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Hamburgueria Rústica – Mostarda e mel

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Ora, por que falar mais da Hamburgueria Rústica além do que o Murilo já falou? Tô mega atrasado nesse post e não posso perder tempo. Hamburgueria maneira, mas tem lanches que não estavam no cardápio. Olha só, como fazem uma coisa dessas? Hambúrguer secreto? Hambúrguer easter egg? Hambúrguer Noob Saibot? Todo mundo, do eleitor ao tarado de festinha, gosta de transparência, e acho que não custa colocar os outros hambúrgueres aí no meio. De qualquer forma, arrisquei pedir o Mostarda e Mel, que vinha, veja só, com mostarda e mel, uma combinação que pode ser maravilhosa ou desastrosa. Depende apenas da execução da carne. Sem mais delongas, taí o bicho.

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Vou te falar, da primeira vez que ele veio, veio frio. Isso deve ter acontecido porque eu pedi pra vir mal passado. Mas não pedi pra vir sem passar, quero um hambúrguer quentinho no meu prato, não quero steak tartar num pão. Feita a correção, aí sim podemos dizer que era um hambúrguer de respeito, imponente, bem montado e sustentado com o tradicional palitão de coluna dorsal gastronômica. A carne, embora tenha um gosto de fumaça mais acentuado do que o normal, é extremamente suculenta e saborosa, bem ao gosto do que se imagina um bom hambúrguer.

O queijo é processado, e quantas vezes já falamos de queijo processado aqui? Devo acrescentar apenas que, enquanto a fumaça em excesso faz mal para o ponto da carne, que fica com aquele gostinho de boi e pneu, uma fumacinha no queijo pode fazer milagres ao gosto meio amargo e meio salgado que ele proporciona. Recomendo a todos, mas com moderação, porque fumaça por fumaça e queijo por queijo, bastava rolar o polenguinho no cinzeiro que estaria uma delícia, e não é bem por aí. Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa, crianças, aprendam essa lição importante da vida.

Tá, mas e a mostarda e o mel? Existe aqui uma impressão pessoal e existem fatos gastronomicamente comprovados. Eu, particularmente, acho que mostarda e mel não combina muito com alface, porque, sei lá, é estranho. Mas, por outro lado, sabe-se que mostarda e mel vai bem com a carne e que a carne vai bem com uma alfacinha. Axiomaticamente, uma terceira afirmação seria igualmente verdadeira aqui, mas, podem chamar de lógica paraconsistente, podem chamar de assertividade empírica, o tal axioma não se verifica. Então, pode-se dizer aqui, para ficar no âmbito da paraconsistência, que mostarda e mel é bom e mostarda e mel é ruim no hambúrguer com salada. E a salada é salada, sempre vai ser salada e nunca vai ser outra coisa senão a expiação de nossa culpa gastronômica-cristã de comer um verdinho junto. Vê-se por aí que o hot dog nesse quesito, enquanto sanduíche venerado e condenado concomitantemente por essa sociedade hipócrita, está anos à frente do nosso querido e adorado hambúrguer por mandar, no jargão popular, beijinho no ombro pro recalque de quem acha que precisa ter salada pra balancear a refeição quando vai se comer um gordo e delicioso sanduíche de carne bovina no pão.

E o que há mais para se falar a não ser do pão e de seus desdobramentos aristotélicos sobre o resto do sanduíche? Embora pudéssemos escolher dois tipos da nossa fonte de carboidrato favorita – sendo a escolha rejeitada por todos o tradicional e já superado pão de hambúrguer –, creio que aqui nenhuma delas seria uma escolha completamente perfeita. Porque, se por um lado, o pão de hambúrguer é terrível para casar com mostarda e mel, e arruinaria todo o quadro colocando mais coisas doces em um lanche estritamente salgado, por outro, o pão d’água apresentado se mostrou isoporzento, não condizente com o resto da qualidade do material apresentado. Uma pena, de fato, mas que felizmente não compromete de maneira definitiva o quadro inteiro. Uma dica? Tem que saber assar um pãozinho, galera, não subestimem o pão na hora de montar o seu hambúrguer, ele é igualmente importante. É como ter o esqueleto de uma Ferrari sem ter uma carroceria adequada para colocar em cima, tendo que se contentar com o trabalho de papel machê que o seu sobrinho maluco e meio maconheiro fez na aula de educação artística da oitava série, que ele está fazendo pela quinta vez. É, uma vibe dessas.

Vale a visita? Vale. Vale pedir o lanche que tá fora do cardápio? Acho que não, é um dos mais caros e eu esqueci de perguntar o preço. Mas vale pedir os outros. Ah, vale!

Ficha técnica:

Mostarda e Mel

Ingredientes: Pão, alface, queijo, carne e mostarda e mel. Tudo espetado num palitão.

