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Hamburgueria Rústica – Ervas Finas

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Uma coisa rústica também pode interpretada como algo tosco, meio mal feito, mas nesse caso é só sem frescura,caseiro, mateiro mesmo.
A Hamburgueria Rústica parece casa de vó do interior, cheia de coisas, vários detalhes. Tem uma parede que fizeram como se fosse a frente de uma casa colona. Tem cerquinha branca, janela, flores e tudo mais. Para deixar mais real, tem dois dogs de rua, “muito gente boa”, que devem viver por ali. Dei uma batata que caiu no chão e eles ficaram felizões pulando em mim e balançando o rabo.
Dentro é como se fosse uma cozinha. De um lado tem um armário amarelo (na casa da minha vó tinha um igual, rolou um sentimento), do outro lado, no outro ambiente, tem um fogão e uma geladeira, ambos vermelhos. Em cima da geladeira tem até um filtro d’água, cesto com ovos e coisas do tipo. Entre isso tudo algumas mesas com azulejos coloridos no tampo.

É meio que um contraponto aos lugares mimimis de hambúrgueres gourmets e toda essa afetação supervalorizada que rolou com os hambúrgueres nos últimos tempos.
É o simples em sua complexidade … estou escrevendo tipo o Yuri agora (risos).
Eles fazem parecer que o hambúrguer é um prato típico interiorano brasileiro e não um junk food  de massa como é nos EUA, por exemplo. É uma outra vibe.
Mesmo tendo ingredientes que sua vó não usaria, como cheddar, ervas finas, molho bechamel, mostarda e mel, onion rings, tem um lance meio caseiro além da decoração.

No cardápio tem nove opções de hambúrgueres, mas eles ainda te dão mais três extras, como nos explicou Patrick, o menor aprendiz, em seu primeiro ou segundo dia de trabalho. Patrick agora vai pagar seus próprios jogos de PS3 e aprender a dureza da vida, o trabalho. A morte da infância.

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Quando chega na mesa você já percebe que é uma puta carne, eles ainda dão a opção de você escolher o ponto. E além disso, acreditem, acertam o ponto!  Coisa difícil de se ver por aí, infelizmente.
São uns dois dedos de carne, umas 200g de vaca triturada e temperada, que como eu pedi, veio no ponto, rosada e suculenta por dentro. Magistral.
Numa combinação extremamente feliz, o molho de ervas finas complementa o tempero da carne. O molho na verdade é maionese com alguns verdinhos que chuto serem orégano, alecrim (porque tem gosto de tempero de carneiro) e mas alguma coisa. Parada simples mas bem eficiente.
Do hambúrguer e a maionese do molho, “todo mundo diz que ele completa ela e vice-versa.
Que nem feijão com arroz”. É mais ou menos essa e relação de cumplicidade entre eles.

São duas fatias de queijo processado. Duas!
Lugar que fica vacilando e regulando com uma fatiazinha só, se liga na dica Quem pensar pequenininho, tio, vai morrer sem. Na Hamburgueria Rústica é sem muita economia, é tipo feito por vó que quer agradar a molecada com o suficiente pra satisfazer.

A salada. Tem alface numa quantidade considerável, ela é cuidadosamente colocada enrolada e presa entre a carne e o pão. Essa enrolada, tipo em um maço, da uma crocância bem agradável. E uma vez que tudo que é crocante é gostoso, ponto pra salada.

Só pra dar uma reclamada pra não perder o hábito. O pão, que você pode escolher entre o francês e o de leite, nenhum dos dois é produzido por eles, é um pão bem normal, sem nada de mais. Provavelmente o item mais fraco do conjunto.
Peguei o francês, redondo, não tinha casquinha fininha quebrando, ele é mais grosso, racha e quebra de uma vez. Perto do fim já estava tudo meio lambuzado e escorregadio, fiquei com um terço do pão na mão e a carne caiu no prato com o resto do recheio.   :/

Acompanha uma boa porção de batatas fritas, normais, era de se esperar e seria melhor se fossem batatas rústicas. Hã? hã? Entenderam né, Hamburgueria Rústica, batatas rústicas. Mas eram batatas normais, dessas tipo congeladas. Estavam sequinhas, boas, mas normais. Acompanha um potinho do molho que vem no hambúrguer.  Quase que não precisa do potinho de molho, quando você vai comendo vai pingando sucos da carne, molho, tudo, em cima das batatas que já ficam “temperadas” e prontas.

Para fechar, tinha uma promoção. Se pedisse um hambúrguer e fizesse um check in no facebook (fiz no foursquare) ganha um brigadeiro de colher. Feito na hora, quentinho ainda, caiu bem. Fazia tempo que não ganhava um mimo desses pra fechar uma noite fria curitibana.
Esse foi um daqueles hambúrgueres que te dão um sorriso, assim como as coisas boas da vida deveriam ser, fácil.

Sem provações, sem sofrimento, só o coração enternecido.

Um dia um professor, ou filósofo, ou as duas coisas, numa entrevista no Jô (eu assisto esse gordo xarope, durmo tarde) disse, lá pelas tantas, que felicidade são os momentos que não queremos que acabe. Eu posso dizer que também busco na vida esses pequenos momentos, momentos em que se tem que parar, contemplar e pensar: “Caraaaalho, olha isso!”.
Podem ser coisas grandes ou pequenas, é assim quando se vê o Coliseu, em Roma, com o Last of Us no videogame, com a garota bonita que escolheu dormir nua ao seu lado. . .
No caso de hoje minha felicidade foi o Ervas Finas, lá pela metade do sanduíche, com a cara toda suja de molho, eu queria pedir outro para prolongar esse momento. Mas não, não sou digno de muita alegria e a vontade de querer mais é que faz a gente continuar nessa vida.

