RSS

Arquivo de etiquetas: molho barbecue

O GiraMundo – Hambúrguer Especial

994342_625416047503000_686343738_n
Fim de ano chegando, a última correria, uns dias de folga entre natal e ano novo e até férias para alguns não esquecerem de como a vida real deveria ser. E férias lembra o que?!
Tempo de viajar, sair por aí, relaxar, cair em roubadas, rodar pelo mundo ou pelo bairro, conhecer lugares novos ou rever os que gostamos. Encontrar gente diferente, novos cheiros e sabores  também, e foi numa dessas que fomos parar em um café recém aberto em Curitiba que tem essa vibe.

E se tem coisa que a gente gosta tanto quanto hambúrguer é viajar.

Tem aquela frase muito compartilhada no face em tempos de férias, do Mario Quintana, “Viajar é mudar a roupa da alma”. Pela minha pouca experiência posso falar que quando a gente viaja, principalmente se for um período meio longo, acaba virando outra pessoa enquanto descobre o seu destino (destino sina e destino local de chegada). Quando voltamos, é a nova pessoa que está de volta, é você um pouco mais evoluído com as experiências da viagem…  mas aí o tempo passa e a gente tem que cuidar para não voltar a ser o antigo eu. No meu caso um implicante deprimido.
Sobre a frase do Quintana, prefiro dizer que muda a vida mesmo, sou um racionalista, ateu desalmado, mas muito consciente da vida aqui e agora. Recomendo para todo mundo viajar, ainda mais se estiver meio fodido ou perdido na vida, aí é algo quase obrigatório. Melhor que gastar dinheiro com terapia ou antidepressivo, você vai se entender melhor, entender um pouco das diferenças do mundo e a vida, on the road.
Seja um viajante e não um turista.

Bora falar de lanche?!

No água verde, bairro que não passamos desde o Mister Dog e a melhor maionese verde da cidade, encontramos o “O GiraMundo”.

O lugar é uma casa transformada em café, numa vibe meio hostel. Tem uma máquina de café que por fora lembra a traseira de um cadillac vermelho, que lembra meus planos de pegar aquelas longas retas da Route 66 num conversível ouvindo um Rancid, carregando armas e dinheiro, acompanhado de uma garota de bikini com cabelos ao vento ou um chimpanzé com roupas de gente.(férias é pra sonhar, galera!).
No café também tinha um robô gigante climatizador, coisa que precisa numa Curitiba com clima de deserto, 30° de tarde e 10° à noite. Mas um cara chegou e levou ele embora.
Na parede pintada de verde tem uma lista dessas cervejas especiais escritas em giz, além de camisetas e outros souvenirs ao lado do balcão, as outras paredes são laranja e marrom, um lance meio Irish cervejeiro.
São só cinco mesas, todas são de madeira e lisinhas (gosto de passar a mão em coisas lisas como mesas, capas de livros, pessoas…), mas em uma tem cadeiras estofadas e uma cadeira dupla, cabe um casal na mesma cadeira ou um gordo confortável.
Isso tudo embalado por som ambiente de rock/blues e vídeos de surf na tv.

_MG_0004_menor

A primeira impressão é: “Que pequenininho!”
A segunda é: “Quanto queijo, que legal!”
A terceira e já na primeira mordida: “Que pão lazarento.”

Já vou começar pelo ponto negativo, o pão não sei o que de cerveja.
Legal inovar e tentar uma coisa diferente, dar uma cara própria às coisas, mas não é sempre que dá certo, né?! Esse foi um caso que não deu. Talvez manter no arroz com feijão dos pães de hambúrguer funcionaria melhor.
Esse pão de cerveja ficou massudo, pesado, borrachudo, a fermentação dos levedos não rolou direito e a massa também estava um pouco crua no meio. E com farinha por cima. Farinha por cima é foda, gruda tudo nos dedos, na barba… mas isso é frescura minha, o resto não é.
Chegou uma hora que desisti e comecei a comer apenas o recheio, depois voltei à tampa do pão só para cumprir tabela e não desperdiçar nada.

O recheio é simples e do jeito que tem que ser, só o básico e o gostoso. Carne, bacon, queijo e maionese (tinha cebola caramelizada, mas quem acompanha isso aqui e leu o último post já se liga que pedi sem). A maionese parece ser boa mas se perde no pão grosso.

