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Hamburgueria Rústica – Ervas Finas

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Uma coisa rústica também pode interpretada como algo tosco, meio mal feito, mas nesse caso é só sem frescura,caseiro, mateiro mesmo.
A Hamburgueria Rústica parece casa de vó do interior, cheia de coisas, vários detalhes. Tem uma parede que fizeram como se fosse a frente de uma casa colona. Tem cerquinha branca, janela, flores e tudo mais. Para deixar mais real, tem dois dogs de rua, “muito gente boa”, que devem viver por ali. Dei uma batata que caiu no chão e eles ficaram felizões pulando em mim e balançando o rabo.
Dentro é como se fosse uma cozinha. De um lado tem um armário amarelo (na casa da minha vó tinha um igual, rolou um sentimento), do outro lado, no outro ambiente, tem um fogão e uma geladeira, ambos vermelhos. Em cima da geladeira tem até um filtro d’água, cesto com ovos e coisas do tipo. Entre isso tudo algumas mesas com azulejos coloridos no tampo.

É meio que um contraponto aos lugares mimimis de hambúrgueres gourmets e toda essa afetação supervalorizada que rolou com os hambúrgueres nos últimos tempos.
É o simples em sua complexidade … estou escrevendo tipo o Yuri agora (risos).
Eles fazem parecer que o hambúrguer é um prato típico interiorano brasileiro e não um junk food  de massa como é nos EUA, por exemplo. É uma outra vibe.
Mesmo tendo ingredientes que sua vó não usaria, como cheddar, ervas finas, molho bechamel, mostarda e mel, onion rings, tem um lance meio caseiro além da decoração.

No cardápio tem nove opções de hambúrgueres, mas eles ainda te dão mais três extras, como nos explicou Patrick, o menor aprendiz, em seu primeiro ou segundo dia de trabalho. Patrick agora vai pagar seus próprios jogos de PS3 e aprender a dureza da vida, o trabalho. A morte da infância.

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Quando chega na mesa você já percebe que é uma puta carne, eles ainda dão a opção de você escolher o ponto. E além disso, acreditem, acertam o ponto!  Coisa difícil de se ver por aí, infelizmente.
São uns dois dedos de carne, umas 200g de vaca triturada e temperada, que como eu pedi, veio no ponto, rosada e suculenta por dentro. Magistral.
Numa combinação extremamente feliz, o molho de ervas finas complementa o tempero da carne. O molho na verdade é maionese com alguns verdinhos que chuto serem orégano, alecrim (porque tem gosto de tempero de carneiro) e mas alguma coisa. Parada simples mas bem eficiente.
Do hambúrguer e a maionese do molho, “todo mundo diz que ele completa ela e vice-versa.
Que nem feijão com arroz”. É mais ou menos essa e relação de cumplicidade entre eles.

São duas fatias de queijo processado. Duas!
Lugar que fica vacilando e regulando com uma fatiazinha só, se liga na dica Quem pensar pequenininho, tio, vai morrer sem. Na Hamburgueria Rústica é sem muita economia, é tipo feito por vó que quer agradar a molecada com o suficiente pra satisfazer.

A salada. Tem alface numa quantidade considerável, ela é cuidadosamente colocada enrolada e presa entre a carne e o pão. Essa enrolada, tipo em um maço, da uma crocância bem agradável. E uma vez que tudo que é crocante é gostoso, ponto pra salada.

Só pra dar uma reclamada pra não perder o hábito. O pão, que você pode escolher entre o francês e o de leite, nenhum dos dois é produzido por eles, é um pão bem normal, sem nada de mais. Provavelmente o item mais fraco do conjunto.
Peguei o francês, redondo, não tinha casquinha fininha quebrando, ele é mais grosso, racha e quebra de uma vez. Perto do fim já estava tudo meio lambuzado e escorregadio, fiquei com um terço do pão na mão e a carne caiu no prato com o resto do recheio.   :/

Acompanha uma boa porção de batatas fritas, normais, era de se esperar e seria melhor se fossem batatas rústicas. Hã? hã? Entenderam né, Hamburgueria Rústica, batatas rústicas. Mas eram batatas normais, dessas tipo congeladas. Estavam sequinhas, boas, mas normais. Acompanha um potinho do molho que vem no hambúrguer.  Quase que não precisa do potinho de molho, quando você vai comendo vai pingando sucos da carne, molho, tudo, em cima das batatas que já ficam “temperadas” e prontas.