Preço: R$18,50, se não me engano. Saiu mais caro que o lanche do Murilo, e olha que eu não pedi nada pra beber.

Ponto alto: Lugar bacana, execução perfeita, criatividade e variedade no cardápio, bom atendimento.

Ponto baixo: A carne veio fria da primeira vez, depois tinha muito gosto de fumaça, e não sei se mostarda e mel combina com alface ainda. Ah, e o lanche não tá no cardápio também, o que dificulta as coisas pra quem quer pedir. Sorte que eles avisam.

Avaliação: B

A Hamburgueria Rústica fica na Rua Fredolin Wolf, 325. Não sei nenhum ponto de referência, não conheço aqueles lados. Funciona de quarta a sexta das 18h às 22:30h e finais de semana das 13h às 22:30h. Fone: (41) 8857-7438.

 
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Publicado por em 03/28/2014 em Uncategorized

 

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O GiraMundo – Hambúrguer Especial

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Fim de ano chegando, a última correria, uns dias de folga entre natal e ano novo e até férias para alguns não esquecerem de como a vida real deveria ser. E férias lembra o que?!
Tempo de viajar, sair por aí, relaxar, cair em roubadas, rodar pelo mundo ou pelo bairro, conhecer lugares novos ou rever os que gostamos. Encontrar gente diferente, novos cheiros e sabores  também, e foi numa dessas que fomos parar em um café recém aberto em Curitiba que tem essa vibe.

E se tem coisa que a gente gosta tanto quanto hambúrguer é viajar.

Tem aquela frase muito compartilhada no face em tempos de férias, do Mario Quintana, “Viajar é mudar a roupa da alma”. Pela minha pouca experiência posso falar que quando a gente viaja, principalmente se for um período meio longo, acaba virando outra pessoa enquanto descobre o seu destino (destino sina e destino local de chegada). Quando voltamos, é a nova pessoa que está de volta, é você um pouco mais evoluído com as experiências da viagem…  mas aí o tempo passa e a gente tem que cuidar para não voltar a ser o antigo eu. No meu caso um implicante deprimido.
Sobre a frase do Quintana, prefiro dizer que muda a vida mesmo, sou um racionalista, ateu desalmado, mas muito consciente da vida aqui e agora. Recomendo para todo mundo viajar, ainda mais se estiver meio fodido ou perdido na vida, aí é algo quase obrigatório. Melhor que gastar dinheiro com terapia ou antidepressivo, você vai se entender melhor, entender um pouco das diferenças do mundo e a vida, on the road.
Seja um viajante e não um turista.

Bora falar de lanche?!

No água verde, bairro que não passamos desde o Mister Dog e a melhor maionese verde da cidade, encontramos o “O GiraMundo”.

O lugar é uma casa transformada em café, numa vibe meio hostel. Tem uma máquina de café que por fora lembra a traseira de um cadillac vermelho, que lembra meus planos de pegar aquelas longas retas da Route 66 num conversível ouvindo um Rancid, carregando armas e dinheiro, acompanhado de uma garota de bikini com cabelos ao vento ou um chimpanzé com roupas de gente.(férias é pra sonhar, galera!).
No café também tinha um robô gigante climatizador, coisa que precisa numa Curitiba com clima de deserto, 30° de tarde e 10° à noite. Mas um cara chegou e levou ele embora.
Na parede pintada de verde tem uma lista dessas cervejas especiais escritas em giz, além de camisetas e outros souvenirs ao lado do balcão, as outras paredes são laranja e marrom, um lance meio Irish cervejeiro.
São só cinco mesas, todas são de madeira e lisinhas (gosto de passar a mão em coisas lisas como mesas, capas de livros, pessoas…), mas em uma tem cadeiras estofadas e uma cadeira dupla, cabe um casal na mesma cadeira ou um gordo confortável.
Isso tudo embalado por som ambiente de rock/blues e vídeos de surf na tv.

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A primeira impressão é: “Que pequenininho!”
A segunda é: “Quanto queijo, que legal!”
A terceira e já na primeira mordida: “Que pão lazarento.”

Já vou começar pelo ponto negativo, o pão não sei o que de cerveja.
Legal inovar e tentar uma coisa diferente, dar uma cara própria às coisas, mas não é sempre que dá certo, né?! Esse foi um caso que não deu. Talvez manter no arroz com feijão dos pães de hambúrguer funcionaria melhor.
Esse pão de cerveja ficou massudo, pesado, borrachudo, a fermentação dos levedos não rolou direito e a massa também estava um pouco crua no meio. E com farinha por cima. Farinha por cima é foda, gruda tudo nos dedos, na barba… mas isso é frescura minha, o resto não é.
Chegou uma hora que desisti e comecei a comer apenas o recheio, depois voltei à tampa do pão só para cumprir tabela e não desperdiçar nada.

