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Batha Bhaya – Heart Attack

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Agora sim! Eis aí o arquétipo da ovelha negra gastronômica que levanta seu próprio estandarte de insalubridade holística. Quando menos esperávamos, quando Curitiba parecia para sempre afundada em um oceano de hipocrisia em seus mais finos restaurantes, surge o Batha Bhaya para dizer que o hambúrguer pode sim ser fino e thrash ao mesmo tempo. De um lado, o bom moço Madero e seu hambúrguer fino estampado em outdoors bradando aos quatro ventos suas 390 calorias, sendo vendido como uma saudável alternativa à sua salada caesar pós-academia. Do outro, e bem longe do centro estéril, demagogo e oco em sua essência, está o Batha Bhaya, antagonizando com Junior Durski desde o coração da Cidade Industrial, desarmando o rótulo de “saudável” que por pouco não é impregnado no senso comum dessa população com alma de gado de rebanho.

Não vou me ater à descrição do lugar porque o Murilo já o fez no post anterior. Vamos falar do sanduba aqui. Heart Attack é o nome da criança. Suja, enorme, monstruosa, não dá brecha para dúvidas: comer esse lanche é flertar com a morte, e de perto. Hipertensos, diabéticos, morbidamente obesos, cardíacos, atenção, há um novo vilão na cidade, e ele diz “olhem para mim, temam por suas vidas e saúdem aquele que sobreviver a um encontro com meu cerne entupidor de aortas”. A lista dos ingredientes ocupa nada menos do que três linhas no cardápio: trata-se de dois hambúrgueres, bacon, gorgonzola, tomate seco, crispy onion e os dois ingredientes chaves do negócio: OMELETE e Molho Bigui Mék. Primeiro: omelete em um hambúrguer é quase um grito desesperado de quem não sabe o que mais pode ser acrescentado a um hambúrguer para dar à refeição o status de receptáculo de almas. Segundo: Molho Bigui Mék. Cara, eu adoro esse desrespeito cínico pelos direitos autorais que só restaurantes legais e longe dos olhos da galera rica pode proporcionar. O que é o tal Molho Bigui Mék, vocês me perguntariam? Nada mais que uma maionese temperada, eu diria. Mas veja com seus próprios olhos o tamanho da desgraça.

Batha Bhaya

Bom, o que a foto talvez mostre pouco, e por uma boa razão, são as batatas fritas que acompanham. Nada menos do que ruffles, a batata da onda, figurando em um hambúrguer Premium. É o Kaes fazendo escola, e é totalmente detestável, fiquei realmente puto quando isso chegou no meu prato. Esperava isso de um monte de lugares, menos desse novo Batha Bhaya que tinha tudo para ser uma promessa de fuga à mesmice que impera sobre os estabelecimentos de casual dining da cidade. Vergonha na cara, Batha Bhaya, vamos aprender a fritar batatinha frita artesanal por gentileza, que comer Elma Chips de acompanhamento ninguém merece.

O pão, esse sim, é um diferencial. Pão preto em um hambúrguer é geralmente algo reservado a sanduíches a base de cheddar – vai saber a razão. É gostoso, mas passa batido ante a guerra condimentosa que se instaura em seu recheio.

De imediato, o tomate seco caiu fora. Por mais que eu goste do ingrediente, um hambúrguer como esse é o último lugar em que deveria estar. Ainda se fosse na pasta a base de tomate seco, como a que o Kharina faz, vá lá. Mas algo extremamente forte como o tomate seco deixou o sanduíche intragável, e tive que removê-lo manualmente da composição para poder apreciar melhor o lanche.

Quanto à gorgonzola esperada, essa não veio. Aliás, pode ver pela foto que no lugar do queijo fungado, veio o tradicional cheddar em fatia processado. Ainda não é a coisa pra valer, mas, hey, bem melhor que aquela pasta nojenta dos outros cheddars, hein? Acho que o chef se enganou com essa história, e obviamente o sanduíche perde alguns pontos por isso, porque se eu pedi um sanduíche com gorgonzola, é porque eu queria comer gorgonzola, mas tudo bem. Vida que segue. Ah, e também não senti nada da cebola. Pode ser que ela estivesse por baixo de tudo, pode ser que não, não sei. Não abri para conferir, mas acho que isso também é, por si só, uma falha.

