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Hamburgueria Rústica – Mostarda e mel

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Ora, por que falar mais da Hamburgueria Rústica além do que o Murilo já falou? Tô mega atrasado nesse post e não posso perder tempo. Hamburgueria maneira, mas tem lanches que não estavam no cardápio. Olha só, como fazem uma coisa dessas? Hambúrguer secreto? Hambúrguer easter egg? Hambúrguer Noob Saibot? Todo mundo, do eleitor ao tarado de festinha, gosta de transparência, e acho que não custa colocar os outros hambúrgueres aí no meio. De qualquer forma, arrisquei pedir o Mostarda e Mel, que vinha, veja só, com mostarda e mel, uma combinação que pode ser maravilhosa ou desastrosa. Depende apenas da execução da carne. Sem mais delongas, taí o bicho.

hamburgueria rustica

Vou te falar, da primeira vez que ele veio, veio frio. Isso deve ter acontecido porque eu pedi pra vir mal passado. Mas não pedi pra vir sem passar, quero um hambúrguer quentinho no meu prato, não quero steak tartar num pão. Feita a correção, aí sim podemos dizer que era um hambúrguer de respeito, imponente, bem montado e sustentado com o tradicional palitão de coluna dorsal gastronômica. A carne, embora tenha um gosto de fumaça mais acentuado do que o normal, é extremamente suculenta e saborosa, bem ao gosto do que se imagina um bom hambúrguer.

O queijo é processado, e quantas vezes já falamos de queijo processado aqui? Devo acrescentar apenas que, enquanto a fumaça em excesso faz mal para o ponto da carne, que fica com aquele gostinho de boi e pneu, uma fumacinha no queijo pode fazer milagres ao gosto meio amargo e meio salgado que ele proporciona. Recomendo a todos, mas com moderação, porque fumaça por fumaça e queijo por queijo, bastava rolar o polenguinho no cinzeiro que estaria uma delícia, e não é bem por aí. Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa, crianças, aprendam essa lição importante da vida.

Tá, mas e a mostarda e o mel? Existe aqui uma impressão pessoal e existem fatos gastronomicamente comprovados. Eu, particularmente, acho que mostarda e mel não combina muito com alface, porque, sei lá, é estranho. Mas, por outro lado, sabe-se que mostarda e mel vai bem com a carne e que a carne vai bem com uma alfacinha. Axiomaticamente, uma terceira afirmação seria igualmente verdadeira aqui, mas, podem chamar de lógica paraconsistente, podem chamar de assertividade empírica, o tal axioma não se verifica. Então, pode-se dizer aqui, para ficar no âmbito da paraconsistência, que mostarda e mel é bom e mostarda e mel é ruim no hambúrguer com salada. E a salada é salada, sempre vai ser salada e nunca vai ser outra coisa senão a expiação de nossa culpa gastronômica-cristã de comer um verdinho junto. Vê-se por aí que o hot dog nesse quesito, enquanto sanduíche venerado e condenado concomitantemente por essa sociedade hipócrita, está anos à frente do nosso querido e adorado hambúrguer por mandar, no jargão popular, beijinho no ombro pro recalque de quem acha que precisa ter salada pra balancear a refeição quando vai se comer um gordo e delicioso sanduíche de carne bovina no pão.

E o que há mais para se falar a não ser do pão e de seus desdobramentos aristotélicos sobre o resto do sanduíche? Embora pudéssemos escolher dois tipos da nossa fonte de carboidrato favorita – sendo a escolha rejeitada por todos o tradicional e já superado pão de hambúrguer –, creio que aqui nenhuma delas seria uma escolha completamente perfeita. Porque, se por um lado, o pão de hambúrguer é terrível para casar com mostarda e mel, e arruinaria todo o quadro colocando mais coisas doces em um lanche estritamente salgado, por outro, o pão d’água apresentado se mostrou isoporzento, não condizente com o resto da qualidade do material apresentado. Uma pena, de fato, mas que felizmente não compromete de maneira definitiva o quadro inteiro. Uma dica? Tem que saber assar um pãozinho, galera, não subestimem o pão na hora de montar o seu hambúrguer, ele é igualmente importante. É como ter o esqueleto de uma Ferrari sem ter uma carroceria adequada para colocar em cima, tendo que se contentar com o trabalho de papel machê que o seu sobrinho maluco e meio maconheiro fez na aula de educação artística da oitava série, que ele está fazendo pela quinta vez. É, uma vibe dessas.

Vale a visita? Vale. Vale pedir o lanche que tá fora do cardápio? Acho que não, é um dos mais caros e eu esqueci de perguntar o preço. Mas vale pedir os outros. Ah, vale!

