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Atelier Bistrô & Bar – ABBURGUER

atelierbistro Desde que voltamos de férias a nossa empreitada em busca dos melhores hambúrgueres tem andado difícil. Tá tudo muito meia boca. Eu sempre chego num lugar com expectativa, pensando “me surpreenda, puto!

O Atelier Bistrô & Bar é um lugar de/para bacana, daqueles que eu nunca entraria se não fosse para levar e tentar impressionar uma garota. Embora não seja tão cheio de nove horas, é um lugar bem batel. No lado de fora tem umas mesas, uns matos que sobem pela parede, dentro tem luminárias em forma de lâmpada que descem do teto até próximo das mesas. Bonito, mas não ilumina muito. Numa das paredes tinha um desenho em giz, a parede é tipo um quadro negro, de um jacaré gigante com uma igrejinha em cima da ponta do rabo. Gostei. Nessa noite também tocava música tradicional mexicana, ou cubana, animada, mas ninguém dançava. Não vou falar muito do lugar porque quero falar da comida, afinal, isso é um blog de hambúrguer (embora no começo nunca pareça). Primeiro, lá só tem hambúrguer na quarta-feira. Os caras tiram o dia para preparar as coisas e se dedicar para o negócio como logo mais vamos ver. Uma vez por semana também é uma média boa para comer “porcaria”. Uma vez por semana não mata e não deixa ninguém gordo. _MG_0007__ Dia desses estava ouvindo uns discos no youtube e aí tinha um tal Fu Manchu, que não conhecia, uma capinha com um skatista numa piscina, bem anos 90. Dei play e quando olhei, tinham passado quatro segundos. Foi o suficiente para eu poder falar que aquilo era bom. É isso que a gente busca, um hambúrguer, que nos primeiros segundos, na primeira mordida já seja o suficiente para te arrancar um: “humm, foda!”. Antes do hambúrguer nos foi servido umas cinco fatias de pão e um potinho com manteiga. Um agrado enquanto espera. O couvert.

Começando pela salada, sou do tipo que come a salada pra se livrar e daí começar a festa. O tomate e a alface só vi no começo, lembro da alface ser bem verde, não era americana, mas antes de chegar na metade do sanduíche eles tinham desaparecido. Achei bom comer salada sem nem perceber, é tipo bater a cota e partir para o lucro que ainda viria a ser grande a essa altura. O lucro era uma carne com dois dedos de espessura e que escorria gostosura. Vocês não vão ver mas agora eu fiz um gestual de “poder” com a mão esquerda enquanto pensava no escorrer. É uma carne poderosa. Segundo o cardápio, 180g de fraldinha e entrecôte, mais ou menos como fraldinha e contrafilé. Com uma quantidade bem calculada de gordura, muito bem executado, com uma leve crostinha por fora e ainda rosado no interior. Uma carne saborosa e muito suculenta… e nós sabemos o quanto é bom uma “coisa” molhadinha em nossas mãos.

O ponto negativo que vou colocar aqui não é bem negativo, mas vou falar que é porque eu tenho que reclamar de alguma coisa. Senão, não sou eu. A cebola caramelizada (esqueci de pedir sem), ajudaria em outros lanches secos e sem graça, mas não é o caso desse, aí acaba ficando meio doce. Doce demais para o meu gosto, e tira um pouco a graça de outros ingredientes. É o mesmo caso do barbecue, para mim contamina o gosto das outras coisas e fica tudo com gosto do molho.  Prefiro as nuances e diferenças de sabores. E fica mais doce ainda porque o pão é um brioche levemente adocicado.

O pão é muito bom, aliás. Muito fresco, feito por eles mesmos no dia, e bem macio, grande, cabe tudo dentro, e olha que a carne é grande. São duas partes íntegras, a de baixo bem grossa e a de cima passada um ovo que, depois de assado, dá uma blindada na crosta. Mesmo com bastante, bastante mesmo, molho das cebolas e sucos da carne (devia ter tirado uma foto para mostrar como ficou o prato), o pão não desmanchou, absorveu parte do suco da carne e se manteve firme e forte. Tem bacon opcional, e como alguém podendo escolher sem pagar nada a mais não pegaria bacon? Lógico que eu pedi, era “de graça” e também porque estou em regime de engorda, morram de inveja. Mas nem se animem muito porque o bacon quase some nas cebolas caramelizadas. Vi ele lá, bonito, mas senti mesmo o gosto umas duas vezes só, uma pena porque segundo eles o bacon é defumado, assado e preparado lá mesmo. Se não queimar, como rolou num dos últimos posts, não tem como não ser bom. Minha dica é: pegue sem cebolas caramelizadas e aproveitem os outros sabores, a menos que você goste de comida adocicada. Eu não gosto, pra mim hambúrguer é comida salgada e só salgada.

Nessa onda de um gosto ficar apagado, vamos falar da fatia de cheddar inglês. Cheddar inglês é foda. Frescurada hein, galera! Dá para usar um cheddar bom nacional e colocar mais quantidade. Obrigado, de nada. E também tem uma maionese com verdinho, diz que é pimentão, queria ter sentido melhor, mas você vê como foi passada a maionese no pão e percebe todo o cuidado na preparação do negócio. Legal de ver. As batatas, diferente de tudo que tivemos até agora, muito me agradaram. Não são batatas profissionais, industrializadas e  pré-moldadas, pré-cozidas, pré-fritas, pré-gostosas. São batatas de verdade cortadas fininho e depois fritas parecem ter sido desenhadas por crianças da pré-escola, como o jacaré da parede da entrada. São todas sem formas definidas, cada uma é torta de uma forma única. Sequinhas, algumas mais crocantes, alguma mais molinhas, mas salgadas no ponto e com uns pequenos raminhos de orégano pra fazer um charme e dar um cheirinho gostoso. Já falei aqui no blog em outros posts da minha implicância das batatas que já vem salgadas e o meu medo de ter derrame e ficar zoado por causa de muito sal, mas essas os caras acertaram a mão. Vocês vão falar: ah, mas um lugar caro com essas batatas iguais as da sua mãe que nem sabe fritar batata direito? Sim, é isso mesmo, e achei do caralho! Além de vir numa quantidade legal. É caro para um hambúrguer, deu 32 reais com a coca-cola de 4,50. E a sugestão deles é tomar uma cerveja de 22 reais! Então se você paga 22 reais numa cerveja, bom pra você que é rico e não vai achar que o sanduíche é caro. Mas, para o proletariado, 32 reais é o preço de uma refeição, não que o hambúrguer não sustente como tal. Até vale, mas com essa grana eu almoço dois dias no centro, tomo suco e um sorvete.

Ficha técnica:

ABBURGUER

Ingredientes: “brioche, 180g de fraldinha e entrecôte, cheddar inglês ou creme de gorgonzola, cebola caramelizada, leve maionese de pimentão e o bacon, aos que desejarem, além da batatinha frita para acompanhar”.

Preço: R$25,00 + uma coca lata R$4,50 + 10% = R$32,45

Ponto alto: O preparo, os ingredientes, a carne, as batatas fritas …

Ponto baixo: O preço e, pra mim, a cebola que adocica (meu amor, a-do-cica).

Avaliação: A

O Atelier Bistrô & Bar fica na Alameda Augusto Stellfeld, 1527, no batel.  Tem um celular como contato no facebook, sei lá, liguem aí pra ver (41) 8808-2232. Funciona de terça à sexta 19:00 – 00:30, sábados das 11:45 – 15:30 e 19:00 – 00:30, domingos das 10:00 – 15:30.

