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Gold Skull – Hell Bells

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Post 68, ano 3. É Good Burger no ar filha da puta, pá pá pá!
E assim começa mais um ano de hambúrgueres e sofisticação nesse nosso espaço de requinte gourmet na internet. Sem esquecer aquele toque pessoal de educação oriunda de pais ausentes e ensino médio em escola pública que dá todo um charme.

Comecei com Rap, mas o post é do ROCK! Quem inaugura o terceiro ano de blog é o Hell Bells do Gold Skull.

O lugar tem o slogan, “O hamburguer mais rock and roll de Curitiba”, seja lá o que isso queira dizer. Acho que pode ser meio ruim porque o rock é uma parada meio tosca. Sempre digo que a galera do rock é a melhor galera, especialmente a do metal, são os moleques exagerados nos braceletes, engraçados, feios e cabaços. Me identifico.

Por fora o lugar parece um Subway: tem janela grande e é de tijolinhos claros. Só que tem o desenho da caveira pra mostrar que não é um Subway, ou que pelo menos é um Subway ocupado por roqueiros.
Entramos e já estava tocando um metalzão, depois emendaram várias do Iron Maiden. Nas mesas tem caveiras de gesso pintadas de dourado, claro, com números para marcar as mesas. Na televisão estava passando aquele Drácula de Bram Stoker, numa qualidade bem boa, devia ser blu-ray (reparo nessas cosias).
Como não simpatizar com um lugar assim?

Usando como medida de tempo a música Rime Of The Ancient Mariner, da pra dizer que o hambúrguer levou quase 20 minutos para ficar pronto, porque tocou essa musica, que tem uns 13min. e mais uma ou duas também do Iron. Um pouco demorado.

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O prato tem uma apresentação simples, mas eficiente. Vem salpicado com uma infinidade de pedacinhos picados de cebolinha, dois potinhos com molho, maionese temperada e ketchup, mais três lascas de batatas rústicas.

Os nomes dos hambúrgueres são legais, tem o Paranoid, o  Hell Bells, o Seek & Destroy, até o War Pigs (que vai ser o post da semana que vem). Pra quem não se ligou, clique nos nomes e saberão a origem das escolhas. É o Good Burger hiperlink, web3.0 e o caralho a quatro facilitando sua vida.

No cardápio constava só hambúrguer e cheddar.
Pasmem vocês, tá, vocês não iriam pasmar porque são mais espertos que eu, mas eu fiquei surpreso ao ver a quantidade de cebola, que no cardápio não dizia acompanhar mas eu devia ter me ligado que quando tem cheddar a cebola é meio implícita. “Porra!  …vinte anos de curso, porra!”
Mas lá estava a dupla, pra mim não muito dinâmica, Cheddar & Cebola Caramelizada. Vocês achando que eu tinha me fodido por causa da cebola doce que já reclamei aqui outras vezes. Digo-vos que nem me fodi, elas não estavam doces, arrá! E parte da salvação do sanduba vem das cebolas, elas, com uma mãozinha da alface e da maionese.

A carne é de bom tamanho, parece de boa qualidade e tal, mas achei salgada, talvez por eu estar comendo cada vez menos sal. Mas até aí beleza, o negócio é pra ser salgado mesmo, o problema é que passou do ponto e estava rija. Bem passada, escurona mesmo, e dura. Aí não rola, aí foi que o barraco desabou, nessa que o meu barco se perdeu … opa, vou apanhar dos roqueiros, mas ainda assim, foi nessa que a nota caiu.
A carne sem os sucos só não ficou tão problemática por causa dos molhos da cebola, da maionese, e até do cheddar que salvaram a pátria das caveiras douradas.

Caveiras douradas é uma parada meio Glam, né!?

Tem um alface ralado disfarçado, você não o vê, mas ele está lá. Sua mãe iria gostar, você come salada e nem percebe, aliás, comer salada sem ver e sem sentir não é o ideal pra vida?

O pão é um pão estrela que estava muito macio.  Pão estrela é um pão do tipo francês mas com uns gomos, que às vezes em sanduíches vira um problema porque os gomos vão se desprendendo e aí desmonta tudo.
Esse não desmontou, talvez pelo pão não estar tão sequinho e quebradiço, não tão fresquinho, mas estava do jeito que gosto e mesmo com os molhos e saladas (cebola conta como salada?), segurou bem.

Outro ponto negativo é que tinha bem pouco cheddar, cheddar em pasta, daquele laranja clarinho que vocês compram pra fazer nachos na casa dos amigos. Mas só deu pra perceber o pouco do queijo processado que ficou meio por acaso nas bordas do pão. No cardápio falava só carne e cheddar, era de se esperar bastante, pelo menos eu fiquei esperando.

Acompanha uns três pedaços grandes de batata rústica, ou seja, batata cortada em lascas grandes, gordas, fritas e com um suave tempero que não consegui identificar. No potinho com maionese que vem junto do lanche também tem um tempero, bem provável que seja o mesmo tempero que não identifiquei no tubérculo.
A batata com essa maionese ficou muito bom, até queria um pedaço de gordice… mas não tinha, já era game over para o sino do inferno que retumbava no meu estômago.

Semana que vem tem mais, amiguinhos.
Cause Im back! Im back in black!

Ficha técnica:

Hell Bells

Ingredientes: “Hamburguer de carne com cheddar – Todos os pratos vem acompanhados com batatas rústicas e molhos especiais.”

Preço: R$14,00 mais uma água Timbu 500ml, R$2,50 (porque agora sou mais ou menos saudável).  ficou R$16,50.

Ponto alto: O lugar/trilha sonora, apresentação, sustância, preço e a batata com maionese.

Ponto baixo: Carne rija e bem passada, bem pouco cheddar, não avisar no cardápio sobre as cebolas.

