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Hamburgueria Água Verde – Tradicional Duplo Bacon

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Mais uma semana e estamos aqui trazendo mais uma dica de hambúrguer dessa cidade que parece uma velha maluca, mas conservadora, de 321 anos.

Voltamos ao bairro do Água Verde, será que também vão querer falar Água Verde Soho? Meu bairro já falei que quero que chamem de Rebouças Leblon. Obrigado.

Hoje não vai ter muita firula mas vai ser mais ilustrado.

Chegamos e logo ao entrar já deu pra sentir um cheiro bom de carne, na brasa, mora?
Espaço amplo, aberto, com várias mesas e essa bandeirola tipo um banner com uma bandeira do Brasil que se funde com uma dos EUA (Por quê!?)
Nas laterais tem grades vermelhas com floreiras e com aquelas paradas de plástico transparente que da para baixar quando faz frio, tipo tem no Costelão da Chile e em outros lugares que são abertos. O áudio do local era o da televisão, que passava um festival com algumas bandas que nunca vi, mas depois teve o Sting, com Every Breath You Take, e o Eric Clapton (que não quero colocar nenhuma música).

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São mais ou menos 10 opções de sanduíches, sendo uma vegetariana que pra gente nem conta, só consta, e duas opções com dois hambúrgueres.
Foi numa dupla carne dessas que fui.

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O pão é afrancesado e com gergelim. Grande, bem grande, à primeira vista ele esconde todo o recheio e achei que não seria dos melhores, mas ele é bem bom. Muito leve e macio, com uma casquinha que quebra mas que não vira uma farpa. Ainda não tinha visto um pão desses nessa nossa andança por aí. Ponto positivo.

Agora o pulo do gato, mas fiquem atentos.

O pão não deixa ver tudo que tem dentro, e os dois hambúrgueres são bastante coisa.

A carne não estava tanto no ponto como foi ofertado e como foi pedido. Não estava no ponto para o mal, como pedimos, com aquele rosado, mas sim do ponto para o bem passado. Tudo bem, não foi nenhum problema, acho que até foi uma salvação, porque com essa quantidade de carne iria escorrer litros de sucos caso estivesse mal passada.
São mais de 300g de carne. Que abundância, meu irmão!
Surpreendentemente fica muito tranquilo mastigar tudo isso, a carne é bem macia e saborosa.
Mesmo grelhada na brasa, não tem gostão de fumaça. Toda essa carne é o ponto alto do sanduíche, deixa a gente feliz e faz inveja em quem pegou só um hambúrguer.

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#DicaGoodBurgerParaMarombada. Toda essa carne deve ter as proteínas de um scoop de Carnivor… mas também deve ter uns 30% de gordura que você vai ter que queimar na esteira.

Agora olho no laaancê! O nome do sanduíche é Tradicional Duplo Bacon. Tem que ficar ligado que não é o bacon que é duplo como o nome sugere. Na verdade é um Tradicional Duplo com Bacon. São duas carnes, dois queijos , mas só um bacon. Rá! ié, ié!
Acho que nem foi malandragem dos caras, mas que induz ao erro, induz!

O Bacon fica só no topo, embaixo do pão. É uma tira boa e larga que ajuda a salgar mais ainda a coisa toda, mas tive que tirar o topo do pão e pegar com a mão, um pedaço avulso, para poder degustar direito essa parte tão venerada do porco. Se não for comer assim, o bacon some e não da nem pro gosto, literalmente.
Para falar a real, se for pegar um duplo, eu recomendo nem pegar o com bacon porque ele quase some, talvez não sumisse se fosse duplo bacon, hã? hã?!
Se não for pra sentir direito o bacon é melhor economizar  dois reais. Sou muquirana,  dois reais para quem é falido faz diferença. Dá pra jogar na mega-sena.

Eles te dão a opção de escolher o queijo: mussarela ou cheddar.
A mussarela já tá meio ultrapassada nesse lance de hambúrguer, é muito leve e aí nego coloca uma fatia só, nem da para o cheiro. Perde bastante para o cheddar de fatia. E nesse caso é o de fatia mesmo e não aquele meio tosco, em pasta, que é só funciona no cachorro quente.
O cheddar é mais cremoso, mais saboroso mesmo, e  acho que da uma liga maior e melhor se comparado à mussarela. Mas as duas fatias, uma para cada carne, acabaram sendo desintegradas e absorvidas pelo buraco negro do bolo de carne. Deu para aproveitar os pedacinhos que ficaram nas laterais.

Tem um tomate fininho, que quase passa despercebido debaixo da alface. Tem também uma cebola puxada no azeite. Quem diria, eu falando sobre cebola! Mas ela dá uma murchada e perde a crocância. Agora não sei o que seria melhor: ela mais crocante e com o gosto mais acentuado ou assim suavizada.
Também tinha picles, mas picles é um lance de americano que aqui não cola. Não gosto de coisas agridoces então pedi sem.

Não acompanha batata frita. O hambúrguer vem num prato pequeno de propósito, para caber apenas o sanduíche mesmo. Uma verdadeira lástima.