O recheio é simples e do jeito que tem que ser, só o básico e o gostoso. Carne, bacon, queijo e maionese (tinha cebola caramelizada, mas quem acompanha isso aqui e leu o último post já se liga que pedi sem). A maionese parece ser boa mas se perde no pão grosso.

O queijo é uma beleza, enche os olhos e logo de cara se percebe que esses caras são dos meus, não ficam regulando e colocando só aquela única fatiazinha de queijo. Aqui o negócio quase embrulha a carne, é uma camada grossa e salgada de cheddar. Ponto bem positivo.

A carne tem aquele tempero dito caseiro de sal, cebola e um verdinho (verdinho pra mim é todo qualquer tempero verde, não sei o nome dessas paradas).Tem um tamanho legal ou pelo menos suficiente. Quanto ao ponto, estava quase lá, um pouco seca, mas nem se tratava tanto do ponto, acho que um pouco mais de gordura na carne deixaria mais suculenta, gostosa e menos fibrosa.

Em cima da carne, o queijo, em cima do queijo o bacon.  Generosa fatia de bacon cortado em tira e umas lascas grandes que dão consistência e um pouco mais de sal e sabor ao morder. Na foto aparece bem a parte da gordura, mas ele tinha uma boa carninha também.

Acompanha batatas chips, fininhas, bem sequinhas e crocantes. Um potinho de molho adocicado com gosto de fumaça, barbecue.(sem essa de cobrar extra por um potinho de molho como uns lugares sem vergonhas fazem).
O refri é servido num tipo de taça de vinho, gosto de copos diferentes mesmo para tomar refrigerante.

Surpreendentemente o bicho tem um fator sustância bom, deve ser por conta do pão pesado.

No final o cara fez a conta de cabeça no papel, no melhor estilo do finado seu Zé e o Alvaro do Montesquieu.

Para fechar, uma dica natalina e não hamburguística. Uma fatia de chocotone, doce de leite e outra fatia de chocotone. De nada!

Semana que vem tem mais um post novo do Yuri. Eu vou ficando por aqui. Até janeiro.

See you mothafuckers, ho-ho-ho!!

Ficha técnica:

Hambúrguer Especial

Ingredientes: “Hambúrguer caseiro com queijo cheddar, fatias de bacon, cebola caramelizada e maionese no pão de cerveja. Acompanha batatas chips.”

Preço: R$18,00 mais uma coca-cola lata de R$4,00(!) ficou R$22,00.

Ponto alto: A quantidade do queijo e o bacon bem servido.

Ponto baixo: Definitivamente, o pão não agradou.

Avaliação: C+

O GiraMundo Café fica na Rua Santa Catarina,456, no Água Verde. Funciona de Terça à Sábado das 15h-22h e Domingo 15h-20h. (41) 3205-0437. Fica ao lado de um boteco de tiozinho, daqueles todo amarelo da skol.

 
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Publicado por em 12/13/2013 em Uncategorized

 

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Guiolla – Gourmand 33

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Um estabelecimento da cidade vai estrear uma nova receita de hamburguer e quer fazer uma festa de lançamento e sondar a opinião dos convidados. Who are you gonna call? O Guiolla nos chamou para conhecer o Gourmand 33, um sanduíche composto por, pão, queijo, vinagrete, maionese e um baita hambúrguer de costela (e aqui fica a indireta pra vocês, outras hamburguerias que nunca chamam a gente de Godfather). Simples assim. Já resenhamos os hambúrgueres do Guiolla aqui, então esse entra num off-topic, mas nem por isso vamos deixar de fazer nosso comentário abalizado ineditamente escrito a quatro mãos (embora boa parte tenha sido trabalho do Murilo). E obrigado ao Guiolla pelo convite!

Antes de mais nada, tá aqui o bicho:

Gourmand 33

Quando esse prato chegou, achei ele bem pequeno e moderado, mas até que no fim das contas encheu a pança. O hambúrguer continua vindo num chapeuzinho de origami que é muito engenhoso e funcional,  além dos caras terem uma das melhores batatas-fritas da cidade. Mesmo assim, é meio inevitável comparar com o hambúrguer da foto promocional, confiram:

Gourmand 33

Bom, o mais legal desse sanduíche é que a carne é e parece costela, no meio do hambúrguer tem até as tirinhas de fibra da carne e um pedacinho ou outro de gordura (a gordura é que da o prazer dessa vida, mas se for muito, no corpo e no coração, aí é problema, jovens).
Deve dar um puta trabalho fazer isso, já conheci gente que não ia no costelão porque é muito empenho ficar separando só a carninha boa. Os caras fazem isso por você e colocam no formato de um puck, aquele disco de hockey. Então obrigado.
O hambúrguer faz o sanduíche parecer um planeta com um anel de carne ao redor do pão. Carne maior que o pão ganha a nossa simpatia, ainda mais se for gostosa como essa costela do Goumand.