 
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Publicado por em 11/22/2013 em Uncategorized

 

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Denver Burger & Grill – Denver Burger

Denver

Não é pouca a literatura destinada ao tema do duplo. Os doppelgänger, como os escribas germânicos batizaram a figura mística que em tudo se parece com a forma original, desestabilizam nosso mundo orgânico idealmente único – e imperfeito, por consequência. De certa maneira, um duplo é uma ferida narcísica que se abre na carne de nossa crença máxima de que somos resultados da ação de nossas próprias experiências sobre o suco genético que nos foi impresso nas células. Se somos especiais, o somos por sermos únicos. Se não somos únicos, não somos tão especiais portanto, com o perdão da expressão axiomática aqui. Mais ainda (e aqui entram os devaneios dos nossos romancistas) o temor de que apareça um doppelgänger fisicamente idêntico a nós, mas com valores invertidos – um gêmeo do mal –, para nos usurpar a vida virtuosa construída sob muito esforço e resignação, ao mesmo tempo em que pode ser interpretado como uma autossabotagem psicoanalítica, de que nosso maior nêmesis são nossos monstros interiores, guardados a sete palmos abaixo de nossa manta de civilidade, é também fruto de um otimismo assertivo que não nos deixa enganar: se há um gêmeo do mal, é apenas porque nós não podemos sê-lo, acreditando-nos tão outro, tão espelho do vício, tão cornucópia de virtudes. Fato é que, seja qual for o caso, o duplo só pode existir para dizer algo sobre o original, nunca para figurar com vontades e características próprias.

O Denver Burger, ao criar um duplo do Madero, a hamburgueria favorita do curitibano de classe média alta, parece fazer o mesmo. Mais do que copiar uma fórmula que se sabe eficiente, o hambúrguer do Denver diz mais sobre a galinha dos ovos de ouro do Durski do que sobre si mesmo. Ao replicar uma fórmula em um mundo orgânico e imperfeito, ele dá contornos de perfeição a esse mesmo mundo. É como se dissesse “este é igual ao outro porque em nada pode ser melhorado”. E de fato não há, substancialmente, nenhuma diferença entre a montagem do Denver Burger e a montagem de um Cheeseburger Jr. Hambúrguer grelhado, pão francês bola, queijo processado, alface, tomate e cebola com maionese. É tão parecido que a foto que o Murilo colocou na sua explanação como sendo a foto publicitária da hamburgueria do Novo Mundo não deixa negar a homenagem, a inspiração, o plágio, o clone, o duplo, a cópia, o xerox, o doppelgänger, chamem como quiser.

Denver Burger

Obviamente que o que o Madero pensa sobre isso não nos interessa. Estamos aqui para falar do Denver, algo inédito na história dos doppelgänger, vamos dissecar o duplo ao invés do original, dando assim contribuições sociológicas e gastronômicas nunca antes vistas na nossa esparsa e aleatória produção acadêmica.

É claro que o gosto não é e não pode ser o mesmo. A carne é boa, mas algo faltou. Um it, um mojo que não pode ser igualado sem o know-how devidamente passado pelo mestre hamburgueiro. Ela ficou seca, parecendo um kibe por dentro, como a foto tirada porcamente com celular abaixo pode atestar.

Denver Burger

O queijo também não ajudou muito na coisa. Processado e sem aquela gordura líquida necessária para lubrificar as engrenagens da suculência, toda a parte liquefeita do lanche ficou por conta da ínfima camada de maionese que se perde entre folhas de alface, tiras de cebola e rodelas bem secas de tomate, com muito pouca geleia. Era preciso pelo menos meia pá a mais de maionese pra coisa ficar fluída, gostosa, como tem que ser. Hamburguer seco é coisa de McDonald’s e ninguém realmente gosta de McDonald’s, não é mesmo?

Agora, sobre a salada. Eu confesso que eu não entendo direito como é que algumas cebolas podem ser tão inócuas e ao mesmo tempo deixar um cheiro infernal na mão, que impregna debaixo da unha e não sai nem com muito sabonete, e tem outras que nem isso fazem. Bom, a cebola do Denver é dessas cheirosas que não te deixam em paz nem depois de muito tempo após a refeição. Só um comentário que eu queria fazer.

Por último, o pão também não é o mesmo. É, como o resto do conjunto, extremamente seco e com o miolo já meio endurecido, com aquela consistência de isopor. Nada muito grave, mas como a gente sabe que um pão bem feito e gostoso é meio caminho andado na estrada do bom sanduíche, o Denver Burger ficou um pouquinho abaixo também por isso.

A única coisa em que o Denver supera, e supera muito fácil o Madero, é nas batatas fritas, bem crocantes, sequinhas e gostosas. Estavam quase queimadas, mas não chegaram nesse ponto. Realmente muito boas, valem o lanche.

No geral, entretanto, não é um lanche ruim. Não é igual ao Madero, mas nem por isso é ruim. Poderia ser melhor, mas nem por isso é ruim. É secão e precisava de mais sucos, mas nem por isso é ruim. É um hambúrguer bom que poderia ter sido melhor executado. Mas isso, a malandragem da grelha, se constrói com anos, tentativas e queimaduras de segundo grau. Um chef tem as mãos que merece aos cinquenta anos.

Ficha técnica:

Denver Burger

Ingredientes: “Hambúrguer com 200g, queijo cheddar, maionese, tomate, alface, cebola e pão”.

Preço: R$13,80, com uma coca lata ficou R$17,80

Ponto alto: Batatinhas fritas gostosas e carne de qualidade.

Ponto baixo: Sanduíche seco, carne mal executada e cebola que deixa cheiro na mão (embora não possa atribuir isso ao restaurante, eu acho).

Avaliação: C+

Denver Burger & Grill fica na Rua Aleixo Skraba, 144,no Novo Mundo,  do lado de um Mercado. Funciona de  Segunda à Domingo, 18:00 – 00:00. Fone (41)3268-3297

 
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Publicado por em 11/08/2013 em Uncategorized

 

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Au-Au – Texas Burger

Logo_auau

Eis que a falibilidade dos canais de comunicação institucionais dos redutos gastronômicos da cidade e, por que não dizer, nosso próprio desleixo com a curadoria das hamburguerias da semana nos colocaram mais uma vez desnorteados no centro da cidade sem saber para onde ir em plena terça-feira à noite. Vagando pelos arredores de uma área gentrificada cujo nome não ouso dizer neste querido blog, deparamo-nos com a onipresente fortificação cross-over fast-food/casual dinning curitibana Au-Au, um estabelecimento principalmente objetivado a construir o cardápio do inimigo número 1 dos nossos queridos hambúrgueres, o cachorro-quente de rua, o cachorro quente de praça, de festas juninas, quermesses e aniversários, o sanduíche de carne embutida, condimentada, pré-cozida e, ao que tudo indica, cancerígena que conquista a tudo e a todos por onde passa, um enfant-terrible das porcarias que nossas mães nos impediam de comer.

Por que buscar hambúrguer em um lugar como esse? Seria como buscar compreensão no terceiro Reich, amor no prostíbulo, redenção na política, honradez no contrabando, concupiscência na igreja? Talvez sim, talvez não, mas parte das capacidades do olhar treinado para a sensibilidade do não-óbvio é encontrar lógica no caos e beleza no lixão. Por isso fomos, e nos aboletamos nas insistentes mesas americanas de sofá e pedimos para a garçonete a carta de hambúrgueres.

