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Denver Burger & Grill – Denver Bacon

Denver

Fomos parar no Denver Burger & Grill por causa dessa foto que apareceu um dia no facebook.

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Mas é o Madero?!
Não. É um emulador do Madero. É o Denver.

Depois do Batha com o cardápio que explicitava “igual a cebola do Outback”, e o molho bigméki,  outra surpresa da região do CIC e do 666 Novo Mundo (pra quem não sabe 666 é o número do ônibus da linha Novo Mundo, e número da besta também). Acho engraçado que essa galera não tá nem aí para direito autoral, propriedade intelectual, plágio … na verdade eu também não, eles e os advogados que se entendam. Estou mais interessado em comer e que o negócio seja bom, cópia ou não.

Lá fomos nós para o outro lado da cidade.
Por fora o Denver é meio escuro, por um momento achei que estava fechado por causa do vidro fumê que faz parecer estar com as luzes apagadas, mas não estava.  O lugar parece ser bem novo, tudo arrumadinho ainda, mesas e cadeiras de madeira, o primeiro ambiente logo na entrada é todo em madeira, até teto. Sentamos na parte mais interna por estar mais claro pra fazer as fotos. Essa parte é onde fica o bar, tem um balcão com umas luminárias, várias garrafas de whisky decorando(?) o ambiente.
Nenhuma Jack Daniels, mas isso me lembrou que sinto uma certa vergonha quando vejo você, jovem roqueiro(a), tirando foto segurando garrafa de Jack Daniels como se fosse algo super legal. Parem de ser manés.
Nada de muita frescura no lugar, mas me passou a impressão de ser bem limpo. E isso é bom em um lugar que você vai comer. Que tenham mais lugares assim nos bairros. Descentralizar o poder, valorizar o bairro onde se mora, movimentar e colocar o povo na rua, tudo isso ajuda a inibir um pouco a bandidagem, é bom.
O Denver é um lugar família, até tinha mesmo uma família com criança e tudo, parece que o povo também trabalha em família.

Tocou sertanejo universitário da hora que chegamos até a hora que fomos embora, infelizmente deve ser uma constante do recinto.

O refrigerante é servido em taça, tipo de vinho, gosto de copos diferentes para tomar refrigerante. Em casa tomo em xícara, caneco, copo de requeijão…

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Não sei se é assim ou se hoje tinha acabado o papel que embalam e servem o sanduíche, mas parece que pegaram uma folha do Chamequinho na impressora, forraram com guardanapo e enrolaram as pontas. Funcional, improvisado, inventivo, mas muito estranho! O meu tinha um adesivinho falando que era o Denver Bacon.

Demorou um pouco além do que a gente considera normal ou está acostumado, levou uns 20 min ou mais. Mas a moça que nos atendeu foi bem educada desde a hora que chegamos, até puxou uma cadeira para colocarmos as bolsas, vou dar um desconto.

O pão é um pão francês bolinha. É um pouco seco, bem quebradiço na parte de fora, mas o miolo era macio. Não curto muito pão quebradiço que enche o prato de farelo e cascas partidas. Parece pão que você come em casa com margarina.

Só uma fatia de queijo cheddar processado, aquele que sempre parece um plástico e que nem derrete, só fica mole. Ele quase da uma cremosidade ao morder e mastigar, mas é pouco, uma pena. Sério, tinha que ter duas fatias pra ficar legal, e umas quatro pra ficar loco!

Não sei se a carne é Friboi, mas gostei. Tem seu tempero e tem um bom tamanho, no cardápio diz 200g, é um hambúrguer gordinho. Às vezes, em algumas mordidas, rolava até um gosto de churrasco, de fumaça, e isso é legal. O hambúrguer nem estava tão passado e estava um pouco seco, acho que nem é questão do ponto da carne, mas sim da quantidade de gordura. Mais gordura e ficaria mais suculento, logo, mais gostoso.

