “muito gente boa”, que devem viver por ali. Dei uma batata que caiu no chão e eles ficaram felizões pulando em mim e balançando o rabo.
Dentro é como se fosse uma cozinha. De um lado tem um armário amarelo (na casa da minha vó tinha um igual, rolou um sentimento), do outro lado, no outro ambiente, tem um fogão e uma geladeira, ambos vermelhos. Em cima da geladeira tem até um filtro d’água, cesto com ovos e coisas do tipo. Entre isso tudo algumas mesas com azulejos coloridos no tampo.

É meio que um contraponto aos lugares mimimis de hambúrgueres gourmets e toda essa afetação supervalorizada que rolou com os hambúrgueres nos últimos tempos.
É o simples em sua complexidade … estou escrevendo tipo o Yuri agora (risos).
Eles fazem parecer que o hambúrguer é um prato típico interiorano brasileiro e não um junk food  de massa como é nos EUA, por exemplo. É uma outra vibe.
Mesmo tendo ingredientes que sua vó não usaria, como cheddar, ervas finas, molho bechamel, mostarda e mel, onion rings, tem um lance meio caseiro além da decoração.

No cardápio tem nove opções de hambúrgueres, mas eles ainda te dão mais três extras, como nos explicou Patrick, o menor aprendiz, em seu primeiro ou segundo dia de trabalho. Patrick agora vai pagar seus próprios jogos de PS3 e aprender a dureza da vida, o trabalho. A morte da infância.

_MG_0018

Quando chega na mesa você já percebe que é uma puta carne, eles ainda dão a opção de você escolher o ponto. E além disso, acreditem, acertam o ponto!  Coisa difícil de se ver por aí, infelizmente.
São uns dois dedos de carne, umas 200g de vaca triturada e temperada, que como eu pedi, veio no ponto, rosada e suculenta por dentro. Magistral.
Numa combinação extremamente feliz, o molho de ervas finas complementa o tempero da carne. O molho na verdade é maionese com alguns verdinhos que chuto serem orégano, alecrim (porque tem gosto de tempero de carneiro) e mas alguma coisa. Parada simples mas bem eficiente.
Do hambúrguer e a maionese do molho, “todo mundo diz que ele completa ela e vice-versa.
Que nem feijão com arroz”. É mais ou menos essa e relação de cumplicidade entre eles.

São duas fatias de queijo processado. Duas!
Lugar que fica vacilando e regulando com uma fatiazinha só, se liga na dica Quem pensar pequenininho, tio, vai morrer sem. Na Hamburgueria Rústica é sem muita economia, é tipo feito por vó que quer agradar a molecada com o suficiente pra satisfazer.

A salada. Tem alface numa quantidade considerável, ela é cuidadosamente colocada enrolada e presa entre a carne e o pão. Essa enrolada, tipo em um maço, da uma crocância bem agradável. E uma vez que tudo que é crocante é gostoso, ponto pra salada.

Só pra dar uma reclamada pra não perder o hábito. O pão, que você pode escolher entre o francês e o de leite, nenhum dos dois é produzido por eles, é um pão bem normal, sem nada de mais. Provavelmente o item mais fraco do conjunto.
Peguei o francês, redondo, não tinha casquinha fininha quebrando, ele é mais grosso, racha e quebra de uma vez. Perto do fim já estava tudo meio lambuzado e escorregadio, fiquei com um terço do pão na mão e a carne caiu no prato com o resto do recheio.   :/

Acompanha uma boa porção de batatas fritas, normais, era de se esperar e seria melhor se fossem batatas rústicas. Hã? hã? Entenderam né, Hamburgueria Rústica, batatas rústicas. Mas eram batatas normais, dessas tipo congeladas. Estavam sequinhas, boas, mas normais. Acompanha um potinho do molho que vem no hambúrguer.  Quase que não precisa do potinho de molho, quando você vai comendo vai pingando sucos da carne, molho, tudo, em cima das batatas que já ficam “temperadas” e prontas.

Para fechar, tinha uma promoção. Se pedisse um hambúrguer e fizesse um check in no facebook (fiz no foursquare) ganha um brigadeiro de colher. Feito na hora, quentinho ainda, caiu bem. Fazia tempo que não ganhava um mimo desses pra fechar uma noite fria curitibana.
Esse foi um daqueles hambúrgueres que te dão um sorriso, assim como as coisas boas da vida deveriam ser, fácil.

Sem provações, sem sofrimento, só o coração enternecido.

Um dia um professor, ou filósofo, ou as duas coisas, numa entrevista no Jô (eu assisto esse gordo xarope, durmo tarde) disse, lá pelas tantas, que felicidade são os momentos que não queremos que acabe. Eu posso dizer que também busco na vida esses pequenos momentos, momentos em que se tem que parar, contemplar e pensar: “Caraaaalho, olha isso!”.
Podem ser coisas grandes ou pequenas, é assim quando se vê o Coliseu, em Roma, com o Last of Us no videogame, com a garota bonita que escolheu dormir nua ao seu lado. . .
No caso de hoje minha felicidade foi o Ervas Finas, lá pela metade do sanduíche, com a cara toda suja de molho, eu queria pedir outro para prolongar esse momento. Mas não, não sou digno de muita alegria e a vontade de querer mais é que faz a gente continuar nessa vida.