É um dos que eu quero comer de novo?
É!

Ficha técnica:
Tradicional Duplo Bacon

Ingredientes: “Dois saborosos hambugueres de 160g, grelhados na brasa, bacon, queijo mussarela ou cheddar, maionese, picles, tomate, cebola e alface”.

Preço: R$16,90 (o mais caro do cardápio) + Água Crystal 500ml R$3,00.

Ponto alto: O pão, a carne, muita carne boa e o preço.

Ponto baixo: Já que é duplo bacon poderia ter dois bacons e, claro, não acompanhar batatas fritas é um tremendo vacilo.

Avaliação: B

A Hamburgueria Água Verde fica na Avenida Dos Estados, 630. No bairro Água Verde, claro. Não sei os dias e horários de funcionamento, se virem. Fone: (41) 3013-7177.

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Publicado por em 04/04/2014 em Uncategorized

 

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JPL – Roadmaster

JPL

O ano se encerra e o novo se abre com a mesma perspectiva: atar as duas pontas da vida, como escrevia Dom Casmurro quando botou na balança suas dores de pseudo-corno. Finalizando nossos compromissos com duas hamburguerias que ficaram pela metade, o Brooklyn Coffee Shop e o JPL, igualamos a atenção que damos a todas elas: one life, one chance, no melhor estilo H20, e é melhor que ninguém cague no pau porque perdoar é coisa de cristão e ninguém aqui anda de escapulário. Sendo assim, voltamos ao Jean Pierre Lobo Burgers, ou JPL, na abreviação que esconde a identidade do renomado chef sob uma modesta e enigmática sigla.

O lugar é aquela coisa: típica birosquinha chiquérrima do Batel. Lugar pequeno, frequentemente flanqueado por motocas Harley Davidson, a liberdade em forma de pistões, rodas e motor em V que hoje está mais nas mãos de playboys bandidinhos do que idealistas bandidões. Não espere portanto, uma alcateia de motociclistas, quando muito um rendez-vous de pleissitude máxima, patricinhas e seus iPhones, mauricinho com camisa listrada com brasões e números, enfim, aquela coisa. Ainda assim, o atendimento é bom e não roubam na conta, então já tá valendo.

Pela parede junto ao caixa, um hall da fama com os diversos prêmios que o estabelecimento ganha todo ano. Veja Comer & Beber e Bom Gourmet da Gazeta do Povo. A minha escolha da vez, o Roadmaster, está lá em alguma dessas tabuletas, não me recordo do ano. E o que é o Roadmaster, esse sanduíche premiado? Nada mais que o famoso hambúrguer de Cheddar, com todos os clichês da fórmula: queijo processado TIPO cheddar, não o verdadeiro irlandês de 60 reais o quilo, cebola caramelizada no barbecue (shoyu também é aceitável), pão fofinho e carne suculenta. Há aí ainda a adição de um queijo mussarela e do potinho extra de barbecue porque os hamburgueiros da newschool americana aprenderam que molho barbecue nunca é demais num hambúruger. O resultado é isso aqui:

Roadmaster

Mas, afinal, porque o Roadmaster ganha o prêmio Bom Gourmet e o Cheddar McMelt, que ainda tem a ousadia de colocar um hambúrguer num pão preto, não? Algumas razões, filhão. Existem muitos diferenciais no Roadmaster, mas o mais óbvio e o primeiro a se perceber é o pão. Até porque é difícil achar um pão de hambúrguer que se destaque do resto, a maioria quando quer caprichar na casca substitui pelo arcaico pão d’água. Mas o pão de hambúrguer do JPL é tão macio que chega a ser imediatamente digerido pela amilase da saliva, quase não restando consistência que o faça lembrar que por ali, há pouco tempo, passou um pão. Nem o gergelim sobra direito para contar história, é como aquela mistureba ácida que preparam no final do Retrato de Dorian Gray, algo intenso, cheiroso e inesquecível. Tipo meu pau.

Agora, a carne não fica atrás. Feita no fogo alto, mas temperada secretamente, de maneira que nem seus chapeiros tem noção da fórmula, o disco de hambúrguer vem embalado e congelado pronto para fritar, e fica ali no segundo andar para quem quiser ver como o lance é feito. A carne não perde água e ainda assim, não esparrama seus sucos vitais pelo prato mais do que o barbecue da cebola, embora não deixe de tingir um pouco as duas faces do pão. A crosta não fica crocante de queimado, e ainda assim, ele não desmonta. É algo realmente impressionante de se conseguir em uma carne, acredite em mim porque de vez em quando eu me aventuro no meu George Foreman.

A cebola serve, como sempre, para pouca coisa. No caso aqui, dar alguma consistência a uma pasta em formato de hambúrguer, pão e queijos. A crocância de suas folhas dá um sentido de unitarismo ao bolo alimentar, e delimita sua forma e avisa nossos molares sobre seu real volume. Mas é verdura e verdura aqui não tem vez.