Talvez tenha sido a decisão mais acertada que tenhamos tomado nesses últimos tempos. Não só o Au-Au tem uma grande variedade de comida decente como também são receitas inventivas, com ovo, com rúcula, com mostarda e mel, enfim, algo que saia da tríade x-buger, x-salada e x-bacon. A minha escolha foi o Texas Burger, um sanduíche marcado principalmente pelo molho barbecue e pelas cebolas grelhadas. A ideia parece simplória, mas ganha no conjunto da obra, veja.

Texas burger

A propósito, essas batatinhas smiles que estão aí são opcionais e podem ser obtidas se o cliente quiser abdicar das tradicionais batatas palito, mas não recomendo dada a pouquíssima quantidade e a artificialidade do pastiche tuberoso. Ainda assim, são aquelas batatas sequinhas e gostosas que, caso viessem em maiores quantidades, até valeriam uma ponderação prévia.

Fora a apresentação do lanche, que é sim muito bonita e prática, o que se nota nesse Texas Burger é a quantidade de salada que vem nele – o que seria uma coisa terrível não fosse o cuidado na escolha dos alimentos. A alface extremamente crocante e o tomate carnudo e bem vermelho fazem o papel da boa salada num sanduíche, que é acrescentar cavalinhos de textura no carrossel de sensações experimentado em um lanche bem composto por carne, pão, vegetais, queijo e condimentos. A salada do hambúrguer é assim: se não faz parte da solução, então faz parte do problema.

O queijo é outra grata surpresa. Uma grata gratinada surpresa, eu diria mais. A generosidade na porção que cobre a carne tem a possibilidade de fagocitar parte dos outros ingredientes e se sobrepor a todos eles sorrateiramente, um coadjuvante que não se contenta com o pano de fundo e parte para o ataque sempre que necessário, um paladino laticinioso engajado em uma cruzada santa pela tradição perdida do queijo farto nos hambúrgueres com queijo.

A cebola e o barbecue são a comissão de frente do Texas Burger, algo claramente evidenciado em seu nome de pia. A combinação, embora não seja original e muito menos incomum, agrada apenas quando o resto é bem servido. Ou seja, muita cebola e barbecue com pouca carne e queijo não é exatamente algo que mereça registro, mas o contrário é enriquecedor e um colírio para as papilas gustativas.

Mas é claro que nada disso adiantaria de muita coisa caso a carne, que é o ponto central, não fosse bem executada. E preciso reconhecer: para quem trabalha com uma carne tão pobre quanto a salsicha de um cachorro-quente, o pessoal do Au-Au até que sabe manejar um disco de hambúrguer.  A carne é boa, macia, alta, vermelha e suculenta. Bom, não tão suculenta, mas dá conta do recado, embora algumas vezes seja sobreposta pela quantidade sobrenatural de alface do Texas Burger. E nem preciso dizer que carne combina com molho barbecue.

Como calcanhar de aquiles deste belo monumento, o pão é uma decepção pela sua obviedade e falta de requinte. Um pãozinho mixuruca industrializado desses que você encontra em qualquer lanchonete que venda uma porcaria de hambúrguer pré-frito com queijo e presunto por três reais. Tal conjunto merecia um acabamento melhor, mas não é sempre que é possível. Se acabam as tintas do artista, pintar com bosta talvez não seja a melhor solução, mas antes isso do que não entregar nada.

Ficha técnica:

Combo Texas Burger

Ingredientes: “Sanduíche com hambúrguer Au-Au de 130g de carne bovina, molho barbecue, queijo musarela, cebolas douradas na chapa, alface, tomate e maionese no pão especial de hambúrguer + 5 fritas smiles + Refri lata.”

Preço: R$23,80 no combo com coca-cola lata e batata frita.

Ponto alto: Bom conjunto, apresentação, salada boa, queijo e combinação clássica barbecue + cebola que não falha.

Ponto baixo: Pão mixuruca e preço um tanto alto.

Avaliação: B-

O Au-Au que fomos fica na Alameda Doutor Carlos de Carvalho, 990, no Centro. Funciona de segunda a sábado das 11h até 6h da manhã e domingos das 11h às 0h30min.

 
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Publicado por em 09/20/2013 em Uncategorized

 

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Casa da Mãe Joana – Hambúrguer de Barreado

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No ritmo preguiçoso de férias(mesmo não estando de férias) e de início de ano, estamos na atividade.
O bonde não para!

“Casa da Mãe Joana”, já começo achando o nome do lugar bem bom. Me lembra Mãe brigando com o filho porque a casa está uma zona. “Parece a casa da mãe Joana isso aqui!”
Se bem que essa Casa mesmo parece uma casa de vó, e bem arrumadinha.

O lugar tem um lance tipo aquela Casa di Bel que mais parece o Sítio do Pica Pau Amarelo, onde nada combina com nada, é muita coisa pendurada, é muita informação, você fica sem saber para onde olhar. Na Casa da Mãe Joana o negócio é mais simples, visualmente é mais limpo e agradável, tem várias coisas decorativas antigas que vão desde um refrigerador de alguma mercearia até mesinha e telefone de discar, bules de porcelana, quadrinhos gringos que os Caçadores de Relíquias do History Channel adoram, latas e várias outras coisas. Tem uma área externa com umas mesas, chão de pedrinhas brancas e redes para quem sabe tirar um cochilo, tipo baiano.
O lugar tem um ar de carimbóGaribaldis e Sacis, bicho grilo da reitoria, só que mais arrumadinhos e que felizmente essa referência não se manifesta na trilha sonora, que foi do Jazz ao Rock e nada de MPB lésbica da nova geração.

Agora falando da comida, quem acompanha o blog ou leu alguns posts já deve ter percebido que meu negócio é testar o tradicional de cada lugar, e nas poucas vezes que me aventurei, deu merda, parceiro! Veja aqui um exemplo.
Mas hoje depois de muito pensar e olhar para o cardápio diversas vezes, aceitei o desafio do Yuri e arrisquei encarar uma coisa nova que tem tudo para dar errado, um X-Barreado.

Sim, um hambúrguer de Barreado. Para quem não é do Paraná, (momento wikipedia), o Barreado é um prato tradicional do estado, mais precisamente do litoral. A turistada adora ir para Morretes e Antonina comer essa parada. Basicamente é carne de boi desfiada que fica cozinhando por umas 12h numa panela de barro lacrada com uma massa feita de trigo, e servido com farinha e banana.
Com doze horas de cozimento (hoje deve ser feito na panela de pressão com muito menos horas) já da para imaginar como as fibras musculares ficam completamente relaxadas, a carne fica muito molinha e desmanchando, o negócio vira quase uma “sopa de carne”.

Eis que os filhos da mãe Joana resolvem remontar esse prato num sanduíche. E o pior é que fica interessantemente bom!

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Detalhe para a bela apresentação do prato. Sanduíche, salada, molhinho de maionese e banana chips.

O pão é um pão d’água coberto com um pouco de fubá, particularmente gosto bastante de pão assim, bem molinho e sem casquinha crocante quebrando. Há que quem ache ruim e diga que é tipo pão amanhecido e, por isso poderia ser arriscado usar num hambúrguer de quase vinte reais.
Mas um cara que faz um sanduíche que tem banana com bacon e carne não está com medo de arriscar.