Para fechar, tinha uma promoção. Se pedisse um hambúrguer e fizesse um check in no facebook (fiz no foursquare) ganha um brigadeiro de colher. Feito na hora, quentinho ainda, caiu bem. Fazia tempo que não ganhava um mimo desses pra fechar uma noite fria curitibana.
Esse foi um daqueles hambúrgueres que te dão um sorriso, assim como as coisas boas da vida deveriam ser, fácil.

Sem provações, sem sofrimento, só o coração enternecido.

Um dia um professor, ou filósofo, ou as duas coisas, numa entrevista no Jô (eu assisto esse gordo xarope, durmo tarde) disse, lá pelas tantas, que felicidade são os momentos que não queremos que acabe. Eu posso dizer que também busco na vida esses pequenos momentos, momentos em que se tem que parar, contemplar e pensar: “Caraaaalho, olha isso!”.
Podem ser coisas grandes ou pequenas, é assim quando se vê o Coliseu, em Roma, com o Last of Us no videogame, com a garota bonita que escolheu dormir nua ao seu lado. . .
No caso de hoje minha felicidade foi o Ervas Finas, lá pela metade do sanduíche, com a cara toda suja de molho, eu queria pedir outro para prolongar esse momento. Mas não, não sou digno de muita alegria e a vontade de querer mais é que faz a gente continuar nessa vida.

Curtam o momento porque ele acaba rápido.

Ficha técnica:

Ervas Finas

Ingredientes: “Pão, hambúrguer suculento, queijo, alface e um suave molho de ervas finas.”

Preço: R$13,30 mais uma água Ouro Fino de 350ml, R$2,50 (porque a gente tem que tomar pelo menos dois litros d’água, amiguinhos). Ficou R$15,80.

Ponto alto: Preço, lugar legal, carne e molho … quase tudo.

Ponto baixo: A lonjura do lugar … e o pão, pra não dizer que não reclamei de alguma coisa.

Avaliação: A

A Hamburgueria Rústica fica na Rua Fredolin Wolf, 325. Não sei nenhum ponto de referência, não conheço aqueles lados. Funciona de quarta a sexta das 18h às 22:30h e finais de semana das 13h às 22:30h. Fone: (41) 8857-7438.

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Publicado por em 03/14/2014 em Uncategorized

 

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Square Burger – Chuck B., Elvis e Ritchie V.

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Um frio de 7°C, ventando, numa quinta-feira à noite. Não dá vontade de sair de casa nem para comer, mas nós fomos, e fomos porque temos um compromisso com isso aqui.
Estivemos num lugar que tem delivery, então na próxima noite fria vou pedir e comer no sofá de casa sem precisar tirar o pijama. Por falar em pijama, quando chegamos tinha uma família, com uma menininha de uns 9 anos usando um pijama rosa choque, esperando para levar o lanche. Gosto de ver que existem pais legais que deixam as crianças serem crianças.

O Square Burger que fomos é uma local pequeno, no Rebouças. Acho que consegue ser menor que o Rock’a Burger. São só três mesas de madeira entre paredes vermelhas com discos de vinil alinhados decorando o ambiente.  Os nomes dos hambúrgueres são nomes de astros cinema e do rock, o (bom) som ambiente também é dos velhos do rock.
O barato do Square é que são mini sanduíches, a menina do caixa disse que três equivalem ao tamanho de um normal. Eles são servidos embalados em papel alumínio e dentro de numa caixa, com as batatas-fritas, mesmo sendo para comer ali na hora.
O grande diferencial é a carne que não é redonda como um disquinho, é SquareBurguer, sacaram? O hambúrguer é quadrangular.

Quando vi pela primeira vez um hambúrguer quadrado, lá em Moscou, pensei: “Orra, esses russos são foda, fizeram um hambúrguer quadrado só para ser diferente dos americanos”, mas depois descobri que a lanchonete era uma Wendy’s, uma rede norte americana, e perdeu um pouco a graça.
Mas também pensei: “Como ninguém fez isso antes?” Agora parece tão óbvio tentar essa mudança geométrica.  Mas espero que ninguém queira inventar moda e fazer em forma de estrela ou outra merda do tipo.