Curtam o momento porque ele acaba rápido.

Ficha técnica:

Ervas Finas

Ingredientes: “Pão, hambúrguer suculento, queijo, alface e um suave molho de ervas finas.”

Preço: R$13,30 mais uma água Ouro Fino de 350ml, R$2,50 (porque a gente tem que tomar pelo menos dois litros d’água, amiguinhos). Ficou R$15,80.

Ponto alto: Preço, lugar legal, carne e molho … quase tudo.

Ponto baixo: A lonjura do lugar … e o pão, pra não dizer que não reclamei de alguma coisa.

Avaliação: A

A Hamburgueria Rústica fica na Rua Fredolin Wolf, 325. Não sei nenhum ponto de referência, não conheço aqueles lados. Funciona de quarta a sexta das 18h às 22:30h e finais de semana das 13h às 22:30h. Fone: (41) 8857-7438.

 
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Publicado por em 03/14/2014 em Uncategorized

 

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Denver Burger & Grill – Denver Bacon

Denver

Fomos parar no Denver Burger & Grill por causa dessa foto que apareceu um dia no facebook.

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Mas é o Madero?!
Não. É um emulador do Madero. É o Denver.

Depois do Batha com o cardápio que explicitava “igual a cebola do Outback”, e o molho bigméki,  outra surpresa da região do CIC e do 666 Novo Mundo (pra quem não sabe 666 é o número do ônibus da linha Novo Mundo, e número da besta também). Acho engraçado que essa galera não tá nem aí para direito autoral, propriedade intelectual, plágio … na verdade eu também não, eles e os advogados que se entendam. Estou mais interessado em comer e que o negócio seja bom, cópia ou não.

Lá fomos nós para o outro lado da cidade.
Por fora o Denver é meio escuro, por um momento achei que estava fechado por causa do vidro fumê que faz parecer estar com as luzes apagadas, mas não estava.  O lugar parece ser bem novo, tudo arrumadinho ainda, mesas e cadeiras de madeira, o primeiro ambiente logo na entrada é todo em madeira, até teto. Sentamos na parte mais interna por estar mais claro pra fazer as fotos. Essa parte é onde fica o bar, tem um balcão com umas luminárias, várias garrafas de whisky decorando(?) o ambiente.
Nenhuma Jack Daniels, mas isso me lembrou que sinto uma certa vergonha quando vejo você, jovem roqueiro(a), tirando foto segurando garrafa de Jack Daniels como se fosse algo super legal. Parem de ser manés.
Nada de muita frescura no lugar, mas me passou a impressão de ser bem limpo. E isso é bom em um lugar que você vai comer. Que tenham mais lugares assim nos bairros. Descentralizar o poder, valorizar o bairro onde se mora, movimentar e colocar o povo na rua, tudo isso ajuda a inibir um pouco a bandidagem, é bom.
O Denver é um lugar família, até tinha mesmo uma família com criança e tudo, parece que o povo também trabalha em família.

Tocou sertanejo universitário da hora que chegamos até a hora que fomos embora, infelizmente deve ser uma constante do recinto.

O refrigerante é servido em taça, tipo de vinho, gosto de copos diferentes para tomar refrigerante. Em casa tomo em xícara, caneco, copo de requeijão…

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Não sei se é assim ou se hoje tinha acabado o papel que embalam e servem o sanduíche, mas parece que pegaram uma folha do Chamequinho na impressora, forraram com guardanapo e enrolaram as pontas. Funcional, improvisado, inventivo, mas muito estranho! O meu tinha um adesivinho falando que era o Denver Bacon.

Demorou um pouco além do que a gente considera normal ou está acostumado, levou uns 20 min ou mais. Mas a moça que nos atendeu foi bem educada desde a hora que chegamos, até puxou uma cadeira para colocarmos as bolsas, vou dar um desconto.

O pão é um pão francês bolinha. É um pouco seco, bem quebradiço na parte de fora, mas o miolo era macio. Não curto muito pão quebradiço que enche o prato de farelo e cascas partidas. Parece pão que você come em casa com margarina.

Só uma fatia de queijo cheddar processado, aquele que sempre parece um plástico e que nem derrete, só fica mole. Ele quase da uma cremosidade ao morder e mastigar, mas é pouco, uma pena. Sério, tinha que ter duas fatias pra ficar legal, e umas quatro pra ficar loco!

Não sei se a carne é Friboi, mas gostei. Tem seu tempero e tem um bom tamanho, no cardápio diz 200g, é um hambúrguer gordinho. Às vezes, em algumas mordidas, rolava até um gosto de churrasco, de fumaça, e isso é legal. O hambúrguer nem estava tão passado e estava um pouco seco, acho que nem é questão do ponto da carne, mas sim da quantidade de gordura. Mais gordura e ficaria mais suculento, logo, mais gostoso.

Tem também uns pedaços de bacon em tiras, cortado até um pouco grosso, legal de ver. Seria perfeito se não fosse pelo fato do bacon estar bizarramente mal passado de um lado e carbonizado do outro. Estava amargo, com gosto de queimado mesmo. Um pecado fazer isso com o beican.

