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Au-Au – Burguer 3 Queijos

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Semana passada por motivo de festa não teve post, podem dar parabéns para o “Nego Dito”. E também porque 6 hambúrgueres de 6 lugares diferentes em pouco mais de 6 horas, marcando a tríade 666 do capeta hamburguístico, merece ficar mais uma semana no ar.

Agora, voltamos à programação normal e voltamos com um clássico Curitibano. Au-Au. Não, isso não foi uma onomatopeia do Frank Aguiar, político brasileiro e cãozinho dos teclados, é o nome do lugar que fomos.

Quando chegamos, ainda sem saber se teria hambúrguer, não tinha nenhuma foto de hambúrguer em nenhuma parte. Pensei que seria uma tragédia anunciada, o lugar é totalmente voltado ao cachorro quente burguês e a gente chega pedindo um hambúrguer. Era o Au-Au( não era Mu-Mu, cacete!), era claro que ia dar merda.
Eis que, quando sentamos e vimos o cardápio, a surpresa: tinha, e boas opções até! Já ganham um ponto por nos surpreender.
Os caras servem várias coisas além de cachorro-quente. Tem desde saladas e sanduíches naturais de presunto e atum — o que explica a grande quantidade de pessoas de meia idade com roupas da academia —, até algumas sobremesas interessantes, além de uma penca de opções de cachorro quente (que particularmente comi uma vez e nem curti, prefiro muito mais os rueiros). Vocês estão ligados que a verdade vem das ruas, né?!

Estou numa vibe tipo Lulinha paz e amor, 2002, não vou ficar criticando esse povo classe média que vai lá, não se contenta, e também vai no Au-Au no litoral (ia falar na praia, mas isso que temos no Paraná é litoral, praia é outra coisa) e paga 17 reais num cachorro quente.

A menina chegou com os refrigerantes, colocou a lata na mesa e colocou um canudo do lado, nessa hora me liguei que estou ficando velho. Pedi um copo, afinal, não estou bebendo de pé na rua. Ganhei um copo de papel.
Enquanto não chegam os pedidos, fico olhando a movimentação no balcão. Gosto de ver a comida das outras pessoas. O salão logo de entrada não é tão grande mas eles conseguem colocar muitas mesas, fora os bancos laterais encostados nas paredes que já descascam  o adesivo que imita madeira, mais a parte lateral e as carrocinhas fast food mais fast, na frente.

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O Blob, nome carinhoso que dei para o 3 queijos, que mais parece um monstro derretendo, meio tipo A Coisa, ou uma amoeba, é uma massa quase viva de queijos, algo que eu realmente queria. Esse é o tipo de coisa  para a qual você assume o risco. Um bolo de queijos e uma carninha, era o que eu queria e foi o que recebi. Feio e zoado como um lanche barato de lanchonete de bairro e a mesma satisfação, só que mais caro.

Pão bem genérico, um pouco fino, sem nada muito especial, mas do jeito que eu gosto. Pão de leite macio e sem gergelim que cumpre bem o seu papel.

Bastante catupiry, poderiam dar uma equilibrada melhor. Menos catupiry, um pouco mais de parmesão, que dos três é o que tem o gosto mais característico, e um pouco mais do mussarela também, para dar a elasticidade e consistência. Embora seja uma bela mistureba, não achei enjoativo, talvez por ser mais volumoso que realmente quantitativo. O que é bom também, não precisar comer toneladas de queijo e ficar satisfeito.

A carne, embora não estivesse totalmente seca, estava bem passada, até aí beleza, com esse conjunto não precisava estar tão suculenta, mas as partes com a marca da grelha estavam carbonizadas, fazendo uma crosta que da um crocante interessante, mas com um amargor de queimado lamentável. Mancada, galera, foi o ponto negativo do sanduíche que até então estava legal, mesmo com essa aparência.

Acompanha alface ralada e maionese, que juntos formam uma dupla imbatível para fazer o pão ficar escorregando pra lá e pra cá enquanto você tenta equilibrar tudo e fazer com que uma das partes do pão não acabe antes que a outra.
Nesse quesito bagunça tem uma coisa legal: eles tem uma embalagem/origami tipo do Guiolla. É uma parada muito funcional e evita fazer lambança.