Tentando ser objetivo, vamos à brincadeira.

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O pão é o mesmo em todos. Pão de leite sem gergelim, muito macio, fresco e levemente tostado nas partes internas. Daquele que se desmancha ao morder.

O velho Chuck B. (de Chuck Berry) é o mais simples, peguei justamente por isso. Porque se o negócio mais básico é interessante, o resto só vem a acrescentar.
O diferencial dele é a maionese, que é bem boa e vem numa quantidade suficiente para ser notada.  É aquela maionese com uns verdes, que sempre vai me lembrar a do Mister Dog, a melhor maionese verde de todas as galáxias das araucárias.
O queijo, faz um tempo que não digo isso, poderia ter um pouco mais. Não é porque é um sanduichinho, que tem que vir só um queijinho.

O Elvis é um Chuck Berry turbinado com bacon em cubinhos. Talvez isso explique um pouco o Elvis ter morrido gordo e decadente e o Chuck Berry esteja fazendo shows até hoje, mesmo velho decrépito.
Já da para imaginar como é, bacon e sua gordurinha

O Ritchie V. (Eu não sabia quem era, procurei agora e descobri que Ritchie Valens era o cara do “La Bamba”) tem um lance chicano,  vem dois Doritos, cheddar e a carne quadrada. É tipo um Nachos, mas não lembra muito nachos, mesmo com o Doritos que da crocância e um temperinho. Diz que tem pimenta, mas não senti. Eu colocaria mais pimenta, um barbecue derramando e chamaria de Machete!

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Além do pão, uma coisa que vai ser igual em todos, é a carne, e devia ser um hamburguinho quadrado mais gordinho ou mesmo colocar dois juntos….quiçá um “quadradinho de oito“(risos).
O hambúrguer é muito fininho, não da para morder e sentir realmente a carne, mas deu para perceber que era bem temperada e também bem passada, com essa espessura nem tem como não ser passada, colocou na chapa e virou, já era.

As batatas fritas (por mais 3 reais) vem numa quantidade boa.
Porque metade de mim é sanduíche e a outra metade é batata frita”, disse a caixa do Square Burger.
As batatas estavam um pouco moles, me lembrou as que minha mãe faz, sempre ficam molengas, me agrada, mas poderia fritar mais para deixar mais crocante por fora. Fazer aquele lance de fritar uma vez, tirar e colocar num óleo mais quente para dar mais uma fritada, mais ou menos isso. Manjo mais de comer, semana que vem o Yuri explica no post dele, voltem aí conferir.

Uma coisa legal que descobri dos caras, se o McDonald’s tem a boa ação (de marketing) do McDia Feliz, o Square também tem, no dia 18 de setembro rolou o dia de doar uma porcentagem para ajudar o Hospital Pequeno Príncipe.
Como diriam os cartazes de shows de hard core do início dos anos 2000. “Prestigie a cena local”.
É tipo aquele lance que circulou no Facebook, pra que doar para o Criança Esperança, que já é uma parada gigante e milionária, se você pode doar para uma APAE ou o Pequeno Cotolengo, que é um lugar muito mais próximo da gente?!  #DicaGoodBurger

No geral foi uma experiência diferente, vem tudo numa caixa, os sanduíches embrulhados, tem um lance meio infantil, é divertido. Além de termos sido atendidos por uma menina bonita e sorridente.

Acho que nunca tinha escrito tantos diminutivos em um textinho só.

Ficha técnica:

Chuck B., Elvis e Ritchie V.

Ingredientes: “Chuck B. Pequeno hambúrguer quadrado, com pão, queijo e maionese especial. – Elvis; Pequeno hambúrguer quadrado, com pão, queijo, cubos de bacon crocantes e maionese especial. – Ritchie V. Pequeno hambúrguer quadrado, com pão, queijo cheddar, molho de pimenta e nachos.”

Preço: R$16,90 os três sanduíches e meia porção de batata frita + Coca-Cola de 600ml R$4,00(dividimos o refrigerante, mas o Yuri que pagou).

Ponto alto: Escolher diferentes “sabores” no combo e vir na caixa embrulhadinho é legal.