Tem uma saladinha, inha mesmo.  Devia ter uma rodela e mais e 1/3 de rodela de tomate, algumas partes de alface ralada. Junto tem um pouco de maionese, que se faz necessária devida a falta de sucos vitais da carne, mas assim como quase tudo nesse hambúrguer, poderia vir mais.

Acompanha umas boas e bem douradas batatas fritas.

Como dizem os chatos apreciadores de café, rola um retrogosto de casca de limão com eucalipto da montanha e bibibi … nesse pós lembra o Madero mesmo, algum tempo depois de comer rolou tipo uns refluxos e aí você sente o gosto do sanduíche. Sou meio Homer Simpson, nessa hora, paro e penso: “humm hambúrguer… gostoso…”.

Parece, mas não é um Madero. Embora esteja no caminho ainda tem chão para chegar no Don Vito Durski.

Ficha técnica:

Denver Bacon

Ingredientes: “Hambúrguer com 200g, bacon, queijo cheddar, maionese, tomate, alface, cebola e pão”.

Preço: R$14,80, com uma coca lata ficou R$18,15 (não sei se tem 10%).

Ponto alto: No geral é bom.

Ponto baixo: Bacon queimado, pouca quantidade dos componentes do sanduíche e é pequeno.

Avaliação: C

O Denver Burger & Grill fica na Rua Aleixo Skraba, 144,no Novo Mundo,  do lado de um Mercado. Funciona de  Segunda à Domingo, 18:00 – 00:00. Fone (41)3268-3297

 
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Publicado por em 10/25/2013 em Uncategorized

 

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Bravus Burger e Grill – Especial Chesse Burger

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Alô, povão, agora é sério!

A mídia ninja do jornalismo gastronômico dos pinheirais está de volta! Voltamos a falar dos hambúrgueres de Curitoba, a cidade da qual a gente vive reclamando, mas gosta.
Nada mais curitibano que retomarmos nossa empreitada pela Av. Batel. Lugar de badalação, gente bonita, riqueza e glamour (bom, talvez em outros tempos).

Por conta de uma sugestão (valeu, Barbara!), fomos conhecer um lugar novo, o Bravus Burger Grill, na Av. Batel, entre a parte residencial e onde começam as baldas. Ali, um pouco antes de chegar no fervo onde é um saco passar de carro (e a pé, de bicicleta, de skate e de patinete também). Fomos numa terça-feira e o transito estava tranquilo. Não entendi direito se eles tem estacionamento ou se são duas vagas, mas o motoboy tirou a moto e pude estacionar o burguer móvel na frente do lugar. Jóia! (+ 3 de camaradagem).
O lugar não é cheio de frescura como se espera dos lugares da região, é meio na linha do Memphis: simples, mas bonito.
Bem iluminado também. Gosto de lugares claros, não só me ajuda pra fazer a foto, mas principalmente ver o que se está comendo, as pessoas, o ambiente e tudo mais.
Você vai ver em uma das paredes uma grande foto de um sanduíche que transborda recheio pelo prato, em outra parede, a mina do “we can do it” fazendo uma banana, um tipo de abajur grande, de teto, com tecido de flores que iluminam bem as mesa logo na entrada.

Chegamos e escolhemos uma mesa da parte dos fundos, mais alta. Isso já é meio que um teste pra ver o atendimento, o cara foi gente boa e falou que já iria ligara luz, que podíamos sentar lá. Diferente de quando fomos no Barba Hamburgueria que ficaram meio de cu doce para liberar as mesas vazias da parte superior.

Isso de sentar no fundo me lembrou uma pira que tenho e vou compartilhar com vocês.
Não gosto de sentar logo na entrada dos lugares com fácil acesso da rua e nem perto de janelas que dão para a rua. Se por um lado facilita uma fuga em caso de emergência, por outro acho que você fica muito vulnerável, que se chegar alguém atirando você é o primeiro a ser alvejado. E também porque sou elitista e não quero que pedintes que não tenham o que comer venham fazer com que eu me sinta culpado por estar ali comendo algo supérfluo. É, eu penso nesse tipo de coisa (o tempo todo).

Enfim, pirações de lado, vamos para a comida que é o que interessa para esse blog bonito.

Já vimos garçom anotar o pedido errado, normal, até acontece, mas dessa vez quem errou fui eu. Pedi errado.  “Ai, que buuurrro, dá zero pra ele!”
Era para pedir o Especial Chesse Burger e acabei falando e mostrando no cardápio o Chesse Burger normal.

Quando chegou na mesa a sensação que me deu foi de solidão ao ver o coitado do Chesse Burger sozinho naquele prato branco. Faltava alguém ali, faltava alma, faltava graça.
Nenhum dos hambúrgueres da casa acompanha batata frita (que marcação, galera!), mas também não custava fazer uma firula de barbecue no prato, uma folha de alface e uma rodela de tomate, sei lá, qualquer coisa para dar uma floreada. Alguém andou faltando a aula de guarnição do prato…

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Em todo caso fiquei com o solitário e pobre Chesse Burger. Chegou rápido e comemos mais rápido ainda.

Mas só pão carne e queijo, é meio pouco, só vai quando não se está com fome ou está sem grana.
Como aqui pra gente rap é compromisso, quer dizer, hambúrguer é compromisso.
Traz um café que pão puro é foda.”