Acompanha batatas fritas bem regulares, padronizadas industrialmente, cortadas fininhas e meio sem graça, mas vai, tem lugar que nem tem nada.
Da para trocar as batatas fritas por 5 batatas de carinhas, essas de criança, eu aconselho, são mais gostosas e divertidas, não fiz isso mas induzi o Yuri a fazer e acho que foi melhor pra ele.

Sustentou como uma refeição, comemos lá pelas 21h e agora são 2:33, vou comer um empadinha porque não se pode deixar para amanhã o que se pode comer hoje ainda fresco (não que eu esteja com fome).

Para fechar, semana passada alguém caiu aqui no blog porque estava procurando por uma “receita de abobrinha para colocar no hamburguer”.
Se liguem na #DicaGoodBurger. Nunca coloquem abobrinha no hambúrguer… e nem no cu.


Ficha técnica:

Combo Burguer 3 Queijos

Ingredientes: “Sanduíche com hambúrguer Au-Au de 130g de carne bovina, alface americana, queijos parmesão, catupiry e mussarela e maionese no pão especial de hambúrguer + Fritas 120g + Refri lata.”

Preço: R$24,80 no combo com coca-cola lata e batata frita. (Acho que 20,00 estava susse)

Ponto alto: Tem um geral bom, nada que se destaque tanto, mas os queijos são o principal.

Ponto baixo: A carne queimada foi marcação.

Avaliação: C+

O Au-Au que fomos fica na Alameda Doutor Carlos de Carvalho, 990, no Centro. Funciona de segunda a sábado das 11h até 6h da manhã e domingos das 11h às 0h30min.

 
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Publicado por em 09/13/2013 em Uncategorized

 

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Casa da Mãe Joana – Hambúrguer de Barreado

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No ritmo preguiçoso de férias(mesmo não estando de férias) e de início de ano, estamos na atividade.
O bonde não para!

“Casa da Mãe Joana”, já começo achando o nome do lugar bem bom. Me lembra Mãe brigando com o filho porque a casa está uma zona. “Parece a casa da mãe Joana isso aqui!”
Se bem que essa Casa mesmo parece uma casa de vó, e bem arrumadinha.

O lugar tem um lance tipo aquela Casa di Bel que mais parece o Sítio do Pica Pau Amarelo, onde nada combina com nada, é muita coisa pendurada, é muita informação, você fica sem saber para onde olhar. Na Casa da Mãe Joana o negócio é mais simples, visualmente é mais limpo e agradável, tem várias coisas decorativas antigas que vão desde um refrigerador de alguma mercearia até mesinha e telefone de discar, bules de porcelana, quadrinhos gringos que os Caçadores de Relíquias do History Channel adoram, latas e várias outras coisas. Tem uma área externa com umas mesas, chão de pedrinhas brancas e redes para quem sabe tirar um cochilo, tipo baiano.
O lugar tem um ar de carimbóGaribaldis e Sacis, bicho grilo da reitoria, só que mais arrumadinhos e que felizmente essa referência não se manifesta na trilha sonora, que foi do Jazz ao Rock e nada de MPB lésbica da nova geração.

Agora falando da comida, quem acompanha o blog ou leu alguns posts já deve ter percebido que meu negócio é testar o tradicional de cada lugar, e nas poucas vezes que me aventurei, deu merda, parceiro! Veja aqui um exemplo.
Mas hoje depois de muito pensar e olhar para o cardápio diversas vezes, aceitei o desafio do Yuri e arrisquei encarar uma coisa nova que tem tudo para dar errado, um X-Barreado.

Sim, um hambúrguer de Barreado. Para quem não é do Paraná, (momento wikipedia), o Barreado é um prato tradicional do estado, mais precisamente do litoral. A turistada adora ir para Morretes e Antonina comer essa parada. Basicamente é carne de boi desfiada que fica cozinhando por umas 12h numa panela de barro lacrada com uma massa feita de trigo, e servido com farinha e banana.
Com doze horas de cozimento (hoje deve ser feito na panela de pressão com muito menos horas) já da para imaginar como as fibras musculares ficam completamente relaxadas, a carne fica muito molinha e desmanchando, o negócio vira quase uma “sopa de carne”.