E por fim, há o queijo. Ou melhor, os queijos. Cheddar combina com cebola, pão e carne, mas ainda que esse cheddar fosse de verdade ao invés do queijo processado, e falasse a língua dos anjos e falasse a língua dos homens, sem essa mussarela quase fritinha ele nada seria. Ora, o que a mussarela tem que o cheddar não tem? Em primeiro lugar, sabor; em segundo lugar, elasticidade; em terceiro lugar, experiência no tatame para saber que o lugar de um queijo é colado na carne, coisa que uma pastinha de cheddar nunca vai fazer. Não há cheddar brasileiro que resista num pão à passada de um dedo. Cai tudo no prato, mas graças à mussarela velha de guerra, há justaposição de queijos e carne numa dança cigana, linda e sensual, uma forésia entre uma anêmona e um paguro, um número de trapézio em que o cheddar quer o ar, mas a mussarela o puxa para solo firme.

Não podemos nos esquecer da batata. Mas é que depois de falar tudo isso, não importa muito o que eu falar da batata, né? Mesmo assim, ela é muito boa. Contentem-se com isso porque aqui não é good batata, aqui é GOOD BURGER MANEEEEEHHHH!!!

Ficha técnica:

Roadmaster

Ingredientes: “200g. do nosso suculento hambúrguer grelhado, queijo mussarella (com dois Ls porque nego é chique), cebola ao molho barbecue, cheddar e batatas fritas crocantes (é bom mesmo que seja crocante, a única razão pela qual a gente frita alguma coisa é pra ficar crocante!)

Preço: R$ 20,90 (O pessoal fica dando prêmio e a galera joga o preço lá em cima).

Ponto alto: hambúrguer metafísico, pão que dissolve na amilase, mussarela simbiótica e barbecue pra caralho.

Ponto baixo: Preço alto.

Avaliação: A

O JPL Burgers fica na Av. Vicente Machado, 833, no Batel. Curitiba – PR. (41) 3024-2910

 
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Publicado por em 01/10/2013 em Uncategorized

 

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Brooklyn Coffee Shop – Bacon Burger

Brooklyn Coffee Shop

“Nós estamos aqui para revolucionar a música popular brasileira, pintar de negro a asa branca, atrasar o trem das onze, pisar sobre as flores de Geraldo Vandré e fazer da Amélia uma mulher qualquer.” (Clemente, banda Inocentes)

Queria começar o texto com uma citação vagabunda dessas de cartão de Natal, essas coisas genéricas e impessoais de quem não sabe o que escrever porque não sabe sentir. Mas lembrei dessa frase foda do Clemente, e é nessa vibe que a vida e esse blog seguem.

Final de ano, hora de prestar contas, pagar as dívidas com o acaso e cumprir as promessas antes do suspiro final. Então aqui estou eu pagando com um post que sei lá porque cargas d’água estava faltando. Taí, Brooklyn Coffee Shop.

O Brooklyn tem aquele visual legal com teto alto, meio galpão, tipo aqueles locais industriais que transformaram em apartamentos bem legais em NY. Tipo aquele que o Tom Hanks mora quando ele cresce em Quero Ser Grande. Só não tem aquelas janelas laterais, nesse Brooklyn a iluminação é meio fraca mas tem algumas luzes pontuais em algumas mesas, tem uma baita foto da Ponte do Brooklyn (supõe a lógica) em uma das paredes, e nesse dia estava rolando um jazz chatinho e repetitivo. (intelectuais entendedores de música não me critiquem, jazz é chato às vezes, vivam com isso).

Tem uma coisa que me incomoda lá no Brooklin. Já fui algumas vezes e sempre achei isso, o povo que vai lá é uma galera muito blasé. Te olham e viram a cara empinando o nariz e fingindo que não estavam te olhando, acho isso bem engraçado. E depois eu que sou estranho.
Fora a galerinha frequentadora que está chegando
na casa dos 30 e não fica mais bebendo cerveja sentado nas calçadas das redondezas, gente que formou em design, jornalismo,(iria falar publicidade também, mas publicidade não considero muito como curso superior)… esses cursos em que você não precisa estudar muito. Agora essas pessoas estão ganhando seus dinheiros e vão lá gastar na cerveja dos Simpsons, cafés, comidinhas, e como nós, hambúrgueres.
Dia de semana é até comum achar algum macfag
“trabalhando” com seu Macbook  (nunca um notebook Positivo!) e achando que está realmente num café de Nova Iorque.

Agora sim, o que realmente interessa, comida!

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Começando pelo Bacon que é quem da o nome do sanduíche e deveria dar a tônica da parada é o que menos foi percebido. Cortadinho em pedaços fininhos e pequenos, foi bem feito, não passou e não ficou seco, mas foi pouca quantidade. Como todo bacon bem feito estava muito gostoso, mas só foi realmente notado quando já estava na metade do sanduíche, e sentir mesmo o gosto foi em umas duas ou três mordidas, uma pena, porque não é o que se espera de um “x-bacon”.