O bacon fica escondido sob um oceano denso e coloidal de maionese Bigui Mék. É possível de ser sentido, mas nada digno de lembrança. Como eu disse, a batalha entre condimentos aqui dentro é fortíssima, e a única força que se soma do sangue dos guerreiros é o doce sal, que o faz virar cada vez mais refrigerante pra dentro. Ô sanduíche salgado da gota serena esse, viu?

Por fim, o omelete, esse sim uma grata surpresa. Longe de ficar pesado – quer dizer, claro que um pouco pesado ficou, né, por deus, olha o tamanho da bagaça –, a mistura de ovo e hambúrguer caiu bem como os antigos e famigerados x-eggs, com a diferença que o ovo aqui é mais encorpado e mais saboroso que o normal. Deve ser a junção com o molho, o santo molho que lubrifica as engrenagens das relações interpessoais de cada componente do Heart Attack.

É uma pena que, no fim, tudo fique tão salgado e forte, porque a carne preparada pelo Batha Bhaya é extremamente saborosa e bem feita, como raras vezes se vê em um estabelecimento que se diz competente para esse gênero de comidinha junky grã-fina. Vermelho, bem temperado, de tamanho bom e bem grelhado, ele acaba sendo um coadjuvante subaproveitado em um mundo de outros ingredientes, e mesmo dois deles só servem mesmo para dar um pouco do gosto da carne a esse carnaval do sal.

Resumindo: o Batha Bhaya é um lugar que definitivamente vale a pena conhecer, o Heart Attack é uma estaca cravada no coração do hambúrguer burguês pseudo-saudável e o tomate seco não serve pra esse sanduíche. E, claro, chega de batata frita industrializada.

Com isso, meus amigos, entramos em um recesso de – pasmem vocês – quase três meses, pois eu e o Murilo vamos dar nossos rolês por outros cantos do planeta Terra e ver o que há para ser visto. Mas não se preocupe, se a gente achar algum hambúrguer bom pelo caminho, a gente avisa. Keep fat, keep eating.

Ficha técnica:

Heart Attack

Ingredientes: “Dois hambúrgueres, bacon,omelete, gorgonzola, tomate seco, crispy onion e molho Bigui Mék.

Preço: R$21,90 + Coca-Cola lata R$3,00 (faça o chek-in e não pague a coca).

Ponto alto:  Originalidade, autenticidade, tapa na cara da sociedade, mistura inusitada e ambiente agradável.

Ponto baixo: Batata ruffles, lanche muito salgado, tomate seco horroroso, ausência de ingredientes e substituição de outros, e acho que demorou pra chegar também.

Avaliação: C+

O Batha Bhaya fica na Rua Pedro Gusso, 4017, no (ou na) CIC. Perto do terminal de ônibus. Funciona de terça à quinta das 18:00 às 00:00, sexta e sábado das 18:00 às 02:00 e domingo das 18:00 às 00:00. (41) 3042-0273(delivery, para quem morar por perto,né!?).

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Publicado por em 05/03/2013 em Uncategorized

 

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Batha Bhaya – Tex Mex

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Dia desses eu estava lendo o Daytripper, um quadrinho dos irmãos Fábio Moon e Gabriel Bá, e num dado momento o narrador diz:

“…uma hora você descobre que seu lar é muito mais do que a casa onde você mora… Ele (Brás, o personagem) descobriu que o país pode ser o seu lar, ou uma cidade, ou mesmo aquele bairro em particular”.
Como se as ruas ao redor da casa da gente, por onde passamos todos os dias, às vezes por muitos anos como é o meu caso, acabassem parecendo prolongamentos de nossas casas. É a nossa quebrada familiar.
Ultimamente tenho ouvido sobre vários casos de violência aqui na minha região, são baleados, assaltos, atropelamentos, e ainda assim continuo andado com relativa tranquilidade pelas ruas da minha casa.

Tudo isso para dizer que saímos das nossas cercanias e fomos rumo ao desconhecido na nossa busca pelos melhores (e às vezes piores) hambúrgueres da cidade, desembarcamos nas longínquas terras da CIC, a Cidade Industrial de Curitiba. Longe pacas!

Batha Bhaya, é o nome do lugar.
“É um lugar indiano?” Se tem algo de indiano é a penas no nome, porque servem carne de vaca morta, algo nada bem visto por aquelas bandas.