Tem também uns pedaços de bacon em tiras, cortado até um pouco grosso, legal de ver. Seria perfeito se não fosse pelo fato do bacon estar bizarramente mal passado de um lado e carbonizado do outro. Estava amargo, com gosto de queimado mesmo. Um pecado fazer isso com o beican.

Tem uma saladinha, inha mesmo.  Devia ter uma rodela e mais e 1/3 de rodela de tomate, algumas partes de alface ralada. Junto tem um pouco de maionese, que se faz necessária devida a falta de sucos vitais da carne, mas assim como quase tudo nesse hambúrguer, poderia vir mais.

Acompanha umas boas e bem douradas batatas fritas.

Como dizem os chatos apreciadores de café, rola um retrogosto de casca de limão com eucalipto da montanha e bibibi … nesse pós lembra o Madero mesmo, algum tempo depois de comer rolou tipo uns refluxos e aí você sente o gosto do sanduíche. Sou meio Homer Simpson, nessa hora, paro e penso: “humm hambúrguer… gostoso…”.

Parece, mas não é um Madero. Embora esteja no caminho ainda tem chão para chegar no Don Vito Durski.

Ficha técnica:

Denver Bacon

Ingredientes: “Hambúrguer com 200g, bacon, queijo cheddar, maionese, tomate, alface, cebola e pão”.

Preço: R$14,80, com uma coca lata ficou R$18,15 (não sei se tem 10%).

Ponto alto: No geral é bom.

Ponto baixo: Bacon queimado, pouca quantidade dos componentes do sanduíche e é pequeno.

Avaliação: C

O Denver Burger & Grill fica na Rua Aleixo Skraba, 144,no Novo Mundo,  do lado de um Mercado. Funciona de  Segunda à Domingo, 18:00 – 00:00. Fone (41)3268-3297

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Publicado por em 10/25/2013 em Uncategorized

 

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Batha Bhaya – Heart Attack

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Agora sim! Eis aí o arquétipo da ovelha negra gastronômica que levanta seu próprio estandarte de insalubridade holística. Quando menos esperávamos, quando Curitiba parecia para sempre afundada em um oceano de hipocrisia em seus mais finos restaurantes, surge o Batha Bhaya para dizer que o hambúrguer pode sim ser fino e thrash ao mesmo tempo. De um lado, o bom moço Madero e seu hambúrguer fino estampado em outdoors bradando aos quatro ventos suas 390 calorias, sendo vendido como uma saudável alternativa à sua salada caesar pós-academia. Do outro, e bem longe do centro estéril, demagogo e oco em sua essência, está o Batha Bhaya, antagonizando com Junior Durski desde o coração da Cidade Industrial, desarmando o rótulo de “saudável” que por pouco não é impregnado no senso comum dessa população com alma de gado de rebanho.

Não vou me ater à descrição do lugar porque o Murilo já o fez no post anterior. Vamos falar do sanduba aqui. Heart Attack é o nome da criança. Suja, enorme, monstruosa, não dá brecha para dúvidas: comer esse lanche é flertar com a morte, e de perto. Hipertensos, diabéticos, morbidamente obesos, cardíacos, atenção, há um novo vilão na cidade, e ele diz “olhem para mim, temam por suas vidas e saúdem aquele que sobreviver a um encontro com meu cerne entupidor de aortas”. A lista dos ingredientes ocupa nada menos do que três linhas no cardápio: trata-se de dois hambúrgueres, bacon, gorgonzola, tomate seco, crispy onion e os dois ingredientes chaves do negócio: OMELETE e Molho Bigui Mék. Primeiro: omelete em um hambúrguer é quase um grito desesperado de quem não sabe o que mais pode ser acrescentado a um hambúrguer para dar à refeição o status de receptáculo de almas. Segundo: Molho Bigui Mék. Cara, eu adoro esse desrespeito cínico pelos direitos autorais que só restaurantes legais e longe dos olhos da galera rica pode proporcionar. O que é o tal Molho Bigui Mék, vocês me perguntariam? Nada mais que uma maionese temperada, eu diria. Mas veja com seus próprios olhos o tamanho da desgraça.