Mas a carne estava muito boa, rosadinha e molhadinha assim como outra coisa eu que adoro.
Por fora nas bordas estava com uma cor estranha, até um pouco feia, meio esbranquiçada, de carne que só levou um susto no fogo, mas mais para o meio estava até torradinha, não sei como faz esse efeito de “cozer” na chapa, do meio para as bordas. Mas isso não importa. O que importa é que estava muito boa. Hambúrguer de picanha, gordura, já da para sacar que a coisa vai ser boa se for bem feita, e fui altamente correspondido nesse quesito.

Dessa vez não vou reclamar do queijo e dizer que poderia vir mais, gostei da quantidade. Olha que bonita essa camada derretida cobrindo a carne.
Mas rolou uma parada. No cardápio não dizia que vinha “mozarella”, falava apenas no gorgonzola, não curto muito gorgonzola, mas para minha sorte acho que estava acabando o gorgonzola, ou sei lá o que rolou, veio só um pouco na parte de baixo do pão, aí em cima do hambúrguer uma agradável camada de um bom queijo mozarella que logo se transformou em um sorriso.

O pão é igual aquele que usam no Barba e no Motodax. Não é o meu preferido, é escuro em cima, tipo pão que passam ovo antes de assar e colam um monte de gergelim. Rolou aquele efeito decomposição post mortem por causa do sangue da carne morta. Tive que terminar de comer com os talheres porque o sanduíche se despedaçou em minhas mãos.

Tem uma saladinha de leve, um pouco de alface ralada para dar uma crocância e uma umedecida, além de ajudar a digerir. Não é salada, mas também vem uma pitada de algum matinho sem gosto desidratado como parte da decoração.

Acompanha uma porção de batata chips. Às vezes é legal variar um pouco, e batata chips é batata de verdade, afinal. Pena que algumas estavam começando a ficar amargas, tipo passando do ponto, mas ainda assim estavam boas. Foi bom variar as batatas no último sanduba do ano.

Resumindo, é um belo hambúrguer de um bom lugar blasé!  😛

Ah!! Semana passada, pra quem não ficou sabendo, participamos de um programa na Ótv. Depois colocamos aí para quem quiser saber a nossa cara e nos perseguir na rua ou nos pagar um lanche.

Ficha técnica:

“Bacon Burger + Fries”

Ingredientes: “Hamburger de Picanha, com Gorgonzola & Bacon Bits c/ fritas”

Preço: R$18,00 (não lembro quanto deu com a coca-cola de garrafinha).

Ponto alto: Carne bem boa e no ponto e a quantidade de queijo.

Ponto baixo: Pouco bacon.

Avaliação: B-

O Brooklyn Coffee Shop fica na Rua Trajano Reis, 389, no São Francisco. Curitiba-PR. (41) 3618-0388

 
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Publicado por em 12/27/2012 em Uncategorized

 

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Clube do Malte – Zé Colmeia

Jamais colocaria meus pés num lugar chamado Clube do Malte. Ô nominho para me despertar antipatia. Observe a maestria da pusilanimidade: de um lado, “Clube”, como se convencionou chamar qualquer reduto exclusivo do macho adulto contemporâneo urbanóide domesticado. Aqui em Curitiba, para quem não sabe, tem até uma Barbearia Clube, um “salão de beleza masculino”. Depois o pessoal do Rio vem pra cá achando tudo isso muito esquisitão e vocês não entendem nada. Deixa estar; do outro lado, “Malte”, a redução metonímica digna do profundo conhecedor das coisas banais. Estamos nestes tempos das desprofissionalizações das profissões, onde qualquer um é artista, entramos em um bar qualquer e mergulhamos num mar de preguiçosos aspirantes a intelectual de classe média, em que há a vontade de se exibir sem qualquer formação erudita. E aí, é claro, ler rótulo vira passatempo nacional. De uma hora para a outra, todos passaram a entender as nuances da fabricação de cerveja. O papel do lúpulo, a temperatura de armazenamento, o processo de fermentação, e voilá: uma espiral de ignorância girando sobre um mesmo enfadonho e repetitivo assunto. E antes que alguém possa vir acusar este perspicaz recinto dos mesmos crimes suprarelatados, eu digo: acorda, ô mané, isso aqui é o ensaio das pequenas coisas, sinédoque da vida, e só você ainda não percebeu isso.

Mas é claro, coloquei meus pés no Clube do Malte (argh! Esse nome!) porque, veja bem, anunciaram por aí que o lugar havia inaugurado uma “carta” (para prosseguir no pedantismo) de hambúrgueres, e os amigos botaram pressão, e missão dada é missão cumprida, e etc etc e etc. E lá fomos. Primeira decepção: depois de uma semana anunciando a porcaria da carta de hambúrgueres, chegamos lá e o garçom nos recebe com a desculpa: “vocês viram na internet, né? Ainda não temos os hambúrgueres, mas voltem aí na semana que vem”. Amigo, se você soubesse o quanto eu tive que caminhar (a pé mesmo) só para ter sobre o que escrever naquela semana em que o seu Clube do Malte era a bola da vez, você ia ter me descolado um hambúrguer. Nada me frustra mais, na minha miserável vida de consumidor, do que esse tipo de coisa. Mesmo assim, voltamos lá depois de fazer a ronda no Charles Burger (calcule a distância a pé, saindo do Shopping Estação até o Clube do Malte, até o Charles Burger e você vai entender meu descontentamento), e descobrimos mais sobre o lugar e seu cardápio.