Curtam o momento porque ele acaba rápido.

Ficha técnica:

Ervas Finas

Ingredientes: “Pão, hambúrguer suculento, queijo, alface e um suave molho de ervas finas.”

Preço: R$13,30 mais uma água Ouro Fino de 350ml, R$2,50 (porque a gente tem que tomar pelo menos dois litros d’água, amiguinhos). Ficou R$15,80.

Ponto alto: Preço, lugar legal, carne e molho … quase tudo.

Ponto baixo: A lonjura do lugar … e o pão, pra não dizer que não reclamei de alguma coisa.

Avaliação: A

A Hamburgueria Rústica fica na Rua Fredolin Wolf, 325. Não sei nenhum ponto de referência, não conheço aqueles lados. Funciona de quarta a sexta das 18h às 22:30h e finais de semana das 13h às 22:30h. Fone: (41) 8857-7438.

 
6 Comentários

Publicado por em 03/14/2014 em Uncategorized

 

Etiquetas: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Gold Skull – War Pigs

Gold Skull

E lá vamos nós, amigos. Retorno eu aqui também à temporada 2014 do Good Burger e desde já levanto solene a minha estrofe de mil dedos e faço o juramento: como hambúrguer, famélico, voraz e prazeirosamente. Essa é a minha vida e é disso que vamos continuar falando, baby.

O Gold Skull é a bola da vez. Pra quem não sabe, o estabelecimento fica no recinto onde outrora era o popular Lino’s Bar, o berçário do punk curitibano, até que fechou porque alguém tomou uma facada lá, pelo que me disseram. O que importa é que ainda há vida pulsante naquele lugar da Augusto Stelfeld esquecido por Deus, e para testar se o pulso ainda pulsa, fomos ver que tipo de carne compactada sai do Gold Skull.

O lugar é bem arrumado e de decoração modesta, não chega a ter os exageros do Barba, mas tem umas caveirinhas aqui e acolá. O cardápio aposta no velho porém eficiente clichê de nomes de música para batizar os pratos, e o que eu peguei foi nada menos que War Pigs (link sacana), uma das melhores músicas do Black Sabbath na opinião de qualquer pessoa sensata. O lanche que casou com a canção é um hambúrguer de pernil, com cheddar e bacon. Ora, tamanha concentração suína aliada ao bom e velho queijo do macho britânico dificilmente seria uma combinação desastrosa. Algum tempo depois, veio este prato aqui, bem apresentado pelos potinhos de molho, mas com muito mais salsinha do que um hambúrguer deveria ter no prato.

War Pigs

Afinal de contas, por Deus, é um hambúrguer! Não é uma panqueca, uma madalena que a sua mãe faz ou um tira-gosto genérico decorado com um vegetal ainda mais genérico, é um hambúrguer, e hambúrgueres não deveriam vir com tanta salsinha no prato porque o efeito é desviar a sua atenção gustativa da carne para prestar atenção em tudo o que não é carne. E você come um hambúrguer pra sentir o gosto da carne, não?

Bom, por ordem do que mais me incomodou para o que menos me incomodou no War Pigs do Gold Skull: definitivamente, em primeiro lugar, está a carne. Extremamente bem executada e tão descomedidamente temperada com cominho, a carne era praticamente só cominho. Impossível sentir gosto de outras coisas. E eu sei que essa é uma prerrogativa do Gold Skull, e vou respeitá-los por isso, mas se tem alguém aí buscando conselhos para sua vida nestas mal traçadas linhas, rogo-lhes: não coloquem cominho em nenhum tipo de hambúrguer. Apenas não. O cominho estragou a boa execução do cozinheiro, que deixou a carne no tempo certo no fogo e conservou vários sucos — ou quantos sucos um hambúrguer de pernil é capaz de conservar. Já na terceira mordida eu continuava comendo pela epitimia moral de finalizar um lanche para relatá-lo aqui, mas a minha vontade era pedir uma porção de batata frita e ficar por isso mesmo. Enfim, uma experiência desagradável pra mim.

Depois, vieram as batatas. Sempre é uma surpresa quando alguém decide fazer as batatas de acompanhamento de um jeito diferente da maneira belga, mas acho que aqui houve um desencontro dos conceitos — no caso, do restaurante, que é um lugar rock n roll, decorado com caveiras, e um hambúrguer por demais carimbó, pouco rock n’ roll, com batatas rústicas cozidas e cortadas em nacos muito grandes. A batata, daquele jeito, precisava de um tempero, e acabou ficando com um sabor meio sem graça. Já comi batatas rústicas em muitos lugares, mas o gosto dessa me desagradou um pouco, parecia estar meio velha. Enfim, também terminei por uma questão moral, mas não fá-lo-ia caso necessário não fosse.

