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Clube do Malte – Johnny Bravo

Para quem não ficou sabendo, essa semana participamos do programa Light News, na rádio Transamérica Light (FM 95.1). O tema da semana (que ainda está rolando) é “Você tem fome de que?”. Por isso fomos chamados para falar junto com o Junior Durski, do Madero, sobre o blog e a nossa jornada pela cidade em busca do hambúrguer perfeito.
Logo colocamos aqui o áudio da entrevista para quem quiser nos ouvir falando abobrinhas, se bem que não fomos bem nós que falamos umas abobrinhas.

Agora o post da semana!

Apesar de ser jovem e estúpido, tenho uma relutância quanto ao consumo de álcool, mas isso (felizmente) não me impediu de ir a um lugar onde sua razão de ser é a cerveja. Assim como fomos ao Motodax e não temos motos, e lá até fundamos os Pinhões do Asfalto.
Sendo assim podemos fazer o que quisermos desde que mantenhamos a dignidade em dia… coisa que alguns, quando bebem, não sabem muito como é.

O Clube do Malte é um lugar especializado em cerva, bera,breja, gelada, etc. Lá você vai encontrar uma caralhada de opções de “cervejas especiais”. Cervejas de todos os lugares para todos os gostos e bolsos. Acho que um lugar desses deve servir para separar a garotada que bebe para ficar ainda mais idiota, das pessoas que bebem em busca de sabores diferenciados e que trocam a quantidade pela qualidade…e também para reunir uns malas “entendidos” no assunto do malte, do lúpulo e afins.

Mas vender cerveja é fácil, tirando cerveja caseira das tiazinhas polacas do interior, o resto é quase tudo industrializado e a maioria importada, ou seja, já vem tudo pronto é só servir e faturar. Mas hambúrguer, mermão, tem que colocar a mão na massa, não é tão fácil assim, embora um hambúrguer seja uma coisa muito simples.
E nessa os caras do Clube do Malte foram corajosos e inovadores. Não tem sanduba simples, não tem nem uma versão do clássico X-Salada. Tem hambúrguer de linguiça Bizinelli, de carne suína, de costela bovina com bacon, de proteína de soja e verduras, de frango, e o (WTF!) hambúrguer de feijão amendoim processado com carne moída e temperos mexicanos. Sentiram a pressão da inovação?

Os sanduíches tem nomes de desenhos animados, achei meio fora do contexto e meio bobo isso, mas sei lá né, vai ver o cara quis agradar o filho.

Tem um lance que envolve essa onda de cervejeiros e hamburgueiros que, quando se juntam, me da uns três tipos de ódio. Não aguento alguém falar de cerveja para harmonizar com o prato tal. Na boa, enfia a harmonia no… gargalo!
Mas para não reclamarem que fazemos o serviço pela metade, para acompanhar o sanduíche com carne de carneiro, pegue uma tipo Fullers Pale Ale, a London Pride ou uma australiana com um amargor equilibrado, porém encorpado, tipo uma das Coopers Vintage Ale. #FicaDica. Viram como é mala esse papo de entendido no assunto?

Agora, com vocês, Johnny Bravo. (viram como fica tosco o nome de desenho).

Meio desmontado né, olha o cuidado na apresentação aí galera!
Mas foi só realocar a capa e ficou tudo certo.

Vou direto falar do principal. A carne de carneiro. Confesso que agora entendi a diferença de cordeiro e carneiro, e digo que prefiro o cordeiro. Engraçado como o carneiro tem mesmo um gosto mais maturado, assim como o próprio bicho, um gosto mais acentuado, não tanto aquele gosto adocicado e jovial como o cordeirinho que saltita pelo campo (“os vegan chora”). Em suma, acho cordeiro mais saboroso, mas carneiro tem seu charme e talvez combine mais com cerveja mesmo. Isso mostra que a escolha do cheff foi realmente pensada. Tiro o chapéu.
É uma baita porção de carne com dois dedos de altura que por ser tão grande e para deixar no ponto, por fora ficou uma crostinha gostosa quase querendo queimar, e por dentro uma carne rosada, macia e no ponto.
E assim como o grande quantidade de carne, tinha uma boa quantidade de queijo mussarela, não ficaram regulando como na maioria dos lugares, o queijo abundante cobrindo a carne fez colar a parte de cima do pão na carne e assim manteve tudo junto e unificado, facilitando na hora de comer, não foi aquela história do pão que escorrega e acaba antes do recheio.

E por falar no pão, é uma bolinha gordinha do tipo francês, mas não com casca quebradiça. É coberto com uma camada de farinha, tipo um pão ciabatta, que particularmente me incomoda na hora de segurar, fica meio seco, uma textura áspera e ruim … mas isso eu sei que é frescura minha.