O queijo é uma beleza, enche os olhos e logo de cara se percebe que esses caras são dos meus, não ficam regulando e colocando só aquela única fatiazinha de queijo. Aqui o negócio quase embrulha a carne, é uma camada grossa e salgada de cheddar. Ponto bem positivo.

A carne tem aquele tempero dito caseiro de sal, cebola e um verdinho (verdinho pra mim é todo qualquer tempero verde, não sei o nome dessas paradas).Tem um tamanho legal ou pelo menos suficiente. Quanto ao ponto, estava quase lá, um pouco seca, mas nem se tratava tanto do ponto, acho que um pouco mais de gordura na carne deixaria mais suculenta, gostosa e menos fibrosa.

Em cima da carne, o queijo, em cima do queijo o bacon.  Generosa fatia de bacon cortado em tira e umas lascas grandes que dão consistência e um pouco mais de sal e sabor ao morder. Na foto aparece bem a parte da gordura, mas ele tinha uma boa carninha também.

Acompanha batatas chips, fininhas, bem sequinhas e crocantes. Um potinho de molho adocicado com gosto de fumaça, barbecue.(sem essa de cobrar extra por um potinho de molho como uns lugares sem vergonhas fazem).
O refri é servido num tipo de taça de vinho, gosto de copos diferentes mesmo para tomar refrigerante.

Surpreendentemente o bicho tem um fator sustância bom, deve ser por conta do pão pesado.

No final o cara fez a conta de cabeça no papel, no melhor estilo do finado seu Zé e o Alvaro do Montesquieu.

Para fechar, uma dica natalina e não hamburguística. Uma fatia de chocotone, doce de leite e outra fatia de chocotone. De nada!

Semana que vem tem mais um post novo do Yuri. Eu vou ficando por aqui. Até janeiro.

See you mothafuckers, ho-ho-ho!!

Ficha técnica:

Hambúrguer Especial

Ingredientes: “Hambúrguer caseiro com queijo cheddar, fatias de bacon, cebola caramelizada e maionese no pão de cerveja. Acompanha batatas chips.”

Preço: R$18,00 mais uma coca-cola lata de R$4,00(!) ficou R$22,00.

Ponto alto: A quantidade do queijo e o bacon bem servido.

Ponto baixo: Definitivamente, o pão não agradou.

Avaliação: C+

O GiraMundo Café fica na Rua Santa Catarina,456, no Água Verde. Funciona de Terça à Sábado das 15h-22h e Domingo 15h-20h. (41) 3205-0437. Fica ao lado de um boteco de tiozinho, daqueles todo amarelo da skol.

Anúncios
 
Deixe o seu comentário

Publicado por em 12/13/2013 em Uncategorized

 

Etiquetas: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Alta Voltagem – Telecaster

alta-volt

Se na cadeia ladrão tem fome de cu e de vingança, aqui nos temos fome de hambúrguer.

Dando continuidade a esse começo poético vou manter uma vibe breaking the law de hambúrgures nos rock da vida!

O Yuri tinha me passado um negócio desses clubes de compras que tinha o Alta Voltagem, o lugar desse post. Mas pera lá, se “lanchonete” tem que dar desconto  . . . é porque o negócio é caro, né?!
Dito e feito, é carinho, mas o negócio é bom também. E enquanto o Rock’a Burger for gostoso e custar R$14,00, os outros lugares vão ser caros.
Mas como diria aquele velho comercial de cigarros, a moeda corrente na cadeia, “Cada um na sua, mas com alguma coisa em comum”.

Vamos aos fatos do ocorrido no Alta Voltagem.

Chegamos por volta das 20:47, o lugar estava vazio, escolhemos a mesa e logo começamos a observar o ambiente enquanto a menina nos passava o cardápio, lembro de tocar Come Together enquanto fazíamos as escolhas, acho que foi uma das vezes que escolhemos mais rapidamente, foi bater o olho e dizer, é esse. “Formo? Já é!”