Por dentro do sanduíche, o cheddar também era um problema, e não só porque era um cheddar claramente vagabundo, meio escuro e oleoso, como também porque era diferente do cheddar do hambúrguer do Murilo, mais opaco, consistente e de sabor mais acentuado. Fiquei bem chateado de não ter vindo queijo da mesma procedência dos nossos dois lanches, mas, sei lá, questões de estoque e abastecimento não deveriam ter o efeito final que tiveram nesse caso. Não que o meu cheddar fosse um desastre e o dele fosse o melhor do mundo, mas a diferença, sobretudo, incomodou.

Felizmente, nem tudo está perdido, e o Gold Skull provou excelência naquilo que vocês, fetichistas da internet, mais gostam: o bacon. Não só o lanche vinha com bacon farto, como também muito bem fritinho, na medida, nem esturricado e quebradiço, nem mal passado e borrachudo. Apenas… certo. Aliás, uma coisa é certa: eu não sei se o sujeito que prepara a carne é o mesmo que a executa, mas se for a mesma pessoa, eu diria para abandonar a primeira função e ficar só de chapeiro, porque onde falta bom-senso em uma atividade, abunda  a competência na outra.

Por fim, o pão, que por muitas vezes é o começo de nosso comentário. Bom, meu pão simplesmente sucumbiu às dentadas sempre afiadas dos meus caninos. Despedaçado e sem conseguir conter a carne, embolou-se na maçaroca de carne e molho, substratos do que deveria ser um lanche íntegro. Nada que possamos fazer a respeito, contudo.

Resumindo: há uma clara falta de diálogo entre o conceito do bar e o conceito do War Pigs, e é sempre legítimo que um chef faça tal escolha a favor da personalidade do cardápio, mas não posso dizer que seja uma escolha acertada. Hambúrguer de pernil com cominho não foi a ideia mais brilhante da história da humanidade.

Ficha técnica:

War Pigs

Ingredientes: “Hamburguer pernil com bacon – Todos os pratos vem acompanhados com batatas rústicas e molhos especiais.”

Preço: R$18,00 mais uma água Timbu 500ml, R$2,50 (porque agora eu também sou mais ou menos saudável).  ficou R$20,50.

Ponto alto: Apresentação, ambiente e bacon.

Ponto baixo: Carne com cominho, cheddar diferente, batatas meio meh, salsinha em excesso.

Avaliação: D+

O Gold Skull fica na Rua Augusto Stellfeld, 332, esquina com a Alameda Cabral, no centro. Não achei a informação dos dias que funciona e nem telefone, só achei que abre as 15h.

 
Deixe o seu comentário

Publicado por em 02/28/2014 em Uncategorized

 

Etiquetas: , , , , , , , , , , , , ,

Gold Skull – Hell Bells

424631_372151936239378_1753047569_n-505x507

Post 68, ano 3. É Good Burger no ar filha da puta, pá pá pá!
E assim começa mais um ano de hambúrgueres e sofisticação nesse nosso espaço de requinte gourmet na internet. Sem esquecer aquele toque pessoal de educação oriunda de pais ausentes e ensino médio em escola pública que dá todo um charme.

Comecei com Rap, mas o post é do ROCK! Quem inaugura o terceiro ano de blog é o Hell Bells do Gold Skull.

O lugar tem o slogan, “O hamburguer mais rock and roll de Curitiba”, seja lá o que isso queira dizer. Acho que pode ser meio ruim porque o rock é uma parada meio tosca. Sempre digo que a galera do rock é a melhor galera, especialmente a do metal, são os moleques exagerados nos braceletes, engraçados, feios e cabaços. Me identifico.

Por fora o lugar parece um Subway: tem janela grande e é de tijolinhos claros. Só que tem o desenho da caveira pra mostrar que não é um Subway, ou que pelo menos é um Subway ocupado por roqueiros.
Entramos e já estava tocando um metalzão, depois emendaram várias do Iron Maiden. Nas mesas tem caveiras de gesso pintadas de dourado, claro, com números para marcar as mesas. Na televisão estava passando aquele Drácula de Bram Stoker, numa qualidade bem boa, devia ser blu-ray (reparo nessas cosias).
Como não simpatizar com um lugar assim?

Usando como medida de tempo a música Rime Of The Ancient Mariner, da pra dizer que o hambúrguer levou quase 20 minutos para ficar pronto, porque tocou essa musica, que tem uns 13min. e mais uma ou duas também do Iron. Um pouco demorado.

_MG_0002_

O prato tem uma apresentação simples, mas eficiente. Vem salpicado com uma infinidade de pedacinhos picados de cebolinha, dois potinhos com molho, maionese temperada e ketchup, mais três lascas de batatas rústicas.

Os nomes dos hambúrgueres são legais, tem o Paranoid, o  Hell Bells, o Seek & Destroy, até o War Pigs (que vai ser o post da semana que vem). Pra quem não se ligou, clique nos nomes e saberão a origem das escolhas. É o Good Burger hiperlink, web3.0 e o caralho a quatro facilitando sua vida.