Sim, bacon e banana que incrivelmente combinam. A banana fica predominante na maior parte do tempo, e nas duas ultimas mordidas já estava começando a ficar enjoativo, mas em alguns momentos você sente bem o bacon, e às vezes a mistura dos dois, é interessante e longe de ser ruim.
São duas tiras classudas de um bacon muito bonito e com pouca gordura, até abri o sanduba para conferir e gostei bastante do que vi lá dentro. Também duas fatias de banana grelhada por cima do queijo, que, diga-se de passagem, é apresentado numa quantidade legal de muçarela (com ç mesmo, como no cardápio) com direito ao efeito estica e puxa,essa é a festa da Xuxa.

Assim como a banana, o hambúrguer também tinha suas belas marcas de grelha. Feito com a carne do barreado, não sei direito, mas pelo que me pareceu a carne desfiada foi processada(batida) para poder dar a liga necessária para moldar o hambúrguer.
Fica uma textura diferente, mais macia e sem a “granulação” da carne moída tradicional, quase não tem resistência ao morder e o pedaço se desmancha ao mastigar.
E como a carne já foi cozida não tem isso de mal passado ou no ponto sangrando, nem seca nem molhadinha, esse é o ponto que fica.

Tudo isso junto e logo na primeira mordida me surpreendo com uma das coisas mais macias que já mordi (incluindo pessoas), é tipo comida para velho banguela, bem legal.

Acompanha também uma porção de salada considerável, muito maior do que viria dentro de qualquer hambúrguer. Dois tipos de folhas (alface crespa e alface frisé), cenoura ralada, e um tomatinho cereja cortado ao meio. Além de um potinho com a maionese local, que nem usei muito mas é mais líquida que a normal e com um gostinho de alho e(ou) cebola.

No cardápio dizia batatas rústicas, mas veio uma surpresa na vibe do passeio na feirinha de Morretes no final de semana.  Bananas chips, banana frita como se fosse batata. Fica meio seca, parece uma madeirinha, é legal por ser diferente, mas eu prefiro batata, ainda mais se forem rústicas.

“A Casa”
 fica na Jerônimo Durski, esse nome que já lembra o que? Madero, né, seus bois de presépio.
Curitibano tem mania de fazer sempre as mesmas coisas, frequentar sempre os mesmos lugares…  Acho que vale uma boicotada no Madero e passar na Casa da Mãe Joana para experimentar um hambúrguer diferente, bem diferente, e bom, na mesma faixa de preço do Madeireiro.

Ficha técnica:

Hambúrguer de Barreado

Ingredientes: “Hambúrguer caseiro de barreado grelhado com fatias de bacon, coberto com queijo muçarela derretido, rodelas de cebola e banana assadas em forno a lenha. Acompanha mini salada, batatas rústicas fritas e maionese especial”.

Preço: R$18,00 + 1 Itubaina (que troço doce!)  + 1 coca-cola lata = R$27,50 (caro para um lanche mas vale por uma refeição).

Ponto alto: Apresentação, bons ingredientes, inovação, e o gosto, claro.  

Ponto baixo: Preço.

Avaliação: A

A Casa da Mãe Joana fica na rua Jerônimo Durski, 1010, no Bigorrilho. Terça à Sexta: 18:30 – 00:00, Sábado e Domingo 12:00 – 16:00   –  (41)3092-2322

 
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Publicado por em 01/18/2013 em Uncategorized

 

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Motodax – Motor Salad Burger

Imagina que você tem uma motoca e precisa dar aquela lavada, tocar o óleo, fazer a manutenção …
Que mané moto, mano, essa bagaça não é um blog de hambúrgueres?

Calma pequeno gafanhoto, coloca/clica aí ->   para criar o clima da parada.
Esse foi o som que estava tocando quando chegamos e o som com o qual estou escrevendo isso aqui.

É o seguinte, o escolhido da vez é o do Motodax. O lugar é uma oficina e “lava car” de motos, e além disso, tem um bar e  tem hambúrgueres!
Lugar de reunião de motociclistas. Veja bem, motociclistas, aqueles caras com motos caras, grandes e bonitas, não motoqueiros, motoqueiros são vida loka de CG, mas acho que esses não vão lá.
Na rua, estacionadas na frente do lugar, parecia uma exposição de motos, devia ter umas 30 customs, essas tipo Harley Davidson e uma ou outra speed, que é moto de jovem playboy que gosta de aparecer.

E você se pergunta: O que esse piá que malemal sabe andar de bicicleta, e não tem nem grana para uma Honda Biz, foi fazer lá?
Comer, ué!  E se for pensar que quase todo motociclista é pançudo, isso quer dizer que os caras entendem de comer porcaria, assim como nós, e gostam de rock, assim como nós, e tem barba, assim como nós, e tem motos caras, e bebem cerveja… é, acabaram as semelhanças.

Mas para você que como a gente não tem uma motoca, vamos fazer um moto-clube, só para termos um coletinho preto de couro com um patch nas costas (coisa que particularmente acho meio brega, e por falar isso provavelmente eu vá apanhar em algum bar de beira de estrada) e frequentarmos o lugar. O nosso clube vai ter um legítimo nome paranaense, sugerido pelo Yuri, vamos ser os “Pinhões do Asfalto”.   LOL

Chega de palhaçada, vamos falar da comida!

Motor Salad Burger, porque sou motociclista barbudo e malvadão no Road Rash, mas não sou pançudo ainda, então tem que ter uma saladinha.

Começando pelo pão, do dia, muito parecido com o que usam no Barba, deve vir do mesmo lugar, um pouco escuro em cima, devem passar ovo e colocar para assar com um monte de gergelim colado, colado mesmo, não é dos que ficam caindo gergelim aos milhares por toda parte.

O hambúrguer é da mesma (boa) escola do Rock’a Burger, olha o tamanho dessa carne em relação ao resto, ela só perde em tamanho para o alface, e isso é muito legal, é aquele história de comer com os olhos, bando de olho gordo rá-rá-rá!
E é aí que entra o ponto alto e baixo de toda história, o nosso querido hambúrguer. Estava suculento a ponto de escorrer pela mão e isso é uma coisa muito bem vinda.
É grande (180g segundo o cardápio, mas de olhar eu achei que tinha umas 200g), bonito e vistoso, com um gostoso bom de “assado” na crostinha de fora, mas estava um tanto cru no núcleo nervoso central, não era mal passado, era cru mesmo, tipo carne de onça, mais um pouquinho na chapa e teria ficado excelente e eu até subiria a nota. Mas aqui no blog e na vida é assim, One life, one chance, gotta do it right!

O queijo não foi derretido direto em cima do hambúrguer, aí rola aquele lance do queijo embolar tudo na hora de tirar da chapa e passar pra cima da carne, aí ficou uma bola de queijo derretido no meio do hambúrguer, mas isso não é problema, ficou bem boa essa concentração de queijo, nas mordidas que vinham queijo.

E a salad, uns baita pedaços de alface fresca e crocante que deixaria minha mãe orgulhosa se me visse colocando aquilo num prato de comida, e umas duas rodelas de tomate um pouco verde, mas é salada né, tem que comer porque faz bem não porque é gostoso.

Últimas considerações antes de pegar a estrada.
O lugar é bem legal, o hambúrguer é dos melhores e nas quartas-feiras os sandubas ficam pela metade do preço, isso é muito convidativo à gula.
E uma coisa nada a ver mas que é legal, é que desde a hora que chegamos até irmos embora os caras lavaram umas três ou quatro motos.