Ficha técnica:

Mostarda e Mel

Ingredientes: Pão, alface, queijo, carne e mostarda e mel. Tudo espetado num palitão.

Preço: R$18,50, se não me engano. Saiu mais caro que o lanche do Murilo, e olha que eu não pedi nada pra beber.

Ponto alto: Lugar bacana, execução perfeita, criatividade e variedade no cardápio, bom atendimento.

Ponto baixo: A carne veio fria da primeira vez, depois tinha muito gosto de fumaça, e não sei se mostarda e mel combina com alface ainda. Ah, e o lanche não tá no cardápio também, o que dificulta as coisas pra quem quer pedir. Sorte que eles avisam.

Avaliação: B

A Hamburgueria Rústica fica na Rua Fredolin Wolf, 325. Não sei nenhum ponto de referência, não conheço aqueles lados. Funciona de quarta a sexta das 18h às 22:30h e finais de semana das 13h às 22:30h. Fone: (41) 8857-7438.

 
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Publicado por em 03/28/2014 em Uncategorized

 

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Au-Au – Burguer 3 Queijos

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Semana passada por motivo de festa não teve post, podem dar parabéns para o “Nego Dito”. E também porque 6 hambúrgueres de 6 lugares diferentes em pouco mais de 6 horas, marcando a tríade 666 do capeta hamburguístico, merece ficar mais uma semana no ar.

Agora, voltamos à programação normal e voltamos com um clássico Curitibano. Au-Au. Não, isso não foi uma onomatopeia do Frank Aguiar, político brasileiro e cãozinho dos teclados, é o nome do lugar que fomos.

Quando chegamos, ainda sem saber se teria hambúrguer, não tinha nenhuma foto de hambúrguer em nenhuma parte. Pensei que seria uma tragédia anunciada, o lugar é totalmente voltado ao cachorro quente burguês e a gente chega pedindo um hambúrguer. Era o Au-Au( não era Mu-Mu, cacete!), era claro que ia dar merda.
Eis que, quando sentamos e vimos o cardápio, a surpresa: tinha, e boas opções até! Já ganham um ponto por nos surpreender.
Os caras servem várias coisas além de cachorro-quente. Tem desde saladas e sanduíches naturais de presunto e atum — o que explica a grande quantidade de pessoas de meia idade com roupas da academia —, até algumas sobremesas interessantes, além de uma penca de opções de cachorro quente (que particularmente comi uma vez e nem curti, prefiro muito mais os rueiros). Vocês estão ligados que a verdade vem das ruas, né?!

Estou numa vibe tipo Lulinha paz e amor, 2002, não vou ficar criticando esse povo classe média que vai lá, não se contenta, e também vai no Au-Au no litoral (ia falar na praia, mas isso que temos no Paraná é litoral, praia é outra coisa) e paga 17 reais num cachorro quente.

A menina chegou com os refrigerantes, colocou a lata na mesa e colocou um canudo do lado, nessa hora me liguei que estou ficando velho. Pedi um copo, afinal, não estou bebendo de pé na rua. Ganhei um copo de papel.
Enquanto não chegam os pedidos, fico olhando a movimentação no balcão. Gosto de ver a comida das outras pessoas. O salão logo de entrada não é tão grande mas eles conseguem colocar muitas mesas, fora os bancos laterais encostados nas paredes que já descascam  o adesivo que imita madeira, mais a parte lateral e as carrocinhas fast food mais fast, na frente.

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O Blob, nome carinhoso que dei para o 3 queijos, que mais parece um monstro derretendo, meio tipo A Coisa, ou uma amoeba, é uma massa quase viva de queijos, algo que eu realmente queria. Esse é o tipo de coisa  para a qual você assume o risco. Um bolo de queijos e uma carninha, era o que eu queria e foi o que recebi. Feio e zoado como um lanche barato de lanchonete de bairro e a mesma satisfação, só que mais caro.

Pão bem genérico, um pouco fino, sem nada muito especial, mas do jeito que eu gosto. Pão de leite macio e sem gergelim que cumpre bem o seu papel.

Bastante catupiry, poderiam dar uma equilibrada melhor. Menos catupiry, um pouco mais de parmesão, que dos três é o que tem o gosto mais característico, e um pouco mais do mussarela também, para dar a elasticidade e consistência. Embora seja uma bela mistureba, não achei enjoativo, talvez por ser mais volumoso que realmente quantitativo. O que é bom também, não precisar comer toneladas de queijo e ficar satisfeito.