No cardápio constava só hambúrguer e cheddar.
Pasmem vocês, tá, vocês não iriam pasmar porque são mais espertos que eu, mas eu fiquei surpreso ao ver a quantidade de cebola, que no cardápio não dizia acompanhar mas eu devia ter me ligado que quando tem cheddar a cebola é meio implícita. “Porra!  …vinte anos de curso, porra!”
Mas lá estava a dupla, pra mim não muito dinâmica, Cheddar & Cebola Caramelizada. Vocês achando que eu tinha me fodido por causa da cebola doce que já reclamei aqui outras vezes. Digo-vos que nem me fodi, elas não estavam doces, arrá! E parte da salvação do sanduba vem das cebolas, elas, com uma mãozinha da alface e da maionese.

A carne é de bom tamanho, parece de boa qualidade e tal, mas achei salgada, talvez por eu estar comendo cada vez menos sal. Mas até aí beleza, o negócio é pra ser salgado mesmo, o problema é que passou do ponto e estava rija. Bem passada, escurona mesmo, e dura. Aí não rola, aí foi que o barraco desabou, nessa que o meu barco se perdeu … opa, vou apanhar dos roqueiros, mas ainda assim, foi nessa que a nota caiu.
A carne sem os sucos só não ficou tão problemática por causa dos molhos da cebola, da maionese, e até do cheddar que salvaram a pátria das caveiras douradas.

Caveiras douradas é uma parada meio Glam, né!?

Tem um alface ralado disfarçado, você não o vê, mas ele está lá. Sua mãe iria gostar, você come salada e nem percebe, aliás, comer salada sem ver e sem sentir não é o ideal pra vida?

O pão é um pão estrela que estava muito macio.  Pão estrela é um pão do tipo francês mas com uns gomos, que às vezes em sanduíches vira um problema porque os gomos vão se desprendendo e aí desmonta tudo.
Esse não desmontou, talvez pelo pão não estar tão sequinho e quebradiço, não tão fresquinho, mas estava do jeito que gosto e mesmo com os molhos e saladas (cebola conta como salada?), segurou bem.

Outro ponto negativo é que tinha bem pouco cheddar, cheddar em pasta, daquele laranja clarinho que vocês compram pra fazer nachos na casa dos amigos. Mas só deu pra perceber o pouco do queijo processado que ficou meio por acaso nas bordas do pão. No cardápio falava só carne e cheddar, era de se esperar bastante, pelo menos eu fiquei esperando.

Acompanha uns três pedaços grandes de batata rústica, ou seja, batata cortada em lascas grandes, gordas, fritas e com um suave tempero que não consegui identificar. No potinho com maionese que vem junto do lanche também tem um tempero, bem provável que seja o mesmo tempero que não identifiquei no tubérculo.
A batata com essa maionese ficou muito bom, até queria um pedaço de gordice… mas não tinha, já era game over para o sino do inferno que retumbava no meu estômago.

Semana que vem tem mais, amiguinhos.
Cause Im back! Im back in black!

Ficha técnica:

Hell Bells

Ingredientes: “Hamburguer de carne com cheddar – Todos os pratos vem acompanhados com batatas rústicas e molhos especiais.”

Preço: R$14,00 mais uma água Timbu 500ml, R$2,50 (porque agora sou mais ou menos saudável).  ficou R$16,50.

Ponto alto: O lugar/trilha sonora, apresentação, sustância, preço e a batata com maionese.

Ponto baixo: Carne rija e bem passada, bem pouco cheddar, não avisar no cardápio sobre as cebolas.

Avaliação: B-

O Gold Skull fica na Rua Augusto Stellfeld, 332, esquina com a Alameda Cabral, no centro. Não achei a informação dos dias que funciona e nem telefone, só achei que abre as 15h.

 
2 Comentários

Publicado por em 02/21/2014 em Uncategorized

 

Etiquetas: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

O GiraMundo – Hambúrguer Especial

994342_625416047503000_686343738_n
Fim de ano chegando, a última correria, uns dias de folga entre natal e ano novo e até férias para alguns não esquecerem de como a vida real deveria ser. E férias lembra o que?!
Tempo de viajar, sair por aí, relaxar, cair em roubadas, rodar pelo mundo ou pelo bairro, conhecer lugares novos ou rever os que gostamos. Encontrar gente diferente, novos cheiros e sabores  também, e foi numa dessas que fomos parar em um café recém aberto em Curitiba que tem essa vibe.

E se tem coisa que a gente gosta tanto quanto hambúrguer é viajar.