Ficha técnica:

Motor Salad Burger

Ingredientes: “Pão, hamburger motorcaffe de 180g, maionese, queijo, alface, tomate, molho esp” Mas o cara disse que não vinha com o molho mais.

Preço: R$14,00(quarta-feira paga 50% nos hambúrgueres) mais uma coca-cola lata de R$3,50. Total R$10,50.

Ponto alto: O tamanho, o preço, o lugar legal, bom atendimento.

Ponto baixo: A carne crua e não acompanhar batata.

Avaliação: B

O Motodax fica na Rua Conselheiro Laurindo,2935, no Prado velho, mais ou menos perto do Teatro Paiol. (41) 3333-3077.

 
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Publicado por em 10/25/2012 em Uncategorized

 

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Galeria Lúdica – Os Gêmeos

Voltamos à região mais bonita da cidade. Mentira, nem é, aquela região não tem nada de bonita, só uns nóias, ruas de paralelepípedo, gente descolada e paredes pichadas.
Estamos falando do bairro São Francisco, um dos pontos da cidade que reúnem alguns dos bons hambúrgueres da capital.
A região é feia, mas acho a Galeria Lúdica um lugar bonito até, lugar de reunião de designers, lomógrafos, lésbicas, DJ’s e hipsters curitibanos. Admito que não sei direito o que é hipster (mas eles estão lá!) porque estou por fora dessas coisas,  sou um outsider (risos). Hipster pra mim é aquele povo que tem cara de que foi criado pela vó, sabe como é?!

A Galeria Lúdica era só uma loja que vendia coisas modernas de design, decoração, arte e tal, e que agora além de vender essas coisas tem cadeiras e mesas no meio da loja. Então você pode comer seu sanduíche vendo posters com grafites, ilustrações, fotos, câmeras Diana e afins. Parece que no segundo andar tem um espaço para exposições, mas não subimos para conferir. Acho interessante essa mistura.
E de quebra ainda rola um som, aquele lance meio lounge,músicas que eu nunca tinha ouvido, num volume um tanto alto,mas boas.

A primeira impressão foi boa, assim que entramos estava um “cheiro de lanche” muito bom. Logo fomos atendidos por uma menina, na sequência por um cara e depois outra menina anotou os pedidos, todos muito corteses, gostei do atendimento.

Segundo o cardápio, carne de primeira no pão francês com “uma pegada street art no nome e na montagem”.
Não sei que diabos seria uma “pegada street art” que eles dizem ter na hora de fazer o sanduíche, mas espero que não seja uma parada meio rueira do tipo “Caiu no chão? Pega e come”.

Fui no “Os Gêmeos”, sim, os irmãos dos bonecos amarelos que são mundialmente conhecidos e que já expuseram aqui em Curitiba, no Museu Oscar Niemeyer.


Aí um pequeno desenho dos caras em NY.

Agora parafraseando CINTURA, Paulo, “Issááá! Hambúrguer é o que interessa, o resto não tem pressa!”  (Por essas referências que a gente vê a idade das pessoas).  Então bora falar do motivo pelo qual fomos lá!

A primeira impressão da comida é: “Que pequeniniiiinho!!”.  Da para segurar com uma mão só, sem problemas … se bem que isso é um problema, né?! Mas é bonitinho, e pela primeira vez o hambúrguer, a carne, consegue ser maior que o pão, isso é bem legal.
Logo se repara no pão francês, adoro pão francês com hambúrguer, acho bem mais interessante que o tradicional pão de leite com gergelim.
E esse estava bem bom, fresco, macio no miolo e com a casquinha quebrando em pequenos pedacinhos, sem soltar aquelas lascas pontiagudas que quase furam o céu da boca. Mas tem aquele problema clássico do pão que acaba antes do resto, principalmente a parte de cima.

Alface e tomate muito na medida, ou seja pouco, ou então o suficiente para se fazer notar, como tem que ser, salada não pode roubar a cena, nunca! Não somos vegetarianos e preferimos carne à salada.
Uma única e solitária fatia de queijo dava as caras muito discretamente sobre a carne, não sei por que a galera regula tanto no queijo. Poucas vezes somos bem servidos no queijo, lembro do Guiolla ser bem servido, com queijo notável. Tirando o caso do clássico Fundae de Queijo, o único que peca pelo excesso de queijos.

O hambúrguer é grande, maior que o pão como já disse, por fora parecia que estava um pouco torrado, achei que tinha passado um pouco do ponto, já que me deram a opção de escolher no ponto não poderia vir bem passado, mas por dentro ainda estava suculento, não tanto, mas ainda dava para ver e sentir a carne escorrendo e a gente se deliciando.
Outra coisa legal da carne é que é não é moldada na mãozada instintiva, em que se pega um bolo de carne aperta e joga na chapa, ou grelha. Esse foi modelado com bordas delimitadas e linhas circulares, provavelmente foi colocado numa forma, o que é bom para manter uma uniformidade nos hambúrgueres, mas se não foi feita com ajuda de uma forma, então dou meus parabéns para o escultor.

Uniformidade que não tem na quantidade de batatas-fritas, assim como presenciei um dia desses no Rock’a Burger também (lugar que vale a pena conhecer, ali perto e já resenhado aqui no blog), quem tem sorte ganha mais batatas(menos no Barba Negra, onde vem pouca batata pra todo mundo). Na Lúdica o meu veio mais que no lanche do Yuri. Bom porque as batatas são realmente boas. Douradas, fininhas, com uma leve casquinha crocante por fora e macias por dentro, precisa dizer mais?!

O ponto negativo é o tamanho do bicho, ou tamanho do pão, ou as duas coisas.
No geral e para pessoas normais é comida o suficiente, mas justamente por ser bom que a gente quer que seja um pouco maior, para aproveitar mais e valer melhor o investimento.
Ponto positivo é que ele é todo harmonioso, os ingredientes se combinam (embora na sua pouca quantidade), tudo bem uniforme e gostoso.

O Hambúrguer lúdico é bom de verdade e está entre os melhores para ludibriar o estômago.

Ficha técnica:

Os Gêmeos

Ingredientes: “Hamburger gourmet + mozarela +tomate + alface + molho lúdico”.

Preço: R$8,90 simples ou R$11,90 com fritas e R$15,40 com uma coca lata.

Ponto alto: Gostoso e harmonioso, boas batatas e o lugar é interessante.

Ponto baixo: Pequeno, bem pequeno. Muito pequeno mesmo.

Avaliação: B+

A Galeria Lúdica fica na Rua Inácio Lustosa, esquina com a Rua Duque de Caxias, nº367, no São Francisco, e funciona de quarta à sábado, das 16h à 00h e domingo das 16h às 21h. (41) 3024-8114.

 
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Publicado por em 08/16/2012 em Uncategorized

 

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Porco Nobre – Nobre Bacon

Em nossa procura incansável pela batida hambúrguer perfeito (parece que agora a cada novo artigo temos que fazer uma referência ao Planet Hemp/Marcelo D2?), existem barreiras intransponíveis, como a geográfica (começando por Curitiba, pra ficar mais fácil), a do hambúrguer de soja (não vão me fazer encostar num troço desses), a do hambúrguer de frango, a da picanha fatiada, e por aí vai. Mais do que limitar nosso escopo, nos oferece foco e palpabilidade dos resultados – e isso qualquer pesquisador científico pode confirmar. Por outro lado, existem também arestas, terrenos em aberto pelos quais podemos adentrar caso a força das circunstâncias os provem necessários. Por exemplo, as inúmeras redes de fast-food, os hambúrgueres do Sesc, o hambúrguer que a sua mamãe faz pra você (aceitamos convites pro lanche!), enfim, um mundo de possibilidades.