Pedi novamente, dessa vez aquele que eu queria inicialmente. Esse é valendo!
Novamente chegou rápido na mesa. Também solitário e simplório no prato branco, mas agora muito melhor e com muito mais vida dentro do pão.

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O pão dos dois sandubas era o mesmo, o tradicional de hambúrguer, bem fresco,  com a porosidade que deixa fofinho, como um pão como deve ser, e com os gergelins se desprendendo, como não deve ser.
Mas quem liga para gergelim, por mim nem precisava ter isso.

De primeira achei a carne um pouco salgada. Pode ter a ver com o fato de que em casa sou acostumado com muito pouco sal. (Tem que cuidar da pressão, né? A idade está chegando e não quero ter um derrame enquanto for sexualmente ativo. Já é difícil achar uma gatinha sendo quase normal, imagina paralisado de um lado…. se bem que o Carpinejar é todo deformado e tem uma namorada gata, talvez eu deva me preocupar menos com o sal e mais em como fingir entender as mulheres, fazer frases de amor, essas picaretagens.)  Já o Yuri achou meio sem sal, então agora vocês tem que ir lá tirar a prova dos nove.

É um hambúrguer de tamanho médio(bom), um dedo de carne, nem grande e nem pequeno. Os meus dois foram tirados um pouco antes de ficarem bem passados, da para ver pela cor na foto.  Não chegou a secar a carne, mas poderia ter sido tirado um pouco antes, os sucos da carne misturando com os queijos ia fazer subir a nota. Desse jeito, passou raspando no nosso ENEM das hamburguesas.

Agora o que deu vida a esse hambúrguer: o queijo. É um Chesse Burger, derrr!
Essa mistura dos queijos acho que deu bem certo. Eu particularmente gosto, até mais do que devia, desse cheddar cremoso sem vergonha.  É artificial que só ele, mas eu gosto. Rola aquele lance de memória afetiva, me lembra comer cachorro quente de madrugada, não que eu faça muito isso, mas é legal.
A pastosidade do cheddar nesse caso ajuda bem já que não se tem nenhum molho(nem maionese) ou salada complementar que de uma umidade ao sanduíche. Lembrando que a carne estava quase bem passada.
Ah, e essa fatia de provolone, que beleza. Sabe o que é morder e sentir cortar o queijo com os dentes, e também puxar e esticar. Pois é, infelizmente nem sempre é assim. Acho que uns 36% do sucesso de um hambúrguer vem do queijo e a galera não presta muita atenção nisso.
O gosto e o salgado característico do provolone é sentido, mas não é sempre predominante,  às vezes ele é bem amenizado pelo cheddar. As texturas e consistências dos dois queijos mais a carne é bem interessante, só faltou um bacon em cubos, como no finado Alta Voltagem, para ficar uma experiência sensorial mais completa.

Gostei dessa mistura de dois queijos simples, na verdade um queijo e meio né, queijos processados são só 50% queijo. A outra metade deve ser algum derivado do petróleo porque esse negócio parece um plástico.

Por ser na área onde é comum “os boy beber dois mês de salário da minha irmã”,  o Bravus é considerado barato, tá certo que não tem acompanhamento de batata, mas a molecada vai curtir se descobrir que podem forrar o estômago com pouco dinheiro e vai sobrar mais para o gole ou até para pagar um drink para uma gata na balada (olha a dica molecada!).

 

Ficha técnica:

Especial Chesse Burger.

Ingredientes: “Pão, hamburger, queijo cheddar cremoso, provolone”.

Preço: R$8,50 do Chesse Burger +R$3,50 coca-cola lata + R$13,50 do Especial Chesse Burger. Total 25,50.

Ponto alto:  A boa fatia de provolone, bom tamanho, e ser meio em conta.

Ponto baixo: A inexistente apresentação, a carne poderia estar um pouco mais no ponto, e não ter acompanhamento de batata frita.

Avaliação: C

O Bravus Burger Grill que fomos fica na Av. Batel, 1.700, na frente de um tal Boteco Santi. Seg. – Sáb. 11:00 – 00:00 e Domingo das 17:00 – 00:00. Tem delivery, (41) 3010-2525.

 
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Publicado por em 08/09/2013 em Uncategorized

 

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Kaes Bar – Kaes Cheddar

Kaes Bar

Honestamente, não sei por que ainda me atrevo a pedir hambúrguer de cheddar em estabelecimentos que eu não conheço. Deve ser o impulso que me lança intrepidamente rumo ao desconhecido dos sabores e, tal qual o astronauta perdido busca a estrela mística Galadriel, eu busco me surpreender ante o vasto oceano de mesmice que encontro quando falamos deste queijo específico. Mais uma vez, a pasta processada – e muito mal processada, se alguém quiser saber – é a lebre vendida por gato por essas bandas, e o problema continua sendo o gosto. Eu gostaria de saber se tem alguém que come essa porcaria que não seja esse tipo de degenerado que come salgadinho Elma Chips aos borbotões, porque se o que você está procurando é o fino sabor de gordura e especiarias, você achou o cheddar do Kaes Cheddar. Taí um sanduíche que até teria um certo potencial se não fosse a escolha desastrosa dos ingredientes.