Tem aquela frase muito compartilhada no face em tempos de férias, do Mario Quintana, “Viajar é mudar a roupa da alma”. Pela minha pouca experiência posso falar que quando a gente viaja, principalmente se for um período meio longo, acaba virando outra pessoa enquanto descobre o seu destino (destino sina e destino local de chegada). Quando voltamos, é a nova pessoa que está de volta, é você um pouco mais evoluído com as experiências da viagem…  mas aí o tempo passa e a gente tem que cuidar para não voltar a ser o antigo eu. No meu caso um implicante deprimido.
Sobre a frase do Quintana, prefiro dizer que muda a vida mesmo, sou um racionalista, ateu desalmado, mas muito consciente da vida aqui e agora. Recomendo para todo mundo viajar, ainda mais se estiver meio fodido ou perdido na vida, aí é algo quase obrigatório. Melhor que gastar dinheiro com terapia ou antidepressivo, você vai se entender melhor, entender um pouco das diferenças do mundo e a vida, on the road.
Seja um viajante e não um turista.

Bora falar de lanche?!

No água verde, bairro que não passamos desde o Mister Dog e a melhor maionese verde da cidade, encontramos o “O GiraMundo”.

O lugar é uma casa transformada em café, numa vibe meio hostel. Tem uma máquina de café que por fora lembra a traseira de um cadillac vermelho, que lembra meus planos de pegar aquelas longas retas da Route 66 num conversível ouvindo um Rancid, carregando armas e dinheiro, acompanhado de uma garota de bikini com cabelos ao vento ou um chimpanzé com roupas de gente.(férias é pra sonhar, galera!).
No café também tinha um robô gigante climatizador, coisa que precisa numa Curitiba com clima de deserto, 30° de tarde e 10° à noite. Mas um cara chegou e levou ele embora.
Na parede pintada de verde tem uma lista dessas cervejas especiais escritas em giz, além de camisetas e outros souvenirs ao lado do balcão, as outras paredes são laranja e marrom, um lance meio Irish cervejeiro.
São só cinco mesas, todas são de madeira e lisinhas (gosto de passar a mão em coisas lisas como mesas, capas de livros, pessoas…), mas em uma tem cadeiras estofadas e uma cadeira dupla, cabe um casal na mesma cadeira ou um gordo confortável.
Isso tudo embalado por som ambiente de rock/blues e vídeos de surf na tv.

_MG_0004_menor

A primeira impressão é: “Que pequenininho!”
A segunda é: “Quanto queijo, que legal!”
A terceira e já na primeira mordida: “Que pão lazarento.”

Já vou começar pelo ponto negativo, o pão não sei o que de cerveja.
Legal inovar e tentar uma coisa diferente, dar uma cara própria às coisas, mas não é sempre que dá certo, né?! Esse foi um caso que não deu. Talvez manter no arroz com feijão dos pães de hambúrguer funcionaria melhor.
Esse pão de cerveja ficou massudo, pesado, borrachudo, a fermentação dos levedos não rolou direito e a massa também estava um pouco crua no meio. E com farinha por cima. Farinha por cima é foda, gruda tudo nos dedos, na barba… mas isso é frescura minha, o resto não é.
Chegou uma hora que desisti e comecei a comer apenas o recheio, depois voltei à tampa do pão só para cumprir tabela e não desperdiçar nada.

O recheio é simples e do jeito que tem que ser, só o básico e o gostoso. Carne, bacon, queijo e maionese (tinha cebola caramelizada, mas quem acompanha isso aqui e leu o último post já se liga que pedi sem). A maionese parece ser boa mas se perde no pão grosso.

O queijo é uma beleza, enche os olhos e logo de cara se percebe que esses caras são dos meus, não ficam regulando e colocando só aquela única fatiazinha de queijo. Aqui o negócio quase embrulha a carne, é uma camada grossa e salgada de cheddar. Ponto bem positivo.

A carne tem aquele tempero dito caseiro de sal, cebola e um verdinho (verdinho pra mim é todo qualquer tempero verde, não sei o nome dessas paradas).Tem um tamanho legal ou pelo menos suficiente. Quanto ao ponto, estava quase lá, um pouco seca, mas nem se tratava tanto do ponto, acho que um pouco mais de gordura na carne deixaria mais suculenta, gostosa e menos fibrosa.

Em cima da carne, o queijo, em cima do queijo o bacon.  Generosa fatia de bacon cortado em tira e umas lascas grandes que dão consistência e um pouco mais de sal e sabor ao morder. Na foto aparece bem a parte da gordura, mas ele tinha uma boa carninha também.

Acompanha batatas chips, fininhas, bem sequinhas e crocantes. Um potinho de molho adocicado com gosto de fumaça, barbecue.(sem essa de cobrar extra por um potinho de molho como uns lugares sem vergonhas fazem).
O refri é servido num tipo de taça de vinho, gosto de copos diferentes mesmo para tomar refrigerante.

Surpreendentemente o bicho tem um fator sustância bom, deve ser por conta do pão pesado.

No final o cara fez a conta de cabeça no papel, no melhor estilo do finado seu Zé e o Alvaro do Montesquieu.

Para fechar, uma dica natalina e não hamburguística. Uma fatia de chocotone, doce de leite e outra fatia de chocotone. De nada!

Semana que vem tem mais um post novo do Yuri. Eu vou ficando por aqui. Até janeiro.

See you mothafuckers, ho-ho-ho!!