A carne, embora não estivesse totalmente seca, estava bem passada, até aí beleza, com esse conjunto não precisava estar tão suculenta, mas as partes com a marca da grelha estavam carbonizadas, fazendo uma crosta que da um crocante interessante, mas com um amargor de queimado lamentável. Mancada, galera, foi o ponto negativo do sanduíche que até então estava legal, mesmo com essa aparência.

Acompanha alface ralada e maionese, que juntos formam uma dupla imbatível para fazer o pão ficar escorregando pra lá e pra cá enquanto você tenta equilibrar tudo e fazer com que uma das partes do pão não acabe antes que a outra.
Nesse quesito bagunça tem uma coisa legal: eles tem uma embalagem/origami tipo do Guiolla. É uma parada muito funcional e evita fazer lambança.

Acompanha batatas fritas bem regulares, padronizadas industrialmente, cortadas fininhas e meio sem graça, mas vai, tem lugar que nem tem nada.
Da para trocar as batatas fritas por 5 batatas de carinhas, essas de criança, eu aconselho, são mais gostosas e divertidas, não fiz isso mas induzi o Yuri a fazer e acho que foi melhor pra ele.

Sustentou como uma refeição, comemos lá pelas 21h e agora são 2:33, vou comer um empadinha porque não se pode deixar para amanhã o que se pode comer hoje ainda fresco (não que eu esteja com fome).

Para fechar, semana passada alguém caiu aqui no blog porque estava procurando por uma “receita de abobrinha para colocar no hamburguer”.
Se liguem na #DicaGoodBurger. Nunca coloquem abobrinha no hambúrguer… e nem no cu.


Ficha técnica:

Combo Burguer 3 Queijos

Ingredientes: “Sanduíche com hambúrguer Au-Au de 130g de carne bovina, alface americana, queijos parmesão, catupiry e mussarela e maionese no pão especial de hambúrguer + Fritas 120g + Refri lata.”

Preço: R$24,80 no combo com coca-cola lata e batata frita. (Acho que 20,00 estava susse)

Ponto alto: Tem um geral bom, nada que se destaque tanto, mas os queijos são o principal.

Ponto baixo: A carne queimada foi marcação.

Avaliação: C+

O Au-Au que fomos fica na Alameda Doutor Carlos de Carvalho, 990, no Centro. Funciona de segunda a sábado das 11h até 6h da manhã e domingos das 11h às 0h30min.

 
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Publicado por em 09/13/2013 em Uncategorized

 

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Bravus Burger e Grill – Especial Chesse Burger

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Alô, povão, agora é sério!

A mídia ninja do jornalismo gastronômico dos pinheirais está de volta! Voltamos a falar dos hambúrgueres de Curitoba, a cidade da qual a gente vive reclamando, mas gosta.
Nada mais curitibano que retomarmos nossa empreitada pela Av. Batel. Lugar de badalação, gente bonita, riqueza e glamour (bom, talvez em outros tempos).

Por conta de uma sugestão (valeu, Barbara!), fomos conhecer um lugar novo, o Bravus Burger Grill, na Av. Batel, entre a parte residencial e onde começam as baldas. Ali, um pouco antes de chegar no fervo onde é um saco passar de carro (e a pé, de bicicleta, de skate e de patinete também). Fomos numa terça-feira e o transito estava tranquilo. Não entendi direito se eles tem estacionamento ou se são duas vagas, mas o motoboy tirou a moto e pude estacionar o burguer móvel na frente do lugar. Jóia! (+ 3 de camaradagem).
O lugar não é cheio de frescura como se espera dos lugares da região, é meio na linha do Memphis: simples, mas bonito.
Bem iluminado também. Gosto de lugares claros, não só me ajuda pra fazer a foto, mas principalmente ver o que se está comendo, as pessoas, o ambiente e tudo mais.
Você vai ver em uma das paredes uma grande foto de um sanduíche que transborda recheio pelo prato, em outra parede, a mina do “we can do it” fazendo uma banana, um tipo de abajur grande, de teto, com tecido de flores que iluminam bem as mesa logo na entrada.

Chegamos e escolhemos uma mesa da parte dos fundos, mais alta. Isso já é meio que um teste pra ver o atendimento, o cara foi gente boa e falou que já iria ligara luz, que podíamos sentar lá. Diferente de quando fomos no Barba Hamburgueria que ficaram meio de cu doce para liberar as mesas vazias da parte superior.