Ponto baixo: É pouco recheio, carne muito fininha.

Avaliação: C

O Square Burger fica na Rua Lamenha Lins, 1550, no Rebouças, meio perto da Arena da Baixada. Não achei o horário e dias de funcionamento, então liguem lá. Tem delivery, (41)3032-3773 ou 3032-2727, no Alto da Glória.

 
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Publicado por em 09/27/2013 em Uncategorized

 

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Au-Au – Burguer 3 Queijos

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Semana passada por motivo de festa não teve post, podem dar parabéns para o “Nego Dito”. E também porque 6 hambúrgueres de 6 lugares diferentes em pouco mais de 6 horas, marcando a tríade 666 do capeta hamburguístico, merece ficar mais uma semana no ar.

Agora, voltamos à programação normal e voltamos com um clássico Curitibano. Au-Au. Não, isso não foi uma onomatopeia do Frank Aguiar, político brasileiro e cãozinho dos teclados, é o nome do lugar que fomos.

Quando chegamos, ainda sem saber se teria hambúrguer, não tinha nenhuma foto de hambúrguer em nenhuma parte. Pensei que seria uma tragédia anunciada, o lugar é totalmente voltado ao cachorro quente burguês e a gente chega pedindo um hambúrguer. Era o Au-Au( não era Mu-Mu, cacete!), era claro que ia dar merda.
Eis que, quando sentamos e vimos o cardápio, a surpresa: tinha, e boas opções até! Já ganham um ponto por nos surpreender.
Os caras servem várias coisas além de cachorro-quente. Tem desde saladas e sanduíches naturais de presunto e atum — o que explica a grande quantidade de pessoas de meia idade com roupas da academia —, até algumas sobremesas interessantes, além de uma penca de opções de cachorro quente (que particularmente comi uma vez e nem curti, prefiro muito mais os rueiros). Vocês estão ligados que a verdade vem das ruas, né?!

Estou numa vibe tipo Lulinha paz e amor, 2002, não vou ficar criticando esse povo classe média que vai lá, não se contenta, e também vai no Au-Au no litoral (ia falar na praia, mas isso que temos no Paraná é litoral, praia é outra coisa) e paga 17 reais num cachorro quente.

A menina chegou com os refrigerantes, colocou a lata na mesa e colocou um canudo do lado, nessa hora me liguei que estou ficando velho. Pedi um copo, afinal, não estou bebendo de pé na rua. Ganhei um copo de papel.
Enquanto não chegam os pedidos, fico olhando a movimentação no balcão. Gosto de ver a comida das outras pessoas. O salão logo de entrada não é tão grande mas eles conseguem colocar muitas mesas, fora os bancos laterais encostados nas paredes que já descascam  o adesivo que imita madeira, mais a parte lateral e as carrocinhas fast food mais fast, na frente.

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O Blob, nome carinhoso que dei para o 3 queijos, que mais parece um monstro derretendo, meio tipo A Coisa, ou uma amoeba, é uma massa quase viva de queijos, algo que eu realmente queria. Esse é o tipo de coisa  para a qual você assume o risco. Um bolo de queijos e uma carninha, era o que eu queria e foi o que recebi. Feio e zoado como um lanche barato de lanchonete de bairro e a mesma satisfação, só que mais caro.

Pão bem genérico, um pouco fino, sem nada muito especial, mas do jeito que eu gosto. Pão de leite macio e sem gergelim que cumpre bem o seu papel.

Bastante catupiry, poderiam dar uma equilibrada melhor. Menos catupiry, um pouco mais de parmesão, que dos três é o que tem o gosto mais característico, e um pouco mais do mussarela também, para dar a elasticidade e consistência. Embora seja uma bela mistureba, não achei enjoativo, talvez por ser mais volumoso que realmente quantitativo. O que é bom também, não precisar comer toneladas de queijo e ficar satisfeito.

A carne, embora não estivesse totalmente seca, estava bem passada, até aí beleza, com esse conjunto não precisava estar tão suculenta, mas as partes com a marca da grelha estavam carbonizadas, fazendo uma crosta que da um crocante interessante, mas com um amargor de queimado lamentável. Mancada, galera, foi o ponto negativo do sanduíche que até então estava legal, mesmo com essa aparência.