O primeiro ponto alto seria o próprio lugar. O Kaes é um desses bares que se orgulha de vender cerveja, uma paixão pelo próprio produto que só encontra similares em sex shops, lojas de videogame e certas igrejas. Com suas bolachas de chopp cobrindo o teto, suas capas de garrafa fazendo as vezes de luminárias e suas mesas cravejadas de chapinhas, sua decoração rústica e seu pay-per-view ligadão no futebol, o lugar é o equivalente social da chamada man-cave, o reduto do guerreiro homem que, quando menos percebe, tem sua casa toda redecorada pelo toque feminino da cônjuge e retrai-se, resignado, a um mísero quartinho de mobília duvidosa, guitarras, charutos e destilados. No Kaes, os homens podem se sentir homens, e, ainda que a oferta de narguiles atraia a atenção de muitas patricinhas e a playboyzada de costume, o lugar se fortalece sem deixar o público o prejudicar.

Seus lanches, por outro lado, são uma bela decepção. Os hambúrgueres, embora disponham de vasta e rara disponibilidade, não passam de variações sobre o mesmo tema – e isso não é tão óbvio quanto pode parecer. A diferença entre um e outro às vezes é o acréscimo ou a subtração de um único ingrediente, e a diferenciação entre hambúrgueres “Classics” e “Premium” não é tanta como queria o apartheid gastronômico promovido nesse estabelecimento. Por isso, escolho o sanduíche que mais destoasse do quadro geral, que é esse Kaes Cheddar. O cardápio diz que ele vem com dois hambúrgueres de 90g, queijo cheddar derretido com cebola caramelada. Basicamente os ingredientes que compõem qualquer hambúrguer de cheddar no Brasil. Agora, os caras devem achar que eu nasci ontem pra cair nessa de “queijo cheddar derretido”, porque, amigo, o dia que alguém aqui nessa terrinha esquecida por Dios derreter um naco de queijo cheddar pra colocar num hambúrguer, gabiru ganha chifre. Sério, qual o problema de falar que é um requeijão sabor cheddar, ou uma gordura sabor queijo, qual é a questão moral de se falar a verdade, afinal de contas? Pois muito bem, eis o bicho:

Kaes Cheddar

A apresentação é desajeitada como o sanduíche inteiro. Em uma noite fria que fomos, servir a carne assim, à mostra e desprotegida do sereno, é um crime contra todo ser humano que deseja fazer uma refeição quente. As batatas, por sua vez, são dignas de lágrimas raivosas. Como, meu Deus, como um estabelecimento serve batata chips industrializada para acompanhar seus lanches? Nem se você resolver ser auditor de prédio público você vai testemunhar tamanha negligência, amigo. Eu me recuso a comer essas paradas, não foi pra isso que me inscrevi nesse casual dining crawl que faço com tanta diligência e esfomeada dedicação. Me recuso.

A carne e o pão, esses sim são dignos de nota. A carne, é bem verdade, estava um pouco fria e monocromática, indicando a pobreza de gordura, a ausência de sucos e a demora que fez passar do ponto, mas tinha boas e saudáveis marcas de grelha e é de uma espessura considerável. E o fato de serem dois hambúrgueres foi o que me chamou a atenção, não só porque eu estava com muita fome, mas porque também fica difícil por esses tempos de concorrência acirrada considerar que um único hambúrguer de 90g possa ser o protagonista de um “Premium”. De qualquer forma, a quantidade foi insuficiente – talvez se eu tivesse me entupido de batatinha hidrogenada, estivesse saciado, mas tive que pedir um hamburguinho pra calibrar o estômago depois. O pão, por sua vez, é um pão bem macio e gostoso, não tem muito o que possa se dizer sobre ele devido a seu caráter genérico, mas acho que se o pão não pode brilhar, que pelo menos passe ao largo como bom coadjuvante que não deseja roubar a cena.

Agora, há um quinto elemento nesse disparate que chamaram de sanduíche que é a maionese caseira. Trata-se de uma pasta verde, levemente temperada com alho e outras especiarias, o que pode ser muito bom, se você estiver imaginando a coisa por um aspecto positivo, mas é a pior maionese caseira que eu já comi. O gosto é tão forte, e ao mesmo tempo, tão suave, que só pode se tornar enjoativo. O gosto me lembrou umas coisas que comi num Subway em Santiago do Chile, uma péssima lembrança gastronômica que não gostaria de lembrar. Por sorte a maior parte do molho vem num potinho separado, mas ainda vem um pouco dentro do pão. Uma pena.

No fim, o Kaes é uma man-cave coletiva com muita ruteza e personalidade, mas os hambúrgueres Premium que eu pude testemunhar não são aquilo que prometem. Por sorte, o lugar tem um diferencial que faz todo o resto vale minimamente a pena: o preço. O sanduba mais caro de todos ainda tem um precinho camarada, e como não gostar de um lugar desses?

Ficha técnica:

Kaes Cheddar

Ingredientes:  “Pão especial, maionese, 2 hambúrgueres 90g, queijo cheddar derretido com cebola caramelada”

Preço: R$12,90 + Coca-Cola lata R$3,50 e R$2 de entrada. Francamente, dois reais de entrada???

Ponto alto: Preço bom, carne dignamente grelhada (embora não tão bem composta) e pão coadjuvante.

Ponto baixo: Cheddar horroroso, maionese pior ainda, batata industrializada como acompanhamento.

Avaliação: E+

O Kaes Bar fica na Rua Doutor Manoel Pedro, 715, no Cabral. Funciona de segunda à quinta 18h-00h. Sexta e sábado 18h-02h. (41)3253-3997.