Isso de sentar no fundo me lembrou uma pira que tenho e vou compartilhar com vocês.
Não gosto de sentar logo na entrada dos lugares com fácil acesso da rua e nem perto de janelas que dão para a rua. Se por um lado facilita uma fuga em caso de emergência, por outro acho que você fica muito vulnerável, que se chegar alguém atirando você é o primeiro a ser alvejado. E também porque sou elitista e não quero que pedintes que não tenham o que comer venham fazer com que eu me sinta culpado por estar ali comendo algo supérfluo. É, eu penso nesse tipo de coisa (o tempo todo).

Enfim, pirações de lado, vamos para a comida que é o que interessa para esse blog bonito.

Já vimos garçom anotar o pedido errado, normal, até acontece, mas dessa vez quem errou fui eu. Pedi errado.  “Ai, que buuurrro, dá zero pra ele!”
Era para pedir o Especial Chesse Burger e acabei falando e mostrando no cardápio o Chesse Burger normal.

Quando chegou na mesa a sensação que me deu foi de solidão ao ver o coitado do Chesse Burger sozinho naquele prato branco. Faltava alguém ali, faltava alma, faltava graça.
Nenhum dos hambúrgueres da casa acompanha batata frita (que marcação, galera!), mas também não custava fazer uma firula de barbecue no prato, uma folha de alface e uma rodela de tomate, sei lá, qualquer coisa para dar uma floreada. Alguém andou faltando a aula de guarnição do prato…

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Em todo caso fiquei com o solitário e pobre Chesse Burger. Chegou rápido e comemos mais rápido ainda.

Mas só pão carne e queijo, é meio pouco, só vai quando não se está com fome ou está sem grana.
Como aqui pra gente rap é compromisso, quer dizer, hambúrguer é compromisso.
Traz um café que pão puro é foda.”

Pedi novamente, dessa vez aquele que eu queria inicialmente. Esse é valendo!
Novamente chegou rápido na mesa. Também solitário e simplório no prato branco, mas agora muito melhor e com muito mais vida dentro do pão.

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O pão dos dois sandubas era o mesmo, o tradicional de hambúrguer, bem fresco,  com a porosidade que deixa fofinho, como um pão como deve ser, e com os gergelins se desprendendo, como não deve ser.
Mas quem liga para gergelim, por mim nem precisava ter isso.

De primeira achei a carne um pouco salgada. Pode ter a ver com o fato de que em casa sou acostumado com muito pouco sal. (Tem que cuidar da pressão, né? A idade está chegando e não quero ter um derrame enquanto for sexualmente ativo. Já é difícil achar uma gatinha sendo quase normal, imagina paralisado de um lado…. se bem que o Carpinejar é todo deformado e tem uma namorada gata, talvez eu deva me preocupar menos com o sal e mais em como fingir entender as mulheres, fazer frases de amor, essas picaretagens.)  Já o Yuri achou meio sem sal, então agora vocês tem que ir lá tirar a prova dos nove.

É um hambúrguer de tamanho médio(bom), um dedo de carne, nem grande e nem pequeno. Os meus dois foram tirados um pouco antes de ficarem bem passados, da para ver pela cor na foto.  Não chegou a secar a carne, mas poderia ter sido tirado um pouco antes, os sucos da carne misturando com os queijos ia fazer subir a nota. Desse jeito, passou raspando no nosso ENEM das hamburguesas.

Agora o que deu vida a esse hambúrguer: o queijo. É um Chesse Burger, derrr!
Essa mistura dos queijos acho que deu bem certo. Eu particularmente gosto, até mais do que devia, desse cheddar cremoso sem vergonha.  É artificial que só ele, mas eu gosto. Rola aquele lance de memória afetiva, me lembra comer cachorro quente de madrugada, não que eu faça muito isso, mas é legal.
A pastosidade do cheddar nesse caso ajuda bem já que não se tem nenhum molho(nem maionese) ou salada complementar que de uma umidade ao sanduíche. Lembrando que a carne estava quase bem passada.
Ah, e essa fatia de provolone, que beleza. Sabe o que é morder e sentir cortar o queijo com os dentes, e também puxar e esticar. Pois é, infelizmente nem sempre é assim. Acho que uns 36% do sucesso de um hambúrguer vem do queijo e a galera não presta muita atenção nisso.
O gosto e o salgado característico do provolone é sentido, mas não é sempre predominante,  às vezes ele é bem amenizado pelo cheddar. As texturas e consistências dos dois queijos mais a carne é bem interessante, só faltou um bacon em cubos, como no finado Alta Voltagem, para ficar uma experiência sensorial mais completa.

Gostei dessa mistura de dois queijos simples, na verdade um queijo e meio né, queijos processados são só 50% queijo. A outra metade deve ser algum derivado do petróleo porque esse negócio parece um plástico.