O Batha é um lugar “multicultural” meio feira da fruta, decorado com vários posters 3D do Street Fighter, Os Simpsons, Iron Man e coisas do gênero internet, cinema, desenhos… Fiquei sabendo que também rolam shows acústicos de pop rock, sertanejo e de mágica. Sim, mágica. Tem até umas cartas de baralho utilizadas em algum truque que acabaram coladas no teto.
Durante todo o tempo que estivemos lá estava rolando um Hip-Hop americano anos 80-90 e bicicross nas montanhas passando na tv.
Sentamos na mesa de MDF cor de madeira, bancos com almofada vermelha e acima de nós uma luminária do Space Invaders.

Dessa vez não tinha como ficar no clássico X-salada, os caras tem um cardápio de hambúrgueres bem interessante. Queria ter experimentado uns três pelo menos, mas escolhi apenas o “Tex Mex”.

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Baseado no que chamamos aqui de “Nachos”, o prato com carne moída, feijão, molho, queijo, guacamole(aquela parada de abacate) e tortillas (Doritos em 90% dos lugares), esse Tex Mex em alguns momentos realmente lembra os nachos, e é tipo aquele lance de cozinha molecular(numa proporção muito menor) em que os caras mudam a textura, consistência e forma das cosias. É meio que o prato em forma de sanduíche.

Logo de cara a gente já percebe o pão preto (tá, não é preto é marrom, mas vou chamar de preto). O pão não é doce como o que tem de cortesia no Outback e nem salgado, é tipo uma base neutra bem macia, pequena e brilhosa por cima.

Logo abaixo da cúpula do pão preto vem uma camada daquele negócio de abacate, que já adianto que é o ponto negativo do sanduba, ia pedir sem, mas quando vi que dizia ter um hambúrguer apimentado, achei que isso ajudaria a amenizar a pimenta. Mas a real é que estava amarga a guacamole, no me gusta. Felizmente vem em pouca quantidade.

Na sequência vem os doritos e aí começa a ficar interessante, o tempero característico do salgadinho já começa a dar o gosto do nachos que a gente faz em casa (não que eu faça), e a crocância misturada com a maciez do pão é algo bem legal.
Uma madrugada dessas tentei fazer um pão com margarina e doritos, ficou uma porcaria, quase vomitei depois de comer, nem tentem.
Mas rola fazer um pão já amanhecido com pouca margarina e uns poucos amendoins daqueles com casquinha amarela, ou verde, ou o apimentado vermelho(só testei com o amarelo), fica bem bom e é tipo uma surpresa a hora que você mastiga um pedaço do pão mole com um amendoim. #FicaDica

Votando ao TexMex, tem cheddar processado para colar os doritos na carne, dar liga e também um pouco de suavidade.  Mas nem precisava de nada para suavizar, a carne que dizia ter pimenta calabresa, embora seja muito boa, tem seu tempero mas não é nada picante. E já falei aqui outras vezes que sou uma moça para pimentas.
A carne está quase se mimetizando com o pão. Pão e carne tem praticamente a mesma cor, mas apenas por fora, por dentro ainda se mantinha a ruborização desejada para um “no ponto”.  São 150g(segundo eles) de um bom hambúrguer artesanal.
Os sucos da carne e o abacate fazem os doritos, crocantes nas primeiras mordidas, ficarem molengas. A sorte (que na verdade é azar) é que o sanduíche é pequeno, você acaba comendo antes disso acontecer totalmente. Aí entra o segundo ponto negativo, é um hambúrguer pequeno, da para segurar ele todo com uma mão só. Fator sustância em baixa.

Isso tudo acompanhado de batatas chips tipo Ruflles, outra vez batatas industrializadas, não vejo um acompanhamento mais sem graça do que batatas industrializadas de saquinho. Esperamos que essa não seja uma tendência das hamburguerias, lanchonetes e afins.
Orra, galera, se deem ao trabalho de fritar umas batatas de verdade!
Mas admito que essas batatas até caíram bem com a maionese da casa que vem num potinho. Maionese com ervinhas que deixam um gosto final de orégano. Boa.

No cardápio tem até uma explicação do processo de feitura e montagem do hambúrguer, e de quanto tempo demora, pelo menos uns 20 minutos segundo eles. Fato é que demora mesmo! Tem que ter paciência, coisa que é difícil quando se está com fome.