Batha Bhaya

Bom, o que a foto talvez mostre pouco, e por uma boa razão, são as batatas fritas que acompanham. Nada menos do que ruffles, a batata da onda, figurando em um hambúrguer Premium. É o Kaes fazendo escola, e é totalmente detestável, fiquei realmente puto quando isso chegou no meu prato. Esperava isso de um monte de lugares, menos desse novo Batha Bhaya que tinha tudo para ser uma promessa de fuga à mesmice que impera sobre os estabelecimentos de casual dining da cidade. Vergonha na cara, Batha Bhaya, vamos aprender a fritar batatinha frita artesanal por gentileza, que comer Elma Chips de acompanhamento ninguém merece.

O pão, esse sim, é um diferencial. Pão preto em um hambúrguer é geralmente algo reservado a sanduíches a base de cheddar – vai saber a razão. É gostoso, mas passa batido ante a guerra condimentosa que se instaura em seu recheio.

De imediato, o tomate seco caiu fora. Por mais que eu goste do ingrediente, um hambúrguer como esse é o último lugar em que deveria estar. Ainda se fosse na pasta a base de tomate seco, como a que o Kharina faz, vá lá. Mas algo extremamente forte como o tomate seco deixou o sanduíche intragável, e tive que removê-lo manualmente da composição para poder apreciar melhor o lanche.

Quanto à gorgonzola esperada, essa não veio. Aliás, pode ver pela foto que no lugar do queijo fungado, veio o tradicional cheddar em fatia processado. Ainda não é a coisa pra valer, mas, hey, bem melhor que aquela pasta nojenta dos outros cheddars, hein? Acho que o chef se enganou com essa história, e obviamente o sanduíche perde alguns pontos por isso, porque se eu pedi um sanduíche com gorgonzola, é porque eu queria comer gorgonzola, mas tudo bem. Vida que segue. Ah, e também não senti nada da cebola. Pode ser que ela estivesse por baixo de tudo, pode ser que não, não sei. Não abri para conferir, mas acho que isso também é, por si só, uma falha.

O bacon fica escondido sob um oceano denso e coloidal de maionese Bigui Mék. É possível de ser sentido, mas nada digno de lembrança. Como eu disse, a batalha entre condimentos aqui dentro é fortíssima, e a única força que se soma do sangue dos guerreiros é o doce sal, que o faz virar cada vez mais refrigerante pra dentro. Ô sanduíche salgado da gota serena esse, viu?

Por fim, o omelete, esse sim uma grata surpresa. Longe de ficar pesado – quer dizer, claro que um pouco pesado ficou, né, por deus, olha o tamanho da bagaça –, a mistura de ovo e hambúrguer caiu bem como os antigos e famigerados x-eggs, com a diferença que o ovo aqui é mais encorpado e mais saboroso que o normal. Deve ser a junção com o molho, o santo molho que lubrifica as engrenagens das relações interpessoais de cada componente do Heart Attack.

É uma pena que, no fim, tudo fique tão salgado e forte, porque a carne preparada pelo Batha Bhaya é extremamente saborosa e bem feita, como raras vezes se vê em um estabelecimento que se diz competente para esse gênero de comidinha junky grã-fina. Vermelho, bem temperado, de tamanho bom e bem grelhado, ele acaba sendo um coadjuvante subaproveitado em um mundo de outros ingredientes, e mesmo dois deles só servem mesmo para dar um pouco do gosto da carne a esse carnaval do sal.

Resumindo: o Batha Bhaya é um lugar que definitivamente vale a pena conhecer, o Heart Attack é uma estaca cravada no coração do hambúrguer burguês pseudo-saudável e o tomate seco não serve pra esse sanduíche. E, claro, chega de batata frita industrializada.