Ficha técnica:

Hambúrguer Especial

Ingredientes: “Hambúrguer caseiro com queijo cheddar, fatias de bacon, cebola caramelizada e maionese no pão de cerveja. Acompanha batatas chips.”

Preço: R$18,00 mais uma coca-cola lata de R$4,00(!) ficou R$22,00.

Ponto alto: A quantidade do queijo e o bacon bem servido.

Ponto baixo: Definitivamente, o pão não agradou.

Avaliação: C+

O GiraMundo Café fica na Rua Santa Catarina,456, no Água Verde. Funciona de Terça à Sábado das 15h-22h e Domingo 15h-20h. (41) 3205-0437. Fica ao lado de um boteco de tiozinho, daqueles todo amarelo da skol.

 
Deixe o seu comentário

Publicado por em 12/13/2013 em Uncategorized

 

Etiquetas: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Denver Burger & Grill – Denver Bacon

Denver

Fomos parar no Denver Burger & Grill por causa dessa foto que apareceu um dia no facebook.

1240108_215009181993300_1551589438_n

Mas é o Madero?!
Não. É um emulador do Madero. É o Denver.

Depois do Batha com o cardápio que explicitava “igual a cebola do Outback”, e o molho bigméki,  outra surpresa da região do CIC e do 666 Novo Mundo (pra quem não sabe 666 é o número do ônibus da linha Novo Mundo, e número da besta também). Acho engraçado que essa galera não tá nem aí para direito autoral, propriedade intelectual, plágio … na verdade eu também não, eles e os advogados que se entendam. Estou mais interessado em comer e que o negócio seja bom, cópia ou não.

Lá fomos nós para o outro lado da cidade.
Por fora o Denver é meio escuro, por um momento achei que estava fechado por causa do vidro fumê que faz parecer estar com as luzes apagadas, mas não estava.  O lugar parece ser bem novo, tudo arrumadinho ainda, mesas e cadeiras de madeira, o primeiro ambiente logo na entrada é todo em madeira, até teto. Sentamos na parte mais interna por estar mais claro pra fazer as fotos. Essa parte é onde fica o bar, tem um balcão com umas luminárias, várias garrafas de whisky decorando(?) o ambiente.
Nenhuma Jack Daniels, mas isso me lembrou que sinto uma certa vergonha quando vejo você, jovem roqueiro(a), tirando foto segurando garrafa de Jack Daniels como se fosse algo super legal. Parem de ser manés.
Nada de muita frescura no lugar, mas me passou a impressão de ser bem limpo. E isso é bom em um lugar que você vai comer. Que tenham mais lugares assim nos bairros. Descentralizar o poder, valorizar o bairro onde se mora, movimentar e colocar o povo na rua, tudo isso ajuda a inibir um pouco a bandidagem, é bom.
O Denver é um lugar família, até tinha mesmo uma família com criança e tudo, parece que o povo também trabalha em família.

Tocou sertanejo universitário da hora que chegamos até a hora que fomos embora, infelizmente deve ser uma constante do recinto.

O refrigerante é servido em taça, tipo de vinho, gosto de copos diferentes para tomar refrigerante. Em casa tomo em xícara, caneco, copo de requeijão…

_MG_0082

Não sei se é assim ou se hoje tinha acabado o papel que embalam e servem o sanduíche, mas parece que pegaram uma folha do Chamequinho na impressora, forraram com guardanapo e enrolaram as pontas. Funcional, improvisado, inventivo, mas muito estranho! O meu tinha um adesivinho falando que era o Denver Bacon.

Demorou um pouco além do que a gente considera normal ou está acostumado, levou uns 20 min ou mais. Mas a moça que nos atendeu foi bem educada desde a hora que chegamos, até puxou uma cadeira para colocarmos as bolsas, vou dar um desconto.

O pão é um pão francês bolinha. É um pouco seco, bem quebradiço na parte de fora, mas o miolo era macio. Não curto muito pão quebradiço que enche o prato de farelo e cascas partidas. Parece pão que você come em casa com margarina.

Só uma fatia de queijo cheddar processado, aquele que sempre parece um plástico e que nem derrete, só fica mole. Ele quase da uma cremosidade ao morder e mastigar, mas é pouco, uma pena. Sério, tinha que ter duas fatias pra ficar legal, e umas quatro pra ficar loco!

Não sei se a carne é Friboi, mas gostei. Tem seu tempero e tem um bom tamanho, no cardápio diz 200g, é um hambúrguer gordinho. Às vezes, em algumas mordidas, rolava até um gosto de churrasco, de fumaça, e isso é legal. O hambúrguer nem estava tão passado e estava um pouco seco, acho que nem é questão do ponto da carne, mas sim da quantidade de gordura. Mais gordura e ficaria mais suculento, logo, mais gostoso.

Tem também uns pedaços de bacon em tiras, cortado até um pouco grosso, legal de ver. Seria perfeito se não fosse pelo fato do bacon estar bizarramente mal passado de um lado e carbonizado do outro. Estava amargo, com gosto de queimado mesmo. Um pecado fazer isso com o beican.