Esse hambúrguer, acho que por causa do pão e do vinagrete me lembra essas festas de cidades do interior, rodeios e exposições agropecuárias que tem “X-pernil”. Aquelas barracas com uma luz bem na chapa para chamar atenção, uma porrada de carne e vinagrete para colocar num pão francês com a casca quebrando e colocado num saquinho branco.
No caso do Guiolla, eles transformaram um desses lanches toscos em algo sofisticado, coisa da inventividade do homem moderno das grandes cidades. Troca-se o cheiro de bosta de vaca no meio da terra batida por um lugar mais bonito e confortável no batel. Nada mal.

Tem o vinagrete, sim, aquele molinho de cebola, tomate, um verdinho e, pasmem, vinagre! (rá-rá!)
Confesso que comecei a comer cebola e realmente achar interessante agora há muito pouco tempo, depois dos Pita Gyros da Grécia (mano, que troço massa aquilo. Saudades, Grécia). Então não posso falar muito, mas basicamente é aquele lance, cebola da uma textura crocante ao mastigar, além do gosto característico, o tomate molha e com isso difunde o gosto da salada por onde escorrer.
Tem também uma maionese, mas é pouco, confesso que não reparei muito. Então poderia ter mais maionese, pode dar uma besuntada que a gente não se importa, deixa mais deslizante goela abaixo.

Eu (Yuri), pedi o meu hambúrguer sem o vinagrete, pra dar uma variada e ter uma espécie de grupo de controle. Bom, posso dizer que talvez o vinagrete desempenhe papel fundamental no lanche, porque com a pouca maionese e o queijo propositalmente escasso (senão a coisa fica extremamente salgada), o pão e a carne ficam bem secos. E hambúrguer seco é uma coisa que você jurou pra você mesmo que nunca mais comeria desde aquela vez que comprou uma caixa de frigão texas burger pra fazer em casa, esturricou a porra toda e acabou se fartando de pão com queijo e maionese, depois de comer meio disco de carne carbonizada. De maneira que é aconselhável pedir mais maionese caso não goste de vinagrete. Ah, senti falta do barbecue também, que sempre vai muito bem com costela e quem não concorda, boa gente não é.

Uma coisa legal do 33 é que é um sanduíche limitado, são só 33 por dia,  quer mais exclusividade que isso? Seja idiota e pague mais de 200reais no hambúrguer que tem lá em São Paulo, vai ser um dos poucos manés a comerem aquilo.
No combo do Goumand vem uma cerveja Stella Artois incluída no preço, que nós trocamos por um refrigerante. Engraçado como já é meio implícito que quase todo mundo consuma álcool e já oferecem direto com uma cerveja. Tudo bem, tudo bem…

Claro que não vamos só ficar rasgando seda, aqui é Good Burger, o bonde sem freio. Falamos a real mesmo quando parece que é jabá.
Achei o pão um pouco branco, seco e quebradiço, talvez para contrastar com a carne macia e não ser tudo mole, mas eu gosto de pão macio sem casca quebrando, esfarelando e espetando o céu da boca.

Quando chegamos tinha um tiozinho tocando Esse Cara Sou Eu, quando fomos embora estava tocando My Way, do Sinatra, então dá pra dizer que melhorou na hora que fomos embora.

O Guiolla é um pouco coxinha mas continua sendo o lugar que eu recomendo para ir em casal e tem um dos melhores hambúrgueres da cidade (Vejam no nosso ranking). Eu levaria uma gata lá.  #FicaDica

Fomos convidados para experimentar esse sanduíche novo. Comemos de graça e achamos muito legal, mas nem por isso virou uma matéria paga ou coisa do tipo.
Continuamos com a dignidade em dia e os bolsos vazios. Obrigado e voltem sempre!

 
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Publicado por em 08/23/2013 em Uncategorized

 

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Mister Dog – Big Bagunça

Hohohohohoho, agora sim! Big Bagunça. Não é preciso explicar nada de um sanduíche batizado com essa alcunha vinda do caos, da desordem, da mistura inusitada, da surpresa em forma de sal — mas claro, vamos explicar, afinal, é para isso que estamos aqui.

O Big Bagunça é assim, esse titã de Rabelais, porque é uma criação do Mister Dog, simpática lanchonete de mesas de plástico situada nas divisas entre o Água Verde e o Portão. Como o nome diz — ah, a simplicidade dos nomes objetivos! Hoje são eles quem escrevem o texto —, o Mister Dog é um lugar especializado em hot-dogs, ou cachorros-quentes, por definição o antípoda do hambúrguer no beligerante território dos sanduíches de fast-food. Claro, para quem não sabe, na derivação da salsicha processada (outra invenção alemã, temo eu), disfarça-se a falta de frescor de uma carne embutida mega condimentada com o quê? O quê? Mais condimentos. Todos, se for possível, quanto mais, melhor. Vem daí a lógica das barraquinhas de cachorro quente, que tabelam seus preços baseado apenas na quantidade de salsicha ou no tipo de queijo (queijo?) que acompanha, sendo todo o resto opcional. E estamos falando aí de molho de tomate, milho, ervilha, queijo ralado, maionese, ketchup, mostarda, frango desfiado… já vi colocarem até coração de galinha (!).