Os nomes e os burgers: heterodoxos e estranhos. Batizados em homenagem a desenhos animados das mais diferentes épocas, dos mais diferentes níveis de qualidade técnica. E aqui entramos num impasse: só provamos, afinal, hambúrgueres bovinos porque, oras, qualquer sujeito que pegar qualquer bicho, matar, colocar num pão e chamar de hambúrguer é um doidivanas que merece não outra coisa que uma prosaica noite de sono trancafiado em uma cela acolchoada. Escolhi então um que chama Zé Colmeia, um dos meus desenhos menos favoritos de todos os tempos (eu sei que estou muito irascível hoje, mas prometo que vou melhorar mais pra baixo). Aquela coisa de produção em série de desenhos animados da Hanna-Barbera, com cenários que andam em loopings e personagens desnecessariamente usando gravatas, encharpes e golas altas para esconder a diferença da célula da cabeça para o resto do corpo me dava um nojo de quem já sabia ter ali, naqueles paupérrimos desenhos, o esgotamento de qualquer maravilha que o subgênero já prometeu proporcionar. O Zé Colmeia em questão é um hambúrguer de carne de costela, bacon, queijo, cebola caramelizada e molho barbecue, acompanhado de batatas rústicas. Muito tempo depois, eis o que me chega:

Clube do Malte

A partir deste momento, minha raiva inerente contra o Clube do Malte começa a ir embora. Como não ceder a uma apresentação impecável dessas? Sinto pena dos que confundem simplicidade com frugalidade, porque isso aqui tem, como diria Freud, tudo o que o corpo precisa. Um bom pão de hambúrguer abrigando uma carne grossa e de respeito, queijo derretidíssimo cobrindo a joia interior, um potinho de barbecue para que você customize como achar melhor e uma batata cortada, cozida e frita com casca e tudo. Uma delícia que nem precisa de sal.

E aí percebemos que a carne de costela não está, afinal, tão longe de um hambúrguer bem feito, por guardar em si dois dos principais ingredientes básicos de uma boa carne de sanduíche: sal e gordura. Sob as condições certas e os temperos certos, o resultado é este: uma carne rosada e suculenta que não toma para si toda a responsabilidade pelo sabor do todo, mas se sabe protagonista de uma disputa gustativa em que carboidrato e laticínio nenhum jamais poderia vencer.

Mas o pão não fica atrás. A farinha que salpica a crosta lembrou-me dos pães que comi em Portugal – aquele povo sabe mesmo fazer pão – e, ainda que seja crocante, não é duro nem espeta o céu da boca. O miolo serve para absorver a gordura excedente do queijo e o sangue da carne, tomando para si os sabores numa antropofagia de dar inveja a Oswald de Andrade. Sem desprender nacos que culminassem numa desproporção entre as mordidas, o pão manteve sua integridade e não nos deixou a ver navios de mãos sujas.

O queijo, por sua vez, faz bem o papel de envelope da carne, cobrindo toda a superfície de cima e parte dos lados. Adiciona sal, sim, mas adiciona consistência e elasticidade ao bolo, sem, contudo, torná-lo borrachudo. É uma mussarela simples, poderiam ter escolhido algo mais estranho pra combinar com as estranhezas do cardápio, mas resignei-me certo de que em tempos estranhos, qualquer traço de familiaridade é uma tábua de salvação referencial.

Por fim, a cebola insossa só tomava forma e proporção se misturada ao barbecue, que poderia ser igualmente usado na batata rústica. O barbecue em questão age como coringa: ora apimentando os tubérculos coadjuvantes, ora salgando o bulbo picado que adiciona textura e resiliência à mastigação. Poderia vir no sanduíche, mas já que veio no potinho, cabe ao bom comedor juntar dois mais dois e formar um vibrante quatro.

Ah, claro, o bacon, já ia me esquecendo. Bom, bacon é bacon, até quando é ruim é relativamente bom, e o desse sanduíche estava muito bom.

O Clube do Malte, com este Zé Colmeia, se redime de todos os pecados e entra na fina elite das hamburguerias top da cidade.

Ficha técnica:

Zé Colmeia

Ingredientes: “Hamburguer de ponta de costela bovina, bacon defumado e temperos frescos. Servido com cebolas caramelizadas, molho barbecue e mussarela. Acompanha batatas rústicas do Clube do Malte.

Preço: R$18,90 (preço único para qualquer hambúrguer, isso é legal)+ coca-cola lata ficou R$23,98.

Ponto alto: A carne, quantidade de queijo, o pão perfeito e.. eu mencionei que ele é monstruoso de grande?