Tem uma saladinha, inha mesmo.  Devia ter uma rodela e mais e 1/3 de rodela de tomate, algumas partes de alface ralada. Junto tem um pouco de maionese, que se faz necessária devida a falta de sucos vitais da carne, mas assim como quase tudo nesse hambúrguer, poderia vir mais.

Acompanha umas boas e bem douradas batatas fritas.

Como dizem os chatos apreciadores de café, rola um retrogosto de casca de limão com eucalipto da montanha e bibibi … nesse pós lembra o Madero mesmo, algum tempo depois de comer rolou tipo uns refluxos e aí você sente o gosto do sanduíche. Sou meio Homer Simpson, nessa hora, paro e penso: “humm hambúrguer… gostoso…”.

Parece, mas não é um Madero. Embora esteja no caminho ainda tem chão para chegar no Don Vito Durski.

Ficha técnica:

Denver Bacon

Ingredientes: “Hambúrguer com 200g, bacon, queijo cheddar, maionese, tomate, alface, cebola e pão”.

Preço: R$14,80, com uma coca lata ficou R$18,15 (não sei se tem 10%).

Ponto alto: No geral é bom.

Ponto baixo: Bacon queimado, pouca quantidade dos componentes do sanduíche e é pequeno.

Avaliação: C

O Denver Burger & Grill fica na Rua Aleixo Skraba, 144,no Novo Mundo,  do lado de um Mercado. Funciona de  Segunda à Domingo, 18:00 – 00:00. Fone (41)3268-3297

 
Deixe o seu comentário

Publicado por em 10/25/2013 em Uncategorized

 

Etiquetas: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Rause – Rause Bovino

rause café e vinho

Rause que se escreve como se fala, e não House de casa em inglês (ou do Dr. House), como eu achava que era quando só tinha ouvido falar do lugar.

É uma casa pequena, tem umas quatro ou cinco mesas. Nesse dia numa delas tinha um grupo de umas 4 pessoas falando em inglês, um sofázinho de dois lugares vazio, pufs quadrados com rodinhas em frente a uma mesa vermelha, baixa, em forma de gota (que foi onde ficamos), e uns 4 lugares no balcão, dois deles ocupados, um por um cara e outro por uma japonesa de uns 30 anos, nos lábios um batom vermelho vivo e um rosto branco como uma maquiagem de Kabuki, roupa preta, elegante. Atrás de mim acho que duas mulheres tomavam vinho sentadas em cadeiras mais altas.

No balcão tem um espelho, assim como na Pastelaria Brasileira, você pode comer se olhando se for um filho da puta narcisista ou olhando outras pessoas e não se sentir tão sozinho, ou também olhando dissimuladamente as(os) gatinhas(os) no ambiente. E no balcão ainda tem alguns livros, revistas, e até uns joguinhos como Dama, Xadrez ou Gamão. (Até perdi para o Yuri uma partida de Damas enquanto esperávamos o hambúrguer). Além da lateral de vidro que dá para a rua e tem uma bancada em que se pode sentar também, tem até umas almofadinhas para você se sentir em casa comendo com uma almofada no colo.

Uma coisa legal que me chamou atenção é que eles oferecem “água free”. Algo útil quando se dá uma de criança e pede uma vaca-preta (sorvete com Coca-Cola) antes da comida. Vaca-preta é outra coisa bem legal, mas não vou falar sobre isso.
“Nossa, grande coisa…água grátis”. Mas na balada uma garrafinha custa até quatro reais, e da marca mais vagabunda que tiver, e quatro reais numa água pra mim é grande coisa sim.
Sempre achei meio sacanagem cobrar, ainda mais se for caro, por água. Sem água a gente morre! Cadê o espírito cristão, cacete!?
E qualquer que tiver dado só que seja um copo de água fria a um destes pequenos, em nome de discípulo, em verdade vos digo que de modo algum perderá o seu galardão”. Mateus, 10:42.

Lá tem uma jarra vermelha com água e o escrito na parede: “H2O Filtrada, Refrescante, Gratuita.”
Enfim, achei legal isso da água grátis (e a gente se contenta com pouco, nessa vida, né?!).

IMG_20130128_193518

O cardápio fica todo escrito na parede, com giz, tipo um quadro negro da escola. A não ser que você estude no Positivo que hoje deve ser uma tela touch screen 3D de realidade aumentada e o caralho a quatro.
Me lembrou de quando na escola a professora mandava ir ao quadro fazer alguma coisa, e eu sempre burro e tímido, mas malandro, dizia que tinha alergia ao giz só pra não ir lá na frente. Incrivelmente essa desculpa colava e ela chamava outro.

Não vou falar nada dessa vertente minimalista dos nomes dos sanduíches porque o Yuri já falou bastante no post da Mãe Joana. Fui de bovino, hambúrguer bovino, ou apenas hambúrguer já que subentende-se que seja carne de boi. Essas coisas de salmão, frango, soja e outras coisas é tudo frescura de gente moderna. Hambúruger é de carne bovina e ponto final.