Acompanha alface ralada e maionese, que juntos formam uma dupla imbatível para fazer o pão ficar escorregando pra lá e pra cá enquanto você tenta equilibrar tudo e fazer com que uma das partes do pão não acabe antes que a outra.
Nesse quesito bagunça tem uma coisa legal: eles tem uma embalagem/origami tipo do Guiolla. É uma parada muito funcional e evita fazer lambança.

Acompanha batatas fritas bem regulares, padronizadas industrialmente, cortadas fininhas e meio sem graça, mas vai, tem lugar que nem tem nada.
Da para trocar as batatas fritas por 5 batatas de carinhas, essas de criança, eu aconselho, são mais gostosas e divertidas, não fiz isso mas induzi o Yuri a fazer e acho que foi melhor pra ele.

Sustentou como uma refeição, comemos lá pelas 21h e agora são 2:33, vou comer um empadinha porque não se pode deixar para amanhã o que se pode comer hoje ainda fresco (não que eu esteja com fome).

Para fechar, semana passada alguém caiu aqui no blog porque estava procurando por uma “receita de abobrinha para colocar no hamburguer”.
Se liguem na #DicaGoodBurger. Nunca coloquem abobrinha no hambúrguer… e nem no cu.


Ficha técnica:

Combo Burguer 3 Queijos

Ingredientes: “Sanduíche com hambúrguer Au-Au de 130g de carne bovina, alface americana, queijos parmesão, catupiry e mussarela e maionese no pão especial de hambúrguer + Fritas 120g + Refri lata.”

Preço: R$24,80 no combo com coca-cola lata e batata frita. (Acho que 20,00 estava susse)

Ponto alto: Tem um geral bom, nada que se destaque tanto, mas os queijos são o principal.

Ponto baixo: A carne queimada foi marcação.

Avaliação: C+

O Au-Au que fomos fica na Alameda Doutor Carlos de Carvalho, 990, no Centro. Funciona de segunda a sábado das 11h até 6h da manhã e domingos das 11h às 0h30min.

 
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Publicado por em 09/13/2013 em Uncategorized

 

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Mister Dog – Big Calabresa

Não tem frescura, não tem quadro do Elvis, não custa 28reais, não tem decoração kitsch e nem música lounge. Uma televisão grande passando Jornal Nacional, mesas e cadeiras vermelhas de plástico da coca-cola, um único atendente atencioso, cardápios já disponíveis em todas as mesas, um lugar tranquilo e meio de família, coisa que só se encontra fora desse circuito supervalorizado e glamourizado de hambúrgueres gourmets, especiais, primes e et cetera.
O negócio aqui é simplão, tá ligado!

As vezes canso desses lugares da moda, lugares que são meio pré-balada, lugar em que todo mundo vai arrumado, como no Batel, ou lugares onde o povo vai para ver e ser visto, como na Trajano Reis. Ando meio enfastiado dessas babaquices. Quero só sentar e comer, simples assim.
A parada no Mister Dog é tipo lanchonete, não acompanha batata-frita, não tem viadagem decorativa no prato, o sanduiche vem num saquinho de papel branco, clássico.
Mister Dog tem esse nome porque o prato principal da casa é o cachorro quente, são dezessete (!) opções de hot-dogs, contra seis (boas) opções de hambúrguer.
O lugar tem todas as características das lanchonetes dos bairros mais afastados, ou de cidades do interior como foi citado no blog Baixa Gastronomia, da Gazeta, que deu origem às recomendações que recebemos, e nem fica na C.I.C, no Capão da Imbuia ou em Colombo… ou seja, a chance de chegarem atirando em todo mundo na procura de um nóia com dívida na boca vai ser mínima, mas a chance de furtarem o seu carro é alta, já que o Água Verde é o bairro com maior número de furto de veículos. Já avisava o poeta da juventude anos 00, Chorão.
“Nem tudo lhe cai bem.
É um risco que se assume.
O bom é não iludir ninguém.”

Ah, o nome “Mister Dog” parece que não é oficial, tanto que não tem placa nem nada, mas no cardápio ainda está assim e nós vamos chamar disso. A foto no início do post está uma porcaria mas da para perceber a placa da Pizzaria que fica ao lado, é a melhor referência para achar o lugar.