Ponto baixo: Coisas triviais como a péssima escolha do nome e o acento agudo em ditongo crescente. Não adianta nada entender de cerveja e não saber escrever português, afinal. Mentira, adianta sim.

Avaliação: A

O Clube do Malte fica na Rua Desembargador Motta,2200, próximo da Vicente Machado. (41) 3014-3414.

 
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Publicado por em 11/29/2012 em Uncategorized

 

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Rock’a Burger – BBQ Burger

A pergunta é óbvia, mas a resposta não é: já parou para pensar porque as pessoas saem de casa e procuram um estabelecimento que se auto promove sob a categoria “comida caseira”? Por mais paradoxal que isso possa soar, faz completo sentido nesse mundo maluco pós-moderno em que a grande indústria faz questão de padronizar tudo para paladares que, do Oyapock ao Arroio Chuí, têm seus caprichos, predileções e individualidade, se acostumem com a mesma massa amorfa de comida acinzentada, eximida de cromatismo e textura, de carinho e de amor, de toque humano e ternura. E — agora vem o paradoxo de verdade — a busca por “comida caseira” padronizou o próprio conceito de comida caseira, embora eu possa garantir que sua mamãe não faz o t-bone que meu pai faz. E a comida caseira não é, a rigor, requintada, o que faz com que a busca pela comida caseira seja também a busca pela ternura, pela comida fresca feita não do jeito acadêmico, da haute-cuisine, mas a comida que é reinventada no dia a dia, às vezes com falhas, às vezes com desleixo, mas sempre com autenticidade.

Da mesma forma, trazendo a questão para o nosso micro universo, porque saímos de casa para procurar um bom hambúrguer artesanal, quando brotam McDonalds por aí e uma caixa com doze discos de carne custa míseros quatro reais? Bom, poucas comidas carecem mais de ternura e excelência caseira do que o hambúrguer, e o hambúrguer do Rock’a Burger é um desses que te fazem lembrar porque, afinal, deixar o conforto do lar.

O estabelecimento é relativamente novo, abriu ao lado do Blues Velvet, a poucos metros do Brooklyn Coffee Shop, do Dom Corleone e do Madero do Largo da Ordem, então o sujeito tem que ter cacife pra entrar nessa briga de cachorro grande. Pequeno, sim: oito mesas e um balcão para ficar de pé na calçada tomando chope e dividindo seus cigarros e bebidas com crackheads habituées do quarteirão. Na parede e no cardápio, pin-ups gordinhas e filmes thrash de outras décadas, como O Dia em Que a Terra Parou e O Ataque da Mulher de Quinze Metros, além de um filminho preto-e-branco rolando na TV: na ocasião, o clássico do Mankiewicz, A Malvada. Como o espaço e a decoração, o cardápio também é diminuto no quesito hambúrgueres. Meia dúzia de opções e lamba os beiços, e ainda a opção de pedir qualquer um sem pão. Eu sei, também não entendi, mas tem até gente que curte finalizar fliperama de dança, por que não haveria gente disposta a comer hamburguer sem pão?

Enfim, vamos ao petardo de hoje. Tadá, eis o BBQ Burger.

Amigo, dá uma olhada nessa carne! Dá uma olhada nessa língua de bacon, dá uma olhada nesse pão que parece a cabeça de um goomba do Mario Bros. Isso é genuíno.

Bom, antes de mais nada, preciso ser honesto e dizer que quando essa foto foi tirada eu já tinha comido metade das batatinhas, a porção é um pouco mais servida do que isso, mas não muito.

BBQ, para quem não é versado na língua saxônica, é a abreviação de aeroporto (daquelas que não é bem uma abreviação, mas uma sigla aleatória e mnemônica) de Barbecue, que é o que o equivalente americano de churrasco. Por churrasco, eles querem dizer hambúrguer e salsicha na grelha. Triste ver que na maior potência do mundo o ritual culinário carnívoro que aqui demonstra poder e ascensão social  não é mais que uma esquete do patético modo de vida americano, em que você gasta todo seu dinheiro com carro e come carne de segunda aos fins de semana. E, vejam só vocês, na busca por esse gosto nostálgico do “churrasco” de fim de semana, a indústria alimentícia ianque padronizou uma invenção muito provavelmente mourisca batizada de molho barbecue, que basicamente é ketchup com gosto de fumaça. E é não só em referência à carne de churrasco americana mas também ao dito molho que o chef do Rock’a Burger batizou sua obra. O sanduíche é composto de hamburguer, mussarella, bacon, cebola grelhada e molho barbecue.

Comer um BBQ Burger é como apreciar o quadro Noite Estrelada Sobre o Ródano, do Van Gogh: é uma obra que, a princípio, causa assombro pela densidade, mas aí se percebe que naqueles traços bruscos e retos há fluidez, ritmo, sensibilidade e o que era denso e aparentemente impenetrável se torna parte de você e lhe permite viajar por dentro da obra enquanto a obra viaja por dentro de si. Para ninguém ver que eu estou mentindo, aqui está:

Noite estrelada sobre o ródano

O hambúrguer se ganha, antes de mais nada, no pão. Um pão bem macio e fresco pode dar um up no sanduíche, ao passo que um pão seco e esfarelento pode ruir até mesmo uma carne boa. E esse pão é macio e fresco, então começamos bem.