Tudo isso é acompanhado de um potinho com molho de hortelã, bem gostoso, que além da hortelã, chuto suco de limão e maionese na composição. É o tipo de coisa que combina bem, alecrim com cordeiro, hortelã com carneiro, essas carnes combinam muito com algumas ervas.

E o segundo complemento: pedi para trocar os anéis de cebola empanados por batatas. E que alegria, desde o começo do blog estou procurando um lugar que tenha batata frita assim, de verdade.
São as chamadas batatas rústicas, batatas pré cozidas, cortadas em pedaços grandes e fritas com casca e tudo.
Isso é batata de verdade, nada daquilo industrializado e meio sem graça que tomou conta de quase todos os lugares. Fica com o interior macio da batata cozida, e com a casca morena, por fora poderia estar um pouco mais crocante e menos gordurosa, mas tá valendo, estava bem boa. Devia ter até mais de uma batata inteira como acompanhamento. Isso realmente me deixou feliz.

Ficha técnica:

Johnny Bravo

Ingredientes: “Hamburger de carnes selecionadas de carneiro, temperados a moda do Clube do Malte e servida com molho especial de hortelã e queijo mussarela argentino. Acompanha anéis de cebola empanados”.

Preço: R$18,90 (preço único para qualquer hambúrguer, isso é legal)+ coca-cola lata ficou R$23,98

Ponto alto: A carne, quantidade de queijo, as batatas de verdade! Quase tudo na verdade..

Ponto baixo: Talvez o sanduíche ter vindo meio escangalhado e o preço.

Avaliação: B+

O Clube do Malte fica na Rua Desembargador Motta,2200, próximo da Vicente Machado. (41) 3014-3414.

 
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Publicado por em 11/22/2012 em Uncategorized

 

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Motodax – Club Sandwich

You want the greatest thing
The greatest thing since bread came sliced

Esses versos são da música Imitation of Life, do R.E.M., uma banda esquisita que costumava fazer sucesso há um tempo. O vocalista é um tresloucado, uma versão careca e alienígena do Renato Russo, que canta frases como essas com uma suavidade agressiva, uma coisa difícil de ser explicada. Longe de ser uma banda de rock tradicional, o R.E.M. tinha, ainda assim, uma atitude rebelde que era possível ser entrevista por baixo daquele aparente bom mocismo. A atitude do vocalista, esse Renato Russo alienígena cujo nome não sei nem quero saber, parece ser o artigo mais raro nas bandas de hoje em dia. Há todo o entorno: a pose, as palavras-chave, a aparência, o artificial brilho nos olhos de quem pensa em mudar o mundo. Mas aquela atitude objetiva não. Estamos vivendo, nestes tempos malucos em que um ex-KLB começa a lutar MMA, uma imitação da vida, como cantava o R.E.M. Temos o repertório de tempos doutros, temos a vaga ideia do significado das coisas, mas não há o mojo, a essência natural dos objetos. Tempos, portanto, bares decorados para parecerem um boteco de beira de estrada, em que se pode pagar 30 reais num frango à passarinho, temos um empório que simula um antigo armazém, e temos lanchonetes (já descritas aqui, aliás) com decoração grandiloquente inspirada na cultura motociclística. Entretanto, o interior é a mesma coisa: a playboyzada, o público interessado nessa imitação da vida, no saudosismo de uma liberdade nunca experimentada, na fuga da realidade para uma segunda e humanamente mais perfeita realidade, moldada aos gostos e aos complexos e às fobias do homem moderno.

Mas eis que, na nossa andança para mapear o hambúrguer de Curitiba, encontramos a atitude certa, a sinceridade quem ninguém mais quer ter. O Motodax, este sim, um verdadeiro point de encontro da irmandade motociclista. Longe do estereótipo das caveiras, das longas barbas grisalhas, das tatuagens pelos braços e as caras enfezadas. De fato, a única coisa que resta desse modelo ultrapassado de bad-boy da estrada são as motos customs e as rotundas panças. Isso porque quem gosta de moto gosta do prazer de viver a vida, e comer é, como todos sabem, a segunda necessidade fisiológica mais prazerosa que existe. E, obviamente, um lugar desses não apostaria no gourmet, na frescurite de quem quer vender carne de segunda por 30 reais, mas em algo realmente de qualidade, para saciar as esféricas barriguinhas enquanto a moto recebe um trato. Foi aí em que apostamos as fichas de uma quarta-feira que tivemos para nos dedicar a essa missão.

E olhe só que beleza! Justo a quarta-feira é o dia de promoção do Motodax, com pratos pela metade do preço. Esse lugar já começou a ganhar meu coração. É claro, algo tão tentador não poderia resultar em algo diferente do que falta de cadeiras, “dá uma licencinha, amigo?” e afins. Tudo bem, eu espero que as pessoas realmente tomem proveito desse tipo de situação. Nada pior do que oferecer um agrado à população e ser quantitativamente rejeitado. Não espere nada menos que o sucesso.