Resta então, ao estabelecimento acostumado a mexer com essas carnes de décima categoria, a boa e velha carne de várzea, o refugo, aquela cujo processo de fabricação desmotivaria seus consumidores se estes o conhecessem, como dizia Churchill, resta a esses antros, enfim, transferir a lógica do know-how obtido em anos de camuflagem do sabor ao hambúrguer, sanduíche em que, diferentemente do hot-dog, o sabor em si não é um problema técnico a ser resolvido, mas um ideal a ser alcançado. Nessa brincadeira inventaram o Big Bagunça, nada mais, nada menos que o sanduíche mais caro do estabelecimento que, para ser totalmente justo, não é exigente com seus preços. Diz o cardápio feito de papelão molhado pelas tulipas de cerveja, pela chuva que passa o toldo de plástico, pelas intempéries dessa vida boêmia de tempestades e bonanças: Big pão, hambúrguer 200g, queijo, ovo, calabresa, bacon, frango desfiado, milho, maionese e ketchup. Tudo isso, meus senhores, tudo isso, é fácil de perceber, configura um hambúrguer com alma de cachorro-quente. Como Tarzan, que cresce em meio aos gorilas selvagens alheio à sua verdadeira essência humana, o Big Bagunça é um homo-sapiens entre primatas do velho mundo.

Mister Dog

Numa primeira olhada, fica fácil ver, de cara, que o hambúrguer não tem, como diz seu anúncio, 200g. Eu já vi hambúrgueres de 200g antes e nenhum se parecia com esse disco achatado e esturricado que encontra a camuflagem perfeita entre outras carnes. Por outro lado, com essa quantidade de coisa dentro do sanduíche, quem é que iria conseguir parar para pesá-la? Eu sei, eu sei, não dá para ver a carne nessa foto, mas temos que apresentar o hambúrguer aqui como ele é apresentado para nós, sem frescura, sem favorecer nada, sem fingimento. O que é bom e ruim ao mesmo tempo, já que sabemos que a foto é apenas uma fração da realidade, e que o sabor da coisa não dá para ser transmitido com propriedade em todas as fotos. Sei que esse Big Bagunça, por exemplo, do jeito que tá, parece que foi feito de detritos encontrados no lixão e jogados numa fritadeira com oléo guardado de duas semanas, e com isso não estou dizendo que essa é uma possibilidade descartável. Uma coisa é certa: algumas coisas foram tostadas, outras, nem tanto. Mas vamos por partes.

Aliás, por partes não, porque não sou profissional para conseguir, em uma mordida no Big Bagunça, distinguir o frango da calabresa do bacon, da carne, de tudo. É tudo uniforme, homogêneo, e o sabor que prevalece aqui é, obviamente, a da calabresa. Ora, embutidos, embutidos, por onde se embutirão? Em cima do Big Bagunça, ora essa. A casa não poderia deixar de colocar uma linguiça nesse hambúrguer, é como o conto do sapo e do escorpião, está nos seus genes f*** com o sistema, para usar aqui um bordão do esquecido Capitão Nascimento. O resultado é uma sobreposição de sabores cobertos por uma calabresa dominante, um embutido macho-alfa nessa terra de carnes fritas. Por baixo vem o bacon, depois o frango, o queijo, o milho e lá embaixo, nas profundezas das fossas Marianas, a carne, seca, salgada e sem graça.

O pão é uma grata surpresa. O bom e velho pão industrializado, vendido em sacos plásticos com 50 deles colados uns nos outros pelas laterais, pode manter um frescor se armazenado corretamente, o que parece que aconteceu. E isso é ótimo, na verdade, porque indica uma boa vontade higiênica que poucos podrões têm hoje em dia. Se o pão viesse meio estragado, ia saber que ele ficou guardado embaixo da pia, junto com aquele fungo nojento que cresce atrás do encanamento e se expande como uma esponja que não sabe a hora de parar, ou sabe lá Deus onde mais! Não não, o pão é uma boa primeira impressão. Pelo menos a essa aula ninguém faltou no curso do Centro Europeu!