Dito isso, é preciso ressaltar que eu não sei direito em que categoria o Porco Nobre se encaixa. Um híbrido entre podrão, hambúrguer gourmet e fast food, o restaurante contempla o melhor e o pior das três categorias, e isso não é nem um elogio nem uma crítica, antes de tudo uma observação sobre a natureza dessa pequena rede curitibana de duas lojas. O diagrama que eu fiz exemplifica melhor o meu ponto de vista.

good burger

Eu não sei direito sobre a história do Porco Nobre, mas os mais antigos dessa cidade me dizem que ele começou na Rua 24 Horas, esse pedaço mágico para a sociedade curitibana, uma galeria de lojas supostamente abertas dia e noite que emula a sensação de andar numa rua coberta, calçada, monitorada, climatizada e com portas automáticas nas duas pontas. Enfim, uma rua como outra qualquer (%) (eu gosto de usar esse símbolo % para apontar uma ironia, para os mais intelectualmente lentos não ficarem de fora da piada. Democracia passa também pelo acesso às bobagens). Depois que a rua se tornou ponto de drogas e travestis e caiu de vez no ostracismo, forçando seus comerciantes a fecharem as portas da esperança de ver curitibano na rua, o Porco Nobre estabeleceu sua matriz no Água Verde, onde está até hoje, até voltar para o lugar de origem – de novo, isso foi o que me contaram. Novidade das novidades, fomos para a 24 porque a rua é nóiz.

E aqui vem a questão: a nobreza do Porco Nobre, que ostenta o estandarte de um aristocrata suíno com cabelo engomado e gravata borboleta, nascido para servir, morrer e servir outra vez, se estende a todos os sanduíches do menu? Porque uma coisa são os sanduíches de pão com salsicha, linguiça, pernil desfiado (meu favorito, pessoalmente, mas aqui o assunto é outro), todos requintados e minimamente originais, outra coisa são os tradicionais e conservadores (aqui em Curitiba essas duas palavras não são tão sinonímicas assim) hambúrgueres com mínimas variações. Um bacon aqui, um ovo ali, uma porrada de salada acolá, enfim, as operações básicas da gastronomia hamburguesca (falei que era um pouco podrão também). Já que o lance não é esperar ousadia, vejamos a destreza da mão desses chapeiros de mais-valia mamada. Minha escolha foi o Nobre Bacon, que como o nome diz, tem bacon. E se tem bacon, tem charme (pode, pode copiar essa frase e colar no seu facebook/fazer uma camiseta), por isso apontei meu dedo gordo no cardápio pra moça do caixa anotar meu pedido, que chega à mesa pouco menos de dez minutos depois, dessa forma.

Porco Nobre

Ora, apresentação, como já bem dissemos algumas vezes, é essencial. Mas que diabos é isso? Um hambúrguer embrulhado para presente? Um resquício da faceta fast-food do restaurante? Um fetiche pseudo-islâmico de cobrir tudo o que é gostoso? Um artefato para aumentar nosso desejo e ansiedade? Não sei, estou aqui para comer, não para interpretar os mistérios do decorador mutcho louco que esconde o hambúrguer mas não embrulha as batatinhas. Sem o papel, seria apresentado assim:

porco nobre

Pra não dizer que não falei das batatinhas, aliás. Batatas românticas, daquelas pelas quais Lorde Byron baba. Pálidas, bucólicas, mergulhadas no óleo ainda congeladas, flertando com a morte e com a vida, fumando ópio pelas lúgubres esquinas de Londres. Batatas que têm lá sua consistência e seu sabor, mas nada parecido com o padrão de beleza de batata frita que temos hoje. Há quem goste, porém, e eu não faço objeção.

E aí temos a questão da salada. O que era para ser coadjuvante virou um protagonista wanna-be, daqueles que querem roubar a cena a todo momento. Isso acontece, experimenta ver um filme em que o Jack Black faz um papel secundário pra ver se você também não fica com raiva. Tem gente que curte atenção sobre todas as coisas, e isso nem é legal. A salada veio em uma quantidade exagerada, quando deveria ser somente, na minha cabeça, um quinto do sanduíche. E o pior de tudo foi o tomate, que roubou o gosto de todas as coisas, gelado e ácido. Mas isso não é necessariamente culpa do restaurante pois, se vocês são antenados no noticiário de economia, o tomate está caro e feio por causa do frio. Não é uma época boa para comer tomate, e eu recomendo a vocês pedirem para tirar os tomates dos sanduíches por esses dias e esperar o calorzinho voltar às lavouras. A maionese, entretanto, salvou um pouco o resto do sanduíche fagocitando parte do tomate.

Não esperava outra coisa do pão. Aquele tipo seco e industrial que conhecemos dos lugares sem gente competente para botar a mão na massa. Tava tudo indo muito bem até chegar no miolo. Aí tudo degringolou, o pão se partiu sozinho em diversos pedacinhos, a carne idem, a alface se esparramou e o jeito foi juntar tudo como se estivesse comendo farelo de tabuleiro. Nada agradável.

O bacon, por outro lado, é mais do que agradável. Aquele bacon na medida certa, nem mal passado nem esturricado e escuro, mantendo sua integridade na língua de carne que ostenta pendurada para o lado de fora do pão. O problema é que no minuto que o bacon sai do âmago do sanduíche, fica gelado. E bacon gelado é igual assassinar o arquiduque Ferdinando: é guerra. Então, para a segurança dos demais, mantenha seu bacon afivelado dentro do hambúrguer.

Por último a carne. Na verdade, por último deveria mesmo ser o queijo, mas uma coisa estranha acontece: não tenho qualquer memória do queijo do Nobre Bacon. Lembro vagamente de uma mussarela que cobria sem pressa a carne, mas nada que tenha deixado impressões mais marcantes. Talvez esse seja o destino de toda mussarela, afinal, o queijo regular, o primeiro que vem à mente quando o assunto é queijo. Acho que não tinha muito, mas é só. Lembro, sim, de haver um presunto. Como eu odeio presunto em hambúrguer, O-D-E-I-O. Nada me diz mais “eu sou um incompetente na arte do hambúrguer e aprendi tudo o que eu sei vendo o chapeiro que estacionava seu Fiat Prêmio branco e velho na frente do estádio e fritava hambúrguer numa chapa instalada no porta-mala com um pequeno botijão de gás” do que enfiar um presunto no meio do sanduba. Percam essa mania, gente, percam.

Agora, a carne sim, dessa me lembro bem. Uma carne cuja textura se assemelha em vários aspectos à do McDonald’s, com aquela crosta esturricada que descasca aos pequenos pedaços para revelar um interior cinzento e inútil sem a parte de fora, que conserva o sabor da fumaça e de hambúrgueres passados que deixaram sua marca na chapa. Isso é hambúrguer congelado e descongelado ao longo do dia, perdendo aos poucos sua propriedade de carne e sua integridade física. Uma carne minimamente saborosa, que poderia ser feita em casa pela mamãe ou por um chapeiro semi-escravo de 17 anos pagando as prestações do aparelho ortodôntico inter-ligável enquanto estuda via correspondência para o curso de auxiliar administrativo pelo Instituto Universal Brasileiro e tenta reatar com a namorada grávida pela sétima vez (todo o meu respeito por esses guerreiros da vida) no McDonald’s mais próximo de você. Só que com um toque caseiro.