_MG_0003

Visto de cima não sei porque me lembrou um palhaço, deve ser o nariz vermelho de tomatinho cereja… ou minha imaginação fértil com muita açucar (vacapreta) na cabeça.

Logo de cara, se forem comer lá, prestem atenção numa coisa muito importante. Tem um palito de dente stealth enfiado no meio do sanduíche. Por quê?! Nem é um sanduíche tão grande assim que precise ser estruturado por um palito para firmar, como o Memphis Tudo e seu palito de churrasco.
Não vi o palito e na primeira mordida o que senti foi uma espetada no queixo, quase como uma abelha te ferroando. Mas como bom representante da categoria dos machos, tirei o palito como quem tira o ferrão (sabiam que alguns órgãos da abelha vem junto do ferrão quando ela te pica? Por isso ela morre depois.) e continuei comendo como se nada tivesse acontecido.

Pão de hambúrguer branquinho e bem macio, mas com aquela farinha de milho que normalmente vem nos pães d’água.
Você segura o hambúrguer, aí enche a mão com as bolinhas de farinha, solta o hambúrguer, passa os dedos uns nos outros para tirar um pouco da farinha, pega o guardanapo para tirar o resto e só aí conseguir pegar o copo com a mão limpa. . . acho que é por causa disso que te oferecem talheres: para pessoas mais civilizadas comerem sem se sujar, ou se sujando menos. Não tinha pensado nisso.
E pela segunda vez (a primeira foi no romântico Guiolla) em toda as nossas andanças, um pão foi para a chapa e ficou levemente tostadinho e crocante nas partes internas. Aí sim, macio por fora e com parte tostadinha crocante. Ponto para o Dr.Rause.

Como todo x-salada, acompanha queijo, maionese, tomate e alface.
O queijo pra mim é queijo prato, é amarelo, mas o Yuri disse que pode ser um outro, mas aí não seria um X-salada se fosse um queijo bom, e aqui nesse sanduba do Rause vale a minha ideia de que quase sempre pode ter um pouco mais desse querido laticínio derretido.
Sobre a salada não há o que falar. Alface fresca, umas duas rodelas finas de tomate também frescos,Ok.

Agora o ponto alto do sanduba. Alto mesmo: um baita hambúrguer de dois dedos de altura.
Foi legal ver  a carne aparentemente bem passada, escura,  mas saborosa e macia sem estar seca, surpreendendo até este que vos escreve que acha que a carne tem que estar borbulhando sucos vitais para estar boa. Nesse dia aprendi que carne bem passada nem sempre é seca e pode estar boa, se bem feita, o que infelizmente não é a regra.
Agora vou compartilhar com vocês uma coisa que pensei já que o tempero desse hambúrguer é parecido com o clássico bolinho de carne do Montesquieu (Lugar do X-montanha pra quem não liga o nome à pessoa). Tempero caseirão de alho, cebola, e uns verdinhos.
Um X-Bolinho, do Seu Zé, hoje deve custar uns cinco reais, há alguns anos atrás era tudo que eu poderia pagar, era jovem e sem grana. Hoje continuo sem grana mas consigo ir num lugar “melhor”, mais bonito, mais confortável e tal, mesmo que seja para comer algo parecido. Não que eu não coma um Montanha às vezes, mas hoje é mais por opção do que por não ter dinheiro para comer outra coisa. Enfim, não tem nada a ver com nada essa história, só queria contar porque foi uma das coisas que pensei enquanto comia, talvez alguns se identifiquem.

Contrario ao Yuri, eu gostei das batatas molengas não fritas. É novidade, e a princípio é estranho, mas são gostosas as batatas cozidas e temperadas com óleo e ervas, tipo tempero de carneiro, alecrim e sei lá mais o que que da um gostinho levemente adocicado. Elas ficam muito molinhas, quase desmanchando. Pena que vem tão pouco, uma meia dúzia de lascas apenas.
Uma dica é pegar o palito que vem oculto no meio do sanduíche e usar para comer as batatas sem engordurar os dedos. Essa foi tipo dica de etiqueta. Boa, heim!?

Resumindo, é um belo X-Salada de 16,00 de um lugar legal.

Ficha técnica:

Hambúrguer – bovino.

Ingredientes: Pão,hambúrguer, queijo, maionese, alface e tomate. Acompanha batatas.

Preço: R$16,00 + 7 reais de uma Vaca Preta (coca-cola lata e sorvete)+ 00,00 de um copo d’água = R$23,00.

Ponto alto: A carne e, sim, as batatas complementares.

Ponto baixo: Pouca batata e o preço alto para um X-salada. Ah, e o palito assassino.

Avaliação: B-

O Rause fica na Alameda Doutor Carlos de Carvalho, 696, no Centro (acho que é Centro). De segunda a sexta, das 9h às 23h e sábados das 12h às 18h.   (41) 3024-0696.

 
Deixe o seu comentário

Publicado por em 02/08/2013 em Uncategorized

 

Etiquetas: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,