Essa montanha de carne que você pensa que só subtrairá alguns preciosos milímetros do ducto coronário se mostra um maná, repleto de água, sucos vitais de algum bovino que não morreu em vão e carinho de um cozinheiro paciente que não fica espremendo o bolo contra a grelha. A carne usada tem um teor de gordura que eu chutaria girar em torno de uns 15%, o que é uma porcentagem ótima pra fazer hambúrguer: nem muito magro, nem só gordura. A gordura é essencial para reter o líquido e o sabor depois que perde tamanho e água no fogo quente.

A cebola grelhada ao molho barbecue é outra sacada da composição. Já está provado que o brasileiro tem predileção por cebola picada e grelhada em molho agridoce, como a cebola ao shoyu do Cheddar McMelt — uma invenção brasileira, se vocês não sabem. Fica ao fundo, sustentando o sabor da carne, prolongando-o nas pontas, no começo e no final, e colocando mais textura e luz, como o Ródano no Van Gogh.

Agora, o bacon é uma grata surpresa. Confesso que não fiquei muito animado com o aspecto mal passado dele, mas estava no ponto: nem borrachudo nem esturricado. crocante apenas por fora. Foi o bastante para me tontear na rua a caminho de casa. Não coma se tem problemas cardíacos.

Duas pequenas críticas se fazem necessárias, e são visíveis: a primeira, obviamente é o queijo, uma camada fina e transparente que mais parece um pedaço de plástico derretido. Generosidade não parece ser uma virtude ausente no Rock’a Burger a julgar por todo o resto, então há de se investigar o porquê de tão pouco queijo? Será para não deixar over, enjoativo? Vai saber. A outra são as batatinhas muchibas, do tipo restaurante self-service, que se quebram e se auto-detonam ao toque mais brusco. Não que sejam horríveis nem nada, mas sempre fico esperando uma batatinha como a do Mustang Sally. De qualquer jeito, um problema menor, já que estamos ali pelo hambúrguer, e saí do Rock’a Burger mais disposto a dar chance para os novatos e mais satisfeito por ter saído de casa em busca de um bom hambúrguer. Ponto pra casa.

Ficha técnica:

BBQ Burger

Ingredientes: Hambúrguer de picanha (150g), queijo mussarella, bacon crocante, cebola grelhada e molho barbecue. Com batatas fritas

Preço: R$13. Uma pechincha, na minha opinião.

Ponto alto: Preço bom, sanduíche grande, bacon na medida certa e pão macio.

Ponto baixo: Batatas murchas e pouco queijo.

Avaliação: A (apesar dos pontos baixos, ainda é um excelente sanduíche).

O Rock’a Burger fica na Rua Trajano Reis, 310, no São Francisco, e funciona de terça e quarta, das 18h à meia-noite, quinta à sábado, das 18h à 1h30, e domingo das 17h às 23h. (41) 3095-5854.

 
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Publicado por em 03/25/2012 em Uncategorized

 

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Memphis Hamburgueria – Memphis Fundae de Queijo

Bom, agora que vocês já conhecem a Memphis Hamburgueria (supondo, é claro, que todos leram o post anterior), deixe-me contar sobre a minha tóxica experiência nesse tóxico ambiente.

Le Brésil n’est pas un pays sérieux, dizia Charles de Gaulle do alto de seus bigodes e biquinhos. O jeito como fazemos as coisas aqui passa por uma invenção instintiva, um jeito desesperado de sobressair-se sem precisar estudar e conhecer a história ou dominar a técnica que rege o campo, partindo quando muito da análise ótica, que tende a distorcer a tudo e a todos numa paródia porca que os modernistas inventaram de chamar de antropofagia. É assim que inventamos o funk, o pop rock nacional, o Bolsa Família, o Enem, o Carnaval, o Futvôlei, o plano Bresser, os quadros de Anita Malfati, o Programa do Jô, Ana Maria Braga, a campanha presidencial do Jânio, este blog, enfim, uma série de mutações bizarras do mundo real. O Memphis Fundae de Queijo, por esse prisma, talvez seja, portanto, o hamburguer mais brasileiro que existe.

E digo que é brasileiro não porque tem feijoada, carne seca, mandioca ou qualquer outro engodo nacionalista que insistimos em acreditar. É brasileiro porque é feito no âmago da culinária instintiva, exagerada, exótica e irracional que faz também o caldo da sociedade desse país. Trata-se de um hamburguer de 150 gramas (até aí, normal) e um mix aleatório de queijos, a saber: Mussarela, catupiry, cheddar e gorgonzola. Apenas isso. Apenas?