O resto do sanduíche é uma fanfarronice que só, mas ainda assim, não podemos tirar o mérito de quem tem senso de humor. Uma receita que nasceu da falta de criatividade, um nome que nasceu da interjeição surpresa do chef, isso não pode ser desprezado por quem é jovem, gosta de comida salgada e de bons desafios para o jejuno-íleo. O Big Bagunça é isso, afinal. É a juventude de quem pode pensar amanhã nos problemas coronários, na baixa taxa de colesterol HDL, na dieta do verão, nos problemas da vida adulta pós-moderna. Como não amar, como não respeitar, como resistir ao impulso de se jogar tão perigosamente assim dentro do campo de visão da morte apenas para retornar à zona de conforto logo depois com a pança cheia? Ficamos por aqui com a certeza de que, na falta de aventuras e na falta de frescuras, Big Bagunça to the rescue!

Ficha técnica:

Big Bagunça

Ingredientes: Big pão, hambúrguer 200g, queijo, ovo, calabresa, bacon, frango desfiado, milho, maionese e ketchup”.

Preço: R$14,90 mais uma coca-cola lata e 50% de uma porção de batatas fritas, ficou R$21,40.

Ponto alto: O tamanho, o preço, a aventura e a ousadia.

Ponto baixo: Carne seca, justaposição de sabores, caos (no mau sentido).

Avaliação: C-

O Mister Dog fica na Avenida dos Estados, 1250, esquina com a Rua Morretes, no Água Verde. (41) 3408-0884.

 
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Publicado por em 10/18/2012 em Uncategorized

 

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Kharina – Kharina Caprese

Quando começamos esse blog, eu sabia, já de antemão, que dois caminhos possíveis seriam trilhados. O primeiro, mais fácil de inferir, é que, assim como na música e no sexo, não há nada de novo debaixo do sol, e meu esforço seria o de qualificar medidas sutis de tempero, preparo, apresentação e afins — o que, realmente, fazemos até hoje. A segunda, um pouco mais improvável, ainda que não de todo impossível, seria vasculhar esta pequena cidade atrás das formas mais esdrúxulas de se montar um pão com carne, e comeria as coisas mais enjoativa (alô, Memphis), bizarras (alô, Fifities!) e horripilantes (alô, Fifities de novo!) que encontrasse pela frente. Felizmente, essa segunda saída de dar continuidade ao nosso nada ambicioso projeto se mostrou muito mais agradável graças à boa vontade criativa de chefs bem intencionados, preocupados sim com a originalidade, mas não apenas. Original por original, o mundo está cheio de desfiles de moda com modelos magérrimas cujas roupas não seriam usadas por nenhuma viva alma. Há um zelo também pelo paladar, o resultado final que é o que vai trazer cliente, oras. Ninguém está aqui para disputar freak shows gastronômicos.

E, quando eu achei que já tinha encontrado uma boa parcela de receitas inusitadas, eis que me deparo, no Kharina, com uma agradável surpresa. Entre a nova linha de hambúrgueres prime, há o curioso Kharina Caprese. Tomates secos e rúcula no meu hambúrguer, ora, por que não?

Bom, diferentemente do Murilo, eu não tenho nenhuma ligação emocional com o Kharina e, quando me mudei para Curitiba, comi algumas vezes lá, tendo me decepcionado em praticamente todas. Não sei, esperava algo de mais qualidade e um atendimento educado, para um lugar que diziam ser tão tradicional na cidade. Mas, eis que visitamos o novo Kharina e tudo mudou. O Kharina entrou oficialmente no ramo das hamburguerias hypes. Lugares confortáveis, funcionários gentis, ambiente limpo, o único defeito foi tocar Los Hermanos. Nada me tira mais do sério do que entrar em um estabelecimento e tocar Los Hermanos. Mentira, tem sim: tocar Engenheiros do Hawaii. A dica é ficar com a boa e velha música Lounge, o único gênero musical feito propositalmente para ser ignorado em conversas. Brincadeira, isso é só implicância minha com os Hermanos, podem tocar o que quiser.

Bom, no jargão da pesca, tá aqui o bicho:

Bom, o Caprese do nome, para quem não sabe, vem da salada caprese, que é uma receita da ilha de Capri, na Itália, pertinho ali do golfo de Nápoles, onde tem os amigos do Roberto Saviano. Basicamente, é uma salada a base de tomate, manjericão e mussarela de búfala. Ou seja, nada a ver com a receita do Kharina, que fez aí sua própria interpretação da saladinha. Ao invés do manjericão e da alface, rúcula, e ao invés do tomate, tomate seco, que é igual a tomate, mas é seco (ah, vá!). Bom, tudo bem, confesso que não sou o maior dos experts em salada e suponho que essa seja uma variação válida da salada caprese original.