Por ser na área onde é comum “os boy beber dois mês de salário da minha irmã”,  o Bravus é considerado barato, tá certo que não tem acompanhamento de batata, mas a molecada vai curtir se descobrir que podem forrar o estômago com pouco dinheiro e vai sobrar mais para o gole ou até para pagar um drink para uma gata na balada (olha a dica molecada!).

 

Ficha técnica:

Especial Chesse Burger.

Ingredientes: “Pão, hamburger, queijo cheddar cremoso, provolone”.

Preço: R$8,50 do Chesse Burger +R$3,50 coca-cola lata + R$13,50 do Especial Chesse Burger. Total 25,50.

Ponto alto:  A boa fatia de provolone, bom tamanho, e ser meio em conta.

Ponto baixo: A inexistente apresentação, a carne poderia estar um pouco mais no ponto, e não ter acompanhamento de batata frita.

Avaliação: C

O Bravus Burger Grill que fomos fica na Av. Batel, 1.700, na frente de um tal Boteco Santi. Seg. – Sáb. 11:00 – 00:00 e Domingo das 17:00 – 00:00. Tem delivery, (41) 3010-2525.

 
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Publicado por em 08/09/2013 em Uncategorized

 

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Alta Voltagem – Telecaster

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Se na cadeia ladrão tem fome de cu e de vingança, aqui nos temos fome de hambúrguer.

Dando continuidade a esse começo poético vou manter uma vibe breaking the law de hambúrgures nos rock da vida!

O Yuri tinha me passado um negócio desses clubes de compras que tinha o Alta Voltagem, o lugar desse post. Mas pera lá, se “lanchonete” tem que dar desconto  . . . é porque o negócio é caro, né?!
Dito e feito, é carinho, mas o negócio é bom também. E enquanto o Rock’a Burger for gostoso e custar R$14,00, os outros lugares vão ser caros.
Mas como diria aquele velho comercial de cigarros, a moeda corrente na cadeia, “Cada um na sua, mas com alguma coisa em comum”.

Vamos aos fatos do ocorrido no Alta Voltagem.

Chegamos por volta das 20:47, o lugar estava vazio, escolhemos a mesa e logo começamos a observar o ambiente enquanto a menina nos passava o cardápio, lembro de tocar Come Together enquanto fazíamos as escolhas, acho que foi uma das vezes que escolhemos mais rapidamente, foi bater o olho e dizer, é esse. “Formo? Já é!”

O Alta Voltagem, que com quase certeza deve ter sido tirado do AC/DC – High Voltage, é um lugar para você comer ouvindo clássicos do rock (clássicos do rock é tipo quando você vai num lugar e pergunta: “O que vai tocar aí hoje?” o cara não sabe e te responde “Clássicos do Rock”, aí você diz “Ah, tá” e vai embora, porque pode ser quase qualquer cosia, para o bem e para o mal.) e blues, aquele sonzinho agradável e feito por/para pessoas legais.
Final de semana diz que rola um som acústico ao vivo, tem um espaço para um palquinho, e o lugar é todo decorado nas cores vermelho, preto e branco. É um lugar simples e bonito até, na linha do “menos é mais”.

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Aí, Clube do Malte, aprende a colocar nomes legais nos sanduíches, aqui você pode escolher entre Stratocaster, Flying V, Les Paul, os hambúrgueres tem nomes de modelos de guitarra. Como ninguém tinha pensado nisso antes, achei uma boa sacada.

Segue o B.O. do caso Telecaster

Começando com uma boa apresentação, uma pequena montanha, à esquerda, que te deixa na dúvida se come com a mão ou com talheres, e à direita, batatas fritas e o potinho de molho barbecue, tudo em um prato branco retangular todo salpicado com cheiro verde, salsinha ou cebolinha desidratada, (essas paradas verdinhas que depois de cortadas nunca mais sei qual é qual), só não pode falar cebolete, que é coisa de “viado” e aí você apanha na cadeia … ou na Avenida Paulista.

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Vem um potinho com barbecue, o que é sempre preferível, você pode ir colocando em doses homeopáticas e evitando que tudo fique contaminado com o gosto do molho.
Como já me aconteceu no Memphis uma vez(não nessa que tem um post aqui no blog), você pega um X-tudo pela variedade de sabores e aí uma grande quantidade de barbecue tira a graça de tudo. Vai por mim, peça sem ou num potinho à parte.

Hamburgão gordo, em todos e melhores sentidos, com tempero caseiro do tipo cebola, alho e sal, numa porção bem ideal. São 180g de carne bem no ponto, suculenta, daquela que você aperta e os sucos brotam do seu interior e chegam a escorrer melecando tudo, uma beleza!