O cardápio de hambúrguer é relativamente diminuto, mas como o lugar se apresenta como um “café” e não como uma “hamburgueria” (se é que essa palavra realmente existe), as quatro opções formam até um grupo considerável. Não pestanejei para escolher logo a opção mais pantagruélica do recinto, o Club Sandwich.  Esse nome é genérico. Os sanduíches “club” geralmente são uma modalidade em que o hambúrguer vira uma refeição aberta em um prato. O arroz se transforma no pão, a carne é aquele bom e velho disco suculento, as batatas fritas e a salada ocupam o lugar de sempre. Tão nutritivo quanto o seu bandejão diário, na teoria. Mas o Club Sandwich do Motodax não é tão ordinário assim. O prato é incrementado com bacon, cheddar e cebola frita no molho shoyu. Nada parecido com seu bandejão diário.

Como o Murilo gosta de dizer, “tá aqui o bicho”.

Motodax

E que beleza de sanduíche, meus amigos! O combo queijo cheddar e cebola frita no molho shoyu nunca falha — prova disso é a adoção da receita pelo McDonald’s com o Cheddar McMelt, receita tradicionalmente brasileira na rede americana (não tentem procurar esse sanduíche fora do Brasil). A cebola aqui era fininha e cortada em rodelas, uma ótima opção de formato se considerarmos o princípio básico de aderência na relação tipo de massa/molho. Assim como o spaghetti, o bavette e o spaghettini, a cebola fina aglutina sobre sua superfície mais shoyu, um molho ralo e pouco encorpado como o sugo, numa relação equilibrada entre líquido e corpo sólido. Mas de nada adiantaria sem o cheddar certo.

Quem come muito queijo cheddar sabe que existe um bom queijo cheddar processado para cada dez mil porcarias que imitam queijo cheddar processado, o que é triste por si só. É claro, aqui no Brasil nunca teremos a coisa de verdade, o queijo cheddar fatiado, 100% britânico, mas temos diferentes níveis de textura e sabor num mesmo tipo de massa imitativa. E o cheddar do Motodax é escolhido a dedo, muito saboroso e pouco enjoativo – algo difícil para os queijos cheddar em geral.

A melhor coisa dos queijos processados é a forma como eles se distribuem por cima da carne. Algo mais fenomenal ainda quando a carne em questão é uma senhora carne, daquelas mãozadas generosas que fazem um bolo feito para ter camadas de crosta, manta e núcleo como o globo terrestre itself. Suculento e no ponto certo, a carne é a cartada que garante a vitória, mas os periféricos são fundamentais também, ora essa.

Agora, a grande surpresa, inédito para mim, foram as batatas fritas. Nada de muito extraordinário, só o fato delas terem gosto de Pringles sabor páprica. Um achado realmente, harmonizou com o sabor forte do cheddar e da cebola, fez um prato coeso. Nada pior do que mergulhar uma batata insossa num pedaço de queijo cheddar e fazê-la incorporar todo o sabor do queijo. Prefiro assim, cada qual com sua identidade marcante.

Ah sim, o pão e o bacon. Gostei deles também. Como o Murilo disse, o pão parece o do barba, e o bacon não era seco nem cru.

No final, o Motodax é um lugar relativamente desconhecido da população em geral, e por isso acaba se tornando uma boa descoberta para quem está atrás do sanduíche ideal como nós. Saí de lá satisfeito por ter encontrado, naquele combo de pão, carne, queijo, salada e batatas, a originalidade e a atitude do Renato Russo careca. Daysleeper, ou, como eu entendia quando criança, Tasty Burger!

Ps: Obrigado ao leitor Átila Gonçalves pela dica do lugar!

Ficha técnica:

Club Sandwich

Ingredientes: “Pão, hamburger motorcaffe de 180g, queijo cheddar, bacon, cebola, alface, tomate e maionese.

Preço: R$18,00 mais uma coca-cola lata de R$3,50. Total de R$12,50, graças à divina promoção.

Ponto alto: O tamanho, o preço, o lugar legal, bom atendimento, batatas sabor páprica.

Ponto baixo: Nada que tenha me chamado a atenção.

Avaliação: A

O Motodax fica na Rua Conselheiro Laurindo,2935, no Prado velho, mais ou menos perto do Tetro Paiol. (41) 3333-3077.

 
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Publicado por em 11/01/2012 em Uncategorized

 

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Motodax – Motor Salad Burger

Imagina que você tem uma motoca e precisa dar aquela lavada, tocar o óleo, fazer a manutenção …
Que mané moto, mano, essa bagaça não é um blog de hambúrgueres?