No final das contas, o Porco Nobre é um bom lugar para se comer outros sanduíches, porque hambúrguer não é mesmo o forte do lugar. Não que seja uma experiência desagradável, longe disso, mas falta amor e falta liga no Nobre Bacon. Recomendo pra quem curte uma parada monstro e não se sente especial no McDonald’s, não se sente confortável no meio de gente rica em hamburgueria gourmet e não se sente seguro em podrão.

Ficha técnica:

Nobre Bacon

Ingredientes: “Hamburger, queijo, presunto, bacon, maionese e salada”

Preço: R$16,90 o combo com batata frita e refrigerante. Vale, hein?

Ponto alto: Lanche grande, misterioso envolto no papelzinho, preço bom.

Ponto baixo: Pão que se despedaça, queijo esquecível e carne com pouco sabor.

Avaliação: C-.

O Porco Nobre fica na Rua 24 horas, entre a Visconde de Nácar e a Visconde do Rio Branco.  (41) 3224-1022.

 
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Publicado por em 07/27/2012 em Uncategorized

 

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Madero – Cheeseburguer de Cordeiro Clássico

Madero

Pensem no caráter dual da luz. Não apenas a luz se comporta como onda, como afirmava Maxwell do alto de sua idade vitoriana, como também não só era partícula como Newton e seus asseclas defendiam, mas das duas formas como só Einstein poderia afirmar – e o bicho ainda ganhou o Nobel por estudos relacionados! De forma que a ciência, melhor do que o taoismo e melhor do que a nossa sociedade maniqueísta acostumada com a novela das oito e seus núcleos de vilões inescrupulosos, é aberta à verdade inquestionável de que não existe apenas uma maneira certa de encarar ou de fazer as coisas. E talvez tenha sido esse o pensamento do Sr. Durski quando resolveu construir o hambúrguer do Madero – e, tempos depois, o Cheeseburguer de Cordeiro Clássico, o nosso prato de hoje.

Poderia apresentar o recinto, mas se você mora em Curitiba, dificilmente desconhece o Madero. Até porque essa cidade ainda vai acabar em Madero, Salão Marly, Farmácia Nissei, Subway e pastelaria de chinês. Mas, vá lá: sei que esse blog tem leitores de outras cidades, de outros países e, por que não, de outros planetas, então cabe uma breve explicação. Lembram do filme Good Burger (do qual este humilde blog empresta o título), quando do lado da simpática hamburgueria familiar abre uma hamburgueria monstro, com hambúrgueres ubber-suculentos? Se o Mondo Burger existisse na vida real, seria o Madero. A rede tem hoje 10 lojas, sendo duas em outras cidades, com mais umas 20 em construção (inclusive aqui do lado de casa). Todas são chiquérrimas, com uma seleta carta de vinhos, carnes nobres e garçons arianos (reparem). E não escolhemos ao acaso a loja que visitamos. Fomos no Madero da Comendador Araújo, onde há uma pequena vila dentro da loja, com direito a uma lambreta do Projac, uma árvore de verdade, uma barraquinha de café (ou de cerveja, não lembro) e uma humilde “tenda” de vinhos, guardados na caixa ainda. De certa maneira, a “Vila Madero” não apenas seria o Chavo del Ocho com dinheiro mas guarda em si um arquétipo do Sonho Curitibano, uma espécie de American Dream, mas que consiste em viver num país minúsculo, seleto, do tamanho do Batel, onde todo mundo come carne de primeira, os pobres não se atrevem a entrar e ninguém precisa conversar contigo a não ser por razões meramente profissionais.

Rua comendador araújo

Pois muito bem, entramos nesse país mágico chamado Batel e pedimos a carta dos hambúrgueres. Arredio e escaldado que sou, a primeira coisa que fiz foi bater o olho nos preços e fazer uma busca na minha memória por meu último saldo de conta corrente. O Murilo tem me ensinado muito sobre algo que ele chama de “o preço da carne”, que é um imposto na forma de dinheiro que, à sua maneira, restabelece parte do equilíbrio kármico de se alimentar da carne de um animal indefeso morto para servir a esse propósito. Não é algo tão simples de explicar, mas felizmente é simples de entender, e o que importa nesse caso é que, por causa do preço da carne, eu procurei relevar o fato de estar prestes a pedir um hambúrguer de vinte e quatro reais. De longe o hambúrguer mais caro que eu já comi. Mas esse tem um adicional: a carne é feita de cordeirinhos. Pior que eu tô falando aqui de cordeiro mas vocês, povo da cidade, ignorantes sobre espécies de fazenda, podem nem saber o que é um cordeiro, embora façam uma vaga ideia de um bicho fofinho (o que realmente é). Com duas carnes, é chamado o Clássico (em contraposição ao Cheeseburger Jr, que tem uma carne só e é bem normal, mas aqui é tratado como hambúrguer de mulherzinha), e acompanha alface, cebola grelhada, queijo, tomate e maionese. Eis aqui o meu bicho:

Madero

Quase desmontado pela má finalização do chef, o cheeseburguer de cordeiro é bem sucedido, contudo, em preservar a suculência e o sabor adocicado do cordeiro – que, infelizmente se perde um pouco com esse tomate verde, muito pouco doce. Aí aconteceu um problema de erro nos pedidos (não vou dizer qual foi) que demandou uma troca de sanduíches, e isso aconteceu logo depois de tirarmos essas fotos. Obviamente o radar de crítico bateu nos garçons do Madero e me trouxeram um segundo sanduíche que estava digno de figurar na capa de uma revista gastronômica. Esqueçam essa montagem porca, esqueçam o tomate verde, veio um pitéu de hambúrguer que não merece figurar aqui porque foi trapaceado. Mas como o que vale é o gosto, e quanto a isso não me resta escolha, vou falar desse mesmo.

First things first: repararam no acompanhamento? É, possivelmente, a maior porção de batata que já acompanhou um hambúrguer desde o começo desse blog. São batatas fininhas, crocantes e muito gostosas, embora um tanto gordurosas. Mas batata não é pra ser diet mesmo, então releve e aproveite. Gosto disso: generosidade. Aprendam, hamburguerias de Curitiba, a oferecer mais batata aos vencedores. Vamos ao sanduba em questão.

Bom, o que mais chama a atenção no hambúrguer do Madero é o pão. Longe do tradicional e macio pão de hambúrguer, o que há aqui é uma espécie de pão de sal (ou pão d’água ou pão francês, seja lá como chamem isso aqui em Curitiba). Com toda sua crosta crocante e seu formato imperfeito, este pão se aproxima da estética vitoriana do sanduíche, embebido na gastronomia francesa e sua boulangerie rococó. Este pão da art nouveau é eficaz em absorver os líquidos da carne sem amolecer (muito embora isso possa acontecer se o sanduíche for servido inclinado, o que é bem desagradável para quem gosta de comer com a mão, como eu). Outra vantagem dele é o frescor. Segundo o cardápio explica, os pães são assados de hora em hora, o que impede aquele esfacelamento do pão de mais de quatro horas. O pão rococó, o pão afrancesado, o pão David Lean, enfim, esse pão da foto, serve como uma caminha perfeita para o que está dentro, mas o palato duro quer o que o palato duro quer, e nem sempre ele quer ser espetado com crosta de pão de sal. Enfim, é um bom pão, um tanto heterodoxo para os padrões atuais da arte da hamburgueria, mas ainda assim, uma opção interessante (oferecer outro tipo de pão, como no finado Saldanha Moreira é uma boa, hein?).