 
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Publicado por em 04/12/2013 em Uncategorized

 

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Outback – The Outbacker Burger

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No meio de uma semana fria e chuvosa, resolvemos nos aventurar na aridez do outback australiano sem precisar ir muito longe de casa — nem saímos da capital gralha azul.
Outback é algo como o sertão brasileiro, só que na Austrália, que é aquela ilha lá do outro lado do mundo (15596.065 km de distância), onde uma porrada de brasileiro classe média vai fazer intercâmbio e que também tem bichos muito loucos, perigosos e fofos como o coala (você pode ser todo bronco e machão mas aposto que também abraçaria um coala se não tivesse ninguém olhando).

O Outback Steakhouse já é um lugar meio manjado, tem em outras cidades e tal… esse que fomos fica naquela praça de alimentação chic, logo na entrada principal do Shopping Curitiba, pela rua Brigadeiro Franco. E pensar que em outros tempos o Habib’s comandava aquela área, heim?
O Outback fica bem do lado do The Fifties, que estava totalmente vazio nesse dia. . . já sabemos porque, ?!

Sem mais delongas, escolhemos a mesa e aí chega o garçom, que se ajoelha (tem que se ajoelhar porque o negócio é de bacana e rico não gosta de ser visto de cima nem pelo garçom) e se apresenta: “Olá, meu nome é Daniel e eu vou servi-los…”
O Daniel, agora que sei o nome dele tenho que chamar pelo nome, e não por garçom. Já diria o Christopher McCandless, abordo do Magic Bus “…chamar cada coisa pelo seu nome correto”. Mas confesso que não sou uma pessoa com muito traquejo social e acho estranho ficar chamando o cara pelo nome, parece (e é) uma falsa intimidade que não me agrada muito.
Voltando, o Daniel nos perguntou se era nossa primeira vez no Outback, e era, provavelmente por isso, nos mandou um pãozinho preto levemente adocicado e muito macio, com um pouquinho de manteiga, de aperitivo. Ou seja, sempre diga que é sua primeira vez e ganhe um pão grátis.

Nem tínhamos comido esse pãozinho cortesia e já estava chegando os hambúrgueres, rápido como uma bumerangada de um aborígene.

Uma coisa legal é que o Daniel nos alertou ainda na escolha do pedido, que as carnes são apimentadas e que se quiséssemos poderiam diminuir a quantidade de pimenta. Dito e feito. Aprende aí, New York Café.

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Começando pelo pão, é um pão careca tipo de leite muito, muito macio, assim como o pão preto da cortesia, e lembra um pouco o pão do Rock’a Burger, só que mais robusto. Eu não fazia ideia que os australianos tinham as manhas de fazer um pão molinho e gostoso. O pão também deu uma passada de leves pela chapa porque ficou com a bordinha de dentro levemente tostada. Poderia ficar mais tempo até ficar crocante mesmo.

Carne rosada por dentro e passada por fora, quase que não precisa mais do que isso. Como sempre, carne rosada é sinal de suculência, e com tempero amenizado para clientes frescos, é meio caminho andado para a satisfação do freguês. Tenra a ponto de quase desmanchar à mínima pressão dos dentes.
Embora diga ter 200g, é um hambúrguer relativamente fino, saca só na foto o tamanho em comparação ao tomate. Nunca, digo nunca, a carne pode perder em tamanho para um tomate, né!? Já que não vão aumentar a carne, da pra afinar o tomate, malandrage.

O queijo processado é escasso, poderia ter mais uma fatia, pelo menos. Mas deu para ser sentido e degustado mesmo em meio aos outros gostos, e rolou até um parada legal. Eu estava lá mastigando, conversando e tal, de repente por um segundo tudo para e “humm, queijo!” … e logo em seguida o mundo volta a girar e você continua mastigando e conversando. Pena que isso só aconteceu na primeira mordida, depois nem vi mais o dito cujo.

Vou agrupar as partes negativas. O bacon, cruzado em X em cima do queijo, passou do ponto, uma pena, ficou seco a ponto de quebrar e lascas caírem no prato. Quase arenoso como as terras do outback australiano, não era bem esse toque de autenticidade que eu queria.
O segundo ponto negativo é que tem muita alface ralada que junto da maionese vira uma pista muito escorregadia para o bonde que vem por cima. Junto da rodela anabolizada do tomate (sério, era um tomate muito grande no seu diâmetro), fica muito molhado e a parte de baixo do pão acaba desmilinguido, escorregando e dificultando a manobra braçal de comer sem talheres.

As batatas que acompanham são rústicas pero no mucho, elas são batatas palito bem cortadinhas e algumas tem um pouco da casca para provar que são batatas de verdade e não aquelas industrializada pré-cozidas. Não numa quantidade monstro como do NY Café, mas é uma quantidade bem satisfatória.
As batatas foram levemente salpicadas com uma pimentinha, mas pouca coisa, até eu comi bem de boa, e naquele momento nem teria tanto problema porque o refrigerante era refil, ou seja, poderia tomar tanto quanto fosse necessário.

O refrigerante é no esquema de refil, mas não é como no Burger King onde você vai lá  e pega qual quiser. Aqui você escolhe e o Daniel traz numa caneca pesada dessas que vocês tomam chopp. Acho que nunca tinha usado uma caneca dessas, achei divertido, criança se diverte com qualquer coisa. Quando a caneca está esvaziando, o Daniel passa e pergunta se quer outra, e mais outra, na nossa última rodada ele se antecipou e já chegou com novas canecas cheias.
Muito eficiente esse Daniel, não tinha como negar os 10% (que são opcionais). Até porque com esse lance de agachar para ficar na altura do cliente mala, ele vai precisar da grana para uma futura fisioterapia no joelho.