O que é um fundae? seria uma fusão sórdida de fondue e sundae, ou de fun com sundae, ou ainda uma corruptela de fun day? Adivinhar a essa altura é um exercício fútil de conjecturação etimológica, quando muito provavelmente foi algo inventado na hora por qualquer meia dúzia de chapeiros realizando um brainstorm para batizar seu mais novo monstro de Frankenstein. Contudo, a palavra guarda em si um mistério, significados ocultos por camadas de ignorância que jamais conseguiremos penetrar. De certa maneira, o Fundae guarda também semelhanças entre seu nome e seu conteúdo no que tange sua intangibilidade.

Veja bem, assim como na música e na gramática, há um tempo forte, há uma sílaba tônica, que deve ser seguido sempre de tempos fracos e sílabas átonas. Pense então na gramática do queijo. Há os queijos fracos, átonos, como a mussarela, o frescal, a ricota e o padrão, por exemplo, e há os queijos fortes, tônicos, como o gorgonzola, o brie, o provolone e o cheddar. O Fundae do Memphis tratou de unir em massa uníssona dois queijos fortes e dois queijos fracos por cima de uma carne que — coitada — reserva-se ao papel de palco para essa sangrenta batalha de sabores.

De um lado, há, portanto, o gorgonzola, com seu sabor europeu, mediterrâneo, composto pelo mix certeiro de leveduras e leite de cabra. Digamos que seja o Vincent Cassel dos queijos: forte, agradável, mas há quem releve tudo e só veja um troço esquisito e com ar de velho. Do outro, há o cheddar, em sua versão americana. Processado, industrializado e elaborado por químicos da indústria de alimentos para ter a dose certa de cremosidade e o sabor viciante, de fácil assimilação e perigosamente enjoativo. É, portanto, um ser artificial: o Arnold Schwarzenegger dos queijos, que também saiu da Europa, chegou nos Estados Unidos e se transformou numa massa amorfa de químicos, moldada ao gosto dos donos da casa.

No meio dessas duas potências, o que sobra de função para o catupiry e a mussarela desempenharem? Aqui, os opostos se atraem: o pastoso catupiry une-se ao gorgonzola para dar liga e fluidez e o cheddar se liga à mussarela para ganhar consistência. Obviamente, os dois queijos menores abdicam de sua intenção de ter sabor para serem fagocitados pelo egocentrismo dos outros dois. Ou seja, confusão nas papilas, desperdício de queijo e, posteriormente uma hecatombe intestinal.

A carne, feita com esmero, passa imperceptível, ou quase. Retirando-se uma amostra para degustação, é possível comprovar que ela é bem saborosa na verdade,  mantendo uma quantidade aceitável de sucos vitais, preservando um centro levemente avermelhado e sem o tradicional gosto de fumaça e carvão que geralmente acompanha um bom hamburguer nessas características. As batatinhas, fiéis escudeiras do lanche, uma espécie de Sancho Pança em formato de tubérculo, guardam outro ponto alto da lanchonete. douradas, crocantes na medida certa e consistentes, sem ficarem areadas pelo excesso de óleo. Provavelmente é uma batata congelada de muito boa qualidade.

Milagrosamente, comi esse Fugu em forma de hamburguer e não passei mal nem fiquei com o estômago pesado, o que eu não sei, a essa altura do campeonato, se é uma coisa boa ou ruim. Porque com essa quantidade de queijo absurda, pode ser muito bem um indicativo de que o fator sustância abandonou o Memphis Fundae de Queijo (ou será eu ganhando resistência para trabalhos sórdidos como esse? É bom lembrar que, ainda que meu bom-senso me dissesse que eu deveria dispensar pelo menos um desses queijos para manter minha saúde, aceitei o pacote completo como regem as leis do jornalismo verdade. E estou vivo para contar sobre movimentos que meu estômago não se orgulha de ter feito. Então respeitem a obstinação do Good Burger e seus heróis.

Ficha técnica:

Memphis Fundae de Queijo

Ingredientes: “Hambúrguer especial de 150g, queijo cheddar, catupiry, mussarela e gorgonzola em um pão com gergelim”, trecho extraído do cardápio, que contém duas meias-verdades. A primeira é que um hambúrguer que está em todos os sanduíches não é tão especial assim, e a segunda é que o cheddar não é propriamente um queijo, mas uma pasta processada. Ora, você acha que patê de presunto é presunto?

Preço: R$10,80 + R$5,00 para fazer um combo com 150g de fritas e um suco de polpa ou um refrigerante em lata. Curioso como o preço para enganar troxa agora gira perto dos 80 centavos, ao invés do 90 ou do completamente sem classe 99. 80 centavos is the new 90 centavos.

Ponto alto: Preço bom, sanduíche grande, batatas gostosas e carne, até onde pude comprovar, boa também.

Ponto baixo: Preciso dizer? A letal combinação de queijos que tira o sabor de qualquer outra coisa que chega perto do sanduíche.

Avaliação: D-

A Memphis Hamburgueria fica na Rua Brigadeiro Franco, 1751, no centro, entre as ruas Comendador Araújo e Vicente Machado.

 
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Publicado por em 03/13/2012 em Uncategorized

 

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