O Alta Voltagem, que com quase certeza deve ter sido tirado do AC/DC – High Voltage, é um lugar para você comer ouvindo clássicos do rock (clássicos do rock é tipo quando você vai num lugar e pergunta: “O que vai tocar aí hoje?” o cara não sabe e te responde “Clássicos do Rock”, aí você diz “Ah, tá” e vai embora, porque pode ser quase qualquer cosia, para o bem e para o mal.) e blues, aquele sonzinho agradável e feito por/para pessoas legais.
Final de semana diz que rola um som acústico ao vivo, tem um espaço para um palquinho, e o lugar é todo decorado nas cores vermelho, preto e branco. É um lugar simples e bonito até, na linha do “menos é mais”.

IMG_20121129_202117

Aí, Clube do Malte, aprende a colocar nomes legais nos sanduíches, aqui você pode escolher entre Stratocaster, Flying V, Les Paul, os hambúrgueres tem nomes de modelos de guitarra. Como ninguém tinha pensado nisso antes, achei uma boa sacada.

Segue o B.O. do caso Telecaster

Começando com uma boa apresentação, uma pequena montanha, à esquerda, que te deixa na dúvida se come com a mão ou com talheres, e à direita, batatas fritas e o potinho de molho barbecue, tudo em um prato branco retangular todo salpicado com cheiro verde, salsinha ou cebolinha desidratada, (essas paradas verdinhas que depois de cortadas nunca mais sei qual é qual), só não pode falar cebolete, que é coisa de “viado” e aí você apanha na cadeia … ou na Avenida Paulista.

_MG_0014b

Vem um potinho com barbecue, o que é sempre preferível, você pode ir colocando em doses homeopáticas e evitando que tudo fique contaminado com o gosto do molho.
Como já me aconteceu no Memphis uma vez(não nessa que tem um post aqui no blog), você pega um X-tudo pela variedade de sabores e aí uma grande quantidade de barbecue tira a graça de tudo. Vai por mim, peça sem ou num potinho à parte.

Hamburgão gordo, em todos e melhores sentidos, com tempero caseiro do tipo cebola, alho e sal, numa porção bem ideal. São 180g de carne bem no ponto, suculenta, daquela que você aperta e os sucos brotam do seu interior e chegam a escorrer melecando tudo, uma beleza!

Rola um duplo cheddar cremoso, o processado e mais usado mesmo. Tem uma camada direto na parte de baixo do pão, aí a carne e o bacon, e mais uma camada de cheddar para fechar e colar tudo com a parte superior do pão.

E agora o bacon em cubos, acho que um dos grandes lances desse sanduíche.
Eu (assim como quase todo mundo) sempre preferi o bacon em tiras, até agora não tinha visto um bom aproveitamento de bacon em pequenos pedacinhos, e aqui lembro da ridícula porção de batatas fritas com bacon do Fifties. Em pequenos pedaços é piscar e já passou do ponto, é fácil deixar secar e ficar uma porcaria.
Como veio uma quantidade legal de bacon e de cheddar, tem mordidas que você pega só os dois, e aí a mágica acontece.
Os pedacinhos de bacon vão dançando em câmera lenta, de um lado para o outro dentro da boca, em meio a cremosidade do cheddar, é uma sensação além paladar. Foi divertido, foi uma sensação nova para mim.
Tá, fizeram um bom uso do referido corte do querido bacon, mas ainda prefiro em tiras.

Tudo isso num pão de hambúrguer com gergelim, grande e tradicional, no cardápio diz pão especial, mas é migué, nem tem nada de tão especial.

Resumindo, é um lugar legal, toca musica boa, é um pouquinho caro, mas achei que valeu pela satisfação proporcionada. Eu frequentaria mais vezes se a condicional assim me permitisse e se eu não tivesse essa vocação para eremita.
Mas vocês, amiguinhos leitores, que são seres sociais normais e em liberdade, deveriam dar uma passada lá para conhecer. E se você for balzaco ou balzaca pode ir no Crossroads ou no Hermes depois, é ali pertinho da pra ir andando.

Ficha técnica:

Telecaster

Ingredientes: “Pão especial, hambúrguer caseiro(180g), queijo cheddar e bacon em cubos. Acompanha fritas e molho barbecue”

Preço: R$18,90 + coca-cola garrafinha por R$3,70 (essa coca com preço de churrascaria doeu pra pagar). Total R$24,86.

Ponto alto: Lugar bacana, sanduíche gostoso e bem servido (em todos os sentidos).

Ponto baixo: O preço.

