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Atelier Bistrô & Bar – ABBURGUER

atelierbistro Desde que voltamos de férias a nossa empreitada em busca dos melhores hambúrgueres tem andado difícil. Tá tudo muito meia boca. Eu sempre chego num lugar com expectativa, pensando “me surpreenda, puto!

O Atelier Bistrô & Bar é um lugar de/para bacana, daqueles que eu nunca entraria se não fosse para levar e tentar impressionar uma garota. Embora não seja tão cheio de nove horas, é um lugar bem batel. No lado de fora tem umas mesas, uns matos que sobem pela parede, dentro tem luminárias em forma de lâmpada que descem do teto até próximo das mesas. Bonito, mas não ilumina muito. Numa das paredes tinha um desenho em giz, a parede é tipo um quadro negro, de um jacaré gigante com uma igrejinha em cima da ponta do rabo. Gostei. Nessa noite também tocava música tradicional mexicana, ou cubana, animada, mas ninguém dançava. Não vou falar muito do lugar porque quero falar da comida, afinal, isso é um blog de hambúrguer (embora no começo nunca pareça). Primeiro, lá só tem hambúrguer na quarta-feira. Os caras tiram o dia para preparar as coisas e se dedicar para o negócio como logo mais vamos ver. Uma vez por semana também é uma média boa para comer “porcaria”. Uma vez por semana não mata e não deixa ninguém gordo. _MG_0007__ Dia desses estava ouvindo uns discos no youtube e aí tinha um tal Fu Manchu, que não conhecia, uma capinha com um skatista numa piscina, bem anos 90. Dei play e quando olhei, tinham passado quatro segundos. Foi o suficiente para eu poder falar que aquilo era bom. É isso que a gente busca, um hambúrguer, que nos primeiros segundos, na primeira mordida já seja o suficiente para te arrancar um: “humm, foda!”. Antes do hambúrguer nos foi servido umas cinco fatias de pão e um potinho com manteiga. Um agrado enquanto espera. O couvert.

Começando pela salada, sou do tipo que come a salada pra se livrar e daí começar a festa. O tomate e a alface só vi no começo, lembro da alface ser bem verde, não era americana, mas antes de chegar na metade do sanduíche eles tinham desaparecido. Achei bom comer salada sem nem perceber, é tipo bater a cota e partir para o lucro que ainda viria a ser grande a essa altura. O lucro era uma carne com dois dedos de espessura e que escorria gostosura. Vocês não vão ver mas agora eu fiz um gestual de “poder” com a mão esquerda enquanto pensava no escorrer. É uma carne poderosa. Segundo o cardápio, 180g de fraldinha e entrecôte, mais ou menos como fraldinha e contrafilé. Com uma quantidade bem calculada de gordura, muito bem executado, com uma leve crostinha por fora e ainda rosado no interior. Uma carne saborosa e muito suculenta… e nós sabemos o quanto é bom uma “coisa” molhadinha em nossas mãos.

O ponto negativo que vou colocar aqui não é bem negativo, mas vou falar que é porque eu tenho que reclamar de alguma coisa. Senão, não sou eu. A cebola caramelizada (esqueci de pedir sem), ajudaria em outros lanches secos e sem graça, mas não é o caso desse, aí acaba ficando meio doce. Doce demais para o meu gosto, e tira um pouco a graça de outros ingredientes. É o mesmo caso do barbecue, para mim contamina o gosto das outras coisas e fica tudo com gosto do molho.  Prefiro as nuances e diferenças de sabores. E fica mais doce ainda porque o pão é um brioche levemente adocicado.

O pão é muito bom, aliás. Muito fresco, feito por eles mesmos no dia, e bem macio, grande, cabe tudo dentro, e olha que a carne é grande. São duas partes íntegras, a de baixo bem grossa e a de cima passada um ovo que, depois de assado, dá uma blindada na crosta. Mesmo com bastante, bastante mesmo, molho das cebolas e sucos da carne (devia ter tirado uma foto para mostrar como ficou o prato), o pão não desmanchou, absorveu parte do suco da carne e se manteve firme e forte. Tem bacon opcional, e como alguém podendo escolher sem pagar nada a mais não pegaria bacon? Lógico que eu pedi, era “de graça” e também porque estou em regime de engorda, morram de inveja. Mas nem se animem muito porque o bacon quase some nas cebolas caramelizadas. Vi ele lá, bonito, mas senti mesmo o gosto umas duas vezes só, uma pena porque segundo eles o bacon é defumado, assado e preparado lá mesmo. Se não queimar, como rolou num dos últimos posts, não tem como não ser bom. Minha dica é: pegue sem cebolas caramelizadas e aproveitem os outros sabores, a menos que você goste de comida adocicada. Eu não gosto, pra mim hambúrguer é comida salgada e só salgada.