Com isso, meus amigos, entramos em um recesso de – pasmem vocês – quase três meses, pois eu e o Murilo vamos dar nossos rolês por outros cantos do planeta Terra e ver o que há para ser visto. Mas não se preocupe, se a gente achar algum hambúrguer bom pelo caminho, a gente avisa. Keep fat, keep eating.

Ficha técnica:

Heart Attack

Ingredientes: “Dois hambúrgueres, bacon,omelete, gorgonzola, tomate seco, crispy onion e molho Bigui Mék.

Preço: R$21,90 + Coca-Cola lata R$3,00 (faça o chek-in e não pague a coca).

Ponto alto:  Originalidade, autenticidade, tapa na cara da sociedade, mistura inusitada e ambiente agradável.

Ponto baixo: Batata ruffles, lanche muito salgado, tomate seco horroroso, ausência de ingredientes e substituição de outros, e acho que demorou pra chegar também.

Avaliação: C+

O Batha Bhaya fica na Rua Pedro Gusso, 4017, no (ou na) CIC. Perto do terminal de ônibus. Funciona de terça à quinta das 18:00 às 00:00, sexta e sábado das 18:00 às 02:00 e domingo das 18:00 às 00:00. (41) 3042-0273(delivery, para quem morar por perto,né!?).

 
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Publicado por em 05/03/2013 em Uncategorized

 

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Mister Dog – Big Calabresa

Não tem frescura, não tem quadro do Elvis, não custa 28reais, não tem decoração kitsch e nem música lounge. Uma televisão grande passando Jornal Nacional, mesas e cadeiras vermelhas de plástico da coca-cola, um único atendente atencioso, cardápios já disponíveis em todas as mesas, um lugar tranquilo e meio de família, coisa que só se encontra fora desse circuito supervalorizado e glamourizado de hambúrgueres gourmets, especiais, primes e et cetera.
O negócio aqui é simplão, tá ligado!

As vezes canso desses lugares da moda, lugares que são meio pré-balada, lugar em que todo mundo vai arrumado, como no Batel, ou lugares onde o povo vai para ver e ser visto, como na Trajano Reis. Ando meio enfastiado dessas babaquices. Quero só sentar e comer, simples assim.
A parada no Mister Dog é tipo lanchonete, não acompanha batata-frita, não tem viadagem decorativa no prato, o sanduiche vem num saquinho de papel branco, clássico.
Mister Dog tem esse nome porque o prato principal da casa é o cachorro quente, são dezessete (!) opções de hot-dogs, contra seis (boas) opções de hambúrguer.
O lugar tem todas as características das lanchonetes dos bairros mais afastados, ou de cidades do interior como foi citado no blog Baixa Gastronomia, da Gazeta, que deu origem às recomendações que recebemos, e nem fica na C.I.C, no Capão da Imbuia ou em Colombo… ou seja, a chance de chegarem atirando em todo mundo na procura de um nóia com dívida na boca vai ser mínima, mas a chance de furtarem o seu carro é alta, já que o Água Verde é o bairro com maior número de furto de veículos. Já avisava o poeta da juventude anos 00, Chorão.
“Nem tudo lhe cai bem.
É um risco que se assume.
O bom é não iludir ninguém.”

Ah, o nome “Mister Dog” parece que não é oficial, tanto que não tem placa nem nada, mas no cardápio ainda está assim e nós vamos chamar disso. A foto no início do post está uma porcaria mas da para perceber a placa da Pizzaria que fica ao lado, é a melhor referência para achar o lugar.

Só mais um detalhe antes de falar de comida, que é pra que foi inventada essa bagaça afinal: uma coisa que chama atenção no ambiente é o caixa na hora de pagar (na real eu reparei logo que entrei), você fica vendo o cara inteiro, é engraçado, o caixa é uma cabine feita nos moldes e na mesma onda arquitetônica que inspirou as paredes de vidro do Kharina Batel. Saca só!