Calma pequeno gafanhoto, coloca/clica aí ->   para criar o clima da parada.
Esse foi o som que estava tocando quando chegamos e o som com o qual estou escrevendo isso aqui.

É o seguinte, o escolhido da vez é o do Motodax. O lugar é uma oficina e “lava car” de motos, e além disso, tem um bar e  tem hambúrgueres!
Lugar de reunião de motociclistas. Veja bem, motociclistas, aqueles caras com motos caras, grandes e bonitas, não motoqueiros, motoqueiros são vida loka de CG, mas acho que esses não vão lá.
Na rua, estacionadas na frente do lugar, parecia uma exposição de motos, devia ter umas 30 customs, essas tipo Harley Davidson e uma ou outra speed, que é moto de jovem playboy que gosta de aparecer.

E você se pergunta: O que esse piá que malemal sabe andar de bicicleta, e não tem nem grana para uma Honda Biz, foi fazer lá?
Comer, ué!  E se for pensar que quase todo motociclista é pançudo, isso quer dizer que os caras entendem de comer porcaria, assim como nós, e gostam de rock, assim como nós, e tem barba, assim como nós, e tem motos caras, e bebem cerveja… é, acabaram as semelhanças.

Mas para você que como a gente não tem uma motoca, vamos fazer um moto-clube, só para termos um coletinho preto de couro com um patch nas costas (coisa que particularmente acho meio brega, e por falar isso provavelmente eu vá apanhar em algum bar de beira de estrada) e frequentarmos o lugar. O nosso clube vai ter um legítimo nome paranaense, sugerido pelo Yuri, vamos ser os “Pinhões do Asfalto”.   LOL

Chega de palhaçada, vamos falar da comida!

Motor Salad Burger, porque sou motociclista barbudo e malvadão no Road Rash, mas não sou pançudo ainda, então tem que ter uma saladinha.

Começando pelo pão, do dia, muito parecido com o que usam no Barba, deve vir do mesmo lugar, um pouco escuro em cima, devem passar ovo e colocar para assar com um monte de gergelim colado, colado mesmo, não é dos que ficam caindo gergelim aos milhares por toda parte.

O hambúrguer é da mesma (boa) escola do Rock’a Burger, olha o tamanho dessa carne em relação ao resto, ela só perde em tamanho para o alface, e isso é muito legal, é aquele história de comer com os olhos, bando de olho gordo rá-rá-rá!
E é aí que entra o ponto alto e baixo de toda história, o nosso querido hambúrguer. Estava suculento a ponto de escorrer pela mão e isso é uma coisa muito bem vinda.
É grande (180g segundo o cardápio, mas de olhar eu achei que tinha umas 200g), bonito e vistoso, com um gostoso bom de “assado” na crostinha de fora, mas estava um tanto cru no núcleo nervoso central, não era mal passado, era cru mesmo, tipo carne de onça, mais um pouquinho na chapa e teria ficado excelente e eu até subiria a nota. Mas aqui no blog e na vida é assim, One life, one chance, gotta do it right!

O queijo não foi derretido direto em cima do hambúrguer, aí rola aquele lance do queijo embolar tudo na hora de tirar da chapa e passar pra cima da carne, aí ficou uma bola de queijo derretido no meio do hambúrguer, mas isso não é problema, ficou bem boa essa concentração de queijo, nas mordidas que vinham queijo.

E a salad, uns baita pedaços de alface fresca e crocante que deixaria minha mãe orgulhosa se me visse colocando aquilo num prato de comida, e umas duas rodelas de tomate um pouco verde, mas é salada né, tem que comer porque faz bem não porque é gostoso.

Últimas considerações antes de pegar a estrada.
O lugar é bem legal, o hambúrguer é dos melhores e nas quartas-feiras os sandubas ficam pela metade do preço, isso é muito convidativo à gula.
E uma coisa nada a ver mas que é legal, é que desde a hora que chegamos até irmos embora os caras lavaram umas três ou quatro motos.

Ficha técnica:

Motor Salad Burger

Ingredientes: “Pão, hamburger motorcaffe de 180g, maionese, queijo, alface, tomate, molho esp” Mas o cara disse que não vinha com o molho mais.

Preço: R$14,00(quarta-feira paga 50% nos hambúrgueres) mais uma coca-cola lata de R$3,50. Total R$10,50.

Ponto alto: O tamanho, o preço, o lugar legal, bom atendimento.

Ponto baixo: A carne crua e não acompanhar batata.

Avaliação: B

O Motodax fica na Rua Conselheiro Laurindo,2935, no Prado velho, mais ou menos perto do Teatro Paiol. (41) 3333-3077.

 
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Publicado por em 10/25/2012 em Uncategorized

 

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