Dicas:
Para achar o Batha você precisa olhar para cima, pois na parte de baixo do lugar tinha uma molecada na frente, parecia uma escola, na real é uma autoescola.  Você entra na porta lateral e sobe a escada. Parece que você está entrando num lugar meio nas bocadas, meio escondido, mas é tranquilo!

Faça o chek-in no Foursquare ou Facebook e ganhe um refri, mas só na primeira vez. Tipo piá malandro com uma gatinha nova, agrados só no começo, fiquem espertas garotas.

Para aquele seu amigo chato, ops!, vegetariano, o hambúrguer de carne pode ser trocado por de soja.

Agora me despeço, amiguinhos.
Semana que vem tem o Yuri e o seu Heart Attack, depois disso vamos sair de férias.
\o/

Ficha técnica:

Tex Mex

Ingredientes: “Hamburger com Pimenta Calabresa, Cheddar em Pasta, Nachos com Guacamole (Abacate + Temperos)”

Preço: R$15,90 + Coca-Cola lata R$3,00 (faça o chek-in e não pague a coca).

Ponto alto:  Toda a concepção de um sanduíche diferente, o pão preto é legal e a carne é boa também.

Ponto baixo: Demora, a guacamole estava amarga, é pequeno e a batata que acompanha é industrializada.

Avaliação: B-

O Batha Bhaya fica na Rua Pedro Gusso, 4017, no (ou na) CIC. Perto do terminal de ônibus. Funciona de terça à quinta das 18:00 às 00:00, sexta e sábado das 18:00 às 02:00 e domingo das 18:00 às 00:00. (41) 3042-0273(delivery, para quem morar por perto,né!?).

 
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Publicado por em 04/26/2013 em Uncategorized

 

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Outback – The Outbacker Burger

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No meio de uma semana fria e chuvosa, resolvemos nos aventurar na aridez do outback australiano sem precisar ir muito longe de casa — nem saímos da capital gralha azul.
Outback é algo como o sertão brasileiro, só que na Austrália, que é aquela ilha lá do outro lado do mundo (15596.065 km de distância), onde uma porrada de brasileiro classe média vai fazer intercâmbio e que também tem bichos muito loucos, perigosos e fofos como o coala (você pode ser todo bronco e machão mas aposto que também abraçaria um coala se não tivesse ninguém olhando).

O Outback Steakhouse já é um lugar meio manjado, tem em outras cidades e tal… esse que fomos fica naquela praça de alimentação chic, logo na entrada principal do Shopping Curitiba, pela rua Brigadeiro Franco. E pensar que em outros tempos o Habib’s comandava aquela área, heim?
O Outback fica bem do lado do The Fifties, que estava totalmente vazio nesse dia. . . já sabemos porque, ?!

Sem mais delongas, escolhemos a mesa e aí chega o garçom, que se ajoelha (tem que se ajoelhar porque o negócio é de bacana e rico não gosta de ser visto de cima nem pelo garçom) e se apresenta: “Olá, meu nome é Daniel e eu vou servi-los…”
O Daniel, agora que sei o nome dele tenho que chamar pelo nome, e não por garçom. Já diria o Christopher McCandless, abordo do Magic Bus “…chamar cada coisa pelo seu nome correto”. Mas confesso que não sou uma pessoa com muito traquejo social e acho estranho ficar chamando o cara pelo nome, parece (e é) uma falsa intimidade que não me agrada muito.
Voltando, o Daniel nos perguntou se era nossa primeira vez no Outback, e era, provavelmente por isso, nos mandou um pãozinho preto levemente adocicado e muito macio, com um pouquinho de manteiga, de aperitivo. Ou seja, sempre diga que é sua primeira vez e ganhe um pão grátis.

Nem tínhamos comido esse pãozinho cortesia e já estava chegando os hambúrgueres, rápido como uma bumerangada de um aborígene.

Uma coisa legal é que o Daniel nos alertou ainda na escolha do pedido, que as carnes são apimentadas e que se quiséssemos poderiam diminuir a quantidade de pimenta. Dito e feito. Aprende aí, New York Café.

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Começando pelo pão, é um pão careca tipo de leite muito, muito macio, assim como o pão preto da cortesia, e lembra um pouco o pão do Rock’a Burger, só que mais robusto. Eu não fazia ideia que os australianos tinham as manhas de fazer um pão molinho e gostoso. O pão também deu uma passada de leves pela chapa porque ficou com a bordinha de dentro levemente tostada. Poderia ficar mais tempo até ficar crocante mesmo.