E vocês tirando foto e achando o Sláinte super descolado com aquela cabine telefônica importada.

Agora o Big Calabresa.


Meu contato com linguiça calabresa é quase sempre nas pizzas e as vezes nos X-tudos, e como um X-calabresa ainda não tinha rolado aqui no blog, foi esse o escolhido.
Uma coisa boa dessa calabresa, contrária ao que sugere o nome da pimenta calabresa, é que não é apimentada. Não gosto muito de coisas apimentadas ou picantes, (só das Spice Girls, rá-rá-rá!), acho foda quando você pede pizza e vem calabresa apimentada e ainda colocam um monte de cebola… mas o negócio aqui não é pizza, é hambúrguer, e essa combinação é bem interessante, porquinho e vaquinha são amigos até depois da morte. Bacon com hambúrguer, linguiça com hambúrguer, tudo combina.
A calabresa fatiada fina, junto do hambúrguer, da uma consistência boa ao mastigar, é como se fosse um hambúrguer maior e mais macio, e com gosto de calabresa, claro!

Não é porque simpatizei com o lugar que vou aliviar, aqui a gente não alivia pra ninguém (a não ser que pague muito bem, aí a gente pode conversar! -risos-). O hambúrguer estava bem passado, 200g de carne bem passada, e um tanto seca.
Não é um hambúrguer gordo ou alto, ele é meio fino(mais ou menos um dedo), porém, grande no diâmetro.
Bem passado quase sempre quer dizer seco, o Big Calabresa padeceu do mal do Mustang Sally. Mesmo problema, mesma solução, maionese para curar a secura da carne e lubrificar as coronárias!
E aí aparece um diferencial do lugar. Além da maionese normal, são mais cinco bisnagas com molhos, ou seja, 6 opções de complementos. E tem lugar aí que fica regulando e quer cobrar por um molhinho extra, pfff!
Tem umas duas bisnagas com mostardas, uma de catchup, uma que eu acho que é pimenta, e uma maionese verdinha especial — o especial é por minha conta, pra mim ela foi especial, adorei aquilo!
É uma mistura muito suave de maionese, alho, cheiro-verde e talvez mais alguma coisa que não tenha identificado. Geral fala da maionese do Come-Come (e a verdade é que ela é mais comentada do que realmente saborosa) porque não experimentou essa.
Salada bem fresca, olha esse alface que crespa e que salta, não só aos olhos, e que dá uma benfazeja crocância, além do tomate que foi importante já que a carne estava um pouco seca, mas ao mesmo tempo acho que o tomate rouba um pouco o gosto da calabresa, nada de mais mas da uma roubada.
O queijo confesso que nem reparei, ou seja, poderia ter um pouco mais para que fosse mais representativo e ajudaria a dar uma liga melhor.
Tudo isso dentro de num pão de leite grande e macio, sem gergelim, que para ficar mais típico de lanchonete de interior, poderia ter sido colocado na chapa para dar uma tostadinha. Por enquanto só o Guiolla fez isso e ganhou minha admiração. (outros também ganharam, mas por outros motivos).

Resumindo, se estiver passando pelo  Água Verde, ache a tal Avenida dos Estados e vai até quase o final, no sentido do bairro. Vale dar uma passada para encher a pança.


Ficha técnica:

Big Calabresa

Ingredientes: “Big pão, hambúrguer 200g, queijo, calabresa fatiada, alface, tomate, maionese e catchup.”

Preço: R$12,00 mais uma coca-cola lata e 50% de uma porção de batatas fritas, ficou R$18,40.

Ponto alto: O tamanho, preço, e o molhinho verde especial.

Ponto baixo: A carne seca.

Avaliação: C+

O Mister Dog fica na Avenida dos Estados, 1250, esquina com a Rua Morretes, no Água Verde. (41) 3408-0884.