Resumindo, é uma baita refeição, ainda mais com o complemento do refrigerante infinito, sai de lá quase rolando do banco. Fator sustância alto . . . em cima, alto em cima, alto em cima, em cima!!
Pena que é caro, mas em uma ocasião especial ou no começo do mês até da para gastar parte do soldo para fazer um lanche legal.

Só se vive uma vez.

Ficha técnica:

The Outbacker Burger

Ingredientes: Descrição meio bisonha do cardápio “O suculento hambúrguer dos guerreiros mais “SÉRIO” ainda: agora com 200g. Com maionese, tomate e alface, cebola, picles e queijo(bacon opcional). Servido com fritas”.

Preço: R$29,90 + Coca-Cola refil infinito por R$6,95.

Ponto alto: O conjunto é bem bom, pão muito macio, boa carne, boas batatas e bom fator sustância.

Ponto baixo: Alface ralada com a maionese, pouco queijo e o bacon passado, além do preço que quebra as pernas proletárias.

Avaliação: B+

O Outback fica no Largo Curitiba do Shopping Curitiba, que por sua vez fica Rua Brigadeiro Franco, 2300, no Batel. Funciona durante o horário de funcionamento do Shopping, obviamente. (41) 3013-7978.

 
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Publicado por em 03/22/2013 em Uncategorized

 

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Outback – Smokehouse Burger

outback

Alguma coisa me fez repudiar o Outback desde o exato momento em que a tradicional e internacional rede de restaurantes especializados em brutalidades carnívoras se instalou no Largo Curitiba do shopping que leva o mesmo nome da cidade. Minha namorada diz que é porque a gente tentou comer lá algumas vezes e sempre tinha fila de espera de mais ou menos uma hora. Pode ser. Mas o fato é que Curitiba, em seu lento porém constante processo de globalização, têm recebido com muito festejo toda e qualquer iniciativa multinacional que resolve fixar raízes nesse vale de lágrimas e araucárias, e eu, como bom misantropo avesso à comoção popular por novas opções de consumo, tenho uma tendência natural a torcer o nariz para esse tipo de coisa.

Felizmente, nossa visita ao Outback – talvez um dos últimos lugares para irmos a pé em nossa exploração pelas hamburguerias da cidade – bastou para tirar toda e qualquer antipatia que eu pudesse vestir como uma coroa de negatividade, para citar aqui uma boa música do Tool. Do começo ao fim fomos bem recebidos e atendidos por um garçom treinado para lidar com as veleidades sintomáticas do mundo nouveau-riche, que se ajoelha para nos atender e não olhar os poderosos de cima. Ganhamos um pão australiano – um pão de centeio a base de mel e chocolate – como cortesia e o refrigerante custa R$6,95 o refil. Ou seja, refrigerante infinito.

De qualquer forma, cabe aqui uma breve explicação para quem nunca ouviu falar no Outback. Sei lá, gente que talvez é chique demais para ir ao Shopping Curitiba, mas não chique o bastante para viajar para outros lugares que possuam uma cadeia do Outback. Bom, o Outback é um restaurante australiano que, como qualquer produto cultural para exportação do novíssimo continente, é caracterizado por comidas e talheres de proporções exageradas. Algo que me diz que a coisa toda não difere do tamanho da comida nos Estados Unidos, a matriz dessa grande filial que é a Austrália, mas acho que tudo passa pela indústria cultural. Para quem não sabe, no começo dos anos 90, o país dos cangurus, subsidiado pelo país dos maníacos homicidas de colégio, começou a exportar uma série de elementos originários do país para o resto do mundo, como as lanchonetes Subway, atores como Mel Gibson e Nicole Kidman (que não são australianos, aliás) e filmes da franquia Crocodilo Dundee, entre outros. Logicamente, a coisa não durou para sempre e foi preciso reinventar a roda em matérias de exportação. A Austrália então recuperou seu lugar no mercado café-com-leite se utilizando de uma de suas maiores glórias: a pecuária bovina e ovina, que detêm os maiores rebanhos totais do mundo, perdendo apenas para países em que as pessoas preferem venerar a comida do que comê-la. Vai entender. A rede é especializada em carnes, mas não há penetração no mercado global sem variedade, e um cardápio diversificado, que conta inclusive com hambúrgueres, pode ser encontrado em qualquer loja.

Minha escolha, dentre as três opções válidas de hambúrguer picante, como bem frisou o atendente, foi um lanche chamado Smokehouse Burger. A descrição diz:

“Bem ao estilo do Louisiana, com um toque do delicioso Flame Sauce e cebolas grelhadas, que dão a esse novo hambúrguer de 200g um sabor único. Servido com alface, tomate, queijo, maionese e bacon. Ah! E com nossas fritas também! 29,90”.

Bom, antes de irmos direto ao ponto, é preciso dizer que a descrição, por mais detalhada que esteja, deixa muito a desejar por não necessariamente se adequar ao conhecimento de mundo do leitor comum. Eu, por exemplo, por mais que seja um exegeta do hambúrguer, não sei o que é um hambúrguer à moda do Louisiana simplesmente porque nunca fui pra lá, e dito isso me sinto na obrigação de acrescentar que meu julgamento está completamente comprometido, pois não tenho como comprovar que o Smokehouse Burger realmente é feito à moda de Louisiana. Também não sei o que é um Flame Sauce, mas o atendente me diz que é algo “próximo do ketchup”, mas não necessariamente um molho barbecue. Por fim, a aparente distração do redator do menu, com seu informal “Ah! E com nossas fritas também”, devo dizer que é simpático, embora não esteja completamente certo de que tal descuido é desejável em um estabelecimento caro como esse.