Avaliação: B-

O Gold Skull fica na Rua Augusto Stellfeld, 332, esquina com a Alameda Cabral, no centro. Não achei a informação dos dias que funciona e nem telefone, só achei que abre as 15h.

 
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Publicado por em 02/21/2014 em Uncategorized

 

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Kaes Bar – Kaes Especial

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O Kaes Bar é um bar (não, jura?!) de cervejeiros, futeboleiros, estudantes da federal e fumadores de narguilé (potenciais homens tocha sem super poderes).
O lugar é uma casa antiga, com mesas de madeira e cadeiras com assento de palha trançada. A decoração é praticamente toda baseada em cerveja, quadros de cervejas, garrafas de cervejas, luminárias feita com camisinha de cerveja… No primeiro ambiente, o teto tem uma constelação formada com bolachas de chopp. A mesa em que ficamos tinha o tampo cravado de tampinhas (ou champinhas, como diria meu vô) de cerveja Klein.

Tivemos que pagar dois reais de entrada. Não sei se é todo dia, mas quem que cobra DOIS reais de entrada??
Deve ser porque era dia de futebol na TV, então os dois reais devem ser por causa do pay-per-view … Pode isso, Arnaldo? Pode isso, Anatel?

Enfim, o que nos interessa é que tem umas 10 opções de hambúrgueres, divididos em Premium e Classics. Tá certo que muda muito pouco entre um e outro, mas tudo bem, tem lugares que não tem nem tem três opções.

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O sanduba, como estamos vendo na foto, chama Kaes Especial, e chega pra gente aberto, bonito, analisável, aí cabe a você fechar o bicho e botar para dentro.

Uma das primeiras coisas que chamam atenção, logo em cima, são os cubinhos de bacon, fica bonito visto assim com o pão aberto, mas ao fechar eles meio que desaparecem, quase não são sentidos, percebi mesmo os que caíram e comi separadamente. Bacon em tiras seria melhor, sempre é.

Pãozão, no aumentativo mesmo porque o pão é grande. A base dele deve ter quase uns três dedos de altura. É o pão tradicional de X-salada de lanchonete, de leite, grande, com gergelins que vão se desprendendo e ficando pelo caminho.

Agora, uma coisa perturbadora, e logo a segunda coisa que reparei. Presunto. Colocar presunto e queijo num sanduíche dito premium? Não, né! Isso é coisa de X-salada que a gente come nos Chinas do centro. Colocou a alcunha de premium, a expectativa sobe e aí que o Kaes cai na própria armadilha.
Ainda não estamos nesse ponto de transformar o tosco, o old school, em hype. Tem que esperar passar um pouco mais a moda dos hambúrgueres chics para fazer um Origins desses.
Fora que o queijo nem vi direito por estar embrulhado no presunto e não em cima da carne onde é seu lugar.

A carne, tem 90 gramas, segundo o cardápio, quando li achei que seria bem pouca carne, mas surpreendentemente é um hamburguinho bem razoável. Já vi por aí dizerem que tem 120g e não era maior que esse. Alguém está errando a mão.
Com belas marcas de grelha, tipo de comercial, com um tempero verdinho caseiro, bem passada por fora, e quase bem passado por dentro mas sem perder a umidade, a carne é uma das coisas boas desse sanduíche.

Devia ter pedido sem o barbecue, as vezes esqueço as minhas próprias regras, e uma delas é: sem barbecue. Já disse aqui em outros posts que acho que barbecue contamina tudo, tudo fica com aquele gosto de fumaça adocicada (um lance meio narguile), e pra mim perde muito a graça da brincadeira se tudo fica só com esse gosto.
Minha teoria é que os molhos (maionese não entra nessa) tem que ser servidos à parte. A não ser que seja um molho especial que faça parte da poção mágica que é um hambúrguer premium, gourmet, prime, especial ou outro nome desses.
Se não, faz como vi dia desses no JPL, coloca só um pouco no pão e manda mais num potinho. Simples, né. Se você quiser se entupir de molho fica a vontade, mas se não quiser, deixe estar.

Depois de tudo isso, tem a salada de alface, fresca e crocante, além da rodela quase imperceptível de tomate que repousava tranquilamente na em sua king size que era a metade de baixo do pão.
Acompanha molho/maionese de cebola, alho e verdinho,(num potinho extra). Meio mais ou menos esse molho verde, o melhor da cidade ainda é o do Mister Dog.

O acompanhamento de batatas foi surpreendente e também foi das primeiras coisas que chamaram a nossa atenção, ainda na mão do garçom. São batatas chips, até aí tudo bem, se não fossem chips tipo salgadinho industrializado que você compra no mercado. Vem meio saco de Yokitos ou outra “batata” dessas lisas, assadas ou fritas. Bem estranho e bem meia boca… mas comi as minhas e as do segundo hambúrguer do Yuri que vocês vão ver aqui semana que vem.

Embora não seja dos maiores, sustentou até umas hora, jão! O que é bem bom para um hambúrguer de 90g e menos de 10 reais.

Ficha técnica:

Kaes Especial

Ingredientes:  “Pão especial, maionese, hambúrguer 90g, queijo, presunto, alface, tomate, cebola, bacon e barbecue.”

Preço: R$9,50 + Coca-Cola lata R$3,50 e R$2 de entrada. R$15,00

Ponto alto: Preço camarada, carne boa, sustenta…

Ponto baixo: Cobrar entrada, batatas chips de mercado, presunto.

Avaliação: C-

O Kaes Bar fica na Rua Doutor Manoel Pedro, 715, no Cabral. Funciona de segunda à quinta 18h-00h. Sexta e sábado 18h-02h. (41)3253-3997.

 
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Publicado por em 04/05/2013 em Uncategorized

 

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