 
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Publicado por em 10/04/2012 em Uncategorized

 

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Barba Hamburgueria – Henry Morgan

Apesar de levar “Hamburgueria” no nome, o lugar para mim é um bar. Como o Dom Corleone, é um bar que tem hambúrgueres. Porque se tem que dar nome na entrada para ser marcado numa ficha de consumação, é um bar, né?

Chegamos e já tinham algumas pessoas ocupando as poucas mesas no piso da entrada, rolou um pequeno e rápido empasse: ver se havia lugar pra gente, pois o segundo andar “não estava aberto”, e a mesa disponível era para mais pessoas, ou algo assim. Fato é que eu não ia ficar esperando a boa vontade de alguém desocupar uma mesa sendo que tinham outras livres. Mas como estava tocando RVIVR, uma banda que não esperava ouvir em nenhum lugar que fosse comer, relevei e fiquei de boa curtindo a música enquanto resolviam onde íamos poder sentar e logo estávamos com um andar todo só para nós.

O Barba Hamburgueria é lugar para os jovens descolados da cidade irem comer seus hambúrgueres e tomar suas cervejas. Não sou ligado nisso porque não consumo álcool, mas disseram que lá tem uma variedade boa de cervejas, aquele lance da moda das cervejas especiais ou gourmet, feitas com açúcar mascavo e sêmen de javali, maturadas em barril de cipó envelhecido, com um toque de alho poró que dão um sabor levemente adocicado ao fermentar, e ameniza o amargor característico dos barris de cipó… Então as cervejas acabam atraindo mais gente que, ao contrário de nós, vai só para beber e conversar, paquerar, encontrar os amigos, fazer aquela festa.
Se você, garotinha que gosta de um cara que pareça meio sujo, rabiscado, barba mal feita, mas que não seja classe C ou D, esse é o lugar para encontrar seu amor bandido. E para os caras que quiserem encontrar uma cocotinha moderna, de cachecol e com tatuagem de cupcake, roqueirinha, fotógrafa ou publicitária, é o lugar também.
Como me disseram, o público alvo do lugar é “gente tatuada” (vai querer ser segmentado assim na casa do chapéu), então se você for aparentemente normal, pode se sentir meio peixe fora d’água (han-han?! pirata, peixe fora d’água, piadista heim!). Mas não deixa de ser interessante, pelo contrário, diversidade é legal, galera!

Agora sobre o que realmente interessa. Escolhi o basicão, Henry Morgan, o antigo corsário galês e atual x-salada dos sete mares. Como me disseram vários dos professores de fotografia e jornalismo que tive, é no básico que temos que nos garantir para poder inventar moda, é o lance de saber e conhecer as regras para poder quebrá-las com propriedade, por isso fui no básico dos sanduíches.

Primeiro de tudo, detalhe para o garçom na hora de anotar o pedido, dizendo já de forma automatizada: “Ao ponto da casa, grelhado por fora e rosado por dentro?” Opa, quando ele disse isso, senti firmeza na parada!
Dito e feito, grelhado e bonito por fora, rosado por dentro.Mal passado mesmo. Esse ao ponto da casa, deve ser coisa de pirata, cabra macho que come carne crua, porque o centro do universo do meu hambúrguer ainda estava vivo.
Carne magra e sem gordura, o que explica o fato da carne estar realmente mal passada. Não estava escorrendo nada, não estava suculento, como eu tanto esperava que estivesse quando ele disse rosado por dentro, e como era de se esperar.
Me lembrou bastante a carne-de-onça dos botecos, carne moída crua e temperada, até o tempero é parecido, e bem bom por sinal, com direito a cebolinha, ou outra dessas coisinhas verdinhas. Dessas, só conheço bem a alface, que também tem no recheio. Alface ralada, não em folhas como normalmente é, (assim rende mais e gasta menos, tática do subway), acompanhado de umas duas rodelinhas discretas de tomate(ainda verde), mas como não me importo tanto assim com a salada, e mesmo ela tendo fator importante na hora de umedecer a parada, e nesse caso precisava, dá para deixar passar.
O Pão é fresco, macio, parece um cogumelo, não é daqueles que caem os gergelins, bacana, mas a companheira do pão deixou a desejar e fez falta: acho que rolou só uma passadela rala de maionese com as costas da colher, saca?! Aí o que estava um pouco seco (e me fez invejar o cream chesse do sanduíche do Yuri, próximo post, aguardem!) e seria facilmente suprido pela maionese, assim como no Mustang Sally, acabou ficando seco até o fim, já que não uso catchup ou mostarda por achar que mascara muito o sabor das coisas e também por não me apetecer mesmo. E já que estamos falando de molho, um potinho com um pouco de barbecue custa R$2,00! Acho meio sacanagem cobrar por isso, mas enfim.