Avaliação: A

O Alta Voltagem Café fica na Rua Silveira Peixoto, 777, entre a Silva Jardim e a Av. Iguaçu. Terça à Quinta das 17h até 24h, Sexta e Sábado 17h até 01:00 e Domingo das 16h às 22h. (41) 3044-7403.

 
1 Comentário

Publicado por em 12/06/2012 em Uncategorized

 

Etiquetas: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Kharina – Kharina Caprese

Quando começamos esse blog, eu sabia, já de antemão, que dois caminhos possíveis seriam trilhados. O primeiro, mais fácil de inferir, é que, assim como na música e no sexo, não há nada de novo debaixo do sol, e meu esforço seria o de qualificar medidas sutis de tempero, preparo, apresentação e afins — o que, realmente, fazemos até hoje. A segunda, um pouco mais improvável, ainda que não de todo impossível, seria vasculhar esta pequena cidade atrás das formas mais esdrúxulas de se montar um pão com carne, e comeria as coisas mais enjoativa (alô, Memphis), bizarras (alô, Fifities!) e horripilantes (alô, Fifities de novo!) que encontrasse pela frente. Felizmente, essa segunda saída de dar continuidade ao nosso nada ambicioso projeto se mostrou muito mais agradável graças à boa vontade criativa de chefs bem intencionados, preocupados sim com a originalidade, mas não apenas. Original por original, o mundo está cheio de desfiles de moda com modelos magérrimas cujas roupas não seriam usadas por nenhuma viva alma. Há um zelo também pelo paladar, o resultado final que é o que vai trazer cliente, oras. Ninguém está aqui para disputar freak shows gastronômicos.

E, quando eu achei que já tinha encontrado uma boa parcela de receitas inusitadas, eis que me deparo, no Kharina, com uma agradável surpresa. Entre a nova linha de hambúrgueres prime, há o curioso Kharina Caprese. Tomates secos e rúcula no meu hambúrguer, ora, por que não?

Bom, diferentemente do Murilo, eu não tenho nenhuma ligação emocional com o Kharina e, quando me mudei para Curitiba, comi algumas vezes lá, tendo me decepcionado em praticamente todas. Não sei, esperava algo de mais qualidade e um atendimento educado, para um lugar que diziam ser tão tradicional na cidade. Mas, eis que visitamos o novo Kharina e tudo mudou. O Kharina entrou oficialmente no ramo das hamburguerias hypes. Lugares confortáveis, funcionários gentis, ambiente limpo, o único defeito foi tocar Los Hermanos. Nada me tira mais do sério do que entrar em um estabelecimento e tocar Los Hermanos. Mentira, tem sim: tocar Engenheiros do Hawaii. A dica é ficar com a boa e velha música Lounge, o único gênero musical feito propositalmente para ser ignorado em conversas. Brincadeira, isso é só implicância minha com os Hermanos, podem tocar o que quiser.

Bom, no jargão da pesca, tá aqui o bicho:

Bom, o Caprese do nome, para quem não sabe, vem da salada caprese, que é uma receita da ilha de Capri, na Itália, pertinho ali do golfo de Nápoles, onde tem os amigos do Roberto Saviano. Basicamente, é uma salada a base de tomate, manjericão e mussarela de búfala. Ou seja, nada a ver com a receita do Kharina, que fez aí sua própria interpretação da saladinha. Ao invés do manjericão e da alface, rúcula, e ao invés do tomate, tomate seco, que é igual a tomate, mas é seco (ah, vá!). Bom, tudo bem, confesso que não sou o maior dos experts em salada e suponho que essa seja uma variação válida da salada caprese original.

Começando então pela explicação do prato, a salada. A grande sacada do Kharina nesse sanduíche foi o tomate seco. Longe de ser um alimento intragável ou sem sabor, o tomate seco foi incorporado a uma pasta de queijo absolutamente deliciosa. Claro, tomate e queijo sempre recende um pouco a pizza, mas é aí que entra a carne para tirar essa estranha impressão de estar comendo pizza no lugar de hambúrguer. O antagonista dessa história fica logo acima da carne, porém. A rúcula. Bom, rúcula é como filme em 3D. As pessoas pagam mais caro por uma parada que ninguém gosta de verdade. Posso estar sendo generalista, mas nunca vi ninguém dizendo “nossa, como eu adoro rúcula. Que fome, que vontade de comer uma rúcula bem verdinha agora”. As pessoas geralmente reclamam da amargura da plantinha, que, ali no conjunto, soa muito como uma alface lisa, tirando boa parte do gosto do lanche, o que é uma pena. Comecei comendo bem intencionado, mas da metade pro fim, tirei o resto das rúculas do pão e deixei para escanteio. Pode ter sido a quantidade também. Abundância de mato no meu hambúrguer é como música do Caleidoscópio: tem que viver, valer, viver, valer, valer, viver.