Rola um duplo cheddar cremoso, o processado e mais usado mesmo. Tem uma camada direto na parte de baixo do pão, aí a carne e o bacon, e mais uma camada de cheddar para fechar e colar tudo com a parte superior do pão.

E agora o bacon em cubos, acho que um dos grandes lances desse sanduíche.
Eu (assim como quase todo mundo) sempre preferi o bacon em tiras, até agora não tinha visto um bom aproveitamento de bacon em pequenos pedacinhos, e aqui lembro da ridícula porção de batatas fritas com bacon do Fifties. Em pequenos pedaços é piscar e já passou do ponto, é fácil deixar secar e ficar uma porcaria.
Como veio uma quantidade legal de bacon e de cheddar, tem mordidas que você pega só os dois, e aí a mágica acontece.
Os pedacinhos de bacon vão dançando em câmera lenta, de um lado para o outro dentro da boca, em meio a cremosidade do cheddar, é uma sensação além paladar. Foi divertido, foi uma sensação nova para mim.
Tá, fizeram um bom uso do referido corte do querido bacon, mas ainda prefiro em tiras.

Tudo isso num pão de hambúrguer com gergelim, grande e tradicional, no cardápio diz pão especial, mas é migué, nem tem nada de tão especial.

Resumindo, é um lugar legal, toca musica boa, é um pouquinho caro, mas achei que valeu pela satisfação proporcionada. Eu frequentaria mais vezes se a condicional assim me permitisse e se eu não tivesse essa vocação para eremita.
Mas vocês, amiguinhos leitores, que são seres sociais normais e em liberdade, deveriam dar uma passada lá para conhecer. E se você for balzaco ou balzaca pode ir no Crossroads ou no Hermes depois, é ali pertinho da pra ir andando.

Ficha técnica:

Telecaster

Ingredientes: “Pão especial, hambúrguer caseiro(180g), queijo cheddar e bacon em cubos. Acompanha fritas e molho barbecue”

Preço: R$18,90 + coca-cola garrafinha por R$3,70 (essa coca com preço de churrascaria doeu pra pagar). Total R$24,86.

Ponto alto: Lugar bacana, sanduíche gostoso e bem servido (em todos os sentidos).

Ponto baixo: O preço.

Avaliação: A

O Alta Voltagem Café fica na Rua Silveira Peixoto, 777, entre a Silva Jardim e a Av. Iguaçu. Terça à Quinta das 17h até 24h, Sexta e Sábado 17h até 01:00 e Domingo das 16h às 22h. (41) 3044-7403.

 
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Publicado por em 12/06/2012 em Uncategorized

 

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Charles Burguer – Cheese Creme de Milho

Charles Burguer, segundo eles, desde 1995, deve ser das mais antigas casas de hambúrguer da cidade. Talvez perca apenas para o Kharina. Ainda que não seja tão conhecido, e que eu não o tenha conhecido até esses dias, é das antigas, então há de se respeitar.
Charles me lembra diretamente a história de Charles Menezes, de 8 anos, o Charlinho que pode ter crescido e migrado para Curitiba onde abriu o Charles Burguer.  E também me lembra outro Charles de Menezes, o Jean Charles (R.I.P), o brasileiro “bem” recebido pela polícia britânica em um metrô de Londres com 7 tiros na cabeça. No climão triste e sofrido da vida dos Charles, o estabelecimento tocava um cd inteiro do Radiohead (e coincidentemente agora enquanto escrevo isso aqui está passando um especial do Radiohead na TV).

Fui de Cheese Creme de Milho. O creme de milho, que dá o tom dominante do lanche, era, na minha cabeça, como um creme meio grossinho, granulado e de cor amarelo claro, colocado numa pequena porção em cima do hambúrguer, tipo um curau ou uma pamonha mais molinha, ou até mesmo uma polenta como disse o Yuri enquanto pensávamos nas possibilidades dos cremes de milho. Essas eram as imagens mentais que criei do negócio, e aí olha só o que me chega na mesa.

Pensei em não colocar a foto para que vocês também pudessem fazer a mesma cara de “What The Fuck is This?!”, caso fossem experimentar esse sanduba.
Mas como eu não estaria lá para ver a cara de vocês, não teria tanta graça, então taí o bicho! Fiquei tão surpreso que nem sabia como fazer a foto.
Tá certo que às vezes pareço um mendigo, mas um hambúrguer com sopa de mendigo eu não esperava.