Nessa onda de um gosto ficar apagado, vamos falar da fatia de cheddar inglês. Cheddar inglês é foda. Frescurada hein, galera! Dá para usar um cheddar bom nacional e colocar mais quantidade. Obrigado, de nada. E também tem uma maionese com verdinho, diz que é pimentão, queria ter sentido melhor, mas você vê como foi passada a maionese no pão e percebe todo o cuidado na preparação do negócio. Legal de ver. As batatas, diferente de tudo que tivemos até agora, muito me agradaram. Não são batatas profissionais, industrializadas e  pré-moldadas, pré-cozidas, pré-fritas, pré-gostosas. São batatas de verdade cortadas fininho e depois fritas parecem ter sido desenhadas por crianças da pré-escola, como o jacaré da parede da entrada. São todas sem formas definidas, cada uma é torta de uma forma única. Sequinhas, algumas mais crocantes, alguma mais molinhas, mas salgadas no ponto e com uns pequenos raminhos de orégano pra fazer um charme e dar um cheirinho gostoso. Já falei aqui no blog em outros posts da minha implicância das batatas que já vem salgadas e o meu medo de ter derrame e ficar zoado por causa de muito sal, mas essas os caras acertaram a mão. Vocês vão falar: ah, mas um lugar caro com essas batatas iguais as da sua mãe que nem sabe fritar batata direito? Sim, é isso mesmo, e achei do caralho! Além de vir numa quantidade legal. É caro para um hambúrguer, deu 32 reais com a coca-cola de 4,50. E a sugestão deles é tomar uma cerveja de 22 reais! Então se você paga 22 reais numa cerveja, bom pra você que é rico e não vai achar que o sanduíche é caro. Mas, para o proletariado, 32 reais é o preço de uma refeição, não que o hambúrguer não sustente como tal. Até vale, mas com essa grana eu almoço dois dias no centro, tomo suco e um sorvete.

Ficha técnica:

ABBURGUER

Ingredientes: “brioche, 180g de fraldinha e entrecôte, cheddar inglês ou creme de gorgonzola, cebola caramelizada, leve maionese de pimentão e o bacon, aos que desejarem, além da batatinha frita para acompanhar”.

Preço: R$25,00 + uma coca lata R$4,50 + 10% = R$32,45

Ponto alto: O preparo, os ingredientes, a carne, as batatas fritas …

Ponto baixo: O preço e, pra mim, a cebola que adocica (meu amor, a-do-cica).

Avaliação: A

O Atelier Bistrô & Bar fica na Alameda Augusto Stellfeld, 1527, no batel.  Tem um celular como contato no facebook, sei lá, liguem aí pra ver (41) 8808-2232. Funciona de terça à sexta 19:00 – 00:30, sábados das 11:45 – 15:30 e 19:00 – 00:30, domingos das 10:00 – 15:30.

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Publicado por em 11/22/2013 em Uncategorized

 

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Kaes Bar – Kaes Especial

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O Kaes Bar é um bar (não, jura?!) de cervejeiros, futeboleiros, estudantes da federal e fumadores de narguilé (potenciais homens tocha sem super poderes).
O lugar é uma casa antiga, com mesas de madeira e cadeiras com assento de palha trançada. A decoração é praticamente toda baseada em cerveja, quadros de cervejas, garrafas de cervejas, luminárias feita com camisinha de cerveja… No primeiro ambiente, o teto tem uma constelação formada com bolachas de chopp. A mesa em que ficamos tinha o tampo cravado de tampinhas (ou champinhas, como diria meu vô) de cerveja Klein.

Tivemos que pagar dois reais de entrada. Não sei se é todo dia, mas quem que cobra DOIS reais de entrada??
Deve ser porque era dia de futebol na TV, então os dois reais devem ser por causa do pay-per-view … Pode isso, Arnaldo? Pode isso, Anatel?

Enfim, o que nos interessa é que tem umas 10 opções de hambúrgueres, divididos em Premium e Classics. Tá certo que muda muito pouco entre um e outro, mas tudo bem, tem lugares que não tem nem tem três opções.