Só mais um detalhe antes de falar de comida, que é pra que foi inventada essa bagaça afinal: uma coisa que chama atenção no ambiente é o caixa na hora de pagar (na real eu reparei logo que entrei), você fica vendo o cara inteiro, é engraçado, o caixa é uma cabine feita nos moldes e na mesma onda arquitetônica que inspirou as paredes de vidro do Kharina Batel. Saca só!

E vocês tirando foto e achando o Sláinte super descolado com aquela cabine telefônica importada.

Agora o Big Calabresa.


Meu contato com linguiça calabresa é quase sempre nas pizzas e as vezes nos X-tudos, e como um X-calabresa ainda não tinha rolado aqui no blog, foi esse o escolhido.
Uma coisa boa dessa calabresa, contrária ao que sugere o nome da pimenta calabresa, é que não é apimentada. Não gosto muito de coisas apimentadas ou picantes, (só das Spice Girls, rá-rá-rá!), acho foda quando você pede pizza e vem calabresa apimentada e ainda colocam um monte de cebola… mas o negócio aqui não é pizza, é hambúrguer, e essa combinação é bem interessante, porquinho e vaquinha são amigos até depois da morte. Bacon com hambúrguer, linguiça com hambúrguer, tudo combina.
A calabresa fatiada fina, junto do hambúrguer, da uma consistência boa ao mastigar, é como se fosse um hambúrguer maior e mais macio, e com gosto de calabresa, claro!

Não é porque simpatizei com o lugar que vou aliviar, aqui a gente não alivia pra ninguém (a não ser que pague muito bem, aí a gente pode conversar! -risos-). O hambúrguer estava bem passado, 200g de carne bem passada, e um tanto seca.
Não é um hambúrguer gordo ou alto, ele é meio fino(mais ou menos um dedo), porém, grande no diâmetro.
Bem passado quase sempre quer dizer seco, o Big Calabresa padeceu do mal do Mustang Sally. Mesmo problema, mesma solução, maionese para curar a secura da carne e lubrificar as coronárias!
E aí aparece um diferencial do lugar. Além da maionese normal, são mais cinco bisnagas com molhos, ou seja, 6 opções de complementos. E tem lugar aí que fica regulando e quer cobrar por um molhinho extra, pfff!
Tem umas duas bisnagas com mostardas, uma de catchup, uma que eu acho que é pimenta, e uma maionese verdinha especial — o especial é por minha conta, pra mim ela foi especial, adorei aquilo!
É uma mistura muito suave de maionese, alho, cheiro-verde e talvez mais alguma coisa que não tenha identificado. Geral fala da maionese do Come-Come (e a verdade é que ela é mais comentada do que realmente saborosa) porque não experimentou essa.
Salada bem fresca, olha esse alface que crespa e que salta, não só aos olhos, e que dá uma benfazeja crocância, além do tomate que foi importante já que a carne estava um pouco seca, mas ao mesmo tempo acho que o tomate rouba um pouco o gosto da calabresa, nada de mais mas da uma roubada.
O queijo confesso que nem reparei, ou seja, poderia ter um pouco mais para que fosse mais representativo e ajudaria a dar uma liga melhor.
Tudo isso dentro de num pão de leite grande e macio, sem gergelim, que para ficar mais típico de lanchonete de interior, poderia ter sido colocado na chapa para dar uma tostadinha. Por enquanto só o Guiolla fez isso e ganhou minha admiração. (outros também ganharam, mas por outros motivos).

Resumindo, se estiver passando pelo  Água Verde, ache a tal Avenida dos Estados e vai até quase o final, no sentido do bairro. Vale dar uma passada para encher a pança.


Ficha técnica:

Big Calabresa

Ingredientes: “Big pão, hambúrguer 200g, queijo, calabresa fatiada, alface, tomate, maionese e catchup.”

Preço: R$12,00 mais uma coca-cola lata e 50% de uma porção de batatas fritas, ficou R$18,40.

Ponto alto: O tamanho, preço, e o molhinho verde especial.

Ponto baixo: A carne seca.

Avaliação: C+

O Mister Dog fica na Avenida dos Estados, 1250, esquina com a Rua Morretes, no Água Verde. (41) 3408-0884.

 
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Publicado por em 10/04/2012 em Uncategorized

 

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