Passemos então, aos periféricos. De fora pra dentro, temos, antes de tudo, as batatas. Bom, as batatas são bem boas e vem numa quantidade “ok”, nem muito, nem pouco. Duas coisas, entretanto, se fazem necessárias dizer, referentes ao acompanhamento do acompanhamento. A primeira, menos importante, é a decoração do prato. Uma fina linha de vinagre balsâmico orna um dos lados do prato quadrado (prato quadrado, taí uma coisa que quero ter em casa quando for bem rico. Mas só quando for bem rico, porque prato quadrado em casa de pobre fica parecendo cenário suprematista da TV Cultura). Um ornamento bonito, mas inútil. Por favor, não tente comer batata frita com vinagre balsâmico, vai ser desastroso. Ao invés disso, poderiam fazer como os mestres do Rock’a Burger e decorar com barbecue. Tudo bem que é um pouco mais caro, mas vocês já tão cobrando caro pela bagaça, melhor botar algo que o pessoal vai gostar de comer. A outra ressalva é um pouco mais grave, que é o molho que acompanha o prato, uma maionese a base de alho, eu acho, uma coisa tenebrosa mesmo. O que é uma pena, porque maionese com batata frita é uma tradição que ainda queria ver exportada de Benelux para essas paragens. Poucas coisas são mais prazerosas do que afogar uma batatinha num potão de maionese e comer, exceto quando o potão de maionese tem gosto de alho e você fica com aquele bafão gostoso de alho que causa tantas guerras no oriente médio.

O pão sim, esse é algo digno de nota. A galera das hamburguerias já percebeu que não adianta só dominar a arte da carne, é imperativo também ter a maestria sobre o pão. E olha, o pão do Kharina é melhor do que o pão da padaria em que eu compro pão quando quero comer pão em casa. E isso é algo notável, porque a padaria aqui de casa é mestre. Crocante sem ser seco, macio por dentro sem ser massudo, aerado o suficiente sem ser seco, algo para poucos e bons. O molho de tomate seco e os sucos da carne (bem mais escuros do que o normal, por sinal), entram bem no miolo, deixando um gostinho do lanche todo apenas no pão.

E por último, a doce e mortífera carne. Mais escura do que o normal (isso costuma ser uma coisa boa para mim, sempre me lembro do Bife Negro do Tenessee que meu pai fazia lá em casa), a carne tem aquele enigma do Madero: consegue ser suculenta sem, necessariamente ser rosada e quase crua por dentro. Salgada no ponto, entra fácil no top 10 das carnes boas das hamburguerias da cidade.

No geral, o Kharina Caprese é um excelente sanduíche rodeado de pequenos erros. Felizmente, o que realmente importa está salvo e garantido. Saí de lá com a certeza de que sonharia com esse molho de tomate seco, mas igualmente aliviado de não ter mexido muito nessa maionese de alho.

Ficha técnica:

Kharina Caprese

Ingredientes: “Recheado com um delicioso creme feito de tomates secos, coberto com rúcula. Acompanha maionese especial Kharina”. Obviamente vem com pão, carne e batatinha também. Duh.

Preço: R$17,50. Ainda tô ponderando se isso é caro ou tá no preço. Vou dar o benefício da dúvida dessa vez.

Ponto alto: A carne é deliciosa, o pão é impecável e a pasta de tomate secos deveria ser vendida em potes de 1kg.

Ponto baixo: Maionese horrorosa, a rúcula e o vinagre balsâmico dispensável.

Avaliação: B+

Tem alguns Kharinas espalhados pela cidade, esse que fomos fica na Rua Benjamin Lins, 765, no batel. (41) 3024-1253.

 
5 Comentários

Publicado por em 09/13/2012 em Uncategorized

 

Etiquetas: , , , , , , , , , , , , , ,