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O sanduba, como estamos vendo na foto, chama Kaes Especial, e chega pra gente aberto, bonito, analisável, aí cabe a você fechar o bicho e botar para dentro.

Uma das primeiras coisas que chamam atenção, logo em cima, são os cubinhos de bacon, fica bonito visto assim com o pão aberto, mas ao fechar eles meio que desaparecem, quase não são sentidos, percebi mesmo os que caíram e comi separadamente. Bacon em tiras seria melhor, sempre é.

Pãozão, no aumentativo mesmo porque o pão é grande. A base dele deve ter quase uns três dedos de altura. É o pão tradicional de X-salada de lanchonete, de leite, grande, com gergelins que vão se desprendendo e ficando pelo caminho.

Agora, uma coisa perturbadora, e logo a segunda coisa que reparei. Presunto. Colocar presunto e queijo num sanduíche dito premium? Não, né! Isso é coisa de X-salada que a gente come nos Chinas do centro. Colocou a alcunha de premium, a expectativa sobe e aí que o Kaes cai na própria armadilha.
Ainda não estamos nesse ponto de transformar o tosco, o old school, em hype. Tem que esperar passar um pouco mais a moda dos hambúrgueres chics para fazer um Origins desses.
Fora que o queijo nem vi direito por estar embrulhado no presunto e não em cima da carne onde é seu lugar.

A carne, tem 90 gramas, segundo o cardápio, quando li achei que seria bem pouca carne, mas surpreendentemente é um hamburguinho bem razoável. Já vi por aí dizerem que tem 120g e não era maior que esse. Alguém está errando a mão.
Com belas marcas de grelha, tipo de comercial, com um tempero verdinho caseiro, bem passada por fora, e quase bem passado por dentro mas sem perder a umidade, a carne é uma das coisas boas desse sanduíche.

Devia ter pedido sem o barbecue, as vezes esqueço as minhas próprias regras, e uma delas é: sem barbecue. Já disse aqui em outros posts que acho que barbecue contamina tudo, tudo fica com aquele gosto de fumaça adocicada (um lance meio narguile), e pra mim perde muito a graça da brincadeira se tudo fica só com esse gosto.
Minha teoria é que os molhos (maionese não entra nessa) tem que ser servidos à parte. A não ser que seja um molho especial que faça parte da poção mágica que é um hambúrguer premium, gourmet, prime, especial ou outro nome desses.
Se não, faz como vi dia desses no JPL, coloca só um pouco no pão e manda mais num potinho. Simples, né. Se você quiser se entupir de molho fica a vontade, mas se não quiser, deixe estar.

Depois de tudo isso, tem a salada de alface, fresca e crocante, além da rodela quase imperceptível de tomate que repousava tranquilamente na em sua king size que era a metade de baixo do pão.
Acompanha molho/maionese de cebola, alho e verdinho,(num potinho extra). Meio mais ou menos esse molho verde, o melhor da cidade ainda é o do Mister Dog.

O acompanhamento de batatas foi surpreendente e também foi das primeiras coisas que chamaram a nossa atenção, ainda na mão do garçom. São batatas chips, até aí tudo bem, se não fossem chips tipo salgadinho industrializado que você compra no mercado. Vem meio saco de Yokitos ou outra “batata” dessas lisas, assadas ou fritas. Bem estranho e bem meia boca… mas comi as minhas e as do segundo hambúrguer do Yuri que vocês vão ver aqui semana que vem.

Embora não seja dos maiores, sustentou até umas hora, jão! O que é bem bom para um hambúrguer de 90g e menos de 10 reais.

Ficha técnica:

Kaes Especial

Ingredientes:  “Pão especial, maionese, hambúrguer 90g, queijo, presunto, alface, tomate, cebola, bacon e barbecue.”

Preço: R$9,50 + Coca-Cola lata R$3,50 e R$2 de entrada. R$15,00

Ponto alto: Preço camarada, carne boa, sustenta…

Ponto baixo: Cobrar entrada, batatas chips de mercado, presunto.

Avaliação: C-

O Kaes Bar fica na Rua Doutor Manoel Pedro, 715, no Cabral. Funciona de segunda à quinta 18h-00h. Sexta e sábado 18h-02h. (41)3253-3997.

 
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Publicado por em 04/05/2013 em Uncategorized

 

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