Carne rosada por dentro e passada por fora, quase que não precisa mais do que isso. Como sempre, carne rosada é sinal de suculência, e com tempero amenizado para clientes frescos, é meio caminho andado para a satisfação do freguês. Tenra a ponto de quase desmanchar à mínima pressão dos dentes.
Embora diga ter 200g, é um hambúrguer relativamente fino, saca só na foto o tamanho em comparação ao tomate. Nunca, digo nunca, a carne pode perder em tamanho para um tomate, né!? Já que não vão aumentar a carne, da pra afinar o tomate, malandrage.

O queijo processado é escasso, poderia ter mais uma fatia, pelo menos. Mas deu para ser sentido e degustado mesmo em meio aos outros gostos, e rolou até um parada legal. Eu estava lá mastigando, conversando e tal, de repente por um segundo tudo para e “humm, queijo!” … e logo em seguida o mundo volta a girar e você continua mastigando e conversando. Pena que isso só aconteceu na primeira mordida, depois nem vi mais o dito cujo.

Vou agrupar as partes negativas. O bacon, cruzado em X em cima do queijo, passou do ponto, uma pena, ficou seco a ponto de quebrar e lascas caírem no prato. Quase arenoso como as terras do outback australiano, não era bem esse toque de autenticidade que eu queria.
O segundo ponto negativo é que tem muita alface ralada que junto da maionese vira uma pista muito escorregadia para o bonde que vem por cima. Junto da rodela anabolizada do tomate (sério, era um tomate muito grande no seu diâmetro), fica muito molhado e a parte de baixo do pão acaba desmilinguido, escorregando e dificultando a manobra braçal de comer sem talheres.

As batatas que acompanham são rústicas pero no mucho, elas são batatas palito bem cortadinhas e algumas tem um pouco da casca para provar que são batatas de verdade e não aquelas industrializada pré-cozidas. Não numa quantidade monstro como do NY Café, mas é uma quantidade bem satisfatória.
As batatas foram levemente salpicadas com uma pimentinha, mas pouca coisa, até eu comi bem de boa, e naquele momento nem teria tanto problema porque o refrigerante era refil, ou seja, poderia tomar tanto quanto fosse necessário.

O refrigerante é no esquema de refil, mas não é como no Burger King onde você vai lá  e pega qual quiser. Aqui você escolhe e o Daniel traz numa caneca pesada dessas que vocês tomam chopp. Acho que nunca tinha usado uma caneca dessas, achei divertido, criança se diverte com qualquer coisa. Quando a caneca está esvaziando, o Daniel passa e pergunta se quer outra, e mais outra, na nossa última rodada ele se antecipou e já chegou com novas canecas cheias.
Muito eficiente esse Daniel, não tinha como negar os 10% (que são opcionais). Até porque com esse lance de agachar para ficar na altura do cliente mala, ele vai precisar da grana para uma futura fisioterapia no joelho.

Resumindo, é uma baita refeição, ainda mais com o complemento do refrigerante infinito, sai de lá quase rolando do banco. Fator sustância alto . . . em cima, alto em cima, alto em cima, em cima!!
Pena que é caro, mas em uma ocasião especial ou no começo do mês até da para gastar parte do soldo para fazer um lanche legal.

Só se vive uma vez.

Ficha técnica:

The Outbacker Burger

Ingredientes: Descrição meio bisonha do cardápio “O suculento hambúrguer dos guerreiros mais “SÉRIO” ainda: agora com 200g. Com maionese, tomate e alface, cebola, picles e queijo(bacon opcional). Servido com fritas”.

Preço: R$29,90 + Coca-Cola refil infinito por R$6,95.

Ponto alto: O conjunto é bem bom, pão muito macio, boa carne, boas batatas e bom fator sustância.

Ponto baixo: Alface ralada com a maionese, pouco queijo e o bacon passado, além do preço que quebra as pernas proletárias.

Avaliação: B+

O Outback fica no Largo Curitiba do Shopping Curitiba, que por sua vez fica Rua Brigadeiro Franco, 2300, no Batel. Funciona durante o horário de funcionamento do Shopping, obviamente. (41) 3013-7978.

 
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Publicado por em 03/22/2013 em Uncategorized

 

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