Eis que os filhos da mãe Joana resolvem remontar esse prato num sanduíche. E o pior é que fica interessantemente bom!

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Detalhe para a bela apresentação do prato. Sanduíche, salada, molhinho de maionese e banana chips.

O pão é um pão d’água coberto com um pouco de fubá, particularmente gosto bastante de pão assim, bem molinho e sem casquinha crocante quebrando. Há que quem ache ruim e diga que é tipo pão amanhecido e, por isso poderia ser arriscado usar num hambúrguer de quase vinte reais.
Mas um cara que faz um sanduíche que tem banana com bacon e carne não está com medo de arriscar.

Sim, bacon e banana que incrivelmente combinam. A banana fica predominante na maior parte do tempo, e nas duas ultimas mordidas já estava começando a ficar enjoativo, mas em alguns momentos você sente bem o bacon, e às vezes a mistura dos dois, é interessante e longe de ser ruim.
São duas tiras classudas de um bacon muito bonito e com pouca gordura, até abri o sanduba para conferir e gostei bastante do que vi lá dentro. Também duas fatias de banana grelhada por cima do queijo, que, diga-se de passagem, é apresentado numa quantidade legal de muçarela (com ç mesmo, como no cardápio) com direito ao efeito estica e puxa,essa é a festa da Xuxa.

Assim como a banana, o hambúrguer também tinha suas belas marcas de grelha. Feito com a carne do barreado, não sei direito, mas pelo que me pareceu a carne desfiada foi processada(batida) para poder dar a liga necessária para moldar o hambúrguer.
Fica uma textura diferente, mais macia e sem a “granulação” da carne moída tradicional, quase não tem resistência ao morder e o pedaço se desmancha ao mastigar.
E como a carne já foi cozida não tem isso de mal passado ou no ponto sangrando, nem seca nem molhadinha, esse é o ponto que fica.

Tudo isso junto e logo na primeira mordida me surpreendo com uma das coisas mais macias que já mordi (incluindo pessoas), é tipo comida para velho banguela, bem legal.

Acompanha também uma porção de salada considerável, muito maior do que viria dentro de qualquer hambúrguer. Dois tipos de folhas (alface crespa e alface frisé), cenoura ralada, e um tomatinho cereja cortado ao meio. Além de um potinho com a maionese local, que nem usei muito mas é mais líquida que a normal e com um gostinho de alho e(ou) cebola.

No cardápio dizia batatas rústicas, mas veio uma surpresa na vibe do passeio na feirinha de Morretes no final de semana.  Bananas chips, banana frita como se fosse batata. Fica meio seca, parece uma madeirinha, é legal por ser diferente, mas eu prefiro batata, ainda mais se forem rústicas.

“A Casa”
 fica na Jerônimo Durski, esse nome que já lembra o que? Madero, né, seus bois de presépio.
Curitibano tem mania de fazer sempre as mesmas coisas, frequentar sempre os mesmos lugares…  Acho que vale uma boicotada no Madero e passar na Casa da Mãe Joana para experimentar um hambúrguer diferente, bem diferente, e bom, na mesma faixa de preço do Madeireiro.

Ficha técnica:

Hambúrguer de Barreado

Ingredientes: “Hambúrguer caseiro de barreado grelhado com fatias de bacon, coberto com queijo muçarela derretido, rodelas de cebola e banana assadas em forno a lenha. Acompanha mini salada, batatas rústicas fritas e maionese especial”.

Preço: R$18,00 + 1 Itubaina (que troço doce!)  + 1 coca-cola lata = R$27,50 (caro para um lanche mas vale por uma refeição).

Ponto alto: Apresentação, bons ingredientes, inovação, e o gosto, claro.  

Ponto baixo: Preço.

Avaliação: A

A Casa da Mãe Joana fica na rua Jerônimo Durski, 1010, no Bigorrilho. Terça à Sexta: 18:30 – 00:00, Sábado e Domingo 12:00 – 16:00   –  (41)3092-2322

 
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Publicado por em 01/18/2013 em Uncategorized

 

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