Enfim, tá aqui o bicho:

Outback burger

Algumas considerações prévias são constatáveis a olho nu. A batata-frita, por exemplo, é cortada em perfeitos prismas retangulares embora a casca da batata seja mantida. Um novo híbrido entre a batata rústica e a papa belga a que você está acostumado a comer, e ainda por cima, como viria a descobrir mais tarde, é muito boa! Diferentemente da experiência desastrosa do New York Café, aqui a batata é temperada apenas com um pouco de pimenta, se tornando levemente picante, mas de forma alguma comprometendo o protagonismo do prato.

O queijo, por sua vez, é um excelente turn off nesse prato. Uma fatia insossa de queijo processado não era o que você esperaria por um lanche tão refinado como esse. Parte da fatia estava se partindo em uma única e triste listra caindo por cima do resto. Não consigo conceber tamanha desconsideração pelo queijo por parte dos chefs. Gente, botem uma coisa na cabeça: se o sanduíche genérico pelo qual todos pedem se chama Cheeseburger e não, tipo, Bread and Burger ou Saladburger, é porque o queijo se tornou o Jessie Pinkman para o Walter White que é a omnipotente carne. Mais amor, por favor.

O pão dá a tônica do que é o hambúrguer do Outback. Macio como todo o conjunto. Macio, liso e levemente salpicado de farinha por cima, o pão, muito similar ao do JPL é a certeza de que os padeiros australianos são bons e que é possível sempre comer mais um pedacinho. Um interior quente e poroso, repleto de corpos cavernosos para absorver bem os molhos e a umidade da salada, é quase um pão perfeito, ponto alto desse sanduíche.

Aliás, falando em salada, devo dizer que a salada é outro acerto, e olha que pra eu falar isso é realmente algo fenomenal. A alface é ralada, uma coisa muito inteligente de se fazer quando se pretende construir um hambúrguer alto, porque não compromete ainda mais o volume com algo que vai irremediavelmente se deformar quando o glutão-alvo (eu, no caso) pegar com força no pão, e quando os incisivos rasgarem um pedaço para soltá-la dentro da boca. A cebola caramelizada é escassa, o que é uma coisa boa porque quem quer comer uma porrada de cebola em cima da carne come bife acebolado ou carne de onça logo de uma vez e não fica enchendo o saco. Por fim, o tomate é algo digno de nota histórica, porque nunca vi um tomate tão gigantesco quanto o que colocaram dentro do meu hambúrguer. Sério, a rodela inteira era do tamanho da carne, e era um corte generosamente grosso, de maneira que podia se jurar que estava mordendo um hambúrguer vegetal, carnoso e incrivelmente vermelho. Gostoso, mas depois de um tempo encheu o saco.

O bacon também estava surpreendentemente bom. Localizado em uma zona intermediária entre o bacon macio e o bacon crocante, a tira grossa e escura de carne suína temperava o sanduíche de cima para baixo com seu sal e seu gosto defumado, como uma língua de sabor encorpado que depositava suas mais preciosas proteínas por cima do totem lipídico que me encarava.

Por fim, a carne foi uma das melhores que já comi. Quase sempre a carne acaba ficando um tanto aquém do resto da matéria, mas nessa ocasião ela se manteve digna perante o resto, e macia e suculenta sem ser fibrosa nem insossa. Repleta de sucos e com seu cerne intactamente vermelho, ela coroava o meu Smokehouse Burger não apenas com sabor mas com sua textura macia e agradável tanto na entrada quanto na saída, e era levemente empapada pelo tal Flame Sauce que, honestamente me passou despercebido. Por outro lado, não esperaria menos de um lugar que se gaba de saber tratar bem suas carnes. Well played, Outback, well played.

Ah, o Outback é um estabelecimento que se gaba de ter carnes picantes, mas mesmo eu, que sou fraco para pimenta, não senti esse sabor acentuado não. Sei lá, a batata estava mais apimentada. Ainda bem, porque não quero passar a noite bebendo água como daquela vez do New York Café.

Ficha técnica:

Smokehouse Burger

Ingredientes: “Bem ao estilo do Louisiana, com um toque do delicioso Flame Sauce e cebolas grelhadas, que dão a esse novo hambúrguer de 200g um sabor único. Servido com alface, tomate, queijo, maionese e bacon. Ah! E com nossas fritas também!”.

Preço: R$29,90 + Coca-Cola refil infinito por R$6,95.

Ponto alto:  Carne estupenda, pão macio, tomate monstro, alface ralada, bacon sinistro e batatas sinestésicas.

Ponto baixo: Queijo processado chinfrim e, obviamente, o preço, porque ainda não estou convencido de que é legal pagar 30 reais num hambúrguer.

Avaliação: A

O Outback fica no Largo Curitiba do Shopping Curitiba, que por sua vez fica Rua Brigadeiro Franco, 2300, no Batel. Funciona durante o horário de funcionamento do Shopping, obviamente. (41) 3013-7978.

 
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Publicado por em 03/15/2013 em Uncategorized

 

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