Dessa vez fui querer inovar, experimentar o diferente… e só serviu para me convencer a ficar no tradicional e manter minha missão de ver se os lugares acertam no clássico para depois querer experimentar alguma extravagância.
O creme de milho na verdade é um mingau com queijo e grãos de milho. Mingau, aquela base de amido de milho (maizena) e leite, que se colocar açúcar e canela fica um doce, e se colocar queijo, uma pitada de sal e milho, vira o Creme de Milho do Charles. Que na verdade é creme com milho, não de milho.
Imagina comigo a montagem do sanduíche(segunda vez no post que digo as coisas que imagino, sou muito imagético e imaginativo). Coloca no prato a parte de baixo do pão, aí carne e talvez um pouco de queijo (não consegui perceber o queijo), e aí vem uma avalanche de creme sendo derramado com uma concha em cima do hambúrguer, escorrendo e tomando conta de todo o prato, o hambúrguer e o pão de baixo, então é colocada a parte superior do pão e voilá.
E aqui volto a lembrar do Charlinho. Acho que esse mingau deve ser o que ele comia quando criança na escola, quando conseguia ir para aula, e anos depois tentou (sem muito sucesso) adaptar para um hambúrguer.

O pão é um pão de hambúrguer com um punhadinho de gergelim no alto e no meio, estava macio, bem fresco, do dia mesmo. O pão serviu mais para comer com o creme, tipo pão com sopa, e não tanto como um “pão de hambúrguer”,  com a funcionalidade que Deus lhe deu quando o criou.

Agora a parte boa da jogada, achei a carne muito boa, temperada, tenra e úmida, sem estar escorrendo e fazendo aquela zona, bem do jeito que o Diabo a gente gosta.
Mas 120g é muuuito pouco, isso é porção para meninas e crianças. 160g deveria ser estabelecido pelo IPEM como o mínimo para um bom hambúrguer. Até pensei em pedir dois hambúrgueres, mas achei um pouco caro (R$5,50) por uma carninha extra, e até então eu não sabia que era boa.

E é isso, são três ingredientes apenas(o queijo só percebi derretido no “creme”), um lanche meio janta, meio comida de doente, de gente velha, com uma bela pequena carne perdida num mar de mingau. Para quem não quer se aventurar, recomendo outra opção.

Ficha técnica:

Cheese Creme de Milho

Ingredientes: “Hambúrguer, queijo derretido e creme de milho”.

Preço: R$11,90 +  coca-cola lata  R$3,50 + 10%.

Ponto alto: A carne.

Ponto baixo: A bizarrice do “creme de milho” que toma conta de todo o prato.

Avaliação: D+

O Charles Burguer fica na Rua Cândido Hartman, 392. Segunda à quinta 18h-23h. Sexta-feira das 18h às 24h, sábado das 18h até às 02h e domingo das 18h às 23h.  (41) 3339-4771.

 
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Publicado por em 11/08/2012 em Uncategorized

 

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Dom Corleone – Godfather

Dessa vez o chamariz que nos levou para esse test drive foi uma grande sacada dos donos do lugar. Já é comum alguns lugares fazerem promoções “double”, ou seja, pede uma cerveja e ganha outra, um chopp e ganha outro, um caipirinha e ganha outra igual. Coisa que nunca consegui compreender é porque não existe double de refrigerante, suco, chá … que diferença faz?
Fato é que fomos a um double de hambúrguer. Sim, você pede um sanduiche e ganha outro igual! Achei a ideia de comer dois hambúrgueres pelo preço de um mais interessante do que pagar só 50% do valor.
É visualmente mais legal, é divertido encher os olhos e depois a pança até quase não aguentar mais. Agora tive uma ideia e fica a dica: se for com uma gatinha(o) ou um amigo, cada um pode escolher um prato diferente e trocar o hambúrguer repetido, logo, vocês vão poder comer dois diferentes sanduíches pelo preço de um. Isso se você forem dois glutões, se não apenas um para cada vai estar de bom tamanho e vai sair barato.
Os dois sanduíches chegam juntos à mesa, achei que um ficaria esfriando, mas curiosamente, mesmo numa noite fria, o segundo não esfriou.

Saca só na foto quanta alegria.