Começando então pela explicação do prato, a salada. A grande sacada do Kharina nesse sanduíche foi o tomate seco. Longe de ser um alimento intragável ou sem sabor, o tomate seco foi incorporado a uma pasta de queijo absolutamente deliciosa. Claro, tomate e queijo sempre recende um pouco a pizza, mas é aí que entra a carne para tirar essa estranha impressão de estar comendo pizza no lugar de hambúrguer. O antagonista dessa história fica logo acima da carne, porém. A rúcula. Bom, rúcula é como filme em 3D. As pessoas pagam mais caro por uma parada que ninguém gosta de verdade. Posso estar sendo generalista, mas nunca vi ninguém dizendo “nossa, como eu adoro rúcula. Que fome, que vontade de comer uma rúcula bem verdinha agora”. As pessoas geralmente reclamam da amargura da plantinha, que, ali no conjunto, soa muito como uma alface lisa, tirando boa parte do gosto do lanche, o que é uma pena. Comecei comendo bem intencionado, mas da metade pro fim, tirei o resto das rúculas do pão e deixei para escanteio. Pode ter sido a quantidade também. Abundância de mato no meu hambúrguer é como música do Caleidoscópio: tem que viver, valer, viver, valer, valer, viver.

Passemos então, aos periféricos. De fora pra dentro, temos, antes de tudo, as batatas. Bom, as batatas são bem boas e vem numa quantidade “ok”, nem muito, nem pouco. Duas coisas, entretanto, se fazem necessárias dizer, referentes ao acompanhamento do acompanhamento. A primeira, menos importante, é a decoração do prato. Uma fina linha de vinagre balsâmico orna um dos lados do prato quadrado (prato quadrado, taí uma coisa que quero ter em casa quando for bem rico. Mas só quando for bem rico, porque prato quadrado em casa de pobre fica parecendo cenário suprematista da TV Cultura). Um ornamento bonito, mas inútil. Por favor, não tente comer batata frita com vinagre balsâmico, vai ser desastroso. Ao invés disso, poderiam fazer como os mestres do Rock’a Burger e decorar com barbecue. Tudo bem que é um pouco mais caro, mas vocês já tão cobrando caro pela bagaça, melhor botar algo que o pessoal vai gostar de comer. A outra ressalva é um pouco mais grave, que é o molho que acompanha o prato, uma maionese a base de alho, eu acho, uma coisa tenebrosa mesmo. O que é uma pena, porque maionese com batata frita é uma tradição que ainda queria ver exportada de Benelux para essas paragens. Poucas coisas são mais prazerosas do que afogar uma batatinha num potão de maionese e comer, exceto quando o potão de maionese tem gosto de alho e você fica com aquele bafão gostoso de alho que causa tantas guerras no oriente médio.

O pão sim, esse é algo digno de nota. A galera das hamburguerias já percebeu que não adianta só dominar a arte da carne, é imperativo também ter a maestria sobre o pão. E olha, o pão do Kharina é melhor do que o pão da padaria em que eu compro pão quando quero comer pão em casa. E isso é algo notável, porque a padaria aqui de casa é mestre. Crocante sem ser seco, macio por dentro sem ser massudo, aerado o suficiente sem ser seco, algo para poucos e bons. O molho de tomate seco e os sucos da carne (bem mais escuros do que o normal, por sinal), entram bem no miolo, deixando um gostinho do lanche todo apenas no pão.

E por último, a doce e mortífera carne. Mais escura do que o normal (isso costuma ser uma coisa boa para mim, sempre me lembro do Bife Negro do Tenessee que meu pai fazia lá em casa), a carne tem aquele enigma do Madero: consegue ser suculenta sem, necessariamente ser rosada e quase crua por dentro. Salgada no ponto, entra fácil no top 10 das carnes boas das hamburguerias da cidade.

No geral, o Kharina Caprese é um excelente sanduíche rodeado de pequenos erros. Felizmente, o que realmente importa está salvo e garantido. Saí de lá com a certeza de que sonharia com esse molho de tomate seco, mas igualmente aliviado de não ter mexido muito nessa maionese de alho.

Ficha técnica:

Kharina Caprese

Ingredientes: “Recheado com um delicioso creme feito de tomates secos, coberto com rúcula. Acompanha maionese especial Kharina”. Obviamente vem com pão, carne e batatinha também. Duh.

Preço: R$17,50. Ainda tô ponderando se isso é caro ou tá no preço. Vou dar o benefício da dúvida dessa vez.

Ponto alto: A carne é deliciosa, o pão é impecável e a pasta de tomate secos deveria ser vendida em potes de 1kg.

Ponto baixo: Maionese horrorosa, a rúcula e o vinagre balsâmico dispensável.

Avaliação: B+

Tem alguns Kharinas espalhados pela cidade, esse que fomos fica na Rua Benjamin Lins, 765, no batel. (41) 3024-1253.