Logo abaixo, há o queijo. Quando vi aquela fina camada amarela de queijo processado em cima de cada uma das carnes achei que não fosse nem sentir o gosto, mas me enganei por conta de um detalhe: a maionese, que empurra o gosto salgado do queijo para as papilas gustativas, um caso de protocooperação muito interessante. Não é comum que isso aconteça, mas a maionese do Madero é levemente azeda – talvez com uma dose de limão – e isso, de alguma forma cuja lógica me escapa, realça o sabor do queijo. De qualquer forma, o conceito de queijo do Madero enquanto acompanhamento de carne – esse doce prazer que os judeus nunca descobrirão – é um tanto diferente do conceito de queijo de qualquer lanchonete. Não temos aqui aquela coberta maleável de queijo derretido, que se estica na mordida e se pinça a cauda longa com os dedos para derramar o cordão goela abaixo, é uma manta, quase uma capa de PVC por cima da carne, praticamente indissociável dela, como um híbrido geneticamente criado de carne e queijo combined. Enfim, é bom.

Aí temos a salada, a parte que na verdade não interessa a ninguém. A salada usa o cheeseburger assim como a Igreja Católica usa o Padre Marcelo Rossi: para mascarar coisas menos atraentes, mas importantes, como sentar o rabo num banco de madeira e pensar na vida. A salada do meu hambúrguer – do segundo hambúrguer – estava mesmo uma delícia. O tomate, diferente do da foto, estava de um vermelho vivo, e de tão doce quase mascarou o sabor da carne. A cebola grelhada, bem ao fundo, funcionava mais na paleta de textura do que com aquele sabor forte e característico das cebolas, e o alface não tinha todas essas partes fibrosas, estava um matinho verde levemente crocante com muito pouco a oferece além de uma subtextura, preenchendo os lugares não-crocantes que a cebola não alcança. Enfim, não sei nem porque eu to falando isso, salada não leva a nada.

Por fim, a toda poderosa carne, que é o que garante o pagamento da parcela do iate do Durski. A carne do Madero é um mistério que não consigo entender de jeito nenhum. Ela é levemente fibrosa, que garante a integridade da carne melhor que a compressa da carne moída, mas não é vermelha por dentro e grelhada por fora, como a do Barba, ela é toda de uma cor só, levemente mais clara no centro, e ainda assim mantém um núcleo tenro, suculento, cheio de vida e de sabor. É passada por fora como qualquer outra carne, lógico, e ainda é um pouco escura, mas por dentro é como se guardasse um bife macio e inteiro. Enfim, uma maluquice. A carne do cordeiro é mais “molhadinha” (ui!) e um tanto mais doce, característica que o tomate não deixa transparecer muito, então talvez seja melhor comer sem tomate.

O Madero tem todos os elementos estéticos para ser odiado. Os ricos pomposos, o preço extorsivo, o pretensioso slogan “The Best Burger in The World!” (Em inglês ainda, meu Deus!) e tudo o mais. Entretanto, fazem lá um hambúrguer tão gostoso e tão ousado, capaz de nos fazer relevar tudo e enfrentar a nata curitibana para comer uma boa refeição. E mostra que embora tenhamos um ideal muito concreto de um bom hambúrguer, é possível construir outro com elementos mais inovadores e ainda assim ser ideal. Aprendamos com a ciência, aprendamos com o Madero.

Ficha técnica:

Cheeseburguer de Cordeiro Clássico

Ingredientes: Duas carnes (260g no total), queijo, cebola, tomate, alface e maionese num pão de sal.

Preço: R$23,90 (Uma facada! Mas lembro do preço da carne e fico mais calmo).

Ponto alto: Carne excelente, inovação nos elementos

Ponto baixo: Preço extorsivo, montagem péssima (do primeiro hambúrguer) e má escolha dos ingredientes da salada (também no primeiro hambúrguer).

Avaliação: A

O Madero que a gente foi fica na Rua Comendador Araújo, 152, no Centro, mas tem uma outra penca de restaurantes pela cidade. (41) 3092-0021.

 
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Publicado por em 05/24/2012 em Uncategorized

 

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Mustang Sally – Mustang Classic

O atrativo que nos levou ao Mustang, fora o hambúrguer, foi o incentivo do desconto de 50% até às 20h em diversos pratos. Não são todos os pratos do cardápio, só alguns que ficam num menu separado. Para quem está com a grana curta, como sempre é o meu caso, es muy interesante!

Casa cheia, nos restou o segundo andar com as sofás de encostos altos, altos a ponto de evitar contato visual direto com a próxima mesa, o que nos poupa de ver um estranho com a cara suja, alface no dente, essas coisas.
Lugar de gente bonita, bem vestida, chata, de terno, no happy hour … Batel, né?!  Vários casais, deve ser mesmo um bom lugar para levar aquela gatinha para comer uns nachos, e se mostrar caliente, rá!

Chega de enrolação, vamos as vias de fato. Esse Mustang Classic infelizmente não me deixou empolgado como eu ficaria ao ver um Mustang Eleanor rodando pela rua.
É bonito, grande, enche o prato e os olhos, mas pecou por parecer burocrático, deu para perceber que foi feito na correria, o queijo nem chegou a derreter, mas pelo menos deu tempo de tirarem aquele plástico que divide as fatias, saca?
A carne estava seca, quase passando do ponto, não escorreu sequer uma gotinha de “suculência” enquanto cortava o hambúrguer. Triste.
Agora me redimindo com os nutricionistas, a salada se fez necessária para dar uma umedecida, e a maionese em quantidade ínfima teve que ser complementada por pelo menos um sachê para ajudar a dar aquela molhadinha marota e ficar mais palatável.  Aí foi!

Acho que vou implementar um novo quesito: o Fator Sustância, tipo um Fator-X da comilança. Porque é foda quando você sai para comer e depois de algum tempo, quando chega em casa, ter que comer um pão para complementar.
Então no Fator Sustância, o X-salada, ops!, o Mustang Classic, me deixou saciado e com isso chegou ao seu ponto positivo. Joinha para ele!

Sobre as fotos dos sanduiches aqui no blog, é assim mesmo, não tem essa de produção, de fazer parecer bonito, isso aqui não é pra fazer propaganda, é pra mostrar a real de como o bicho chega na mesa para o cliente. Ok!

Uma curiosidade, já repararam no tamanho do guardanapo desse lugar? Feito para pessoas delicadas, com dedos e boquinhas pequenas (ui!), não para ogros que tem barba e ficam com a cara toda suja ao comer.

Ficha técnica:

Mustang Classic

Ingredientes: pão, carne, alface, tomate, queijo e maionese.

Preço: R$24,90 (vinte quarto e noventa? Nem fodendo! 50% tá bem pago!)

Ponto alto: O fator sustância … e estava tocando Michael Jackson quando chegamos, conta?

Ponto baixo: Os problemas basicamente do post anterior, a secura do hambúrguer o queijo não estar derretido, a pequena amostra de maionese, a batata frita que não chegou, e o preço abusivo do refrigerante de garrafinha, mais de R$4,00, mais caro que uma Coca-Cola de 2 litros no posto. No posto!

Avaliação: C-

O Mustang Sally fica na Rua Coronel Dulcídio, 517, no Batel. Curitiba-PR e funciona diariamente a partir das 17h. (41) 3018-8118.

 
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Publicado por em 02/28/2012 em Uncategorized

 

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