O Dom Corleone é uma casa vermelha por fora e sem nenhuma indicação do que funciona ali quando não está aberto, dessas casas antigas lá na rua onde o povo acha legal tomar cerveja sentado na calçada (por que vocês fazem isso?), fora que a região também é bem conhecida pelos furtos, baladas, gente drogada, outros bares e etc…enfim.
O lugar, assim como o cardápio, é decorado com posters de filmes, tônica que se estende aos nomes dos hambúrgueres. No andar de cima tem mesa de sinuca, às vezes arredam as mesas para shows ao vivo. Na televisão sempre está passando algum filme, como é de se esperar, som ambiente rockabilly e uma garçonete simpática. É o resumo da ópera.
Mas vou começar a reclamar, é muito escuro para um lugar onde você vai comer, deve ter umas três lâmpadas de 40 watts para todo o bar. Não gosto de não conseguir enxergar o que estou comendo. “E se tem um cabelo?”, diria minha mãe. Não sou fresco para isso, normalmente tiro o cabelo e continuo comendo, mas quero ter o direito de enxergar o cabelo, e tudo mais que estou comendo. Mas foi só um exemplo, não tinha nada de estranho no sanduíche. Pelo menos não que eu tenha visto … rá-rá-rá!

O lugar não é uma hamburgueria, é um bar (segundo o foursquare) que tem hambúrgueres, então não acho que dê para cobrar expertise deles, mas não é que os caras tem as manhas? Tem até opções de troca dos disquinhos de carne, coisa que não tem em todos lugares. Eles oferecem opções para os vegetarianos, vegans e chatos afins, como hambúrguer de soja e também e a bizarra opção de vegetais (quais vegetais não diz) com parmesão no lugar da carne vermelha. Já ouvi falar bem dessa pedida, entretanto.

Pedi o Godfather com hambúrguer de carne, normal. A principal coisa que se percebe é que o cheddar predomina e que junto do tomate picado acaba meio que virando um molho. Sim, o tomate é picado e não em rodelas como de costume. O Poderoso Chefão é grande, mas o recheio/complemento é um pouco espalhado(as vezes escasso), isso faz com que cada mordia seja um pouco diferente, numa você pega mais tomate, na outra, mais bacon e menos tomate, e em outra umas batatas crocantes, cada mordida um sabor.
Não sei até que ponto isso é bom, é legal se surpreender a cada mordida, mas se tivesse mais bacon, mais mussarela (tirando no Fundae, sempre pode ter um pouco mais de queijo) e até um pouquinho mais da batata palha, você não precisaria caçar os sabores, eles estariam em todos os pedaços.
O pão é daqueles que devem ser distribuídos para vários locais, daqueles que tem gergelim que vão caindo ao longo da jornada. Quando você termina tem uns cem grãos no prato, na mesa, na sua mão, na sua cara… o pão não parecia muito ser do dia, ou tinha sido feito de manhã bem cedo, mas tudo bem, estava em tempo ainda.
Batata palha é uma coisa que quando era criança eu colocava em tudo quanto é comida, e embora eu continue basicamente com o mesmo paladar infantil, não acho mais tão gostoso assim, mas o bom é que o sanduíche fica crocante, e toda comida crocante é divertida!

Agora uma coisa engraçada sobre as carnes: elas não tem bem um padrão, o primeiro hambúrguer veio passado, o segundo, no ponto. Eles tem por volta dos 190g, mas vai de acordo com a mãozada do chefia da cozinha. O primeiro hambúrguer, o primeiro dos gêmeos bivitelinos, era menor e mais seco, era o irmão magrelo e sem graça, mas como tem o molho (molho = cheddar + tomate, coisas molhadas) como complemento, acaba nos engambelando e até quase esqueço o fato da carne ter passado do ponto.
O segundo hambúrguer, o irmão gordinho engraçado, era maior e rosadinho por dentro, suculento, da até pra ver na foto que está pingando no prato, assim como manda a cartilha do bom preparo do hambúrguer para deixar o cliente feliz.

Não está muito fotogênico, mas estava gostoso! Tem até umas cebolas ali, viu, é bem temperado, do tipo caseirão com sal, alho,cebola e quase certeza, uma pitada de pimenta do reino.

Ficha técnica:
God Father
Ingredientes: “Pão, Hambúrguer de Carne, ou soja, ou Alcatra, ou Vegetais com Parmesão, Cebola, Tomate, Bacon, Batata Palha, Cheddar e Mussarela. Acompanha batata frita”. Mas no double não acompanha batata.
Preço: R$15,00 + R$ 3,00 refrigerante lata. Tá na média do preços.
Ponto alto: A grande sacada do double às terças-feiras e o segundo hambúrguer maior e suculento.
Ponto baixo: A pouca luminosidade do lugar realmente incomoda para comer, e um pouco menos de cheddar e mais dos outros ingredientes seria legal.
Avaliação: B –

O Dom Corleone fica na Rua Paula Gomes, 296, no São Francisco. Funciona de terça a sábado das 19h até sei lá que paneladas da madrugada. (41)3353-6626.

 
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Publicado por em 05/03/2012 em Uncategorized

 

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