 
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Publicado por em 09/13/2012 em Uncategorized

 

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Mustang Sally – Gorgonzola Burger

Ah, o Batel. Gente bonita e cheirosa, mendigos educados, carros importados e preconceito e hipocrisia no ar capazes de deixar a atmosfera grossa como gelatina. É no coração desse glorioso bairro da elite curitibana, construído na base de muito tiro e coronelismo que se situa o Mustang Sally fine burgers, um bar temático que é um mix de cultura de motociclista tiozão, comida mexicana e rockabilly dos anos 50 e 60. Ou seja, tudo aquilo que chegou até nosotros latinoamericanos via enlatados hollywoodianos como a epítome do badass, do mauzão, do James Dean (meninas que têm poster do James Dean na parede: se vocês acham aceitável morrer de tesão por um morto, me deixem em paz com meu fascínio pela Eva Braun), do selvagem da motocicleta, do born-to-be-wild, do johnny-be-good e outras generalidades. Como o próprio nome diz, porém, uma das especialidades da casa são os hambúrgueres, e entre um vasto cardápio que inclui hambúrgueres temperados com cerveja Guiness e Jack Daniels, há um que não fugiu a vista quando passei os olhos pelo cardápio: Gorgonzola Burger.

Você não leu errado. Como o nome a foto acima sugerem, é em todas as suas qualidades um hamburger normal, mas com gorgonzola, o glorioso blue cheese italiano. Sou suspeito para falar, pois poderia passar o dia comendo gorgonzola sem nunca enjoar do gosto (claro que uns copos d’água cairiam bem, porque o queijo é forte), então pedi.

Antes do hamburger chegar, a primeira decepção do recinto: a porção de fritas que pedimos como entrada deve ter sido ignorada na cozinha, e fomos obrigados a cancelar o pedido quando os primi piatti chegaram.Tudo bem que já vinham mais fritas no lanche, mas as papas belgas, como já mencionamos anteriormente, nunca são demais. Enfim, ponto negativo pro atendimento, may your soul burn in hell.

A foto já indica o segundo problema no Mustang Sally: esse gorgonzola não está derretido. Está, no máximo, quentinho pelo calor da carne do hamburger. Sei que o gorgonzola perde um pouco de suas propriedades quando esquentado, mas quer saber? Se eu quisesse ir a uma degustação de queijos e vinhos, estaria em outro lugar. Quero ver no meu sanduíche o cross-over antropofágico, a apropriação indevida da haute cuisine no meu junk-food nosso de cada dia, a transgressão, a heresia, a rebeldia desses ousados chefs que quiseram colocar a arte da pasteurização milanesa em rota de colisão com o enfant terrible da invenção do 4º Conde de Sandwich. Ao invés disso o que encontrei foi uma placa de petri muito bem alimentada — muito bem cortada, por sinal — em baixo de um pão com gergelim. Por esse tipo de consistência eu fico em casa, amigão.

E aí vem a terceira mensagem secreta de Nossa Senhora do Hamburger: esse sanduíche, amigo, está mais seco do deserto do Atacama! O pão é uma secura que só, se despedaça em flocos de trigo em cada mordida, a carne, que até poderia ser mais generosa, passou do ponto e ficou com aquela consistência de areia sabor carne, e a quantidade de maionese que colocaram por baixo mal dá pra fazer um lençol freático que satisfaça os anseios desses retirantes do McDonald’s. O jeito foi pedir mais maionese ao garçom e tascar-lhe o sachê. E acho que isso é permitido num trailer ribeirinho de lanches com um nome imbecil do tipo “Mc Regato” e um chapeiro com camisa do Iced Earth,  mas nunca numa hamburgueria de respeito. A única customização que se permite nesse caso é colocar ou não ketchup. O resto deve vir na medida da arte desses que dizem possuir os tais “fine burgers”. E não veio. Faltou umidade pra dar liga, faltaram sucos viscerais na carne (melhor ser vegetariano e comer hamburger de soja então), faltou frescor no pãozinho e faltou óleo de queijo derretido no queijo. Se a foto tá bonita, o mérito é do Murilo, porque o modelo aqui é difícil de trabalhar.

Ante uma experiência gastronômica decepcionante, uma coisa se salva: as batatinhas fritas que veem sequinhas e ainda assim, sem sal, para salgar a gosto (outra customização permitida), douradas e fritas no ponto certo. Infelizmente, o ponto alto fica só nisso.

Ficha técnica:

Gorgonzola Burger

Ingredientes: pão, carne, gorgonzola e maionese.

Preço: R$24,90 (50% de desconto das 17h às 20h)

Ponto alto: batatas fritas no ponto.

Ponto baixo: hamburguer seco, pão seco, queijo pouco derretido, pouca maionese e logística que não nos permitiu desfrutar de uma porção de fritas antes do prato principal.

Avaliação: D+

O Mustang Sally fica na Rua Coronel Dulcídio, 517, no Batel. Curitiba-PR e funciona diariamente a partir das 17h. (41) 3018-8118.

 
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Publicado por em 02/21/2012 em Uncategorized

 

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