Embora tenha demorado um pouquinho para ficar pronto, não deu tempo para deixar o queijo derreter direito, eu esperaria mais 30 segundos, derreteu a borda e o bucaneiro já mandou para mesa, se a foto estivesse minimamente decente, daria para perceber o queijo maomenos derretido.

Ao fundo uma parede legal com desenhos (que poderiam ter sido feitos por mim, com toda a minha falta de habilidade manual) com a temática e estética “tattoo old school” dos ladrões dos mares.

Acompanha batata frita. Palito ou chips, você escolhe. Escolhi a primeira, mas os palitos não faziam nem uma pequena montanha como é legal de se ver, poucas ficaram sobrepostas, vieram espalhadas no prato para parecer bastante (malandragem). Mas são sequinhas e crocantes, então ponto para o barbudo. Uma consideração sobre algo que reparei e pensei esses dias, elas não vieram com sal, que fica ao gosto do cliente, é o certo mesmo. Um dia peguei umas batatas no Bruguer King em que tinha que ficar batendo a batata para cair um pouco do cloreto de sódio. Acho que nós temos que escolher o quanto de sal e o quão perto queremos ficar de ter um stroke (como diria Dr. House). Não quero ter pressão alta e ficar como bem descrito pelo grande Rogério Skylab.

No geral achei um bom sanduíche, mas meio racionado. Não é um Pérola Negra, mas um belo hambúrguer e de bom tamanho, até achei que devia ter mais do que 160g como consta no cardápio, e mesmo um pouquinho cru no meio(coisa que não me atrapalha em nada, embora saiba de gente que iria chiar), é o ponto alto do hambúrguer que pode vir a ser mais que um barbudo com olho de vidro e perna de pau com moral para roubar a clientela da vizinhança.

Ficha técnica:

Henry Morgan

Ingredientes: 160 gramas de hambúrguer, alface, tomate e queijo prato. Acompanha batata frita ou batata chips.

Preço: R$14,00. É o preço médio, nem caro nem barato. Tem refrigerante garrafinha e lata, mas esqueci o preço, acabou rolando um pequeno acidente, aí, mesmo contra meus princípios, paguei uma cerveja, me perdi nas contas e ficou em pouco mais de R$26,00. Porra de cerveja cara!

Ponto alto: O ponto alto e o baixo estão bem próximos, é a aquele papo manjado da linha tênue do love-hate (como o povo gosta de tatuar nos dedos), a carne é boa, bem temperada, mas tem que estar no ponto mesmo. Batatas palito sequinhas e crocantes.

Ponto baixo:  O conjunto da obra estava meio seco, precisava de um molhinho ou um pouco mais de maionese mesmo. A carne um pouco crua no meio do hambúrguer e no geral poderia ser um pouquinho mais farto.

 Avaliação: C+

OBarba Hamburgueria fica na Avenida Vicente Machado, 578 – Centro.

 
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Publicado por em 05/10/2012 em Uncategorized

 

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